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Home Economia

Lula sanciona nova Tarifa Social de Energia e amplia desconto na conta de luz para 60 milhões de brasileiros

por Redação
09/10/2025 às 10h45 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h34
em Economia, Destaque, Notícias
Lula Sanciona Nova Tarifa Social De Energia E Amplia Desconto Na Conta De Luz Para 60 Milhões De Brasileiros - Gazeta Mercantil

Medida reforça apoio ao consumo de energia mais acessível e fortalece o plano social do governo a um ano das eleições de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova versão da Tarifa Social de Energia, medida que amplia os descontos na conta de luz e promete beneficiar diretamente 60 milhões de brasileiros. A iniciativa, já em vigor desde julho, representa uma das ações sociais mais amplas do atual governo e se consolida como peça estratégica no cenário político e econômico que antecede as eleições de 2026.

A nova Tarifa Social de Energia foi aprovada pelo Congresso Nacional em setembro e sancionada por Lula em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de ministros como Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). Com a sanção, o benefício foi incorporado definitivamente à política energética nacional, garantindo sua continuidade e ampliando o alcance do programa.


O que muda com a nova Tarifa Social de Energia

A Tarifa Social de Energia é uma política pública voltada para consumidores de baixa renda, que concede descontos na conta de luz de acordo com o nível de consumo mensal. A nova versão reformula completamente a forma de cálculo, garantindo isenção total para famílias que consomem até 80 kWh por mês e se enquadram nos critérios sociais estabelecidos pelo governo.

O benefício contempla famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal per capita de até meio salário mínimo, além de idosos e pessoas com deficiência beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada). O desconto integral também vale para famílias indígenas e quilombolas cadastradas no CadÚnico e para aquelas que vivem em sistemas isolados — comunidades sem acesso à rede elétrica interligada nacional.

Na prática, uma família que consuma 100 kWh por mês e esteja dentro dos critérios terá 80 kWh totalmente isentos, pagando apenas pelos 20 kWh excedentes. Essa mudança garante uma economia expressiva para milhões de brasileiros e reforça o papel social do governo na redução da desigualdade energética.


Descontos maiores e novas faixas de benefício

Antes da sanção presidencial, a Tarifa Social de Energia já previa descontos graduais conforme o consumo:

  • 65% de desconto para consumo entre 0 e 30 kWh;

  • 40% de desconto para consumo entre 31 e 100 kWh;

  • 10% de desconto para consumo entre 101 e 220 kWh.

Com a nova estrutura, o benefício foi ampliado e unificado, resultando em descontos médios mais altos em todas as faixas. Por exemplo, uma família com consumo mensal de 150 kWh e que se enquadre nos critérios sociais passará a receber 60% de desconto, enquanto antes teria apenas 10%.

A medida cria ainda uma nova categoria de desconto social para famílias com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa e consumo de até 120 kWh por mês. Para esse grupo, a principal mudança é a isenção da cobrança da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) — encargo que representa cerca de 12% da conta de luz.

Essa faixa de transição busca evitar que famílias de baixa renda sofram aumentos abruptos ao saírem da Tarifa Social e migrarem para a tarifa convencional. A política cria, portanto, um mecanismo de proteção social escalonado, favorecendo a estabilidade financeira das famílias que estão melhorando gradualmente sua renda.


Impacto econômico e social da nova Tarifa Social de Energia

A sanção da nova Tarifa Social de Energia tem impacto direto sobre o orçamento doméstico de milhões de famílias. Em um cenário de inflação controlada, mas com custo de vida ainda elevado, a economia gerada na conta de luz representa um alívio financeiro relevante, especialmente para as famílias mais vulneráveis.

Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, cerca de 60 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados pela medida. Esse número equivale a quase 30% da população nacional, o que demonstra a dimensão social da política.

Além do aspecto econômico, a medida contribui para reduzir a inadimplência no setor elétrico e melhorar o equilíbrio financeiro das distribuidoras. Ao garantir descontos automáticos e previsíveis, o programa ajuda a estabilizar o consumo e reduz o risco de cortes de energia entre as famílias de baixa renda.


O peso político da medida em ano pré-eleitoral

A sanção da nova Tarifa Social de Energia acontece em um momento estratégico para o governo. A um ano das eleições presidenciais de 2026, Lula reforça sua imagem de gestor comprometido com as políticas sociais e com a inclusão energética.

O benefício atinge diretamente a base eleitoral do presidente, composta majoritariamente por famílias de baixa renda e moradores de regiões mais vulneráveis. Para analistas políticos, a medida tem forte potencial de impacto eleitoral, uma vez que o tema da conta de luz é sensível e afeta o cotidiano de todos os brasileiros.

A ampliação da Tarifa Social de Energia também é vista como uma resposta às críticas sobre o aumento do custo de vida e aos desafios fiscais enfrentados pelo governo. Ao garantir que o benefício seja mantido e expandido, o Planalto demonstra compromisso com o poder de compra da população e com a sustentabilidade social do país.


Como funciona a nova política de descontos

O novo modelo da Tarifa Social de Energia foi desenvolvido para tornar a adesão automática e evitar a exclusão de beneficiários elegíveis. Famílias que estejam devidamente inscritas no CadÚnico ou no BPC terão o desconto aplicado automaticamente pela distribuidora local.

O governo também determinou que os cadastros sejam revisados de forma contínua, garantindo que os benefícios cheguem apenas a quem realmente precisa. O cruzamento de dados entre Ministério da Cidadania, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e distribuidoras será intensificado para evitar fraudes e falhas na concessão.

Além do desconto integral de até 80 kWh/mês, o programa mantém benefícios parciais em faixas superiores de consumo, estimulando o uso consciente da energia. A política é acompanhada de campanhas educativas voltadas para o consumo eficiente e a redução do desperdício energético.


Tarifa Social de Energia e sustentabilidade

Outro ponto de destaque da nova Tarifa Social de Energia é sua conexão com a agenda verde do governo. Ao incentivar o consumo eficiente e reduzir o peso da conta de luz para famílias de baixa renda, a medida promove a sustentabilidade energética e contribui para metas de descarbonização do setor elétrico.

O Ministério de Minas e Energia também pretende usar o programa como plataforma para incentivar o uso de energia solar residencial, especialmente em comunidades de baixa renda. O objetivo é integrar políticas sociais e ambientais, garantindo acesso à energia limpa e barata para todos os brasileiros.


Desafios e custos da ampliação da Tarifa Social

Apesar dos benefícios sociais, a ampliação da Tarifa Social de Energia representa um desafio para o equilíbrio do setor elétrico. Os descontos concedidos são compensados por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que é custeado por todos os consumidores.

A expectativa é que o impacto tarifário seja diluído ao longo dos próximos anos, com o governo buscando novas fontes de financiamento para o subsídio. A Aneel e o Ministério da Fazenda já estudam mecanismos para reduzir o peso da CDE sobre as contas de energia, sem comprometer o alcance do benefício.

Economistas avaliam que o custo adicional do programa pode ser compensado pelos efeitos positivos no consumo e na arrecadação indireta. O aumento da renda disponível das famílias tende a impulsionar a economia local, gerando um ciclo de estímulo à atividade econômica e melhoria do bem-estar social.


Energia mais justa e política em movimento

A nova Tarifa Social de Energia representa um avanço significativo na política de inclusão social e energética do Brasil. Com 60 milhões de beneficiários, a medida reforça o compromisso do governo com a justiça tarifária, ao mesmo tempo em que projeta efeitos políticos e econômicos de grande alcance.

Para Lula, a sanção da MP simboliza mais do que um benefício econômico — é uma mensagem política clara de que o governo pretende manter a agenda social ativa e popular até as eleições de 2026.

A expectativa é que a medida reduza desigualdades regionais, amplie o acesso à energia elétrica e se torne um dos principais legados da atual gestão.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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