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Home Política

Lei Magnitsky: Sanção a Moraes Pode Reeleger Lula em 2026

por Redação
19/09/2025
em Política, Destaque, News
Lei Magnitsky: Sanção A Moraes Pode Reeleger Lula Em 2026 Gazeta Mercantil

Lei Magnitsky: Como a Sanção dos EUA a Moraes Pode Reeleger Lula e Reconfigurar o Cenário Político Brasileiro

A inclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista de sancionados pela Lei Magnitsky nos Estados Unidos gerou um abalo sísmico na política brasileira e acendeu debates intensos tanto no cenário nacional quanto internacional. As repercussões dessa decisão vão muito além da diplomacia: abrem espaço para novas articulações políticas, reacendem embates ideológicos e, segundo muitos analistas, podem até impulsionar a reeleição de Lula em 2026.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky foi criada nos Estados Unidos em 2012 e tem como principal objetivo aplicar sanções contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Inicialmente voltada para autoridades russas, a legislação foi expandida com a chamada Global Magnitsky Act, que permite penalizações a qualquer indivíduo ou entidade em qualquer parte do mundo.

As sanções previstas incluem congelamento de bens, restrições financeiras e proibição de entrada nos Estados Unidos. Mais do que punições econômicas, a lei serve como instrumento simbólico de defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas globais.


Por que Alexandre de Moraes foi incluído?

A sanção ao ministro Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos foi baseada em acusações de abuso de poder, censura e violações aos direitos fundamentais. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) afirmou que Moraes teria se envolvido em práticas autoritárias, como censura à liberdade de expressão, detenções arbitrárias e processos com conotação política — incluindo os que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa decisão gerou uma crise diplomática e uma forte reação tanto da esquerda quanto da direita no Brasil, evidenciando a profundidade dos conflitos ideológicos no país.


Reações da direita brasileira

Entre os primeiros a se manifestarem, esteve Joice Hasselmann, ex-deputada federal e ex-aliada de Bolsonaro. A jornalista e política declarou que, ao sancionar Moraes, os Estados Unidos teriam, na prática, “reeleito Lula. A frase repercutiu de forma viral nas redes sociais.

Joice, que já foi um dos rostos mais visíveis da direita bolsonarista, rompeu com o ex-presidente em 2019 e passou a criticar abertamente seus métodos. Segundo ela, a sanção contra Moraes não fortalece a direita, mas enfraquece o próprio discurso bolsonarista ao associar o movimento a práticas ilegais ou violentas.

Além disso, Hasselmann acusou a família Bolsonaro de induzir o governo americano ao erro, classificando-os como “milicianos” — em uma crítica severa à atuação internacional dos apoiadores do ex-presidente.


O caso Carla Zambelli: mais combustível no debate

Outro episódio que reacendeu a polarização foi a prisão da deputada Carla Zambelli, também ex-aliada de Bolsonaro, na Itália. Condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli estava foragida desde junho e foi detida em Roma no fim de julho.

Joice Hasselmann também se manifestou sobre o caso com sarcasmo, afirmando que Zambelli “enfim vai pagar pelos crimes que cometeu”. Esse tipo de posicionamento evidencia a fragmentação interna na direita brasileira, com antigas aliadas do bolsonarismo agora se tornando suas maiores críticas públicas.


Como isso pode fortalecer Lula?

A leitura feita por parte do eleitorado e de analistas políticos é clara: ao sancionar um ministro brasileiro por “violar liberdades”, os EUA — liderados por Joe Biden — acabaram fortalecendo o discurso do governo Lula, que se apresenta como defensor da democracia, das instituições e da soberania nacional.

Muitos brasileiros interpretam a decisão como uma ingerência externa em assuntos internos do país, o que pode gerar uma onda de nacionalismo em favor de figuras como Lula, que têm histórico de confrontar interesses norte-americanos. A retórica antiimperialista, tão conhecida nos discursos petistas, ganha força em um momento no qual os EUA parecem interferir diretamente nas estruturas do Judiciário brasileiro.

Além disso, a movimentação americana pode desestabilizar ainda mais a direita, que já se encontra fragmentada e sem uma liderança clara desde a inelegibilidade de Bolsonaro.


Os riscos para os EUA

A aplicação da Lei Magnitsky sobre uma autoridade da mais alta corte do Brasil, sem consulta formal ao governo brasileiro, pode se tornar um tiro no pé para a diplomacia norte-americana. Ao alimentar a narrativa de interferência estrangeira, os Estados Unidos correm o risco de afastar não apenas o governo Lula, mas também setores moderados da sociedade brasileira que valorizam a soberania nacional.

Para o eleitorado brasileiro, a percepção de que uma superpotência está tentando influenciar os rumos políticos internos pode ser suficiente para mobilizar votos em defesa da independência nacional — algo que, curiosamente, pode até unir petistas e antipetistas em uma frente comum contra os EUA.


O que está em jogo na eleição de 2026

A inclusão de Alexandre de Moraes na lista da Lei Magnitsky não é apenas um gesto simbólico; é um movimento geopolítico com consequências eleitorais tangíveis. Ao colocar um dos maiores desafetos do bolsonarismo no centro de uma disputa internacional, os EUA reacenderam a polarização política no Brasil.

No entanto, como aponta Joice Hasselmann, essa polarização pode ter um efeito colateral inesperado: a reeleição de Lula. O presidente, que busca consolidar sua imagem como defensor da democracia e do Estado de Direito, pode usar o episódio para reforçar sua base de apoio e conquistar novos eleitores indecisos.

Se o eleitor brasileiro perceber que figuras como Moraes estão sendo atacadas por defenderem a Constituição, enquanto ex-aliados de Bolsonaro se envolvem em escândalos e fugas internacionais, a balança pode pender ainda mais para o lado do atual governo.

A aplicação da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes não é apenas uma sanção diplomática. É um acontecimento de alto impacto político que pode reconfigurar a corrida presidencial de 2026 e redefinir as alianças entre Brasil e Estados Unidos.

Enquanto a direita se fragmenta, entre críticas e escândalos, a esquerda — especialmente Lula — pode sair fortalecida, convertendo a sanção americana em narrativa de soberania nacional e resistência democrática.

A frase “Trump acaba de reeleger Lula” pode soar exagerada, mas expressa um sentimento real: o de que, em tempos de polarização extrema, até ações internacionais podem ter efeitos diretos no voto do cidadão brasileiro.

Tags: Bolsonaro inelegívelCarla Zambelli presaeleições presidenciais BrasilJoice HasselmannLei MagnitskyLula 2026política brasileira 2026sanção Alexandre de Moraessanções EUA BrasilSTF censura

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