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Home Economia

Juros futuros sobem em meio a tensões no Oriente Médio e sinalizações do Banco Central

por Redação
11/09/2025
em Economia, Destaque, News
Juros Futuros - Gazeta Mercantil

Os juros futuros no Brasil registram um avanço moderado nesta quinta-feira (3), refletindo a cautela nos mercados globais devido à escalada das tensões no Oriente Médio e à alta nos rendimentos dos Treasuries, os títulos de dívida dos Estados Unidos. A movimentação dos juros no mercado interno acompanha a alta do dólar, que também segue pressionado pelos acontecimentos internacionais.

Além do cenário externo, o mercado local está atento às declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que ressaltou a necessidade de um “choque fiscal” para que o Brasil possa manter uma trajetória sustentável de juros baixos. Suas falas reforçam a preocupação com o desequilíbrio fiscal, que vem se agravando nos últimos meses, e com as dificuldades que o governo tem enfrentado para controlar os gastos públicos.

Cenário Internacional: Tensões no Oriente Médio e Impacto nos Mercados

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem sido um fator importante na aversão ao risco observada nos mercados globais. Com os investidores preocupados com a possibilidade de novos conflitos na região, há um movimento de busca por ativos mais seguros, como o dólar e os Treasuries, o que gera impactos diretos nas curvas de juros e nas moedas emergentes, como o real brasileiro.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries, considerados um dos principais termômetros do mercado de renda fixa global, continuam em alta. Isso reflete as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, possa manter uma política monetária mais restritiva por mais tempo, em resposta às pressões inflacionárias persistentes.

Esse aumento nos rendimentos dos títulos americanos eleva a atratividade dos ativos de renda fixa nos EUA, pressionando o fluxo de capital para os mercados emergentes. Como consequência, o dólar segue em alta, e os juros futuros no Brasil e em outras economias emergentes também sobem, refletindo o aumento do custo de captação para esses países.

Juros Futuros no Brasil: Acompanham o Cenário Externo e Pressões Fiscais Internas

No Brasil, o mercado de juros futuros tem demonstrado sensibilidade ao cenário externo e às questões fiscais internas. Às 9h35 desta quinta-feira, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2026 subia para 12,250%, ante 12,233% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2027 registrava alta para 12,325%, em comparação com 12,274% do ajuste anterior. Já o contrato para janeiro de 2029 avançava para 12,410%, de 12,359% no ajuste anterior.

Esses movimentos refletem o aumento da percepção de risco no mercado, que passa a precificar uma maior necessidade de ajuste fiscal por parte do governo brasileiro. As recentes declarações de Roberto Campos Neto reforçam essa expectativa. O presidente do Banco Central sinalizou que, para que o país possa conviver com juros baixos de forma sustentável, será necessário um esforço significativo para ajustar as contas públicas.

A piora das contas públicas, com aumento do déficit fiscal e dificuldades em implementar reformas estruturais, tem gerado preocupações sobre a capacidade do governo de controlar a inflação sem recorrer a elevações significativas na taxa de juros. Esse cenário de incerteza fiscal acaba por pressionar toda a curva de juros, desde os vencimentos mais curtos até os mais longos.

Choque Fiscal: A Solução Proposta pelo Banco Central

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou recentemente que o Brasil precisa de um “choque fiscal” para viabilizar uma trajetória de juros baixos de maneira sustentável. A fala de Campos Neto veio em um momento em que o mercado financeiro está cada vez mais preocupado com o crescimento do déficit fiscal e com a deterioração das contas públicas.

Esse “choque fiscal” refere-se à necessidade de o governo adotar medidas drásticas para reduzir os gastos públicos e aumentar a arrecadação, de forma a conter o crescimento da dívida pública e garantir a estabilidade econômica de longo prazo. No entanto, implementar esse tipo de ajuste não é uma tarefa fácil, especialmente em um cenário político conturbado e com pressões por mais gastos em áreas sociais e infraestrutura.

Se o governo brasileiro não conseguir implementar um ajuste fiscal adequado, o risco é que os juros precisem permanecer em níveis elevados por mais tempo para conter a inflação, o que, por sua vez, pode prejudicar ainda mais o crescimento econômico. Esse dilema entre a necessidade de ajuste fiscal e as demandas por mais investimentos é um dos principais desafios enfrentados pela equipe econômica.

O Impacto do Dólar Forte no Brasil

Outro fator que tem pressionado os juros futuros no Brasil é a alta do dólar, impulsionada pelos acontecimentos no exterior e pela valorização dos Treasuries. O dólar à vista tem avançado consistentemente nos últimos dias, o que eleva a inflação de produtos importados e aumenta os custos para as empresas brasileiras que dependem de insumos importados ou possuem dívida em moeda estrangeira.

Essa valorização do dólar aumenta as expectativas de que o Banco Central possa precisar manter uma política monetária mais restritiva para conter a inflação. A alta da moeda americana tem um impacto direto na economia brasileira, ao encarecer produtos importados e pressionar os preços no mercado doméstico.

Perspectivas para o Mercado de Juros no Brasil

A trajetória dos juros futuros no Brasil nos próximos meses dependerá de uma combinação de fatores internos e externos. O cenário internacional, com tensões no Oriente Médio e o comportamento dos Treasuries nos EUA, continuará a influenciar o mercado local. No entanto, as questões fiscais internas devem ser o principal foco dos investidores.

Se o governo brasileiro conseguir avançar em reformas estruturais e medidas de ajuste fiscal, é possível que o Banco Central tenha espaço para reduzir os juros no futuro. No entanto, se a situação fiscal continuar se deteriorando, o risco é que os juros precisem permanecer elevados por mais tempo, o que poderia prejudicar ainda mais o crescimento econômico e aumentar o custo de financiamento para as empresas e consumidores.

 

Tags: Banco Centralchoque fiscalcontas públicas.curva de jurosdólar à vistaeconomia brasileiraJuros FuturosMercado FinanceiroRoberto Campos NetoTreasuries

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