<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" >

<channel>
	<title>Ibovespa &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
	<atom:link href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://gazetamercantil.com</link>
	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Oct 2026 15:33:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://gazetamercantil.com/wp-content/uploads/2023/07/G-Icon-1-75x75.png</url>
	<title>Ibovespa &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
	<link>https://gazetamercantil.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<atom:link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.appspot.com"/>
<atom:link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.superfeedr.com"/>
<atom:link rel="hub" href="https://websubhub.com/hub"/>
<atom:link rel="self" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa/feed"/>
	<item>
		<title>Ibovespa hoje (13/10): Bolsa recua dos 209 mil pontos com eleições e inflação no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:15:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim Focus]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[dólar comercial]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de ações]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=442873</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus recordes históricos na semana passada. A realização de lucros ocorre em meio à divulgação de novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições presidenciais, à deterioração das [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus recordes históricos na semana passada. A realização de lucros ocorre em meio à divulgação de novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições presidenciais, à deterioração das expectativas de inflação e à elevação do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340635">dólar</a> e dos juros futuros. No exterior, os investidores acompanham as tensões no Oriente Médio e os resultados dos grandes bancos americanos, fatores que acrescentam volatilidade aos mercados globais.</p>
<p>Às 12h37, pelo horário de Brasília, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340631">Ibovespa</a> recuava 0,84%, aos 207.316,78 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 209.071,98 pontos e a mínima de 206.146,15 pontos. A diferença de aproximadamente 2.926 pontos entre os extremos da sessão demonstra a intensidade dos ajustes realizados pelos investidores desde a abertura. O índice chegou a perder quase 1,4% em relação ao fechamento anterior, mas recuperou parte do terreno durante a manhã.</p>
<p>O movimento contrasta com o desempenho da última sexta-feira (9), quando o principal indicador da B3 avançou 1,38%, aos 209.066,90 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Na ocasião, a máxima intradiária alcançou 209.713,45 pontos, enquanto a valorização acumulada nos cinco pregões da semana atingiu 8,82%, impulsionada principalmente pela reavaliação de ativos brasileiros após o primeiro turno presidencial.</p>
<p>No câmbio, o dólar comercial voltou a ultrapassar R$ 5, depois de registrar queda de aproximadamente 4,44% na semana anterior. Às 11h59, a moeda americana subia 0,45%, cotada a R$ 5,007, após atingir R$ 5,028 na máxima do dia. Os juros futuros também avançavam, pressionando especialmente <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340634">empresas</a> de varejo, construção, locação de veículos e outros setores mais sensíveis ao custo de financiamento.</p>
<h2>Ibovespa realiza lucros depois de ganhar quase 9% em cinco pregões</h2>
<p>A correção desta terça-feira ocorre depois de uma valorização excepcionalmente rápida do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340633">mercado</a> brasileiro. Em 5 de outubro, primeiro pregão após o resultado do primeiro turno, o Ibovespa disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, em um movimento acompanhado pela queda do dólar e pelo fechamento das taxas de juros futuros.</p>
<p>A alta prosseguiu de maneira irregular nos dias seguintes, até culminar no recorde de sexta-feira. No acumulado de outubro até aquela sessão, o índice registrava valorização de 12,20%, enquanto os ganhos em 2026 chegavam a 29,75%.</p>
<p>Esse desempenho criou condições para uma realização de lucros, especialmente entre investidores que haviam ampliado posições em empresas de maior risco ou mais dependentes de uma trajetória favorável da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340632">política</a> monetária.</p>
<p>Quando as ações acumulam ganhos expressivos em poucos pregões, parte dos participantes do mercado tende a reduzir posições para preservar os retornos obtidos. O movimento pode ocorrer mesmo sem mudanças relevantes nos fundamentos das companhias, principalmente quando novos acontecimentos aumentam a incerteza sobre as expectativas utilizadas na avaliação dos ativos.</p>
<p>O consultor sênior da ZERO Markets Brasil, Otávio Araújo, atribuiu a pressão vendedora à combinação entre o retorno das negociações após o feriado, as pesquisas eleitorais e o cenário internacional. Na avaliação do especialista, a correção representa inicialmente um ajuste de posições, sem configurar necessariamente uma reversão duradoura da tendência de alta.</p>
<p>A dimensão do recuo também precisa ser considerada em perspectiva. Mesmo na mínima desta terça-feira, aos 206.146 pontos, o Ibovespa permanecia aproximadamente 14 mil pontos acima do fechamento de 2 de outubro, último pregão anterior ao primeiro turno presidencial.</p>
<p>A comparação indica que a correção ainda devolvia apenas uma parte da valorização acumulada desde o início do mês, embora a intensidade das oscilações revele um mercado mais sensível às novas informações econômicas e políticas.</p>
<h2>Vale e bancos pressionam Bolsa, enquanto Petrobras avança</h2>
<p>O desempenho das ações de maior participação no Ibovespa ajuda a explicar por que o índice registrava perdas apesar da valorização de algumas companhias importantes.</p>
<p>A Vale (VALE3) operava em baixa, acompanhando o recuo do minério de ferro no mercado chinês. Às 11h24, os papéis da mineradora caíam 1,38%, negociados a R$ 66,96. Na Bolsa de Dalian, o contrato futuro da commodity encerrou as negociações diurnas em queda de 1,10%, a 677 yuans por tonelada.</p>
<p>O movimento reflete a sensibilidade das mineradoras às condições de demanda e aos preços internacionais de matérias-primas. Como a Vale possui peso relevante na composição do Ibovespa, sua desvalorização exerce pressão sobre o resultado agregado do índice.</p>
<p>Os principais bancos brasileiros também contribuíam para o desempenho negativo. Às 11h29, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) recuavam 1,76%, enquanto as do Bradesco (BBDC4) perdiam 1,72%. Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) apresentavam quedas de 0,62% e 0,16%, respectivamente.</p>
<p>A pressão sobre o setor bancário ocorre após uma semana de forte valorização das instituições financeiras, favorecidas anteriormente pela queda dos juros futuros e pela melhora da percepção de risco sobre os ativos domésticos.</p>
<p>Em sentido contrário, a Petrobras apresentou desempenho positivo. Às 12h55, as ações ordinárias PETR3 subiam 1,28%, enquanto as preferenciais PETR4 avançavam 1,39%, contribuindo para limitar a queda do Ibovespa.</p>
<p>O movimento das ações da estatal ocorreu apesar da oscilação dos preços internacionais do petróleo. Às 12h21, o barril do WTI avançava 0,13%, a US$ 93,86, enquanto o Brent recuava 0,74%, a US$ 105,86.</p>
<p>A divergência entre os preços do petróleo e o comportamento dos papéis da Petrobras mostra que a avaliação da empresa não depende exclusivamente da commodity. Expectativas sobre produção, margens de refino, dividendos, investimentos e política de preços também influenciam as decisões dos investidores.</p>
<h2>VAMOS3 e Localiza lideram quedas entre ações do Ibovespa</h2>
<p>A correção atingiu com maior intensidade empresas que acumulavam valorização expressiva ou apresentam sensibilidade elevada às condições de financiamento.</p>
<p>Às 12h12, a Vamos (VAMO3) liderava as perdas entre os componentes do Ibovespa, com queda de 9,33%, a R$ 6,22. A Localiza (RENT3) aparecia em seguida, recuando 6,40%, a R$ 51,02.</p>
<p>Também figuravam entre as maiores baixas C&amp;A (CEAB3), com desvalorização de 5,82%, Lojas Renner (LREN3), que perdia 4,38%, e Hypera (HYPE3), com queda de 3,97%.</p>
<p>A concentração de perdas em locadoras de veículos e varejistas está relacionada, entre outros fatores, à sensibilidade desses <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340625">negócios</a> às taxas de juros. Empresas que dependem de financiamento para expandir suas operações ou manter estoques podem ter suas expectativas de lucro afetadas quando o mercado passa a exigir taxas de retorno mais elevadas.</p>
<p>A queda da Localiza ocorreu também em um momento de revisão das preferências dos analistas para o setor de transportes. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o JPMorgan elevou a recomendação da Rumo (RAIL3) para exposição acima da média e reduziu a classificação da Localiza para neutra, citando a valorização recente dos papéis e a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Na ponta positiva, a Prio (PRIO3) liderava os ganhos às 12h14, com alta de 2,05%, a R$ 65,77. A Brava Energia (BRAV3) avançava 2,04%, seguida por Telefônica Brasil (VIVT3), com 1,81%, Ambev (ABEV3), com 1,44%, e Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que subia 1,38%.</p>
<p>A distribuição dos ganhos e perdas indica que a pressão vendedora não estava concentrada em uma única companhia. O recuo alcançava diferentes setores, embora algumas empresas de energia e consumo apresentassem resistência à correção.</p>
<h2>Pesquisas BTG/Nexus e PoderData mostram empate técnico nas eleições</h2>
<p>A divulgação de novas pesquisas sobre a eleição presidencial acrescentou incerteza à sessão. O levantamento BTG/Nexus, publicado nesta terça-feira, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na simulação estimulada para o segundo turno.</p>
<p>Considerando apenas os votos válidos, o resultado foi de 52% para Flávio e 48% para Lula. A pesquisa entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.</p>
<p>O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro informada pelo instituto.</p>
<p>Outra pesquisa divulgada nesta terça-feira, realizada pelo PoderData em parceria com a Aya, apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre 10 e 12 de outubro, em 686 municípios, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.</p>
<p>Na comparação com a rodada anterior do PoderData, divulgada em 8 de outubro, a diferença numérica entre os candidatos diminuiu de seis para dois pontos percentuais.</p>
<p>Para os investidores, os levantamentos são relevantes porque influenciam as expectativas sobre a condução da política econômica a partir de 2027. Gestores procuram avaliar propostas relacionadas ao equilíbrio fiscal, regras orçamentárias, tributação e política de investimentos.</p>
<p>A valorização da Bolsa depois do primeiro turno esteve associada, segundo participantes do mercado, à expectativa de um possível ajuste fiscal em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Essa interpretação, entretanto, permanece sujeita às propostas efetivamente apresentadas pelos candidatos e às condições de implementação de suas políticas.</p>
<p>A existência de empate técnico nas pesquisas também demonstra que não há definição eleitoral. Oscilações nas intenções de voto não permitem determinar o resultado da eleição nem estabelecem, isoladamente, uma relação causal com o movimento dos preços dos ativos.</p>
<h2>Boletim Focus eleva inflação de 2026 para 5,22%</h2>
<p>O cenário macroeconômico acrescentou outro elemento de cautela ao pregão. O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira mostrou que a mediana das expectativas para a inflação brasileira de 2026 aumentou de 5,01% para 5,22%, na quarta semana consecutiva de elevação.</p>
<p>A projeção supera o limite superior de 4,5% do regime de metas de inflação, cujo objetivo central é de 3%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30%, enquanto as medianas para 2028 e 2029 ficaram em 3,79% e 3,50%, respectivamente.</p>
<p>A revisão ocorre depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,82% em setembro, acumulando alta de 4,58% em 12 meses. O resultado foi pressionado por aumentos de preços em diferentes grupos de consumo, incluindo energia elétrica e transportes.</p>
<p>Apesar da piora nas expectativas inflacionárias, os economistas consultados pelo Banco Central reduziram de 13,50% para 13,25% a projeção da taxa Selic ao final de 2026. Para dezembro de 2027, a estimativa permaneceu em 12%.</p>
<p>A combinação de inflação mais elevada e expectativa de redução dos juros exige atenção porque pode limitar o espaço para flexibilização monetária caso as pressões sobre os preços persistam.</p>
<p>Para a Bolsa, os efeitos não são uniformes. Empresas com elevado endividamento tendem a se beneficiar de taxas menores, enquanto companhias com receitas vinculadas ao dólar ou preços internacionais podem responder de maneira diferente às oscilações cambiais.</p>
<p>A revisão do Focus reforça, portanto, a necessidade de avaliar as ações não apenas pela expectativa de queda dos juros, mas também pela capacidade das empresas de preservar margens e resultados em um ambiente de inflação mais persistente.</p>
<h2>FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026</h2>
<p>O ambiente econômico também foi influenciado pela divulgação das novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). No relatório de outubro, a instituição reduziu de 2,4% para 2,2% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026.</p>
<p>Para 2027, o FMI passou a projetar expansão de 1,9%, refletindo um cenário de juros elevados, menor impulso fiscal e dificuldades associadas às condições financeiras internacionais.</p>
<p>A revisão contrasta com a perspectiva mundial. O Fundo elevou ligeiramente sua estimativa de crescimento global em 2026, de 3% para 3,1%, apoiada principalmente pela expansão dos investimentos ligados à inteligência artificial.</p>
<p>O relatório também alerta para riscos decorrentes da guerra no Oriente Médio, dos preços elevados da energia e do aumento do endividamento de diferentes economias.</p>
<p>Para o Brasil, a perspectiva de crescimento mais moderado reforça a importância da evolução do crédito, do consumo e dos investimentos. Uma atividade econômica menos dinâmica pode limitar a expansão das receitas empresariais, embora seus efeitos dependam das características de cada setor.</p>
<h2>Petróleo, Wall Street e balanços americanos ampliam volatilidade</h2>
<p>No exterior, o pregão ocorre em meio à reavaliação das expectativas para os resultados corporativos americanos e à continuidade das tensões geopolíticas.</p>
<p>Em Nova York, os principais índices abriram sem direção única. Por volta das 10h31, o Dow Jones avançava 0,69%, enquanto o S&amp;P 500 recuava 0,04% e o Nasdaq perdia 0,30%.</p>
<p>A temporada de balanços do terceiro trimestre ganhou força com a divulgação dos resultados de grandes instituições financeiras, incluindo JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Wells Fargo.</p>
<p>Os investidores também acompanham o desempenho das empresas de tecnologia, especialmente diante das dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. A pressão recente sobre fabricantes de semicondutores na Ásia acrescentou cautela aos mercados internacionais.</p>
<p>No setor de energia, os preços do petróleo permanecem sensíveis às informações sobre o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A possibilidade de interrupções na produção e no transporte de combustíveis mantém elevados os riscos de novas oscilações nas cotações internacionais.</p>
<p>Para a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340627">economia</a> brasileira, esses fatores podem produzir efeitos distintos. A valorização do petróleo tende a favorecer determinadas empresas produtoras, mas também pode ampliar pressões inflacionárias e afetar o custo de transporte e produção.</p>
<h2>O que esperar do Ibovespa nos próximos pregões?</h2>
<p>Depois de uma semana de valorização excepcional, o comportamento do Ibovespa dependerá da capacidade dos investidores de absorver novas informações sem ampliar a realização de lucros.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, a região de 209.713 pontos, correspondente à máxima histórica alcançada na sexta-feira, constitui uma referência importante para avaliar eventual retomada das compras. Já a faixa próxima de 204 mil pontos aparece entre os suportes acompanhados por analistas gráficos.</p>
<p>Esses patamares não representam garantias de comportamento futuro, mas referências utilizadas para observar a intensidade dos movimentos compradores e vendedores.</p>
<p>A agenda dos próximos dias inclui novas pesquisas eleitorais, indicadores do comércio varejista e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), referente a agosto. Também continuará no radar a discussão legislativa sobre a redução da jornada de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340626">trabalho</a> e o fim da escala 6&#215;1.</p>
<p>No exterior, a divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos e a evolução da temporada de balanços poderão influenciar as expectativas sobre os juros americanos, com efeitos sobre o dólar e os mercados emergentes.</p>
<p>A sessão desta terça-feira mostra que a Bolsa brasileira entrou em uma fase de maior seletividade depois da alta histórica registrada no início de outubro. A recuperação de parte das perdas ao longo da manhã indica que ainda existe demanda por determinados ativos, especialmente empresas de energia, mas o avanço dos juros e do dólar impõe obstáculos à continuidade da valorização generalizada.</p>
<p>A correção observada até o início da tarde ainda não elimina os ganhos expressivos acumulados desde o primeiro turno. Sua continuidade dependerá da evolução das expectativas econômicas, dos resultados corporativos e da percepção de risco dos investidores.</p>
<p><strong>Com o Ibovespa próximo dos 207 mil pontos, o mercado passa a testar se o movimento recente de valorização possui sustentação suficiente para superar novas rodadas de volatilidade, ou se precisará de um período mais prolongado de acomodação antes de buscar outros recordes.</strong></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa sobe com Petrobras e petróleo enquanto mercado acompanha eleições e juros dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-alta-petrobras-petroleo-dolar-eleicoes-juros-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 15:33:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[juros dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1533113</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa retomou o sinal positivo nesta quinta-feira (8), depois de duas sessões de correção após o salto provocado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. No fim da manhã, o índice avançava 0,86%, aos 206.056,75 pontos, enquanto o dólar comercial oscilava perto da estabilidade, a R$ 5,016. A recuperação da Bolsa ocorre em [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa retomou o sinal positivo nesta quinta-feira (8), depois de duas sessões de correção após o salto provocado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. No fim da manhã, o índice avançava 0,86%, aos 206.056,75 pontos, enquanto o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340477">dólar</a> comercial oscilava perto da estabilidade, a R$ 5,016. A recuperação da Bolsa ocorre em um ambiente de forças opostas: de um lado, a alta do petróleo e a continuidade da percepção favorável ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340480">mercado</a> em relação ao cenário eleitoral; de outro, o avanço dos juros dos títulos americanos e a perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve.</p>
<p>A sessão também mostra uma mudança importante na composição do movimento. O índice é sustentado principalmente por <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340478">empresas</a> ligadas ao petróleo, enquanto bancos e Vale pressionam o desempenho. Petrobras (PETR3) avançava 2,25% e Petrobras (PETR4), 1,80%. Prio (PRIO3) subia 2,72% e Brava Energia (BRAV3), 1,56%. Em sentido contrário, Vale (VALE3) perdia 1,09%, Bradesco (BBDC3) recuava 1,24% e Bradesco (BBDC4), 1,14%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) caía 0,71% e Banco do Brasil (BBAS3), 0,45%.</p>
<p>O desempenho atual ainda deixa o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340482">Ibovespa</a> abaixo do fechamento de 206.911 pontos registrado na segunda-feira (5), quando o mercado reagiu ao primeiro turno com uma alta de 7,70%. Naquela sessão, o índice chegou a 209.605 pontos na máxima intradiária, antes de encerrar em 206.911 pontos. Depois, recuou 0,52% na terça e 0,74% na quarta-feira, fechando o dia 7 aos 204.302,33 pontos. Com a recuperação observada nesta quinta-feira, o índice devolve boa parte da correção mais recente, mas ainda permanece cerca de 0,4% abaixo do fechamento de segunda e aproximadamente 1,7% distante da máxima intradiária que marcou o primeiro pregão após a eleição.</p>
<h2>Petróleo muda a composição das altas na B3</h2>
<p>O principal vetor setorial do pregão é a disparada do petróleo no mercado internacional. O Brent subia mais de 3,6%, para a região de US$ 105 por barril, enquanto o WTI avançava perto de 4%, em um ambiente de preocupação com a oferta no Oriente Médio. A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã elevou o prêmio geopolítico da commodity e reforçou a percepção de risco sobre o transporte de petróleo na região.</p>
<p>Para as ações brasileiras, o movimento tem efeito desigual. As companhias produtoras de petróleo tendem a se beneficiar diretamente da alta das cotações, especialmente quando o mercado interpreta o avanço do barril como persistente o suficiente para melhorar as expectativas de receita e geração de caixa. É esse mecanismo que ajuda a explicar a diferença de desempenho entre Petrobras, Prio e Brava e os setores domésticos que lideraram o primeiro movimento de alta após a eleição.</p>
<p>A Petrobras ainda recebeu um estímulo específico do lado operacional. No 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7), a companhia arrematou, sozinha, os blocos Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos. Os dois ficaram com 100% de participação da estatal. A rodada teve sete blocos arrematados, com bônus de assinatura somando R$ 530,5 milhões e previsão de R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos na fase de exploração.</p>
<p>A participação da Petrobras na rodada amplia sua exposição à fronteira exploratória do pré-sal, mas os efeitos financeiros não são imediatos. Segundo o cronograma da ANP, as vencedoras ainda precisam cumprir etapas de qualificação, pagamento dos bônus e formalização contratual, com assinatura dos contratos de partilha prevista até 26 de fevereiro de 2027. Para o mercado acionário, portanto, a contribuição mais imediata nesta quinta-feira vem do petróleo, enquanto o resultado do leilão adiciona um componente operacional à leitura sobre a estratégia de longo prazo da companhia.</p>
<h2>Eleição continua influenciando prêmio de risco brasileiro</h2>
<p>O segundo elemento doméstico continua sendo a disputa presidencial. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença foi de 1,87 ponto percentual, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro.</p>
<p>A primeira pesquisa divulgada para a nova etapa da disputa ampliou a vantagem do candidato do PL. O PoderData/Aya mostrou Flávio com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. O levantamento ouviu 3.000 eleitores entre 5 e 7 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.</p>
<p>O dado representa uma alteração relevante em relação à margem observada nas urnas. A diferença passou de 1,87 ponto percentual no resultado oficial do primeiro turno para seis pontos na pesquisa. Em termos absolutos, a vantagem estimada no levantamento é mais de três vezes maior do que a registrada na votação. Isso não significa antecipação do resultado eleitoral, mas explica por que o mercado continua incorporando ao preço dos ativos uma probabilidade maior de alternância de poder do que aquela implícita antes da votação.</p>
<p>O movimento também precisa ser lido com cautela. Pesquisa eleitoral é uma fotografia da intenção de voto no período de coleta, e não uma projeção matemática do resultado final. Além disso, a primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno está prevista para esta quinta-feira, depois do horário em que o mercado brasileiro já opera, o que mantém a possibilidade de novas oscilações ao longo do pregão. O Datafolha entrevistou 2.520 eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro.</p>
<h2>Juros dos EUA colocam limite para a busca por risco</h2>
<p>No exterior, a principal dificuldade para a continuidade do rali brasileiro está nos juros americanos. O rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 5,33%, próximo dos níveis mais altos em mais de duas décadas, enquanto os títulos mais longos também operam com taxas elevadas. Esse movimento reduz a atratividade relativa dos mercados emergentes ao elevar o retorno disponível em ativos considerados mais seguros.</p>
<p>A pressão aumentou depois de uma manifestação do governador do Federal Reserve Christopher Waller nesta quinta-feira. Segundo ele, caso os dados econômicos evoluam conforme o esperado, novos aumentos da taxa básica americana podem ser necessários para levar a inflação de volta à meta de 2%. O Fed elevou em setembro a faixa dos juros para 3,75% a 4% e terá nova reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto em 27 e 28 de outubro.</p>
<p>Os números do mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340481">trabalho</a> também reforçaram essa leitura. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram para 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro, abaixo da expectativa de 200 mil. Os pedidos continuados subiram em 17 mil, para 1,716 milhão. A combinação indica que as demissões permanecem contidas, ao mesmo tempo em que a absorção dos trabalhadores desempregados mostra alguma perda de velocidade.</p>
<p>Esse quadro é particularmente relevante para o Brasil porque aumenta a sensibilidade dos mercados locais à trajetória dos juros americanos. Uma <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340479">política</a> monetária mais restritiva nos Estados Unidos tende a fortalecer o dólar e elevar o custo de financiamento global, reduzindo parte do efeito positivo gerado por fatores domésticos.</p>
<h2>Dólar permanece acima de R$ 5 após forte valorização do real</h2>
<p>O câmbio reflete essa disputa de forças. O dólar comercial ronda R$ 5 nesta quinta-feira, depois de ter encerrado a quarta-feira a R$ 5,016. A moeda voltou a superar a marca simbólica após o forte recuo registrado imediatamente depois do primeiro turno, quando chegou a ser negociada abaixo de R$ 5.</p>
<p>Mesmo com a recuperação recente, o movimento acumulado desde o início da semana permanece favorável ao real. Na segunda-feira, o dólar caiu 4,11% e fechou em R$ 5,001, acompanhando a alta da Bolsa e a queda dos juros futuros. A sessão seguinte trouxe nova baixa antes da recuperação registrada na quarta-feira. O quadro revela que a moeda deixou de responder exclusivamente ao resultado eleitoral e passou a incorporar também o ambiente externo de maior aversão ao risco.</p>
<p>Na Bolsa, a diferença entre os setores reforça essa mudança. Na segunda-feira, a valorização foi disseminada entre bancos, varejistas e empresas mais sensíveis à queda dos juros domésticos. Nesta quinta-feira, o petróleo assume maior protagonismo, enquanto os bancos operam em baixa. A composição sugere que o mercado não abandonou a tese eleitoral, mas passou a dividir a atenção entre a perspectiva para a política econômica brasileira e uma deterioração do ambiente internacional.</p>
<p>O mesmo ocorre com a Vale, que perde terreno enquanto as petroleiras avançam. A valorização do real após o primeiro turno e a pressão sobre commodities metálicas criam uma combinação menos favorável para a mineradora do que para as empresas de petróleo. O resultado é um Ibovespa sustentado por poucos grupos de ações, em vez de uma alta uniforme do mercado.</p>
<p>O pregão desta quinta-feira, portanto, não representa uma repetição da euforia de 5 de outubro. O índice voltou a superar 206 mil pontos, mas o movimento é mais seletivo e condicionado por fatores externos. O mercado continua precificando o cenário eleitoral, mas a direção do petróleo, os rendimentos dos Treasuries e as próximas pesquisas passaram a disputar o comando dos preços com as expectativas sobre a eleição de 25 de outubro.</p>
<p>A combinação mantém a Bolsa próxima das máximas recentes, mas também aumenta a possibilidade de oscilações rápidas. Enquanto o resultado eleitoral segue favorecendo a percepção de menor risco doméstico em parte do mercado, a alta do petróleo e a possibilidade de juros americanos mais elevados funcionam como freios. Para os ativos brasileiros, o equilíbrio entre esses dois vetores será determinante para definir se o rali do início da semana terá continuidade ou dará lugar a uma nova rodada de realização.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e calendário do segundo turno</em></p>
<p><em>B3 &#8211; desempenho do Ibovespa e do mercado acionário brasileiro nas sessões de 5, 6 e 7 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis &#8211; resultados do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha e cronograma dos contratos</em></p>
<p><em>Petrobras &#8211; comunicado sobre a participação e o resultado da companhia no leilão da ANP</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; discurso de Christopher Waller sobre inflação, juros e perspectivas para a política monetária</em></p>
<p><em>U.S. Department of Labor &#8211; relatório semanal de pedidos de seguro-desemprego de 8 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>PoderData/Aya &#8211; pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026</em></p>
<p><em>Exame &#8211; cotações intradiárias do Ibovespa, dólar e ações brasileiras em 8 de outubro de 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estrangeiros colocam R$ 10,06 bilhões na Bolsa em um dia após 1º turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/estrangeiros-10-bilhoes-bolsa-primeiro-turno</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital externo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1533105</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estrangeiros colocam recorde de R$ 10 bilhões na Bolsa brasileira após 1º turno; entenda o movimento Fluxo ocorreu após resultado eleitoral e ajudou a puxar forte alta do Ibovespa; especialista diz que continuidade nas próximas…</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros colocaram R$ 10,06 bilhões líquidos em ações brasileiras no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais, o maior ingresso diário registrado na série acompanhada para esse fluxo na B3. O movimento ocorreu na segunda-feira, 5 de outubro, quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340474">Ibovespa</a> disparou 7,70% e encerrou o dia aos 206.911,89 pontos, recorde de fechamento, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a votação à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>O tamanho da entrada de recursos ajuda a dimensionar a reação do capital internacional ao resultado eleitoral. Antes daquele pregão, o saldo líquido de estrangeiros na Bolsa em 2026 estava próximo de R$ 29,95 bilhões. Com os R$ 10,06 bilhões adicionados em apenas um dia, o acumulado passou para aproximadamente R$ 40,01 bilhões. Em termos proporcionais, uma única sessão aumentou em cerca de 33,6% todo o saldo positivo construído pelos investidores de fora do país desde o início do ano.</p>
<p>O fluxo também ajuda a explicar a intensidade da valorização observada na Bolsa. O resultado das urnas alterou rapidamente as probabilidades atribuídas pelos investidores aos cenários econômicos para 2027 e provocou compras em setores diretamente sensíveis à atividade doméstica, juros e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340472">política</a> fiscal. Bancos, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340470">empresas</a> financeiras e ações ligadas à economia brasileira estiveram entre os principais destaques, enquanto o dólar caiu para a região de R$ 5 e os juros futuros de longo prazo recuaram de maneira acentuada.</p>
<p>A entrada de R$ 10 bilhões, contudo, ainda não permite concluir que o investidor internacional iniciou uma mudança permanente de alocação para o Brasil. Recursos estrangeiros podem entrar e sair rapidamente conforme mudam as expectativas sobre eleição, política fiscal, juros americanos e riscos globais. A principal informação das próximas semanas será, portanto, a continuidade ou não desse movimento.</p>
<h2>Um pregão acrescentou um terço ao saldo estrangeiro do ano</h2>
<p>O impacto do fluxo de segunda-feira fica mais claro quando comparado ao acumulado de 2026. Os R$ 10,06 bilhões representaram aproximadamente um quarto do saldo positivo de cerca de R$ 40 bilhões registrado após o pregão. Isso significa que cerca de 25% do dinheiro estrangeiro líquido que permanecia aplicado na Bolsa no acumulado do ano foi acrescentado em apenas uma sessão.</p>
<p>A comparação com o saldo anterior produz outra dimensão do movimento. Partindo dos aproximadamente R$ 29,95 bilhões registrados até então, a entrada de segunda-feira aumentou a posição líquida acumulada em cerca de um terço. Trata-se de uma variação incomum para uma série que normalmente é construída por meio de compras e vendas distribuídas ao longo de dezenas de pregões.</p>
<p>Os números representam fluxo líquido, ou seja, a diferença entre o valor comprado e vendido pelos investidores estrangeiros em ações dentro do universo considerado pela B3. Isso não significa que apenas R$ 10,06 bilhões tenham sido negociados por estrangeiros naquele dia. O volume bruto de compras e vendas é muito maior; o dado mostra que as aquisições superaram as vendas por esse montante.</p>
<p>A distinção é importante porque permite interpretar corretamente a informação. Quando o saldo é positivo, o grupo terminou o período comprando mais ações do que vendeu. Um valor negativo indicaria retirada líquida de recursos. No pregão posterior à eleição, a diferença entre compras e vendas foi excepcionalmente favorável às compras.</p>
<h2>Resultado eleitoral alterou preço atribuído ao risco brasileiro</h2>
<p>O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença de 1,87 ponto percentual levou os dois candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro, e alterou as projeções de investidores que até então trabalhavam com outras probabilidades para a disputa.</p>
<p>A reação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340471">mercado</a> esteve ligada principalmente às expectativas sobre política fiscal. Parte dos investidores passou a atribuir maior probabilidade a uma mudança na condução das contas públicas a partir de 2027 caso Flávio vença a eleição. Essa percepção favoreceu a redução dos prêmios de risco exigidos nos ativos brasileiros, especialmente nos contratos de juros de longo prazo.</p>
<p>Essa leitura não significa que um eventual governo já tenha política econômica definida nem que o resultado esperado pelo mercado vá necessariamente se concretizar. Propostas ainda precisam ser detalhadas, e qualquer governo eleito enfrentará limitações orçamentárias, dívida elevada, negociações com o Congresso e condições internacionais que não dependem da Presidência da República.</p>
<p>O que aconteceu no pregão foi uma reprecificação. O mercado atribuiu novos valores a ações, moeda e juros com base na alteração das probabilidades políticas. Como esses ativos são negociados continuamente, o ajuste ocorre muito antes de uma política pública entrar em vigor.</p>
<h2>Ibovespa ganhou R$ 365 bilhões em valor de mercado</h2>
<p>O fluxo externo coincidiu com uma das sessões mais fortes da história recente da Bolsa brasileira. O Ibovespa subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, e chegou a atingir 209.605,70 pontos durante o pregão. Foi a maior alta diária desde março de 2020.</p>
<p>A valorização das empresas listadas acrescentou aproximadamente R$ 365,2 bilhões ao valor de mercado agregado das companhias em uma única sessão. O dado não representa entrada efetiva dessa quantia em dinheiro nas empresas. Trata-se da valorização das ações multiplicada pela quantidade de papéis existentes, refletindo quanto aumentou o valor atribuído pelo mercado às companhias.</p>
<p>Bancos estiveram entre os principais responsáveis pelo avanço. Instituições financeiras são particularmente sensíveis às expectativas sobre atividade econômica, inadimplência, crédito e juros. Empresas mais dependentes do mercado doméstico também reagiram à queda das taxas futuras e à percepção de redução do risco fiscal.</p>
<p>A presença do capital estrangeiro é especialmente relevante porque investidores internacionais respondem por uma parcela elevada do volume negociado na Bolsa brasileira. Quando esse grupo aumenta de forma abrupta as compras, pode exercer forte pressão sobre preços, sobretudo em ações de grande liquidez que fazem parte do Ibovespa.</p>
<h2>Dólar e juros confirmaram a mesma reprecificação</h2>
<p>O movimento não ficou restrito às ações. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340521">dólar</a> caiu mais de 4% durante a segunda-feira e terminou próximo de R$ 5, enquanto os contratos futuros de juros tiveram forte redução, especialmente nos vencimentos mais longos.</p>
<p>Os três mercados responderam à mesma mudança de expectativa por mecanismos diferentes. A compra de ações brasileiras por estrangeiros aumenta a demanda por reais, porque parte do capital precisa ser convertida para a moeda local. Esse fluxo pode contribuir para a valorização do real e, consequentemente, para a queda do dólar.</p>
<p>Nos juros, a percepção de menor risco fiscal reduz o prêmio exigido pelos investidores para comprometer recursos por períodos mais longos. Na Bolsa, taxas futuras menores elevam o valor presente estimado dos resultados das empresas e tornam ativos de risco relativamente mais atraentes.</p>
<p>A combinação de Bolsa em forte alta, real valorizado e juros futuros em queda é compatível com um movimento de redução do prêmio de risco atribuído ao Brasil. A dúvida é quanto dessa reprecificação permanecerá depois que a reação inicial às eleições perder força.</p>
<h2>Capital estrangeiro não depende apenas da eleição</h2>
<p>Apesar da intensidade do fluxo pós-eleitoral, o investidor internacional não decide sua alocação olhando apenas para a política brasileira. O país compete por capital com Estados Unidos, Europa, Ásia e outros mercados emergentes, e essa disputa depende da relação entre retorno esperado e risco.</p>
<p>O nível dos juros americanos é uma das variáveis mais importantes. Quando os títulos do Tesouro dos Estados Unidos oferecem remuneração elevada, investidores podem obter retornos relevantes em ativos considerados de menor risco, reduzindo o incentivo para aumentar exposição a países emergentes. Uma alta dos Treasuries, portanto, pode limitar ou até reverter fluxos favoráveis ao Brasil.</p>
<p>Os preços das commodities também interferem. O Brasil possui peso expressivo de empresas de petróleo, mineração e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340473">agronegócio</a> e recebe receitas relevantes de exportação desses setores. Alterações nas perspectivas para China, petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas podem modificar a avaliação sobre os ativos brasileiros independentemente da eleição.</p>
<p>Há ainda o preço relativo das ações. Se investidores considerarem que as empresas brasileiras estão baratas em relação aos lucros esperados e aos mercados concorrentes, o país pode atrair recursos mesmo em um ambiente político mais incerto. Da mesma forma, uma Bolsa que sobe rapidamente pode perder parte desse atrativo se os resultados corporativos não acompanharem a valorização.</p>
<h2>Fluxo precisa continuar para indicar mudança estrutural</h2>
<p>O ingresso de R$ 10,06 bilhões funciona como evidência clara de uma reação extraordinária ao primeiro turno, mas um único pregão não estabelece uma tendência. Para que o movimento represente uma mudança mais duradoura de posicionamento internacional, será necessário observar entradas recorrentes durante as próximas semanas e, posteriormente, depois da definição do presidente eleito.</p>
<p>A evolução do saldo em outubro será um dos indicadores mais relevantes. Caso o estrangeiro continue comprador mesmo depois da alta inicial da Bolsa, isso indicará disposição para aumentar a exposição ao Brasil em níveis de preços mais elevados. Se o fluxo desaparecer ou se tornar negativo rapidamente, a leitura será de que parte importante da entrada teve caráter tático, associada à reação imediata às urnas.</p>
<p>O comportamento do câmbio e dos juros pode ajudar nessa avaliação. Uma combinação persistente de entrada de capital, real mais valorizado e redução dos prêmios de longo prazo seria mais consistente com uma mudança de percepção sobre o país. Movimentos erráticos e reversões rápidas apontariam para um ambiente ainda dominado pela negociação de curto prazo.</p>
<p>O segundo turno adiciona incerteza a essa análise. Pesquisas eleitorais, propostas econômicas, formação de alianças e declarações dos candidatos podem alterar novamente as probabilidades atribuídas pelo mercado antes de 25 de outubro.</p>
<h2>Recorde mostra tamanho da aposta, não seu resultado</h2>
<p>A entrada recorde dos investidores estrangeiros é relevante porque mostra quanto capital internacional estava disposto a ser reposicionado depois do primeiro turno. Ela não demonstra, porém, que a aposta será lucrativa nem que os riscos fiscais brasileiros foram resolvidos.</p>
<p>O Brasil continuará enfrentando uma dívida pública elevada, juros ainda altos e restrições importantes sobre o Orçamento. O próximo governo terá de lidar com essas condições independentemente de quem vencer a eleição, e a capacidade de apresentar medidas críveis para receitas, despesas e dívida terá influência direta sobre a permanência do capital externo.</p>
<p>Por enquanto, o dado objetivo é a velocidade da mudança: R$ 10,06 bilhões líquidos entraram no mercado acionário em um único pregão, elevando o saldo estrangeiro do ano para aproximadamente R$ 40 bilhões ao mesmo tempo em que o Ibovespa registrava uma alta de 7,70%.</p>
<p>As próximas semanas mostrarão se 5 de outubro foi apenas um dia excepcional provocado pelo resultado das urnas ou o início de uma mudança mais ampla na posição dos investidores internacionais em relação ao Brasil.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 — movimentação dos investidores estrangeiros, participação por tipo de investidor, fluxo líquido no mercado acionário e metodologia das estatísticas de mercado</em></p>
<p><em>B3 — desempenho do Ibovespa no primeiro pregão após o primeiro turno e dados sobre valorização das companhias listadas</em></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 e calendário do segundo turno</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Investidores estrangeiros colocam R$ 10,06 bilhões na B3 após primeiro turno</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fluxo-estrangeiro-b3-10-bilhoes-eleicoes-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Stanley]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532992</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mercado acionário brasileiro recebeu R$ 10,06 bilhões em saldo líquido de compras de ações por investidores estrangeiros na segunda-feira (5), no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. O montante foi o maior fluxo diário registrado em 2026 e ocorreu no mesmo dia em que o Ibovespa subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado acionário brasileiro recebeu R$ 10,06 bilhões em saldo líquido de compras de ações por investidores estrangeiros na segunda-feira (5), no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. O montante foi o maior fluxo diário registrado em 2026 e ocorreu no mesmo dia em que o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340414">Ibovespa</a> subiu 7,70%, para 206.911,89 pontos, maior nível de fechamento de sua história até então.</p>
<p>O resultado eleitoral alterou de forma imediata a percepção de risco de parte dos investidores internacionais. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%, levando os dois candidatos ao segundo turno marcado para 25 de outubro. A diferença de 1,87 ponto percentual passou a ser incorporada às avaliações de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340417">mercado</a> sobre a possibilidade de mudança na condução econômica a partir de 2027.</p>
<p>O movimento, porém, não representa necessariamente um ingresso de US$ 10 bilhões no sistema financeiro brasileiro. O indicador de fluxo de investidores estrangeiros da B3 corresponde ao saldo entre compras e vendas desses participantes no mercado de ações, e pode refletir mudanças de posição dentro do próprio mercado. A distinção é relevante para dimensionar corretamente a reação dos investidores ao resultado eleitoral. A B3 informa que suas estatísticas de movimentação de estrangeiros são estruturadas a partir das operações realizadas por investidores não residentes nos mercados considerados pela metodologia da bolsa.</p>
<h2>Um único pregão concentrou quase 80% do fluxo de outubro</h2>
<p>A dimensão do movimento fica mais clara quando o dado é comparado com os acumulados anteriores. O saldo estrangeiro em outubro chegou a R$ 12,61 bilhões até o pregão de 5 de outubro. Isso significa que somente a sessão posterior ao primeiro turno respondeu por aproximadamente 79,8% do fluxo positivo acumulado no mês até aquele momento.</p>
<p>No acumulado de 2026, o saldo estrangeiro passou de R$ 29,95 bilhões antes do pregão de segunda-feira para R$ 40,01 bilhões depois dele. O incremento de R$ 10,06 bilhões corresponde a cerca de 25,1% de todo o saldo positivo registrado no ano até então. Em termos relativos, o estoque acumulado cresceu 33,6% em apenas uma sessão.</p>
<p>A comparação com setembro também mostra a intensidade do movimento. O fluxo estrangeiro líquido daquele mês havia sido de R$ 9,11 bilhões. Portanto, os R$ 10,06 bilhões de 5 de outubro superaram em cerca de 10,4% todo o saldo de setembro. A diferença entre o fluxo acumulado de outubro e o aporte de segunda-feira indica ainda que outros R$ 2,55 bilhões haviam sido registrados nos pregões anteriores do mês.</p>
<p>O comportamento dos demais grupos de investidores reforçou a concentração da demanda externa. Na mesma sessão, pessoas físicas venderam R$ 5,30 bilhões em ações, segundo o levantamento divulgado sobre o fluxo da B3. O dado mostra que a alta do índice não resultou de uma recomposição uniforme das posições entre todos os participantes do mercado.</p>
<p>A própria B3 vinha apontando a relevância do investidor estrangeiro para a formação dos volumes negociados. No primeiro trimestre de 2026, o fluxo de estrangeiros no mercado acionário havia somado R$ 53,8 bilhões, enquanto o volume financeiro médio diário no mercado à vista alcançou R$ 34,8 bilhões.</p>
<h2>Bancos globais passaram a trabalhar com cenário mais favorável</h2>
<p>A reação eleitoral também provocou mudanças nas recomendações de grandes instituições internacionais. O J.P. Morgan e o Morgan Stanley elevaram suas avaliações sobre as ações brasileiras depois do primeiro turno, argumentando que o resultado aumentou a possibilidade de uma mudança na <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340415">política</a> econômica a partir de 2027.</p>
<p>O Morgan Stanley passou a trabalhar com uma perspectiva mais positiva para a Bolsa e manteve, em seu cenário otimista para 2027, um Ibovespa na região de 250 mil pontos. A instituição também projetou espaço para novas altas ainda em 2026 e defendeu uma rotação de posições, com maior exposição a ações domésticas após o resultado eleitoral.</p>
<p>O J.P. Morgan, por sua vez, avaliou que o MSCI Brazil poderia acumular valorização de até 20% em seu cenário para os ativos brasileiros. A leitura das duas instituições tem um ponto em comum: o potencial de reprecificação não estaria restrito ao desempenho da Bolsa no pregão imediatamente posterior à eleição, mas dependeria da possibilidade de mudança nas expectativas para a política fiscal e para a trajetória dos juros.</p>
<p>O fator fiscal aparece no centro da interpretação dos bancos. Uma redução da percepção de risco sobre a dívida pública pode alterar as taxas de juros de longo prazo, reduzir o custo de capital das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340416">empresas</a> e elevar o valor presente dos fluxos de caixa utilizados na precificação das ações. O efeito é especialmente relevante para empresas domésticas, mais sensíveis às condições de crédito e ao nível dos juros reais.</p>
<p>Esse mecanismo ajuda a explicar por que o movimento não ficou concentrado em ações exportadoras ou em companhias diretamente ligadas às commodities. A reprecificação observada após o primeiro turno alcançou setores dependentes da atividade doméstica e do mercado de capitais, refletindo uma expectativa de eventual redução do prêmio de risco brasileiro. A alta do Ibovespa de 7,70% em 5 de outubro foi acompanhada por valorização do real e forte recuo das taxas futuras de juros.</p>
<h2>Potencial adicional de recursos é relevante, mas não equivale a previsão de entrada</h2>
<p>As estimativas produzidas por bancos indicam que o fluxo de segunda-feira pode ser apenas parte de uma recomposição mais ampla, caso as condições esperadas pelo mercado se confirmem.</p>
<p>O Morgan Stanley trabalha com uma estimativa potencial de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões de recursos de fundos dedicados a mercados emergentes, além de outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões de investidores globais. Esses valores representam espaço potencial de realocação e não uma projeção de que todo o montante será efetivamente aplicado em ações brasileiras.</p>
<p>A diferença entre potencial e fluxo realizado é importante. Os R$ 10,06 bilhões observados em 5 de outubro são um dado efetivamente registrado no mercado. Já as estimativas dos bancos dependem de condições futuras, como a definição da política econômica, a composição da equipe do próximo governo, a evolução do segundo turno e a trajetória das contas públicas.</p>
<p>O Itaú BBA calculou um potencial de R$ 270,2 bilhões de recursos adicionais para a Bolsa caso investidores estrangeiros e fundos domésticos retornem a níveis históricos de exposição. Desse total, R$ 123,1 bilhões seriam associados a uma maior participação estrangeira e R$ 147,1 bilhões a uma recomposição das posições dos fundos brasileiros.</p>
<p>As duas estimativas não podem ser somadas. O cálculo do Itaú BBA parte de uma comparação entre os níveis atuais de participação dos investidores e suas médias históricas, enquanto a estimativa do Morgan Stanley considera potenciais movimentos de alocação vinculados a diferentes grupos de investidores globais. São metodologias distintas e, portanto, representam dimensões diferentes do potencial de demanda.</p>
<p>Ainda assim, as cifras ajudam a dimensionar o espaço que o mercado identifica para uma eventual normalização das posições em ações brasileiras. O dado de segunda-feira mostra que uma parcela desse movimento já começou, mas a velocidade e a continuidade dependerão dos próximos sinais políticos e econômicos.</p>
<h2>Rali perde força no dia seguinte, mas Bolsa permanece perto do recorde</h2>
<p>A reação inicial não se transformou em uma trajetória linear de alta. Na terça-feira (6), o Ibovespa B3 recuou 0,52%, para 205.835,29 pontos, em um movimento de realização de lucros após o salto de 7,70% da sessão anterior. Mesmo com a queda, o índice permaneceu apenas 0,52% abaixo do recorde de fechamento registrado na segunda-feira.</p>
<p>A sequência dos dois pregões mostra que parte da valorização foi incorporada de forma imediata, mas também que o mercado passou a testar se as novas expectativas seriam sustentadas por fundamentos. Um avanço de 7,70% em uma sessão coloca os preços em outro patamar rapidamente; para que esse movimento se transforme em uma tendência, os investidores precisarão encontrar evidências de que a mudança esperada no cenário econômico é executável.</p>
<p>O principal ponto de atenção está na política fiscal. A reação positiva dos ativos incorpora uma expectativa de maior controle das contas públicas, mas o resultado eleitoral, por si só, não altera a dívida, o resultado primário ou a trajetória dos gastos. Essas variáveis dependerão de medidas efetivamente formuladas, aprovadas e executadas após a eleição.</p>
<p>Também permanece aberta a composição da política econômica de um eventual novo governo. Para o mercado, nomes da equipe econômica, metas fiscais, medidas de contenção de despesas, eventuais privatizações e mudanças regulatórias terão peso na definição do prêmio de risco atribuído aos ativos brasileiros.</p>
<p>O segundo turno acrescenta outra camada de incerteza. Até 25 de outubro, investidores precisarão incorporar não apenas novas pesquisas e alianças políticas, mas também eventuais mudanças nos programas econômicos e nas sinalizações dos candidatos. O movimento de segunda-feira, portanto, representa uma reprecificação baseada em probabilidade, e não uma confirmação de que determinada política econômica será adotada.</p>
<p>Nesse contexto, o fluxo estrangeiro de R$ 10,06 bilhões funciona como um indicador da intensidade da reação inicial do mercado ao novo desenho eleitoral. A cifra, recorde diário de 2026, elevou em um único pregão o saldo acumulado do ano em um terço e concentrou quase quatro quintos do fluxo positivo de outubro até aquele momento. A continuidade desse movimento dependerá de quanto das expectativas incorporadas aos preços se transformar em propostas, decisões e resultados econômicos concretos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>B3 &#8211; dados do fluxo de investidores estrangeiros e desempenho do Ibovespa nos pregões de 5 e 6 de outubro de 2026</em></p>
<p><em>B3 &#8211; metodologia e histórico dos dados de movimentação de investidores estrangeiros no mercado de renda variável</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; dados oficiais de câmbio e acompanhamento do mercado financeiro</em></p>
<p><em>Morgan Stanley &#8211; atualização da recomendação para ações brasileiras e cenários para o Ibovespa</em></p>
<p><em>Itaú BBA &#8211; estimativa de potencial de alocação de investidores estrangeiros e fundos domésticos na Bolsa brasileira</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BTG vê espaço para Ibovespa subir até 30%, mas aponta condições para novo rali</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-ibovespa-potencial-alta-30-apos-eleicao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1533000</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda o impacto do Ibovespa após o primeiro turno das eleições e as previsões de valorização do mercado acionário.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O rali histórico da Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições pode ter espaço para continuar. O BTG Pactual calcula que, em um cenário de nova expansão dos múltiplos, o potencial adicional de valorização das ações brasileiras pode chegar a 30%, mesmo depois da disparada registrada no primeiro pregão após a votação.</p>
<p>A projeção, porém, não é um preço-alvo formal para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340423">Ibovespa</a> nem uma previsão de que o índice necessariamente subirá 30%. Trata-se de um cenário de valuation construído pelo banco para a hipótese de as ações brasileiras passarem a negociar um desvio-padrão acima de sua média histórica, algo que o BTG considera possível se a redução dos juros de longo prazo for sustentada.</p>
<p>Depois da alta de 7,70% do Ibovespa na segunda-feira, 5 de outubro, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340424">mercado</a> brasileiro ainda negociava com desconto. Excluindo Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), as ações estavam cotadas a aproximadamente 11,1 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, cerca de 7% abaixo da média histórica calculada pelo banco.</p>
<p>O argumento do BTG é que o movimento eleitoral elevou os preços, mas também reduziu fortemente as taxas de juros utilizadas para descontar os resultados futuros das companhias. Essa combinação impede que a alta da Bolsa seja interpretada apenas como encarecimento dos ativos.</p>
<p>Na avaliação dos estrategistas, as próximas pesquisas do segundo turno deverão determinar se uma parcela adicional desse desconto será eliminada.</p>
<h2>Alta de 30% não é um alvo oficial para o Ibovespa</h2>
<p>A dimensão do número exige uma distinção.</p>
<p>Se uma alta de 30% fosse aplicada mecanicamente aos 206.911,89 pontos em que o Ibovespa fechou na segunda-feira, o índice chegaria a aproximadamente 269 mil pontos.</p>
<p>Esse cálculo serve apenas para dimensionar a magnitude do cenário. O BTG não estabeleceu, nesse relatório, uma meta formal de 269 mil pontos para o Ibovespa.</p>
<p>A análise parte dos múltiplos de valuation das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340429">empresas</a> brasileiras e da possibilidade de o mercado passar de um desconto em relação à média histórica para uma avaliação superior a essa média.</p>
<p>O banco afirma que, se o Ibovespa avançar até um desvio-padrão acima da média de valuation, o potencial de valorização poderia atingir aproximadamente 30%.</p>
<p>Isso significa que o cenário depende de investidores aceitarem pagar múltiplos maiores pelos lucros futuros das empresas.</p>
<p>Para que isso aconteça de forma sustentável, o BTG considera necessária uma combinação de menor risco fiscal, juros mais baixos e perspectivas melhores para os resultados corporativos.</p>
<h2>Bolsa ainda negocia abaixo da média histórica</h2>
<p>O principal argumento para a continuidade da alta está no preço relativo das ações.</p>
<p>Mesmo depois do rali, o conjunto das empresas brasileiras analisadas pelo BTG, excluindo Vale e Petrobras, negociava a 11,1 vezes o lucro esperado nos 12 meses seguintes.</p>
<p>Como esse número representa um desconto de aproximadamente 7%, é possível estimar que a média histórica utilizada como referência pelo banco esteja perto de 11,9 vezes o lucro.</p>
<p>A diferença mostra que a valorização pós-eleitoral não levou o mercado, pelo menos segundo essa métrica, a uma situação de euforia extrema em relação ao seu próprio histórico.</p>
<p>O valuation sozinho, entretanto, não determina a direção da Bolsa.</p>
<p>Uma ação pode permanecer negociada com desconto durante longos períodos se os investidores considerarem elevados os riscos fiscais, políticos ou econômicos. Da mesma forma, uma empresa pode negociar acima de sua média histórica se houver expectativa de forte crescimento dos lucros.</p>
<p>É por isso que o BTG condiciona a nova etapa da valorização ao desenvolvimento do cenário eleitoral e, posteriormente, à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340427">política</a> econômica.</p>
<h2>Primeiro turno provocou reprecificação excepcional</h2>
<p>O movimento começou depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. O resultado contrariou parte das expectativas anteriores à eleição e provocou uma revisão abrupta da percepção dos investidores sobre o cenário para 2027.</p>
<p>Na segunda-feira, o Ibovespa avançou 7,70%, para 206.911,89 pontos, maior alta diária desde 2020 e novo recorde de fechamento.</p>
<p>Em dólares, considerando também a valorização do real, a alta chegou a aproximadamente 12,7%.</p>
<p>O efeito foi ainda mais intenso em determinados setores. Empresas ligadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340425">economia</a> doméstica, mercado de capitais, bancos, varejo e construção apresentaram valorizações de dois dígitos.</p>
<p>A B3 (B3SA3) subiu 22,63% naquele pregão, enquanto BTG Pactual (BPAC11) avançou 22,52%. Magazine Luiza (MGLU3) ganhou mais de 24%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340426">dólar</a> caiu para perto de R$ 5 e as taxas dos contratos futuros de juros desabaram.</p>
<p>O DI para janeiro de 2035, por exemplo, recuou mais de 130 pontos-base na segunda-feira, um movimento de magnitude rara em apenas uma sessão.</p>
<h2>Próximo gatilho serão as pesquisas do segundo turno</h2>
<p>Depois do ajuste inicial, o BTG espera que o comportamento da Bolsa se torne mais dependente das pesquisas eleitorais.</p>
<p>O banco avalia que Flávio entrou no segundo turno em posição favorável, mas ressalta que a eleição permanece aberta e que Lula ainda possui capacidade de recuperação.</p>
<p>Uma das variáveis destacadas são os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.</p>
<p>A disputa por esse contingente, somada aos votos dos candidatos eliminados, poderá alterar a vantagem observada na primeira votação.</p>
<p>Para o BTG, um cenário no qual pesquisas mostrem Flávio abrindo uma vantagem entre quatro e cinco pontos percentuais poderia dar novo impulso aos ativos brasileiros.</p>
<p>Se os levantamentos indicarem uma disputa mais apertada ou recuperação de Lula, a reação poderá ser diferente.</p>
<p>Essa dependência ajuda a explicar por que o banco espera ganhos mais graduais depois do salto inicial.</p>
<h2>Eleição sozinha não sustenta valorização de 30%</h2>
<p>O resultado eleitoral é apenas a primeira etapa da tese.</p>
<p>Para o BTG, uma valorização mais duradoura dependerá da política econômica implementada pelo próximo governo.</p>
<p>Dois pontos aparecem como determinantes: a composição do ministério e a qualidade do pacote de ajuste fiscal.</p>
<p>A lógica é que um programa capaz de reduzir a trajetória da dívida pública e controlar o crescimento das despesas diminuiria o prêmio de risco exigido pelos investidores.</p>
<p>Com menor risco fiscal, as taxas de juros de longo prazo poderiam cair adicionalmente.</p>
<p>Esse movimento beneficiaria a Bolsa por dois canais.</p>
<p>O primeiro é financeiro: taxas menores aumentam o valor presente dos lucros futuros das empresas, permitindo múltiplos mais elevados.</p>
<p>O segundo é econômico: juros menores reduzem custos de financiamento, estimulam consumo e investimento e podem elevar os lucros corporativos.</p>
<p>Sem melhora fiscal, a valorização ocorrida depois da eleição corre o risco de permanecer apenas como uma reprecificação de curto prazo.</p>
<h2>Juros reais já caíram cerca de um ponto percentual</h2>
<p>O mercado começou a antecipar parte desse cenário imediatamente depois do primeiro turno.</p>
<p>Segundo o BTG, as taxas reais de juros de longo prazo recuaram cerca de 100 pontos-base após a votação.</p>
<p>Uma queda de um ponto percentual em juros longos produz efeito relevante sobre empresas domésticas, especialmente aquelas com maior endividamento ou cujos resultados dependem de crédito e atividade econômica.</p>
<p>Construtoras, varejistas, empresas de shopping centers, concessionárias e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340428">negócios</a> ligados ao mercado de capitais estão entre os segmentos que normalmente apresentam maior sensibilidade.</p>
<p>A mudança também afeta a comparação entre Bolsa e renda fixa.</p>
<p>Quando títulos públicos oferecem retornos reais excepcionalmente elevados, investidores exigem um prêmio maior para assumir risco em ações. Se essas taxas diminuem, o retorno exigido da Bolsa também pode cair, elevando os preços que o mercado aceita pagar.</p>
<p>Essa é uma das razões pelas quais a queda dos juros pode permitir expansão de múltiplos mesmo após uma forte valorização inicial.</p>
<h2>Selic poderia cair para 10% a 11% em 2027, diz BTG</h2>
<p>O banco também vê espaço para uma trajetória de juros mais favorável caso o cenário fiscal e as expectativas de inflação melhorem.</p>
<p>A referência do mercado para o fim de 2027 está em torno de 12% ao ano para a Selic. O BTG considera que, em um ambiente de maior confiança fiscal e inflação sob controle, a taxa poderia migrar para uma faixa entre 10% e 11%.</p>
<p>Uma Selic de 10%, no limite inferior dessa faixa, representaria dois pontos percentuais a menos que a projeção utilizada atualmente pelo mercado.</p>
<p>A diferença teria impacto relevante na precificação de praticamente todas as classes de ativos.</p>
<p>O cenário, contudo, não é automático. O Banco Central define a taxa de juros em função da inflação e de suas projeções, e não do desempenho da Bolsa ou do resultado eleitoral.</p>
<p>Para cortes mais intensos, seria necessário que as expectativas de inflação permitissem uma flexibilização monetária sem comprometer a convergência para a meta.</p>
<h2>BTG ainda vê oportunidades depois do rali</h2>
<p>Apesar da valorização expressiva de várias empresas na segunda-feira, o BTG afirma continuar encontrando oportunidades em ações consideradas de qualidade.</p>
<p>Entre os nomes destacados aparecem Lojas Renner (LREN3), C&amp;A (CEAB3) e Assaí (ASAI3) no varejo; XP no mercado de capitais; Motiva (MOTV3) em concessões; Cyrela (CYRE3) e Allos (ALOS3) no setor imobiliário; Localiza (RENT3) em locação de veículos; e Rede D&#8217;Or (RDOR3) em saúde.</p>
<p>Entre as empresas de serviços públicos, o banco menciona Equatorial (EQTL3), Energisa e Sabesp (SBSP3).</p>
<p>A seleção reforça o direcionamento para companhias mais expostas à economia brasileira.</p>
<p>O raciocínio é diferente daquele aplicado às grandes exportadoras. Empresas como Vale e outras companhias com receitas dolarizadas podem se beneficiar menos de uma valorização do real e da redução dos juros domésticos.</p>
<p>Essa diferença também explica por que o BTG exclui Vale e Petrobras de determinados cálculos de valuation usados para analisar a Bolsa doméstica.</p>
<h2>Rali já produziu realização de lucros</h2>
<p>O mercado também mostrou que a trajetória não será linear.</p>
<p>Depois de disparar 7,70% na segunda-feira, o Ibovespa recuou 0,52% na terça, aos 205.835,29 pontos.</p>
<p>A correção foi pequena quando comparada à valorização anterior, mas mostrou que parte dos investidores aproveitou a alta para realizar ganhos.</p>
<p>Banco do Brasil, Vale e Petrobras estiveram entre as pressões da sessão.</p>
<p>Esse tipo de oscilação tende a continuar durante as próximas semanas, principalmente à medida que novas pesquisas eleitorais forem divulgadas, candidatos apresentarem propostas econômicas e alianças políticas forem formalizadas.</p>
<p>O segundo turno será realizado em 25 de outubro.</p>
<p>Até lá, cada pesquisa capaz de alterar a percepção sobre a probabilidade de vitória de Flávio ou Lula poderá provocar ajustes rápidos em ações, dólar e juros.</p>
<h2>Cenário de 30% depende do que acontecer depois da eleição</h2>
<p>O principal cuidado na leitura do relatório do BTG é não transformar uma hipótese de valuation em previsão automática.</p>
<p>O banco vê espaço para uma valorização adicional significativa porque as ações ainda negociam abaixo da média histórica e porque a queda dos juros modifica o preço considerado razoável para os ativos.</p>
<p>Mas a própria análise estabelece condições.</p>
<p>No curto prazo, pesquisas mostrando vantagem mais clara de Flávio poderiam prolongar o chamado trade eleitoral.</p>
<p>Depois da eleição, porém, o mercado passará a exigir informações concretas sobre equipe econômica, política fiscal e capacidade de implementar reformas.</p>
<p>Nesse momento, o nome do vencedor deixa de ser suficiente.</p>
<p>A combinação que poderia sustentar o cenário otimista seria uma redução do risco fiscal acompanhada por queda dos juros, aceleração gradual da atividade e crescimento dos lucros empresariais.</p>
<p>Sem esses elementos, a expansão dos múltiplos projetada pelo BTG pode não ocorrer.</p>
<p>A Bolsa, portanto, continua com espaço de valorização na avaliação do banco, mas os 30% representam o limite de um cenário mais favorável, não uma promessa de retorno.</p>
<p>Aplicada apenas como exercício matemático ao fechamento recorde de segunda-feira, essa valorização levaria o Ibovespa para perto de 269 mil pontos. O verdadeiro teste, porém, não será atingir um número específico: será saber se a reprecificação iniciada depois do primeiro turno poderá ser sustentada por fundamentos econômicos depois de 25 de outubro.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>BTG Pactual — estratégia para ações brasileiras após o primeiro turno<br />
B3 — desempenho do Ibovespa e ações brasileiras<br />
Banco Central do Brasil — Boletim Focus e política monetária<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado do primeiro turno das Eleições 2026</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rali pós-eleição faz multimercados ganharem até 8,15% em um dia</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/multimercados-rali-eleicao-vista-legacy-ibiuna</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fundos multimercados]]></category>
		<category><![CDATA[Ibiuna]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Legacy Capital]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Vista Hedge]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532986</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gestores que apostaram no chamado "kit Brasil" tiveram ganhos elevados, mas nem todos superam o CDI no ano</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O forte movimento dos ativos brasileiros depois do primeiro turno da eleição presidencial produziu ganhos expressivos para alguns dos principais fundos multimercados do país. O Vista Hedge avançou 8,15% somente na segunda-feira, 5 de outubro, enquanto Legacy Capital e Ibiúna Hedge STH ganharam 4,75% e 4,12%, respectivamente, em um pregão marcado pela disparada da Bolsa, queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340408">dólar</a> e fechamento acentuado das taxas de juros.</p>
<p>O levantamento, elaborado por Luigi Wis, especialista de investimentos da Crava Capital, reuniu 15 fundos de gestoras relevantes e mostra como diferentes posicionamentos responderam ao chamado “kit Brasil”. Dos fundos analisados, 14 terminaram a segunda-feira no campo positivo. Apenas o Adam Macro registrou perda, de 1,17%.</p>
<p>A fotografia de um único dia, porém, é quase o inverso do desempenho acumulado no ano para alguns gestores. O Vista Hedge, líder disparado do pregão, ainda acumulava queda de 7,41% em 2026. O Adam Macro, único fundo negativo na segunda-feira, seguia na liderança anual da amostra, com ganho de 26,95%.</p>
<p>A diferença evidencia uma característica central dos multimercados: o resultado depende menos de uma classe específica de ativos e mais da combinação de posições montadas pela gestora em Bolsa, juros, moedas, commodities e mercados internacionais.</p>
<p>Na segunda-feira, estar comprado em ações brasileiras, posicionado para a queda dos juros ou para a valorização do real foi particularmente lucrativo. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340412">Ibovespa</a> disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, maior alta diária desde 2020, enquanto o dólar caiu 4,12%, para aproximadamente R$ 5. Os juros futuros também recuaram de forma abrupta.</p>
<h2>Vista Hedge ganha 8,15%, mas ainda perde no ano</h2>
<p>O Vista Hedge foi o principal destaque da amostra. O fundo avançou 8,15% em um único pregão, desempenho excepcional mesmo para os padrões dos multimercados macro.</p>
<p>A alta correspondeu a aproximadamente 163 vezes o CDI de segunda-feira, de 0,05%. Essa comparação serve apenas para dimensionar o movimento e não deve ser utilizada como medida direta de eficiência, já que o nível de risco das duas aplicações é completamente diferente.</p>
<p>O próprio perfil do Vista ajuda a explicar a intensidade da oscilação. Trata-se de uma estratégia de volatilidade superior à de boa parte dos fundos presentes no levantamento, o que aumenta tanto o potencial de ganhos quanto o de perdas em períodos de movimentos bruscos dos mercados.</p>
<p>Mesmo depois da valorização de segunda-feira, o Vista Hedge ainda acumulava queda de 7,41% em 2026.</p>
<p>Isso significa que o ganho de um único pregão recuperou uma parcela relevante das perdas anteriores, mas não foi suficiente para levar o fundo ao campo positivo no ano.</p>
<p>A volatilidade também não deve ser interpretada como um limite de quanto um fundo pode ganhar ou perder. Uma volatilidade anualizada de determinada magnitude é uma medida estatística da dispersão dos retornos, e não um teto para a variação anual ou diária.</p>
<h2>Legacy e Ibiúna também capturam o rali</h2>
<p>O Legacy Capital apareceu em segundo lugar na amostra, com valorização de 4,75% na segunda-feira.</p>
<p>Diferentemente do Vista, o fundo também permanecia no campo positivo em 2026, com retorno acumulado de 11,85%, acima dos 10,68% do CDI até 5 de outubro.</p>
<p>A diferença era de 1,17 ponto percentual a favor do Legacy.</p>
<p>O Ibiúna Hedge STH teve o terceiro maior ganho diário, de 4,12%. No ano, porém, acumulava 8,05%, abaixo do CDI.</p>
<p>Absolute Vertex avançou 2,95% no pregão e acumulava 10,12% em 2026, enquanto Occam Retorno Absoluto ganhou 2,80% na segunda-feira e apresentava retorno anual de 6,39%.</p>
<p>O resultado mostra que gestores com exposições diferentes conseguiram capturar partes distintas do movimento brasileiro, inclusive por meio de derivativos.</p>
<h2>Veja o desempenho dos multimercados</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Fundo</th>
<th>Gestora</th>
<th align="right">Retorno em 5/10</th>
<th align="right">Retorno em 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Vista Hedge</td>
<td>Vista</td>
<td align="right">+8,15%</td>
<td align="right">-7,41%</td>
</tr>
<tr>
<td>Legacy Capital</td>
<td>Legacy</td>
<td align="right">+4,75%</td>
<td align="right">+11,85%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ibiúna Hedge STH</td>
<td>Ibiúna</td>
<td align="right">+4,12%</td>
<td align="right">+8,05%</td>
</tr>
<tr>
<td>Absolute Vertex</td>
<td>Absolute</td>
<td align="right">+2,95%</td>
<td align="right">+10,12%</td>
</tr>
<tr>
<td>Occam Ret. Abs.</td>
<td>Occam</td>
<td align="right">+2,80%</td>
<td align="right">+6,39%</td>
</tr>
<tr>
<td>Vinland Macro</td>
<td>Vinland</td>
<td align="right">+2,26%</td>
<td align="right">+8,19%</td>
</tr>
<tr>
<td>Verde Master</td>
<td>Verde</td>
<td align="right">+2,25%</td>
<td align="right">+15,43%</td>
</tr>
<tr>
<td>AZ Quest Multi Max</td>
<td>AZ Quest</td>
<td align="right">+2,08%</td>
<td align="right">+10,38%</td>
</tr>
<tr>
<td>Kinea Atlas</td>
<td>Kinea</td>
<td align="right">+2,01%</td>
<td align="right">+11,00%</td>
</tr>
<tr>
<td>Kapitalo Kappa</td>
<td>Kapitalo</td>
<td align="right">+1,15%</td>
<td align="right">+8,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Armor Axe</td>
<td>Armor</td>
<td align="right">+0,76%</td>
<td align="right">+10,23%</td>
</tr>
<tr>
<td>Genoa Radar</td>
<td>Genoa</td>
<td align="right">+0,75%</td>
<td align="right">+14,00%</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantitas Mallorca</td>
<td>Quantitas</td>
<td align="right">+0,70%</td>
<td align="right">+9,13%</td>
</tr>
<tr>
<td>SPX Nimitz</td>
<td>SPX</td>
<td align="right">+0,07%</td>
<td align="right">+7,40%</td>
</tr>
<tr>
<td>Adam Macro</td>
<td>Adam</td>
<td align="right">-1,17%</td>
<td align="right">+26,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>CDI</td>
<td>—</td>
<td align="right">+0,05%</td>
<td align="right">+10,68%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Apesar do impacto visual dos ganhos de 8%, 4% ou 3% em apenas um dia, a mediana dos retornos da amostra ficou em 2,08%. A média foi de aproximadamente 2,24%, puxada para cima principalmente pelo desempenho excepcional do Vista.</p>
<p>A dispersão também foi elevada: a distância entre o melhor e o pior resultado do dia chegou a 9,32 pontos percentuais.</p>
<p>Esse intervalo mostra quanto a interpretação do cenário eleitoral e, principalmente, o posicionamento anterior à votação foram determinantes para os resultados.</p>
<h2>Só cinco fundos da amostra superavam o CDI no ano</h2>
<p>Quando a análise é ampliada para 2026, a fotografia muda.</p>
<p>Dos 15 multimercados listados, apenas cinco apresentavam retorno superior aos 10,68% acumulados pelo CDI até 5 de outubro: Adam Macro, Verde Master, Genoa Radar, Legacy Capital e Kinea Atlas.</p>
<p>O Adam liderava com ampla margem, aos 26,95%. O Verde Master acumulava 15,43%, seguido pelo Genoa Radar, com 14%.</p>
<p>Legacy aparecia com 11,85% e Kinea Atlas, com 11%.</p>
<p>Os outros dez fundos estavam abaixo do CDI, incluindo alguns que registraram os maiores ganhos no rali de segunda-feira.</p>
<p>O Ibiúna, por exemplo, ganhou mais de 4% em um dia, mas ainda acumulava apenas 8,05% no ano. Absolute Vertex estava em 10,12%, AZ Quest em 10,38% e Armor Axe em 10,23%, todos ligeiramente abaixo da taxa de referência.</p>
<p>O dado ajuda a evitar uma leitura distorcida: o pregão pós-eleitoral foi extraordinariamente favorável para parte da indústria, mas não resolveu os problemas acumulados durante 2026.</p>
<h2>Adam perde no rali, mas lidera 2026</h2>
<p>O Adam Macro representa o outro extremo.</p>
<p>O fundo caiu 1,17% na segunda-feira, pior resultado da amostra, mas apresentava rentabilidade de 26,95% em 2026, mais que o dobro do CDI acumulado no mesmo período.</p>
<p>Segundo o levantamento, a gestora vinha mantendo uma visão mais negativa em relação aos ativos brasileiros e maior exposição ao dólar e aos mercados americanos.</p>
<p>Esse posicionamento funcionou bem durante outras fases do ano, mas tornou-se desfavorável justamente na sessão em que houve forte valorização simultânea de Bolsa e real e queda dos juros brasileiros.</p>
<p>A diferença em relação ao Vista é ilustrativa.</p>
<p>Enquanto um ganhou 8,15% em um dia e ainda perdia 7,41% no ano, o outro perdeu 1,17% no pregão e acumulava quase 27% em 2026.</p>
<p>Avaliar os dois fundos apenas pela segunda-feira produziria uma conclusão completamente diferente daquela obtida ao observar o horizonte anual.</p>
<h2>Verde combina ganho no dia e desempenho acima do CDI</h2>
<p>O Verde Master ficou em uma posição intermediária.</p>
<p>O fundo ganhou 2,25% na segunda-feira e acumulava 15,43% em 2026, retorno 4,75 pontos percentuais superior ao CDI.</p>
<p>A Verde estava entre as gestoras que vinham utilizando opções para obter exposição ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340411">mercado</a> brasileiro durante o período eleitoral.</p>
<p>Esse tipo de instrumento permite montar estruturas em que o gestor limita o capital diretamente exposto e, ao mesmo tempo, mantém participação relevante caso determinado cenário se concretize.</p>
<p>A Ibiúna também havia utilizado derivativos para posicionar suas carteiras.</p>
<p>Essa flexibilidade é uma das principais características dos multimercados macro. Diferentemente de um fundo de ações tradicional, eles podem combinar simultaneamente posições em diferentes mercados e utilizar futuros, opções e outros instrumentos para alterar rapidamente seu perfil de risco.</p>
<h2>Opções ajudaram fundos a entrar na Bolsa antes da eleição</h2>
<p>Antes do primeiro turno, a exposição direta de vários multimercados à Bolsa brasileira permanecia relativamente reduzida.</p>
<p>Parte dos gestores preferiu utilizar opções para construir posições que se beneficiariam de uma valorização do mercado sem comprometer o mesmo volume de capital exigido por uma compra direta de ações.</p>
<p>A estratégia se mostrou especialmente relevante na segunda-feira.</p>
<p>O resultado eleitoral produziu uma mudança abrupta no preço dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.</p>
<p>A reação dos investidores refletiu principalmente uma mudança na percepção sobre a probabilidade de alternância de poder e sobre a possibilidade de uma <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340409">política</a> econômica mais orientada à consolidação fiscal.</p>
<p>A sustentabilidade dessa leitura ainda dependerá das propostas apresentadas durante o segundo turno e, posteriormente, das medidas efetivamente implementadas por quem vencer a eleição.</p>
<p>No mercado, entretanto, o ajuste foi imediato.</p>
<h2>EWZ recebeu fluxo recorde nos Estados Unidos</h2>
<p>A dimensão do movimento também apareceu fora do Brasil.</p>
<p>O EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, subiu 12,54% na segunda-feira e registrou o maior volume negociado de sua história.</p>
<p>Foram aproximadamente US$ 8,2 bilhões em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340410">negócios</a> durante a sessão, valor que colocou o fundo atrás apenas dos grandes ETFs vinculados ao S&amp;P 500 e ao Nasdaq entre os mais negociados do mercado americano naquele dia.</p>
<p>O fundo também recebeu aproximadamente US$ 700 milhões em novos recursos, maior captação diária desde sua criação.</p>
<p>O movimento reforça a interpretação de que o rali não foi produzido apenas por investidores domésticos. Houve uma entrada rápida de capital estrangeiro buscando exposição ao Brasil depois do resultado eleitoral.</p>
<p>Para os multimercados que possuíam posições compradas em ativos brasileiros, direta ou indiretamente, esse fluxo potencializou os resultados.</p>
<h2>“Kit Brasil” reuniu Bolsa, real e juros</h2>
<p>A expressão “kit Brasil” utilizada pelo mercado resume uma combinação de posições que se valorizam quando melhora a percepção de risco sobre o país.</p>
<p>A principal delas é a compra de ações brasileiras.</p>
<p>Outra é uma posição favorável ao real, que ganha quando o dólar cai.</p>
<p>A terceira é uma aposta na redução das taxas de juros, normalmente implementada por meio de contratos futuros ou títulos de renda fixa.</p>
<p>Na segunda-feira, as três funcionaram simultaneamente.</p>
<p>O Ibovespa ganhou 7,70%, o dólar recuou 4,12% e os contratos de juros registraram fortes quedas ao longo de praticamente toda a curva.</p>
<p>Esse tipo de correlação é especialmente favorável para fundos macro que tenham construído uma visão direcional sobre o Brasil.</p>
<p>Também produz o efeito inverso para gestoras posicionadas em dólar, juros maiores ou queda da Bolsa.</p>
<p>A sessão de segunda-feira funcionou, portanto, como uma espécie de teste concentrado do posicionamento de cada gestor diante das eleições.</p>
<h2>Um dia não define a qualidade do fundo</h2>
<p>O próprio levantamento ressalta que o objetivo não é construir um ranking de qualidade dos gestores.</p>
<p>Um único pregão é insuficiente para avaliar um fundo multimercado.</p>
<p>O resultado pode mostrar quem estava corretamente posicionado para um evento específico, mas não informa sozinho quanto risco foi assumido, quais perdas ocorreram anteriormente ou como a estratégia se comporta em diferentes cenários.</p>
<p>O Vista é novamente o melhor exemplo. Ganhar 8,15% em um dia impressiona, mas o fundo ainda acumulava perda no ano. O Adam perdeu na mesma sessão, porém apresentava o maior retorno de 2026 entre os fundos comparados.</p>
<p>Também existem diferenças importantes de volatilidade entre as estratégias, o que impede uma comparação direta apenas pelos percentuais de retorno.</p>
<p>Fundos mais agressivos podem apresentar ganhos muito superiores em movimentos favoráveis, mas também perdas maiores quando suas posições caminham na direção contrária.</p>
<p>Por isso, retorno deve ser analisado em conjunto com volatilidade, drawdown, consistência, liquidez, estratégia e horizonte de investimento.</p>
<h2>Multimercados tentam recuperar um 2026 difícil</h2>
<p>O rali pós-eleitoral chegou em um momento em que boa parte da indústria vinha enfrentando um ano complexo.</p>
<p>A guerra no Oriente Médio, a disparada do petróleo, mudanças abruptas nos juros internacionais e a volatilidade das moedas alteraram várias das teses utilizadas pelos fundos macro ao longo do ano.</p>
<p>Em março, por exemplo, grandes multimercados haviam sofrido perdas relevantes com a mudança do cenário global, embora algumas casas tenham conseguido manter resultados positivos no acumulado do ano.</p>
<p>Setembro trouxe uma melhora. Antes mesmo do primeiro turno, 155 de 223 fundos multimercados macro pesquisados pela Economatica haviam superado o CDI do mês.</p>
<p>O pregão de 5 de outubro acrescentou um impulso significativo para muitos deles.</p>
<p>Ainda assim, os números da amostra mostram que a recuperação permanece desigual.</p>
<p>Quatorze dos 15 fundos selecionados ganharam na segunda-feira, e nove avançaram mais de 2%. Porém, apenas um terço da amostra — cinco fundos — estava acima do CDI no acumulado de 2026.</p>
<p>O segundo turno, marcado para 25 de outubro, tende a manter esse cenário de elevada sensibilidade.</p>
<p>Para os multimercados, cada mudança nas probabilidades eleitorais pode afetar simultaneamente Bolsa, câmbio e juros. E, como a segunda-feira mostrou, quando esses três mercados se movem juntos, o resultado das posições pode aparecer de forma excepcionalmente rápida.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Crava Capital — levantamento de desempenho e posicionamento dos fundos multimercados</p>
<p>Economatica — rentabilidade dos fundos e CDI</p>
<p>Vista Capital — cotas e rentabilidade do Vista Hedge</p>
<p>Gestoras dos fundos analisados — dados de desempenho</p>
<p>B3 — Ibovespa, dólar e mercado de juros em 5 de outubro de 2026</p>
<p>BlackRock/iShares — movimentação do EWZ</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica BRAV3 para compra e B3SA3 para venda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-compre-brava-energia-brav3-e-venda-b3-b3sa3-para-ganhar-ate-14-hoje-7-segundo-a-agora-money-times</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:31:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[BRAV3]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532975</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprenda sobre estratégias de day trade com Brava Energia e outras ações que podem trazer retorno significativo nesta quarta-feira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quarta-feira, 7 de outubro, com três recomendações de compra e três de venda. Brava Energia (BRAV3) aparece entre as apostas para valorização, enquanto B3 (B3SA3) está entre os papéis para os quais a corretora espera movimento de queda suficiente para uma operação vendida.</p>
<p>A maior valorização potencial indicada é justamente para BRAV3. A entrada sugerida está em R$ 19,30, com objetivo em R$ 19,58, diferença equivalente a 1,45%. O stop loss foi definido em R$ 19,16, correspondente a uma perda potencial de 0,73% caso a operação seja acionada e o movimento esperado não se confirme.</p>
<p>Na ponta vendida, B3SA3 tem entrada sugerida em R$ 22,63 e objetivo em R$ 22,31. Nesse caso, o investidor busca ganhar com a queda do papel, com potencial bruto de 1,41%. O stop está em R$ 22,81, aproximadamente 0,80% acima do ponto de entrada.</p>
<p>As recomendações são válidas exclusivamente para o pregão desta quarta-feira e ainda dependem de os preços de entrada estabelecidos pela Ágora serem alcançados. Se a ação atingir o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada, por exemplo, a orientação é cancelar a operação.</p>
<h2>BRAV3 lidera recomendações de compra</h2>
<p>Brava Energia fechou a terça-feira a R$ 19,25, com valorização de 0,79%. O preço sugerido para entrada nesta quarta, de R$ 19,30, está apenas R$ 0,05 acima desse fechamento.</p>
<p>Caso BRAV3 alcance o objetivo de R$ 19,58 depois de a operação ser acionada, a diferença será de R$ 0,28 por ação. O risco até o stop de R$ 19,16 é de R$ 0,14.</p>
<p>Isso produz uma relação potencial entre ganho e perda de aproximadamente dois para um: para cada R$ 1 colocado em risco entre a entrada e o stop, o objetivo técnico representa cerca de R$ 2 de ganho potencial.</p>
<p>A relação não significa que a operação tenha o dobro de probabilidade de dar certo. Ela apenas compara matematicamente a distância entre entrada, alvo e stop definidos na estratégia.</p>
<p>Além da Brava Energia, Caixa Seguridade (CXSE3) e Klabin (KLBN11) completam as recomendações de compra da Ágora.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda até o stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Brava Energia</td>
<td>BRAV3</td>
<td align="right">R$ 19,30</td>
<td align="right">R$ 19,58</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 19,16</td>
<td align="right">-0,73%</td>
</tr>
<tr>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td>CXSE3</td>
<td align="right">R$ 20,84</td>
<td align="right">R$ 21,14</td>
<td align="right">1,44%</td>
<td align="right">R$ 20,67</td>
<td align="right">-0,82%</td>
</tr>
<tr>
<td>Klabin</td>
<td>KLBN11</td>
<td align="right">R$ 18,54</td>
<td align="right">R$ 18,80</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 18,40</td>
<td align="right">-0,76%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na Caixa Seguridade, a diferença entre entrada e objetivo é de R$ 0,30 por ação, diante de R$ 0,17 até o stop. A relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente 1,76 para um.</p>
<p>Para Klabin, são R$ 0,26 entre entrada e alvo e R$ 0,14 entre entrada e stop, uma relação próxima de 1,86 para um.</p>
<h2>B3 entra entre as operações de venda</h2>
<p>Entre as recomendações para operações vendidas, B3SA3 chama atenção depois da forte volatilidade registrada desde o primeiro turno das eleições.</p>
<p>As ações da B3 dispararam 22,63% na segunda-feira, 5, fechando a R$ 23,30. Na terça, passaram por realização de lucros e recuaram 2,66%, para R$ 22,68.</p>
<p>Para esta quarta-feira, a Ágora definiu entrada vendida em R$ 22,63, objetivo em R$ 22,31 e stop em R$ 22,81.</p>
<p>A diferença entre entrada e alvo é de R$ 0,32 por ação. Já a distância até o stop é de R$ 0,18, resultando em uma relação aproximada de 1,78 entre ganho potencial e risco.</p>
<p>É importante diferenciar uma recomendação de venda em day trade de uma orientação para o investidor de longo prazo se desfazer das ações da empresa. A operação indicada pela Ágora é técnica, de curtíssimo prazo, e busca aproveitar uma eventual queda do preço durante o pregão desta quarta.</p>
<p>Assaí (ASAI3) e Direcional (DIRR3) completam as indicações de venda.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda até o stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Assaí</td>
<td>ASAI3</td>
<td align="right">R$ 12,60</td>
<td align="right">R$ 12,43</td>
<td align="right">1,35%</td>
<td align="right">R$ 12,70</td>
<td align="right">-0,79%</td>
</tr>
<tr>
<td>B3</td>
<td>B3SA3</td>
<td align="right">R$ 22,63</td>
<td align="right">R$ 22,31</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 22,81</td>
<td align="right">-0,80%</td>
</tr>
<tr>
<td>Direcional</td>
<td>DIRR3</td>
<td align="right">R$ 11,34</td>
<td align="right">R$ 11,18</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 11,43</td>
<td align="right">-0,79%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No caso do Assaí, a operação busca uma queda de R$ 0,17 entre entrada e objetivo, com stop R$ 0,10 acima do ponto de entrada.</p>
<p>Na Direcional, são R$ 0,16 de ganho potencial por ação para uma distância de R$ 0,09 até o stop.</p>
<h2>Como funciona a recomendação de venda</h2>
<p>Em uma operação de compra, a lógica é direta: o investidor entra no ativo e busca vendê-lo posteriormente por um preço maior.</p>
<p>Na operação vendida, ocorre o contrário. O objetivo é abrir uma posição que se beneficia da queda da ação e encerrá-la posteriormente em um preço inferior.</p>
<p>Por isso, para B3SA3, a entrada aparece em R$ 22,63 e o objetivo em R$ 22,31. Se o papel cair depois da abertura da posição, a operação avança na direção esperada. Se subir até R$ 22,81, atinge o stop definido pela análise.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para ASAI3 e DIRR3.</p>
<p>As porcentagens divulgadas representam variações brutas entre os níveis de entrada e objetivo. Custos operacionais, emolumentos, tributação, eventuais diferenças de execução e outros fatores podem modificar o resultado efetivamente obtido.</p>
<h2>Stops limitam a perda prevista pela estratégia</h2>
<p>Os seis trades possuem níveis de stop previamente estabelecidos.</p>
<p>Isso faz parte da metodologia porque uma operação de curtíssimo prazo depende de uma hipótese técnica sobre a direção do ativo. Se o preço se movimentar no sentido oposto além de determinado limite, a premissa da entrada pode deixar de ser válida.</p>
<p>No caso da Brava Energia, por exemplo, a entrada só ocorre em R$ 19,30. Depois disso, a queda para R$ 19,16 representa o ponto indicado para encerramento da posição com perda.</p>
<p>Para B3, a lógica é inversa. Como a recomendação é de venda, o stop está acima da entrada: R$ 22,81 contra R$ 22,63.</p>
<p>Os stops apresentados pela Ágora variam entre perdas potenciais de 0,73% e 0,82%, enquanto os objetivos de ganho ficam entre 1,35% e 1,45%.</p>
<p>Essa estrutura faz com que todas as seis operações apresentem ganho potencial superior à perda planejada até o stop.</p>
<h2>Recomendações valem somente para hoje</h2>
<p>As indicações da Ágora são construídas por meio de análise gráfica com foco em movimentos de curtíssimo prazo e não devem ser confundidas com recomendações fundamentalistas para semanas, meses ou anos.</p>
<p>Os preços definidos também funcionam como gatilhos.</p>
<p>Se determinado ativo não atingir a entrada indicada durante o pregão, a operação não é iniciada. Da mesma maneira, se a ação abrir com um gap e atingir diretamente o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a recomendação é cancelada.</p>
<p>Essa característica é particularmente importante em uma semana de elevada volatilidade na Bolsa brasileira, depois das fortes oscilações registradas após o primeiro turno das eleições presidenciais.</p>
<p>B3SA3 é um exemplo claro. Em apenas duas sessões, o papel passou por uma alta de 22,63% seguida de queda de 2,66%. Movimentos dessa magnitude podem fazer com que preços de entrada, objetivos e stops sejam alcançados rapidamente.</p>
<p>Brava Energia, Caixa Seguridade, Klabin, Assaí, B3 e Direcional são, portanto, indicações específicas para a sessão de 7 de outubro. A partir do encerramento do pregão, os níveis deixam de representar as recomendações de day trade divulgadas para esta quarta-feira.</p>
<p>Também não há garantia de que o preço-alvo será atingido. Day trade envolve elevado risco, e o retorno máximo indicado de 1,45% representa apenas a distância entre o ponto de entrada e o objetivo técnico traçado pela corretora.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Safra troca Cury por B3 e indica 10 ações com dividend yield de até 12,1%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/safra-carteira-dividendos-outubro-b3-acoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Bradsaúde]]></category>
		<category><![CDATA[carteira recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[SAUD3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532872</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Safra fez apenas uma mudança em sua carteira recomendada de dividendos para outubro. A corretora retirou as ações da Cury (CURY3) e incluiu B3 (B3SA3), mantendo os outros nove papéis que já integravam a seleção. O portfólio segue dividido igualmente entre dez empresas, com peso de 10% para cada ação e dividend yield médio [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Safra fez apenas uma mudança em sua carteira recomendada de dividendos para outubro. A corretora retirou as ações da Cury (CURY3) e incluiu B3 (B3SA3), mantendo os outros nove papéis que já integravam a seleção. O portfólio segue dividido igualmente entre dez <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340349">empresas</a>, com peso de 10% para cada ação e dividend yield médio projetado de aproximadamente 8,2%.</p>
<p>A maior estimativa individual pertence à Allos (ALOS3), com dividend yield de 12,1%. Petrobras (PETR4) aparece em seguida, com 10,2%, enquanto Taesa (TAEE11) tem projeção de 9,4%. Itaúsa (ITSA4), Vale (VALE3) e CPFL Energia (CPFE3) também aparecem entre as ações com yields mais elevados da seleção, com estimativas de 8,6%, 8,0% e 7,7%, respectivamente.</p>
<p>A carteira é completada por B3, com projeção de 7,2%, Caixa Seguridade (CXSE3), com 6,7%, Bradsaúde (SAUD3), com 6,2%, e Copel (CPLE3), com 5,5%. Os percentuais representam estimativas utilizadas pelo Safra na construção do portfólio e não devem ser interpretados como rentabilidade garantida. O retorno efetivo dependerá tanto dos proventos distribuídos pelas companhias quanto da variação das ações na Bolsa.</p>
<p>A composição distribui a exposição por diferentes setores. B3, Caixa Seguridade e Itaúsa representam 30% do portfólio, enquanto Taesa, CPFL Energia e Copel somam outros 30% em energia elétrica. A Bradsaúde acrescenta exposição ao setor de saúde, enquanto Petrobras, Vale e Allos completam a carteira com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340345">negócios</a> ligados a petróleo, mineração e shopping centers.</p>
<h2>B3 entra no lugar da Cury</h2>
<p>A principal novidade de outubro está na inclusão da B3. Segundo o Safra, as ações da operadora da Bolsa brasileira negociavam com desconto em relação ao múltiplo médio dos últimos cinco anos na data de elaboração da carteira. A instituição também espera uma aceleração da atividade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340348">mercado</a> no quarto trimestre, comportamento que historicamente tende a favorecer a geração de receitas da companhia.</p>
<p>O Safra estima dividend yield de 7,2% para B3SA3 na carteira atual e aponta um carrego de aproximadamente 7,8% para 2027. A recomendação foi preparada considerando o preço de R$ 18,34 por ação no fechamento de 30 de setembro, referência utilizada na composição divulgada pelo banco.</p>
<p>Esse ponto é importante porque o dividend yield é uma relação entre o valor esperado dos proventos e o preço da ação. Se a cotação sobe de maneira relevante e a projeção de dividendos permanece a mesma, o yield implícito para quem compra a ação posteriormente tende a diminuir. Da mesma forma, uma eventual queda do papel aumenta essa relação, sem que isso signifique necessariamente melhora dos fundamentos da companhia.</p>
<p>A saída da Cury teve justificativa diferente. O Safra apontou ausência de catalisadores mais claros no curto prazo e um ambiente mais desafiador para o segmento de construção voltado à baixa renda, especialmente diante do orçamento comprometido das famílias. O banco, entretanto, afirmou continuar gostando da tese da companhia, indicando que a exclusão da carteira representa uma decisão de alocação para o período e não necessariamente uma mudança estrutural de visão sobre a empresa.</p>
<p>A troca modifica apenas 10% da carteira. Sai uma incorporadora mais dependente das condições de crédito e renda das famílias e entra a empresa responsável pela principal infraestrutura do mercado de capitais brasileiro.</p>
<h2>Allos lidera projeção de dividend yield</h2>
<p>Entre as dez ações selecionadas, a Allos ocupa a primeira posição em dividend yield projetado, com 12,1%. A companhia de shopping centers é seguida pela Petrobras, com 10,2%, e pela Taesa, com 9,4%.</p>
<p>A Itaúsa aparece na sequência, com yield estimado de 8,6%, enquanto a Vale tem projeção de 8,0%. A CPFL Energia apresenta 7,7%, seguida pela B3, com 7,2%, Caixa Seguridade, com 6,7%, Bradsaúde, com 6,2%, e Copel, com 5,5%.</p>
<p>A diferença entre a maior e a menor projeção da carteira é de 6,6 pontos percentuais. Isso mostra que a seleção não foi construída simplesmente com as ações que oferecem os maiores yields estimados. Empresas com percentuais menores permanecem no portfólio porque a análise também considera elementos como qualidade dos negócios, geração de caixa, previsibilidade dos resultados, valuation e diversificação.</p>
<p>A própria Bradsaúde é um exemplo dessa diversificação. Negociada sob o código SAUD3, a companhia surgiu da combinação dos negócios da Odontoprev com a Bradesco Saúde e reúne operações voltadas ao ecossistema de saúde. Sua presença na carteira, portanto, deve ser classificada como exposição ao setor de saúde, e não aos serviços financeiros.</p>
<p>A empresa reúne negócios de saúde suplementar, odontologia e serviços relacionados ao atendimento e à gestão de saúde, ampliando a diversificação setorial da seleção do Safra.</p>
<h2>Carteira de dividendos do Safra para outubro</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Código</th>
<th>Companhia</th>
<th>Preço de referência</th>
<th>Peso</th>
<th>Dividend yield</th>
</tr>
<tr>
<td>B3SA3</td>
<td>B3</td>
<td>R$ 18,34</td>
<td>10%</td>
<td>7,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>PETR4</td>
<td>Petrobras</td>
<td>R$ 49,12</td>
<td>10%</td>
<td>10,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>SAUD3</td>
<td>Bradsaúde</td>
<td>R$ 13,35</td>
<td>10%</td>
<td>6,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>CXSE3</td>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td>R$ 19,88</td>
<td>10%</td>
<td>6,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>ITSA4</td>
<td>Itaúsa</td>
<td>R$ 14,60</td>
<td>10%</td>
<td>8,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>ALOS3</td>
<td>Allos</td>
<td>R$ 29,49</td>
<td>10%</td>
<td>12,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>VALE3</td>
<td>Vale</td>
<td>R$ 69,91</td>
<td>10%</td>
<td>8,0%</td>
</tr>
<tr>
<td>TAEE11</td>
<td>Taesa</td>
<td>R$ 41,81</td>
<td>10%</td>
<td>9,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>CPFE3</td>
<td>CPFL Energia</td>
<td>R$ 45,51</td>
<td>10%</td>
<td>7,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>CPLE3</td>
<td>Copel</td>
<td>R$ 16,00</td>
<td>10%</td>
<td>5,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os preços utilizados pelo Safra correspondem ao fechamento de 30 de setembro. Como as cotações variam diariamente, o dividend yield disponível para quem compra os papéis posteriormente também muda conforme o preço pago pelas ações.</p>
<p>A tabela também evidencia o equilíbrio de pesos escolhido pelo banco. Cada empresa responde por exatamente 10% do portfólio, impedindo que um único papel determine sozinho o desempenho da estratégia.</p>
<h2>Bradsaúde amplia exposição da carteira ao setor de saúde</h2>
<p>A Bradsaúde merece uma distinção em relação aos demais nomes financeiros presentes na seleção. Embora tenha origem relacionada ao Grupo Bradesco, SAUD3 é uma companhia do setor de saúde e não deve ser classificada como banco ou empresa de serviços financeiros.</p>
<p>A estrutura atual resulta da combinação dos negócios da Odontoprev com a Bradesco Saúde, formando uma plataforma que reúne diferentes operações do ecossistema de saúde. A reorganização colocou sob a Bradsaúde negócios ligados a planos de saúde, odontologia, serviços médicos, hospitais, diagnósticos e outras atividades relacionadas ao setor.</p>
<p>Na carteira do Safra, o papel foi incluído com preço de referência de R$ 13,35 e dividend yield projetado de 6,2%. Como todas as demais posições, possui peso de 10%.</p>
<p>A presença de SAUD3 acrescenta uma fonte de receitas com dinâmica diferente daquelas encontradas em bancos, empresas de energia, commodities ou shopping centers, contribuindo para diminuir a dependência da carteira em relação a um único segmento da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340347">economia</a>.</p>
<h2>Carteira ficou abaixo do Ibovespa em setembro, mas supera índices no ano</h2>
<p>O desempenho recente traz uma leitura diferente dependendo do período utilizado. Em setembro, a carteira de dividendos do Safra avançou 2,30%, abaixo dos 4,45% registrados pelo Índice Dividendos (IDIV) e dos 5,03% do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340346">Ibovespa</a>.</p>
<p>Isso representa uma diferença negativa de 2,15 pontos percentuais em relação ao IDIV e de 2,73 pontos diante do principal índice da Bolsa brasileira no mês.</p>
<p>Quando o horizonte é ampliado, o resultado muda. Segundo os números divulgados pelo Safra, a carteira acumulava valorização de 22% em 2026 até o fechamento de setembro, enquanto o IDIV avançava 17,6% e o Ibovespa, 15,7%.</p>
<p>Nesse intervalo, o portfólio superava o índice de dividendos em 4,4 pontos percentuais e o Ibovespa em 6,3 pontos.</p>
<p>Nos últimos 12 meses, a diferença também era favorável à carteira. O portfólio acumulava 36,7%, diante de 27,9% do IDIV e 27,4% do Ibovespa. A vantagem chegava, portanto, a 8,8 pontos percentuais sobre o índice de dividendos e 9,3 pontos sobre o principal índice da B3.</p>
<p>Esses dados também ajudam a separar dois conceitos diferentes. O dividend yield médio projetado de aproximadamente 8,2% representa a relação estimada entre os proventos e o preço das ações utilizado como referência. Já o desempenho acumulado da carteira considera a evolução dos ativos segundo a metodologia de acompanhamento do Safra.</p>
<p>Para outubro, a estratégia permanece praticamente inalterada. A entrada da B3 no lugar da Cury foi a única substituição realizada, enquanto Petrobras, Bradsaúde, Caixa Seguridade, Itaúsa, Allos, Vale, Taesa, CPFL Energia e Copel foram mantidas.</p>
<p>Allos, Petrobras e Taesa aparecem com os três maiores dividend yields projetados da seleção, enquanto a combinação de empresas financeiras, energia, saúde, commodities e shopping centers reduz a concentração em uma única atividade.</p>
<p>As projeções, porém, não representam promessa de retorno. Os dividendos efetivamente distribuídos podem mudar de acordo com lucro, geração de caixa, investimentos e decisões das empresas. Além disso, a valorização ou desvalorização das ações interfere diretamente no retorno total obtido pelo investidor e no yield disponível para novas compras.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Safra Corretora — Carteira Dividendos de outubro de 2026<br />
Safra — relatório de estratégia e composição da carteira recomendada<br />
B3 — dados cadastrais e informações de SAUD3<br />
Bradsaúde — informações institucionais e estrutura societária<br />
Relações com Investidores das companhias integrantes da carteira</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica Minerva para compra e BB Seguridade para venda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-minerva-beef3-bb-seguridade-bbse3-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[BB Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[BBSE3]]></category>
		<category><![CDATA[BEEF3]]></category>
		<category><![CDATA[Copel]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Minerva]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532846</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprenda sobre estratégias de day trade com Gerdau e outras ações que podem trazer retorno significativo nesta segunda-feira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta terça-feira, 6 de outubro, divididas igualmente entre posições de compra e venda. Entre as recomendações estão a compra de Minerva (BEEF3), Copel (CPLE3) e Telefônica Brasil (VIVT3), enquanto BB Seguridade (BBSE3), CPFL Energia (CPFE3) e Rede D’Or (RDOR3) aparecem entre as operações vendidas.</p>
<p>As estratégias são válidas exclusivamente para o pregão desta terça-feira e estabelecem previamente preço de entrada, objetivo e stop loss. Considerando esses níveis, os ganhos brutos projetados nas operações bem-sucedidas variam de 1,38% a 1,47%. Os percentuais não representam garantia de retorno e dependem de cada ação atingir primeiro o preço de entrada e, posteriormente, o objetivo indicado pela corretora.</p>
<p>A Minerva chama atenção depois de uma sessão de forte valorização. BEEF3 encerrou a segunda-feira cotada a R$ 4,19, com alta de 7,99%. Para esta terça-feira, a Ágora estabelece entrada compradora a R$ 4,20 e objetivo a R$ 4,26, o que representa potencial bruto de aproximadamente 1,43%. O stop sugerido fica em R$ 4,17, equivalente a uma perda potencial próxima de 0,71% a partir do ponto de entrada.</p>
<h3>Recomendações de compra</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Minerva</td>
<td>BEEF3</td>
<td align="right">R$ 4,20</td>
<td align="right">R$ 4,26</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 4,17</td>
</tr>
<tr>
<td>Copel</td>
<td>CPLE3</td>
<td align="right">R$ 17,29</td>
<td align="right">R$ 17,54</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 17,16</td>
</tr>
<tr>
<td>Telefônica Brasil</td>
<td>VIVT3</td>
<td align="right">R$ 31,91</td>
<td align="right">R$ 32,38</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 31,66</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as compras, Telefônica Brasil apresenta o maior potencial percentual da carteira, de aproximadamente 1,47%, caso a operação seja acionada a R$ 31,91 e alcance o objetivo de R$ 32,38. A Copel aparece logo atrás, com entrada prevista a R$ 17,29 e alvo a R$ 17,54, uma diferença equivalente a cerca de 1,45%.</p>
<p>Os stops funcionam como níveis de encerramento da posição caso o movimento esperado pela análise técnica não se confirme. No caso de VIVT3, o stop está em R$ 31,66; para CPLE3, em R$ 17,16. A estratégia procura, assim, limitar a perda potencial antes mesmo da abertura da operação.</p>
<h2>BB Seguridade lidera operações de venda</h2>
<p>Na ponta vendida, a Ágora selecionou BB Seguridade, CPFL Energia e Rede D’Or. Nessas operações, a lógica é inversa à compra tradicional: a estratégia busca aproveitar uma possível queda da ação ao longo do pregão. O investidor entra vendido em determinado preço e procura recomprar o ativo mais abaixo.</p>
<p>Para BBSE3, a corretora estabelece entrada em R$ 40,89 e objetivo em R$ 40,29. A diferença corresponde a um potencial bruto de aproximadamente 1,47%. O stop está situado em R$ 41,18, nível no qual a estratégia prevê o encerramento da posição caso a ação suba em vez de cair.</p>
<p>A indicação ocorre depois de BB Seguridade terminar a segunda-feira a R$ 40,99, com valorização de 1,33%. O preço definido para entrada nesta terça está, portanto, próximo ao fechamento anterior, embora a operação só deva ser considerada válida caso o papel efetivamente alcance as condições previstas pela estratégia.</p>
<h3>Recomendações de venda</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th>Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>BB Seguridade</td>
<td>BBSE3</td>
<td align="right">R$ 40,89</td>
<td align="right">R$ 40,29</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 41,18</td>
</tr>
<tr>
<td>CPFL Energia</td>
<td>CPFE3</td>
<td align="right">R$ 49,92</td>
<td align="right">R$ 49,23</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 50,31</td>
</tr>
<tr>
<td>Rede D’Or</td>
<td>RDOR3</td>
<td align="right">R$ 43,63</td>
<td align="right">R$ 43,03</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 43,98</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>CPFL Energia tem entrada vendida estabelecida em R$ 49,92, com objetivo a R$ 49,23 e stop a R$ 50,31. Para Rede D’Or, a estratégia prevê venda a R$ 43,63, recompra a R$ 43,03 e encerramento da posição a R$ 43,98 caso o movimento ocorra na direção contrária.</p>
<p>Os potenciais de 1,38% indicados para CPFE3 e RDOR3, assim como os demais percentuais da carteira, são calculados a partir da diferença entre entrada e objetivo. Não consideram custos operacionais, emolumentos, tributação nem eventual diferença entre o preço indicado e aquele efetivamente obtido pelo investidor.</p>
<h2>Operações dependem do preço de entrada</h2>
<p>As recomendações são construídas a partir de análise gráfica e procuram capturar movimentos de curtíssimo prazo dentro do mesmo pregão. Isso significa que uma ação presente na carteira não necessariamente dará origem a uma operação.</p>
<p>O primeiro requisito é que o preço de entrada indicado seja alcançado nas condições previstas. Caso o ativo abra com um gap que ultrapasse diretamente o objetivo antes de passar pelo ponto estabelecido para entrada, a recomendação é cancelada. O stop loss também só passa a valer depois que a operação é efetivamente acionada.</p>
<p>Essa característica é particularmente importante depois da forte volatilidade registrada na Bolsa brasileira na segunda-feira. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340337">Ibovespa</a> avançou 7,70% no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições e diversos papéis apresentaram oscilações de dois dígitos. Movimentos bruscos entre o fechamento de um dia e a abertura do seguinte podem fazer uma estratégia perder validade antes mesmo de ser iniciada.</p>
<p>O day trade também possui uma dinâmica diferente de uma recomendação fundamentalista de investimento. A inclusão de Minerva entre as compras desta terça-feira, por exemplo, não representa necessariamente uma avaliação da Ágora sobre o valor da companhia para os próximos meses ou anos. A estratégia procura identificar movimentos técnicos esperados exclusivamente para a sessão.</p>
<p>A mesma interpretação vale para a recomendação de venda de BB Seguridade. Uma posição vendida para o pregão não equivale, por si só, a uma avaliação negativa de longo prazo sobre a companhia. O objetivo é capturar uma possível oscilação de curtíssimo prazo dentro dos níveis definidos pela análise gráfica.</p>
<p>Com potenciais brutos próximos de 1,5% tanto nas compras quanto nas vendas, a carteira desta terça utiliza stops inferiores a 1% em todas as seis operações. Essa relação delimita previamente o risco considerado pela estratégia, mas não elimina a possibilidade de perdas, especialmente em sessões de elevada volatilidade ou quando há gaps entre preços.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Ágora Investimentos — carteira de day trade para 6 de outubro de 2026<br />
B3 — cotações de BEEF3 e BBSE3 no pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Dados de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="340338">mercado</a> — Minerva, Copel, Telefônica Brasil, BB Seguridade, CPFL Energia e Rede D’Or</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mercados hoje: PEC da escala 6×1 avança e Ibovespa testa rali pós-eleição</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mercados-hoje-pec-6x1-ibovespa-pos-eleicao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:13:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PEC da escala 6×1]]></category>
		<category><![CDATA[segundo turno]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532844</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mercado brasileiro abre esta terça-feira, 6 de outubro, tentando medir quanto da forte valorização registrada depois do primeiro turno das eleições pode ser sustentada nas próximas sessões. Depois de o Ibovespa avançar 7,70%, fechar acima dos 206 mil pontos e renovar seu recorde histórico, investidores voltam as atenções para a disputa presidencial, para a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado brasileiro abre esta terça-feira, 6 de outubro, tentando medir quanto da forte valorização registrada depois do primeiro turno das eleições pode ser sustentada nas próximas sessões. Depois de o Ibovespa avançar 7,70%, fechar acima dos 206 mil pontos e renovar seu recorde histórico, investidores voltam as atenções para a disputa presidencial, para a curva de juros e para uma agenda política que ganha um novo componente com a chegada ao Plenário do Senado da PEC que prevê o fim da escala de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340336">trabalho</a> 6×1.</p>
<p>A Proposta de Emenda à Constituição 221/2019 começa a ser discutida pelos senadores nesta terça-feira. O texto reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, permitindo sua distribuição em cinco dias de oito horas e garantindo dois dias de repouso remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A matéria foi aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça e chega ao Plenário em pleno início do segundo turno da eleição presidencial.</p>
<p>A proposta se tornou uma das bandeiras trabalhistas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha. Sua tramitação, porém, ainda tem etapas pela frente. Pela regra do Senado, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Se aprovada, haverá mais três sessões antes do segundo turno. Um calendário especial pode reduzir esses intervalos.</p>
<p>Como qualquer emenda constitucional, a PEC precisa do apoio de três quintos dos senadores, ou 49 dos 81 integrantes da Casa, em cada uma das duas votações. Se o Senado mantiver o texto recebido da Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação pelo Congresso. Mudanças de mérito obrigariam uma nova análise pelos deputados.</p>
<p>O início dessa discussão ocorre apenas dois dias depois de uma eleição que modificou a correlação de forças no Congresso e abriu uma nova fase da campanha presidencial. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos, e a decisão ficou para 25 de outubro.</p>
<h2>Mercado tenta definir novo preço depois de sessão excepcional</h2>
<p>A reação dos ativos brasileiros ao resultado eleitoral foi imediata. Na segunda-feira, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340418">Ibovespa</a> subiu 7,70% e terminou aos 206.911,89 pontos, o maior fechamento nominal de sua história. Durante o pregão, chegou a 209.605,70 pontos, estabelecendo também uma nova máxima intradiária.</p>
<p>O movimento ocorreu ao mesmo tempo em que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340335">dólar</a> caiu mais de 4% e voltou à região de R$ 5. A curva de juros sofreu um ajuste ainda mais acentuado, com contratos de longo prazo recuando mais de um ponto percentual em determinados vencimentos. A volatilidade chegou a levar o Tesouro Direto a suspender temporariamente as negociações na manhã de segunda-feira para atualização dos preços dos títulos públicos.</p>
<p>A concentração das maiores altas mostrou de onde partiu boa parte da reprecificação. Empresas sensíveis ao custo de capital e ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340334">mercado</a> doméstico dispararam, enquanto bancos e companhias diretamente ligadas ao mercado financeiro também tiveram ganhos muito superiores aos do índice.</p>
<p>Magazine Luiza avançou mais de 24%, B3 e BTG Pactual subiram mais de 22%, Bradesco ganhou 13,57%, Banco do Brasil avançou 11% e Itaú teve valorização superior a 10%. O movimento refletiu principalmente a queda dos juros futuros, a redução do prêmio exigido pelos investidores e a expectativa de entrada de recursos em ativos brasileiros.</p>
<p>Na direção oposta ficaram <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340419">empresas</a> mais expostas ao dólar. A forte valorização do real pressionou companhias exportadoras, entre elas Suzano e Embraer, enquanto Vale também terminou no campo negativo.</p>
<p>A sessão desta terça-feira tende a mostrar se investidores ainda encontram espaço para ampliar posições depois de um ajuste tão concentrado em um único dia ou se parte dos ganhos será objeto de realização. Depois de altas superiores a 20% em alguns papéis, pequenas mudanças nas expectativas podem produzir oscilações relevantes.</p>
<h2>Segundo turno mantém política fiscal no centro das negociações</h2>
<p>A percepção dos investidores sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340420">política</a> fiscal tornou-se um dos principais motores do mercado depois do resultado das urnas. O movimento de segunda-feira incorporou uma expectativa de mudança na condução das contas públicas a partir de 2027, caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.</p>
<p>Essa avaliação ainda está baseada predominantemente em expectativas. O candidato do PL fez sinalizações de maior disciplina fiscal, mas o mercado ainda aguarda detalhes sobre despesas, dívida pública, reformas e composição de uma eventual equipe econômica. Lula, por sua vez, entra no segundo turno defendendo a continuidade de sua agenda econômica e ampliando o peso de pautas sociais e trabalhistas na campanha.</p>
<p>É nesse ambiente que a PEC da escala 6×1 passa a ganhar importância que vai além do Congresso. A proposta tem impacto potencial sobre custos trabalhistas, organização das jornadas e produtividade, razão pela qual sua tramitação é acompanhada também por empresas dos setores de comércio, indústria e serviços.</p>
<p>O texto aprovado na CCJ determina uma jornada máxima de 40 horas por semana e dois dias de descanso, sem redução de salário. Para os defensores da proposta, a mudança melhora as condições de trabalho e aproxima o Brasil de modelos adotados em outros mercados. Representantes empresariais e críticos da medida concentram suas preocupações principalmente no impacto sobre custos e na capacidade de setores intensivos em mão de obra reorganizarem escalas.</p>
<p>A discussão no Senado ocorrerá, portanto, simultaneamente em duas dimensões: a legislativa, que envolve a obtenção dos 49 votos necessários, e a eleitoral, já que a proposta entra no centro do debate entre os dois candidatos à Presidência.</p>
<h2>Exterior oferece ambiente mais favorável na abertura</h2>
<p>Os mercados internacionais também oferecem algum suporte aos ativos de risco nesta manhã. Os índices futuros de Nova York operavam em alta nas primeiras horas desta terça-feira, depois de o Nasdaq renovar seu recorde na sessão anterior. A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e o recuo do petróleo ajudavam a melhorar o ambiente.</p>
<p>O Brent voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril. O movimento ocorre após sinais de recuperação das exportações do Oriente Médio e medidas destinadas a ampliar a disponibilidade de petróleo e derivados, reduzindo parte da preocupação imediata com a oferta global.</p>
<p>A queda da commodity é particularmente importante para a inflação internacional depois da pressão provocada nos últimos meses pelo conflito no Oriente Médio. Para o mercado brasileiro, porém, preços menores do petróleo podem produzir efeitos diferentes: aliviam expectativas inflacionárias, mas também podem limitar o desempenho das ações de empresas petrolíferas com peso relevante no Ibovespa.</p>
<p>Nos Estados Unidos, investidores acompanham ainda novos dados econômicos e discursos de integrantes do Federal Reserve. Depois da pressão recente sobre os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, qualquer sinalização sobre inflação e política monetária pode voltar a influenciar mercados emergentes.</p>
<p>Na Europa, as bolsas operavam em alta nesta manhã, enquanto o mercado de títulos mostrava algum alívio depois das fortes oscilações provocadas pelas preocupações fiscais em países como França e Espanha. O euro permanece próximo dos menores níveis em mais de um ano diante do dólar.</p>
<h2>Depois do rali, mercado procura confirmação</h2>
<p>A principal questão para os ativos brasileiros nesta terça-feira não é mais explicar o movimento de segunda, mas avaliar quanto dele consegue permanecer nos preços. O resultado eleitoral provocou uma das maiores reprecificações simultâneas de Bolsa, juros e câmbio dos últimos anos, mas a disputa presidencial ainda terá quase três semanas de campanha.</p>
<p>Nesse período, declarações dos candidatos, novos apoios, pesquisas eleitorais e principalmente informações sobre política econômica poderão alterar novamente a percepção dos investidores. Depois de uma queda superior a um ponto percentual em alguns vencimentos dos juros futuros, o mercado passa a exigir elementos concretos para justificar a manutenção das taxas em patamares tão diferentes dos negociados antes da eleição.</p>
<p>O mesmo vale para a Bolsa. O Ibovespa saiu de menos de 192 mil pontos na mínima de segunda-feira para uma máxima superior a 209 mil no mesmo pregão. Uma oscilação dessa magnitude mostra que o mercado ainda procura um novo equilíbrio depois das urnas.</p>
<p>A PEC da escala 6×1 adiciona um novo elemento a essa discussão porque conecta campanha eleitoral, Congresso e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340333">economia</a> real. O Senado começa nesta terça-feira a etapa de debates, enquanto os investidores acompanham a primeira sessão depois do rali histórico de segunda.</p>
<p>O comportamento dos juros deverá permanecer como um dos principais termômetros. Se a curva continuar fechando, ações ligadas ao crédito e ao mercado doméstico podem manter parte do impulso. Uma reversão das taxas, por outro lado, tende a aumentar a pressão por realização de lucros justamente nos papéis que mais avançaram na segunda-feira.</p>
<p>Depois de um pregão dominado pela reação imediata ao resultado eleitoral, a terça-feira começa, assim, como o primeiro teste para saber se o mercado brasileiro entrou efetivamente em um novo patamar de preços ou se parte do movimento representou apenas uma correção rápida de posições construídas antes do primeiro turno.</p>
<p><strong>Fontes</strong></p>
<p>Senado Federal — tramitação e texto da PEC 221/2019<br />
Senado Federal — agenda do Plenário para 6, 7 e 8 de outubro de 2026<br />
Tribunal Superior Eleitoral — resultado oficial do primeiro turno das Eleições 2026<br />
B3 — fechamento do Ibovespa e dados do pregão de 5 de outubro de 2026<br />
Tesouro Direto — comunicado sobre suspensão temporária das negociações por volatilidade<br />
Reuters — mercados internacionais, petróleo e juros em 6 de outubro de 2026<br />
Dados de mercado — Ibovespa, câmbio, juros futuros e ações negociadas na B3</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mercado reprecifica cenário eleitoral e mira ações ligadas a juros, estatais e atividade doméstica</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/mercado-reprecifica-eleicoes-2026-flavio-bolsonaro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Correa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532795</guid>

					<description><![CDATA[<p>O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 produziu uma das maiores reprecificações recentes dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com os dois classificados para o segundo turno [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 produziu uma das maiores reprecificações recentes dos ativos brasileiros. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com os dois classificados para o segundo turno de 25 de outubro, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340301">Ibovespa</a> chegou a 209.605 pontos na sessão desta segunda-feira (5), alta de 9,10% sobre o fechamento de sexta-feira, enquanto o dólar recuou para R$ 4,95.</p>
<p>A distância entre os candidatos também foi relevante em termos absolutos. Flávio recebeu 56,10 milhões de votos válidos, enquanto Lula teve 53,88 milhões, diferença de 2,23 milhões de votos. O resultado, porém, não encerra a disputa e tampouco representa uma indicação definitiva sobre a condução da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340303">política</a> econômica. O que mudou imediatamente foi a probabilidade atribuída pelo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340302">mercado</a> a diferentes cenários para 2027.</p>
<p>A composição do Congresso reforçou essa leitura. O PL elegeu 121 deputados federais, 24 a mais do que em 2022, e terá a maior bancada da Câmara na próxima legislatura. No Senado, a legenda elegeu 19 representantes e deverá iniciar 2027 com 28 senadores. O número equivale a cerca de 34,6% das 81 cadeiras da Casa, mas ainda está longe de representar maioria isolada. Na Câmara, os 121 deputados correspondem a aproximadamente 23,6% das 513 cadeiras.</p>
<h2>Queda dos juros é o principal canal para a Bolsa</h2>
<p>A reação dos investidores está concentrada menos no resultado eleitoral em si do que nas consequências esperadas para juros, risco fiscal e fluxo de capital. Na prática, ações domésticas mais dependentes do custo do dinheiro passaram a incorporar uma hipótese de juros futuros menores caso um eventual governo de Flávio consiga executar um programa de ajuste fiscal considerado crível pelo mercado.</p>
<p>O movimento pode ser dimensionado pela própria variação do Ibovespa. O índice havia encerrado o pregão de 2 de outubro em 192.114,55 pontos. Na segunda-feira, a máxima de 209.605,70 pontos representou ganho de 17.491,15 pontos em relação ao fechamento anterior, equivalente a 9,10%.</p>
<p>No câmbio, a diferença também foi expressiva. O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340305">dólar</a> comercial havia encerrado a sexta-feira a R$ 5,2165. A mínima registrada na sessão seguinte foi de R$ 4,9540, uma apreciação de aproximadamente 5,0% do real em relação ao fechamento anterior. A combinação de Bolsa em alta e dólar em queda indica redução do prêmio de risco exigido para ativos brasileiros, embora o movimento ainda seja essencialmente uma antecipação sobre o cenário político e não uma alteração imediata dos fundamentos fiscais.</p>
<p>É justamente nesse ponto que o mercado começa a separar as companhias que poderiam responder mais rapidamente a uma queda das taxas das <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340304">empresas</a> que funcionariam como proteção em um cenário de continuidade do atual governo.</p>
<p>O BTG Pactual avalia que uma eventual vitória de Flávio poderia levar as ações brasileiras de volta para a média histórica de negociação dos últimos dez anos, com potencial de alta adicional de 11% a 20% em reais. Em um cenário ainda mais favorável, associado a uma reprecificação acima da média, a instituição trabalha com potencial superior.</p>
<p>A hipótese, contudo, depende da transformação da expectativa em política econômica. A própria reação desta segunda-feira ocorre antes da definição da equipe de governo, do detalhamento de medidas fiscais e da capacidade do Executivo de construir maioria para aprová-las.</p>
<h2>Varejo, construção e mercado de capitais ficam mais sensíveis</h2>
<p>Entre os setores mais expostos ao fechamento da curva de juros estão varejistas, construtoras, administradoras de shopping centers, empresas de serviços financeiros e companhias mais alavancadas. A lógica é direta: juros menores reduzem o custo de financiamento, favorecem o consumo de bens duráveis e aumentam o valor presente dos fluxos de caixa futuros.</p>
<p>É por isso que as carteiras eleitorais elaboradas pelas instituições financeiras convergem em alguns nomes. O BTG colocou entre suas preferências Lojas Renner (LREN3), C&amp;A (CEAB3), Assaí (ASAI3), Cyrela (CYRE3), B3 (B3SA3), XP Inc. (XPBR31), Localiza (RENT3), Motiva (MOTV3), Rede D’Or (RDOR3), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Auren (AURE3), Sabesp (SBSP3) e Allos (ALOS3).</p>
<p>O Citi chega a uma composição semelhante, destacando Cyrela, Multiplan (MULT3), Sabesp, Assaí, C&amp;A, Hapvida (HAPV3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), XP e B3 em uma carteira associada a uma eventual vitória de Flávio. O banco relaciona o desempenho esperado a uma agenda com menor intervenção estatal, maior espaço para concessões e privatizações e uma eventual trajetória mais favorável dos juros.</p>
<p>A consequência já apareceu na sessão de segunda-feira. Companhias do varejo e do mercado de capitais estiveram entre as maiores altas do pregão, enquanto empresas exportadoras sofreram com a valorização do real. A transmissão do choque eleitoral, portanto, não ocorre de maneira uniforme dentro do Ibovespa.</p>
<p>Esse contraste é importante porque mostra que o resultado não representa simplesmente uma alta generalizada das ações brasileiras. Ele produz uma rotação entre modelos de <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340299">negócios</a>. Empresas cuja tese depende do crescimento interno e do custo de capital tendem a receber maior prêmio quando a curva de juros fecha. Exportadoras, por outro lado, podem perder parte do benefício de suas receitas em moeda estrangeira quando o real se fortalece.</p>
<h2>Petrobras e Banco do Brasil carregam prêmio político</h2>
<p>As estatais ocupam posição particular no chamado trade eleitoral porque o valor atribuído a elas incorpora, além de resultados operacionais, expectativas sobre gestão, nomeações, governança, política de preços e alocação de capital.</p>
<p>Petrobras (PETR3; PETR4) está no centro desse movimento. A Genial Investimentos estima que as ações da companhia negociam com desconto de 19,9% em relação a grandes petroleiras estatais e de 46,6% diante das companhias privadas usadas na comparação. Para a corretora, uma mudança de percepção sobre a interferência estatal poderia reduzir esse desconto antes mesmo de ocorrer qualquer alteração nos resultados da empresa.</p>
<p>A diferença de valuation ajuda a explicar por que a petroleira reage fortemente às eleições. Parte do valor que o mercado atribui à Petrobras depende do quanto os investidores confiam na previsibilidade da política de preços dos combustíveis, no retorno aos acionistas e na disciplina de investimentos. Uma mudança nessas expectativas pode alterar o múltiplo aplicado à companhia sem que produção, reservas ou geração de caixa tenham mudado no curto prazo.</p>
<p>O mesmo raciocínio aparece no Banco do Brasil (BBAS3). O papel vinha sendo acompanhado em carteiras eleitorais justamente pela percepção de que uma eventual redução do prêmio de risco poderia favorecer ativos de bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais. Em 5 de outubro, o Banco do Brasil esteve entre as ações com maiores altas durante a forte reação ao primeiro turno.</p>
<p>Nesse caso, o efeito econômico pode ocorrer por dois canais. O primeiro é a redução do custo de capital e da percepção de risco sobre o país. O segundo é a perspectiva de aumento da atividade no mercado de capitais, com maior volume de ofertas de ações, emissões de dívida, fusões e aquisições e operações de crédito caso a <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340300">economia</a> caminhe para um ciclo de juros menores.</p>
<h2>Cenário Lula favorece exportadoras e empresas resilientes</h2>
<p>Uma vitória de Lula no segundo turno produziria uma rotação diferente. Não necessariamente significaria uma queda generalizada das ações, mas mudaria a composição dos ativos considerados mais protegidos contra um ambiente de juros elevados, dólar mais forte e maior cautela fiscal.</p>
<p>O Citi reuniu, nesse cenário, nomes como Cury (CURY3), Embraer (EMBR3), WEG (WEGE3), Axia Energia (AXIA3), Copel (CPLE3), Bradesco Saúde (SAUD3), Ultrapar (UGPA3), Gerdau (GGBR4), BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3). A lógica combina exportadoras, empresas menos dependentes do consumo doméstico e companhias com exposição a programas públicos, como o Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>A Nomos utiliza lógica parecida. Em sua cesta associada à continuidade de Lula aparecem Suzano (SUZB3), WEG (WEGE3), BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e TIM (TIMS3). Em outra divisão, a casa separa empresas consideradas resilientes em diferentes cenários, como Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Sabesp, Equatorial, CPFL Energia (CPFE3) e Axia Energia.</p>
<p>A diferença fundamental entre as duas cestas está na variável macroeconômica utilizada como referência. No cenário associado a Flávio, a aposta está concentrada em uma eventual compressão dos juros e do prêmio de risco. No cenário Lula, ganham importância empresas capazes de absorver juros mais altos, dólar valorizado ou menor crescimento doméstico.</p>
<p>Para exportadoras como Suzano e Embraer, há ainda uma relação direta com o câmbio. Uma eventual valorização do real reduz, em reais, o valor das receitas obtidas no exterior. Isso ajuda a explicar por que papéis desse grupo podem ficar para trás em uma sessão na qual o índice dispara.</p>
<h2>O segundo turno muda a natureza do risco</h2>
<p>O forte movimento desta segunda-feira não deve ser interpretado como uma antecipação automática do resultado de 25 de outubro. O mercado passou a atribuir probabilidades diferentes aos cenários, mas ainda terá três semanas de campanha, alianças, pesquisas eleitorais, debates e divulgação de propostas econômicas até a votação.</p>
<p>Além disso, o desempenho do PL no Congresso altera a capacidade potencial de negociação de um futuro governo, mas não elimina a necessidade de formar coalizões. A legenda terá 121 deputados e 28 senadores, números expressivos, mas insuficientes para aprovar sozinha mudanças constitucionais, leis complementares ou projetos que dependam de maioria mais ampla.</p>
<p>Esse ponto é especialmente relevante para a tese de ajuste fiscal. Uma vitória de Flávio poderia reduzir o prêmio de risco inicialmente, mas a sustentação do movimento dependeria de propostas concretas, equipe econômica, relação com o Congresso e capacidade de executar medidas de contenção de despesas. É essa sequência que separa uma alta provocada pela expectativa de uma transformação estrutural dos fundamentos.</p>
<p>Do lado de Lula, o mercado também não trabalha com uma carteira baseada apenas em queda dos preços dos ativos. As recomendações mostram que há setores capazes de atravessar um ambiente de maior incerteza, especialmente exportadores, seguradoras, utilities e companhias com geração recorrente de caixa.</p>
<p>Assim, o trade eleitoral ganhou uma característica mais sofisticada após o primeiro turno. O investidor deixou de olhar apenas para quem está à frente na disputa e passou a precificar quais empresas têm maior sensibilidade aos mecanismos econômicos que podem mudar a partir de 2027. Juros, câmbio, risco fiscal, governança das estatais e atividade doméstica passaram a funcionar como os principais eixos de seleção de ativos até a definição do próximo presidente.</p>
<p>O segundo turno, portanto, não será apenas uma disputa pelo Palácio do Planalto para os mercados. Será também o período em que essas expectativas terão de ser confrontadas com propostas econômicas e com a capacidade política de transformar promessas em medidas efetivas. Até lá, a tendência é de maior dispersão entre os papéis e de forte sensibilidade da Bolsa e do câmbio a cada nova informação da campanha.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Tribunal Superior Eleitoral &#8211; resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, votação de Flávio Bolsonaro e Lula e calendário do segundo turno</em></p>
<p><em>Câmara dos Deputados &#8211; composição projetada da próxima legislatura e bancada de 121 deputados eleitos pelo PL</em></p>
<p><em>Senado Federal &#8211; eleição de 19 senadores pelo PL e composição prevista de 28 integrantes da bancada a partir de 2027</em></p>
<p><em>B3 &#8211; comportamento do Ibovespa e referência do mercado acionário brasileiro no período que antecedeu e sucedeu o primeiro turno</em></p>
<p><em>BTG Pactual &#8211; avaliação do potencial de reprecificação das ações brasileiras e setores favorecidos em eventual vitória de Flávio Bolsonaro</em></p>
<p><em>Genial Investimentos &#8211; análise do desconto de Petrobras em relação a petroleiras privadas e estatais e impacto do risco político sobre a companhia</em></p>
<p><em>Citi &#8211; carteiras temáticas de ações para cenários de vitória de Flávio Bolsonaro ou Lula nas eleições de 2026</em></p>
<p><em>Nomos &#8211; seleção de ações associadas aos diferentes cenários eleitorais e empresas consideradas resilientes</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Outubro concentra pagamentos de proventos de 24 empresas listadas na B3</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/proventos-outubro-dividendos-jcp-empresas-b3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ambev]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[JCP]]></category>
		<category><![CDATA[Lojas Renner]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[proventos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532499</guid>

					<description><![CDATA[<p>O calendário de proventos de outubro reúne pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) de pelo menos 24 empresas listadas na B3. O levantamento da XP Research, com dados da B3 e posição em 29 de setembro de 2026, mostra uma agenda concentrada principalmente nos primeiros dias do mês, embora haja distribuições programadas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O calendário de proventos de outubro reúne pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) de pelo menos 24 empresas listadas na B3. O levantamento da XP Research, com dados da B3 e posição em 29 de setembro de 2026, mostra uma agenda concentrada principalmente nos primeiros dias do mês, embora haja distribuições programadas até 30 de outubro.</p>
<p>Entre os valores mais elevados por ação está o da JSL (JSLG3), com R$ 0,7401 em dividendos previstos para 2 de outubro. Na sequência aparecem pagamentos como os da Allos (ALOS3), de R$ 0,2919 por ação em dividendos, da Lojas Renner (LREN3), de R$ 0,2407 em JCP, e da B3 (B3SA3), que concentra três parcelas de JCP no mesmo dia, somando R$ 0,3011 por ação.</p>
<p>A agenda também inclui <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340107">empresas</a> de setores distintos, como bancos, bebidas, saúde, tecnologia, varejo, shopping centers, educação, alimentos e indústria. A diversidade mostra que os pagamentos previstos para outubro não estão concentrados em apenas um segmento da Bolsa.</p>
<h2>Bancos e empresas imobiliárias abrem o calendário</h2>
<p>Os primeiros créditos ocorrem em 1º de outubro. Bradesco (BBDC3 e BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB3 e ITUB4), Itaúsa (ITSA3 e ITSA4), Banestes (BEES3 e BEES4) e Log Commercial Properties (LOGG3) estão na primeira data do calendário. Bradesco paga JCP de R$ 0,0172 por ação ordinária e R$ 0,0190 por ação preferencial; Banestes distribui R$ 0,0288 por ação; Itaú Unibanco, R$ 0,0182 por ação; Itaúsa, R$ 0,0242; e Log Commercial Properties, R$ 0,1594 em dividendos.</p>
<p>No caso do Itaú Unibanco, a própria companhia mantém em sua página de Relações com Investidores o calendário dos JCP e registra para outubro o pagamento de R$ 0,018182 por ação, referente ao ciclo com data-base em 30 de setembro e crédito previsto para 3 de novembro em uma distribuição posterior. O histórico divulgado pelo banco também permite acompanhar a recorrência dos pagamentos ao longo do ano.</p>
<p>A diferença entre as datas é relevante porque o calendário de proventos combina distribuições já deliberadas com diferentes datas de corte. Para receber determinado pagamento, o investidor precisa estar posicionado na data estabelecida pela companhia; depois da data “ex”, a ação deixa de incorporar o direito ao respectivo provento.</p>
<p>Em 2 de outubro, a agenda ganha força com três companhias. A JSL distribui R$ 0,7401 por ação em dividendos, enquanto Allos paga R$ 0,2919 por ação e Alupar (ALUP3, ALUP4 e ALUP11) distribui R$ 0,0700 por ação ordinária ou preferencial e R$ 0,2100 por unit.</p>
<p>O calendário da XP indica que a JSL tem o maior valor por ação entre os pagamentos relacionados no mês. O valor unitário, porém, não permite comparar diretamente o benefício econômico entre ações de preços diferentes. Para isso, seria necessário considerar também a cotação do papel, a quantidade de ações detida e, conforme o caso, o tratamento tributário do provento.</p>
<h2>Ambev, B3 e Renner concentram pagamentos relevantes</h2>
<p>Em 6 de outubro, Ambev (ABEV3) e Rede D’Or (RDOR3) aparecem na programação. A Ambev paga R$ 0,1185 por ação em JCP, enquanto a Rede D’Or distribui R$ 0,1841 por ação. O pagamento da Ambev corresponde a uma parcela de JCP aprovada anteriormente e tem como data-base 18 de dezembro de 2025.</p>
<p>No caso da Ambev, a companhia também aprovou em julho de 2026 uma nova distribuição de JCP de R$ 0,0713 por ação, com pagamento programado posteriormente. Assim, o crédito de outubro não deve ser confundido com uma nova deliberação de proventos exclusivamente criada para este mês. A empresa informou que a parcela de R$ 0,1185 corresponde à terceira e última parcela dos JCP aprovados em dezembro de 2025.</p>
<p>Para investidores pessoas físicas sujeitos à retenção, o JCP possui uma diferença importante em relação ao valor anunciado: os juros sobre capital próprio estão sujeitos a Imposto de Renda retido na fonte de 15%. A Receita Federal mantém essa alíquota para o pagamento ou crédito dos JCP.</p>
<p>Na prática, os R$ 0,1185 brutos da Ambev correspondem a aproximadamente R$ 0,1007 líquidos por ação em uma situação de incidência integral do imposto. O mesmo raciocínio aplicado aos R$ 0,3011 brutos reunidos pela B3 resultaria em cerca de R$ 0,2559 por ação após uma retenção de 15%, antes de considerar situações específicas de tributação. A própria divulgação da Ambev informa o valor líquido estimado de R$ 0,1007.</p>
<p>A B3 concentra em 7 de outubro três pagamentos de JCP: R$ 0,0745, R$ 0,0759 e R$ 0,1507 por ação, todos relacionados ao ticker B3SA3. A soma chega a R$ 0,3011 por ação, cálculo que coloca a operadora da infraestrutura de <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="340108">mercado</a> entre os maiores pagamentos unitários do calendário de outubro.</p>
<p>Também em 7 de outubro, a Alfa Holdings (RPAD5) paga R$ 0,0804 por ação em dividendos. No dia seguinte, Blau Farmacêutica (BLAU3) distribui R$ 0,0758 em JCP e Totvs (TOTS3) paga R$ 0,1500 por ação também em JCP. Em 9 de outubro, JHSF (JHSF3) e Qualicorp (QUAL3) entram na agenda, com R$ 0,0692 e R$ 0,0090 por ação em dividendos, respectivamente.</p>
<h2>Primeira quinzena concentra a maior parte dos pagamentos</h2>
<p>A Lojas Renner faz seu pagamento em 14 de outubro, com JCP bruto de R$ 0,2407 por ação. A companhia aprovou a distribuição de R$ 227,5 milhões, correspondente a aproximadamente 945,45 milhões de ações consideradas para o cálculo. Os acionistas registrados em 22 de setembro tiveram direito ao provento, e os papéis passaram a ser negociados ex-JCP no pregão seguinte.</p>
<p>Considerando os R$ 227,5 milhões distribuídos e o valor bruto de R$ 0,240666 por ação divulgado pela companhia, o pagamento da Renner representa uma distribuição de aproximadamente 2,07% do valor por ação em relação a uma referência de mercado próxima de R$ 11,60 registrada para o papel no período. Essa relação, porém, varia conforme a cotação utilizada e não equivale ao dividend yield de 12 meses.</p>
<p>Depois da Renner, a Unifique (FIQE3) paga R$ 0,0779 por ação em dividendos em 16 de outubro. O calendário volta a registrar pagamentos apenas em 28 de outubro, quando a Schulz remunera acionistas com JCP de R$ 0,0703 por ação ordinária e R$ 0,0773 por ação preferencial.</p>
<p>A distribuição temporal é um dos aspectos mais marcantes da agenda. Dos 24 emissores relacionados no levantamento da XP, 16 efetuam pagamentos entre 1º e 9 de outubro. Isso significa que aproximadamente dois terços das empresas da lista concentram seus créditos nos primeiros nove dias do mês. Com os pagamentos da Renner, em 14 de outubro, e da Unifique, em 16 de outubro, o número sobe para 18, ou 75% das empresas do calendário.</p>
<p>O fim do mês fica menos concentrado em quantidade de companhias, mas reúne pagamentos importantes. Em 29 de outubro, Iguatemi (IGTI3, IGTI4 e IGTI11) distribui R$ 0,0241 por ação ordinária, R$ 0,0723 por ação preferencial e R$ 0,1687 por unit. A data de corte indicada pela XP é 15 de outubro.</p>
<p>Em 30 de outubro, quatro empresas encerram o calendário. Electro Aço Altona (EALT3 e EALT4) combina dividendos e JCP, com R$ 0,2730 por ação ordinária e R$ 0,3003 por ação preferencial quando somadas as duas parcelas previstas. M. Dias Branco (MDIA3) paga R$ 0,0300 em dividendos, Ser Educacional (SEER3) distribui R$ 0,2028 e Smart Fit (SMFT3) paga R$ 0,0654 em JCP.</p>
<h2>Calendário exige atenção às datas de corte</h2>
<p>A agenda de outubro também evidencia que a data de pagamento não é suficiente para determinar quem terá direito ao dinheiro. Em diferentes casos, o intervalo entre a data-base e o crédito supera vários meses. JSL, Ambev e B3, por exemplo, têm pagamentos em outubro vinculados a decisões ou posições acionárias estabelecidas ainda em 2025 ou meses antes do crédito.</p>
<p>Para quem acompanha renda com ações, a distinção entre dividendos e JCP também altera o valor efetivamente recebido. Dividendos e juros sobre capital próprio são formas diferentes de remuneração do acionista e têm tratamentos tributários distintos. Nos JCP, o imposto retido na fonte reduz o valor líquido em relação ao montante bruto anunciado pela empresa.</p>
<p>O calendário da XP deve ser lido como uma fotografia das distribuições conhecidas na data-base de 29 de setembro. Novos anúncios corporativos, alterações de datas ou eventos societários posteriores podem modificar a agenda. O levantamento, portanto, identifica os pagamentos previstos no momento da apuração, mas não substitui os comunicados oficiais das companhias quando houver mudança nas condições de cada provento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>XP Research &#8211; calendário de dividendos e juros sobre capital próprio previstos para outubro de 2026, com dados da B3 e data-base de 29 de setembro de 2026</em></p>
<p><em>B3 &#8211; informações de mercado utilizadas para conferência dos códigos de negociação das companhias</em></p>
<p><em>Itaú Unibanco &#8211; página de Relações com Investidores com histórico e calendário de dividendos e juros sobre capital próprio</em></p>
<p><em>Receita Federal &#8211; regras de incidência do Imposto de Renda sobre juros sobre capital próprio</em></p>
<p><em>Lojas Renner &#8211; informações públicas sobre a distribuição de R$ 227,5 milhões em juros sobre capital próprio referentes ao terceiro trimestre de 2026</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itaú BBA aponta Gerdau e Suzano em nova carteira de position trade com foco em alta na B3</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/itau-bba-destaca-potencial-de-alta-gerdau-suzano-position-trade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:26:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[análise gráfica]]></category>
		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>
		<category><![CDATA[GGBR4]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[position trade]]></category>
		<category><![CDATA[Suzano]]></category>
		<category><![CDATA[SUZB3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1532005</guid>

					<description><![CDATA[<p>A mesa de operações e análise gráfica do Itaú BBA divulgou sua nova seleção semanal de ativos recomendados para operações nas modalidades de day trade e position trade, com horizonte de alocação que varia tradicionalmente de três semanas a três meses. Entre os papéis listados com potencial de valorização expressivo aparecem companhias de peso na [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A mesa de operações e análise gráfica do Itaú BBA divulgou sua nova seleção semanal de ativos recomendados para operações nas modalidades de <em class="italic">day trade</em> e <em class="italic">position trade</em>, com horizonte de alocação que varia tradicionalmente de três semanas a três meses. Entre os papéis listados com potencial de valorização expressivo aparecem companhias de peso na Bolsa brasileira, com destaque para a Gerdau (GGBR4) e a Suzano (SUZB3), cujos horizontes de ganho estimado superam os patamares tradicionais do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339779">mercado</a> para o período. A iniciativa busca capturar assimetrias de preço em um ambiente de transição para a renda variável doméstica, marcada por fluxos recorrentes de capital estrangeiro e ajustes nas expectativas macroeconômicas.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A estratégia desenvolvida pela instituição financeira utiliza níveis rigorosos de suporte e resistência do mercado acionário como principais gatilhos para a entrada e a saída de posições. O modelo quantitativo e gráfico também cruza o comportamento dos papéis em relação às médias móveis de curto prazo, fixadas em 21 pregões, e de longo prazo, calculadas sobre o intervalo de 200 sessões, buscando mapear tendências de reversão ou continuidade de alta para o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339778">Ibovespa</a> e para as ações que compõem o universo cobertura da corretora.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">No caso da Gerdau (GGBR4), cujos papéis encerraram a última sessão cotados a R$ 25,34, o relatório aponta um preço de gatilho estipulado em R$ 26,26. O primeiro objetivo de alta traçado pela análise gráfica embute um potencial de ganho estimado em 10,47%, projetando o papel para a faixa de R$ 29,01, enquanto o patamar de proteção (<em class="italic">stop</em>) recomendado para conter perdas potenciais foi fixado em R$ 23,51. A segunda meta de preço para o ativo siderúrgico aponta para R$ 31,76, o que representaria uma valorização acumulada de pouco mais de 20% sobre o valor de fechamento de referência.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Já a Suzano (SUZB3), negociada a R$ 47,99 no fechamento anterior, conta com uma cotação de entrada sugerida em R$ 48,61. A projeção de valorização para o primeiro objetivo técnico aponta para R$ 52,01, o que representa um avanço potencial de 6,99%. O nível de controle de risco para a operação com a fabricante de celulose foi delimitado em R$ 46,88, enquanto o segundo objetivo gráfico foi estipulado em R$ 55,41, embutindo um potencial de ganho de quase 14% para os investidores dispostos a carregar a posição dentro do horizonte temporal estipulado pela mesa de análise.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">Metodologia e critérios de risco para o position trade</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A condução das operações recomendadas pela prancheta de análise gráfica do banco obedece a critérios estritos de gerenciamento de risco e disciplina operacional. Para uma parcela significativa dos ativos indicados na listagem semanal — identificados com asterisco na matriz oficial —, a execução da compra exige o aguardo do fechamento do pregão acima do preço de gatilho estipulado, de modo a confirmar a consistência do movimento direcional do papel antes da alocação efetiva de capital institucional ou individual.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Os analistas técnicos reforçam que a metodologia busca antecipar tendências de curtíssimo prazo, aproveitando oscilações cíclicas, correções de preço e momentos de alta volatilidade em ativos de alta liquidez listados na B3. A construção das estratégias opera fundamentalmente por meio da identificação de zonas de congestão onde a pressão compradora ou vendedora tende a se concentrar, permitindo ao operador definir com clareza o momento de entrada, o patamar de desativação da operação em caso de falha na tese e os alvos de realização parcial ou total de lucros.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Contudo, a instituição pondera de maneira recorrente que toda operação no mercado de renda variável envolve riscos inerentes de volatilidade e que a observância rigorosa dos pontos de <em class="italic">stop</em> é determinante para preservar o capital investido em cenários de reversão abrupta de liquidez, choques externos ou mudanças repentinas no cenário macroeconômico global e doméstico. A recomendação serve como um balizamento técnico e não constitui garantia de rentabilidade passada ou futura.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">Amplo leque de oportunidades multissetoriais</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A seleção semanal divulgada pelo Itaú BBA contempla um total de vinte ativos de diferentes setores da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339777">economia</a> brasileira, abarcando desde concessões rodoviárias e empresas do setor elétrico até companhias ligadas ao agronegócio, siderurgia, celulose, tecnologia e instituições financeiras. Essa diversificação reflete a amplitude de opções monitoradas pelas ferramentas de rastreamento de tendência da instituição, que buscam identificar assimetrias em múltiplos subsetores do mercado acionário, independentemente da direção predominante do índice principal em sessões isoladas.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Entre as demais oportunidades mapeadas pelo relatório, destacam-se papéis de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="339784">empresas</a> como a Eneva (ENEV3), com gatilho de entrada em R$ 28,13 e projeção de ganho de 7,61% no primeiro objetivo, e a Multiplan (MULT3), negociada com gatilho em R$ 31,01 e perspectiva de avanço de até 6,19% na segunda faixa de preço-alvo. O setor de infraestrutura e transportes também figura com relevância na carteira, contemplando ativos como a Ecorodovias (ECOR3) e a Rumo (RAIL3), que continuam a atrair o interesse de investidores focados em fluxo de caixa resiliente e posicionamento técnico favorável nas médias móveis de referência.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">No segmento de consumo e varejo farmacêutico, a RaiaDrogasil (RADL3) aparece com parâmetros operacionais ajustados para capturar o fluxo comprador de curto prazo, apresentando um gatilho de entrada em R$ 20,86 e um patamar de proteção estipulado em R$ 18,89. Já no setor sucroenergético, a São Martinho (SMTO3) sobressai com um potencial de ganho estimado em mais de 16% para o primeiro objetivo técnico, refletindo a volatilidade e o dinamismo das commodities agrícolas no mercado brasileiro de capitais.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">O papel do investidor estrangeiro e o cenário da Bolsa</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A divulgação dessas estratégias de position trade ocorre em um momento em que analistas de grandes bancos internacionais e nacionais apontam a relevância contínua do capital estrangeiro como principal motor de sustentação da Bolsa brasileira. Relatórios recentes divulgados por instituições como o Bank of America e o Bradesco BBI indicam que o desconto histórico no valuation das companhias listadas no Ibovespa continua atraindo fluxos externos, com preferência acentuada por ativos dos setores financeiro, de mineração, siderurgia e celulose.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Esse contexto macroeconômico amplia a importância de ferramentas de análise gráfica e seleção tática de ativos. Com o Ibovespa operando em patamares elevados e testando zonas críticas de resistência, investidores institucionais e pessoas físicas buscam instrumentos que permitam filtrar o ruído diário do mercado e concentrar capital em papéis dotados de momento favorável e suporte técnico consolidado.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A metodologia empregada pela mesa de análise gráfica do Itaú BBA desconsidera ruídos políticos ou narrativas especulativas de curtíssimo prazo, focando exclusivamente na leitura comportamental do livro de ofertas e na geometria dos gráficos diários. A disciplina exigida pelo modelo — que impõe a saída imediata da operação caso o preço toque o limite de perda preestabelecido — permanece como o pilar central para a sobrevivência e a rentabilidade de qualquer estratégia estruturada de trading no mercado acionário brasileiro.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><strong class="font-semibold">Fontes:</strong></p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><em class="italic">Itaú BBA &#8211; relatório de análise gráfica e recomendações de position trade</em></p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><em class="italic">B3 &#8211; histórico de cotações e fechamento do mercado acionário</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Investimentos têm desempenhos diferentes nos governos Bolsonaro e Lula, aponta levantamento</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/investimentos-governos-bolsonaro-lula-ibovespa-cdi</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Álvaro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 20:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Inácio Lula da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1531822</guid>

					<description><![CDATA[<p>A comparação entre os mercados financeiros nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva mostra resultados diferentes conforme o tipo de ativo e o período considerado. Levantamento da Elos Ayta divulgado em 16 de setembro de 2026 calcula que o Ibovespa acumulou valorização nominal de 24,86% durante os quatro anos de Bolsonaro, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comparação entre os mercados financeiros nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva mostra resultados diferentes conforme o tipo de ativo e o período considerado. Levantamento da Elos Ayta divulgado em 16 de setembro de 2026 calcula que o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339649">Ibovespa</a> acumulou valorização nominal de 24,86% durante os quatro anos de Bolsonaro, entre 2019 e 2022, enquanto o índice avançou 69,96% desde o início do terceiro mandato de Lula até 15 de setembro de 2026. O mesmo estudo aponta diferença também no CDI, indicador de referência para aplicações de renda fixa, e no índice de dividendos.</p>
<p>Os números, porém, não devem ser lidos como uma comparação isolada entre presidentes. As janelas têm duração diferente: o período de Bolsonaro corresponde aos quatro anos completos de seu mandato, enquanto a série de Lula 3 ainda estava em curso em 15 de setembro de 2026. Além disso, os ativos financeiros respondem a juros, inflação, câmbio, condições externas, preços de commodities, <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339650">política</a> monetária e expectativas econômicas, fatores que não são determinados exclusivamente pelo governo federal.</p>
<p>No <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339651">mercado</a> acionário, o levantamento atribui ao Ibovespa uma valorização acumulada de 69,96% desde janeiro de 2023 até 15 de setembro de 2026, ante 24,86% entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022. A diferença acumulada entre as duas janelas é de 45,10 pontos percentuais. Em termos relativos, o retorno acumulado na primeira janela foi cerca de 2,8 vezes o registrado na segunda, embora essa comparação não corresponda a uma taxa anual equivalente, porque os períodos têm extensões diferentes.</p>
<h2>Bolsa brasileira atravessou ciclos opostos dentro dos dois períodos</h2>
<p>A trajetória anual do Ibovespa ajuda a explicar por que a comparação acumulada precisa ser analisada com cautela. Segundo a B3, o índice terminou 2019 com alta de 31,58%, avançou 2,92% em 2020, caiu 11,93% em 2021 e subiu 4,69% em 2022. O resultado acumulado desses quatro anos é diferente da simples soma das variações anuais porque os retornos são compostos.</p>
<p>O comportamento durante Lula 3 também foi irregular. A B3 registra valorização de 22,28% do Ibovespa em 2023, queda de 10,36% em 2024 e alta de 33,95% em 2025. A série de 2026 disponível na base da B3 registra variação positiva no acumulado até a data de referência mais recente apresentada pela instituição.</p>
<p>Essa sequência mostra que o desempenho de um mandato não pode ser explicado por um único ano. Em 2024, por exemplo, o Ibovespa teve perda anual de 10,36%, depois de ter subido 22,28% em 2023. Em 2025, a valorização chegou a 33,95%. A oscilação reflete, entre outros fatores, mudanças nas expectativas sobre juros, inflação, atividade econômica, contas públicas e ambiente internacional.</p>
<p>Outro ponto importante é que o Ibovespa representa uma carteira teórica de ações e, portanto, não equivale ao retorno de todos os investidores da Bolsa. A rentabilidade efetivamente obtida por uma pessoa depende dos papéis escolhidos, do momento de compra e venda, de custos, impostos e eventual recebimento de dividendos.</p>
<h2>Dividendos e renda fixa ampliam a diferença entre os indicadores</h2>
<p>O levantamento da Elos Ayta também compara o IDIV, índice de dividendos da B3. De acordo com os dados apresentados, o indicador acumulou alta de 82,78% desde o início de 2023 até 15 de setembro de 2026, contra 51,51% entre 2019 e 2022. A diferença é de 31,27 pontos percentuais.</p>
<p>A comparação é relevante porque o IDIV busca representar o comportamento de ações de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339652">empresas</a> que se destacam por remuneração aos acionistas. Assim, sua trajetória não é idêntica à do Ibovespa e pode ser influenciada pela composição do índice e pelo comportamento de empresas maduras e pagadoras de dividendos.</p>
<p>Na renda fixa, a diferença nominal é ainda mais evidente no levantamento. O CDI acumulou 57,46% no período de Lula 3 considerado pelo estudo, contra 27,79% nos quatro anos do governo Bolsonaro. A diferença chega a 29,67 pontos percentuais.</p>
<p>Esse resultado está diretamente ligado ao comportamento dos juros. A Selic começou 2019 em 6,50% ao ano e chegou a 2% ao ano em agosto de 2020, em meio à resposta da política monetária aos efeitos econômicos da pandemia. Depois, o Banco Central iniciou um ciclo de alta que levou a taxa a 13,75% ao ano em 2022.</p>
<p>Durante Lula 3, a Selic começou 2023 em 13,75%, caiu até 10,50% em 2024 e posteriormente voltou a subir. Em 2025, a taxa chegou a 15% ao ano e permaneceu nesse nível em parte de 2026. Em 5 de agosto de 2026, o Copom manteve a meta em 14% ao ano.</p>
<p>A consequência para o investidor de renda fixa é direta: quanto maior a taxa básica, maior tende a ser a remuneração nominal de aplicações pós-fixadas ligadas ao CDI e à Selic, embora o resultado líquido dependa de tributação, custos e características de cada produto.</p>
<h2>Juros altos aumentam retorno nominal, mas também têm custo econômico</h2>
<p>O desempenho do CDI não deve ser interpretado isoladamente como medida de melhora ou piora da <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339647">economia</a>. A taxa de juros é utilizada pelo Banco Central como instrumento de política monetária e afeta simultaneamente remuneração de aplicações financeiras, custo do crédito, decisões de investimento e condições de financiamento das empresas e famílias.</p>
<p>O histórico oficial mostra que a Selic passou por movimentos muito distintos nos dois períodos. No governo Bolsonaro, houve forte redução dos juros em 2020 e 2021, seguida de uma rápida elevação em 2021 e 2022. No terceiro mandato de Lula, o ciclo começou com juros elevados, avançou para cortes em 2023 e 2024 e depois voltou a um patamar restritivo.</p>
<p>Isso ajuda a explicar por que o retorno de aplicações pós-fixadas pode ser elevado mesmo em um ambiente no qual o custo do dinheiro também é alto. Para quem possui recursos aplicados em produtos atrelados ao CDI, juros maiores significam remuneração maior em termos nominais. Para empresas endividadas e tomadores de crédito, entretanto, o mesmo ambiente representa maior despesa financeira.</p>
<p>A comparação também precisa considerar a inflação. Dados do Banco Central mostram IPCA anual de 4,31% em 2019, 4,52% em 2020, 10,06% em 2021 e 5,78% em 2022. Já no período seguinte, o índice registrou 4,62% em 2023, 4,83% em 2024 e 4,26% em 2025.</p>
<p>A inflação acumulada altera a interpretação de qualquer retorno nominal. Um investimento que rende 10% em um período de inflação elevada não produz o mesmo ganho de poder de compra que uma aplicação com retorno nominal semelhante em ambiente de inflação mais baixa.</p>
<h2>Câmbio coloca outra dimensão na comparação</h2>
<p>O levantamento também encontra comportamento diferente para os ativos denominados em moeda estrangeira. O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339648">dólar</a> acumulou valorização de 34,66% entre 2019 e 2022, segundo a Elos Ayta, enquanto registrava queda acumulada de 1,32% na janela de Lula 3 até 15 de setembro de 2026. O euro avançou 25,47% no primeiro período e 6,71% no segundo.</p>
<p>A B3 mantém séries que permitem observar a diferença entre o retorno nominal do Ibovespa em reais e sua variação convertida para dólares. Em 2019, por exemplo, a alta nominal do índice foi de 31,58%, enquanto a valorização calculada em dólares ficou em 26,49%. Em 2020, o índice ganhou 2,92% em reais, mas caiu 20,18% na conversão para a moeda americana.</p>
<p>A diferença demonstra que o resultado de um investidor estrangeiro ou de um brasileiro que mede patrimônio em dólar pode ser bastante diferente daquele obtido por quem acompanha apenas o Ibovespa em reais.</p>
<p>O câmbio, por sua vez, não depende somente da política econômica doméstica. Juros nos Estados Unidos, fluxo internacional de capitais, preços de commodities, percepção de risco, condições fiscais e movimentos globais de valorização ou desvalorização do dólar também interferem na taxa de câmbio.</p>
<h2>Bitcoin teve forte valorização nas duas janelas</h2>
<p>Entre os ativos analisados pela Elos Ayta, o bitcoin apresenta uma das maiores oscilações. O levantamento calcula alta acumulada de 495,58% entre 2019 e 2022 e de 342,86% desde janeiro de 2023 até 15 de setembro de 2026.</p>
<p>O dado evidencia outra limitação de comparações entre governos: ativos com elevada volatilidade podem sofrer movimentos provocados por fatores internacionais que não guardam relação direta com a política econômica brasileira.</p>
<p>No caso das criptomoedas, mudanças regulatórias em diferentes países, entrada ou saída de capital institucional, ciclos de liquidez global e eventos específicos do mercado podem provocar variações muito superiores às observadas em ações ou títulos de renda fixa.</p>
<p>Por isso, o levantamento não permite concluir que um determinado ambiente político ou econômico seja, isoladamente, responsável pelo comportamento de cada ativo. Ele mostra como diferentes classes de investimento se comportaram em duas janelas temporais específicas.</p>
<h2>Inflação foi o indicador com trajetória diferente</h2>
<p>Entre os indicadores reunidos pela Elos Ayta, a inflação é apresentada com trajetória distinta das demais variáveis. O estudo calcula inflação acumulada de 26,93% durante os quatro anos do governo Bolsonaro e de 17,90% desde janeiro de 2023 até 15 de setembro de 2026.</p>
<p>Os números oficiais do Banco Central confirmam a composição anual da inflação e permitem observar a influência da pandemia e dos choques posteriores sobre os preços. Em 2021, o IPCA chegou a 10,06%, enquanto em 2022 desacelerou para 5,78%. No período seguinte, ficou abaixo de 5% em 2023, 2024 e 2025.</p>
<p>A comparação entre investimentos, portanto, depende do indicador escolhido. Bolsa, dividendos, CDI, moedas e criptomoedas produziram resultados diferentes nas duas janelas. Além disso, os períodos não são equivalentes em duração e Lula 3 ainda não havia terminado na data de corte do levantamento.</p>
<p>Para o investidor, a leitura dos números exige separar retorno nominal, retorno real, exposição cambial e risco. Para a análise econômica, os mesmos dados mostram que o desempenho dos mercados durante um governo resulta da combinação de política monetária, inflação, condições fiscais, ambiente internacional, preços de ativos e expectativas — e não apenas da identidade do presidente em exercício.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; histórico da meta Selic e decisões do Comitê de Política Monetária</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; séries históricas do IPCA e inflação acumulada</em></p>
<p><em>B3 &#8211; histórico anual de variação do Ibovespa e séries de desempenho do mercado acionário</em></p>
<p><em>Elos Ayta &#8211; levantamento de rentabilidade de ativos financeiros nos governos Bolsonaro e Lula 3</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-embraer-embj3-copel-cple3-petroreconcavo-recv3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:21:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Copel]]></category>
		<category><![CDATA[CPLE3]]></category>
		<category><![CDATA[Dasa]]></category>
		<category><![CDATA[DASA3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[JALL3]]></category>
		<category><![CDATA[Jalles Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Locaweb]]></category>
		<category><![CDATA[LWSA3]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PetroReconcavo]]></category>
		<category><![CDATA[RECV3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1531280</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quinta-feira, 10 de setembro, dividindo a estratégia igualmente entre posições compradas e vendidas. Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) aparecem na ponta de compra, enquanto Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) foram escolhidas para operações que buscam lucrar com uma [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quinta-feira, 10 de setembro, dividindo a estratégia igualmente entre posições compradas e vendidas. Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) aparecem na ponta de compra, enquanto Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) foram escolhidas para operações que buscam lucrar com uma eventual queda das cotações.</p>
<p>A recomendação com Embraer (EMBJ3) concentra um dos maiores valores financeiros da lista. A entrada foi definida em R$ 95,50, com objetivo de R$ 96,84 e stop em R$ 94,76. Caso o movimento projetado se confirme integralmente, o ganho bruto entre entrada e alvo será de aproximadamente 1,40%. No sentido contrário, o limite definido pela estratégia representa perda potencial de cerca de 0,77%.</p>
<p>Isso produz uma relação entre retorno potencial e risco próxima de 1,81 para 1. Em termos simples, para cada R$ 1 de risco matemático assumido entre a entrada e o stop, a estratégia busca aproximadamente R$ 1,81 de ganho até o objetivo.</p>
<p>O desenho das seis operações segue a lógica típica das recomendações intradiárias da Ágora: movimentos percentuais relativamente pequenos, stops próximos das entradas e encerramento da posição dentro do mesmo pregão. Nenhuma indicação deve ser confundida com uma recomendação fundamentalista de compra ou venda das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339239">empresas</a> no médio ou longo prazo.</p>
<h2>As seis ações indicadas pela Ágora</h2>
<p>Entre as compras, a Copel (CPLE3) tem entrada prevista em R$ 16,02, objetivo em R$ 16,24 e stop em R$ 15,91. O ganho bruto potencial é de aproximadamente 1,37%, enquanto a perda estimada até o stop é de 0,69%. A relação entre os dois movimentos é de 2 para 1.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) completa o grupo comprador. A estratégia estabelece gatilho em R$ 11,45, alvo em R$ 11,61 e stop em R$ 11,36. A diferença até o objetivo corresponde a uma valorização de aproximadamente 1,40%, enquanto o risco até o nível de saída fica próximo de 0,79%. A relação retorno/risco é de aproximadamente 1,78 vez.</p>
<p>Na ponta vendida, Jalles Machado (JALL3) tem entrada em R$ 2,52, objetivo em R$ 2,48 e stop em R$ 2,54. Como se trata de uma venda, o cenário favorável é de queda da ação. O alvo representa recuo de 1,59% sobre a entrada, enquanto o stop corresponde a uma alta de aproximadamente 0,79%. A relação entre o ganho potencial e o risco é exatamente de 2 para 1.</p>
<p>Para Dasa (DASA3), a corretora definiu venda em R$ 2,68, objetivo em R$ 2,64 e stop em R$ 2,70. O retorno bruto potencial é de aproximadamente 1,49%, contra risco de 0,75%.</p>
<p>A Locaweb (LWSA3) fecha a seleção com entrada vendida em R$ 3,98, alvo de R$ 3,92 e stop de R$ 4,01. A queda buscada é de aproximadamente 1,51%, enquanto a distância até o stop corresponde a 0,75%. Também nesse caso, a relação matemática entre retorno e risco é de 2 para 1.</p>
<h2>Embraer (EMBJ3) parte próxima do fechamento da véspera</h2>
<p>A operação em Embraer (EMBJ3) chama atenção também pela proximidade entre o gatilho proposto pela Ágora e a cotação registrada no fechamento anterior.</p>
<p>EMBJ3 terminou a quarta-feira, 9, em torno de R$ 95,27, depois de subir aproximadamente 1,1% durante uma sessão negativa para a maior parte da Bolsa brasileira. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339240">Ibovespa</a> caiu 0,93%, aos 185.629 pontos, enquanto a fabricante de aeronaves conseguiu avançar. Dados de negociação mostram que o papel chegou a alcançar R$ 96,47 ao longo do pregão.</p>
<p>O preço de entrada de R$ 95,50 proposto para esta quinta-feira está apenas cerca de 0,24% acima do fechamento anterior. Já o objetivo de R$ 96,84 supera ligeiramente a máxima registrada na sessão de quarta.</p>
<p>Essa configuração ajuda a compreender a leitura técnica por trás da operação. O gatilho exige que EMBJ3 volte a avançar e ultrapasse a região do fechamento anterior antes de ativar a estratégia. Caso isso aconteça, a aposta passa a ser de continuidade do movimento até R$ 96,84.</p>
<p>O stop em R$ 94,76 limita a posição caso a tentativa de alta perca força.</p>
<p>A Embraer (EMBJ3) tem aparecido com frequência entre as ações monitoradas para operações de curto prazo. No início deste mês, a própria Ágora já havia incluído EMBJ3 em outras listas de day trade, embora com pontos de entrada e saída diferentes, reforçando que os parâmetros são recalculados para cada pregão e não devem ser reaproveitados em sessões posteriores.</p>
<h2>Jalles Machado (JALL3) oferece maior deslocamento até o alvo</h2>
<p>Considerando exclusivamente a variação percentual entre entrada e objetivo, Jalles Machado (JALL3) apresenta o maior potencial entre as seis operações desta quinta-feira.</p>
<p>Uma queda de R$ 2,52 para R$ 2,48 representa retorno bruto de aproximadamente 1,59% para quem entra vendido em JALL3 no preço indicado. Como o stop está apenas R$ 0,02 acima da entrada, em R$ 2,54, o risco matemático é metade da distância projetada até o objetivo.</p>
<p>A escolha de JALL3 para venda é uma leitura estritamente gráfica e de curtíssimo prazo. A Jalles Machado (JALL3) atua na produção de açúcar, etanol, energia elétrica e derivados da cana-de-açúcar e possui seus próprios fundamentos operacionais, financeiros e setoriais.</p>
<p>A recomendação intradiária não significa que a Ágora esteja necessariamente projetando deterioração estrutural da companhia.</p>
<p>Essa diferença é particularmente importante em ações de empresas relacionadas a commodities. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339238">Notícias</a> sobre açúcar, etanol, petróleo, câmbio ou produção agrícola podem alterar rapidamente as cotações no decorrer do dia, mesmo sem qualquer mudança relevante na avaliação fundamentalista de longo prazo.</p>
<h2>Copel (CPLE3) tem o menor risco percentual da lista</h2>
<p>Entre as seis estratégias, a Copel (CPLE3) apresenta a menor distância percentual entre o ponto de entrada e o stop.</p>
<p>A compra de CPLE3 em R$ 16,02 tem proteção em R$ 15,91, diferença de R$ 0,11 por ação ou cerca de 0,69%. O alvo de R$ 16,24 representa avanço de R$ 0,22, exatamente o dobro da distância até o stop.</p>
<p>A relação de 2 para 1 é frequentemente utilizada em estratégias de gerenciamento de risco porque permite que o ganho de uma operação bem-sucedida compense, em termos matemáticos, duas operações encerradas com perdas equivalentes ao risco inicialmente previsto — antes de custos, impostos e diferenças de execução.</p>
<p>Isso não transforma automaticamente a estratégia em lucrativa. A relação retorno/risco mostra somente quanto se pretende ganhar quando o alvo é atingido em comparação com quanto se aceita perder se o stop for acionado.</p>
<p>O resultado final depende também da taxa de acerto das operações.</p>
<p>Uma estratégia pode trabalhar com relação de 2 para 1 e ainda produzir prejuízo se apresentar uma proporção elevada de stops. Da mesma forma, um método com alvos menores pode ser rentável caso consiga uma taxa de acerto suficientemente alta.</p>
<h2>PetroReconcavo (RECV3) entra em sessão marcada pelo petróleo</h2>
<p>A inclusão de PetroReconcavo (RECV3) entre as compras ocorre num momento particularmente volátil para empresas ligadas ao setor de óleo e gás.</p>
<p>O petróleo internacional permanece em níveis superiores a US$ 100 por barril, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento tem sustentado ações de produtoras brasileiras, ao mesmo tempo em que aumenta os riscos inflacionários para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339237">economia</a> mundial.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) possui uma dinâmica diferente da Petrobras (PETR3; PETR4), mas a cotação internacional da commodity continua sendo uma variável importante para a percepção do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339271">mercado</a> sobre empresas produtoras de petróleo.</p>
<p>A estratégia da Ágora, entretanto, não depende de uma projeção fundamentalista para o barril. A recomendação é ativada apenas caso RECV3 alcance R$ 11,45, com objetivo em R$ 11,61.</p>
<p>Se RECV3 cair antes de acionar o gatilho, não há operação de acordo com a metodologia indicada.</p>
<h2>Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) completam apostas de queda</h2>
<p>Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) aparecem ao lado de Jalles Machado (JALL3) na ponta vendida.</p>
<p>Em DASA3, a distância entre a entrada de R$ 2,68 e o objetivo de R$ 2,64 é de apenas quatro centavos por ação. Parece pouco em termos nominais, mas equivale a aproximadamente 1,49% do valor do papel. O stop está dois centavos acima da entrada, em R$ 2,70.</p>
<p>A matemática é praticamente idêntica em LWSA3. O preço de R$ 3,98 funciona como ponto de ativação da venda, R$ 3,92 é o objetivo e R$ 4,01 representa o stop.</p>
<p>LWSA3 havia encerrado o pregão anterior justamente ao redor de R$ 3,98, depois de recuar quase 2%. Isso coloca o gatilho da estratégia muito próximo da referência deixada pelo fechamento da quarta-feira.</p>
<p>Também aqui, a indicação é específica para a sessão atual. O fato de DASA3, LWSA3 ou JALL3 estarem na lista de venda de day trade não equivale a uma recomendação para o investidor desmontar uma posição de longo prazo.</p>
<h2>Stops ficam abaixo de 0,8% nas seis estratégias</h2>
<p>Um aspecto comum às seis operações é o controle relativamente estreito de risco.</p>
<p>A distância percentual entre entrada e stop varia de aproximadamente 0,69% em Copel (CPLE3) a 0,79% em PetroReconcavo (RECV3) e Jalles Machado (JALL3).</p>
<p>Já os objetivos variam entre aproximadamente 1,37% e 1,59%.</p>
<p>Essa concentração revela a natureza das estratégias: a corretora não está tentando antecipar grandes movimentos direcionais ao longo de semanas ou meses. O objetivo é capturar deslocamentos curtos no mesmo pregão.</p>
<p>A consequência é que a execução ganha importância ainda maior.</p>
<p>Quando os níveis estão separados por poucos centavos, entrar significativamente acima ou abaixo do preço indicado pode mudar a relação entre risco e retorno. O chamado <em>slippage</em> — diferença entre o preço esperado e aquele efetivamente obtido — também pode reduzir o ganho ou aumentar a perda.</p>
<p>Custos operacionais e tributários igualmente não estão incluídos nos retornos brutos indicados.</p>
<h2>Estar na lista não significa que a operação foi aberta</h2>
<p>Esse é provavelmente o ponto mais importante para interpretar uma carteira de day trade.</p>
<p>A presença de uma ação na lista da Ágora não significa que o investidor deva necessariamente comprar ou vender o ativo assim que o mercado abre. Cada estratégia possui um ponto específico de entrada.</p>
<p>Se Embraer (EMBJ3), por exemplo, não alcançar R$ 95,50 dentro das condições previstas, a compra não é acionada segundo a metodologia. O mesmo ocorre com Copel (CPLE3), PetroReconcavo (RECV3), Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3).</p>
<p>O stop também só passa a fazer sentido depois que a posição foi aberta.</p>
<p>Há ainda uma regra para gaps de abertura. Se uma ação abrir tão distante do fechamento anterior que alcançar diretamente o objetivo sem antes passar pelo preço de entrada, a recomendação é cancelada.</p>
<p>Essa condição evita uma distorção comum na leitura retrospectiva de carteiras: considerar que um alvo foi “atingido” quando, na realidade, o investidor não teria conseguido executar o trade conforme o desenho original.</p>
<h2>Day trade exige outra leitura de risco</h2>
<p>O ambiente desta quinta-feira adiciona volatilidade às operações.</p>
<p>O Ibovespa tenta se recuperar depois da queda da véspera, enquanto petróleo acima de US$ 100, juros internacionais, inflação americana, câmbio e cenário eleitoral brasileiro influenciam os preços. Um movimento inesperado em qualquer uma dessas variáveis pode mudar rapidamente a direção das ações.</p>
<p>Para estratégias com stops inferiores a 1%, essa volatilidade é especialmente relevante.</p>
<p>O day trade trabalha deliberadamente com horizontes muito curtos. O investidor não espera meses para que a tese se concretize e tampouco deveria transformar automaticamente uma operação intradiária malsucedida em investimento de longo prazo simplesmente para evitar reconhecer uma perda.</p>
<p>É justamente por isso que entrada, alvo e stop formam uma única estratégia. Retirar qualquer um desses elementos altera o perfil da operação.</p>
<p>Na carteira da Ágora para 10 de setembro, Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) entram no pregão como apostas de alta. Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) aparecem no sentido contrário.</p>
<p>O maior retorno percentual previsto está em JALL3, com potencial bruto de aproximadamente 1,59%, enquanto CPLE3 oferece o menor risco percentual até o stop, ao redor de 0,69%. Em quatro das seis operações, a distância até o objetivo é exatamente duas vezes maior que a distância até o limite de perda.</p>
<p>São números que mostram o desenho da estratégia, não uma promessa de resultado. Para o investidor, o desempenho efetivo dependerá de o mercado acionar os respectivos gatilhos, da qualidade da execução e, sobretudo, do cumprimento dos limites estabelecidos para cada operação.</p>
<p><strong>Recomendações de compra</strong></p>
<p><strong>Embraer (EMBJ3):</strong> entrada em R$ 95,50; objetivo em R$ 96,84; stop em R$ 94,76.</p>
<p><strong>Copel (CPLE3):</strong> entrada em R$ 16,02; objetivo em R$ 16,24; stop em R$ 15,91.</p>
<p><strong>PetroReconcavo (RECV3):</strong> entrada em R$ 11,45; objetivo em R$ 11,61; stop em R$ 11,36.</p>
<p><strong>Recomendações de venda</strong></p>
<p><strong>Jalles Machado (JALL3):</strong> entrada em R$ 2,52; objetivo em R$ 2,48; stop em R$ 2,54.</p>
<p><strong>Dasa (DASA3):</strong> entrada em R$ 2,68; objetivo em R$ 2,64; stop em R$ 2,70.</p>
<p><strong>Locaweb (LWSA3):</strong> entrada em R$ 3,98; objetivo em R$ 3,92; stop em R$ 4,01.</p>
<p><strong>Fontes:</strong> Ágora Investimentos; B3; Embraer; Copel; PetroReconcavo; Jalles Machado; Dasa; Locaweb.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha com 7ª alta seguida nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, com Petrobras (PETR4) e</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-27-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 21:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1530472</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou esta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, aos 175.135,41 pontos, em alta de 0,31%, consolidando a sétima sessão consecutiva de valorização. O desempenho final, porém, escondeu um pregão de maior volatilidade do que a variação percentual sugere. O índice chegou a cair 0,53%, aos 173.660,79 pontos, e alcançou máxima de 175.557,63 pontos, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa fechou esta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, aos 175.135,41 pontos, em alta de 0,31%</strong>, consolidando a sétima sessão consecutiva de valorização. O desempenho final, porém, escondeu um pregão de maior volatilidade do que a variação percentual sugere. O índice chegou a cair 0,53%, aos 173.660,79 pontos, e alcançou máxima de 175.557,63 pontos, avanço de 0,56%, antes de terminar próximo da parte superior do intervalo diário. O volume financeiro negociado somou aproximadamente R$ 23,1 bilhões.</p>
<p>A principal sustentação veio da <strong>Petrobras (PETR4)</strong>, cujas ações preferenciais avançaram 3,02%, acompanhando a valorização internacional do petróleo e uma sequência de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338680">notícias</a> corporativas e regulatórias favoráveis ao setor. A <strong>Vale (VALE3)</strong> também terminou no campo positivo, enquanto siderúrgicas tiveram desempenho forte. Na direção oposta, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil e BTG Pactual fecharam em queda, deixando claro que a sétima alta consecutiva do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338678">Ibovespa</a> não foi resultado de uma valorização uniforme da carteira.</p>
<p>A sequência positiva levou o índice a acumular ganho de aproximadamente <strong>5,3% desde o fechamento de 18 de agosto</strong>, quando estava nos 166,3 mil pontos. Ainda assim, agosto permanece negativo em cerca de 1,6%, uma combinação que ajuda a colocar o movimento recente em perspectiva: o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338681">mercado</a> recuperou uma parcela importante da deterioração registrada na primeira metade do mês, mas ainda não apagou completamente as perdas acumuladas.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) foi o principal suporte do Ibovespa</h2>
<p>A contribuição da Petrobras foi determinante para o sinal positivo do índice. <strong>PETR4 avançou 3,02%</strong>, enquanto as ações ordinárias PETR3 subiram 3%, em uma sessão na qual o petróleo voltou a incorporar prêmio geopolítico. O Brent fechou em alta de 1,82%, a US$ 88,52 por barril, enquanto o WTI avançou 1,58%, a US$ 83,53.</p>
<p>Além da alta da commodity, o setor recebeu uma sinalização relevante no campo tributário. A cobrança de <strong>12% de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto</strong>, estabelecida em julho pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, foi suspensa liminarmente pela Justiça Federal do Distrito Federal em ação apresentada pela Associação Brasileira de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338679">Empresas</a> de Exploração e Produção de Petróleo e Gás.</p>
<p>O movimento ocorreu no mesmo dia em que a Camex discutiu a continuidade da tributação, criada inicialmente por prazo determinado. Para empresas com parcela relevante da produção direcionada ao exterior, um imposto sobre exportações reduz diretamente a receita líquida obtida com cada barril vendido fora do país. Por isso, a suspensão da cobrança foi incorporada rapidamente à precificação dos papéis do setor.</p>
<p>A Petrobras também teve notícias próprias. A companhia informou o resgate antecipado de títulos globais com vencimento em janeiro de 2028, em uma operação de aproximadamente <strong>US$ 1 bilhão</strong>. A precificação está prevista para setembro, dentro da estratégia de administração do perfil da dívida.</p>
<p>Na frente operacional, a estatal e a Seatrium realizaram nesta quinta-feira, em Singapura, a cerimônia de batismo das plataformas <strong>P-80 e P-82</strong>, destinadas ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Cada unidade terá capacidade de produzir 225 mil barris de petróleo por dia. Somadas, acrescentam potencial de <strong>450 mil barris diários de capacidade instalada</strong> quando entrarem em produção, prevista para 2027.</p>
<h2>Petróleo transformou uma alta estreita em sétimo fechamento positivo</h2>
<p>A relevância da Petrobras para o resultado aparece quando o comportamento da estatal é comparado ao restante das principais blue chips. O mercado bancário, que normalmente possui influência considerável sobre o Ibovespa, trabalhou predominantemente contra a alta.</p>
<p>O <strong>Itaú Unibanco (ITUB4)</strong> recuou 0,89%, <strong>Santander Brasil (SANB11)</strong> caiu 0,87%, <strong>BTG Pactual (BPAC11)</strong> perdeu 0,61% e <strong>Bradesco (BBDC4)</strong> cedeu 0,35%. A exceção foi o <strong>Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, que avançou 2,31%.</p>
<p>Essa divergência é relevante para interpretar o fechamento. Um índice positivo acompanhado de quedas simultâneas em vários bancos de grande peso indica que a valorização foi concentrada em determinados grupos, principalmente petróleo, siderurgia e algumas ações específicas de tecnologia e consumo.</p>
<p>Em outras palavras, os 0,31% do Ibovespa não representam uma melhora homogênea das expectativas sobre todas as empresas brasileiras. O pregão teve rotação setorial importante, com capital buscando companhias beneficiadas por commodities, eventos corporativos ou teses específicas.</p>
<h2>Vale (VALE3) sobe apesar da queda do minério de ferro</h2>
<p>A <strong>Vale (VALE3)</strong> terminou o dia em alta de 0,84%, mesmo com comportamento desfavorável do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na bolsa chinesa de Dalian caiu 0,28%, enquanto a referência negociada em Singapura recuou 0,49%.</p>
<p>A divergência entre minério e ação mostra que o desempenho da Vale nesta quinta-feira não pode ser explicado exclusivamente pela commodity. Depois de uma forte recuperação acumulada nas sessões anteriores, os papéis conseguiram voltar ao campo positivo mesmo com um vetor externo ligeiramente negativo.</p>
<p>O desempenho foi mais forte entre as siderúrgicas. <strong>Gerdau (GGBR4)</strong> avançou 4,76%, <strong>CSN (CSNA3)</strong> ganhou 1,90% e <strong>Usiminas (USIM5)</strong> subiu 0,56%. A valorização das ações de maior peso do setor adicionou sustentação ao Ibovespa e ajudou a compensar a fraqueza dos bancos privados.</p>
<h2>Desemprego de 5,3% traz uma leitura ambígua para os juros</h2>
<p>O principal indicador macroeconômico doméstico do dia foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A taxa de desemprego caiu para <strong>5,3% no trimestre encerrado em julho</strong>, ante 5,8% no trimestre terminado em abril e 5,6% no mesmo período de 2025.</p>
<p>A população ocupada chegou a <strong>103,3 milhões de pessoas</strong>, enquanto o número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, ambos em níveis historicamente elevados. A massa real de rendimentos chegou a R$ 383,5 bilhões.</p>
<p>Para a atividade econômica, os números são positivos. Para a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338676">política</a> monetária, entretanto, a interpretação é menos linear. Um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338713">trabalho</a> aquecido sustenta renda, consumo e capacidade das empresas de reajustar preços, fatores observados de perto pelo Banco Central na avaliação da inflação de serviços.</p>
<p>Isso cria uma tensão importante para os ativos brasileiros. A Bolsa tende a se beneficiar da perspectiva de juros menores, mas indicadores econômicos muito fortes podem reduzir a velocidade esperada de flexibilização monetária. O dado de emprego, portanto, fortalece a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338712">economia</a> real ao mesmo tempo em que exige cautela de quem aposta em uma queda mais rápida da Selic.</p>
<h2>Dólar sobe mesmo com Ibovespa no campo positivo</h2>
<p>O mercado de câmbio também mostrou que a leitura dos ativos brasileiros não foi inteiramente direcionada para maior tomada de risco. O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338677">dólar</a> comercial terminou próximo de <strong>R$ 5,16</strong>, com valorização de aproximadamente 0,2% diante do real.</p>
<p>Bolsa e dólar podem subir simultaneamente quando os vetores que movimentam cada mercado são diferentes. Nesta quinta, a B3 recebeu suporte específico de Petrobras, petróleo e ações de tecnologia, enquanto a moeda americana acompanhou seu fortalecimento diante de diferentes divisas emergentes.</p>
<p>Essa configuração reforça a percepção de que não houve uma redução generalizada do prêmio de risco brasileiro. Se esse fosse o principal movimento do dia, seria mais provável observar simultaneamente Bolsa em alta, dólar em queda e fechamento consistente dos juros futuros.</p>
<h2>Wall Street ajuda após balanço da Nvidia</h2>
<p>O cenário externo tornou-se mais favorável ao longo da sessão. Nos Estados Unidos, o <strong>Nasdaq avançou 1,57%</strong>, o <strong>S&amp;P 500 ganhou 0,72%</strong> e o <strong>Dow Jones subiu 0,20%</strong>, com as ações de tecnologia reagindo ao resultado e às projeções divulgadas pela Nvidia.</p>
<p>A melhora de Wall Street ajudou o Ibovespa principalmente na parte final do pregão, quando o índice conseguiu se afastar das mínimas e consolidar a sétima alta consecutiva.</p>
<p>No Brasil, esse movimento apareceu diretamente em <strong>Totvs (TOTS3)</strong>, que avançou 6,41% e terminou entre as principais valorizações da carteira. A correlação não é mecânica, mas sessões de forte procura por tecnologia nos Estados Unidos tendem a melhorar a disposição dos investidores para ativos de crescimento também em outros mercados.</p>
<p>A próxima referência externa será a comunicação do Federal Reserve. Os investidores procuram novas indicações sobre inflação, atividade econômica e trajetória dos juros americanos, justamente em um momento em que os rendimentos dos Treasuries continuam exercendo influência elevada sobre mercados emergentes.</p>
<h2>Banco do Brasil (BBAS3) descola dos bancos privados</h2>
<p>Entre as instituições financeiras, o destaque foi o <strong>Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, com alta de 2,31%, movimento contrário ao observado em Itaú, Bradesco, Santander e BTG.</p>
<p>O setor segue especialmente sensível à qualidade das carteiras de crédito e à inadimplência do <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338682">agronegócio</a>. O Banco do Brasil possui exposição relevante ao segmento rural e sofreu forte pressão do mercado em momentos recentes diante da deterioração dos indicadores de crédito.</p>
<p>A reação do papel nesta quinta ocorreu em um ambiente no qual o mercado acompanha programas de reestruturação de dívidas rurais e possíveis sinais de estabilização da inadimplência. Para o BB, a evolução dessa carteira continuará sendo uma das variáveis mais importantes para determinar provisões, rentabilidade e capacidade de crescimento do crédito nos próximos trimestres.</p>
<h2>Totvs (TOTS3) sobe 6,41% e C&amp;A (CEAB3) avança 3,69%</h2>
<p>Entre os movimentos individuais, <strong>Totvs (TOTS3)</strong> ganhou 6,41%, enquanto <strong>C&amp;A Modas (CEAB3)</strong> avançou 3,69%. A varejista havia apresentado ao mercado um novo ciclo estratégico, incluindo a previsão de abertura de 60 a 80 lojas e reformas de 100 a 120 unidades até 2030.</p>
<p>Na ponta negativa, <strong>Hypera (HYPE3)</strong> recuou 3,45% e <strong>Minerva (BEEF3)</strong> caiu 3,17%, em movimentos de realização após valorizações anteriores. Fora do Ibovespa, a volatilidade foi ainda maior: <strong>Braskem (BRKM5)</strong> disparou quase 20% após o aumento do limite de crédito comercial com a Petrobras, enquanto <strong>Oncoclínicas (ONCO3)</strong> despencou mais de 28% em meio à reavaliação do mercado sobre a OPA determinada pela Comissão de Valores Mobiliários.</p>
<p>A dispersão reforça a característica do pregão: embora o Ibovespa tenha variado apenas 0,31%, houve movimentos de dois dígitos em empresas envolvidas em eventos societários e financeiros específicos.</p>
<h2>Sete altas recuperam 5,3%, mas agosto ainda está negativo</h2>
<p>A sequência iniciada em 19 de agosto levou o Ibovespa dos <strong>166.335 pontos registrados no fechamento do dia 18 para 175.135 pontos nesta quinta-feira</strong>, uma recuperação de aproximadamente 5,3%. O movimento veio depois de 11 sessões consecutivas de queda, período no qual a Bolsa brasileira acumulou uma deterioração relevante.</p>
<p>Apesar da reação, o índice ainda registra perda aproximada de <strong>1,6% em agosto</strong>. Esse contraste é importante para separar recuperação de reversão estrutural. A sequência de sete altas mostra que compradores voltaram ao mercado e que a pressão vendedora observada no início do mês diminuiu, mas o saldo mensal continua negativo.</p>
<p>O próximo teste será a capacidade do Ibovespa de preservar a região dos 175 mil pontos sem depender exclusivamente de Petrobras, Vale ou eventos específicos. Uma recuperação tecnicamente mais consistente tende a exigir melhora mais disseminada entre bancos, consumo, indústria e empresas ligadas à economia doméstica.</p>
<p>O <strong>Ibovespa encerra, assim, 27 de agosto de 2026 aos 175.135,41 pontos, com alta de 0,31%</strong>, completando sua sétima valorização consecutiva. Petrobras e siderúrgicas foram os principais pilares da sessão, Wall Street forneceu apoio externo e a força do mercado de trabalho brasileiro adicionou uma nova variável à discussão sobre juros. O índice recuperou mais de 5% desde a mínima sequência de agosto, mas o desempenho do mês ainda mostra que a batalha entre recuperação e consolidação permanece aberta.</p>
<p>Acompanhe o <strong><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank">IBOVESPA HOJE</a></span></strong></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Klabin (KLBN11) lidera compras e Rumo (RAIL3) entra na lista de vendas da Ágora</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-klabin-rumo-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[Itaúsa]]></category>
		<category><![CDATA[Klabin]]></category>
		<category><![CDATA[MBRF]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[rumo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1530303</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Klabin (KLBN11) aparece como uma das principais apostas de compra para operações de day trade nesta quinta-feira, 27 de agosto, enquanto a Rumo (RAIL3) está entre as indicações de venda da Ágora Investimentos. A estratégia reúne seis ações e estabelece, para cada papel, preço de entrada, objetivo e stop loss, estrutura usada para delimitar [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Klabin (KLBN11)</strong> aparece como uma das principais apostas de compra para operações de <strong>day trade nesta quinta-feira, 27 de agosto</strong>, enquanto a <strong>Rumo (RAIL3)</strong> está entre as indicações de venda da Ágora Investimentos. A estratégia reúne seis ações e estabelece, para cada papel, preço de entrada, objetivo e <em>stop loss</em>, estrutura usada para delimitar antecipadamente o potencial de ganho e a perda máxima planejada.</p>
<p>Na ponta compradora, a carteira inclui Klabin, <strong>MBRF (MBRF3)</strong> e <strong>Prio (PRIO3)</strong>. Do lado vendedor, aparecem <strong>Brava Energia (BRAV3)</strong>, <strong>Itaúsa (ITSA4)</strong> e Rumo. Os ganhos potenciais informados ficam entre <strong>1,37% e 1,47%</strong>, considerando a diferença entre os pontos de entrada e os objetivos definidos pela análise gráfica.</p>
<p>A indicação de maior retorno percentual é a venda de Brava Energia, com potencial de 1,47%. Entre as compras, a MBRF lidera por margem estreita, com 1,45%, seguida pela Klabin, com 1,44%, e pela Prio, com 1,43%.</p>
<p>O ponto central da estratégia, porém, não está apenas no percentual projetado. A comparação entre objetivo e <em>stop</em> mostra que as seis operações apresentam <strong>relação potencial entre ganho e risco superior a 1,8 vez</strong>. Isso significa que, nos níveis indicados, o lucro buscado é significativamente maior do que a perda delimitada pelo <em>stop</em>.</p>
<h2>Klabin tem alvo em R$ 19,02</h2>
<p>Para KLBN11, a Ágora estabelece entrada em <strong>R$ 18,75</strong> e objetivo em <strong>R$ 19,02</strong>. A diferença de R$ 0,27 por <em>unit</em> representa potencial de valorização de aproximadamente <strong>1,44%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> foi colocado em R$ 18,62, ou R$ 0,13 abaixo da entrada. Considerando apenas esses níveis, a relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente <strong>2,08 para 1</strong>. É a melhor assimetria entre as seis operações listadas.</p>
<p>A Klabin encerrou o pregão anterior a R$ 18,71. Portanto, o gatilho de entrada sugerido está quatro centavos acima do fechamento de quarta-feira. Como ocorre em operações de curtíssimo prazo, a recomendação depende de o ativo efetivamente atingir o preço de entrada durante a sessão. Se o papel saltar diretamente para níveis acima do objetivo, a estratégia deixa de ter a mesma relação de risco e retorno.</p>
<p>O pano de fundo operacional da companhia é relevante, embora não seja o determinante de uma indicação de <em>day trade</em>. No segundo trimestre de 2026, a Klabin registrou <strong>receita líquida consolidada de R$ 5,2 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 2 bilhões</strong>, com margem de 38%. O volume total de vendas, excluindo madeira, chegou a 1,018 milhão de toneladas.</p>
<p>A companhia também encerrou o trimestre com <strong>alavancagem em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338648">dólar</a> de 3,2 vezes</strong> e anunciou programa de recompra de até <strong>31,25 milhões de units</strong>. Esses fatores podem contribuir para liquidez e interesse do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338647">mercado</a> pelo papel, mas não substituem o gatilho gráfico definido para a operação desta quinta-feira.</p>
<h2>MBRF e Prio completam as compras</h2>
<p>A MBRF3 tem entrada sugerida em <strong>R$ 18,60</strong> e objetivo em <strong>R$ 18,87</strong>, diferença de R$ 0,27 por ação. O ganho potencial é de <strong>1,45%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 18,46, deixando risco de R$ 0,14 por papel. A relação entre o ganho procurado e o risco indicado fica perto de <strong>1,93 vez</strong>.</p>
<p>No caso da Prio, a estratégia estabelece entrada a <strong>R$ 60,91</strong> e objetivo de <strong>R$ 61,78</strong>. São R$ 0,87 de valorização potencial por ação, equivalentes a aproximadamente <strong>1,43%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> de PRIO3 está em R$ 60,43, ou R$ 0,48 abaixo da entrada. A relação entre objetivo e risco é de cerca de <strong>1,81 vez</strong>.</p>
<p>Os números revelam uma característica comum às três compras. A estratégia não procura movimentos extensos no preço, mas oscilações relativamente curtas dentro do mesmo pregão. É justamente esse perfil que diferencia <em>day trade</em> de uma tese de investimento baseada em resultados, geração de caixa, <em>valuation</em> ou dividendos.</p>
<h2>Brava lidera a lista de vendas</h2>
<p>Na ponta vendedora, Brava Energia apresenta o maior retorno percentual projetado da carteira. A entrada está em <strong>R$ 17,68</strong>, com objetivo de <strong>R$ 17,42</strong>.</p>
<p>Como se trata de uma venda, o ganho ocorre caso a cotação caia após a abertura da posição. A diferença entre entrada e objetivo é de R$ 0,26, equivalente a <strong>1,47%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 17,82. Assim, o risco delimitado é de R$ 0,14 por ação. A relação entre ganho potencial e risco fica em aproximadamente <strong>1,86 vez</strong>.</p>
<p>Itaúsa aparece com entrada em <strong>R$ 12,87</strong> e alvo em <strong>R$ 12,69</strong>, movimento de R$ 0,18 ou 1,40%. O <em>stop</em>, em R$ 12,97, representa risco de R$ 0,10. A relação entre ganho e risco é de <strong>1,8 vez</strong>.</p>
<h2>Rumo pode cair até R$ 14,35, segundo estratégia</h2>
<p>Para RAIL3, a Ágora indica venda a <strong>R$ 14,55</strong> e objetivo em <strong>R$ 14,35</strong>. A queda projetada é de R$ 0,20 por ação, ou aproximadamente <strong>1,37%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 14,66, onze centavos acima do ponto de entrada. Com isso, a relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente <strong>1,82 vez</strong>.</p>
<p>A recomendação de venda deve ser entendida dentro do horizonte específico da operação. Uma indicação de <em>short</em> para o pregão não equivale necessariamente a uma avaliação negativa sobre a empresa no médio ou longo prazo.</p>
<p>A Rumo possui <strong>1,858 bilhão de ações ordinárias</strong>, segundo sua estrutura acionária atualizada em agosto. Desse total, aproximadamente <strong>75,69% está em circulação no mercado</strong>. A Cosan permanece como principal acionista, com participação de 20,33%.</p>
<p>A companhia também mantém <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338646">política</a> de distribuição de dividendos e informou pagamento previsto para novembro de 2026 relativo ao resultado de 2025. Esses elementos pertencem à análise societária e fundamentalista, enquanto o <em>trade</em> proposto para esta quinta-feira procura capturar apenas um movimento intradiário de preço.</p>
<p>Essa separação é importante porque um investidor pode manter uma visão positiva sobre uma empresa no longo prazo e, simultaneamente, identificar uma configuração técnica de queda para algumas horas. Os horizontes, métricas e riscos são diferentes.</p>
<h2>Relação risco-retorno favorece Klabin</h2>
<p>Uma comparação direta mostra que <strong>KLBN11 apresenta a maior relação entre alvo e stop</strong> entre as recomendações do dia.</p>
<p>Na Klabin, a proporção calculada é de <strong>2,08 vezes</strong>. Na MBRF, 1,93 vez. Brava Energia aparece com 1,86 vez, seguida por Rumo, com 1,82, Prio, com 1,81, e Itaúsa, com 1,80.</p>
<p>Essa comparação permite interpretar a carteira além do retorno percentual divulgado. A Brava oferece o maior ganho percentual projetado, de 1,47%, mas a <strong>Klabin apresenta melhor relação entre o que se busca ganhar e o que se aceita perder</strong> entre os níveis técnicos indicados.</p>
<p>Ainda assim, uma boa assimetria matemática não garante resultado positivo. Preços podem abrir com <em>gaps</em>, ordens podem ser executadas em níveis diferentes dos planejados e movimentos rápidos podem aumentar o chamado <em>slippage</em> — diferença entre o preço esperado e o preço efetivamente executado.</p>
<p>A própria mecânica do <em>day trade</em> exige atenção à liquidez, tamanho da posição e disciplina de saída. Quanto maior a alavancagem, maior o impacto financeiro de pequenas variações de preço.</p>
<h2>Gatilho precisa ser respeitado</h2>
<p>As operações são válidas apenas para esta quinta-feira e dependem do atingimento do preço de entrada. Essa condição evita transformar uma estratégia calculada para determinado intervalo em uma compra ou venda feita a qualquer preço.</p>
<p>Se uma ação abrir acima do objetivo de uma compra, por exemplo, entrar no papel naquele momento eliminaria a margem originalmente projetada. O mesmo raciocínio vale para uma venda quando a cotação já tiver caído abaixo do alvo antes da execução.</p>
<p>O <em>stop</em> também só passa a fazer sentido depois que a operação é efetivamente aberta. Antes disso, ele é apenas um nível condicional dentro da estratégia.</p>
<p>Outro ponto é que os retornos apresentados são brutos. Custos, emolumentos, tributação e eventuais diferenças de execução podem reduzir o resultado líquido do investidor.</p>
<p>A Ágora alerta em seus próprios materiais que <strong>operações de day trade envolvem riscos significativos</strong> e podem não ser adequadas a todos os perfis. Em operações alavancadas, a perda pode consumir rapidamente o capital destinado à estratégia.</p>
<h2>O que acompanhar no pregão desta quinta-feira</h2>
<p>O teste da carteira começa com a abertura efetiva dos seis gatilhos. KLBN11 precisa negociar a <strong>R$ 18,75</strong> para ativar a compra nos termos definidos; MBRF3, a R$ 18,60; e PRIO3, a R$ 60,91.</p>
<p>Nas vendas, BRAV3 precisa atingir <strong>R$ 17,68</strong>, ITSA4, R$ 12,87, e RAIL3, R$ 14,55.</p>
<p>Depois disso, o mercado decidirá se os papéis caminham para os objetivos ou para os <em>stops</em>. É essa sequência — entrada, alvo e proteção — que permite avaliar a eficiência da estratégia ao final do pregão.</p>
<p>Entre todas as recomendações, a <strong>Klabin inicia o dia com a melhor assimetria calculada entre objetivo e stop</strong>, enquanto Brava Energia oferece o maior retorno percentual projetado. O fechamento desta quinta-feira mostrará quantos dos seis gatilhos foram acionados, quais objetivos foram alcançados e se a vantagem matemática prevista pela carteira se converteu em resultado efetivo.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saída de estrangeiros da B3 chega a R$ 20,5 bilhões e preocupa mercado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/saida-estrangeiros-b3-20-bilhoes-ibovespa-jp-morgan</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[JP Morgan]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529879</guid>

					<description><![CDATA[<p>A retirada de investidores estrangeiros da bolsa brasileira ganhou dimensão histórica em agosto de 2026. Até o dia 18, o saldo negativo de capital externo acumulava aproximadamente R$ 20,5 bilhões, colocando o mês como o terceiro maior episódio de saída de recursos da B3 desde 2008, atrás apenas de fevereiro e março de 2020, período [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A retirada de investidores estrangeiros da bolsa brasileira ganhou dimensão histórica em agosto de 2026. Até o dia 18, o saldo negativo de capital externo acumulava aproximadamente <strong>R$ 20,5 bilhões</strong>, colocando o mês como o terceiro maior episódio de saída de recursos da B3 desde 2008, atrás apenas de fevereiro e março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19 e por uma liquidação generalizada de ativos de risco. O movimento chama atenção não apenas pelo volume absoluto, mas também pela intensidade em relação ao tamanho do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338460">mercado</a> acionário brasileiro, o que levou o JP Morgan a classificar o atual episódio entre os chamados períodos de “saída extrema” de investidores estrangeiros.</p>
<p>O fluxo ganhou força em 11 de agosto, quando estrangeiros retiraram cerca de <strong>R$ 4,72 bilhões da B3 em um único pregão</strong>, provocando uma das maiores movimentações diárias dos últimos anos. Naquela sessão, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338456">Ibovespa</a> recuou aproximadamente 2,5% e retornou à região dos 167 mil pontos, refletindo uma combinação de redução de exposição ao Brasil, juros elevados, deterioração das condições de crédito e aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Desde então, mais de R$ 13 bilhões adicionais deixaram o mercado acionário brasileiro, ampliando um movimento que passou a ser acompanhado de perto por gestores, bancos e investidores institucionais.</p>
<p>O levantamento do JP Morgan mostra que episódios dessa magnitude são raros. Desde 2008, houve apenas nove meses nos quais a relação entre o fluxo líquido de estrangeiros e a capitalização do mercado brasileiro caiu abaixo de <strong>-0,3%</strong>. Em agosto de 2026, essa proporção chegou a aproximadamente <strong>-0,42%</strong>, nível comparável a períodos de forte estresse financeiro, ainda que inferior aos -0,77% registrados em março de 2020. A magnitude desse indicador é relevante porque permite comparar diferentes momentos da Bolsa sem depender exclusivamente dos valores nominais movimentados, que naturalmente aumentam à medida que o mercado cresce.</p>
<h2>Histórico indica que pressão pode continuar nos próximos meses</h2>
<p>A principal conclusão do estudo do JP Morgan não está apenas no tamanho das retiradas observadas em agosto, mas no comportamento do fluxo após episódios semelhantes. Em <strong>oito dos nove casos identificados desde 2008</strong>, o saldo de investidores estrangeiros permaneceu negativo nos três meses seguintes ao momento de saída extrema. O padrão sugere que a reversão desse tipo de movimento costuma ser gradual, especialmente quando a redução de posições está associada a fatores macroeconômicos e não a eventos isolados de mercado.</p>
<p>A análise, entretanto, não significa que os resgates continuarão no mesmo ritmo observado nas primeiras semanas de agosto. O próprio banco admite que parte substancial das vendas pode já ter sido realizada e que o movimento mais intenso de redução de exposição pode estar próximo do fim. Essa distinção é importante: um mercado pode permanecer com fluxo mensal negativo mesmo depois de desaparecerem as sessões com retiradas bilionárias, caso o saldo continue sendo pressionado por vendas menores e recorrentes. Nesse cenário, a pressão marginal sobre os preços tende a diminuir, permitindo estabilização ou recuperação de determinados ativos mesmo antes da volta efetiva do capital estrangeiro.</p>
<p>A trajetória do Ibovespa até agora reforça essa possibilidade. Embora o fluxo registrado em agosto esteja entre os mais negativos das últimas duas décadas, o índice apresentou uma correção relativamente menor do que aquela observada historicamente em situações comparáveis. Nos nove episódios extremos analisados pelo JP Morgan desde 2008, a queda média mensal do Ibovespa foi de <strong>11,3%</strong>, enquanto a mediana ficou em 8,4%. Quando são excluídos outubro de 2008 e março de 2020, dois períodos marcados por crises sistêmicas globais, a perda média cai para 6,7%, ainda acima da desvalorização próxima de 5,7% observada no mercado brasileiro durante agosto de 2026 no período analisado.</p>
<h2>Bolsa absorve saída de capital melhor que em crises anteriores</h2>
<p>A diferença entre o tamanho do fluxo negativo e a reação do índice é um dos elementos mais relevantes do atual cenário. Em outros episódios de retirada excepcional de estrangeiros, a pressão vendedora produziu quedas significativamente maiores no mercado acionário brasileiro. Em outubro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o Ibovespa perdeu aproximadamente 24,8%. Em março de 2020, quando a pandemia paralisou economias e provocou uma corrida global por liquidez, a desvalorização chegou a quase 30% no mês.</p>
<p>O comportamento de 2026 é consideravelmente diferente. Mesmo diante de uma retirada de capital classificada como extrema, o mercado demonstrou maior capacidade de absorção, o que pode estar relacionado à participação mais relevante de investidores locais, à recomposição de posições por fundos domésticos, às avaliações já descontadas de determinadas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338459">empresas</a> e à própria estrutura setorial do índice. O desempenho relativamente mais resistente não elimina o risco de novas correções, mas sugere que o efeito mecânico da saída estrangeira sobre os preços pode ser menor do que em momentos de crise sistêmica.</p>
<p>Outro fator ajuda a explicar a intensidade do movimento atual: os investidores internacionais entraram em 2026 com uma exposição elevada ao Brasil. No primeiro trimestre, o fluxo estrangeiro destinado à Bolsa atingiu aproximadamente <strong>R$ 53,4 bilhões</strong>, um dos maiores volumes trimestrais já registrados e inferior apenas ao observado nos primeiros três meses de 2022. A forte entrada criou uma base de posições suficientemente grande para permitir uma reversão igualmente expressiva quando as condições de mercado se deterioraram.</p>
<p>Esse comportamento é típico de mercados emergentes. Quando o ambiente global favorece ativos de risco, países como o Brasil podem receber rapidamente grandes volumes de recursos de fundos internacionais. Na direção oposta, mudanças na percepção sobre juros, crescimento, risco fiscal ou condições financeiras globais podem provocar uma redução igualmente acelerada das posições. Parte da retirada observada em agosto, portanto, pode ser interpretada como uma correção de um posicionamento que havia se tornado excepcionalmente elevado no começo do ano.</p>
<h2>Rebaixamento do Brasil pelo JP Morgan agravou mudança de posicionamento</h2>
<p>O próprio JP Morgan esteve entre os agentes que contribuíram para a mudança de percepção sobre o mercado brasileiro ao reduzir sua recomendação para o país de <strong>“compra” para “neutra”</strong>. Entre os argumentos apresentados pelo banco estavam a deterioração das condições de crédito doméstico, a perspectiva de juros elevados por um período mais longo e o aumento das incertezas com a aproximação das eleições presidenciais de 2026.</p>
<p>Mudanças de recomendação feitas por grandes bancos internacionais não provocam automaticamente vendas no mercado, mas influenciam a construção de portfólios de gestores globais que distribuem recursos entre diferentes países e classes de ativos. Quando a recomendação relativa de um mercado é reduzida, fundos que utilizam índices de referência ou estratégias de alocação regional podem diminuir a exposição ao país, especialmente quando a mudança coincide com um ambiente internacional menos favorável.</p>
<p>Esse componente externo ganhou relevância nas últimas semanas com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338458">dólar</a>. Juros mais elevados nas economias desenvolvidas aumentam a competição pelo capital internacional porque tornam ativos de menor risco relativamente mais atraentes. Para o investidor estrangeiro, a decisão de manter recursos no Brasil depende da diferença entre o retorno esperado das ações brasileiras e aquele oferecido por títulos públicos americanos, bolsas desenvolvidas e outros mercados emergentes.</p>
<h2>Eleições não explicam, isoladamente, retirada de estrangeiros</h2>
<p>Apesar da aproximação das eleições de 2026 aumentar a atenção sobre o risco político brasileiro, o histórico analisado pelo JP Morgan não aponta uma relação direta entre períodos eleitorais e saída de investidores estrangeiros. Nas quatro eleições anteriores consideradas pelo banco, o fluxo foi positivo nos três meses que antecederam as votações. Após os pleitos, a entrada de recursos também prevaleceu na maior parte dos casos, com exceção de 2018.</p>
<p>Os dados sugerem que a eleição, isoladamente, não é suficiente para explicar o atual movimento. O calendário político pode elevar a volatilidade à medida que os investidores passam a incorporar às projeções diferentes cenários para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338457">política</a> fiscal, dívida pública, reformas, composição do governo e orientação econômica. No entanto, a intensidade das retiradas observadas em agosto parece estar associada a uma combinação mais ampla de fatores, incluindo condições globais de liquidez, juros internacionais, desempenho do dólar e percepção sobre o crédito doméstico.</p>
<p>Essa leitura é relevante porque modifica a forma como o mercado deve interpretar o fluxo estrangeiro daqui para frente. Caso as saídas fossem predominantemente eleitorais, a expectativa de reversão dependeria principalmente da redução da incerteza política. Se, como indica o relatório, a origem do movimento estiver distribuída entre diferentes fatores domésticos e internacionais, a recuperação do fluxo exigirá uma melhora mais ampla das condições financeiras.</p>
<h2>Próximas semanas serão decisivas para avaliar se pressão perdeu força</h2>
<p>O comportamento dos investidores estrangeiros continuará entre as principais variáveis para o Ibovespa nas próximas semanas. Uma desaceleração consistente das retiradas poderá indicar que o processo mais agressivo de redução de posições foi concluído, reduzindo a pressão sobre ações que sofreram fortes vendas durante agosto. Uma volta efetiva dos aportes, por sua vez, dependeria de uma combinação de fatores como redução dos rendimentos internacionais, melhora da percepção de risco doméstico e maior previsibilidade para a trajetória econômica brasileira.</p>
<p>O cenário oposto permanece como risco relevante. Se os investidores estrangeiros mantiverem uma retirada próxima ao ritmo observado nas primeiras semanas de agosto, a resistência demonstrada pelo mercado poderá ser novamente testada. A diferença em relação aos episódios mais graves do passado é que, até agora, a Bolsa brasileira não apresentou uma desvalorização compatível com a magnitude da fuga de recursos, sugerindo que existe demanda local suficiente para absorver ao menos parte das posições vendidas.</p>
<p>Agosto de 2026, portanto, combina dois movimentos aparentemente contraditórios. De um lado, a B3 registra a <strong>terceira maior saída mensal de investidores estrangeiros desde 2008</strong>, com aproximadamente R$ 20,5 bilhões retirados até o dia 18. De outro, o Ibovespa apresenta uma correção inferior à média histórica dos períodos classificados como extremos pelo JP Morgan. A capacidade de sustentação do índice será determinante para definir se o episódio atual ficará caracterizado principalmente como uma forte reorganização de posições ou se representará o início de um período mais prolongado de redução da exposição internacional ao mercado brasileiro.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha aos 167.888 pontos nesta quinta, 20/08/26, com Petrobras (PETR4) limitando pressão dos juros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-20-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa fechamento]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529848</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou a quinta-feira, 20 de agosto de 2026, praticamente estável, aos 167.888,99 pontos, com alta de aproximadamente 0,04%, depois de uma sessão marcada por forte oscilação entre o avanço das ações ligadas a commodities e a deterioração das condições financeiras ao longo da tarde. O principal índice da B3 chegou a superar os [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa fechou a quinta-feira, 20 de agosto de 2026, praticamente estável</strong>, aos <strong>167.888,99 pontos</strong>, com alta de aproximadamente <strong>0,04%</strong>, depois de uma sessão marcada por forte oscilação entre o avanço das ações ligadas a commodities e a deterioração das condições financeiras ao longo da tarde. O principal índice da B3 chegou a superar os 169 mil pontos e avançou mais de 1% na máxima intradiária, mas perdeu quase todo o ganho à medida que os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos voltaram a subir e a curva de juros brasileira acompanhou o movimento. A valorização da <strong>Petrobras (PETR4)</strong> foi decisiva para evitar um fechamento negativo, enquanto ações mais sensíveis ao custo do crédito ficaram entre as principais pressões sobre a carteira.</p>
<p>O resultado deixou o índice muito próximo dos <strong>167.830,27 pontos registrados na quarta-feira (19)</strong>, quando havia subido 0,90% e interrompido uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda. A estabilidade desta quinta, entretanto, não significa ausência de volatilidade. Pelo contrário: o comportamento intradiário mostrou que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338450">mercado</a> brasileiro ainda enfrenta dificuldade para transformar a recuperação da sessão anterior em um movimento mais consistente. A alta observada pela manhã foi sustentada inicialmente por Petrobras e outras <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338451">empresas</a> expostas a commodities, mas perdeu força à medida que o ambiente externo voltou a exigir prêmio de risco maior dos investidores.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) impede fechamento negativo do Ibovespa</h2>
<p>A <strong>Petrobras (PETR4)</strong> teve uma das maiores contribuições positivas para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338453">Ibovespa</a> no pregão. Os papéis da estatal acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, em uma sessão na qual as tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar a percepção de risco sobre a oferta global da commodity. Como Petrobras ocupa posição relevante na carteira teórica e está entre os ativos de maior liquidez da B3, variações de PETR3 e PETR4 possuem capacidade significativa de alterar o comportamento agregado do índice.</p>
<p>O efeito positivo da estatal ganhou ainda mais importância porque ocorreu em uma sessão de dispersão acentuada entre os setores. Enquanto empresas relacionadas a petróleo, proteína animal e algumas exportadoras encontraram suporte, companhias mais dependentes das condições financeiras domésticas foram pressionadas pela abertura dos juros futuros. Na prática, o Ibovespa terminou próximo da estabilidade porque a valorização de algumas ações de peso compensou a queda de um número maior de papéis com participação individual menor no índice.</p>
<p>A alta do petróleo funcionou como um vetor específico para Petrobras. O mercado internacional voltou a incorporar um prêmio geopolítico diante do aumento das tensões envolvendo Washington e Teerã, cenário que mantém sob monitoramento as rotas de escoamento do Oriente Médio e o risco de restrições à oferta. Para companhias de exploração e produção, preços mais elevados do barril tendem a melhorar as expectativas de geração de caixa, embora o impacto sobre as ações dependa também de câmbio, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338449">política</a> de preços, investimentos e percepção de risco corporativo.</p>
<h2>Treasuries voltam a dominar a precificação de risco</h2>
<p>O principal fator responsável pela perda de força do Ibovespa ao longo da tarde veio novamente do mercado de títulos públicos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, os rendimentos dos Treasuries haviam recuado após o Departamento do Tesouro americano anunciar uma ampliação das operações de recompra de títulos de prazo mais longo, movimento que inicialmente melhorou a liquidez e reduziu as taxas negociadas no mercado secundário. Nesta quinta, parte desse alívio foi revertida, recolocando os juros americanos entre os principais vetores da precificação global de ativos.</p>
<p>A partir de <strong>9 de setembro</strong>, o limite das operações de suporte à liquidez nos segmentos de dez a 20 anos e de 20 a 30 anos passará de <strong>US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação</strong>. A medida está prevista para permanecer em vigor até 4 de novembro, quando haverá nova revisão trimestral. O programa faz parte da administração da dívida pública conduzida pelo Tesouro americano e não deve ser confundido com uma decisão de política monetária do Federal Reserve. Ainda assim, qualquer alteração relevante na liquidez ou nos rendimentos desses títulos produz efeitos sobre praticamente todas as classes de ativos globais.</p>
<p>Para mercados emergentes, a transmissão ocorre principalmente pelo custo de oportunidade. Quando os Treasuries oferecem taxas mais elevadas, investidores podem obter remuneração maior em ativos considerados de menor risco, o que reduz a atratividade relativa de ações, títulos e moedas de países como o Brasil. Esse movimento pode provocar ajustes simultâneos em Bolsa, câmbio e curva de juros, especialmente em momentos nos quais o ambiente doméstico já exige prêmio elevado por causa de incertezas fiscais, políticas ou eleitorais.</p>
<h2>Dólar e juros confirmam deterioração do ambiente à tarde</h2>
<p>A mudança de humor ao longo do pregão também apareceu no mercado de câmbio. A <strong>PTAX de fechamento calculada pelo Banco Central ficou em R$ 5,1856 para compra e R$ 5,1862 para venda</strong>, acima dos R$ 5,1708 e R$ 5,1714 registrados na sessão anterior. A valorização da moeda americana foi consistente com o aumento da demanda por proteção observado à tarde e com a recuperação dos rendimentos dos títulos americanos.</p>
<p>A PTAX não corresponde necessariamente à última cotação negociada no mercado à vista. Ela é calculada pelo Banco Central a partir de consultas realizadas com participantes do mercado em diferentes janelas ao longo do dia e é utilizada como referência para contratos, demonstrações financeiras e operações cambiais. Na primeira parcial desta quinta-feira, o BC registrou R$ 5,1826 para compra e R$ 5,1832 para venda. Na segunda, as taxas subiram para R$ 5,1929 e R$ 5,1935, respectivamente, antes de recuar nas consultas seguintes e resultar na taxa final.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os juros futuros brasileiros avançaram, ampliando a pressão sobre ações com maior duração financeira. Em termos de valuation, uma elevação das taxas utilizadas para descontar fluxos de caixa futuros reduz o valor presente dos lucros projetados pelas empresas. Esse efeito tende a ser mais intenso em companhias cujo desempenho depende de crescimento futuro, financiamento recorrente ou consumo financiado, razão pela qual varejistas, construtoras, empresas de saúde e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338452">negócios</a> mais alavancados costumam reagir com maior intensidade às oscilações da curva.</p>
<h2>Vamos (VAMO3), Hapvida (HAPV3) e Magazine Luiza (MGLU3) recuam</h2>
<p>Entre as ações de pior desempenho no fechamento, <strong>Vamos (VAMO3)</strong> figurou entre as principais quedas do Ibovespa, acompanhada por <strong>Hapvida (HAPV3)</strong>, <strong>CSN Mineração (CMIN3)</strong>, <strong>Magazine Luiza (MGLU3)</strong> e <strong>Cury (CURY3)</strong>. Embora cada companhia possua fatores próprios, a composição das perdas mostra uma predominância de empresas mais sensíveis ao custo de capital, ao crédito ou às condições da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338455">economia</a> doméstica.</p>
<p>Na direção oposta, <strong>Minerva (BEEF3)</strong> esteve entre as maiores altas do pregão, ao lado de <strong>Marcopolo (POMO4)</strong>, <strong>SLC Agrícola (SLCE3)</strong> e <strong>MBRF (MBRF3)</strong>. A performance positiva dessas empresas, somada ao peso de Petrobras, ajudou a impedir que a deterioração de outros setores levasse o índice ao campo negativo.</p>
<p>Essa dispersão entre ações reforça a importância de observar o Ibovespa além de sua variação percentual. Uma alta ou queda pequena do índice pode esconder movimentos muito mais expressivos em setores específicos porque a carteira é ponderada pelo valor de mercado disponível para negociação, respeitando os critérios definidos pela B3. Assim, movimentos relativamente moderados em companhias de grande peso podem neutralizar oscilações mais intensas em várias empresas menores.</p>
<h2>Recompra de Treasuries reduz liquidez, mas não elimina preocupação fiscal</h2>
<p>O programa de recompra do Tesouro americano também permanece no centro das discussões porque ocorre em um momento de atenção elevada à trajetória da dívida dos Estados Unidos. No anúncio trimestral de refinanciamento divulgado em 5 de agosto, o governo já havia previsto até <strong>US$ 38 bilhões em recompras de títulos fora das emissões de referência</strong>, com o objetivo de melhorar a liquidez de determinados segmentos do mercado, além de outros <strong>US$ 25 bilhões</strong> em operações com títulos de prazo mais curto destinadas à administração de caixa.</p>
<p>A decisão posterior de ampliar especificamente as recompras dos vencimentos mais longos indicou uma tentativa adicional de melhorar o funcionamento desses segmentos, mas a reação desta quinta mostrou que a medida não eliminou as preocupações estruturais dos investidores. A precificação continua incorporando fatores como inflação, necessidade de financiamento do governo federal, oferta futura de títulos e expectativa para a trajetória dos juros básicos.</p>
<p>Para o Brasil, esse conjunto continuará relevante porque afeta diretamente o prêmio exigido para ativos locais. Uma alta persistente dos Treasuries pode pressionar o real, aumentar a inclinação da curva de juros brasileira e reduzir múltiplos de ações, mesmo quando não há deterioração específica nos fundamentos das empresas domésticas.</p>
<h2>Ibovespa ainda tenta estabilizar depois de 11 quedas consecutivas</h2>
<p>O fechamento praticamente estável desta quinta-feira ocorre depois de um período de deterioração importante do mercado brasileiro. Antes da recuperação registrada na quarta-feira, o Ibovespa havia acumulado <strong>11 sessões consecutivas de baixa</strong>, movimento que levou o índice de patamares superiores aos 170 mil pontos para a região dos 167 mil pontos. A sequência negativa refletiu uma combinação de fatores externos e domésticos, incluindo alta dos juros internacionais, saída de capital estrangeiro, maior incerteza eleitoral e aumento do prêmio de risco exigido para ativos brasileiros.</p>
<p>A alta de 0,90% registrada na quarta-feira interrompeu tecnicamente a sequência de quedas, mas não foi suficiente para caracterizar uma reversão de tendência. A sessão de quinta reforçou essa leitura. O Ibovespa demonstrou capacidade de recuperação no início do dia, mas encontrou resistência justamente quando o ambiente de juros voltou a se deteriorar. A incapacidade de sustentar uma alta superior a 1% até o fechamento indica que a região atual continua marcada por disputa intensa entre compradores e vendedores.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, a permanência do índice ao redor dos 167 mil pontos mantém essa faixa como uma referência relevante de curto prazo. Uma recuperação mais consistente exigiria não apenas novos fechamentos positivos, mas também melhora simultânea da amplitude do mercado, redução das taxas futuras e menor pressão sobre o câmbio. Enquanto esses elementos não se consolidarem, movimentos intradiários expressivos podem continuar sendo revertidos antes do encerramento.</p>
<h2>Ibovespa fecha estável, mas sessão mostra mercado ainda frágil</h2>
<p>O <strong>Ibovespa fechou o pregão de 20 de agosto de 2026 aos 167.888,99 pontos, com alta de aproximadamente 0,04%</strong>, mas a variação mínima do índice não retrata integralmente a dinâmica da sessão. A Bolsa chegou a subir mais de 1%, apoiada por Petrobras e companhias ligadas a commodities, antes de devolver praticamente todos os ganhos com a retomada da alta dos Treasuries, valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338454">dólar</a> e abertura dos juros futuros brasileiros.</p>
<p>O comportamento evidencia que a Bolsa segue altamente sensível às condições financeiras internacionais. Mesmo com fatores corporativos positivos em empresas de grande peso, o nível dos juros americanos continua determinando parte relevante do fluxo destinado aos mercados emergentes. No ambiente doméstico, a reação da curva de juros e do câmbio permanece especialmente importante para os setores mais expostos ao consumo e ao crédito.</p>
<p>Depois de uma sequência de 11 quedas, uma recuperação de 0,90% na quarta-feira e um fechamento praticamente estável nesta quinta, o mercado entra na sessão seguinte ainda sem uma tendência de curto prazo claramente restabelecida. A capacidade do Ibovespa de se afastar da região dos 167 mil pontos dependerá, sobretudo, de uma combinação de menor pressão dos Treasuries, estabilização do dólar e redução do prêmio embutido nos juros brasileiros.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale (VALE3) entra na lista de compra do BB; Gerdau (GGBR4) sai após alta de 7,7%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-compra-bb-investimentos-gerdau-ggbr4-swing-trade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:08:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[BB Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>
		<category><![CDATA[GGBR4]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[swing trade]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529345</guid>

					<description><![CDATA[<p>O BB Investimentos iniciou nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, uma recomendação de compra das ações da Vale (VALE3) dentro de sua estratégia de swing trade e, simultaneamente, indicou o encerramento da posição comprada em Gerdau (GGBR4), operação que acumulava valorização de aproximadamente 7,7% desde julho. Para VALE3, a orientação do BB-BI é realizar [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>BB Investimentos</strong> iniciou nesta terça-feira, <strong>18 de agosto de 2026</strong>, uma recomendação de compra das ações da <strong>Vale (VALE3)</strong> dentro de sua estratégia de swing trade e, simultaneamente, indicou o encerramento da posição comprada em <strong>Gerdau (GGBR4)</strong>, operação que acumulava valorização de aproximadamente <strong>7,7%</strong> desde julho.</p>
<p>Para VALE3, a orientação do BB-BI é realizar a entrada pelo preço de abertura do pregão, admitindo preço limite de até <strong>1% acima da abertura</strong>. Segundo a equipe de análise, o algoritmo utilizado na estratégia identificou a possibilidade de formação de um movimento de alta no papel. A recomendação foi publicada pelo próprio BB Investimentos às 9h10 desta terça-feira.</p>
<p>A movimentação em GGBR4 segue a lógica oposta: o banco considera que a tendência de alta acompanhada pelo sistema já foi capturada e sinalizou a saída. A ação havia sido incluída na operação a <strong>R$ 23,01</strong>, em 13 de julho, e encerrou a segunda-feira, 17, a <strong>R$ 24,78</strong>, segundo os dados do monitor da estratégia e a cotação registrada pelo Relações com Investidores da Gerdau.</p>
<p>Isso representa um ganho aproximado de <strong>R$ 1,77 por ação</strong>, ou 7,7%, em pouco mais de um mês.</p>
<h2>Gerdau entregou 13,9 pontos percentuais acima do Ibovespa</h2>
<p>A valorização absoluta de GGBR4 é apenas parte do resultado da operação.</p>
<p>Entre 13 de julho e o fechamento utilizado como referência, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338165">Ibovespa</a> acumulou queda de aproximadamente <strong>6,2%</strong>, enquanto a Gerdau subiu 7,7%.</p>
<p>A diferença entre os dois desempenhos chega a <strong>13,9 pontos percentuais a favor de GGBR4</strong>.</p>
<p>Em outras palavras, uma posição de R$ 10 mil na operação, desconsiderando custos, impostos, diferenças entre preços efetivamente executados e eventuais proventos, teria produzido um ganho bruto próximo de <strong>R$ 770</strong>.</p>
<p>Se os mesmos R$ 10 mil simplesmente acompanhassem uma variação equivalente à do Ibovespa no período, o patrimônio teria recuado para aproximadamente R$ 9.380.</p>
<p>A distância entre os dois resultados seria, portanto, próxima de <strong>R$ 1.390 para cada R$ 10 mil de capital considerado</strong>.</p>
<p>Essa comparação é especialmente relevante em estratégias de trading: um ativo pode não apresentar uma valorização extraordinária em termos absolutos e, mesmo assim, produzir forte desempenho relativo quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338163">mercado</a> como um todo está caindo.</p>
<h2>Venda de GGBR4 não significa apostar na queda</h2>
<p>A indicação de “venda” da Gerdau também exige uma distinção.</p>
<p>O BB Investimentos <strong>não está necessariamente recomendando a abertura de uma posição vendida em GGBR4</strong>, operação na qual o investidor lucraria caso a ação caísse.</p>
<p>A indicação corresponde ao <strong>encerramento de uma posição comprada que já estava em andamento</strong>.</p>
<p>Na metodologia do banco, o algoritmo identifica inicialmente um sinal para compra. A posição é mantida enquanto o sistema considera que a tendência continua válida. Quando os indicadores deixam de sustentar esse movimento, ocorre o sinal de saída.</p>
<p>O próprio BB explica que não trabalha necessariamente com um stop loss ou stop gain fixado previamente em preço determinado. A saída é produzida pelo comportamento do algoritmo à medida que a tendência evolui.</p>
<p>Assim, vender GGBR4 nesta terça significa <strong>realizar o resultado da operação</strong>, e não afirmar que a instituição espera necessariamente uma forte queda subsequente da siderúrgica.</p>
<h2>Vale entra no lugar de uma tendência que começa a ser rastreada</h2>
<p>Na Vale, a situação está no estágio inicial.</p>
<p>A recomendação do BB-BI estabelece:</p>
<p><strong>Ativo:</strong> Vale<br />
<strong>Ticker:</strong> VALE3<br />
<strong>Operação:</strong> compra<br />
<strong>Data:</strong> 18 de agosto de 2026<br />
<strong>Preço sugerido:</strong> abertura do mercado<br />
<strong>Preço máximo para entrada:</strong> até 1% acima da abertura</p>
<p>O banco afirma que existe expectativa de captura de um possível movimento de alta identificado pelo algoritmo.</p>
<p>Isso significa que a instituição não estabeleceu na divulgação pública um preço-alvo convencional, como ocorre frequentemente em relatórios de análise fundamentalista.</p>
<p>A lógica é diferente.</p>
<p>O investidor entra enquanto o sistema detecta o começo de uma tendência e aguarda um novo sinal para determinar a saída.</p>
<h2>BB usa médias móveis e backtesting para escolher operações</h2>
<p>A Estratégia Swing Trade do BB Investimentos é baseada em algoritmos desenvolvidos pela equipe de Research da instituição.</p>
<p>O sistema utiliza combinações de <strong>médias móveis de curto e médio prazo</strong> para procurar tendências nas ações acompanhadas. O sinal ocorre quando determinadas relações entre essas médias atendem aos critérios definidos para cada ativo.</p>
<p>Não existe uma única configuração aplicada igualmente a todas as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338164">empresas</a>.</p>
<p>Segundo o banco, cada ação possui uma parametrização própria, validada por testes retroativos — o chamado <strong>backtesting</strong> — em diferentes períodos e condições de mercado. O objetivo é procurar uma combinação entre retorno potencial, risco e probabilidade de sucesso.</p>
<p>A metodologia passou por uma nova revisão em junho e julho de 2026. O BB informou que recalibrou os indicadores e revisou o universo acompanhado, mantendo <strong>21 ativos</strong>, com a entrada de PRIO3, SBSP3, SLCE3 e VIVT3 e a retirada de CMIG4, LREN3, MRVE3 e MULT3.</p>
<p>A própria instituição ressalta que operações podem durar desde poucos dias até vários meses, dependendo da persistência da tendência identificada.</p>
<h2>Carteira tem Embraer com alta de 24,5%</h2>
<p>O monitor apresentado junto às recomendações também mostra diferenças expressivas entre as operações ainda acompanhadas.</p>
<p>Entre as posições listadas no relatório desta terça-feira, a <strong>Embraer (EMBJ3)</strong> apresentava o maior retorno acumulado, com avanço de <strong>24,5%</strong> desde a entrada a R$ 80,69, em 25 de junho.</p>
<p>Com referência de R$ 100,44 para o papel, a operação superava o Ibovespa em aproximadamente <strong>26,7 pontos percentuais</strong> no mesmo intervalo.</p>
<p>A <strong>Ultrapar (UGPA3)</strong> também estava entre os destaques positivos. A posição iniciada a R$ 29,40 acumulava ganho de 15%, enquanto o Ibovespa havia perdido aproximadamente 5,1% desde a entrada.</p>
<p>O desempenho relativo chegava, portanto, a <strong>20,1 pontos percentuais</strong>.</p>
<p>Na <strong>Gerdau</strong>, a diferença positiva era de 13,9 pontos, enquanto <strong>PRIO3</strong> apresentava vantagem de aproximadamente 3,5 pontos e <strong>SLC Agrícola (SLCE3)</strong> superava o índice em cerca de 1,5 ponto percentual.</p>
<h2>Nem todas as operações estão no lucro</h2>
<p>A existência de posições vencedoras expressivas não significa que todos os sinais do modelo estejam produzindo ganhos.</p>
<p>Entre os oito ativos apresentados no monitor, <strong>cinco registravam retorno positivo e três estavam no negativo</strong>.</p>
<p>O maior prejuízo percentual era do <strong>BTG Pactual (BPAC11)</strong>. A posição iniciada a R$ 57,79 aparecia com referência de R$ 50,00, equivalente a queda de aproximadamente <strong>13,5%</strong>.</p>
<p>No mesmo intervalo, o Ibovespa havia recuado 6,2%, deixando a operação cerca de <strong>7,3 pontos percentuais abaixo do índice</strong>.</p>
<p>A <strong>Cemig (CMIG4)</strong> acumulava queda de 7,2%, contra recuo de 4,2% do Ibovespa no período considerado.</p>
<p>Já o <strong>BOVA11</strong>, ETF que procura acompanhar o Ibovespa, registrava perda de aproximadamente 6,4%.</p>
<p>Os números mostram uma característica essencial de sistemas de tendência: parte relevante das operações pode resultar em perdas enquanto algumas tendências capturadas por períodos mais longos produzem ganhos capazes de compensá-las.</p>
<p>O próprio BB destaca que a estratégia não garante lucro e que retornos passados não representam garantia de desempenho futuro.</p>
<h2>Embraer é a maior vencedora entre as posições mostradas</h2>
<p>A dispersão entre o melhor e o pior resultado do monitor é significativa.</p>
<p>A Embraer acumulava <strong>+24,5%</strong>.</p>
<p>O BTG Pactual registrava <strong>-13,5%</strong>.</p>
<p>A distância entre as duas operações chegava, portanto, a <strong>38 pontos percentuais</strong>.</p>
<p>Quando a comparação é feita contra o Ibovespa, a Embraer também liderava: +26,7 pontos percentuais de desempenho relativo.</p>
<p>Em seguida apareciam Ultrapar, com +20,1 pontos, e Gerdau, com +13,9 pontos.</p>
<p>Esse recorte ajuda a explicar a lógica de uma estratégia de tendência: o objetivo não é necessariamente acertar a direção de todos os ativos, mas permanecer exposto às operações que desenvolvem movimentos suficientemente fortes e sair quando o sinal deixa de funcionar.</p>
<h2>Vale chega à recomendação após avanço operacional no 2T26</h2>
<p>Embora a indicação desta terça-feira seja <strong>técnica e não fundamentalista</strong>, a Vale também chega ao novo sinal depois de divulgar crescimento operacional no segundo trimestre de 2026.</p>
<p>A mineradora produziu <strong>84,3 milhões de toneladas de minério de ferro</strong> entre abril e junho, alta de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior e seu maior volume para um segundo trimestre desde 2018. As vendas de minério chegaram a 79,7 milhões de toneladas, avanço anual de 3%.</p>
<p>A companhia também registrou crescimento nas vendas de cobre e níquel. O preço realizado do minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, enquanto os preços realizados do cobre e do níquel apresentaram avanço na comparação trimestral.</p>
<p>Esses números, porém, <strong>não constituem o fundamento declarado pelo BB para a entrada em VALE3</strong>.</p>
<p>O gatilho divulgado pela instituição é exclusivamente o movimento identificado pelo algoritmo da estratégia de swing trade.</p>
<p>Essa distinção é importante porque uma recomendação técnica pode ser encerrada mesmo sem alteração relevante nos fundamentos da empresa.</p>
<h2>Vale tem peso elevado no Ibovespa</h2>
<p>O comportamento de VALE3 também possui impacto relevante sobre o próprio índice brasileiro.</p>
<p>Na primeira prévia da carteira do Ibovespa para setembro a dezembro de 2026, a Vale apareceu com participação estimada de <strong>11,665%</strong>, sendo individualmente a ação de maior peso na composição preliminar divulgada no início de agosto.</p>
<p>Isso significa que movimentos expressivos na mineradora tendem a ter influência importante no desempenho do principal índice da B3.</p>
<p>Para a estratégia do BB, entretanto, a comparação continuará sendo entre a tendência identificada na ação e a evolução do mercado depois da entrada.</p>
<p>O preço efetivo da operação será determinado pela abertura desta terça-feira. A própria instituição limita novas entradas a até 1% acima desse nível, justamente para evitar que um investidor atrasado compre o ativo depois de uma valorização que altere significativamente as condições do sinal original.</p>
<p>A partir daí, VALE3 passa a ser acompanhada pelo algoritmo até que surja um sinal de encerramento.</p>
<p>GGBR4 faz o caminho inverso: depois de aproximadamente <strong>36 dias corridos de operação, ganho de 7,7% e vantagem de 13,9 pontos percentuais sobre o Ibovespa</strong>, sai do monitoramento como uma tendência de alta capturada pela estratégia.</p>
<p>Para o investidor, o movimento desta terça-feira resume a mecânica do swing trade do BB: <strong>realizar uma operação que funcionou em Gerdau e deslocar o capital para uma nova tendência que o algoritmo acredita estar começando em Vale</strong>.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estrangeiros retiram R$ 15,6 bi da B3 em 9 pregões de agosto e batem recorde desde 2022</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fluxo-estrangeiro-b3-15-6-bilhoes-agosto-recorde-desde-2022</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 22:15:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529275</guid>

					<description><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros retiraram R$ 15,63 bilhões líquidos da bolsa brasileira entre os dias 1º e 13 de agosto, em um movimento que já configura a maior saída mensal desde o início da série histórica acompanhada pela Elos Ayta em janeiro de 2022. O dado, apurado a partir dos boletins diários da B3 (B3SA3), considera apenas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros retiraram R$ 15,63 bilhões líquidos da bolsa brasileira entre os dias 1º e 13 de agosto, em um movimento que já configura a maior saída mensal desde o início da série histórica acompanhada pela Elos Ayta em janeiro de 2022. O dado, apurado a partir dos boletins diários da B3 (B3SA3), considera apenas o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338114">mercado</a> secundário e foi divulgado nesta segunda-feira, 17 de agosto.</p>
<p>O montante chama atenção pelo caráter parcial. Agosto ainda tem mais da metade dos pregões pela frente, mas o saldo negativo acumulado em apenas nove sessões superou o recorde anterior de R$ 13,28 bilhões registrado em maio de 2026 quando se inclui o mercado primário, e de R$ 14,91 bilhões quando se considera exclusivamente o secundário. Em comparação direta, a saída de agosto até o dia 13 é 17,7% superior ao recorde de maio no critério que inclui IPOs e follow-ons e 18,3% acima do pico histórico de agosto de 2023, de R$ 13,21 bilhões.</p>
<p>Com isso, 2026 passa a concentrar as duas maiores retiradas mensais da série. O ano também já acumula um segundo trimestre com saída líquida de R$ 19,5 bilhões no secundário, segundo levantamento da mesma consultoria, o segundo maior volume trimestral desde 2022, atrás apenas do primeiro trimestre de 2024, quando a retirada somou R$ 22,9 bilhões. O fluxo parcial de agosto corresponde a cerca de 80% de todo o segundo trimestre em menos de duas semanas.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Recorde parcial muda o ranking de 2026 e eleva média diária</h2>
<p>A média diária de retirada em agosto até o dia 13 ficou em aproximadamente R$ 1,73 bilhão por pregão, considerando nove sessões úteis. Mantido esse ritmo, o mês caminharia para um saldo negativo superior a R$ 36 bilhões ao fim de agosto, mais que o dobro do recorde atual. Em <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338112">dólar</a>, pela cotação de R$ 5,20 observada no mercado futuro na mesma semana, a saída equivale a cerca de US$ 3 bilhões em nove dias.</p>
<p>A Elos Ayta consolida o fluxo estrangeiro a partir da base pública da B3 que discrimina compras e vendas por categoria de investidor. A consultoria divulga duas métricas distintas. A primeira mede apenas o mercado secundário, que reflete negociação direta em tela. A segunda inclui a participação de não residentes em ofertas públicas iniciais e subsequentes. No episódio de maio, a diferença entre as duas leituras foi relevante: R$ 14,91 bilhões de saída no secundário contra R$ 13,27 bilhões quando incluídas as ofertas. Em agosto, até o dia 12, dados de mercado indicavam saída de R$ 13,56 bilhões no secundário, número que subiu para R$ 15,63 bilhões no fechamento do dia 13.</p>
<p>A distinção é importante porque ofertas primárias podem atenuar o saldo negativo. Quando um investidor estrangeiro subscreve um follow-on, o recurso entra como fluxo primário positivo, mesmo que no secundário ele esteja vendendo outras posições. Nos nove pregões de agosto não houve IPO no período, o que torna o resultado quase integralmente explicado por vendas no mercado à vista.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Leitura técnica da B3 e contrapartida doméstica</h2>
<p>A B3 divulga diariamente a participação de investidores estrangeiros por tipo de mercado e alerta que analisar apenas o secundário pode subestimar a permanência do capital externo no Brasil. A bolsa destaca que parte do movimento pode representar rotação de carteira, com saída de um papel e entrada em outro, sem que o recurso deixe o país.</p>
<p>No ano, a dinâmica doméstica tem funcionado como amortecedor parcial. Em episódios anteriores de retirada externa, investidores pessoa física ampliaram compras aproveitando preços descontados, enquanto investidores institucionais locais reduziram exposição. Em agosto de 2025, por exemplo, o fluxo doméstico mostrou aporte de pessoas físicas e saída de fundos, padrão que voltou a ser observado nas primeiras semanas de agosto de 2026 nas mesas de operação.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338111">Ibovespa</a>, a correlação tem sido direta. Entre os dias 3 e 12 de agosto, o índice de referência recuou de 174,9 pontos para 164,6 pontos na cotação do principal ETF espelho, queda de 5,9% em sete pregões, enquanto o dólar futuro para o vencimento mais líquido avançou para a faixa de R$ 5,24 na máxima intradiária, antes de recuar para R$ 5,20. O volume financeiro diário manteve-se acima de R$ 6,5 bilhões no período.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">O que explica a aceleração da saída</h2>
<p>Três vetores combinados ajudam a explicar a retirada.</p>
<p>O primeiro é externo. O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% e indicou em suas projeções a possibilidade de uma elevação adicional ainda em 2026. A sinalização reduziu o apetite por ativos de risco e fortaleceu o dólar globalmente, movimento que historicamente pressiona fluxos para mercados emergentes. Na mesma semana, o contrato futuro de dólar no Brasil operava em alta de 0,40% a 0,78% nas sessões de maior aversão.</p>
<p>O segundo é o juro doméstico. O Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 14% ao ano na última reunião do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338113">Política</a> Monetária, mas não sinalizou os próximos passos. A ausência de guidance ampliou a volatilidade nos juros futuros e elevou a percepção de que a taxa permanecerá em patamar restritivo por mais tempo, o que aumenta o custo de carregamento de posições em ações e reduz o diferencial de juros que atraía capital estrangeiro no primeiro semestre.</p>
<p>O terceiro é fiscal e eleitoral. Relatórios de mercado citados por consultorias apontam incerteza quanto à trajetória da dívida pública e ao cumprimento do arcabouço fiscal, além de cautela pré-eleitoral que tradicionalmente leva grandes fundos globais a diminuir exposição ao Brasil no segundo semestre do ano que antecede eleições gerais. Em agosto de 2024, por exemplo, o mesmo debate sobre sustentabilidade fiscal já havia sido apontado como fator de volatilidade do fluxo externo.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Impacto para empresas, índices e próximos passos</h2>
<p>A retirada de R$ 15,6 bilhões em nove pregões tem impacto direto sobre a formação de preços, especialmente em papéis de maior liquidez e peso no Ibovespa, onde a participação estrangeira é mais elevada. Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) concentram parte relevante do giro de não residentes e tendem a sentir primeiro o efeito de vendas sistemáticas. Em termos de capitalização, a saída equivale a cerca de 0,3% do valor de mercado total da B3, mas representa múltiplas vezes o volume médio diário de negociação de diversos setores.</p>
<p>Para o restante de agosto, o mercado monitora três datas. A B3 divulga o saldo consolidado de estrangeiros do mês completo no início de setembro, com abertura entre mercado à vista, a termo e opções. A próxima decisão do Copom e a ata do Federal Reserve devem definir a direção dos juros nas duas pontas. E o calendário corporativo segue com balanços do segundo trimestre, que podem alterar a percepção de lucro e geração de caixa e, por consequência, a atratividade relativa da bolsa brasileira.</p>
<p>Se o fluxo de agosto se encerrar próximo ao ritmo atual, 2026 caminhará para superar 2008 em termos de saída anual proporcional, ano em que estrangeiros retiraram R$ 8,6 bilhões em doze meses. Em 2026, apenas maio e a primeira quinzena de agosto somam R$ 30,54 bilhões de retirada no critério que inclui primário, volume 3,5 vezes maior que o total de 2008. Mesmo no critério mais restrito do secundário, a soma de maio com agosto parcial alcança R$ 30,54 bilhões, confirmando a intensidade do movimento.</p>
<p>A apuração não indica mudança estrutural na base de investidores, mas reforça a sensibilidade do mercado local a juros globais e a sinais fiscais domésticos. A continuidade ou reversão do fluxo dependerá da combinação entre diferencial de juros, crescimento de lucros das companhias e clareza sobre a trajetória fiscal nos próximos trimestres.</p>
<p><span class="font-semibold">Fontes:</span></p>
<p><em>B3 &#8211; boletim diário de mercado e dados de participação e movimentação de investidores estrangeiros no mercado secundário e em ofertas públicas</em></p>
<p><em>Elos Ayta Consultoria &#8211; levantamento de fluxo mensal de capital estrangeiro na B3 desde janeiro de 2022 e séries trimestrais desde 2022</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; decisão de política monetária, manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75% e projeções de juros para 2026</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; decisão do Copom, nível da taxa Selic e comunicados de política monetária</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BTG indica venda de ISA Energia, Natura e Moura Dubeux; queda projetada chega a 22%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-venda-isa-energia-natura-moura-dubeux-swing-trade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Isa Energia]]></category>
		<category><![CDATA[ISAE4]]></category>
		<category><![CDATA[MDNE3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Moura Dubeux]]></category>
		<category><![CDATA[NATU3]]></category>
		<category><![CDATA[Natura]]></category>
		<category><![CDATA[swing trade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529241</guid>

					<description><![CDATA[<p>O BTG Pactual incluiu ISA Energia Brasil (ISAE4), Natura (NATU3) e Moura Dubeux (MDNE3) em uma estratégia de venda para swing trade divulgada nesta segunda-feira (17), com alvos que representam quedas potenciais entre 10,85% e 22,27% em relação aos preços de entrada indicados. As operações têm validade entre 17 e 24 de agosto de 2026 [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual incluiu ISA Energia Brasil (ISAE4), Natura (NATU3) e Moura Dubeux (MDNE3) em uma estratégia de venda para swing trade divulgada nesta segunda-feira (17), com alvos que representam quedas potenciais entre 10,85% e 22,27% em relação aos preços de entrada indicados. As operações têm validade entre 17 e 24 de agosto de 2026 e utilizam sinais de análise técnica, como médias móveis, Índice de Força Relativa (IFR), suportes e projeções de Fibonacci.</p>
<p>A maior variação projetada está em Moura Dubeux. Para MDNE3, a entrada indicada é de R$ 22,90, com alvo de R$ 17,80 — queda potencial de 22,27% — e stop em R$ 26,00. Natura vem em seguida, com entrada em R$ 7,60, objetivo de R$ 6,00 e potencial de recuo de 21,05%. Para ISA Energia, o banco estabelece entrada em R$ 25,35 e alvo em R$ 22,60, equivalente a uma desvalorização de 10,85%.</p>
<p>A recomendação precisa ser interpretada dentro do horizonte para o qual foi elaborada. Trata-se de uma operação técnica de poucos pregões, e não de um rebaixamento da avaliação fundamentalista das três companhias. Uma ação pode receber indicação de venda em swing trade enquanto mantém perspectivas financeiras ou recomendações de longo prazo diferentes, porque a estratégia procura explorar exclusivamente movimentos gráficos de curto prazo.</p>
<p>O relatório identifica um padrão comum nos três ativos: perda ou incapacidade de recuperar médias móveis relevantes, IFR abaixo de 35 pontos e formação de resistências acima dos preços correntes. O cenário é interpretado como redução do momentum comprador e aumento da probabilidade de continuidade da correção caso suportes específicos sejam rompidos.</p>
<h2>ISA Energia perde média de 200 dias e tem R$ 25 como suporte decisivo</h2>
<p>Em ISA Energia, o movimento técnico negativo começou a ganhar força depois que ISAE4 falhou em recuperar a região entre R$ 29 e R$ 30, onde o papel havia encontrado resistência anteriormente. A ação posteriormente perdeu a média móvel de 200 dias, localizada perto de R$ 27,42, deixando essa referência acima do preço e transformando-a em resistência.</p>
<p>A média de 50 dias aparece praticamente no mesmo nível, em R$ 27,52, enquanto a média de 21 dias está em aproximadamente R$ 26,61. Com o preço abaixo das três referências, o gráfico apresenta um alinhamento considerado desfavorável para o curto prazo. O IFR caiu para perto de 34 pontos, também abaixo de sua própria média.</p>
<p>A região de R$ 25 tornou-se o suporte central da operação. Segundo a leitura técnica reproduzida no relatório, uma perda consistente desse patamar poderia abrir espaço para R$ 24 e posteriormente R$ 23. Para reduzir a pressão vendedora, ISAE4 precisaria retomar principalmente a região entre R$ 27,40 e R$ 27,50.</p>
<p>A operação estabelece entrada em R$ 25,35, limite de entrada em R$ 25,00, objetivo em R$ 22,60 e stop em R$ 26,60. A diferença entre entrada e alvo é de R$ 2,75 por ação, enquanto a distância até o stop é de R$ 1,25.</p>
<p>Isso produz uma relação aproximada de <strong>2,2 unidades de retorno potencial para cada unidade de risco de preço</strong>, considerando apenas os níveis definidos na estratégia e desconsiderando custos de negociação, aluguel de ações, eventuais gaps e execução.</p>
<h2>Resultado da ISA mostra por que análise técnica não deve ser confundida com fundamentos</h2>
<p>O caso da ISA Energia também demonstra a diferença entre leitura gráfica e análise financeira da companhia.</p>
<p>No segundo trimestre, a empresa apresentou lucro líquido de R$ 173,9 milhões em sua contabilidade regulatória, queda de 32% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado, entre outros fatores, por uma despesa financeira líquida de R$ 638,9 milhões, avanço de 81,7% na comparação anual.</p>
<p>Há, porém, uma diferença contábil relevante. Pelo padrão IFRS, utilizado nas demonstrações financeiras consolidadas, o lucro líquido atribuível registrado pela ISA chegou a R$ 688,6 milhões no segundo trimestre, crescimento de 220% sobre os R$ 215,2 milhões de um ano antes. A receita operacional líquida IFRS avançou 81,3%, para R$ 2,598 bilhões.</p>
<p>Assim, tratar simplesmente o balanço como uma queda de 32% no lucro sem especificar a base contábil produziria uma leitura incompleta. O indicador de R$ 173,9 milhões pertence à visão regulatória; na contabilidade IFRS, a direção da comparação anual foi oposta.</p>
<p>Essa distinção reforça que o sinal de venda do BTG nesta semana está fundamentado no comportamento do preço da ação, e não necessariamente em deterioração equivalente dos resultados contábeis.</p>
<h2>Natura mira R$ 6 após falhar entre R$ 8,30 e R$ 8,80</h2>
<p>Natura apresenta o segundo maior potencial de baixa entre as três operações.</p>
<p>O papel mantém, segundo a análise, estrutura principal descendente e não conseguiu superar uma região de resistência formada pela concentração das médias móveis de 21, 50 e 200 dias entre aproximadamente R$ 8,30 e R$ 8,80. A incapacidade de superar essa faixa mantém a sequência de topos descendentes no gráfico diário.</p>
<p>A pressão se intensificou depois de um candle amplo de baixa levar NATU3 novamente à região de R$ 7,60, identificada como base da consolidação recente. O IFR está na faixa de 32 pontos, menor leitura entre as três ações incluídas na estratégia.</p>
<p>Caso R$ 7,60 seja perdido de forma consistente, o relatório identifica R$ 6,93 como primeira referência relevante, correspondente a uma retração de 61,8% de Fibonacci. Depois, R$ 5,97 aparece como projeção de 100%. O alvo operacional foi arredondado para R$ 6,00.</p>
<p>A entrada proposta é de R$ 7,60, com limite de R$ 7,52 e stop em R$ 8,40.</p>
<p>Da entrada até o alvo, a diferença é de R$ 1,60, ou 21,05%. Já até o stop, a distância é de R$ 0,80, equivalente a 10,53%. Isso corresponde a uma relação de retorno potencial sobre risco de aproximadamente <strong>duas vezes</strong>, antes de custos e diferenças de execução.</p>
<p>A faixa entre R$ 8,30 e R$ 8,80 permanece como referência para uma eventual invalidação da estrutura negativa. A recuperação das médias reduziria a leitura de pressão vendedora usada para justificar a estratégia.</p>
<h2>Moura Dubeux tem alvo que implica queda de 22,27%</h2>
<p>Moura Dubeux apresenta a projeção mais agressiva do relatório.</p>
<p>MDNE3 voltou a acelerar o processo de correção depois de não conseguir sustentar uma recuperação acima de R$ 25,80. O ativo está abaixo das médias móveis de 21, 50 e 200 dias e mantém sequência de topos e fundos descendentes no curto prazo.</p>
<p>A média de 21 dias está em aproximadamente R$ 24,84, enquanto a de 50 dias aparece em R$ 26,36. As duas passam a funcionar como áreas de resistência após o enfraquecimento recente.</p>
<p>Outro ponto técnico foi o fechamento abaixo de R$ 23,76, nível equivalente à retração de 38,2% de Fibonacci utilizada no estudo. O IFR está próximo de 34 pontos.</p>
<p>Na sequência, R$ 23,05 é considerado o suporte mais importante. Se esse preço for perdido, o relatório aponta inicialmente R$ 22,43 e depois R$ 20,53, correspondente a uma projeção de 100% de Fibonacci. A extensão do movimento coloca R$ 17,80 como referência adicional em um cenário de deterioração mais forte.</p>
<p>É justamente R$ 17,80 que aparece como objetivo da operação.</p>
<p>O BTG estabelece entrada em R$ 22,90, limite de entrada de R$ 22,67 e stop em R$ 26,00. A distância entre entrada e objetivo é de R$ 5,10 por ação, contra R$ 3,10 até o stop.</p>
<p>A relação entre retorno potencial e risco de preço fica, portanto, em aproximadamente <strong>1,65 vez</strong>, menor que as relações observadas nas estratégias de ISA Energia e Natura.</p>
<h2>Moura Dubeux chega à operação após balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A recomendação também ocorre poucos dias depois da divulgação do resultado financeiro da incorporadora.</p>
<p>A Moura Dubeux publicou os números do segundo trimestre em 12 de agosto e realizou a teleconferência com investidores no dia seguinte, conforme o calendário oficial da companhia. A empresa já havia informado na prévia operacional do período aproximadamente R$ 1 bilhão em lançamentos e R$ 1 bilhão em vendas, reforçando uma dinâmica operacional que precisa ser analisada separadamente do movimento gráfico que motivou a operação de swing trade.</p>
<p>Esse contraste é particularmente relevante para ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338075">empresas</a> ligadas à construção civil. O preço pode sofrer ajustes rápidos em função de juros futuros, fluxo estrangeiro, realização de lucros e percepção de risco, mesmo quando indicadores operacionais permanecem em expansão.</p>
<p>No swing trade, o que determina a validade da tese não é a evolução dos lançamentos imobiliários nos próximos anos, mas a capacidade do papel de respeitar ou romper as referências gráficas estabelecidas durante poucos pregões.</p>
<h2>IFR abaixo de 35 não significa sozinho que ação continuará caindo</h2>
<p>O Índice de Força Relativa utilizado nas três análises mede a intensidade e velocidade dos movimentos recentes do preço em uma escala de zero a 100.</p>
<p>Leituras menores indicam predominância de movimentos negativos. O nível de 30 pontos costuma ser utilizado como referência clássica de sobrevenda, embora não exista garantia de reversão quando esse patamar é atingido.</p>
<p>Essa característica é importante porque ISAE4 e MDNE3 têm IFR na região de 34, enquanto NATU3 está perto de 32. Os valores confirmam perda de momentum, mas também colocam os ativos relativamente próximos da área convencionalmente associada à sobrevenda.</p>
<p>Por isso, o BTG não utiliza o IFR isoladamente. O relatório combina o indicador com posicionamento diante das médias móveis, formação de topos e fundos, suportes e resistências e níveis de Fibonacci.</p>
<p>É essa convergência de sinais — e não apenas o número do IFR — que sustenta as três operações.</p>
<h2>Venda em swing trade exige disciplina com o stop</h2>
<p>Outro componente central da estratégia é o stop.</p>
<p>Se os preços se moverem na direção contrária à esperada, os níveis estabelecidos são R$ 26,60 para ISA Energia, R$ 8,40 para Natura e R$ 26 para Moura Dubeux.</p>
<p>Os stops correspondem a movimentos adversos de aproximadamente 4,93%, 10,53% e 13,54%, respectivamente, a partir das entradas.</p>
<p>A diferença mostra que o risco nominal não é uniforme. Moura Dubeux oferece o maior alvo percentual, mas também exige tolerância maior à oscilação contrária. ISA Energia apresenta o menor potencial de queda, mas também o stop mais próximo e a melhor relação matemática entre alvo e risco entre as três estruturas propostas.</p>
<p>O prazo adiciona outra restrição: todas as recomendações expiram em 24 de agosto. Portanto, os níveis foram construídos para uma janela específica de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338076">mercado</a> e não devem ser automaticamente extrapolados para semanas ou meses posteriores.</p>
<p>Até lá, R$ 25 em ISAE4, R$ 7,60 em NATU3 e R$ 23,05 em MDNE3 serão as referências técnicas mais relevantes para confirmar se a pressão vendedora identificada pelo BTG continua ou se as três ações conseguem neutralizar a configuração negativa antes de atingir os objetivos projetados.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 11 de agosto: Bolsa cai 2,50% com bancos, juros e cautela eleitoral</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-11-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[BPAC11]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528790</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, nesta terça-feira, 11 de agosto, em uma sessão marcada pela piora da percepção de risco doméstico, pela alta dos juros futuros e por perdas concentradas em ações de grande peso na carteira. O principal índice da B3 perdeu 4.305,29 pontos em relação ao fechamento anterior [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="316" data-end="737">O <strong data-start="318" data-end="411">Ibovespa fechou em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, nesta terça-feira, 11 de agosto</strong>, em uma sessão marcada pela piora da percepção de risco doméstico, pela alta dos juros futuros e por perdas concentradas em ações de grande peso na carteira. O principal índice da B3 perdeu 4.305,29 pontos em relação ao fechamento anterior e completou a sexta baixa consecutiva, terminando no menor nível desde 20 de janeiro.</p>
<p data-start="739" data-end="1242">A pressão ganhou intensidade à medida que investidores repercutiram uma combinação de fatores: o IPCA de julho veio acima da expectativa do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337749">mercado</a>, a ata do Copom manteve um tom cauteloso sobre a inflação, uma nova pesquisa eleitoral ampliou as discussões sobre o cenário político de 2026 e o JPMorgan reduziu sua recomendação relativa para ações brasileiras. Os bancos estiveram entre os principais vetores negativos, com o Índice Financeiro recuando 3,27% e o <strong data-start="1202" data-end="1226">BTG Pactual (BPAC11)</strong> perdendo 5,81%.</p>
<p data-start="1244" data-end="1609">O movimento também foi acompanhado pela valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337750">dólar</a> e pela abertura das taxas futuras de juros. Mesmo a alta do petróleo no mercado internacional não foi suficiente para sustentar as ações da <strong data-start="1445" data-end="1473">Petrobras (PETR3; PETR4)</strong>, enquanto a <strong data-start="1486" data-end="1502">Vale (VALE3)</strong> recuou 2,02%. No lado positivo, apenas seis componentes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337752">Ibovespa</a> conseguiram encerrar o pregão em alta.</p>
<h3 data-section-id="1onqinq" data-start="1611" data-end="1648">Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul data-start="1650" data-end="2141">
<li data-section-id="1fu2i7q" data-start="1650" data-end="1690"><strong data-start="1652" data-end="1672">Pontuação final:</strong> 167.874,64 pontos</li>
<li data-section-id="ggsfl6" data-start="1691" data-end="1720"><strong data-start="1693" data-end="1713">Variação no dia:</strong> -2,50%</li>
<li data-section-id="7azvzu" data-start="1721" data-end="1763"><strong data-start="1723" data-end="1746">Variação em pontos:</strong> -4.305,29 pontos</li>
<li data-section-id="qufocl" data-start="1764" data-end="1797"><strong data-start="1766" data-end="1779">Abertura:</strong> 172.345,95 pontos</li>
<li data-section-id="1o1203f" data-start="1798" data-end="1850"><strong data-start="1800" data-end="1832">Máxima confirmada da sessão:</strong> 172.345,95 pontos</li>
<li data-section-id="p536u3" data-start="1851" data-end="1892"><strong data-start="1853" data-end="1874">Mínima da sessão:</strong> 167.568,94 pontos</li>
<li data-section-id="1m6qu3o" data-start="1893" data-end="1937"><strong data-start="1895" data-end="1919">Fechamento anterior:</strong> 172.179,93 pontos</li>
<li data-section-id="71jikr" data-start="2011" data-end="2043"><strong data-start="2013" data-end="2033">Dólar comercial:</strong> R$ 5,1608</li>
<li data-section-id="oixm9w" data-start="2044" data-end="2075"><strong data-start="2046" data-end="2068">Variação do dólar:</strong> +0,98%</li>
<li data-section-id="pkh6x8" data-start="2076" data-end="2109"><strong data-start="2078" data-end="2102">Acumulado em agosto:</strong> -5,69%</li>
<li data-section-id="1vv1897" data-start="2110" data-end="2141"><strong data-start="2112" data-end="2134">Acumulado em 2026:</strong> +4,19%</li>
</ul>
<h2 data-section-id="17hq6iq" data-start="2143" data-end="2216">Ibovespa hoje começou perto da estabilidade e perdeu força rapidamente</h2>
<p data-start="2218" data-end="2565">O comportamento da sessão mostrou uma deterioração progressiva do apetite por risco. Logo depois da abertura dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337751">negócios</a>, o Ibovespa chegou a registrar 172.345,95 pontos, em alta de aproximadamente 0,10%, mas o movimento positivo teve curta duração. Poucos minutos depois, o índice já havia invertido o sinal e passado para o território negativo.</p>
<p data-start="2567" data-end="2913">As vendas ganharam força ao longo da manhã e se intensificaram na segunda metade do pregão. Por volta das 15h, o índice atingiu <strong data-start="2695" data-end="2716">167.568,94 pontos</strong>, mínima intradiária confirmada na apuração, correspondendo a uma queda de aproximadamente 2,68%. A partir desse nível houve uma recuperação limitada, insuficiente para alterar a direção da sessão.</p>
<p data-start="2915" data-end="3177">O fechamento aos 167.874,64 pontos deixou o índice pouco mais de 300 pontos acima da mínima e marcou a sexta sessão consecutiva no vermelho. A referência brasileira terminou também abaixo dos 170 mil pontos e no menor patamar de encerramento desde 20 de janeiro.</p>
<p data-start="3179" data-end="3423">A amplitude do movimento foi evidenciada pela composição da carteira. Apenas seis ações terminaram em terreno positivo, enquanto companhias dos setores financeiro, siderúrgico, saúde e petróleo apareceram entre as principais pressões negativas.</p>
<h2 data-section-id="1pepdlz" data-start="3425" data-end="3475">Inflação, Copom e eleições aumentaram a cautela</h2>
<p data-start="3477" data-end="3824">A agenda econômica começou com a divulgação do <strong data-start="3524" data-end="3541">IPCA de julho</strong>, que avançou 0,07%, depois de alta de 0,16% em junho. Embora o resultado tenha mostrado desaceleração mensal e levado a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%, a leitura ficou acima da mediana de 0,03% esperada na pesquisa de mercado utilizada como referência antes do indicador.</p>
<p data-start="3826" data-end="4060">O resultado anual colocou o IPCA novamente abaixo do limite superior de tolerância da meta de inflação, de 4,5%, mas a composição do dado e a surpresa em relação às estimativas limitaram uma interpretação mais favorável para os juros.</p>
<p data-start="4062" data-end="4382">O mercado também analisou a ata da última reunião do <strong data-start="4115" data-end="4155">Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337769">Política</a> Monetária (Copom)</strong>. O Banco Central voltou a demonstrar preocupação com a possibilidade de disseminação dos efeitos indiretos de choques de petróleo e de eventos climáticos sobre os preços, além de destacar riscos associados à demanda doméstica.</p>
<p data-start="4384" data-end="4676">Essa combinação contribuiu para a abertura da curva de juros. O contrato de DI para janeiro de 2028 encerrou a sessão em <strong data-start="4505" data-end="4516">13,905%</strong>, alta de 8 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,825%. Na parte mais longa, o DI para janeiro de 2035 terminou em 14,530%, avanço de 2,4 pontos-base.</p>
<p data-start="4678" data-end="4844">O movimento dos juros teve efeito especialmente desfavorável sobre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337753">empresas</a> mais sensíveis ao custo de capital e reforçou a pressão observada sobre ativos domésticos.</p>
<h2 data-section-id="o9ty4e" data-start="4846" data-end="4904">JPMorgan reduz exposição recomendada à Bolsa brasileira</h2>
<p data-start="4906" data-end="5071">Outro elemento que ganhou peso durante o pregão foi a decisão do <strong data-start="4971" data-end="5070">JPMorgan de rebaixar sua recomendação relativa para ações brasileiras de overweight para neutra</strong>.</p>
<p data-start="5073" data-end="5410">A mudança não corresponde a uma recomendação de venda do mercado brasileiro, mas significa que a instituição deixou de sugerir aos investidores internacionais uma exposição ao Brasil superior ao peso do País nos índices de referência. O banco também reduziu sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026 de 190 mil para <strong data-start="5391" data-end="5409">185 mil pontos</strong>.</p>
<p data-start="5412" data-end="5663">Entre os argumentos apresentados estão a proximidade do fim do ciclo de flexibilização monetária, a desaceleração esperada da atividade econômica, a deterioração do ciclo de crédito e o aumento potencial da volatilidade com a aproximação das eleições.</p>
<p data-start="5665" data-end="6013">Os fluxos estrangeiros já vinham demonstrando perda de força. No acumulado de agosto até esta terça-feira, investidores estrangeiros registravam retiradas líquidas estimadas em <strong data-start="5842" data-end="5907">R$ 3,3 bilhões no mercado à vista e R$ 4,4 bilhões em futuros</strong>. Mesmo assim, o saldo de entrada no mercado à vista durante 2026 permanecia positivo, em R$ 37,8 bilhões.</p>
<p data-start="6015" data-end="6418">Uma nova pesquisa CNT/MDA também entrou nas mesas de operações. Em eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o levantamento mostrou 48% para Lula e 39,1% para Bolsonaro. Mais do que a preferência por um candidato específico, o mercado passou a incorporar com maior intensidade a proximidade do período eleitoral e a incerteza sobre a política econômica a partir de 2027.</p>
<h2 data-section-id="phw064" data-start="6420" data-end="6461">Bancos puxam perdas e BPAC11 cai 5,81%</h2>
<p data-start="6463" data-end="6658">O setor financeiro teve peso decisivo no fechamento. O <strong data-start="6518" data-end="6550">Índice Financeiro caiu 3,27%</strong>, refletindo a piora generalizada do apetite por ativos domésticos e movimentos específicos entre os bancos.</p>
<p data-start="6660" data-end="7067">O maior destaque foi o <strong data-start="6683" data-end="6707">BTG Pactual (BPAC11)</strong>, que fechou em baixa de 5,81%, a R$ 50,13, mesmo depois de apresentar números robustos para o segundo trimestre. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões e rentabilidade sobre o patrimônio de 26,7%, mas investidores concentraram atenção em pontos como a expansão acelerada do crédito ao consumidor e a evolução futura da qualidade dos ativos.</p>
<p data-start="7069" data-end="7184">BPAC11 esteve também entre os papéis de maior movimentação financeira da sessão, com giro superior a R$ 1,8 bilhão.</p>
<p data-start="7186" data-end="7454">O desempenho do setor não foi uniforme. <strong data-start="7226" data-end="7255">Santander Brasil (SANB11)</strong> resistiu à pressão e terminou em alta de 0,92%, a R$ 29,52. Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, por outro lado, estiveram pressionados durante o pregão, acompanhando o movimento predominante do setor.</p>
<p data-start="7456" data-end="7733">No caso do <strong data-start="7467" data-end="7494">Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, investidores ainda ajustaram posições antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, programada para esta quarta-feira (12), com a qualidade da carteira de crédito rural e o nível das provisões entre os indicadores mais aguardados.</p>
<h2 data-section-id="13uorx5" data-start="7735" data-end="7783">Petrobras cai mesmo com Brent perto de US$ 89</h2>
<p data-start="7785" data-end="7989">As ações da Petrobras seguiram direção oposta à do petróleo internacional. A <strong data-start="7862" data-end="7886">Petrobras ON (PETR3)</strong> fechou em baixa de 1,44%, a R$ 46,53, enquanto a <strong data-start="7936" data-end="7960">Petrobras PN (PETR4)</strong> perdeu 1,35%, para R$ 41,66.</p>
<p data-start="7991" data-end="8233">A queda ocorreu mesmo com o Brent avançando pelo quinto pregão consecutivo. O contrato para outubro subiu <strong data-start="8097" data-end="8130">1,36%, a US$ 88,91 por barril</strong>, em meio à continuidade do impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
<p data-start="8235" data-end="8510">O WTI para setembro também terminou em alta, de 1,30%, a US$ 83,20 por barril. A valorização das commodities energéticas manteve o risco inflacionário internacional no radar, mas não foi suficiente para compensar a pressão vendedora sobre as ações brasileiras de grande peso.</p>
<p data-start="8512" data-end="8780">A <strong data-start="8514" data-end="8530">Vale (VALE3)</strong> também encerrou a sessão no vermelho, com queda de 2,02%, a R$ 74,40. O papel perdeu força em um dia de aversão ao risco, apesar de o UBS BB ter elevado seu preço-alvo para as ADRs da companhia de US$ 16 para US$ 16,50, mantendo recomendação neutra.</p>
<p data-start="8782" data-end="8970">Somados, bancos, Petrobras e Vale representam uma parcela expressiva do Ibovespa, o que explica a intensidade com que movimentos simultaneamente negativos nesses grupos atingiram o índice.</p>
<h2 data-section-id="ltfm1q" data-start="8972" data-end="9012">Usiminas lidera as quedas do Ibovespa</h2>
<p data-start="9014" data-end="9281">A <strong data-start="9016" data-end="9036">Usiminas (USIM5)</strong> apresentou a maior perda entre os integrantes do Ibovespa, com baixa de <strong data-start="9109" data-end="9129">7,54%, a R$ 6,62</strong>. O movimento ocorreu após o Itaú BBA rebaixar sua recomendação para as ações de compra para neutra e estabelecer preço-alvo de R$ 8 para o fim de 2027.</p>
<p data-start="9283" data-end="9532">A avaliação mais cautelosa foi associada à dinâmica enfraquecida do mercado de aço e a preços de produtos planos abaixo das expectativas. O papel já acumulava uma correção significativa em relação aos níveis máximos registrados anteriormente no ano.</p>
<p data-start="9534" data-end="9736">Na sequência das maiores quedas apareceram <strong data-start="9577" data-end="9735">BTG Pactual (BPAC11), com -5,80%; RD Saúde (RADL3), com -5,68%, a R$ 18,28; Cosan (CSAN3), com -4,96%, a R$ 3,28; e Hapvida (HAPV3), com -4,95%, a R$ 9,79</strong>.</p>
<p data-start="9738" data-end="9927">No caso da RD Saúde, o movimento também ocorreu depois da forte valorização registrada nos pregões anteriores, quando os investidores haviam reagido aos resultados trimestrais da companhia.</p>
<h2 data-section-id="p3rod2" data-start="9929" data-end="9972">Só seis ações conseguiram fechar em alta</h2>
<p data-start="9974" data-end="10093">A ponta positiva foi bastante restrita. A <strong data-start="10016" data-end="10041">CSN Mineração (CMIN3)</strong> liderou os ganhos com alta de <strong data-start="10072" data-end="10092">2,01%, a R$ 5,57</strong>.</p>
<p data-start="10095" data-end="10307">A <strong data-start="10097" data-end="10115">Natura (NATU3)</strong> avançou 1,49%, a R$ 8,20, seguida pela <strong data-start="10155" data-end="10171">MBRF (MBRF3)</strong>, que ganhou 1,38%, a R$ 16,16. Santander subiu 0,92%, para R$ 29,52, enquanto <strong data-start="10250" data-end="10275">Brava Energia (BRAV3)</strong> teve alta de 0,81%, a R$ 18,65.</p>
<p data-start="10309" data-end="10405">A lista de ações positivas foi completada pelo <strong data-start="10356" data-end="10373">Assaí (ASAI3)</strong>, com ganho de 0,25%, a R$ 8,08.</p>
<p data-start="10407" data-end="10635">O fato de apenas seis papéis da carteira terem terminado em alta mostra que a queda não ficou limitada a uma ou duas empresas de grande peso, embora bancos, Vale e Petrobras tenham intensificado o efeito sobre a pontuação final.</p>
<h2 data-section-id="144k2to" data-start="10637" data-end="10686">Dólar sobe a R$ 5,1608 e juros futuros avançam</h2>
<p data-start="10688" data-end="10813">O <strong data-start="10690" data-end="10751">dólar à vista fechou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608</strong>, na segunda sessão consecutiva de valorização diante do real.</p>
<p data-start="10815" data-end="11144">O câmbio acompanhou a redução do apetite por ativos brasileiros depois dos dados de inflação, da ata do Copom, da pesquisa eleitoral e da revisão do JPMorgan. No exterior, o índice DXY apresentava variação pequena próximo ao fim da sessão brasileira, o que reforçou a predominância dos fatores domésticos na movimentação do real.</p>
<p data-start="11146" data-end="11334">Na renda fixa, a curva de juros abriu em praticamente todos os trechos acompanhados. O DI de janeiro de 2028 avançou para 13,905%, enquanto o vencimento de janeiro de 2035 atingiu 14,530%.</p>
<p data-start="11336" data-end="11529">A alta simultânea do dólar e das taxas futuras aumentou a pressão sobre companhias domésticas e ajudou a explicar a diferença entre o desempenho brasileiro e o de algumas bolsas internacionais.</p>
<h2 data-section-id="1arzgdl" data-start="11531" data-end="11580">Petróleo sobe e Ormuz continua no radar global</h2>
<p data-start="11582" data-end="11844">No mercado de commodities, o petróleo permaneceu como o principal foco internacional. O Brent fechou a US$ 88,91 por barril e se aproximou novamente dos US$ 90, enquanto investidores acompanharam o impasse para a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p data-start="11846" data-end="12023">A passagem marítima é estratégica para o abastecimento mundial de energia, e a incerteza sobre seu funcionamento mantém incorporado aos contratos um prêmio de risco geopolítico.</p>
<p data-start="12025" data-end="12290">A alta também tem implicações monetárias. Uma permanência do petróleo em níveis elevados pode pressionar combustíveis, fretes e outros custos de produção, tornando ainda mais importante a leitura da inflação dos Estados Unidos que será divulgada nesta quarta-feira.</p>
<p data-start="12292" data-end="12563">Para as empresas brasileiras, o comportamento das commodities produziu efeitos distintos. Petrobras não acompanhou a valorização do petróleo, enquanto Vale permaneceu pressionada mesmo com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337756">notícias</a> positivas específicas sobre a avaliação de sua divisão de metais básicos.</p>
<h2 data-section-id="1cpn1nr" data-start="12565" data-end="12606">Wall Street também termina no vermelho</h2>
<p data-start="12608" data-end="12832">Os principais índices americanos fecharam em queda, pressionados pela alta do petróleo e pelas preocupações sobre as consequências inflacionárias de uma eventual interrupção prolongada das rotas energéticas no Oriente Médio.</p>
<p data-start="12834" data-end="12983">O <strong data-start="12836" data-end="12882">Dow Jones caiu 0,34%, aos 53.791,85 pontos</strong>, o <strong data-start="12886" data-end="12931">S&amp;P 500 recuou 0,32%, aos 7.728,20 pontos</strong>, e o <strong data-start="12937" data-end="12982">Nasdaq perdeu 0,60%, aos 26.445,45 pontos</strong>.</p>
<p data-start="12985" data-end="13073">Na Europa, o Stoxx 600 ficou praticamente estável, com alta de 0,01%, aos 660,51 pontos.</p>
<p data-start="13075" data-end="13251">Na Ásia, os mercados tiveram comportamento misto. O Nikkei, no Japão, avançou 2,08%, aos 66.970,22 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, caiu 1,10%, aos 25.652,82 pontos.</p>
<p data-start="13253" data-end="13463">O resultado internacional adicionou pressão ao fim do pregão brasileiro, mas a queda de 2,50% do Ibovespa foi significativamente mais intensa, refletindo a concentração de fatores domésticos ao longo da sessão.</p>
<h2 data-section-id="1fohqnh" data-start="13465" data-end="13509">Ibovespa acumula queda de 5,69% em agosto</h2>
<p data-start="13511" data-end="13698">Depois de encerrar julho aos 177.999 pontos, com valorização mensal de 3,47%, o Ibovespa passou a acumular <strong data-start="13618" data-end="13662">queda de aproximadamente 5,69% em agosto</strong> até o fechamento desta terça-feira.</p>
<p data-start="13700" data-end="13858">Apesar da correção recente, o índice ainda registra <strong data-start="13752" data-end="13786">alta de cerca de 4,19% em 2026</strong>, tomando como referência os 161.125,37 pontos do último pregão de 2025.</p>
<p data-start="13860" data-end="14014">A sequência de seis baixas reduziu de forma significativa parte da valorização acumulada anteriormente e devolveu o índice a níveis observados em janeiro.</p>
<h2 data-section-id="1i20ukg" data-start="14016" data-end="14053">O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p data-start="14055" data-end="14131">A agenda desta quarta-feira (12) terá dois eventos de peso para os mercados.</p>
<p data-start="14133" data-end="14494">Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics divulgará o <strong data-start="14194" data-end="14210">CPI de julho</strong>, indicador que deverá ser acompanhado especialmente de perto diante da recente valorização do petróleo. O resultado poderá alterar as expectativas para a trajetória da política monetária americana e, por consequência, influenciar dólar, juros globais e ativos de mercados emergentes.</p>
<p data-start="14496" data-end="14743">No Brasil, o <strong data-start="14509" data-end="14536">Banco do Brasil (BBAS3)</strong> apresenta as informações financeiras do segundo trimestre. A atenção estará concentrada na inadimplência, no custo do crédito, nas provisões e principalmente no desempenho da carteira ligada ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337754">agronegócio</a>.</p>
<p data-start="14745" data-end="14972">Investidores também continuarão acompanhando a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e o Estreito de Ormuz, além da repercussão doméstica das pesquisas eleitorais e do comportamento do fluxo estrangeiro na B3.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PRIO (PRIO3) volta a ser compra do Itaú BBA; preço-alvo vai a R$ 73</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/prio3-compra-itau-bba-preco-alvo-73</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[peregrino]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[Wahoo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528625</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Itaú BBA voltou a recomendar a compra das ações da PRIO (PRIO3) e estabeleceu preço-alvo de R$ 73 por papel para o fim de 2027, após avaliar que a recente correção das ações melhorou a relação entre risco e retorno da petroleira. A mudança representa uma reversão importante na avaliação do banco. Em abril, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú BBA voltou a recomendar a compra das ações da PRIO (PRIO3) e estabeleceu preço-alvo de <strong>R$ 73 por papel para o fim de 2027</strong>, após avaliar que a recente correção das ações melhorou a relação entre risco e retorno da petroleira.</p>
<p>A mudança representa uma reversão importante na avaliação do banco. Em abril, o Itaú BBA havia reduzido a recomendação de PRIO3 para neutra, apesar de manter uma visão positiva sobre a capacidade operacional da companhia. Agora, a instituição considera que o preço das ações voltou a oferecer uma margem de valorização suficientemente atrativa.</p>
<p>Considerando o preço utilizado como referência pelo banco, o novo alvo representa potencial de valorização de aproximadamente <strong>27%</strong>. Esse percentual, contudo, varia ao longo do pregão conforme a cotação de PRIO3 se movimenta na B3.</p>
<p>A tese do Itaú BBA está apoiada principalmente na expansão da produção, no avanço do campo de Peregrino, na geração futura de caixa e na capacidade da PRIO de entregar retorno aos acionistas mesmo em cenários mais conservadores para o petróleo.</p>
<p>Nesta segunda-feira (10), as ações reagiram positivamente à revisão e chegaram a avançar mais de 4% durante o pregão.</p>
<h2>PRIO3 embute petróleo perto de US$ 61, calcula Itaú BBA</h2>
<p>Um dos principais argumentos utilizados pelo banco está na relação entre a cotação da companhia e o preço do petróleo.</p>
<p>Segundo os cálculos do Itaú BBA, o valor atual de PRIO3 embute aproximadamente um petróleo Brent de <strong>US$ 61 por barril</strong>.</p>
<p>A leitura é relevante porque significa que, caso o Brent permaneça em patamares superiores a essa referência, a companhia poderia gerar resultados e fluxos de caixa mais elevados do que aqueles implicitamente refletidos no preço das ações.</p>
<p>O banco reduziu sua premissa de longo prazo para o Brent de <strong>US$ 70 para US$ 65 por barril a partir de 2028</strong>, mas mantém projeções superiores para os próximos dois anos.</p>
<p>A estimativa é de petróleo a <strong>US$ 80 por barril no fim de 2026</strong> e <strong>US$ 75 no fim de 2027</strong>.</p>
<p>Mesmo com uma visão mais conservadora para o preço estrutural da commodity, o Itaú BBA entende que a PRIO oferece uma combinação atrativa entre crescimento operacional e geração de caixa.</p>
<h2>Produção da PRIO pode superar 200 mil barris por dia</h2>
<p>A expansão da produção é uma das partes centrais da nova recomendação.</p>
<p>O Itaú BBA estima que a produção total da PRIO, que ficou em aproximadamente 106,4 mil barris por dia em 2025, alcance <strong>177,6 mil barris diários em 2026</strong>.</p>
<p>Para 2027, a projeção sobe para <strong>214,2 mil barris por dia</strong>.</p>
<p>Grande parte do avanço esperado está relacionada ao campo de Peregrino.</p>
<p>Segundo as estimativas do banco, a contribuição do ativo para a PRIO pode passar de 37,1 mil barris por dia em 2025 para <strong>79,8 mil barris diários em 2026</strong> e chegar a <strong>102,3 mil barris por dia em 2027</strong>.</p>
<p>O crescimento aumenta a capacidade da companhia de diluir custos fixos e amplia a geração potencial de caixa, desde que os preços internacionais do petróleo permaneçam em níveis compatíveis com as premissas utilizadas.</p>
<h2>PRIO apresentou lucro de US$ 413 milhões no 2T26</h2>
<p>A revisão do Itaú BBA ocorre poucos dias depois da divulgação de um trimestre de forte crescimento operacional da companhia.</p>
<p>A PRIO encerrou o segundo trimestre de 2026 com <strong>lucro líquido de US$ 413,3 milhões</strong>, crescimento de 169% na comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>A receita líquida ficou próxima de <strong>US$ 1,2 bilhão</strong>, enquanto o Ebitda ajustado alcançou aproximadamente <strong>US$ 879 milhões</strong>.</p>
<p>A produção média da companhia chegou a cerca de <strong>172 mil barris de óleo equivalente por dia</strong> no trimestre, refletindo principalmente a incorporação de Peregrino e o avanço de Wahoo.</p>
<p>Outro indicador relevante foi o custo de extração.</p>
<p>O chamado <em>lifting cost</em> caiu para <strong>US$ 8,90 por barril</strong>, ante US$ 13,80 no mesmo trimestre do ano anterior.</p>
<p>Quanto menor esse custo, maior tende a ser a capacidade da petroleira de preservar margens mesmo quando o petróleo internacional sofre queda.</p>
<h2>Wahoo já chegou a 40 mil barris por dia</h2>
<p>O campo de Wahoo também aparece como uma peça importante na transformação operacional da PRIO.</p>
<p>Durante o segundo trimestre, a produção do ativo avançou de aproximadamente 20 mil barris por dia no início do período para cerca de <strong>40 mil barris diários no fim de junho</strong>.</p>
<p>Os quatro poços produtores previstos no projeto foram conectados ao FPSO de Frade.</p>
<p>Para a PRIO, Wahoo tem importância adicional porque foi o primeiro projeto de desenvolvimento executado integralmente pela própria companhia.</p>
<p>A entrada do campo contribuiu não apenas para elevar a produção, mas também para diluir custos do chamado cluster de Frade e Wahoo.</p>
<h2>Itaú BBA vê forte geração de caixa em 2027</h2>
<p>O crescimento operacional se reflete diretamente nas projeções financeiras do banco.</p>
<p>O Itaú BBA estima para a PRIO um <strong>FCFE yield de 15,5% em 2026</strong>, indicador que mede o fluxo de caixa livre disponível para os acionistas em relação ao valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="337623">mercado</a> da empresa.</p>
<p>Para 2027, a estimativa sobe para <strong>32,9%</strong>.</p>
<p>O número chama atenção porque representa uma geração de caixa potencialmente elevada em relação ao valor das ações.</p>
<p>Isso não significa que todo esse montante necessariamente será distribuído aos investidores. A companhia pode utilizar recursos para reduzir endividamento, realizar novos investimentos, recomprar ações, pagar dividendos ou combinar essas alternativas.</p>
<p>A capacidade de transformar a geração de caixa em remuneração efetiva ao acionista será, portanto, uma das variáveis acompanhadas pelo mercado.</p>
<h2>Dividendos da PRIO podem superar 20%</h2>
<p>O Itaú BBA também traçou cenários para a eventual remuneração aos acionistas em 2027.</p>
<p>Em um cenário de Brent a <strong>US$ 60 por barril</strong>, o banco calcula que a PRIO poderia alcançar um retorno via dividendos equivalente a aproximadamente <strong>21%</strong>.</p>
<p>Com o petróleo a <strong>US$ 70 por barril</strong>, esse percentual poderia chegar a <strong>25%</strong>.</p>
<p>As projeções consideram uma relação entre dívida líquida e Ebitda situada entre aproximadamente 0,8 e 1 vez.</p>
<p>Os números são estimativas, e não constituem dividendos já anunciados pela companhia.</p>
<p>A distribuição efetiva dependerá da geração de caixa, dos investimentos, do endividamento, do preço do petróleo, de eventuais aquisições e das decisões futuras da administração.</p>
<h2>Desalavancagem passa a ser peça importante da tese</h2>
<p>A PRIO terminou o segundo trimestre com dívida líquida próxima de <strong>US$ 4,05 bilhões</strong>, redução de aproximadamente US$ 326 milhões em relação ao trimestre anterior.</p>
<p>A queda ocorreu mesmo com investimentos elevados e recompra de ações no período.</p>
<p>O capex ficou em aproximadamente US$ 285 milhões no trimestre, refletindo projetos como Wahoo, intervenções em Peregrino, desenvolvimento de Arapuçá e atividades de perfuração em Frade.</p>
<p>A companhia também destinou recursos à recompra de ações.</p>
<p>Para os investidores, o ritmo de redução do endividamento será particularmente importante porque uma estrutura de capital mais leve aumenta a quantidade de recursos que pode futuramente ser destinada aos acionistas.</p>
<h2>Petróleo continua sendo o principal risco para PRIO3</h2>
<p>Apesar da melhora da recomendação, PRIO3 continua sendo uma ação altamente exposta aos movimentos do mercado internacional de petróleo.</p>
<p>A receita da companhia é diretamente influenciada pelo Brent.</p>
<p>Uma queda prolongada da commodity reduz faturamento, geração de caixa e valor econômico dos campos, enquanto preços mais elevados produzem o efeito contrário.</p>
<p>O Itaú BBA avalia que os fundamentos globais apontam para um mercado relativamente bem abastecido no médio e longo prazo, motivo pelo qual reduziu a premissa estrutural do Brent para US$ 65 por barril.</p>
<p>Ao mesmo tempo, conflitos geopolíticos seguem capazes de provocar movimentos expressivos no curto prazo.</p>
<p>Nesta segunda-feira, o petróleo voltou a subir diante das incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz e às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.</p>
<h2>Petrobras continua sendo a preferida do Itaú BBA</h2>
<p>Mesmo elevando a recomendação de PRIO3, o Itaú BBA mantém a Petrobras (PETR4) como sua principal escolha dentro do setor brasileiro de petróleo e gás.</p>
<p>O banco reiterou recomendação de compra para PETR4 e estabeleceu preço-alvo de <strong>R$ 63 para dezembro de 2027</strong>.</p>
<p>A avaliação considera que as margens internacionais de refino podem funcionar como uma proteção parcial para a Petrobras caso o preço do petróleo recue.</p>
<p>O banco também projeta forte geração de resultados pela estatal, além de capacidade relevante de pagamento de dividendos.</p>
<p>Na PetroReconcavo (RECV3), a visão é mais cautelosa.</p>
<p>O Itaú BBA manteve recomendação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 16 para <strong>R$ 12 por ação</strong>, agora com horizonte em dezembro de 2027.</p>
<p>A projeção de produção para 2026 também foi revisada para aproximadamente 24,2 mil barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>Para Brava Energia (BRAV3), o banco permanece sem recomendação e sem preço-alvo por restrição.</p>
<h2>O que pode fazer PRIO3 chegar a R$ 73</h2>
<p>A trajetória até o preço-alvo projetado pelo Itaú BBA depende de uma combinação de fatores.</p>
<p>O primeiro é a continuidade da expansão da produção, especialmente em Peregrino e Wahoo.</p>
<p>O segundo é a redução gradual da alavancagem depois do ciclo de aquisições e investimentos realizados pela companhia.</p>
<p>O terceiro será a capacidade de converter a geração operacional em fluxo de caixa disponível para os acionistas.</p>
<p>Por fim, permanece uma variável que a administração da PRIO não controla: o preço internacional do petróleo.</p>
<p>A nova recomendação do Itaú BBA parte justamente da avaliação de que o preço atual das ações oferece margem suficiente para absorver cenários mais conservadores da commodity e, ao mesmo tempo, participar de uma valorização relevante caso a produção e a geração de caixa avancem conforme esperado.</p>
<p>A mudança de neutra para compra, portanto, não representa apenas uma revisão do preço-alvo. Ela indica que, depois da correção recente de PRIO3, o banco voltou a enxergar uma assimetria favorável entre os riscos da companhia e o retorno potencial para o investidor.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento, 6 de agosto: Bolsa cai 1,23% com bancos e Vale</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-6-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 21:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528347</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,23% nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, aos 175.546,36 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.179,81 pontos em uma sessão marcada pela pressão sobre bancos, Vale e empresas sensíveis aos juros, enquanto a Petrobras avançou acompanhando a valorização do petróleo no exterior. O índice [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,23% nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, aos 175.546,36 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.179,81 pontos em uma sessão marcada pela pressão sobre bancos, Vale e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337437">empresas</a> sensíveis aos juros, enquanto a Petrobras avançou acompanhando a valorização do petróleo no exterior.</p>
<p>O índice abriu praticamente no maior nível do dia, aos 177.720 pontos, e não conseguiu sustentar uma tentativa de recuperação. A mínima foi registrada aos 175.514,86 pontos, pouco antes do encerramento, mostrando que a pressão vendedora permaneceu até o leilão de fechamento.</p>
<p>A sessão também refletiu a leitura mais cautelosa do comunicado do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337438">Política</a> Monetária. Na véspera, o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, como esperado, mas elevou a preocupação com os riscos inflacionários e não indicou a continuidade automática dos cortes.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 175.546,36 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 1,23%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> menos 2.179,81 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 177.720,00 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 177.720,00 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 175.514,86 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 177.726,17 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 20,10 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337436">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1055</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,44%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> queda de 1,38%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 8,95%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu na máxima e perdeu força</h2>
<p>O comportamento intradiário mostrou uma sessão predominantemente negativa. Depois de abrir perto da estabilidade e marcar a máxima logo no início dos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337435">negócios</a>, o Ibovespa passou a operar em queda e se afastou progressivamente dos 177 mil pontos.</p>
<p>O índice havia terminado as três sessões anteriores com oscilações limitadas. Nesta quinta-feira, porém, a pressão vendedora ganhou intensidade com o recuo simultâneo de ações de bancos, mineração, varejo, saúde e outros setores relevantes da carteira.</p>
<p>A pontuação final ficou apenas 31,50 pontos acima da mínima, uma diferença pequena para um índice que movimentou mais de 2 mil pontos entre o fechamento anterior e o encerramento desta quinta-feira. O resultado indica que não houve recuperação significativa durante o leilão final.</p>
<p>O giro financeiro chegou a R$ 20,10 bilhões. O volume ocorreu durante a temporada de balanços do segundo trimestre, período em que investidores ajustam posições com base nos resultados, projeções e comentários divulgados pelas companhias.</p>
<h2>Comunicação do Banco Central pressiona juros longos</h2>
<p>A redução da Selic para 14% já estava incorporada aos preços dos ativos. O foco dos investidores ficou concentrado na comunicação do Banco Central e nas condições apresentadas para eventuais novos cortes.</p>
<p>O Copom afirmou que o balanço de riscos para a inflação passou a apresentar inclinação para cima e demonstrou maior preocupação com uma desancoragem adicional das expectativas. O colegiado também evitou oferecer orientação sobre a decisão da reunião de setembro.</p>
<p>A linguagem mais restritiva reduziu a percepção de que o ciclo de flexibilização continuará de forma automática. Embora o Banco Central tenha promovido o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, a possibilidade de uma pausa voltou a ganhar peso nas negociações.</p>
<p>A reação apareceu principalmente na parte intermediária e longa da curva de juros. O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 encerrou em 13,77%, praticamente estável, enquanto os vencimentos mais distantes avançaram.</p>
<p>A taxa para janeiro de 2028 subiu para 13,865%. O contrato para janeiro de 2029 alcançou 14,12%, enquanto janeiro de 2031 terminou em 14,33%. O vencimento para janeiro de 2035 fechou em 14,445%.</p>
<p>A abertura da curva de longo prazo elevou a taxa utilizada pelo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337439">mercado</a> para calcular o valor presente dos resultados futuros das empresas. Esse movimento tende a pressionar, principalmente, companhias endividadas ou com parcela relevante de seus lucros esperada para períodos mais distantes.</p>
<h2>Bradesco e Itaú pressionam o índice</h2>
<p>Os bancos estiveram entre as principais influências negativas do pregão. O índice financeiro da B3 caiu 1,67%, acompanhando a desvalorização das instituições de maior peso.</p>
<p>As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,94%, para R$ 17,70. O movimento ocorreu após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que mostrou crescimento do lucro recorrente, mas também sinais de deterioração em indicadores de qualidade dos ativos.</p>
<p>O banco registrou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, avanço de 16,2% na comparação anual. Apesar da expansão do resultado, o mercado avaliou a evolução das provisões, da inadimplência e das margens para determinar a sustentabilidade do desempenho nos próximos trimestres.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,30%, para R$ 41,83. Por possuir uma das maiores participações na carteira teórica do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337453">Ibovespa</a>, a desvalorização do banco exerceu impacto relevante sobre a pontuação final.</p>
<p>Os papéis de Banco do Brasil, Santander Brasil e outras instituições também foram influenciados pela abertura da curva de juros e pelos ajustes realizados após uma sequência de balanços bancários.</p>
<h2>Vale cai apesar da alta do minério de ferro</h2>
<p>A Vale (VALE3) encerrou em baixa de 1,66%, cotada a R$ 75,39, e também figurou entre as principais pressões sobre o Ibovespa.</p>
<p>A queda ocorreu mesmo com a valorização do minério de ferro no mercado asiático. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançou 2,57%, para 719 yuans por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 106,52.</p>
<p>O minério foi favorecido por expectativas de novas medidas de apoio ao setor imobiliário chinês. A reação da Vale em sentido contrário mostra que o desempenho da ação não esteve condicionado apenas à commodity.</p>
<p>A realização de lucros, o comportamento geral das ações brasileiras e ajustes de posições em empresas de grande capitalização também influenciaram o papel. O peso da mineradora na composição do Ibovespa ampliou o efeito de sua queda sobre o índice.</p>
<h2>Petrobras sobe com petróleo e limita perdas</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) destoou dos bancos e da Vale. As ações ordinárias avançaram 0,34%, para R$ 47,31, enquanto os papéis preferenciais subiram 0,48%, para R$ 42,13.</p>
<p>A estatal foi beneficiada pela forte valorização internacional do petróleo e pela divulgação de um recorde de produção de diesel em julho. O movimento dos papéis ajudou a limitar a queda do Ibovespa, mas não foi suficiente para compensar as perdas disseminadas em outros setores.</p>
<p>O petróleo Brent encerrou com alta de 3,83%, negociado a US$ 82,49 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 2,75%, para US$ 77,29.</p>
<p>Os preços avançaram com o aumento das tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. A possibilidade de restrições à navegação elevou os prêmios de risco incorporados às cotações.</p>
<p>O balanço da Petrobras referente ao segundo trimestre foi divulgado depois do encerramento da B3. Os números e as informações sobre remuneração aos acionistas serão incorporados pelos investidores no pregão de sexta-feira.</p>
<h2>Braskem lidera ganhos após decisão antidumping</h2>
<p>A Braskem (BRKM5) liderou as altas do Ibovespa, com valorização de 3,07%, a R$ 6,05.</p>
<p>Os papéis reagiram à decisão de prorrogar a aplicação de medidas antidumping sobre as importações brasileiras de resina de policloreto de vinila em suspensão, conhecida como PVC-S, originárias da China.</p>
<p>As medidas têm como objetivo compensar a entrada de produtos estrangeiros a preços considerados inferiores às condições normais de mercado. A proteção pode reduzir a pressão competitiva sobre a indústria petroquímica nacional.</p>
<p>A alta da Braskem ocorreu em uma sessão com poucos avanços expressivos entre os componentes do índice. A ausência de recuperação mais ampla reforçou a predominância da pressão vendedora no pregão.</p>
<h2>Smart Fit cai 7,82% após balanço</h2>
<p>A Smart Fit (SMFT3) ocupou a ponta negativa do Ibovespa, com queda de 7,82%, para R$ 18,38.</p>
<p>A companhia divulgou lucro líquido de R$ 203,6 milhões no segundo trimestre, crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço mostrou expansão das operações, mas alguns indicadores abaixo da linha de receita ficaram aquém das expectativas consideradas por participantes do mercado.</p>
<p>O recuo demonstra que o crescimento do lucro, isoladamente, não determina a reação de uma ação. Investidores também comparam EBITDA, margens, despesas, geração de caixa, ritmo de expansão e projeções da administração com as estimativas anteriores.</p>
<p>Outras empresas ligadas ao consumo e à atividade doméstica também sofreram com a elevação dos juros futuros, que ampliou a percepção de que as condições financeiras continuarão restritivas.</p>
<h2>Dólar fecha abaixo de R$ 5,11</h2>
<p>O dólar comercial fechou em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,1055. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0903 e a máxima de R$ 5,1295.</p>
<p>O real se valorizou mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Fluxos comerciais e ajustes posteriores à decisão do Copom contribuíram para o movimento doméstico.</p>
<p>No acumulado de 2026, o dólar registra queda próxima de 7% frente ao real. A manutenção da Selic em nível elevado preserva um diferencial de juros favorável aos ativos brasileiros, embora fatores fiscais, políticos e externos continuem influenciando o câmbio.</p>
<p>A queda do dólar não impediu a abertura dos juros longos. Os dois mercados respondem a conjuntos diferentes de expectativas e fluxos, e não precisam apresentar movimentos opostos em todas as sessões.</p>
<h2>Wall Street fecha em baixa antes do relatório de emprego</h2>
<p>As bolsas de Nova York também terminaram o dia no campo negativo. O Dow Jones caiu 0,85%, aos 53.885,10 pontos. O S&amp;P 500 recuou 0,18%, aos 7.709,96 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 0,06%, aos 26.348,35 pontos.</p>
<p>Os rendimentos dos títulos públicos norte-americanos subiram antes da divulgação do relatório de emprego de julho. A taxa do Treasury de dez anos avançou para aproximadamente 4,67%.</p>
<p>O movimento refletiu cautela com a inflação, a política monetária do Federal Reserve e o impacto de uma eventual escalada geopolítica sobre os preços de energia.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou 0,16%, aos 658,19 pontos, renovando sua máxima nominal de fechamento. Na Ásia, o Nikkei caiu 0,93%, enquanto o Hang Seng recuou 1,49%.</p>
<h2>Ibovespa acumula queda em agosto</h2>
<p>Com o resultado desta quinta-feira, o Ibovespa passou a acumular queda de 1,38% em agosto. No terceiro trimestre, o índice ainda registra valorização de 2,05%.</p>
<p>No acumulado de 2026, a Bolsa brasileira conserva alta de 8,95%. O avanço anual permanece positivo apesar da correção recente e da dificuldade do índice em sustentar níveis próximos dos 180 mil pontos.</p>
<p>O desempenho da sessão também interrompeu o período de variações estreitas observado no início da semana. A queda de 1,23% foi superior às oscilações registradas nos três primeiros pregões de agosto.</p>
<h2>Relatório de emprego e Petrobras entram no radar</h2>
<p>No pregão de sexta-feira, 7 de agosto, investidores acompanharão a repercussão do balanço da Petrobras e a videoconferência da companhia com analistas e acionistas.</p>
<p>No exterior, o principal evento será o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, com divulgação prevista para as 12h30, pelo horário de Brasília.</p>
<p>A mediana das projeções aponta para a criação de aproximadamente 88 mil vagas fora do setor agrícola em julho. A taxa de desemprego é esperada em 4,2%.</p>
<p>Os dados poderão alterar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve e produzir efeitos sobre os rendimentos dos Treasuries, o dólar, as commodities e os ativos brasileiros.</p>
<p>A temporada de resultados corporativos também continuará no centro das negociações, com o mercado avaliando balanços divulgados depois do fechamento desta quinta-feira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento, 4 de agosto: Bolsa fecha em leve queda após superar 180 mil pontos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-4-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1525930</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 105,27 pontos depois de superar os 180 mil pontos durante a sessão, sustentado inicialmente pelo avanço das bolsas de Nova York, mas pressionado no fechamento por Itaú Unibanco (ITUB4), [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 105,27 pontos depois de superar os 180 mil pontos durante a sessão, sustentado inicialmente pelo avanço das bolsas de Nova York, mas pressionado no fechamento por Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR3; PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).</p>
<p>O índice abriu aos 178.002,55 pontos, praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, de 178.000,24 pontos. No melhor momento, alcançou 180.679,47 pontos, o equivalente a uma valorização intradiária de aproximadamente 1,51%. A mínima foi registrada aos 177.580,77 pontos, antes de uma recuperação parcial no leilão de encerramento.</p>
<p>A amplitude de 3.098,70 pontos entre a máxima e a mínima mostra a mudança de direção da sessão. O ambiente externo favoreceu os ativos de risco no início do dia, com recordes em Wall Street e queda acentuada do petróleo, mas a composição do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334897">Ibovespa</a> impediu que o índice brasileiro acompanhasse a alta internacional até o fechamento.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 177.894,97 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> -105,27 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 178.002,55 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 180.679,47 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 177.580,77 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 178.000,24 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,20 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334900">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,131</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> +0,87%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +10,41%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje devolve alta de 1,51%</h2>
<p>O movimento do Ibovespa durante o pregão foi dividido em duas fases. A primeira refletiu a forte valorização dos índices norte-americanos e o avanço de ações ligadas à mineração e à siderurgia. A segunda foi marcada pela perda de força dos papéis de maior peso, sobretudo bancos e Petrobras, além da cautela antes da decisão do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334898">Política</a> Monetária.</p>
<p>Mesmo após alcançar 180.679,47 pontos, o índice não consolidou a entrada no patamar dos 180 mil. A diferença entre a máxima e o encerramento chegou a 2.784,50 pontos. O fechamento ocorreu apenas 314,20 pontos acima da mínima, indicando que a maior parte da valorização acumulada nas primeiras horas foi eliminada.</p>
<p>O desempenho também mostrou descolamento de Nova York. Enquanto Dow Jones, S&amp;P 500 e Nasdaq encerraram com altas expressivas, o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334899">mercado</a> brasileiro permaneceu próximo da estabilidade pelo segundo pregão consecutivo. Na segunda-feira, o Ibovespa havia terminado praticamente sem variação.</p>
<p>O resultado de terça-feira levou o índice a acumular queda de 0,06% na semana e em agosto. No terceiro trimestre, iniciado em julho, a valorização ainda alcança 3,41%. No ano, o ganho é de 10,41%.</p>
<h2>Bancos recuam antes de balanço do Itaú</h2>
<p>As ações de bancos tiveram comportamento desigual, mas os papéis de maior participação no índice ficaram predominantemente no campo negativo. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,48%, para R$ 42,10, antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para depois do encerramento do mercado.</p>
<p>O Bradesco (BBDC4) recuou 1,70%, a R$ 18,22, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,32%, a R$ 20,99. A queda conjunta dessas ações exerceu pressão relevante porque Itaú, Bradesco e Banco do Brasil estão entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) destoou do setor e avançou 0,59%, a R$ 29,10. A diferença de desempenho impede que o movimento seja atribuído de forma uniforme a uma única notícia bancária. A proximidade dos balanços e o posicionamento antes da decisão de juros ampliaram os ajustes específicos em cada papel.</p>
<p>As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro também encerraram sem direção única. O DI para janeiro de 2027 caiu 0,010 ponto percentual, para 13,795%, enquanto o contrato para janeiro de 2029 subiu 0,040 ponto, para 14,020%. O vencimento de janeiro de 2031 avançou 0,020 ponto, a 14,210%, e o de janeiro de 2035 recuou 0,025 ponto, para 14,385%.</p>
<p>O Copom conclui nesta quarta-feira, 5 de agosto, a reunião iniciada na terça. A Selic está em 14,25% ao ano desde a decisão de junho, quando o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual. O comunicado da nova decisão será divulgado depois do fechamento do próximo pregão.</p>
<h2>Petrobras cai com petróleo abaixo de US$ 80</h2>
<p>A forte queda do petróleo no mercado internacional pressionou as ações do setor. A Petrobras encerrou com baixa de 0,97% nas ações ordinárias PETR3, cotadas a R$ 48,15, e de 1,28% nas preferenciais PETR4, a R$ 42,50.</p>
<p>O petróleo Brent para outubro caiu 5,26%, a US$ 79,36 por barril, voltando a ser negociado abaixo de US$ 80. O WTI para setembro recuou 5,69%, a US$ 75,77.</p>
<p>A baixa ocorreu em meio às expectativas de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e de possível reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento reduziu o prêmio geopolítico incorporado aos preços da commodity e afetou as produtoras de petróleo listadas na B3.</p>
<p>A Brava Energia (BRAV3) caiu 4,58%, para R$ 18,95, e apareceu entre as maiores perdas da carteira do Ibovespa. A PRIO (PRIO3) teve variação negativa mais limitada, de 0,09%.</p>
<p>A queda do petróleo teve efeitos diferentes sobre os mercados. Para as produtoras, representou redução no preço de referência da produção. Para os índices norte-americanos e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, o recuo diminuiu parte das preocupações com inflação e custos de energia.</p>
<h2>Vale e siderúrgicas limitam queda</h2>
<p>A Vale (VALE3) avançou 2,24%, a R$ 76,31, e foi um dos principais contrapesos às perdas de bancos e Petrobras. O papel abriu a R$ 76,11, alcançou máxima de R$ 76,91 e movimentou 19,78 milhões de ações.</p>
<p>O desempenho positivo ocorreu mesmo diante de um ambiente enfraquecido para o minério de ferro, pressionado internacionalmente pelo excesso de oferta. Não foi identificado, durante a apuração, um comunicado corporativo específico que isoladamente justificasse a valorização diária da Vale.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) liderou as altas do Ibovespa, com valorização de 6,21%, a R$ 4,79. A CSN Mineração (CMIN3) ficou em segundo lugar, com avanço de 3,14%, a R$ 5,91.</p>
<p>A valorização das companhias ligadas à mineração e à siderurgia ajudou o índice a reduzir as perdas causadas por bancos e petrolíferas, mas não foi suficiente para preservar os ganhos registrados na máxima da sessão.</p>
<h2>Maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A ponta positiva do índice reuniu companhias de mineração, siderurgia, saúde e locação de veículos:</p>
<ul>
<li><strong>Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3):</strong> +6,21%, a R$ 4,79</li>
<li><strong>CSN Mineração (CMIN3):</strong> +3,14%, a R$ 5,91</li>
<li><strong>RD Saúde (RADL3):</strong> +2,97%, a R$ 19,41</li>
<li><strong>Localiza (RENT3):</strong> +2,60%, a R$ 39,09</li>
<li><strong>Vale (VALE3):</strong> +2,24%, a R$ 76,31</li>
</ul>
<p>A BB Seguridade (BBSE3), embora fora das cinco maiores altas, também avançou 1,72%, a R$ 42,07, após a divulgação do balanço do segundo trimestre.</p>
<h2>Maiores quedas do Ibovespa</h2>
<p>A Marcopolo (POMO4) liderou as perdas, com queda de 10,43%, a R$ 4,81. O movimento ocorreu após o balanço trimestral apresentar redução de margens e do lucro, ampliando a reação negativa dos investidores aos números da fabricante de ônibus.</p>
<p>As cinco maiores baixas foram:</p>
<ul>
<li><strong>Marcopolo (POMO4):</strong> -10,43%, a R$ 4,81</li>
<li><strong>Magazine Luiza (MGLU3):</strong> -4,65%, a R$ 4,92</li>
<li><strong>Brava Energia (BRAV3):</strong> -4,58%, a R$ 18,95</li>
<li><strong>MBRF (MBRF3):</strong> -4,35%, a R$ 16,93</li>
<li><strong>Cogna (COGN3):</strong> -3,00%, a R$ 2,26</li>
</ul>
<p>No caso de Magazine Luiza, MBRF e Cogna, não foi localizado um fato corporativo único que permitisse atribuir integralmente as perdas da sessão. Os movimentos também refletiram ajustes de posições dentro da temporada de balanços.</p>
<h2>Dólar sobe e fecha a R$ 5,131</h2>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337189">dólar comercial encerrou com</a> alta de 0,87%, cotado a R$ 5,131 na compra e na venda. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,072 e a máxima de R$ 5,148.</p>
<p>A valorização do dólar diante do real contrastou <a title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335388">com a alta das bolsas</a> norte-americanas. O movimento reforçou a presença de fatores domésticos na formação do câmbio, incluindo a proximidade da decisão do Copom e o ajuste de posições antes da divulgação do novo comunicado de política monetária.</p>
<p>O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes, teve variação positiva de apenas 0,01%, aos 99,91 pontos. A diferença mostra que a depreciação do real foi mais intensa do que a movimentação internacional da moeda americana.</p>
<h2>Wall Street fecha em recordes</h2>
<p>As bolsas de Nova York encerraram com altas amplas, apoiadas por resultados corporativos, especialmente de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334901">empresas</a> relacionadas à tecnologia e à infraestrutura para inteligência artificial, e pela redução dos preços do petróleo.</p>
<p>O Dow Jones subiu 1,71%, aos 54.085,88 pontos. O S&amp;P 500 avançou 1,79%, para 7.736,52 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 2,59%, aos 26.584,99 pontos. Dow Jones e S&amp;P 500 renovaram recordes de fechamento.</p>
<p>Entre os destaques estiveram Palantir e Caterpillar, que divulgaram resultados superiores às expectativas. A combinação entre balanços positivos, menores preços da energia e expectativas de avanço diplomático no Oriente Médio favoreceu a procura por ações nos Estados Unidos.</p>
<p>O impulso externo, contudo, teve efeito limitado na B3. As quedas de Petrobras, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, somadas à volatilidade provocada por balanços corporativos, neutralizaram a valorização de Vale, CSN e CSN Mineração.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>O principal evento desta quarta-feira será a decisão do Copom. Além da eventual alteração da Selic, o mercado avaliará o teor do comunicado, as indicações sobre o ritmo das próximas decisões e a leitura do Banco Central sobre inflação, atividade, câmbio e riscos fiscais.</p>
<p>A sessão também refletirá a repercussão do balanço do Itaú Unibanco, divulgado depois do fechamento de terça-feira, e a continuidade da temporada de resultados corporativos. A reação dos preços do petróleo às negociações envolvendo o Estreito de Ormuz seguirá como referência para Petrobras, Brava Energia e PRIO.</p>
<p>No exterior, os investidores continuarão acompanhando os resultados empresariais nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e novos desdobramentos das tratativas com o Irã. A combinação desses eventos poderá alterar novamente a relação entre o desempenho de Wall Street e o comportamento dos ativos brasileiros.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento 3 de agosto: Bolsa fica estável com Vale e Petrobras em queda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-03-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 22:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524894</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira, 3 de agosto, aos 178.000,24 pontos, com valorização de 1,24 ponto e variação percentual de 0,00% na B3. A queda das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), pressionadas pela desvalorização do minério de ferro e do petróleo, impediu que o principal índice da Bolsa brasileira [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira, 3 de agosto, aos 178.000,24 pontos, com valorização de 1,24 ponto e variação percentual de 0,00% na B3. A queda das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), pressionadas pela desvalorização do minério de ferro e do petróleo, impediu que o principal índice da Bolsa brasileira acompanhasse a alta expressiva registrada em Nova York. Bancos e Embraer (EMBJ3) compensaram parte do impacto negativo.</p>
<p>O índice começou o pregão aos 178.008,70 pontos e chegou à máxima de 178.556,60 pontos nos primeiros minutos de negociação. Depois, perdeu força e atingiu 176.783,14 pontos na mínima, queda intradiária de aproximadamente 0,68% em relação ao fechamento anterior. A recuperação ocorreu na parte final da sessão, quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333800">Ibovespa</a> eliminou as perdas e encerrou apenas 8,46 pontos abaixo da abertura.</p>
<p>O movimento refletiu vetores opostos. A desvalorização das commodities atingiu empresas com peso elevado na carteira teórica, enquanto o recuo das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, a valorização das bolsas norte-americanas e a alta dos bancos deram sustentação ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333798">mercado</a> doméstico. O volume financeiro negociado no Ibovespa ficou em R$ 16,20 bilhões.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 178.000,24 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> 0,00%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> +1,24 ponto</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 178.008,70 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 178.556,60 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 176.783,14 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 177.999,00 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,20 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333799">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,087</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> +0,34%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> 0,00%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +10,47%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje devolveu perdas na reta final</h2>
<p>A sessão começou com o índice em terreno positivo, mas a alta durou pouco. Depois de alcançar a máxima logo após a abertura, o Ibovespa passou a operar abaixo do fechamento anterior, acompanhando principalmente a deterioração das ações ligadas a petróleo, mineração e siderurgia.</p>
<p>A pressão se intensificou no início da tarde, quando Vale, Petrobras e Companhia Siderúrgica Nacional ampliaram as perdas. O índice chegou ao menor nível do dia, abaixo dos 177 mil pontos, antes de iniciar uma recuperação gradual. A melhora dos bancos e o avanço das ações da Embraer reduziram a pressão exercida pelas companhias exportadoras de commodities.</p>
<p>No ambiente doméstico, o Relatório Focus mostrou redução da projeção mediana para a inflação de 2026, de 5,12% para 5,03%. A estimativa para a Selic no encerramento do ano caiu <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337188">de</a> 14% para 13,75%. As revisões contribuíram para o movimento de baixa dos contratos de juros futuros, embora o cenário monetário permanecesse condicionado à reunião do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333796">Política</a> Monetária.</p>
<h2>Petróleo e minério de ferro pressionam ações de peso</h2>
<p>O petróleo teve uma das maiores quedas entre os ativos internacionais nesta segunda-feira. O contrato do Brent para setembro recuou 4,73%, para US$ 83,77 por barril, enquanto o WTI caiu 5,11%, para US$ 80,34.</p>
<p>A desvalorização ocorreu após sinais de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a decisão do governo norte-americano de adiar novos ataques. A possibilidade de avanço diplomático e de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz reduziu o prêmio de risco incorporado aos preços da energia.</p>
<p>O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian caiu 2,85%, para 698 iuanes por tonelada. A commodity acumulou a sétima sessão consecutiva de baixa, em um ambiente marcado por demanda fraca das siderúrgicas chinesas e aumento dos estoques nos portos do país.</p>
<p>A combinação foi particularmente negativa para o Ibovespa porque Vale e Petrobras representam parcelas relevantes da carteira. Na composição vigente, a Vale possui peso de 11,014%, enquanto Petrobras PN responde por 8,307% e Petrobras ON, por 4,700%. Juntas, as três ações representam aproximadamente 24% do índice.</p>
<h2>Petrobras e Vale caem, enquanto bancos sustentam índice</h2>
<p>As ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 0,85%. Os papéis ordinários recuaram 1,04%. Além da queda do petróleo, as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333810">empresas</a> do setor foram afetadas pela redução da percepção de risco de interrupção no fornecimento internacional.</p>
<p>A Vale caiu 2,15%, figurando entre as principais influências negativas do Ibovespa. O recuo do minério de ferro atingiu também empresas relacionadas ao complexo mineral e siderúrgico.</p>
<p>O setor bancário apresentou direção predominantemente positiva e ajudou a neutralizar as perdas das exportadoras. Bradesco (BBDC4) subiu 0,65%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,69% e Santander Brasil (SANB11) ganhou 1,08%. O Banco do Brasil (BBAS3) destoou e caiu 0,37%.</p>
<p>O desempenho dos bancos teve efeito relevante porque o Itaú possui peso de 8,367% na carteira vigente do Ibovespa. O setor também foi favorecido pela redução dos juros futuros, movimento que tende a diminuir a pressão sobre a atividade econômica e sobre a qualidade das carteiras de crédito, embora os efeitos variem entre as instituições.</p>
<h2>Hapvida lidera altas e Embraer avança 3,12%</h2>
<p>A Hapvida (HAPV3) registrou a maior alta entre as ações integrantes do Ibovespa, com valorização de 5,59%, a R$ 11,91. Cury (CURY3) avançou 4,52%, para R$ 31,45, seguida pela C&amp;A Modas (CEAB3), que ganhou 3,60%, a R$ 9,78.</p>
<p>Direcional Engenharia (DIRR3) subiu 3,52%, para R$ 11,75. A Embraer completou a relação das cinco maiores altas, com avanço de 3,12%, a R$ 89,60. O papel manteve a reação apoiada pelo volume de pedidos firmes divulgado recentemente pela fabricante de aeronaves.</p>
<p>Fora da carteira principal, as ações ordinárias da Randoncorp (RAPT3) dispararam 41,77% depois que o acionista controlador apresentou uma proposta de oferta pública de aquisição com troca por ações da Frasle Mobility (FRAS3). O movimento não entrou no ranking do Ibovespa porque o papel não integrava a composição usada para a classificação diária.</p>
<h2>CSN lidera quedas após prévia operacional</h2>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) teve a maior queda do Ibovespa, com recuo de 6,82%, a R$ 4,51. A empresa divulgou uma prévia do segundo trimestre que ampliou as preocupações com a geração de caixa e com o aumento do endividamento.</p>
<p>A Prio (PRIO3) caiu 3,86%, para R$ 58,50, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) perdeu 3,19%, a R$ 10,33. Os dois papéis acompanharam a queda do petróleo, que reduziu as referências de receita para as produtoras independentes.</p>
<p>A Vamos (VAMO3) recuou 2,40%, para R$ 3,26, e a Bradespar (BRAP4), acionista relevante da Vale, caiu 2,27%, a R$ 21,50. Não havia <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334045">notícia corporativa específica confirmada para</a> explicar integralmente os movimentos dessas duas ações.</p>
<h2>Dólar sobe e juros futuros recuam</h2>
<p>O dólar comercial fechou em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,087 na compra e R$ 5,088 na venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,053 e R$ 5,092 durante a sessão.</p>
<p>A valorização ocorreu apesar da queda dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos. O dólar também avançou diante de outras moedas emergentes, enquanto investidores ajustavam posições após as oscilações recentes provocadas pelo conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Os contratos de juros futuros encerraram em baixa ao longo da curva. O movimento refletiu a queda dos Treasuries e as revisões apresentadas no Focus para inflação e Selic. As taxas finais individualizadas por vencimento não foram divulgadas até a conclusão da apuração.</p>
<h2>Wall Street sobe com queda do petróleo</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334934">bolsas de Nova York fecharam com</a> altas amplas. O Dow Jones avançou 1,32%, aos 53.178,41 pontos, estabelecendo novo recorde de fechamento. O S&amp;P 500 ganhou 1,48%, aos 7.600,50 pontos, e ficou próximo de sua máxima histórica. O Nasdaq subiu 2,13%, para 25.913,90 pontos.</p>
<p>A queda do petróleo reduziu as preocupações com uma nova aceleração inflacionária nos Estados Unidos e provocou recuo dos rendimentos dos Treasuries. Empresas de tecnologia, companhias aéreas e <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333797">negócios</a> intensivos em combustível estiveram entre os destaques positivos, enquanto o setor de energia apresentou desempenho inferior.</p>
<p>Na Ásia, os resultados foram mistos. O índice de Xangai caiu 0,59% e o Nikkei, de Tóquio, recuou 0,94%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,48%. A negociação asiática também foi influenciada pela queda de empresas de semicondutores e pela desvalorização do minério de ferro.</p>
<h2>Agosto começa estável após alta de 10,47% no ano</h2>
<p>Como esta segunda-feira foi o primeiro pregão de agosto, a variação mensal ficou em 0,00%. No terceiro trimestre, o Ibovespa acumulava alta de 3,47%, enquanto o ganho desde o início de 2026 alcançou 10,47%.</p>
<p>O encerramento praticamente estável manteve o índice pouco abaixo dos 178.858,54 pontos registrados em 23 de janeiro, nível que representava o maior fechamento nominal confirmado pela B3 naquele momento. A máxima intradiária desta segunda-feira também permaneceu abaixo desse patamar.</p>
<h2>Copom e balanços ficam no radar do próximo pregão</h2>
<p>Na terça-feira, 4 de agosto, começa a reunião de dois dias do Copom. A decisão sobre a Selic será anunciada na quarta-feira, 5 de agosto. A taxa básica estava em 14,25% ao ano, depois de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a reação aos resultados trimestrais programados para depois do fechamento desta segunda-feira por BB Seguridade (BBSE3), Marcopolo (POMO4) e ISA Energia (ISAE4). No exterior, o andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã continuará determinando o comportamento do petróleo e dos ativos expostos à inflação global.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>B3 retoma R$ 5 trilhões em valor de mercado, mas ainda não alcança US$ 1 trilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-supera-5-trilhoes-valor-mercado</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:40:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capitalização de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[market cap]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[PTAX]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale (VALE3)]]></category>
		<category><![CDATA[valor de mercado B3]]></category>
		<category><![CDATA[WEG]]></category>
		<category><![CDATA[Weg WEGE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522548</guid>

					<description><![CDATA[<p>As 342 companhias acompanhadas pelo painel diário da B3 (B3SA3) voltaram a superar a marca de R$ 5 trilhões em valor de mercado no fim de julho. A posição consolidada mais recente disponível na base da bolsa soma R$ 5,0407 trilhões, enquanto a mesma carteira vale US$ 993,45 bilhões. O dado atualiza o movimento iniciado [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As 342 companhias acompanhadas pelo painel diário da B3 (B3SA3) voltaram a superar a marca de R$ 5 trilhões em valor de mercado no fim de julho. A posição consolidada mais recente disponível na base da bolsa soma R$ 5,0407 trilhões, enquanto a mesma carteira vale US$ 993,45 bilhões. O dado atualiza o movimento iniciado na segunda metade do mês e recoloca o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333816">mercado</a> acionário brasileiro a apenas US$ 6,55 bilhões do patamar de US$ 1 trilhão, sem que a barreira tenha sido efetivamente ultrapassada em moeda forte.</p>
<p>A diferença entre as duas leituras concentra a principal informação econômica do levantamento. Em reais, o mercado recuperou um número nominal de forte apelo simbólico. Em dólares, unidade usada por investidores internacionais para comparar países e distribuir capital, ainda falta 0,66% para alcançar US$ 1 trilhão. A distância pode ser fechada por valorização das ações, apreciação do real ou por uma combinação dos dois movimentos.</p>
<p>O Banco Central calculou em R$ 5,0773 a taxa de venda da Ptax de 31 de julho. Nesse câmbio, US$ 1 trilhão corresponde a R$ 5,0773 trilhões. A conta mostra por que a fronteira muda todos os dias mesmo quando os preços das ações variam pouco: uma alta do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333812">dólar</a> eleva o valor em reais necessário para sustentar US$ 1 trilhão; o fortalecimento do real reduz essa exigência.</p>
<p>A marca de R$ 5 trilhões, portanto, não equivale automaticamente a um recorde econômico. Ela não desconta a inflação, não mede o capital que entrou na bolsa e tampouco elimina o efeito cambial. O número representa a multiplicação da quantidade de ações emitidas pelas respectivas cotações, agregada para as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333814">empresas</a> listadas consideradas pela B3.</p>
<h2>Ibovespa concentra quase 90% da capitalização</h2>
<p>O painel oficial também dimensiona a concentração do mercado. As companhias presentes na carteira teórica do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333815">Ibovespa</a> respondem por R$ 4,5252 trilhões, ou 89,8% do valor total. As integrantes do IBrX 100 somam R$ 4,6669 trilhões, equivalentes a 92,6%. A maior parte da oscilação agregada, por isso, depende de um grupo menor de empresas de grande porte, embora a base completa reúna 342 companhias.</p>
<p>O Ibovespa encerrou julho aos 177.999 pontos e acumulava avanço de 10,47% em 2026, conforme a série anual da B3. O índice havia terminado 2025 aos 161.125,37 pontos. A valorização ajuda a explicar a recomposição da capitalização, mas os dois indicadores não são idênticos: o índice acompanha uma carteira teórica e é ponderado pelo valor de <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333968">mercado das ações disponíveis para</a> negociação, o chamado free float.</p>
<p>Já o valor de mercado total considera todas as ações emitidas de cada classe incluída no cálculo, inclusive participações que não circulam diariamente. Também pode mudar por emissões, cancelamentos, incorporações e alterações de capital. Por isso, uma elevação de R$ 100 bilhões na capitalização não significa que investidores tenham transferido R$ 100 bilhões novos para o pregão.</p>
<p>A metodologia do Ibovespa ainda limita a 20% o peso de cada companhia e exige critérios mínimos de negociabilidade, presença em pregão e participação no volume financeiro. O desenho reduz a dependência formal de um único emissor, mas não elimina o peso conjunto de bancos, empresas de commodities, energia e grandes grupos industriais na direção do mercado.</p>
<h2>Câmbio define a travessia para US$ 1 trilhão</h2>
<p>A distância de US$ 6,55 bilhões para o primeiro trilhão é pequena na fotografia atual, mas não constitui uma linha fixa. Com dólar a R$ 5, uma capitalização de R$ 5 trilhões bastaria para alcançar o patamar. A R$ 5,50, seriam necessários R$ 5,5 trilhões. Cada dez centavos adicionados à cotação da moeda americana elevam em R$ 100 bilhões o valor nominal exigido para preservar a mesma capitalização de US$ 1 trilhão.</p>
<p>Esse mecanismo cria duas fontes de retorno para o investidor estrangeiro. A primeira é a variação do preço do ativo em reais. A segunda é a mudança do câmbio entre a entrada e a saída do investimento. Uma ação pode subir na B3 e, ainda assim, produzir desempenho inferior em dólares se o real se desvalorizar mais do que o papel avançou.</p>
<p>O inverso também ocorre. A apreciação cambial amplia a capitalização em dólares sem exigir aumento equivalente no preço das ações. Isso ajuda a explicar por que o painel da B3 mostra R$ 5,0407 trilhões e US$ 993,45 bilhões: os dois números descrevem o mesmo conjunto de companhias, mas respondem a variáveis diferentes quando comparados ao período anterior.</p>
<p>O marco em dólares é relevante para a comparação internacional, porém não altera por si só a capacidade produtiva das empresas. Receita, lucro, geração de caixa, dívida e retorno sobre o capital continuam determinando a sustentação das cotações. O câmbio pode acelerar ou adiar a travessia estatística, mas não substitui os fundamentos das companhias.</p>
<h2>Capital estrangeiro elevou a liquidez em 2026</h2>
<p>Os dados operacionais da B3 mostram que a recuperação veio acompanhada por aumento da atividade. No primeiro trimestre, o volume financeiro médio diário do mercado à vista atingiu R$ 34,8 bilhões, alta de 46% sobre o mesmo período de 2025 e de 32,9% ante os três meses anteriores. O movimento foi influenciado pelo retorno do investidor estrangeiro.</p>
<p>O fluxo líquido internacional somou R$ 53,8 bilhões entre janeiro e março. Os estrangeiros responderam por 59,8% do volume negociado no período, segundo a companhia. ETFs, BDRs e fundos listados movimentaram, em média, R$ 5,4 bilhões por dia, crescimento de 57,5% em um ano.</p>
<p>Fluxo e capitalização, contudo, medem fenômenos distintos. O primeiro registra o saldo financeiro entre compras e vendas atribuídas a uma categoria de investidor. A segunda aplica a cotação marginal a todas as ações emitidas. Ordens relativamente pequenas, quando alteram o preço de referência, podem gerar uma variação muito maior no valor total atribuído às empresas.</p>
<p>O aumento da liquidez também apareceu na estrutura de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333750">negócios</a> da operadora. O saldo médio mantido na depositária do mercado à vista cresceu 27,1% no primeiro trimestre, e o número médio de investidores avançou 5,6%. A B3 registrou seis ofertas subsequentes de ações no período, operações que captam recursos para companhias já listadas ou permitem a venda de participações existentes.</p>
<h2>Balanços testam a qualidade da reprecificação</h2>
<p>A temporada de resultados do segundo trimestre começou a fornecer os dados empresariais que podem confirmar ou limitar a alta das cotações. A WEG (WEGE3), uma das maiores companhias industriais da bolsa, registrou receita líquida de R$ 10,14 bilhões entre abril e junho, queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 7,1% sobre o primeiro trimestre.</p>
<p>O Ebitda da fabricante foi de R$ 2,21 bilhões, com recuo anual de 2,1% e crescimento trimestral de 5,2%. O lucro líquido somou R$ 1,56 bilhão, 2,1% abaixo do segundo trimestre do ano passado e 7% acima dos três primeiros meses de 2026. A margem líquida ficou em 15,4%, e os investimentos alcançaram R$ 794,9 milhões no trimestre.</p>
<p>O conjunto ilustra a diferença entre expansão de valor de mercado e crescimento operacional. A cotação incorpora não apenas o resultado já realizado, mas expectativas sobre margens, câmbio, encomendas, investimentos e custo de capital. Quando a régua de expectativa muda, o preço pode reagir mesmo que lucro e receita tenham recuado na comparação anual.</p>
<p>Em um mercado concentrado, a divulgação de resultados por grandes emissores tem capacidade de movimentar parcela relevante da capitalização total antes que as demais companhias apresentem seus balanços. O avanço agregado será mais consistente se a melhora das cotações vier acompanhada por geração de caixa, controle de dívida e retorno suficiente para remunerar o acionista acima das alternativas disponíveis.</p>
<h2>Valor equivale a 39,6% do PIB de 2025</h2>
<p>Como referência de escala, os R$ 5,0407 trilhões correspondem a 39,6% do Produto Interno Bruto de 2025, calculado pelo IBGE em R$ 12,7386 trilhões. A comparação exige cautela: a capitalização é um estoque observado em determinada data, enquanto o PIB é o fluxo de bens e serviços produzidos durante um ano inteiro.</p>
<p>O primeiro trimestre de 2026 reforçou essa distinção. O PIB alcançou R$ 3,251 trilhões e cresceu 1,8% sobre igual período de 2025, mas a formação bruta de capital fixo caiu 1,4% na mesma base. Uma bolsa mais valiosa amplia as condições potenciais para captações, fusões e aquisições, mas não converte automaticamente valorização financeira em investimento produtivo.</p>
<p>Para as empresas, preços mais altos podem reduzir a diluição necessária em uma emissão de ações e aumentar o poder de compra em operações pagas com papéis. Esses efeitos dependem, porém, de demanda efetiva pelas ofertas, liquidez e disposição dos controladores para acessar o mercado. As seis ofertas subsequentes registradas no primeiro trimestre mostram atividade, mas também revelam que a expansão ocorreu principalmente entre emissores já conhecidos.</p>
<p>O custo de oportunidade permanece elevado. A Selic está em 14,25% ao ano desde a reunião de junho do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333813">Política</a> Monetária. Juros altos aumentam a taxa usada para descontar resultados futuros e oferecem retorno competitivo fora da bolsa, o que tende a exigir lucros maiores ou preços menores para justificar a alocação em ações.</p>
<h2>Decisão do Copom será o próximo teste formal</h2>
<p>A reunião do Copom marcada para 4 e 5 de <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335891">agosto será o próximo evento formal com</a> impacto direto sobre essa equação. A decisão poderá alterar a taxa de desconto empregada na avaliação das companhias e influenciar o câmbio, as duas variáveis que separam a capitalização nominal de R$ 5 trilhões da marca de US$ 1 trilhão. Depois dela, a atualização diária da B3 mostrará se o mercado sustenta simultaneamente os dois patamares ou se continuará alternando entre eles.</p>
<hr />
<h4>Fontes</h4>
<ul>
<li>B3 — Valor de mercado das empresas listadas, painel diário — consultado em 3 de agosto de 2026</li>
<li>B3 — Estatísticas históricas do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337146">Ibovespa — consultado em 3 de agosto</a> de 2026</li>
<li>Banco Central do Brasil — Cotações e conversão de moedas — Ptax de 31 de julho de 2026 — consultado em 3 de agosto de 2026</li>
<li>B3 S.A. — Resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 — 7 de maio de 2026</li>
<li>WEG S.A. — Release de Resultados 2T 2026 — 22 de julho de 2026</li>
<li>IBGE — Contas Nacionais Trimestrais, primeiro trimestre de 2026 — 29 de maio de 2026</li>
<li>Banco Central do Brasil — Calendário de reuniões do Copom em 2026 — 24 de junho de 2025</li>
</ul>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade da Ágora indica compra de Embraer e venda de Brava nesta segunda-feira</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-agora-embraer-rumo-vamos-brava</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[CSN Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[rumo]]></category>
		<category><![CDATA[Usiminas]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524821</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou ações da Embraer (EMBJ3), Rumo (RAIL3) e Vamos (VAMO3) para operações de compra em day trade nesta segunda-feira (3), enquanto indicou Brava Energia (BRAV3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5) para posições vendedoras. O Monitor Técnico da corretora estabelece pontos de entrada, objetivos e limites de perda para negócios que precisam [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou ações da Embraer (EMBJ3), Rumo (RAIL3) e Vamos (VAMO3) para operações de compra em day trade nesta segunda-feira (3), enquanto indicou Brava Energia (BRAV3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5) para posições vendedoras. O Monitor Técnico da corretora estabelece pontos de entrada, objetivos e limites de perda para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333749">negócios</a> que precisam ser abertos e encerrados no mesmo pregão. Entre as seis operações, o retorno bruto projetado varia de 1,36% a 1,49%.</p>
<p>Embraer e Vamos dividem o maior potencial percentual entre as compras, ambas com alvo de 1,49%. No grupo das vendas, a Brava Energia lidera com ganho estimado de 1,47% caso a cotação recue do preço de entrada até o objetivo traçado pelos analistas. As projeções não equivalem a uma promessa de rentabilidade: a execução depende de o ativo alcançar o gatilho e, depois disso, seguir na direção prevista antes de tocar o stop.</p>
<p>O relatório é baseado em análise gráfica, método voltado à identificação de movimentos de curtíssimo prazo a partir do comportamento dos preços. Por essa razão, os níveis divulgados não devem ser confundidos com preços-alvo fundamentalistas, que normalmente consideram resultados financeiros, geração de caixa, endividamento e perspectivas operacionais das companhias em horizontes mais longos.</p>
<h2>Embraer e Vamos têm os maiores alvos entre as compras</h2>
<p>Para Embraer, a Ágora fixou a entrada em R$ 87,10 e o objetivo em R$ 88,40. A diferença de R$ 1,30 por ação corresponde a uma alta potencial de 1,49%. O stop foi estabelecido em R$ 86,42, equivalente a uma perda de 0,78% em relação ao gatilho.</p>
<p>Na operação com Rumo, o investidor deve aguardar a cotação de R$ 14,47 para ativar a compra. O alvo está em R$ 14,67, com valorização estimada de 1,38%, enquanto a saída defensiva foi posicionada em R$ 14,36, ou 0,76% abaixo da entrada.</p>
<p>Vamos completa a lista de compras com entrada em R$ 3,35, objetivo em R$ 3,40 e stop em R$ 3,33. Embora a variação nominal seja de apenas cinco centavos até o alvo, o preço mais baixo da ação faz com que o movimento corresponda a 1,49%. A distância até o limite de perda é de dois centavos, ou 0,60%, a menor exposição percentual prevista entre as seis estratégias.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Embraer (EMBJ3)</td>
<td align="right">R$ 87,10</td>
<td align="right">R$ 88,40</td>
<td align="right">1,49%</td>
<td align="right">R$ 86,42</td>
<td align="right">0,78%</td>
</tr>
<tr>
<td>Rumo (RAIL3)</td>
<td align="right">R$ 14,47</td>
<td align="right">R$ 14,67</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 14,36</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Vamos (VAMO3)</td>
<td align="right">R$ 3,35</td>
<td align="right">R$ 3,40</td>
<td align="right">1,49%</td>
<td align="right">R$ 3,33</td>
<td align="right">0,60%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Brava lidera as operações que apostam em queda</h2>
<p>Na ponta vendedora, a maior variação projetada está na Brava Energia. O relatório determina venda a R$ 19,75 e recompra a R$ 19,46, movimento que produziria retorno bruto de 1,47%. Se a ação subir após a ativação, o stop em R$ 19,90 limita a perda teórica a 0,76%, desde que a ordem seja executada nesse nível e não haja salto de preço provocado por volatilidade ou redução de liquidez.</p>
<p>A indicação para CSN Mineração prevê entrada vendida em R$ 5,70 e encerramento em R$ 5,62. A queda de oito centavos representa ganho potencial de 1,40%. O stop foi colocado em R$ 5,74, quatro centavos acima do gatilho e equivalente a risco de 0,70%. Entre as vendas do dia, essa operação apresenta a menor distância percentual até a saída defensiva.</p>
<p>Para as ações preferenciais da Usiminas, a venda é acionada em R$ 7,34, com objetivo em R$ 7,24 e stop em R$ 7,40. O retorno projetado é de 1,36%, o menor da seleção, enquanto a perda possível no nível defensivo chega a 0,82%, a maior entre os seis limites percentuais definidos pela corretora.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada na venda</th>
<th align="right">Objetivo de recompra</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Brava Energia (BRAV3)</td>
<td align="right">R$ 19,75</td>
<td align="right">R$ 19,46</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 19,90</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>CSN Mineração (CMIN3)</td>
<td align="right">R$ 5,70</td>
<td align="right">R$ 5,62</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 5,74</td>
<td align="right">0,70%</td>
</tr>
<tr>
<td>Usiminas (USIM5)</td>
<td align="right">R$ 7,34</td>
<td align="right">R$ 7,24</td>
<td align="right">1,36%</td>
<td align="right">R$ 7,40</td>
<td align="right">0,82%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Relação entre ganho e perda supera 1,6 vez nas seis indicações</h2>
<p>A distância entre a entrada, o objetivo e o stop mostra que todas as operações foram desenhadas com ganho potencial superior à perda prevista. A relação bruta varia de aproximadamente 1,67 vez, em Usiminas, a 2,5 vezes, em Vamos. Esse indicador resulta apenas da divisão entre as amplitudes dos níveis divulgados e não estima a probabilidade de acerto de cada recomendação.</p>
<p>Em Embraer, a proporção calculada é de 1,91 vez; em Rumo, de 1,82; e, em Vamos, de 2,5. Nas vendas, chega a 1,93 em Brava Energia, duas vezes em CSN Mineração e 1,67 em Usiminas. Uma relação favorável, porém, não assegura lucro, porque o desempenho também depende da taxa de acerto, da execução e dos custos.</p>
<p>Os percentuais do relatório são brutos. A própria Ágora informa que os cálculos não incorporam corretagem e emolumentos. A corretora mantém isenção de corretagem em determinadas operações feitas pelo aplicativo e pelo home broker, mas esclarece em seus avisos oficiais que taxas e emolumentos da B3 são repassados aos clientes. Tributos e demais condições de cada conta também podem alterar o saldo líquido.</p>
<h2>Entrada precisa ser acionada antes de objetivo e stop</h2>
<p>As seis estratégias aguardam ponto de entrada. Isso significa que a simples presença de uma ação na relação não autoriza considerar a operação iniciada pela cotação de abertura ou por qualquer preço disponível. Nas compras, o negócio só passa a existir conforme o gatilho definido no monitor; nas vendas, vale a mesma condição, com a direção invertida.</p>
<p>O stop loss somente se torna válido depois da entrada. Antes disso, não há posição a proteger. Uma vez executada a ordem, o nível defensivo funciona como referência para interromper uma operação que se moveu contra a projeção. Em situações de oscilação rápida, contudo, a execução pode ocorrer a preço diferente do indicado, de modo que a perda efetiva não fica matematicamente garantida pelo valor estampado no relatório.</p>
<p>A corretora ainda prevê o cancelamento da estratégia quando a ação abre com um salto de preço e alcança o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada. O procedimento evita contabilizar como oportunidade um movimento que ocorreu sem oferecer o gatilho planejado. Se Embraer, por exemplo, superar R$ 88,40 antes de negociar a R$ 87,10 nas condições previstas, a compra não deve ser perseguida com os parâmetros originais.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para uma abertura em forte baixa nas vendas. Caso o papel atinja o preço de recompra sem ter ativado primeiro a venda, a oportunidade é considerada encerrada. A ordem dos preços, portanto, é parte essencial da recomendação: entrada, monitoramento do objetivo e proteção pelo stop não são níveis independentes.</p>
<h2>Relatórios de análise seguem regras de independência e transparência</h2>
<p>A atividade de analista de valores mobiliários é disciplinada pela Resolução CVM 20. A norma determina que relatórios sejam assinados por ao menos um profissional credenciado e que o signatário declare que as recomendações refletem suas opiniões pessoais, elaboradas de forma independente. Também exige a comunicação destacada de situações capazes de afetar a imparcialidade ou configurar conflito de interesses.</p>
<p>Essas exigências não transformam uma projeção técnica em garantia de resultado. Elas definem responsabilidades sobre autoria, diligência, conduta e transparência. O próprio aviso institucional da Ágora afirma que investimentos em valores mobiliários podem provocar perdas patrimoniais e que a decisão de alocação pertence ao cliente, de acordo com seu perfil.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários também mantém orientação específica sobre day trade. Em material educacional, o regulador define a modalidade como a compra e a venda do mesmo ativo no mesmo dia, incluindo a venda a descoberto seguida de recompra na mesma sessão. A autarquia destaca custos, gerenciamento de risco e vieses comportamentais entre os pontos que devem ser compreendidos antes de operar.</p>
<h2>CVM alerta para risco de usar day trade como fonte de renda</h2>
<p>Em uma série educacional lançada pela CVM, o órgão apresentou dados de uma pesquisa feita em convênio com a Fundação Getulio Vargas que analisou 130 mil pessoas com operações regulares de day trade entre 2012 e 2017. A iniciativa foi dirigida especialmente aos riscos de tratar a modalidade como complemento ou geração recorrente de renda.</p>
<p>Para o investidor, o resultado relevante será determinado pelos preços efetivamente executados, e não apenas pelos níveis teóricos. Ordens parciais, indisponibilidade de contraparte, oscilação acelerada e custos podem modificar a rentabilidade. O uso de stop reduz a exposição planejada, mas não elimina o risco de perdas superiores em movimentos abruptos.</p>
<p>Todas as indicações da Ágora expiram no fechamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333748">mercado</a> desta segunda-feira. Se o ponto de entrada não for alcançado durante a sessão, a operação não é ativada; se for acionado, o encerramento deve ocorrer no próprio pregão, pelo objetivo, pelo stop ou pela decisão do investidor antes do fechamento.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Empiricus troca Cyrela por Direcional em carteira com yield de até 10,4%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/empiricus-direcional-carteira-dividendos-agosto</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 16:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[carteira recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[Cyrela]]></category>
		<category><![CDATA[Direcional]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Empiricus]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524755</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Empiricus incluiu a Direcional (DIRR3) no lugar da Cyrela (CYRE3) em sua carteira de dividendos para agosto de 2026, formada por oito ações negociadas na B3 e distribuídas em parcelas iguais de 12,5%. A mudança foi feita depois de a Direcional acumular queda de 19,8% em julho, movimento que, na avaliação da casa, abriu [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Empiricus incluiu a Direcional (DIRR3) no lugar da Cyrela (CYRE3) em sua carteira de dividendos para agosto de 2026, formada por oito ações negociadas na B3 e distribuídas em parcelas iguais de 12,5%. A mudança foi feita depois de a Direcional acumular queda de 19,8% em julho, movimento que, na avaliação da casa, abriu uma nova margem de segurança para o papel. O portfólio tem dividend yields projetados entre 4,8% e 10,4%, com a Petrobras (PETR4) no topo das estimativas.</p>
<p>A substituição desfaz a alteração realizada um mês antes. Em julho, a Empiricus havia retirado a Direcional e incluído a Cyrela para aumentar a exposição a uma eventual melhora do ambiente macroeconômico. Agora, a correção das ações da construtora voltada à habitação popular levou a casa a retomar uma tese mais vinculada ao Minha Casa, Minha Vida e à capacidade de geração de caixa e dividendos da companhia.</p>
<p>Além da Direcional, a carteira de dividendos da Empiricus reúne Axia Energia (AXIA3), B3 (B3SA3), Itaú Unibanco (ITUB4), Multiplan (MULT3), Petrobras (PETR4), Telefônica Brasil (VIVT3) e Vale (VALE3). A alocação igual reduz a dependência formal de uma única empresa, embora o conjunto ainda permaneça exposto a riscos comuns, como juros elevados, desaceleração econômica, preço das commodities e incertezas fiscais e eleitorais.</p>
<p>Os percentuais divulgados são projeções anuais de dividend yield, indicador que relaciona os dividendos e outros proventos esperados ao preço da ação. Não representam pagamento de dividendos assegurado em agosto nem promessa de rentabilidade. O valor efetivamente recebido pelo acionista depende dos resultados, das decisões de cada companhia sobre distribuição de dividendos e da cotação usada no cálculo, enquanto o retorno total também incorpora a valorização ou a queda dos papéis.</p>
<h2>Queda de 19,8% reabre espaço para a Direcional</h2>
<p>A volta da Direcional à carteira de dividendos da Empiricus é sustentada por uma combinação de preço mais baixo e atividade operacional ainda robusta. Segundo a casa, a ação passou a negociar a 5,9 vezes o lucro estimado para 2026, com retorno em dividendos projetado de 7%. A tese também considera o método construtivo padronizado da companhia, voltado a ganhos de escala. O múltiplo menor, porém, não elimina os riscos próprios da construção civil, como crédito, custos, execução das obras e velocidade de comercialização.</p>
<p>A prévia operacional divulgada pela Direcional em 8 de julho mostrou vendas brutas de R$ 2 bilhões no segundo trimestre, o maior volume trimestral da história da companhia. As vendas líquidas somaram R$ 1,7 bilhão, alta de 5% ante os três primeiros meses do ano, enquanto o Valor Geral de Vendas lançado alcançou R$ 2,1 bilhões, avanço de 8% na comparação anual e de 105% sobre o primeiro trimestre.</p>
<p>O documento, ainda com números não auditados, informou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões e geração operacional de R$ 80 milhões entre abril e junho. No primeiro semestre, os lançamentos totalizaram R$ 3,1 bilhões, 9% acima do mesmo período de 2025, e as vendas líquidas chegaram a R$ 3,2 bilhões, crescimento de 8%. Esses dados ajudam a explicar por que a correção foi interpretada pela Empiricus como oportunidade e como possível suporte aos dividendos.</p>
<p>Há, ainda assim, sinais que exigem acompanhamento. A velocidade de vendas consolidada ficou em 23% no segundo trimestre, abaixo dos 26% registrados um ano antes. A marca Direcional, concentrada nas faixas atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, apresentou índice de 24%, enquanto a Riva, voltada à média renda, ficou em 21%. O estoque terminou junho avaliado em R$ 5,6 bilhões, correspondente a 14,7 mil unidades, variável relevante para caixa e dividendos.</p>
<h2>Petrobras lidera as projeções de dividendos e dividend yield</h2>
<p>Na carteira de dividendos da Empiricus, a Petrobras aparece com yield estimado de 10,4%, o maior entre os oito ativos. Itaú e B3 têm projeção de 7,7% cada; Axia Energia, de 7,5%; Vale, de 7,2%; Telefônica Brasil, de 7,1%; Direcional, de 7%; e Multiplan, de 4,8%. Como todos os papéis recebem peso de 12,5%, a seleção não concentra a alocação na companhia com a taxa projetada mais alta.</p>
<p>O número atribuído à Petrobras deve ser lido à luz da volatilidade do petróleo, dos investimentos previstos pela estatal, da necessidade de caixa e das regras de remuneração aos acionistas. Um barril mais caro pode fortalecer receitas e fluxo de caixa, mas também pressiona combustíveis e inflação, com efeito indireto sobre juros e atividade. Na Vale, o pagamento de dividendos depende, entre outros fatores, do minério de ferro, da demanda chinesa, do câmbio, dos volumes produzidos e dos desembolsos de capital.</p>
<p>Os demais ativos distribuem a exposição entre crédito e serviços bancários, volumes negociados na Bolsa, telecomunicações, energia elétrica e shopping centers. Itaú e B3 são mais sensíveis, por canais diferentes, ao ciclo econômico e aos juros; Telefônica Brasil oferece receitas recorrentes; Axia Energia — denominação adotada pela antiga Eletrobras — atua em geração e transmissão; e Multiplan depende de aluguéis, ocupação e consumo. A combinação equilibra fontes de caixa e dividendos, mas não impede que um choque macroeconômico atinja vários papéis simultaneamente.</p>
<h2>Inflação e Selic definem o valor relativo dos dividendos</h2>
<p>A leitura mais favorável da inflação ajudou a recompor parte do interesse por ações de dividendos em julho. O IPCA-15 avançou 0,06% no mês e acumulou 4,52% em 12 meses, abaixo dos 4,80% observados até junho. No Relatório Focus de 24 de julho, a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 recuou pela quarta semana consecutiva, de 5,15% para 5,12%, embora continuasse acima do teto de tolerância da meta.</p>
<p>A Selic está em 14,25% ao ano após o corte de 0,25 ponto percentual decidido pelo Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333705">Política</a> Monetária em junho. A Empiricus trabalha com nova redução <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337254">de</a> 0,25 ponto na reunião de 4 e 5 de agosto, movimento compatível com a mediana de 14% indicada pelo Focus para o fim de 2026. O Banco Central, contudo, afirmou que os próximos passos dependerão dos dados e destacou riscos de alta para os preços, capazes de alterar a tese de dividendos.</p>
<p>Para uma carteira de dividendos, a trajetória dos juros opera em duas direções. Taxas menores podem elevar o valor presente dos lucros futuros, reduzir o custo de capital e tornar as ações relativamente mais competitivas diante da renda fixa. Esse efeito tende a favorecer <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333707">empresas</a> domésticas, como Direcional, B3 e Multiplan. Se a inflação voltar a acelerar e interromper os cortes, os múltiplos podem permanecer comprimidos, ao mesmo tempo que títulos públicos continuam oferecendo concorrência elevada aos proventos das companhias.</p>
<h2>Ibovespa reage, mas ambiente continua seletivo</h2>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333708">Ibovespa</a> encerrou julho aos 177.999 pontos, com alta de 3,47%, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas. A recuperação deu suporte ao reposicionamento em ações de dividendos, mas não apagou a volatilidade do período. Na avaliação da Empiricus, a valorização mensal foi intensa diante da melhora ainda limitada dos fundamentos, embora o desconto dos preços continue oferecendo oportunidades para empresas capazes de preservar caixa e lucro.</p>
<p>A casa calcula que o Ibovespa negociava a 9,6 vezes o lucro projetado quando Petrobras e Vale são retiradas da conta. O recorte procura evitar que os múltiplos baixos das duas grandes exportadoras distorçam a leitura do restante do índice. Ainda assim, preço baixo não é catalisador por si só: a reprecificação depende do comportamento da inflação, do avanço do ciclo de cortes da Selic, dos resultados corporativos e da percepção dos investidores sobre a política fiscal e as eleições de 2026.</p>
<p>O exterior adiciona uma camada de risco. Em 29 de julho, o Federal Reserve manteve os juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, mas três integrantes votaram por uma alta de 0,25 ponto. A dissidência reforçou a possibilidade de uma política monetária mais dura se a inflação norte-americana continuar acima da meta de 2%. Juros mais altos nos Estados Unidos podem atrair capital para ativos em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333709">dólar</a> e reduzir o fluxo destinado a mercados emergentes, inclusive o brasileiro.</p>
<h2>Pesos iguais distribuem riscos entre oito empresas</h2>
<p>O investidor também precisa separar dividend yield de qualidade empresarial. Uma taxa projetada pode subir porque os dividendos aumentaram, mas também porque a ação caiu. Distribuições extraordinárias podem elevar o indicador em um exercício sem se repetir no seguinte, e empresas que investem mais podem pagar menos mesmo com resultados sólidos. Por isso, a estratégia da casa combina rendimento esperado com geração de caixa, balanço, vantagem competitiva e preço, em vez de ordenar os papéis apenas pelo percentual de dividendos.</p>
<p>Agosto testará parte dessa construção. A decisão do Copom, a sequência dos balanços do segundo trimestre, o comportamento do petróleo e as novas leituras de inflação poderão alterar tanto as projeções de lucro quanto o valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333706">mercado</a> das ações. No caso da Direcional, a atenção ficará sobre margens, conversão de vendas em caixa e desempenho da Riva; na Petrobras e na Vale, produção, preços e política de remuneração continuarão no centro das avaliações.</p>
<p>A troca da Cyrela pela Direcional representa, assim, um ajuste tático baseado na relação entre preço e fundamentos, e não uma garantia de que o papel recuperará a queda de julho. A carteira de dividendos da Empiricus entra no mês com yields projetados relevantes, mas submetidos a variáveis que nenhuma empresa controla isoladamente. O resultado para o acionista dependerá da capacidade de cada companhia transformar lucro contábil em caixa distribuível sem comprometer investimentos, dívida e crescimento.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Falha na B3 (B3SA3) impede abertura da Bolsa; pregão deve começar às 12h30</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/falha-b3-impede-abertura-bolsa-pregao-12h30</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abertura do pregão]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara B3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[mini-dólar]]></category>
		<category><![CDATA[mini-índice]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524679</guid>

					<description><![CDATA[<p>A B3 (B3SA3) adiou a abertura do pregão nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, após problemas operacionais no envio de arquivos aos participantes e na abertura da Câmara B3, estrutura responsável pela compensação, liquidação e gerenciamento de risco das operações. A falha impediu o início regular da negociação de ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A B3 (B3SA3) adiou a abertura do pregão nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, após problemas operacionais no envio de arquivos aos participantes e na abertura da Câmara B3, estrutura responsável pela compensação, liquidação e gerenciamento de risco das operações. A falha impediu o início regular da negociação de ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, opções e parte dos contratos futuros em São Paulo. Pelo cronograma divulgado no fim da manhã, a operadora da Bolsa brasileira previa liberar os mercados gradualmente a partir das 12h30, depois de manter os ativos em leilão por mais de duas horas.</p>
<p>O atraso interrompeu a formação de preços do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333678">mercado</a> acionário brasileiro em uma sessão que deveria ter começado às 10h. Sem a abertura das negociações, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333681">Ibovespa</a> permaneceu sem variação, enquanto investidores, corretoras, bancos e gestores aguardavam o processamento dos arquivos necessários para a retomada das operações.</p>
<p>A B3 informou que os contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333680">dólar</a> DOL, DR1, FRP0 e FRP1 tiveram a negociação liberada às 9h35. Os contratos de mini-índice (WIN) e mini-dólar (WDO), no entanto, continuaram suspensos durante a manhã e tinham previsão de início às 12h30, precedido por um leilão de pré-abertura marcado para as 12h28.</p>
<p>Todos os demais ativos e contratos negociados na B3 também deveriam começar a ser liberados a partir das 12h30. A abertura ocorreria de maneira gradual, à medida que fossem encerrados os leilões mantidos durante a paralisação e concluída a disponibilização dos arquivos da clearing para os participantes.</p>
<h2>Problema na Câmara B3 paralisa mercado listado</h2>
<p>A origem do atraso está relacionada a duas etapas essenciais da rotina operacional da Bolsa: o envio de arquivos aos participantes e a abertura da Câmara B3. Esses procedimentos precisam ser concluídos antes do início integral do pregão porque alimentam os sistemas utilizados para conferência de posições, cálculo de margens, movimentação de garantias e liquidação financeira.</p>
<p>A Câmara B3 funciona como contraparte central das operações realizadas nos mercados administrados pela companhia. Na prática, a estrutura se posiciona entre compradores e vendedores para garantir que os compromissos assumidos em cada negócio sejam cumpridos, mesmo diante de eventual inadimplência de uma das partes.</p>
<p>Essa função exige que as posições de corretoras, bancos e demais instituições estejam corretamente registradas antes do começo das negociações. Também é necessário que os participantes tenham acesso às informações utilizadas para definir limites operacionais e exigências de garantia.</p>
<p>Sem a conclusão dessa etapa, a B3 poderia permitir a execução de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333679">negócios</a> sem que toda a infraestrutura de pós-negociação estivesse preparada para processá-los. A decisão de manter os ativos em leilão, portanto, reduziu o tempo disponível para operações, mas evitou que a falha se propagasse para os sistemas de compensação e liquidação.</p>
<p>A companhia não detalhou, até a atualização divulgada no fim da manhã, qual componente tecnológico provocou o atraso no envio dos arquivos. Também não informou se a ocorrência estava relacionada a hardware, software, comunicação de dados ou integração entre sistemas.</p>
<h2>Retomada será feita em etapas durante a tarde</h2>
<p>O cronograma excepcional estabelecido pela B3 dividiu a normalização em diferentes fases. A primeira ocorreu com a liberação de determinados contratos futuros de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337252">dólar</a> às 9h35. A segunda estava prevista para as 12h30, com o início do mini-índice, do mini-dólar e a abertura gradual dos demais mercados.</p>
<p>A Câmara B3 tinha previsão de abertura às 14h. Os horários das grades de liquidação, responsáveis por organizar o processamento das obrigações financeiras e a movimentação de ativos, seriam informados posteriormente pela operadora.</p>
<p>Também às 14h, a B3 esperava iniciar o funcionamento da plataforma BTB, utilizada para negociação e registro de operações de empréstimo de ativos. O sistema é empregado por corretoras, agentes de custódia, gestores, fundações e participantes de liquidação.</p>
<p>O empréstimo de ações é necessário para estratégias como vendas a descoberto, arbitragem, formação de mercado e cobertura de falhas de entrega. A indisponibilidade temporária da plataforma pode dificultar a montagem de posições vendidas e reduzir a capacidade de alguns participantes de ajustar suas carteiras.</p>
<p>A B3 não havia informado se o encerramento do pregão seria prorrogado para compensar as horas perdidas durante a manhã. Uma eventual mudança precisaria ser comunicada ao mercado porque afetaria o fechamento das negociações, os leilões finais, as chamadas de margem e as rotinas de pós-negociação.</p>
<h2>Ordens acumuladas podem elevar volatilidade na abertura</h2>
<p>A retomada após uma paralisação prolongada tende a concentrar um volume expressivo de ordens em um período reduzido. Durante a manhã, investidores continuaram recebendo informações sobre mercados internacionais, commodities, câmbio, juros e resultados corporativos, mas não puderam ajustar suas posições no mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Quando os leilões forem encerrados, essas informações acumuladas deverão ser incorporadas simultaneamente aos preços. O processo pode provocar oscilações mais intensas nos primeiros minutos, especialmente nas ações de maior peso no Ibovespa e nos contratos futuros ligados ao índice.</p>
<p><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333677">Empresas</a> como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e os grandes bancos costumam concentrar parcela relevante do volume negociado na Bolsa. Movimentos mais fortes nesses papéis podem determinar rapidamente a direção inicial do Ibovespa após a abertura excepcional.</p>
<p>A volatilidade também pode ser ampliada pela atuação de algoritmos e mesas de arbitragem. Esses participantes buscam diferenças de preço entre ações, ETFs, contratos futuros e ativos negociados no exterior, corrigindo distorções que surgem quando os mercados deixam de operar de forma sincronizada.</p>
<p>A abertura tardia não altera, por si só, os fundamentos financeiros das companhias listadas. O principal risco imediato está na formação desordenada de preços, na redução momentânea da liquidez e no aumento da diferença entre as melhores ofertas de compra e venda.</p>
<h2>Dólar operou antes de ações e contratos de índice</h2>
<p>A liberação de parte dos contratos futuros de dólar criou uma situação incomum durante a manhã. Enquanto determinados instrumentos cambiais já refletiam o cenário doméstico e internacional, o mercado de ações, o mini-dólar e os contratos ligados ao Ibovespa permaneciam sem negociação.</p>
<p>Essa diferença dificulta estratégias que dependem da atuação simultânea em vários mercados. Fundos, empresas e bancos utilizam contratos futuros para proteger exposições a ações, juros e moedas. Quando apenas um dos instrumentos está disponível, a proteção pode ficar incompleta ou ter custo maior.</p>
<p>O mini-índice (WIN) é um dos contratos mais negociados da B3 e serve como referência para investidores que buscam exposição às oscilações do Ibovespa. Já o mini-dólar (WDO) é amplamente utilizado por pessoas físicas, mesas proprietárias e instituições que operam movimentos de curto prazo no câmbio.</p>
<p>Com os dois contratos suspensos, parte relevante das operações especulativas e de proteção permaneceu represada. A previsão de abertura conjunta às 12h30 busca restabelecer a relação entre o câmbio futuro, o índice e os ativos negociados no mercado à vista.</p>
<p>O restabelecimento simultâneo desses mercados também é importante para a arbitragem entre o Ibovespa futuro, os ETFs que acompanham o índice e a carteira de ações que compõe o indicador. Diferenças atípicas de preço tendem a ser corrigidas rapidamente após o retorno das negociações.</p>
<h2>Corretoras precisam recalcular limites antes da retomada</h2>
<p>Para as corretoras, o atraso não se limita à suspensão das plataformas de negociação. As instituições dependem dos arquivos enviados pela B3 para reconciliar posições, conferir garantias, atualizar limites e verificar as obrigações financeiras de seus clientes.</p>
<p>Essas informações também são utilizadas por sistemas automáticos de controle de risco. Antes de aceitar uma ordem, a corretora verifica se o investidor possui recursos, margem ou ativos suficientes para suportar a operação. Uma inconsistência pode bloquear negociações ou criar exposição indevida para a instituição.</p>
<p>A retomada gradual exige que cada participante <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337253">confirme a estabilidade de suas conexões com</a> a B3. Sistemas de home broker, plataformas profissionais, robôs de negociação e estruturas de retaguarda precisam receber e processar os mesmos dados antes que as ordens sejam liberadas aos clientes.</p>
<p>Ordens registradas antes da abertura podem permanecer nos leilões, ser canceladas ou depender das regras estabelecidas por cada corretora. Quando a negociação começar, as ofertas serão executadas conforme os critérios de prioridade de preço e tempo e as condições existentes no livro de ordens.</p>
<p>Investidores devem acompanhar o status informado pela própria instituição financeira antes de enviar novas operações. Mesmo depois da liberação geral pela B3, algumas corretoras podem precisar de tempo adicional para validar sistemas e restabelecer completamente seus serviços.</p>
<h2>Sessão mais curta pode reduzir volume financeiro</h2>
<p>A perda de parte da manhã diminui a janela disponível para negócios e pode reduzir o volume financeiro acumulado no pregão. O resultado dependerá do horário efetivo de abertura, da estabilidade dos sistemas e da intensidade do fluxo de ordens após a normalização.</p>
<p>Ativos com maior liquidez tendem a recuperar mais rapidamente a formação de preços. Papéis menos negociados, porém, podem apresentar spreads maiores e oscilações pontuais, principalmente se houver poucas ofertas disponíveis nos primeiros minutos.</p>
<p>A paralisação também compromete comparações intradiárias. Sem negócios no mercado à vista, o Ibovespa não consegue refletir em tempo real o desempenho das ações que integram sua carteira, deixando investidores sem a principal referência da Bolsa durante parte da sessão.</p>
<p>O impacto sobre as ações da própria B3 (B3SA3) também será observado após a retomada. Interrupções operacionais podem levar investidores a avaliar a confiabilidade da infraestrutura tecnológica, os custos associados à falha e a necessidade de investimentos adicionais em redundância e segurança.</p>
<p>Até o fim da manhã, a B3 não havia divulgado estimativa de prejuízo, informado a existência de comprometimento de dados ou indicado que operações já realizadas tivessem sido afetadas. O problema comunicado estava concentrado na abertura da negociação e na disponibilização dos arquivos da clearing.</p>
<h2>Atraso expõe papel crítico da infraestrutura da Bolsa</h2>
<p>O episódio evidencia que o funcionamento do mercado financeiro depende de uma cadeia integrada de negociação, compensação, liquidação, custódia, gerenciamento de garantias e empréstimo de ativos. A abertura do sistema de ordens representa apenas uma das etapas necessárias para que o pregão ocorra de forma segura.</p>
<p>Uma ação comprada durante a sessão precisa ser registrada, compensada e entregue ao novo proprietário. Ao mesmo tempo, os recursos financeiros devem transitar entre as instituições envolvidas, e as posições precisam permanecer cobertas pelas garantias exigidas pela Câmara B3.</p>
<p>Falhas em qualquer parte desse processo podem ter efeitos sobre corretoras, bancos, gestores, investidores estrangeiros e pessoas físicas. Por isso, a operadora manteve os <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334038">mercados em leilão enquanto trabalhava para</a> concluir os procedimentos técnicos.</p>
<p>A B3 afirmou que continuaria divulgando atualizações periódicas até a completa normalização dos serviços. O mercado passou a acompanhar não apenas o horário de abertura das ações e dos derivativos, mas também o funcionamento da Câmara B3, da plataforma BTB e das grades de liquidação.</p>
<p>A reação do Ibovespa após a abertura dependerá do fluxo represado durante a manhã e das referências formadas no exterior. O volume da sessão, por sua vez, será determinado pela capacidade da infraestrutura de absorver as ordens acumuladas e pela disposição dos investidores para operar em um pregão encurtado pela falha.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa 29 de julho: Bolsa cai 1,52% com Santander (SANB11) e Wall Street</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-29-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 22:40:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523761</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, aos 173.885 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.679 pontos em uma sessão marcada pela forte desvalorização do Santander Brasil (SANB11), pelo recuo de ações de grande peso e pela queda acentuada das bolsas de Nova York [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, aos 173.885 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.679 pontos em uma sessão marcada pela forte desvalorização do <a title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333412">Santander</a> Brasil (SANB11), pelo recuo de ações de grande peso e pela queda acentuada das bolsas de Nova York após a decisão do Federal Reserve sobre os juros dos Estados Unidos.</p>
<p>O movimento de venda ganhou intensidade ao longo do pregão. O índice abriu aos 176.564 pontos, nível que também correspondeu à máxima do dia, e terminou exatamente na mínima da sessão. O comportamento mostrou deterioração contínua do apetite por risco, apesar da valorização das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), beneficiadas pela disparada do petróleo no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332819">mercado</a> internacional.</p>
<p>A queda interrompeu uma sequência de duas sessões positivas. Na segunda-feira, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332821">Ibovespa</a> havia subido 0,74%, e, na terça-feira, avançou 0,70%. O ganho acumulado nesses dois pregões foi devolvido no fechamento desta quarta-feira, embora o índice ainda permaneça no campo positivo em julho e no acumulado de 2026.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 173.885 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 1,52%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> menos 2.679 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 176.564 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 176.564 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 173.885 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 176.565 pontos</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332820">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1174</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,07%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de aproximadamente 1,08%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de aproximadamente 7,92%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu na máxima e fechou na mínima</h2>
<p>A trajetória intradiária foi predominantemente negativa. O Ibovespa começou o dia praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, mas não conseguiu sustentar a pontuação inicial. A abertura aos 176.564 pontos foi o ponto mais alto do pregão, enquanto o encerramento aos 173.885 pontos representou a mínima.</p>
<p>Essa configuração indica que a pressão vendedora se intensificou durante a sessão, sem uma recuperação consistente antes do leilão de fechamento. A amplitude entre a máxima e a mínima foi de 2.679 pontos, praticamente equivalente à perda acumulada no dia.</p>
<p>O movimento também foi disseminado entre diferentes segmentos. Bancos, infraestrutura, siderurgia, construção civil, telecomunicações, varejo e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332818">empresas</a> ligadas ao mercado doméstico terminaram majoritariamente em baixa. A valorização das companhias de petróleo impediu uma queda ainda maior do índice, mas não foi suficiente para compensar o recuo dos demais setores.</p>
<h2>Santander e Wall Street determinaram o fechamento</h2>
<p>O principal evento corporativo doméstico foi a divulgação do balanço do Santander Brasil. O banco apresentou lucro líquido de R$ 3,01 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e resultado inferior às projeções compiladas pelo mercado.</p>
<p>A rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio caiu de 16,4% para 12,5%. A margem financeira recuou 0,4%, para R$ 15,34 bilhões, enquanto as provisões para perdas com crédito aumentaram 6,5%, alcançando R$ 8,26 bilhões.</p>
<p>A combinação entre menor rentabilidade, margens pressionadas e aumento das provisões provocou uma queda de 7,37% nas units do Santander Brasil (SANB11), que fecharam a R$ 25,63. Foi o pior desempenho do banco em uma sessão desde 2020 e um dos maiores recuos entre os componentes do Ibovespa.</p>
<p>Embora o resultado tenha refletido questões específicas do Santander, a reação negativa atingiu outros papéis do setor bancário. Como os bancos têm participação relevante na composição do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337190">Ibovespa</a>, as perdas ajudaram a aprofundar a queda do índice.</p>
<p>O ambiente externo também foi determinante. Wall Street encerrou o dia em forte baixa depois que o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão teve três votos divergentes, cujos integrantes defendiam uma elevação de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>A ausência de uma orientação clara sobre os próximos passos da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332817">política</a> monetária, somada ao aumento do petróleo e às preocupações com os investimentos elevados em inteligência artificial, manteve os investidores em posição defensiva.</p>
<h2>Petrobras sobe com disparada do petróleo</h2>
<p>As ações da Petrobras avançaram na direção contrária à maior parte do mercado. Os papéis ordinários Petrobras (PETR3) subiram 2,35%, para R$ 47,58, enquanto os preferenciais Petrobras (PETR4) ganharam 1,92%, encerrando a R$ 42,07.</p>
<p>A valorização ocorreu em uma sessão de forte alta das cotações internacionais do petróleo. O Brent avançou 7,3% e terminou cotado a US$ 88,09 por barril, após a retomada das tensões militares envolvendo Estados Unidos e Irã elevar o risco de interrupção dos fluxos globais da commodity.</p>
<p>A alta do petróleo também sustentou outras produtoras. A PRIO (PRIO3) teve a maior valorização da carteira do Ibovespa, com avanço de 2,89%, a R$ 58,67. A PetroReconcavo (RECV3) subiu 1,18%, para R$ 10,32.</p>
<p>O desempenho das petroleiras teve peso relevante no índice e funcionou como contrapeso às perdas dos bancos, das empresas de serviços públicos e das companhias siderúrgicas. Sem a alta de Petrobras e PRIO, a retração do Ibovespa teria sido mais acentuada.</p>
<h2>Vale recua antes do balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A Vale (VALE3) caiu 0,85%, para R$ 75,10. A companhia divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre nesta quinta-feira, 30 de julho, depois do fechamento do mercado.</p>
<p>O papel oscilou entre R$ 74,61 e R$ 76,20 durante o pregão. A proximidade do balanço aumentou a atenção sobre produção, custos, preços realizados, geração de caixa, investimentos e política de remuneração aos acionistas.</p>
<p>Entre as empresas siderúrgicas, a pressão foi mais intensa. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 7,80%, a R$ 5,21. A Usiminas (USIM5) recuou 4,26%, para R$ 8,32, enquanto Gerdau (GGBR4) caiu 1,39%, a R$ 24,79.</p>
<p>A CSN Mineração (CMIN3), por outro lado, terminou em alta de 0,34%, a R$ 5,98. A divergência entre os papéis mostrou que a movimentação não esteve associada exclusivamente ao minério de ferro. Não havia, até o encerramento da apuração, um fato corporativo isolado confirmado que explicasse integralmente a queda da CSN.</p>
<h2>Bancos ampliam pressão sobre o índice</h2>
<p>Além do Santander, os principais bancos privados fecharam em baixa. O Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 2,43%, terminando a R$ 41,82. O Bradesco teve queda de 2,25% nas ações ordinárias (BBDC3), para R$ 16,06, e de 2,24% nas preferenciais (BBDC4), para R$ 18,37.</p>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou desempenho menos negativo e recuou 0,24%, a R$ 20,86. A Itaúsa (ITSA4), holding que tem o Itaú como principal investimento, caiu 1,96%, para R$ 13,50.</p>
<p>A B3 (B3SA3), responsável pela infraestrutura do mercado brasileiro, também teve queda expressiva. A ação recuou 4,25%, para R$ 15,32, e ficou entre as principais pressões negativas da sessão.</p>
<p>A reação ao balanço do Santander ocorreu no início da temporada de resultados dos grandes bancos. Itaú e Bradesco apresentarão seus números na próxima semana, enquanto o Banco do Brasil divulgará o balanço em agosto. As demonstrações deverão ser avaliadas principalmente pelos indicadores de inadimplência, provisões, margens financeiras, crescimento do crédito e rentabilidade.</p>
<h2>Maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A PRIO (PRIO3) liderou os ganhos, com valorização de 2,89%, a R$ 58,67. A alta ocorreu em paralelo ao salto do petróleo, que favoreceu os papéis das produtoras independentes.</p>
<p>A Petrobras ON (PETR3) avançou 2,35%, para R$ 47,58, enquanto Petrobras PN (PETR4) subiu 1,92%, a R$ 42,07.</p>
<p>A Minerva (BEEF3) ganhou 1,76%, encerrando a R$ 3,47. A Cogna (COGN3) registrou alta de 1,39%, para R$ 2,21, e a PetroReconcavo (RECV3) avançou 1,18%, a R$ 10,32.</p>
<p>A quantidade reduzida de ações em alta reforçou o caráter disseminado da pressão vendedora. A maior parte dos ganhos ficou concentrada em companhias diretamente ligadas à produção de petróleo.</p>
<h2>Maiores quedas do Ibovespa</h2>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registrou o pior desempenho do índice, com queda de 7,80%, a R$ 5,21.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) recuou 7,37%, para R$ 25,63, após a divulgação do balanço do segundo trimestre.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) caiu 5,87%, para R$ 26,70. A Azzas 2154 (AZZA3) perdeu 5,83%, encerrando a R$ 16,18, enquanto a Direcional Engenharia (DIRR3) recuou 4,73%, para R$ 11,10.</p>
<p>Também tiveram perdas relevantes C&amp;A Modas (CEAB3), com queda de 4,40%; Multiplan (MULT3), com baixa de 4,34%; Usiminas (USIM5), com recuo de 4,26%; e B3 (B3SA3), que caiu 4,25%.</p>
<p>Com exceção do Santander, cuja movimentação esteve diretamente relacionada ao resultado trimestral, não foi identificado um fato corporativo individual capaz de explicar integralmente cada uma das quedas. Os movimentos ocorreram em uma sessão de redução ampla da exposição a ações.</p>
<h2>Dólar fecha perto da estabilidade</h2>
<p>O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,1174, em queda de 0,07% contra o real. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0876 e R$ 5,1405 durante a sessão.</p>
<p>A pequena variação cambial contrastou com a forte aversão ao risco observada nas bolsas. O índice que acompanha o dólar contra uma cesta de moedas internacionais recuou, o que limitou a pressão sobre o real mesmo com a piora do mercado acionário.</p>
<p>As taxas finais dos principais contratos de juros futuros não estavam consolidadas em base comparável até o encerramento da apuração. O mercado <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334027">de</a> renda fixa permaneceu condicionado às perspectivas para a inflação, à trajetória da Selic e ao movimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<h2>Petróleo dispara com tensão geopolítica</h2>
<p>O petróleo foi a principal commodity da sessão. O Brent avançou 7,3%, a US$ 88,09 por barril, com a retomada dos confrontos envolvendo Estados Unidos e Irã e a renovação dos temores sobre a segurança das rotas de exportação do Oriente Médio.</p>
<p>O WTI também registrou forte valorização, superando US$ 82 por barril. O movimento elevou o prêmio de risco geopolítico e reacendeu preocupações sobre o efeito da energia na inflação global.</p>
<p>A disparada teve efeitos distintos sobre a Bolsa. De um lado, favoreceu Petrobras, PRIO e PetroReconcavo. De outro, aumentou a cautela internacional porque uma alta prolongada da energia pode dificultar o processo de redução da inflação e limitar o espaço para cortes de juros.</p>
<p>Não havia cotação final consolidada e cruzada do minério de ferro nas fontes consultadas até a conclusão da apuração.</p>
<h2>Wall Street fecha em forte queda após decisão do Fed</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337191">bolsas de</a> Nova York terminaram o dia com perdas acentuadas. O Dow Jones caiu 2,19%, para 51.594,14 pontos. O S&amp;P 500 recuou 1,52%, aos 7.316,15 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 1,74%, terminando aos 24.442,94 pontos.</p>
<p>Além da decisão do Federal Reserve, o mercado norte-americano foi pressionado por uma nova rodada de vendas de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores. Os investidores passaram a questionar com maior rigor se os investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial serão acompanhados por crescimento proporcional de receitas e lucros.</p>
<p>A Nvidia caiu 3,6%, enquanto fabricantes e fornecedores de equipamentos para chips registraram perdas ainda maiores. O movimento ocorreu antes da divulgação dos resultados de Microsoft e Meta, apresentados depois do fechamento de Nova York.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 0,3%, interrompendo uma sequência de três altas. O setor de energia avançou com o petróleo, mas as perdas das companhias de luxo e tecnologia pressionaram o mercado. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,34%, sustentado pelas petrolíferas.</p>
<p>Na Ásia, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2%, enquanto o Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,5%. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6% após já ter sofrido uma queda de 10,8% na sessão anterior, em meio à liquidação das ações ligadas à cadeia global de semicondutores.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta em julho e em 2026</h2>
<p>Apesar da queda desta quarta-feira, o Ibovespa ainda registra valorização aproximada de 1,08% em julho. O cálculo considera o fechamento de junho, aos 172.024,12 pontos, e o resultado de 29 de julho, aos 173.885 pontos.</p>
<p>No acumulado de 2026, a alta é de aproximadamente 7,92%, tomando como referência os 161.125,37 pontos registrados no último pregão de 2025.</p>
<p>Os números mostram que a Bolsa permanece positiva no ano, mas abaixo das máximas alcançadas anteriormente. O desempenho continua condicionado à trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, ao fluxo de capital estrangeiro, ao cenário fiscal, às eleições brasileiras e à evolução dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>No Brasil, o principal evento corporativo desta quinta-feira, 30 de julho, será a divulgação do balanço da Vale após o fechamento da B3. O mercado avaliará produção, preços realizados, custos, geração de caixa, investimentos e possíveis anúncios sobre dividendos.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a reação às demonstrações financeiras de Microsoft e Meta, divulgadas depois do encerramento de Wall Street nesta quarta-feira.</p>
<p>Na agenda dos Estados Unidos, serão publicados dados de renda e gastos pessoais referentes a junho, além dos índices de preços ao consumidor medidos pelo PCE e pelo núcleo do PCE. O indicador é uma das principais referências utilizadas pelo Federal Reserve na avaliação da inflação.</p>
<p>Também estarão no radar os dados do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos e os pedidos semanais de seguro-desemprego, além de novos desdobramentos do conflito com o Irã e do movimento do petróleo.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-recorde-producao-2t26-dividendos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[balanço 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Búzios]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos da Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[produção da Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523106</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com produção própria recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, e levou suas ações às maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29). O avanço foi sustentado pela aceleração de novas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com produção própria recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, e levou suas ações às maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29). O avanço foi sustentado pela aceleração de novas plataformas no pré-sal, pela entrada antecipada da P-79 e pelo maior nível de utilização já registrado no parque de refino, combinação que ampliou as expectativas de um resultado financeiro robusto e de nova distribuição de dividendos.</p>
<p>Por volta das 11h30, as ações preferenciais Petrobras (PETR4) avançavam 2,26%, cotadas a R$ 42,14. Os papéis ordinários Petrobras (PETR3) subiam 2,63%, para R$ 47,64, em um pregão no qual o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332158">Ibovespa</a> operava em queda.</p>
<p>A reação refletiu a dimensão dos números operacionais. A produção própria de petróleo, líquidos de gás natural e gás natural subiu 3% sobre o primeiro trimestre, quando a companhia já havia estabelecido um recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>A produção comercial, correspondente aos volumes destinados à venda pela Petrobras, alcançou 2,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia. No refino, a companhia produziu 1,918 milhão de barris de derivados diariamente, alta de 6% na comparação trimestral e de 11% em 12 meses.</p>
<p>Os dados representam uma prévia operacional, e não o balanço financeiro completo. O lucro, a geração de caixa e o valor destinado aos acionistas somente serão conhecidos após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para 6 de agosto.</p>
<h2>P-78 e P-79 aceleram produção em Búzios</h2>
<p>O principal motor do novo recorde foi o avanço das plataformas instaladas no pré-sal. A P-78 e a P-79, no campo de Búzios, aumentaram gradualmente a produção durante o trimestre à medida que novos poços foram conectados aos sistemas.</p>
<p>A P-79 iniciou a produção em 1º de maio, três meses antes da previsão do Plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332155">Negócios</a> 2026-2030 e cinco meses antes do cronograma considerado no planejamento anterior. A antecipação permitiu que a unidade contribuísse para o resultado durante dois dos três meses do trimestre.</p>
<p>Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás, a P-79 é a oitava plataforma em operação em Búzios. O projeto também poderá elevar em até 3 milhões de metros cúbicos diários a oferta de gás ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332157">mercado</a> brasileiro por meio da conexão com o gasoduto Rota 3.</p>
<p>O desempenho das unidades mais recentes permitiu compensar o declínio natural de campos maduros. Esse processo ocorre porque a pressão dos reservatórios diminui à medida que o petróleo é extraído, exigindo a entrada de novos poços e sistemas para preservar o crescimento da produção total.</p>
<p>A Petrobras informou que dez novos poços produtores entraram em operação no segundo trimestre. A expansão mostra como a execução dos projetos passou a ser determinante para o desempenho da companhia: quanto mais rapidamente plataformas e poços começam a produzir, mais cedo os investimentos realizados se transformam em receita e caixa.</p>
<h2>Búzios ultrapassa 1,2 milhão de barris por dia</h2>
<p>O campo de Búzios consolidou-se como o principal ativo de crescimento da Petrobras. No fim de junho, a produção operada no campo superou 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, após ter ultrapassado 1,1 milhão apenas três dias antes.</p>
<p>A aceleração foi impulsionada principalmente pelas plataformas P-78 e P-79, ainda em processo de aumento gradual da produção até suas capacidades máximas. Cada uma pode produzir até 180 mil barris por dia.</p>
<p>Búzios já responde por aproximadamente um terço de toda a produção de petróleo operada pela Petrobras no Brasil, considerando também as participações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332156">empresas</a> parceiras. Quando analisada apenas a parcela pertencente à estatal, o campo representa quase metade da produção da companhia.</p>
<p>O ativo possui oito plataformas em funcionamento: P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, P-79, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Outras três unidades — P-80, P-82 e P-83 — estão em construção, enquanto uma décima segunda plataforma permanece em processo de contratação.</p>
<p>A expansão deverá manter Búzios no centro do plano estratégico. A Petrobras prevê instalar 11 plataformas no campo até 2027 e atingir um pico de produção total de óleo e gás de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.</p>
<p>O nível de 3,34 milhões registrado no segundo trimestre aproxima a companhia desse patamar, embora resultados trimestrais não possam ser comparados diretamente com metas anuais. Paradas para manutenção, entrada de poços e oscilações na eficiência operacional podem alterar a média ao longo do ano.</p>
<h2>Refino opera acima da capacidade nominal</h2>
<p>O desempenho do refino adicionou uma segunda fonte de força à prévia. O fator de utilização das refinarias atingiu 101,2% no segundo trimestre, o maior nível da história da Petrobras.</p>
<p>O indicador compara o volume efetivamente processado com a capacidade nominal das unidades. Um resultado acima de 100% pode ocorrer quando melhorias nos equipamentos, ajustes operacionais e mudanças no tipo de petróleo processado permitem que as refinarias trabalhem acima da referência original do projeto, dentro dos limites autorizados.</p>
<p>No primeiro trimestre, o fator de utilização havia sido de 95%. O avanço para 101,2% mostra que a companhia elevou o processamento ao mesmo tempo que aumentava a produção de petróleo no pré-sal.</p>
<p>A produção de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia. Diesel, gasolina, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação concentraram parte relevante do volume.</p>
<p>A maior produção doméstica reduziu a necessidade de importações de combustíveis. As compras externas recuaram para 67 mil barris por dia, o menor nível registrado pela Petrobras.</p>
<p>A redução das importações pode favorecer os resultados porque diminui a exposição a fretes internacionais e aos custos de aquisição de produtos no exterior. O ganho efetivo, no entanto, dependerá da diferença entre o custo de produção nas refinarias brasileiras e o preço pelo qual os derivados foram vendidos.</p>
<h2>Exportações se aproximam de 1 milhão de barris por dia</h2>
<p>O crescimento da produção também ampliou a quantidade de petróleo disponível <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334019">para o mercado</a> externo. As exportações se aproximaram de 1 milhão de barris por dia no trimestre.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre de 2025, os embarques de petróleo e derivados cresceram aproximadamente 41%. O avanço reforça a posição da Petrobras como uma das principais exportadoras brasileiras e aumenta a influência das cotações internacionais e do câmbio sobre suas receitas.</p>
<p>O resultado financeiro das exportações dependerá do preço médio efetivamente obtido pela companhia, do tipo de petróleo vendido, dos custos logísticos e da cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332159">dólar</a> no momento das operações.</p>
<p>Uma produção maior não significa, isoladamente, margens maiores. Se o preço internacional do petróleo cair, o aumento dos volumes pode ser parcialmente neutralizado pela redução da receita por barril. O mesmo vale para movimentos do câmbio e para o custo das participações governamentais.</p>
<p>Ainda assim, a expansão das exportações mostra que o crescimento do pré-sal já produz efeitos além das metas operacionais. A companhia passou a dispor de mais petróleo para vender no exterior mesmo enquanto suas refinarias aumentavam a carga processada.</p>
<p>Esse equilíbrio entre refino e exportação será um dos principais pontos do balanço. A administração precisa decidir quanto petróleo deve ser destinado às refinarias e quanto pode ser vendido diretamente no mercado internacional, buscando maximizar a rentabilidade da produção.</p>
<h2>Recordes operacionais ainda precisam chegar ao caixa</h2>
<p>A prévia divulgada pela Petrobras contém volumes de produção, vendas e processamento, mas não apresenta receita, Ebitda, lucro líquido ou fluxo de caixa livre.</p>
<p>Esses indicadores serão determinantes para saber quanto dos recordes operacionais poderá ser convertido em remuneração aos acionistas.</p>
<p>No primeiro trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, alta de 110% sobre os três meses anteriores. Excluídos eventos extraordinários, o lucro foi de R$ 23,8 bilhões.</p>
<p>O Ebitda ajustado atingiu R$ 59,6 bilhões. Sem eventos exclusivos, chegou a R$ 61,7 bilhões, crescimento de 4,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.</p>
<p>A geração de caixa operacional somou R$ 44 bilhões, enquanto os investimentos alcançaram R$ 26,8 bilhões. A diferença entre a geração de caixa e os desembolsos necessários para manter e expandir os negócios é uma das bases utilizadas na definição da remuneração aos acionistas.</p>
<p>No segundo trimestre, a produção maior tende a favorecer a receita. Por outro lado, o resultado também será afetado por investimentos, custos de extração, despesas com manutenção, pagamento de impostos, royalties, participações especiais e variações no capital de giro.</p>
<h2>Política prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa livre</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332154">política</a> de remuneração da Petrobras estabelece que, quando a dívida bruta estiver igual ou abaixo do limite fixado no plano estratégico, a companhia deverá distribuir 45% do fluxo de caixa livre, desde que sejam atendidas as demais condições financeiras e societárias.</p>
<p>A dívida bruta encerrou o primeiro trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A meta da administração é reduzir o valor para cerca de US$ 67 bilhões até o fim deste ano.</p>
<p>Com base no balanço de março, o Conselho de Administração aprovou R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas, equivalentes a R$ 0,70097272 por ação ordinária ou preferencial.</p>
<p>Os valores serão pagos em duas parcelas, em agosto e setembro, integralmente na forma de juros sobre capital próprio. A primeira parcela está prevista para 20 de agosto, e a segunda, para 21 de setembro.</p>
<p>A distribuição referente ao segundo trimestre dependerá do fluxo de caixa livre apurado no novo balanço. O recorde de produção amplia a possibilidade de geração de recursos, mas os investimentos necessários para colocar plataformas e poços em operação também consomem caixa.</p>
<p>Por essa razão, não é possível calcular o valor dos próximos dividendos apenas a partir dos volumes divulgados. A companhia precisará mostrar quanto recebeu pelas vendas, quanto gastou para produzir e qual foi o volume efetivamente destinado aos investimentos.</p>
<h2>Plano de US$ 109 bilhões limita espaço para excessos</h2>
<p>A Petrobras planeja investir US$ 109 bilhões entre 2026 e 2030. Desse total, US$ 69,2 bilhões serão destinados aos projetos de exploração e produção, com concentração no pré-sal.</p>
<p>O programa inclui novas plataformas, perfuração de poços, sistemas submarinos e projetos de processamento e transporte. A companhia também prevê US$ 15,8 bilhões em investimentos no segmento de refino, transporte, comercialização, petroquímica e fertilizantes.</p>
<p>O volume de investimentos cria uma tensão permanente na alocação de capital. Quanto mais recursos são distribuídos aos acionistas, menos caixa permanece disponível para financiar novos projetos sem aumento do endividamento.</p>
<p>A administração precisa equilibrar três objetivos: manter a dívida sob controle, executar o plano de expansão e remunerar os acionistas. Um trimestre de produção recorde melhora essa equação, mas não elimina os compromissos futuros.</p>
<p>O plano estratégico foi elaborado considerando um cenário de preços mais baixos para o petróleo e prevê projetos capazes de permanecer rentáveis mesmo em condições menos favoráveis. A companhia estima um preço de equilíbrio médio de aproximadamente US$ 25 por barril para sua carteira de exploração e produção.</p>
<p>Essa resiliência ajuda a explicar a reação positiva das ações. Ativos com custos mais baixos tendem a preservar margens mesmo quando o petróleo perde valor <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337230">no</a> mercado internacional.</p>
<h2>Produção da Petrobras domina expansão nacional</h2>
<p>Os números da Petrobras acompanham um ciclo mais amplo de crescimento da produção brasileira. Em maio, o país extraiu 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia de petróleo e gás natural.</p>
<p>A produção de petróleo atingiu 4,301 milhões de barris por dia, alta de 16,9% em relação a maio de 2025. O gás natural avançou 19,6% no mesmo intervalo, para 206,06 milhões de metros cúbicos diários.</p>
<p>O pré-sal respondeu por 80,5% da produção nacional. Os campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, concentraram 87,78% de todo o petróleo e gás produzidos no Brasil.</p>
<p>O peso da companhia significa que os recordes têm efeitos que ultrapassam o mercado de ações. Uma produção maior amplia exportações, arrecadação tributária, royalties e participações especiais destinados à União, aos estados e aos municípios.</p>
<p>Somente a produção de maio gerou R$ 8,16 bilhões em royalties, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Estados receberam R$ 2,15 bilhões, enquanto os municípios ficaram com R$ 2,77 bilhões.</p>
<p>A expansão do pré-sal também movimenta fornecedores de equipamentos, embarcações, engenharia, manutenção e serviços especializados, embora aumente a dependência econômica das receitas ligadas ao petróleo.</p>
<h2>Balanço definirá tamanho da recompensa aos acionistas</h2>
<p>A alta de Petrobras (PETR3; PETR4) nesta quarta-feira antecipou uma aposta do mercado: a de que os recordes de produção, exportação e refino serão convertidos em maior geração de caixa.</p>
<p>A tese tem sustentação operacional. A companhia produziu mais petróleo e gás, reduziu as importações, ampliou os embarques ao exterior e utilizou suas refinarias no maior nível da história.</p>
<p>O balanço, porém, deverá mostrar se os ganhos de volume foram preservados depois dos custos, investimentos e efeitos dos preços dos combustíveis. Também revelará se a dívida permaneceu dentro dos parâmetros necessários para a aplicação integral da política de dividendos.</p>
<p>A temporada de resultados colocará a estatal novamente no centro do Ibovespa. Petrobras (PETR3; PETR4) possui peso relevante no índice, distribui recursos à União e a milhares de investidores privados e influencia diretamente a arrecadação pública.</p>
<p>O recorde operacional já está confirmado. A dimensão financeira ainda será conhecida em agosto, quando a companhia mostrará quanto dos 3,34 milhões de barris de óleo equivalente produzidos diariamente se transformou em lucro, caixa e remuneração aos acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Magazine Luiza (MGLU3): Citi corta preço-alvo para R$ 6 e vê e-commerce frear recuperação no 2T26</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/magazine-luiza-mglu3-citi-corta-preco-alvo-2t26</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações do Magazine Luiza]]></category>
		<category><![CDATA[balanço 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Citi]]></category>
		<category><![CDATA[E-Commerce]]></category>
		<category><![CDATA[Magazine Luiza]]></category>
		<category><![CDATA[marketplace]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[MGLU3]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523096</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Citi reduziu nesta quarta-feira (29) o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve a recomendação neutra, com classificação de alto risco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. A revisão reflete uma combinação de juros mais altos, perda de vendas no comércio eletrônico [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Citi reduziu nesta quarta-feira (29) o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve a recomendação neutra, com classificação de alto risco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. A revisão reflete uma combinação de juros mais altos, perda de vendas no comércio eletrônico e maior pressão competitiva sobre o marketplace, fatores que podem limitar os benefícios da recuperação observada nas lojas físicas.</p>
<p>A nova avaliação chega em um momento sensível para a varejista. O Citi espera que as vendas em mesmas lojas físicas cresçam aproximadamente 8% entre abril e junho, acelerando em relação ao primeiro trimestre, mas projeta novas quedas nos dois canais digitais do grupo.</p>
<p>As vendas online de produtos mantidos em estoque pelo próprio Magazine Luiza, conhecidas no setor como 1P, devem recuar 8% na comparação anual. No marketplace, que reúne mercadorias oferecidas por vendedores parceiros, a queda prevista é de 12%.</p>
<p>Com o desempenho desigual entre lojas físicas e canais digitais, o banco estima redução de 2% na receita do trimestre. A disciplina nas despesas deverá evitar uma deterioração mais intensa do resultado operacional, mas não será suficiente para impedir nova pressão sobre as margens.</p>
<p>O diagnóstico do Citi revela o principal problema enfrentado pelo Magazine Luiza em 2026: a companhia voltou a crescer no varejo físico, mas ainda não conseguiu reconstruir o ritmo de sua operação digital, justamente o negócio que sustentou sua valorização e sua expansão durante o ciclo anterior do comércio eletrônico brasileiro.</p>
<h2>Lojas físicas avançam, mas recuperação perde força no digital</h2>
<p>O Magazine Luiza passou por duas grandes transformações nas últimas décadas. A primeira foi a integração das lojas físicas com a operação digital. A segunda envolveu a criação de um ecossistema que incorporou marketplace, logística, publicidade, serviços financeiros e computação em nuvem.</p>
<p>Esse modelo tornou a companhia mais diversificada, mas também elevou a complexidade operacional. O desempenho do grupo deixou de depender apenas da venda de eletrodomésticos e eletrônicos e passou a refletir o equilíbrio entre mercadorias próprias, vendedores parceiros, crédito, frete e serviços tecnológicos.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, as vendas totais do Magazine Luiza somaram R$ 15,2 bilhões, queda de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A operação física cresceu 6,9%, mas não conseguiu compensar a retração de 11% no comércio eletrônico.</p>
<p>As vendas digitais com estoque próprio recuaram 8,8%. No marketplace, a queda chegou a 14,3%, indicando perda de volume em uma área importante para a geração de receitas de serviços e para a diluição dos custos da plataforma.</p>
<p>O desempenho afetou o faturamento consolidado. A receita líquida ficou em R$ 9,2 bilhões, redução de 2% na comparação anual. A margem bruta, entretanto, avançou 0,2 ponto percentual, para 30,8%, apoiada pela rentabilidade da venda direta de mercadorias.</p>
<p>A melhora da margem mostra que o Magazine Luiza não está ampliando vendas físicas a qualquer preço. O grupo preservou a disciplina comercial e evitou uma escalada generalizada de descontos, mas essa defesa da rentabilidade ocorreu em meio à redução do volume consolidado.</p>
<p>Para o segundo trimestre, o Citi acredita que as lojas continuarão sendo a parte mais resistente do negócio. A Copa do Mundo também pode ter favorecido categorias como televisores, aparelhos de som e produtos relacionados ao entretenimento doméstico.</p>
<p>O impulso, contudo, não deve ser suficiente para alterar a trajetória do e-commerce. O banco projeta que os canais digitais permaneçam próximos do desempenho observado no primeiro trimestre, com retração tanto na venda própria quanto no marketplace.</p>
<h2>Marketplace menor pressiona receitas de serviços</h2>
<p>A contração do marketplace tem consequências que vão além da redução do volume bruto de vendas. Nesse modelo, o Magazine Luiza não precisa comprar e manter todos os produtos em estoque, mas recebe comissões e tarifas pela intermediação das transações, pelos serviços logísticos e pela exposição dos vendedores na plataforma.</p>
<p>Quando as vendas de parceiros caem, a companhia perde parte dessas receitas sem obter, necessariamente, uma redução equivalente nas despesas de tecnologia, marketing e manutenção da estrutura digital.</p>
<p>No primeiro trimestre, a receita de prestação de serviços caiu 5,2%, movimento associado pela companhia ao desempenho mais fraco do marketplace. A queda ajuda a explicar por que a recuperação da margem bruta de mercadorias não se converteu em crescimento do resultado consolidado.</p>
<p>A competição também mudou de escala. O comércio eletrônico brasileiro reúne plataformas nacionais e internacionais com elevada capacidade de investimento em frete subsidiado, publicidade, tecnologia e aquisição de consumidores.</p>
<p>Para recuperar participação, o Magazine Luiza precisa melhorar preço, prazo de entrega e experiência de compra sem comprometer a margem. Essa equação se torna mais difícil quando concorrentes utilizam promoções e subsídios para acelerar a expansão.</p>
<p>A própria estrutura multicanal, que durante anos foi uma vantagem competitiva, precisa demonstrar novamente sua capacidade de gerar sinergias. As lojas podem funcionar como pontos de retirada, distribuição e relacionamento com clientes, mas o custo dessa rede exige produtividade elevada.</p>
<p>A projeção do Citi indica que os benefícios da retomada física ainda não estão sendo transferidos integralmente para os canais digitais. A questão central para os investidores será verificar se o segundo trimestre representa estabilização do e-commerce ou apenas continuidade da perda de volume.</p>
<h2>Corte de despesas protege Ebitda, mas não resolve queda da receita</h2>
<p>O Citi espera que o controle das despesas operacionais compense grande parte da perda de alavancagem decorrente da redução das vendas. A estimativa é de contração de apenas 0,3 ponto percentual na margem Ebitda ajustada do segundo trimestre, mesmo com receita 2% menor.</p>
<p>O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização é uma referência importante para medir a eficiência da operação. No caso do Magazine Luiza, porém, a preservação do Ebitda não garante melhora equivalente do lucro líquido.</p>
<p>No primeiro trimestre, o Ebitda ajustado alcançou R$ 717,6 milhões, queda de 5,4% sobre o mesmo período de 2025. A margem ficou em 7,8%, sustentada pelas medidas de controle de custos e pela rentabilidade das lojas.</p>
<p>O grupo, no entanto, encerrou o período com prejuízo líquido contábil de R$ 55,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado um ano antes. Excluídos os efeitos não recorrentes, o prejuízo ajustado foi de R$ 33,9 milhões, ante resultado positivo de R$ 11,2 milhões no primeiro trimestre de 2025.</p>
<p>A diferença entre o desempenho operacional e o resultado final passa pela conta financeira. O resultado financeiro líquido ajustado ficou negativo em R$ 568,7 milhões, deterioração de 16,5% na comparação anual.</p>
<p>Isso significa que uma parcela significativa do Ebitda produzido pela operação foi consumida pelo custo da dívida, das antecipações de recebíveis e de outras obrigações financeiras. Enquanto os juros permanecerem elevados, pequenas variações no faturamento ou na margem podem provocar efeitos maiores sobre o lucro.</p>
<h2>Selic mais alta reduz projeções para 2026 e 2027</h2>
<p>Ao atualizar seu modelo, o Citi elevou suas premissas para a Selic em 2026 e 2027. Para este ano, a estimativa passou de 14,3% para 14,5%. Para o próximo, subiu de 13,3% para 13,8%.</p>
<p>A alteração parece pequena, mas tem impacto relevante para uma empresa de varejo. Juros elevados encarecem o capital de giro, aumentam as despesas financeiras e tornam o crédito ao consumidor menos acessível.</p>
<p>O efeito ocorre nos dois lados do balanço. A companhia paga mais para financiar sua estrutura, enquanto seus clientes enfrentam prestações maiores e podem adiar compras de bens duráveis.</p>
<p>Mesmo depois de iniciar um ciclo de redução, o Banco Central manteve a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332147">política</a> monetária em patamar restritivo. A Selic foi reduzida para 14,25% ao ano em junho, após permanecer em 15% no início de 2026.</p>
<p>O próximo encontro do Comitê de Política Monetária está marcado para 4 e 5 de agosto. O Magazine Luiza divulgará o resultado do segundo trimestre no dia 6, depois do fechamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332144">mercado</a>.</p>
<p>A proximidade das duas datas coloca os juros no centro da avaliação das ações. Uma sinalização mais favorável do Banco Central poderia aliviar as projeções de custo financeiro, mas seus efeitos sobre o balanço da varejista não seriam imediatos.</p>
<p>O Citi reduziu em 9% sua estimativa de lucro do Magazine Luiza para 2026 e em 16% a previsão para 2027. O corte mais intenso no próximo ano mostra que o banco não enxerga a pressão como um problema limitado ao segundo trimestre.</p>
<p>A nova premissa sugere um processo mais demorado de normalização das despesas financeiras e do consumo. Mesmo que a taxa básica continue caindo, a companhia ainda precisará atravessar vários trimestres com um custo de capital elevado.</p>
<h2>Luizacred e novos negócios oferecem contrapesos</h2>
<p>O Magazine Luiza tem buscado reduzir sua dependência do varejo tradicional por meio de serviços financeiros, logística, publicidade digital e infraestrutura tecnológica.</p>
<p>A Luizacred encerrou o primeiro trimestre com carteira de crédito de R$ 20,4 bilhões e 5,6 milhões de cartões ativos. A operação gerou lucro líquido de R$ 75,1 milhões, queda de 10,6% na comparação anual, mas continuou contribuindo positivamente para o resultado consolidado.</p>
<p>A MagaluPay, nova operação financeira do grupo, alcançou carteira de crédito de R$ 100 milhões e iniciou a emissão de certificados de depósito bancário. Segundo informações divulgadas pela companhia, os recursos captados em abril financiaram aproximadamente 80% dos crediários originados no período.</p>
<p>O movimento permite ao grupo construir uma fonte própria de financiamento para determinadas operações, reduzindo gradualmente a dependência de estruturas externas. A estratégia, entretanto, adiciona riscos típicos de uma instituição financeira, como inadimplência, liquidez e custo de captação.</p>
<p>Outras unidades também avançaram. A receita da Magalog cresceu 30% no trimestre, enquanto a Magalu Cloud chegou a 1,5 mil clientes. A Magalu Ads registrou melhora de 39% na conversão e crescimento de 43% no retorno dos investimentos em publicidade.</p>
<p>Esses <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332145">negócios</a> ampliam as fontes de receita e podem fortalecer o ecossistema, mas ainda não possuem escala suficiente para compensar integralmente a queda do comércio eletrônico principal.</p>
<p>Para o investidor, o desafio está em separar crescimento estratégico de complexidade excessiva. Quanto maior o número de unidades, mais difícil se torna avaliar quais operações geram caixa e quais ainda dependem de investimentos da estrutura central.</p>
<h2>Divergência entre preços-alvo expõe incerteza sobre MGLU3</h2>
<p>O corte do Citi ocorre pouco mais de dois meses depois de o Banco do Brasil Investimentos manter recomendação neutra para o Magazine Luiza, mas com preço-alvo de R$ 9,60 para o fim de 2026.</p>
<p>A diferença entre R$ 6 e R$ 9,60 não significa necessariamente que uma das instituições esteja correta e a outra errada. Os relatórios foram produzidos em momentos diferentes e utilizam premissas próprias para juros, crescimento, margens, risco e valor futuro dos negócios.</p>
<p>A distância entre os preços-alvo, contudo, expõe a dificuldade de avaliar a companhia. Poucas ações do varejo apresentam tamanha sensibilidade simultânea à Selic, à concorrência digital, ao crédito e às expectativas de recuperação econômica.</p>
<p>O Citi mantém classificação de alto risco, indicação de que suas projeções estão sujeitas a variações maiores do que as observadas em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332146">empresas</a> com receitas e margens mais previsíveis.</p>
<p>O preço-alvo também não representa garantia de valorização. Trata-se do resultado de um modelo financeiro sujeito a mudanças conforme a empresa divulga novos números ou o ambiente econômico se altera.</p>
<p>As ações do Magazine Luiza acumulam perda próxima de metade do valor em 2026, refletindo a revisão das expectativas após o balanço do primeiro trimestre. A queda tornou a avaliação aparentemente mais baixa, mas não eliminou os riscos operacionais.</p>
<p>Para que o desconto se transforme em recuperação consistente, a companhia precisará mostrar crescimento físico sem sacrificar margem, estabilização do e-commerce e redução do peso das despesas financeiras.</p>
<h2>Balanço do 2T26 testará capacidade de reação do Magalu</h2>
<p>O segundo trimestre não deverá apresentar uma virada completa, segundo as estimativas do Citi. O banco espera uma combinação de vendas físicas melhores, canais digitais ainda pressionados e margem operacional relativamente preservada.</p>
<p>O ponto decisivo será a qualidade do resultado. Uma melhora baseada apenas no corte de despesas pode sustentar o Ebitda por algum tempo, mas não substitui a retomada das vendas e da participação de mercado.</p>
<p>Os investidores também deverão acompanhar a evolução do caixa, dos estoques, das antecipações de recebíveis e do custo efetivo da dívida. Em um cenário de juros altos, esses indicadores podem ser mais relevantes para as ações do que o crescimento isolado da receita.</p>
<p>A divulgação marcada para 6 de agosto mostrará se o avanço das lojas físicas ganhou força suficiente para compensar parte da retração digital. Também indicará se o marketplace começou a estabilizar depois da queda de 14,3% registrada no primeiro trimestre.</p>
<p>O corte do preço-alvo para R$ 6 antecipa uma leitura cautelosa: o Magazine Luiza preservou instrumentos para defender sua operação, mas continua submetido a uma combinação adversa de juros, competição e perda de volume online.</p>
<p>A recuperação das ações dependerá menos de promessas de transformação e mais da capacidade de converter o crescimento das lojas em receita consolidada, caixa e lucro. O balanço do segundo trimestre será o primeiro teste concreto dessa equação desde o forte recuo de MGLU3 em 2026.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fed, petróleo e tarifaço: 5 acontecimentos que podem virar Bolsa e dólar nesta semana</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fed-petroleo-tarifaco-gatilhos-bolsa-dolar-semana</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas dos Estados Unidos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523095</guid>

					<description><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, do dólar, dos juros e das commodities nesta semana.</p>
<p>O evento mais imediato ocorre nesta quarta-feira, 29 de julho. O Comitê Federal de Mercado Aberto, o Fomc, divulgará às 15h, no horário de Brasília, sua decisão de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332141">política</a> monetária. Meia hora depois, o presidente do Fed, Kevin Warsh, concederá entrevista coletiva para explicar a avaliação da autoridade monetária sobre inflação, atividade econômica e próximos movimentos dos juros.</p>
<p>A decisão será conhecida em um ambiente de pressão inflacionária provocada por tarifas comerciais, energia mais cara e interrupções nas cadeias globais de fornecimento. Na reunião anterior, em junho, o Fed manteve a taxa básica americana entre 3,50% e 3,75%, sem sinalizar compromisso antecipado com corte ou aumento.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333571">mercado</a> brasileiro, a combinação desses fatores possui efeito direto. Juros americanos mais elevados favorecem os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, aumentam a concorrência por capital internacional e podem pressionar moedas de países emergentes, incluindo o real. Uma postura mais rígida do Fed tende ainda a elevar os juros futuros na B3 e reduzir o apetite por ações.</p>
<h2>Fed pode determinar direção do dólar e dos juros</h2>
<p>O primeiro gatilho da semana não está apenas na decisão sobre a taxa. O ponto decisivo será a linguagem utilizada pelo Fed para descrever a inflação e os riscos econômicos.</p>
<p>Na reunião de junho, os integrantes do Fomc reconheceram que a inflação permanecia acima da meta de 2% e havia sido pressionada pelo custo da energia, pelas tarifas de importação e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. Parte dos dirigentes considerava possível manter ou reduzir os juros até o fim do ano, enquanto outro grupo admitia que um novo aperto poderia ser necessário.</p>
<p>Essa divisão amplia a importância da entrevista de Warsh. Caso o presidente do Fed destaque a persistência da inflação e a resistência da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332143">economia</a> americana, o mercado poderá prolongar as expectativas de juros elevados.</p>
<p>Nesse cenário, os rendimentos dos títulos americanos tendem a subir. O dólar também pode ganhar força diante de moedas emergentes, enquanto ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332139">empresas</a> mais sensíveis ao custo de capital podem enfrentar pressão.</p>
<p>Construtoras, varejistas, companhias de tecnologia e empresas com endividamento elevado normalmente sofrem mais quando aumenta a taxa usada pelos investidores para descontar lucros futuros.</p>
<p>Ações de bancos podem reagir de maneira diferente. Juros mais altos podem favorecer margens financeiras em determinadas operações, mas também elevam o risco de inadimplência e desaceleram a demanda por crédito.</p>
<p>Uma comunicação mais branda, por outro lado, poderia provocar queda dos rendimentos dos Treasuries e melhorar o ambiente para ativos de risco. O real teria espaço para se valorizar, enquanto os contratos de juros brasileiros poderiam devolver parte dos prêmios acumulados.</p>
<p>O comportamento dependerá menos da decisão isolada e mais das indicações sobre setembro e dezembro. Como o encontro de julho não inclui novas projeções econômicas oficiais, cada expressão utilizada no comunicado e na entrevista coletiva será examinada pelos investidores.</p>
<h2>Balanços do 2T26 testam preços incorporados às ações</h2>
<p>O segundo gatilho é a temporada de resultados corporativos. Nas próximas sessões, os investidores deverão comparar os números efetivamente divulgados pelas empresas com as expectativas já embutidas nas cotações.</p>
<p>Uma companhia pode apresentar aumento de lucro e, ainda assim, registrar queda na Bolsa caso o resultado fique abaixo das projeções. Da mesma forma, uma redução anual do <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335369">lucro pode ser bem recebida</a> se o desempenho superar o cenário mais pessimista esperado pelo mercado.</p>
<p>A WEG (WEGE3) mostrou como diferentes linhas de um balanço podem produzir leituras distintas. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O Ebitda, porém, avançou 5,2%, para R$ 2,21 bilhões. A margem Ebitda ficou em 21,8%, ante 22,2% um ano antes, enquanto o lucro líquido recuou 2,1%, para R$ 1,56 bilhão.</p>
<p>O resultado mostrou expansão do mercado externo, especialmente quando a receita foi medida em dólares, mas também redução das vendas no Brasil. Para o investidor, a avaliação depende da capacidade da empresa de preservar margens, converter receita em caixa e sustentar o retorno sobre o capital empregado.</p>
<p>Durante a temporada de balanços, quatro grupos de indicadores tendem a produzir as maiores reações: crescimento de receita, margem operacional, geração de caixa e projeções da administração.</p>
<p>Nos bancos, a atenção se concentra em inadimplência, provisões para perdas, margem financeira e retorno sobre o patrimônio. Em mineradoras e petroleiras, volumes de produção, preços realizados, custos e dividendos exercem maior influência.</p>
<p>No varejo, o mercado acompanha vendas mesmas lojas, estoques, despesas financeiras e desempenho do comércio eletrônico. Em empresas industriais, os investidores observam carteira de pedidos, utilização da capacidade e efeitos do câmbio.</p>
<p>A volatilidade pode aumentar quando os números são divulgados antes da abertura ou depois do fechamento da Bolsa. Ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar diferenças expressivas entre o preço de encerramento de uma sessão e a abertura do pregão seguinte.</p>
<h2>Ataques contra o Irã devolvem prêmio de risco ao petróleo</h2>
<p>O terceiro fator está no Oriente Médio. Depois de um memorando firmado em 18 de junho entre Estados Unidos e Irã ter permitido a retomada parcial do transporte pelo Estreito de Ormuz, novos ataques contra embarcações comerciais voltaram a provocar ações militares americanas.</p>
<p>O Comando Central dos Estados Unidos realizou sucessivas rodadas de bombardeios contra instalações militares iranianas em julho. Os alvos incluíram centros de comando, depósitos de drones, sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira e capacidades navais.</p>
<p>A instabilidade afeta o petróleo porque Ormuz é uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia. Qualquer redução no trânsito de navios pode limitar a oferta disponível, aumentar fretes e seguros e obrigar produtores a armazenar ou redirecionar cargas.</p>
<p>Depois do acordo de junho, o petróleo Brent chegou a cair para menos de US$ 70 por barril no início de julho. A retomada dos confrontos devolveu aos preços um prêmio de risco relacionado à possibilidade de novas interrupções.</p>
<p>Para a Bolsa brasileira, a alta do petróleo tende a beneficiar produtores como Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), desde que o ganho da commodity não seja acompanhado por problemas operacionais ou mudanças tributárias.</p>
<p>Uma cotação mais alta aumenta a receita potencial por barril, melhora a geração de caixa e pode ampliar a capacidade de pagamento de dividendos. O efeito não é automático, porque depende dos custos, do câmbio, da produção e da política de investimentos de cada companhia.</p>
<p>A mesma alta produz consequências negativas em outros setores. Companhias aéreas enfrentam aumento do custo do combustível. Empresas de transporte rodoviário e logística podem sofrer pressão nas despesas com diesel.</p>
<p>O choque também alcança inflação e juros. Petróleo mais caro pode elevar preços de combustíveis, fretes, produtos petroquímicos e fertilizantes, dificultando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332140">trabalho</a> dos bancos centrais.</p>
<p>O mercado acompanha não apenas a cotação da commodity, mas o tráfego de navios, a intensidade dos ataques e a possibilidade de um novo entendimento diplomático. Qualquer anúncio envolvendo Ormuz pode alterar rapidamente ações, moedas e contratos futuros.</p>
<h2>Tarifas americanas colocam exportadoras brasileiras sob pressão</h2>
<p>O quarto gatilho é o novo ciclo de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. Washington adotou duas medidas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana.</p>
<p>A primeira estabeleceu uma sobretaxa de 25% para determinados produtos brasileiros e entrou em vigor em 22 de julho. A segunda aplicou uma cobrança adicional de 12,5% a produtos do Brasil dentro de uma investigação mais ampla sobre práticas relacionadas ao combate ao <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334017">trabalho</a> forçado.</p>
<p>As duas tarifas podem se acumular. Produtos atingidos simultaneamente passam a enfrentar uma sobretaxa de 37,5%, além das tarifas ordinárias eventualmente existentes.</p>
<p>Segundo os cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sujeitas às novas medidas.</p>
<p>Cerca de 16,5% da pauta é atingida simultaneamente pelas tarifas de 25% e 12,5%. Esse grupo inclui máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, calçados, móveis, confecções, gorduras e óleos.</p>
<p>Outros 4,7% das vendas estão sujeitos exclusivamente à cobrança de 12,5%, enquanto 1,9% enfrenta apenas a tarifa de 25%.</p>
<p>A lista de exceções preserva produtos importantes. Café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, diversos produtos químicos e a maior parte das exportações de celulose permanecem fora dessas duas sobretaxas, embora algumas mercadorias possam estar sujeitas a medidas setoriais diferentes.</p>
<p>O impacto sobre as empresas dependerá da exposição ao mercado americano e da capacidade de repassar custos. Exportadores com margens elevadas podem absorver parte da tarifa para preservar contratos. Outros terão de elevar preços ou buscar novos compradores.</p>
<p>A redução das vendas aos Estados Unidos pode provocar aumento da oferta no mercado doméstico, pressionando preços de determinados produtos. Também pode levar companhias a redirecionar mercadorias para Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina.</p>
<p>Para o mercado financeiro, o risco tarifário não termina com a entrada em vigor das medidas. Investidores acompanharão a resposta do governo brasileiro, negociações diplomáticas, eventuais questionamentos na Organização Mundial do Comércio e a possibilidade de uso da Lei da Reciprocidade Econômica.</p>
<p>Uma retaliação poderia ampliar o número de setores atingidos. Ao mesmo tempo, medidas de crédito e apoio às exportações podem reduzir parte do impacto sobre empresas mais expostas.</p>
<h2>Impasse fiscal nos EUA mantém risco para setembro</h2>
<p>O quinto gatilho é o financiamento do governo americano. O ano fiscal dos Estados Unidos termina em 30 de setembro, e o Congresso precisa aprovar leis orçamentárias ou uma resolução temporária para impedir a interrupção de serviços públicos.</p>
<p>A Câmara dos Representantes aprovou em julho uma proposta destinada a prolongar o financiamento e evitar uma paralisação no início do ano fiscal de 2027. A medida, porém, ainda precisa concluir sua tramitação.</p>
<p>O risco de shutdown não significa que o governo americano esteja prestes a fechar nesta semana. O prazo decisivo continua sendo o fim de setembro.</p>
<p>Ainda assim, o tema pode começar a afetar os mercados antes dessa data. Quanto maior a dificuldade de acordo entre republicanos e democratas, maior tende a ser a incerteza sobre gastos, emissão de dívida e funcionamento de órgãos públicos.</p>
<p>Uma paralisação pode suspender serviços administrativos, atrasar contratos, interromper a divulgação de indicadores e afastar temporariamente funcionários considerados não essenciais.</p>
<p>Para investidores, o efeito mais sensível ocorre nos títulos do Tesouro americano. Embora esses papéis continuem sendo tratados como referência de segurança global, impasses fiscais podem elevar a volatilidade e os prêmios exigidos para determinadas maturidades.</p>
<p>O mercado também diferencia shutdown de crise do teto da dívida. O primeiro ocorre quando não existe autorização orçamentária para determinadas despesas. O segundo envolve o limite legal para a emissão de dívida destinada ao pagamento de compromissos já assumidos.</p>
<p>O debate atual está concentrado no financiamento do próximo ano fiscal. Uma solução temporária reduziria o risco imediato, mas apenas adiaria a negociação sobre as despesas permanentes.</p>
<h2>Semana exige atenção à combinação dos riscos</h2>
<p>Os cinco gatilhos não atuam de maneira isolada. A força de cada movimento dependerá da combinação entre juros, câmbio, commodities, resultados empresariais e política comercial.</p>
<p>Uma postura rígida do Fed, acompanhada por alta do petróleo, poderia fortalecer o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333572">dólar</a> e elevar os juros futuros. Nesse ambiente, empresas endividadas e setores dependentes do consumo doméstico tenderiam a enfrentar maior pressão.</p>
<p>Se o Fed adotar uma comunicação moderada e o petróleo recuar, ativos brasileiros poderiam se beneficiar, ainda que as tarifas americanas continuem impondo riscos específicos às exportadoras.</p>
<p>Os balanços podem produzir movimentos contrários à direção do índice. Uma empresa que surpreenda positivamente poderá avançar mesmo em um dia de queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332142">Ibovespa</a>, enquanto resultados fracos podem provocar perdas em uma sessão favorável ao mercado.</p>
<p>O investidor também precisa distinguir evento de efeito econômico. O anúncio de uma tarifa, uma decisão de juros ou um ataque militar produz reação imediata, mas as consequências financeiras podem aparecer ao longo de vários trimestres.</p>
<p>Nesta semana, o Fed concentra o maior potencial de impacto imediato. No horizonte seguinte, a evolução do conflito com o Irã, a resposta brasileira às tarifas e as negociações fiscais em Washington definirão se a volatilidade será passageira ou se passará a integrar de forma mais permanente os preços dos ativos.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cogna (COGN3) vira favorita do Bradesco BBI, que vê potencial de alta de 82%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cogna-cogn3-bradesco-bbi-compra-potencial-alta-82</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações de educação]]></category>
		<category><![CDATA[ANIM3]]></category>
		<category><![CDATA[Ânima Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco BBI]]></category>
		<category><![CDATA[COGN3]]></category>
		<category><![CDATA[Cogna]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Vitru]]></category>
		<category><![CDATA[VTRU3]]></category>
		<category><![CDATA[YDUQ3]]></category>
		<category><![CDATA[Yduqs]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523088</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no setor educacional e aumentou o preço-alvo de R$ 3,80 para R$ 4 ao fim de 2026. O valor representa potencial de valorização próximo de 82% sobre o [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no setor educacional e aumentou o preço-alvo de R$ 3,80 para R$ 4 ao fim de 2026. O valor representa potencial de valorização próximo de 82% sobre o fechamento anterior. Na mesma revisão, o banco rebaixou a Ânima Educação (ANIM3) de compra para neutra e reduziu seu preço-alvo de R$ 7 para R$ 4,30.</p>
<p>A mudança reflete uma separação mais clara entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332132">empresas</a> que chegam à temporada de balanços do segundo trimestre com geração de caixa, endividamento controlado e capacidade de remunerar os acionistas e aquelas mais expostas ao custo elevado da dívida e aos riscos de execução.</p>
<p>No caso da Cogna (COGN3), o BBI identificou uma combinação de preço descontado, melhora das projeções de lucro, liquidez das ações e baixa alavancagem. O papel negociava a 4,5 vezes o lucro estimado para 2026, enquanto o retorno projetado do fluxo de caixa livre ao acionista alcançava 21%.</p>
<p>A Ânima (ANIM3), em sentido oposto, passou a carregar uma percepção maior de risco depois da compra da FMU, anunciada em julho. A operação amplia a presença da companhia no ensino superior, mas adiciona uma nova frente de integração em um momento no qual o custo financeiro continua elevado e os resultados operacionais ainda exigem ajustes.</p>
<p>Às 11h26, as ações da Cogna subiam 1,39%, para R$ 2,19. Os papéis da Ânima avançavam 1,38%, a R$ 2,20, mesmo após o rebaixamento. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332131">Ibovespa</a> recuava 0,67% no mesmo horário.</p>
<h2>Preço baixo deixou de ser o único argumento para Cogna</h2>
<p>A tese positiva para a Cogna não depende apenas da queda acumulada das ações. A revisão do BBI ocorre depois de a companhia apresentar crescimento de receita, lucro e geração de caixa no primeiro trimestre de 2026, acompanhado de nova redução da alavancagem.</p>
<p>A receita líquida da Cogna atingiu R$ 2,146 bilhões entre janeiro e março, alta de 31,9% sobre igual período de 2025. O Ebitda recorrente avançou 22,2%, para R$ 679,6 milhões, apesar da redução de 2,5 pontos percentuais na margem.</p>
<p>O lucro líquido ajustado chegou a R$ 200,8 milhões, crescimento anual de 30%. Pelo critério contábil, o lucro foi de R$ 141,4 milhões, 48,7% superior ao resultado registrado um ano antes.</p>
<p>O elemento que ganhou maior peso na avaliação do BBI foi a conversão desse resultado em dinheiro. A geração de caixa livre da Cogna somou R$ 252,5 milhões no primeiro trimestre, aumento de 68,7% em relação aos R$ 149,6 milhões apurados no mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>O avanço permitiu à companhia reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado de 1,28 vez para 1,13 vez em doze meses. A dívida líquida encerrou março em R$ 2,784 bilhões, com queda de 1,1%.</p>
<p>Essa estrutura financeira diferencia a Cogna de empresas que ainda precisam direcionar parcela relevante da geração operacional ao pagamento de juros. Também abre espaço para que a administração avalie uma distribuição maior de resultados aos acionistas sem interromper o processo de desalavancagem.</p>
<h2>Banco projeta possibilidade de dividendos maiores</h2>
<p>O Bradesco BBI estima que a Cogna possa alcançar lucro líquido contábil de R$ 634 milhões em 2026 e gerar R$ 895 milhões em fluxo de caixa livre ao acionista em 2027.</p>
<p>No cenário mais favorável desenhado pelo banco, a companhia teria condições de distribuir em 2027 o equivalente a 100% do lucro apurado em 2026. A estimativa atualmente incorporada ao modelo considera um pagamento de 50%.</p>
<p>Caso a distribuição integral se concretize, o retorno em dividendos poderia chegar a 14%, o dobro dos 7% previstos na hipótese-base do BBI. Mesmo nesse cenário, a relação entre dívida líquida e Ebitda cairia de 1,1 vez em 2026 para 0,9 vez no ano seguinte.</p>
<p>A possibilidade de um pagamento maior não constitui compromisso assumido pela Cogna. A distribuição dependerá do resultado efetivamente apurado, das necessidades de investimento, da posição de caixa, das obrigações financeiras e da decisão dos órgãos de administração da companhia.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332133">mercado</a>, porém, a inclusão dessa hipótese altera a percepção sobre a ação. A Cogna deixou de ser avaliada apenas como uma empresa em recuperação operacional e passou a ser observada também como uma possível geradora de caixa e dividendos.</p>
<p>A companhia distribuiu R$ 119,5 milhões em dividendos em fevereiro deste ano. Ao mesmo tempo, reduziu o custo médio ponderado de sua dívida de CDI mais 1,66% no primeiro trimestre de 2025 para CDI mais 1,33% no mesmo período de 2026.</p>
<h2>Ânima é rebaixada mesmo com potencial teórico de 98%</h2>
<p>O rebaixamento da Ânima (ANIM3) chama atenção porque o novo preço-alvo de R$ 4,30 ainda representa valorização teórica próxima de 98% sobre a cotação de referência usada pelo BBI.</p>
<p>A aparente contradição decorre da forma como os bancos avaliam as ações. O potencial calculado entre a cotação e o preço-alvo não é o único elemento considerado em uma recomendação. A previsibilidade dos resultados, o risco financeiro, a possibilidade de novas revisões e a existência de gatilhos de curto prazo também entram na decisão.</p>
<p>No caso da Ânima, o banco identificou maior sensibilidade dos lucros à trajetória dos juros, alavancagem superior à dos principais concorrentes, menor sustentação por múltiplos e riscos associados à integração da FMU.</p>
<p>A companhia encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 2,926 bilhões e alavancagem de 2,39 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses. O indicador melhorou em relação às 2,49 vezes observadas ao fim de 2025, mas permanece acima do nível registrado pela Cogna.</p>
<p>A Selic elevada pesa diretamente sobre o resultado financeiro. No primeiro trimestre, as despesas financeiras da Ânima aumentaram, enquanto o custo total da dívida permaneceu próximo de 16,7% ao ano, considerando a taxa básica e o spread médio contratado.</p>
<p>Apesar dessa pressão, a companhia apresentou crescimento operacional. A receita líquida subiu 7,7%, para R$ 1,12 bilhão, e o Ebitda ajustado, excluído o efeito do IFRS 16, avançou 4,3%, para R$ 375,9 milhões.</p>
<p>A margem Ebitda caiu 1,1 ponto percentual, para 33,6%. O lucro líquido atribuível aos controladores somou R$ 106,2 milhões, alta de 11%.</p>
<p>Os números mostraram melhora, mas também revelaram fragilidades. A base de alunos da graduação digital caiu 18,4%, e a receita do segmento recuou 5,5%. A própria administração informou ter enfrentado problemas operacionais na volta às aulas, com reflexos sobre a evasão.</p>
<h2>Compra da FMU adiciona escala e risco de execução</h2>
<p>A aquisição da FMU aprofundou a diferença de percepção entre Cogna e Ânima. A operação foi anunciada em 14 de julho e prevê a compra da totalidade das cotas da instituição, que se encontra em recuperação judicial.</p>
<p>O valor patrimonial da transação foi fixado em R$ 410 milhões. A Ânima pagará R$ 240 milhões à vista no fechamento e uma segunda parcela de pelo menos R$ 170 milhões, corrigida pelo CDI, com vencimento condicionado aos termos previstos no contrato.</p>
<p>A parcela futura poderá aumentar de acordo com a evolução do Ebitda e da dívida líquida da FMU. A conclusão do negócio depende, entre outras condições, da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, esperada pela companhia para o fim de 2026.</p>
<p>A FMU tinha 51 mil alunos, seis campi em São Paulo e mais de 200 unidades acadêmicas parceiras de ensino a distância quando a transação foi anunciada. Nos 12 meses encerrados em março, registrou receita líquida de R$ 281,7 milhões, Ebitda ajustado de R$ 52,9 milhões e dívida líquida de R$ 150,3 milhões.</p>
<p>Para a Ânima, a compra amplia a escala em São Paulo e oferece sinergias nos cursos presenciais, digitais e híbridos. Para o investidor, entretanto, acrescenta uma etapa de integração operacional e financeira que precisará ser executada sem interromper a redução do endividamento.</p>
<p>Esse risco explica por que o BBI reduziu o preço-alvo mesmo reconhecendo a possibilidade de valorização expressiva das ações. A compra pode gerar valor no médio prazo, mas os benefícios dependerão da recuperação da FMU, da captura de sinergias e do controle dos custos financeiros.</p>
<h2>Juros mais altos pressionam projeções para 2027</h2>
<p>O Bradesco BBI atualizou seu modelo para incorporar uma curva de juros mais elevada. A taxa Selic média projetada pelo banco para 2027 aumentou 1,7 ponto percentual, para 12% ao ano.</p>
<p>A revisão tem impacto relevante sobre as empresas de educação porque boa parte do setor ainda opera com dívidas indexadas ao CDI. Quanto mais tempo os juros permanecerem elevados, maior será o consumo de caixa com despesas financeiras e menor a parcela do resultado disponível aos acionistas.</p>
<p>A Ânima é a empresa mais atingida pela nova premissa. O BBI reduziu em 45% sua estimativa de lucro por ação para 2027, levan<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334016">do</a> a projeção para um nível 25% inferior à média do mercado.</p>
<p>Para a Yduqs (YDUQ3), o corte foi de 20%, deixando a estimativa do banco 8% abaixo do consenso. Ainda assim, o BBI manteve recomendação de compra para a companhia, assim como para a Vitru Educação (VTRU3).</p>
<p>A diferença está na geração de caixa projetada. Segundo o banco, Yduqs e Vitru negociam com retornos de fluxo de caixa livre ao acionista entre 19% e 21% para 2027, depois da forte desvalorização das ações do setor.</p>
<h2>Vitru e Yduqs preservam geração de caixa</h2>
<p>Os resultados do primeiro trimestre ajudam a explicar a manutenção das recomendações positivas para Vitru e Yduqs.</p>
<p>A Vitru registrou receita líquida de R$ 579,2 milhões, alta de 6,1%, e Ebitda ajustado de R$ 235,1 milhões, crescimento de 16%. A margem avançou 3,5 pontos percentuais, para 40,6%.</p>
<p>O lucro líquido ajustado por imposto caixa chegou a R$ 91,8 milhões, aumento de 24,1%. O fluxo de caixa livre subiu 85,6%, para R$ 217,1 milhões, enquanto a alavancagem caiu para 1,75 vez o Ebitda.</p>
<p>A Yduqs, por sua vez, obteve receita líquida de R$ 1,568 bilhão e Ebitda ajustado de R$ 552 milhões no primeiro trimestre, com altas de aproximadamente 5% e 7%, respectivamente.</p>
<p>A geração de caixa ao acionista alcançou R$ 276 milhões no trimestre e R$ 525 milhões nos 12 meses encerrados em março. A alavancagem ficou em 1,53 vez, ou 1,19 vez quando desconsiderados os efeitos de dividendos e recompra de ações.</p>
<p>A composição dos resultados, contudo, permanece desigual. Idomed e Ibmec responderam por 49% do Ebitda da Yduqs, compensando a pressão nas operações da Estácio e da Wyden.</p>
<h2>Balanços do 2T26 devem separar vencedores no setor</h2>
<p>O BBI espera uma temporada de resultados heterogênea para as empresas de educação no segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Cogna e Vitru devem apresentar os desempenhos mais consistentes, sustentados por geração de caixa e evolução operacional. A Yduqs tende a mostrar crescimento mais limitado do Ebitda, apesar da contribuição das marcas de medicina e ensino premium.</p>
<p>Para a Ânima, a expectativa é de números ligeiramente mais fracos, afetados por taxas maiores de evasão. A margem Ebitda, no entanto, deverá permanecer relativamente estável, segundo as projeções do banco.</p>
<p>A revisão do Bradesco BBI indica que o desconto generalizado das ações de educação começa a dar lugar a uma análise mais seletiva. O setor continua negociando a múltiplos baixos, mas o valor potencial depende da capacidade de cada companhia transformar receita em caixa depois de juros, investimentos e obrigações financeiras.</p>
<p>Nesse ambiente, a Cogna passa a ocupar a posição de maior preferência por reunir lucro em expansão, alavancagem próxima de uma vez o Ebitda e possibilidade de aumentar a remuneração aos acionistas. A Ânima entra no período de balanços sob maior cobrança: terá de provar que a aquisição da FMU pode gerar crescimento sem interromper a desalavancagem já alcançada.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica compra de Embraer (EMBJ3) e venda de Assaí (ASAI3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-embraer-prio-suzano-assai-csn-slc-agricola</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[ASAI3]]></category>
		<category><![CDATA[Assaí]]></category>
		<category><![CDATA[CSNA3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade hoje]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[SLCE3]]></category>
		<category><![CDATA[Suzano]]></category>
		<category><![CDATA[SUZB3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523074</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos indicou a compra das ações da Embraer (EMBJ3), da PRIO (PRIO3) e da Suzano (SUZB3) em operações de day trade para esta quarta-feira, 29 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou Assaí (ASAI3), CSN (CSNA3) e SLC Agrícola (SLCE3), em uma estratégia que busca capturar oscilações de até 1,47% ao longo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos indicou a compra das ações da Embraer (EMBJ3), da PRIO (PRIO3) e da Suzano (SUZB3) em operações de day trade para esta quarta-feira, 29 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou Assaí (ASAI3), CSN (CSNA3) e SLC Agrícola (SLCE3), em uma estratégia que busca capturar oscilações de até 1,47% ao longo do mesmo pregão.</p>
<p>As recomendações de day trade foram divulgadas em uma sessão marcada pela queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332117">Ibovespa</a>, pela valorização superior a 6% do petróleo e pelo aumento da cautela nos mercados internacionais antes da decisão de juros do Federal Reserve. Esse ambiente tende a ampliar a volatilidade das ações brasileiras e pode acelerar tanto o alcance dos objetivos quanto o acionamento dos limites de perda.</p>
<p>A Embraer apresenta o maior potencial bruto entre as operações de compra, de 1,47%. O preço de entrada foi estabelecido em R$ 89,07, com objetivo em R$ 90,38 e stop em R$ 88,41.</p>
<p>Para as vendas, o maior retorno projetado está no Assaí, com potencial de 1,46%. A operação deve ser iniciada em R$ 8,22, tendo como alvo R$ 8,10 e como stop R$ 8,28.</p>
<p>Os percentuais representam ganhos brutos calculados a partir dos pontos definidos pela análise técnica. Não incluem corretagem, emolumentos, tributos, eventuais diferenças de execução ou outros custos associados às operações.</p>
<h2>Embraer lidera as indicações de compra da Ágora</h2>
<p>A principal indicação de compra para o day trade hoje é a Embraer (EMBJ3). As ações da fabricante de aeronaves encerraram a sessão anterior cotadas a R$ 88,86, abaixo do ponto de entrada de R$ 89,07 estabelecido pelos analistas.</p>
<p>A operação somente deve ser considerada ativada caso a cotação alcance o preço de entrada. A partir desse nível, o objetivo de R$ 90,38 corresponde a uma valorização potencial de 1,47%.</p>
<p>O stop foi definido em R$ 88,41. Isso representa um risco teórico de aproximadamente 0,74% em relação à entrada. A relação entre retorno potencial e perda projetada fica próxima de duas vezes, antes dos custos de negociação.</p>
<p>A ação da Embraer chega ao pregão após a companhia informar a ampliação de uma encomenda de jatos E190-E2 pela companhia aérea japonesa ANA. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332120">Notícias</a> sobre novas vendas, entregas, carteira de pedidos e produção costumam influenciar o papel, embora a recomendação da Ágora seja baseada em análise gráfica de curtíssimo prazo, e não em uma avaliação dos fundamentos da fabricante.</p>
<p>Em operações de day trade, uma notícia favorável à empresa não garante que o preço seguirá em alta durante toda a sessão. Movimentos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332118">dólar</a>, realização de lucros, desempenho do Ibovespa e alterações no apetite ao risco podem modificar rapidamente a direção da ação.</p>
<h3>Recomendações de compra para 29 de julho</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Embraer</td>
<td align="right">EMBJ3</td>
<td align="right">R$ 89,07</td>
<td align="right">R$ 90,38</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 88,41</td>
</tr>
<tr>
<td>PRIO</td>
<td align="right">PRIO3</td>
<td align="right">R$ 56,91</td>
<td align="right">R$ 57,73</td>
<td align="right">1,44%</td>
<td align="right">R$ 56,47</td>
</tr>
<tr>
<td>Suzano</td>
<td align="right">SUZB3</td>
<td align="right">R$ 43,20</td>
<td align="right">R$ 43,80</td>
<td align="right">1,39%</td>
<td align="right">R$ 42,86</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Alta do petróleo coloca PRIO entre as compras</h2>
<p>A segunda recomendação de compra é a PRIO (PRIO3), com entrada indicada em R$ 56,91 e objetivo em R$ 57,73. O potencial bruto calculado pela corretora é de 1,44%.</p>
<p>O stop sugerido está em R$ 56,47, equivalente a uma perda teórica de aproximadamente 0,77% em relação ao ponto de entrada. A relação entre o retorno projetado e o risco inicial fica em torno de 1,86 vez.</p>
<p>A escolha ocorre em um pregão no qual os preços internacionais do petróleo avançaram mais de 6%, após o fim da trégua entre Estados Unidos e Irã ampliar os temores de interrupções na oferta da commodity.</p>
<p>A alta do petróleo costuma favorecer <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332121">empresas</a> produtoras porque aumenta a receita potencial obtida com cada barril vendido. O efeito sobre as ações, contudo, depende também da produção, dos custos operacionais, da taxa de câmbio, do endividamento e das expectativas já incorporadas às cotações.</p>
<p>No day trade hoje, o movimento da commodity funciona como um componente adicional de volatilidade para a PRIO. Uma reversão repentina dos contratos de petróleo ou uma piora do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332122">mercado</a> acionário pode neutralizar o efeito positivo esperado.</p>
<p>A operação permanece condicionada ao alcance do preço de entrada. Caso a ação atinja o objetivo ou o stop antes de negociar em R$ 56,91, a recomendação deixa de ser válida pelas regras da carteira técnica.</p>
<h2>Suzano fecha lista de operações compradas</h2>
<p>A Suzano (SUZB3) completa o grupo de ações indicadas para compra. A entrada foi definida em R$ 43,20, com objetivo em R$ 43,80 e potencial bruto de 1,39%.</p>
<p>O stop indicado está em R$ 42,86. A distância entre a entrada e o limite de perda corresponde a aproximadamente 0,79%, enquanto a relação entre ganho potencial e risco fica próxima de 1,76 vez.</p>
<p>As ações da Suzano são influenciadas por fatores como preço internacional da celulose, demanda chinesa, custos industriais e comportamento do dólar. Como parte relevante das receitas da companhia é gerada no exterior, a variação cambial pode afetar a percepção dos investidores sobre seus resultados.</p>
<p>A recomendação para o day trade hoje, entretanto, não representa uma projeção de longo prazo para a empresa. A análise técnica procura identificar padrões de preço, níveis de suporte, resistência, volume negociado e tendência intradiária.</p>
<p>O objetivo de R$ 43,80 deve ser interpretado como um ponto de saída da estratégia específica. Caso seja alcançado, a operação é encerrada conforme os parâmetros definidos, ainda que a ação continue subindo posteriormente.</p>
<p>Da mesma forma, o stop em R$ 42,86 representa o nível no qual a tese gráfica deixa de funcionar. A manutenção de uma posição depois do rompimento do stop altera o risco originalmente calculado.</p>
<h2>Assaí encabeça recomendações de venda</h2>
<p>Na ponta vendedora, o Assaí (ASAI3) apresenta o maior potencial bruto, de 1,46%. A estratégia indica venda em R$ 8,22 e recompra em R$ 8,10.</p>
<p>Em uma operação vendida, o investidor procura lucrar com a queda da ação. O ativo é vendido no início da operação e recomprado posteriormente por um preço inferior. A diferença, descontados custos e tributos, corresponde ao resultado.</p>
<p>O stop do Assaí foi estabelecido em R$ 8,28. Caso a ação suba depois da entrada e alcance esse nível, a posição deve ser encerrada para limitar a perda.</p>
<p>A distância entre a entrada e o stop equivale a aproximadamente 0,73%. A relação entre o potencial de ganho e o risco inicial é de duas vezes, uma das mais equilibradas entre as seis operações divulgadas.</p>
<p>O intervalo de apenas R$ 0,06 entre a entrada e o stop evidencia a sensibilidade da estratégia. Oscilações relativamente pequenas podem encerrar a operação, especialmente em momentos de maior volatilidade na Bolsa.</p>
<h3>Recomendações de venda para 29 de julho</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Assaí</td>
<td align="right">ASAI3</td>
<td align="right">R$ 8,22</td>
<td align="right">R$ 8,10</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 8,28</td>
</tr>
<tr>
<td>CSN</td>
<td align="right">CSNA3</td>
<td align="right">R$ 5,63</td>
<td align="right">R$ 5,55</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 5,68</td>
</tr>
<tr>
<td>SLC Agrícola</td>
<td align="right">SLCE3</td>
<td align="right">R$ 13,13</td>
<td align="right">R$ 12,94</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 13,23</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>CSN tem alvo de queda de 1,42%</h2>
<p>A Ágora também recomenda venda das ações da CSN (CSNA3), com entrada em R$ 5,63 e objetivo em R$ 5,55. O potencial bruto da operação é de 1,42%.</p>
<p>O stop está em R$ 5,68, uma alta de aproximadamente 0,89% em relação à entrada. A relação entre ganho potencial e risco fica próxima de 1,6 vez.</p>
<p>A CSN está exposta ao desempenho da siderurgia, do minério de ferro, da atividade industrial e da construção civil. A alavancagem financeira do grupo também costuma ocupar espaço relevante na avaliação do mercado.</p>
<p>Para a recomendação de day trade, porém, esses fatores funcionam principalmente como elementos capazes de elevar a volatilidade. A decisão da corretora considera o comportamento do gráfico e os níveis de preço projetados para a sessão.</p>
<p>Como o preço nominal da ação é reduzido, alterações de poucos centavos produzem variações percentuais relevantes. O movimento de R$ 5,63 para R$ 5,55, por exemplo, representa a queda de 1,42% prevista na estratégia.</p>
<p>O stop de R$ 5,68 limita a perda teórica, mas sua execução pode ocorrer acima desse nível em situações de oscilação abrupta, falta de liquidez ou abertura com diferença expressiva entre os preços.</p>
<h2>SLC Agrícola completa carteira na ponta vendedora</h2>
<p>A terceira indicação de venda é a SLC Agrícola (SLCE3). A entrada foi estabelecida em R$ 13,13, com objetivo de R$ 12,94 e stop em R$ 13,23.</p>
<p>O potencial bruto é de 1,45%. A perda teórica até o stop corresponde a aproximadamente 0,76%, resultando em uma relação entre retorno e risco de cerca de 1,9 vez.</p>
<p>As ações da SLC Agrícola podem reagir às cotações de soja, milho e algodão, às condições climáticas, ao dólar e às perspectivas para os custos de fertilizantes. A companhia também é acompanhada por sua estratégia de expansão de área, produtividade e gestão de terras agrícolas.</p>
<p>No pregão desta quarta-feira, o setor enfrenta uma combinação de queda de algumas commodities agrícolas e aumento da volatilidade dos fertilizantes, influenciados pelas tensões internacionais e pelos custos de insumos.</p>
<p>A operação vendida não significa necessariamente que a corretora tenha uma avaliação negativa sobre os fundamentos de longo prazo da SLC Agrícola. A recomendação se restringe ao comportamento esperado da ação durante a sessão.</p>
<h2>Carteira só é ativada quando preço de entrada é alcançado</h2>
<p>As seis recomendações de day trade não devem ser executadas automaticamente na abertura do mercado. Cada operação depende de a ação alcançar o preço de entrada indicado pela análise técnica.</p>
<p>Caso o ativo abra acima do objetivo de uma operação comprada, por exemplo, a entrada não deve ser perseguida. O mesmo vale quando o preço atinge o stop antes de ativar a estratégia.</p>
<p>Essa regra procura evitar que o investidor entre em uma posição depois que o movimento projetado já ocorreu ou quando a configuração gráfica deixou de ser válida.</p>
<p>Os stops também passam a valer somente após a ativação da entrada. Antes disso, o simples alcance do valor indicado como limite de perda não representa prejuízo, porque a posição ainda não foi aberta.</p>
<p>Todas as operações devem ser encerradas no mesmo pregão. A manutenção para o dia seguinte transforma a estratégia em outra modalidade, sujeita a riscos diferentes, como oscilações no período em que a Bolsa está fechada.</p>
<h2>Retornos divulgados são brutos e não representam garantia</h2>
<p>Os potenciais entre 1,39% e 1,47% representam apenas a diferença entre os preços de entrada e os objetivos. O ganho líquido pode ser menor devido a emolumentos, tributação, corretagem, custos de aluguel de ações e diferenças entre o preço indicado e o efetivamente executado.</p>
<p>Também não existe garantia de que o objetivo será alcançado. Uma operação pode ativar a entrada e, em seguida, atingir o stop, produzindo perda.</p>
<p>O uso do stop reduz o impacto projetado de uma movimentação contrária, mas não assegura execução exatamente no valor estabelecido. Em momentos de forte oscilação, a ordem pode ser executada pelo primeiro preço disponível.</p>
<p>O resultado final depende ainda do tamanho da posição. Um movimento percentual pequeno pode provocar perdas elevadas quando o investidor opera com capital excessivo ou utiliza alavancagem.</p>
<p>A carteira da Ágora para o day trade hoje distribui as operações entre aviação, petróleo, papel e celulose, varejo alimentar, siderurgia e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332119">agronegócio</a>. Essa diversidade setorial, contudo, não elimina a correlação provocada pelo comportamento geral do Ibovespa.</p>
<p>Em uma sessão marcada por tensão geopolítica, petróleo em forte alta e expectativa sobre os juros americanos, os preços podem mudar de direção rapidamente. Os níveis técnicos definidos para Embraer, PRIO, Suzano, Assaí, CSN e SLC Agrícola permanecem válidos apenas para o pregão de 29 de julho.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 28 de julho: Bolsa sobe com inflação menor, apesar de tombo de TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-28-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA-15]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[TIM]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523037</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,69%, aos 176.543,51 pontos, nesta terça-feira, 28 de julho, na B3, em uma sessão marcada pela desaceleração mais forte do que a esperada do IPCA-15 e pelo recuo das taxas de juros futuros. O avanço dos bancos e de empresas mais sensíveis ao custo do crédito sustentou o índice, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,69%, aos 176.543,51 pontos, nesta terça-feira, 28 de julho, na B3, em uma sessão marcada pela desaceleração mais forte do que a esperada do IPCA-15 e pelo recuo das taxas de juros futuros. O avanço dos bancos e de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332096">empresas</a> mais sensíveis ao custo do crédito sustentou o índice, enquanto TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, lideraram as perdas após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.209,05 pontos em relação ao fechamento anterior, de 175.334,46 pontos. A sessão começou perto da estabilidade, aos 175.326 pontos, que também representaram a mínima do dia, e ganhou força após a divulgação da prévia da inflação.</p>
<p>Na máxima, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332097">Ibovespa</a> alcançou 178.539 pontos, avanço superior a 1,8% sobre o fechamento de segunda-feira. Parte do movimento perdeu intensidade durante a tarde, diante das quedas superiores a 5% das duas maiores operadoras de telecomunicações da B3 e da postura mais seletiva observada nos mercados internacionais.</p>
<p>Ainda assim, o índice terminou no campo positivo pelo segundo pregão consecutivo. A alta acumulada nas duas sessões chegou a aproximadamente 1,44%, após o avanço de 0,74% registrado na segunda-feira.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 176.543,51 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> alta de 0,69%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> 1.209,05 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 175.326 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 178.539 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 175.326 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 175.334,46 pontos</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332094">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,12</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> alta de 0,13%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de aproximadamente 2,63%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de aproximadamente 9,57%</li>
</ul>
<h2>IPCA-15 abaixo do esperado derruba juros futuros</h2>
<p>O principal impulso doméstico veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, que avançou 0,06% em julho. O resultado mostrou desaceleração expressiva em relação à alta de 0,41% registrada em junho e ficou abaixo do piso das projeções coletadas no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332092">mercado</a>.</p>
<p>As estimativas variavam entre 0,17% e 0,28%, com mediana de 0,21%. A surpresa favorável reforçou a percepção de que o processo de desinflação pode abrir espaço para uma flexibilização adicional da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332095">política</a> monetária brasileira.</p>
<p>Em 12 meses, o IPCA-15 desacelerou de 4,80% para 4,52%. No acumulado de 2026, a prévia da inflação chegou a 3,51%.</p>
<p>O grupo alimentação e bebidas apresentou queda de 0,66% e exerceu a principal influência de baixa sobre o indicador. Na direção contrária, habitação avançou 0,97%, pressionada principalmente pelos custos de energia elétrica.</p>
<p>A reação apareceu rapidamente na curva de juros. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro recuaram nos vencimentos intermediários e longos, refletindo a revisão das expectativas para a Selic e a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<p>O fechamento da curva favoreceu ações de companhias cujo valor de mercado é mais sensível aos juros. Empresas com dívida elevada, <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332091">negócios</a> dependentes de crédito ou fluxos de caixa projetados para prazos mais longos tendem a se beneficiar quando o mercado reduz os prêmios exigidos para financiar a economia.</p>
<h2>Bancos ajudam o Ibovespa a manter alta</h2>
<p>As ações dos grandes bancos avançaram e exerceram influência positiva sobre o Ibovespa. O movimento acompanhou a queda dos juros futuros e a leitura de que uma inflação mais moderada pode favorecer a atividade econômica e a demanda por crédito.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) terminou cotado próximo de R$ 42,69, com valorização de cerca de 1,40%. O Bradesco (BBDC4) subiu aproximadamente 1,24%, para R$ 18,71, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,74%, a R$ 20,50.</p>
<p>A redução dos juros não produz efeito uniforme sobre o setor bancário. Taxas mais baixas podem estimular empréstimos, reduzir o custo de captação e aliviar a inadimplência, mas também alteram as margens financeiras e a remuneração de recursos próprios.</p>
<p>Nesta terça-feira, prevaleceu a leitura favorável ao crédito e à qualidade dos ativos. Como os bancos têm participação relevante na composição do Ibovespa, o desempenho conjunto do setor ajudou a compensar as perdas das operadoras de telecomunicações.</p>
<p>A B3 (B3SA3) também avançou. A operadora da Bolsa costuma responder positivamente à queda da curva <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334013">de juros, que pode favorecer a migração de recursos da renda fixa para ativos de maior risco e</a> elevar a atividade nos mercados de capitais.</p>
<h2>TIM e Vivo despencam mesmo com crescimento operacional</h2>
<p>TIM e Telefônica Brasil ocuparam as duas primeiras posições entre as maiores quedas do Ibovespa. A TIM (TIMS3) recuou 6,19%, para R$ 20,17, enquanto a Telefônica Brasil (VIVT3) caiu 5,90%, a R$ 33,98.</p>
<p>As perdas ocorreram depois que as duas companhias apresentaram seus resultados do segundo trimestre. Embora os balanços tenham mostrado crescimento de receita, Ebitda e lucro, o comportamento das ações indicou que o mercado esperava uma combinação mais forte de desempenho operacional, geração de caixa e qualidade dos resultados.</p>
<p>A TIM registrou receita líquida de R$ 6,965 bilhões, alta anual de 5,5%. O Ebitda normalizado avançou 7%, para R$ 3,586 bilhões, com margem de 51,5%, expansão de 0,7 ponto percentual.</p>
<p>O lucro líquido normalizado da operadora alcançou R$ 1,036 bilhão, crescimento de 6,2%. Entre os pontos que ganharam atenção estava o avanço de 38,1% das provisões para devedores duvidosos, influenciado por um impacto pontual associado a um cliente do segmento empresarial e de atacado.</p>
<p>Na Telefônica Brasil, a receita líquida somou R$ 15,757 bilhões, alta de 7,6%. O Ebitda aumentou 10,9%, para R$ 6,581 bilhões, enquanto a margem subiu 1,3 ponto percentual, para 41,8%.</p>
<p>O lucro líquido da dona da Vivo cresceu 17%, para R$ 1,573 bilhão. O fluxo de caixa livre, contudo, recuou 10,7%, para R$ 2,661 bilhões, diante de pagamentos maiores de tributos e de uma contribuição menor do capital de giro.</p>
<p>Os resultados não indicaram deterioração operacional generalizada. A reação negativa mostrou, porém, que números positivos podem não ser suficientes quando as expectativas incorporadas às cotações são elevadas.</p>
<h2>Vamos lidera altas; Hapvida e Suzano também avançam</h2>
<p>A Vamos (VAMO3) encerrou o pregão como a maior alta do Ibovespa, com valorização de 5,36%, a R$ 3,34. Não houve fato relevante novo identificado até o término da apuração que explicasse isoladamente o movimento.</p>
<p>O recuo das taxas de juros ofereceu um ambiente mais favorável para a companhia, cujo negócio de locação de caminhões, máquinas e equipamentos exige volume elevado de capital e financiamento. A relação, entretanto, deve ser tratada como um dos vetores da sessão, e não como explicação exclusiva.</p>
<p>A Hapvida (HAPV3) subiu 3,83%, para R$ 10,58. Empresas de saúde com estruturas financeiras sensíveis ao custo de capital também se beneficiaram da queda dos DIs.</p>
<p>A Suzano (SUZB3) avançou 3,10%, a R$ 43,17. A MBRF (MBRF3) ganhou 3,02%, para R$ 16,37, mantendo o desempenho positivo observado nas sessões anteriores.</p>
<p>A Gerdau (GGBR4) completou o grupo das cinco maiores altas, com valorização de 2,98%, a R$ 25,21.</p>
<p>Os movimentos ocorreram em setores diferentes e não tiveram um único fator corporativo em comum. O alívio dos juros, o ajuste de posições e <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332093">notícias</a> específicas acumuladas nos pregões anteriores contribuíram para a formação dos preços.</p>
<h2>CSN, Sabesp e SLC Agrícola acompanham telecomunicações nas perdas</h2>
<p>Depois de TIM e Telefônica Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registrou a terceira maior queda do índice. O papel recuou 2,45%, para R$ 5,57.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) perdeu 1,59%, a R$ 28,41, enquanto a SLC Agrícola (SLCE3) caiu 1,42%, para R$ 13,19.</p>
<p>Não foi identificado, até o encerramento da apuração, um fato relevante novo que justificasse sozinho as quedas dessas três companhias. O desempenho refletiu uma combinação de ajustes setoriais, realização de ganhos e rotação de carteiras.</p>
<p>O comportamento reforçou a assimetria da sessão. Embora o Ibovespa tenha alcançado uma máxima superior a 178 mil pontos, a alta não foi distribuída de maneira uniforme entre os componentes do índice.</p>
<h2>Vale avança e Petrobras sente recuo do petróleo</h2>
<p>A Vale (VALE3) encerrou perto de R$ 75,69, com alta de aproximadamente 0,60%. O avanço moderado da mineradora ofereceu apoio ao Ibovespa, dada sua participação elevada na carteira teórica.</p>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) oscilaram próximas da estabilidade, sem acompanhar integralmente a alta do índice. A petrolífera continuou sob influência da correção dos preços internacionais do petróleo.</p>
<p>O Brent permaneceu próximo de US$ 82 por barril, depois de superar US$ 100 durante o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A diminuição do prêmio geopolítico reduziu o suporte para as ações de companhias produtoras.</p>
<p>O movimento da Petrobras não depende apenas da variação diária do barril. Câmbio, política de preços, expectativas de dividendos, investimentos e risco político também interferem na formação das cotações.</p>
<p>No setor de mineração e siderurgia, a alta da Vale contrastou com a queda da CSN e o avanço da Gerdau. A diferença mostrou que o comportamento das companhias não pode ser atribuído automaticamente a uma única commodity.</p>
<h2>Dólar fecha a R$ 5,12 e juros recuam em toda a curva</h2>
<p>O dólar comercial encerrou a sessão cotado ao redor de R$ 5,12, com alta de 0,13%. A moeda americana oscilou pouco, dividida entre a surpresa positiva com a inflação brasileira e o fortalecimento moderado do dólar no ext<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336284">erio</a>r.</p>
<p>A queda dos juros futuros foi mais intensa do que o movimento do câmbio. O IPCA-15 abaixo de todas as projeções reduziu os prêmios nos contratos intermediários e longos.</p>
<p>Os vencimentos de prazo menor também passaram a refletir maior probabilidade de flexibilização monetária. A próxima decisão do Comitê de Política Monetária ocorrerá na primeira semana de agosto.</p>
<p>As taxas exatas dos principais contratos de DI no encerramento não estavam consolidadas em fonte acessível até a conclusão da apuração. O sinal predominante, entretanto, foi de queda ao longo de toda a curva.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única antes do Fed</h2>
<p>Os índices de Nova York terminaram a terça-feira com resultados mistos. O Dow Jones avançou 1%, aos 52.747,32 pontos, apoiado por balanços corporativos melhores do que o esperado em setores ligados ao consumo.</p>
<p>O S&amp;P 500 subiu 0,2%, para 7.428,78 pontos. O Nasdaq recuou 0,2%, aos 24.876,91 pontos, pressionado por nova queda das empresas de semicondutores e de ações ligadas à inteligência artificial.</p>
<p>O comportamento de Wall Street limitou parte do ganho da Bolsa brasileira durante a tarde. O mercado internacional permanece cauteloso antes da decisão de política monetária do Federal Reserve.</p>
<p>A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto começou nesta terça-feira e termina na quarta-feira, 29 de julho. O comunicado e a entrevista do presidente do Fed serão examinados em busca de indicações sobre inflação, atividade e trajetória dos juros americanos.</p>
<p>A queda do petróleo também contribuiu para o recuo dos rendimentos dos Treasuries. Juros americanos mais baixos ajudaram a curva brasileira, mas o efeito foi parcialmente compensado pela fraqueza das ações de tecnologia.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta de 2,63% em julho</h2>
<p>Com o fechamento desta terça-feira, o Ibovespa passou a acumular valorização de aproximadamente 2,63% em julho. No ano, a alta alcançou cerca de 9,57%.</p>
<p>O índice permanece, contudo, abaixo da máxima de 178.539 pontos alcançada durante a própria sessão. O afastamento do pico mostrou que a entrada de compradores perdeu intensidade nas últimas horas de negociação.</p>
<p>O desempenho acumulado ainda reflete forte oscilação entre inflação doméstica, preços das commodities, decisões de política monetária e tensões internacionais.</p>
<p>O patamar superior a 176 mil pontos mantém o Ibovespa próximo das máximas recentes, mas a continuidade do movimento dependerá da combinação entre resultados empresariais, curva de juros e ambiente externo.</p>
<h2>Fed e balanço do Santander entram no radar do próximo pregão</h2>
<p>Na quarta-feira, 29 de julho, a atenção estará concentrada na decisão do Federal Reserve. Alterações na linguagem do comunicado poderão produzir reação no dólar, nos Treasuries, nas commodities e nas Bolsas globais.</p>
<p>No Brasil, o mercado continuará ajustando as apostas para a próxima reunião do Copom depois da surpresa com o IPCA-15. A intensidade da queda dos juros futuros será testada diante dos sinais vindos do banco central americano.</p>
<p>A temporada de resultados também avançará. O Santander Brasil (SANB11) está entre as companhias previstas para divulgar o balanço do segundo trimestre, inaugurando uma fase mais intensa de números dos grandes bancos.</p>
<p>O desempenho das ações de telecomunicações permanecerá no foco depois das fortes quedas desta terça-feira. Investidores deverão avaliar se a reação representou um ajuste pontual às expectativas ou uma revisão mais duradoura das projeções para o setor.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BC: estrangeiros retiram US$ 2,79 bi da bolsa em junho e dívida externa cai para US$ 405 bi</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/investimento-estrangeiro-acoes-saida-junho-divida-externa-bc-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 18:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[conta corrente]]></category>
		<category><![CDATA[dívida externa]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo cambial]]></category>
		<category><![CDATA[IDP]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[setor externo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522976</guid>

					<description><![CDATA[<p>O investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saída líquida de US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 28. O resultado amplia a retirada observada no mesmo mês de 2025, quando o saldo havia sido negativo em US$ 1,497 bilhão, e marca o segundo mês seguido de fluxo negativo na [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saída líquida de US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 28. O resultado amplia a retirada observada no mesmo mês de 2025, quando o saldo havia sido negativo em US$ 1,497 bilhão, e marca o segundo mês seguido de fluxo negativo na bolsa após o forte ingresso do início do ano.</p>
<p>De acordo com o Banco Central, o movimento de junho contrasta com o comportamento de outras modalidades da conta financeira. O investimento líquido em fundos de investimento no país ficou positivo em US$ 570 milhões, revertendo o saldo negativo de US$ 742 milhões de junho de 2025. Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332046">mercado</a> doméstico permaneceu no campo positivo, mas recuou para US$ 1,598 bilhão, ante US$ 4,560 bilhões no mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>No acumulado de janeiro a junho de 2026, o quadro ainda é de ingresso líquido em ações. Segundo o Banco Central, o investimento em ações soma US$ 2,562 bilhões no semestre. O investimento em fundos acumula saída de US$ 1,736 bilhão, enquanto o saldo em títulos de renda fixa no mercado doméstico é positivo em US$ 5,510 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Fluxo em ações registra segunda saída seguida na B3 e reduz saldo anual</h3>
<p>Os números do Banco Central não refletem exatamente as negociações em pregão da B3, porque a metodologia do balanço de pagamentos considera a entrada e a saída efetiva de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337219">dólares contratados no mercado</a> de câmbio, incluindo operações de câmbio relacionadas a investimentos. Ainda assim, a direção coincide <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333558">com o que foi observado na bolsa</a>.</p>
<p>Dados da B3 compilados por consultoria Elos Ayta mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,785 bilhões no mercado secundário em junho, excluindo ofertas públicas iniciais e follow-ons. Foi o segundo mês consecutivo de saída, após a retirada recorde de R$ 14,91 bilhões em maio, a maior desde o início da série histórica iniciada em 2022. Quando se incluem IPOs e follow-ons, a saída líquida de junho foi de R$ 7,04 bilhões.</p>
<p>Apesar da desaceleração, o saldo anual permanece positivo em R$ 33,847 bilhões, segundo o levantamento, metade do recorde de R$ 69,070 bilhões registrado em 14 de abril. O montante é 26% superior ao observado no primeiro semestre de 2025. Somente em janeiro, o ingresso líquido havia sido de R$ 26,31 bilhões, superando todo o fluxo de 2025, que totalizou R$ 25,47 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Fundos voltam ao positivo e renda fixa segura parte da carteira</h3>
<p>A conta de investimentos em carteira no mercado doméstico somou, em maio, último dado detalhado divulgado no texto de estatísticas do setor externo, saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões, com US$ 2,4 bilhões em ações e fundos e US$ 2,9 bilhões em títulos. Em 12 meses encerrados em maio, o ingresso líquido ainda era de US$ 20,8 bilhões.</p>
<p>O desempenho de junho mostra recomposição parcial. Conforme o Banco Central, a entrada líquida em fundos de US$ 570 milhões interrompe uma sequência de saídas, enquanto a entrada em títulos, embora menor que a de 2025, manteve o acumulado do ano no positivo.</p>
<p>A dinâmica reflete a diferença de sensibilidade entre ativos. Ações brasileiras são majoritariamente de valor, com peso elevado de commodities, bancos e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332045">empresas</a> pagadoras de dividendos, enquanto títulos de renda fixa em reais se beneficiam do diferencial de juros. Em um ambiente de Selic ainda restritiva, o carrego em renda fixa continua atraindo parte do capital externo, mesmo com aversão a risco em ações.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Conta corrente tem déficit de US$ 2,33 bilhões e surpreende positivamente</h3>
<p>O saldo negativo em transações correntes somou US$ 2,33 bilhões em junho, segundo o Banco Central. O resultado ficou abaixo da mediana esperada em pesquisa com especialistas, que apontava déficit de US$ 2,45 bilhões, e bem abaixo do rombo de US$ 5,177 bilhões registrado em junho de 2025. O déficit acumulado em 12 meses totaliza o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto.</p>
<p>A melhora interanual decorre principalmente da balança comercial. De acordo com o Banco Central, o superávit comercial atingiu US$ 8,830 bilhões em junho, ante US$ 5,247 bilhões no mesmo mês de 2025, impulsionado por exportações de agropecuária e indústria extrativa.</p>
<p>Em sentido oposto, a conta de serviços registrou déficit de US$ 5,133 bilhões, ante déficit de US$ 4,386 bilhões em junho do ano anterior. O aumento está relacionado a despesas com telecomunicação, computação e informações, propriedade intelectual, transportes e viagens internacionais. A conta de renda primária apresentou déficit de US$ 6,466 bilhões, ante rombo de US$ 6,440 bilhões no mesmo período de 2024, pressionada por remessas de lucros e dividendos e pagamentos de juros.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">IDP de US$ 9,07 bilhões supera projeção e financia rombo externo</h3>
<p>O destaque do mês foi o investimento direto no país. Segundo o Banco Central, os ingressos líquidos somaram US$ 9,075 bilhões em junho, acima dos US$ 5,0 bilhões projetados em pesquisa e bem superior aos US$ 3,068 bilhões de junho de 2025.</p>
<p>A cifra foi suficiente para cobrir integralmente o déficit em transações correntes. Em maio, os ingressos já haviam sido de US$ 8,0 bilhões, com US$ 7,4 bilhões em participação no capital, dos quais US$ 3,0 bilhões em aporte direto e US$ 4,4 bilhões em lucros reinvestidos, além de US$ 0,6 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses até maio totalizou US$ 83,3 bilhões, equivalente a 3,38% do PIB, ante US$ 71,6 bilhões em maio de 2025.</p>
<p>O Banco Central revisou suas projeções no Relatório de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332049">Política</a> Monetária divulgado em 25 de junho. De acordo com o documento, a estimativa para o déficit em transações correntes em 2026 passou de US$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões, equivalente a 2,1% do PIB. A projeção para o fluxo líquido de entrada de IDP subiu de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, ou 2,8% do PIB. Nas contas da autarquia, a balança comercial deve ter superávit de US$ 78 bilhões neste ano, ante US$ 73 bilhões estimados em março, enquanto a despesa líquida com viagens foi estimada em US$ 15 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Dívida externa bruta recua a US$ 405,6 bilhões com queda no curto prazo</h3>
<p>O Banco Central estima que a dívida externa bruta atingiu US$ 405,683 bilhões em junho, ante US$ 407,626 bilhões em maio. A dívida externa de longo prazo somou US$ 293,795 bilhões, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 111,888 bilhões.</p>
<p>A estatística de dívida externa publicada pelo Banco Central, conforme nota explicativa da instituição, segue o padrão da sexta edição do Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional e inclui, além da chamada dívida externa bruta tradicional, os estoques de operações intercompanhia e de títulos de dívida negociados no mercado doméstico detidos por não residentes.</p>
<p>O recuo mensal ocorre após meses de elevação. Em março, a dívida havia atingido US$ 394,1 bilhões, segundo séries históricas. A composição por setor institucional mostra predominância do setor privado. As reservas internacionais somaram US$ 371,1 bilhões em maio, com aumento de US$ 4,2 bilhões ante abril, impulsionado por retorno líquido em operações de linha com recompra e receitas de juros, o que amplia o colchão de liquidez para cobertura da dívida de curto prazo por vencimento residual.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Rotação para inteligência artificial e petróleo explica fuga da B3</h3>
<p>A saída de estrangeiros da bolsa em maio e junho está ligada a uma rotação global de portfólios. Nos primeiros meses de 2026, o enfraquecimento do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332050">dólar</a>, a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve e valuations descontados atraíram recursos para emergentes, com o Brasil como um dos principais destinos.</p>
<p>A partir de meados de abril, o entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial, após resultados fortes do primeiro trimestre nos Estados Unidos, promoveu migração de recursos para Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan. No Brasil, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332048">Ibovespa</a>, com peso relevante em commodities, recuou 1,1% em junho, também afetado pela queda de cerca de 20% do petróleo no mês, após cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã aumentar a oferta.</p>
<p>No front doméstico, a sinalização mais dura do Comitê de Política Monetária, que indicou possibilidade de não cortar a taxa Selic no curto prazo, e incertezas fiscais relacionadas ao ciclo eleitoral de outubro reduziram o apetite por ativos de risco.</p>
<p>O movimento, segundo analistas, tem caráter tático, não estrutural. A avaliação predominante é de que o Brasil segue com múltiplo de preço sobre lucro projetado em torno de 8,4 vezes, um dos maiores descontos em relação a mercados desenvolvidos em anos, o que mantém espaço para retorno do capital estrangeiro caso haja normalização do petróleo e início do ciclo de afrouxamento monetário.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Riscos e próximos desdobramentos no radar do setor externo</h3>
<p>A trajetória das contas externas segue sujeita a fatores externos e internos. Do lado externo, a indefinição sobre os termos de acordos no Oriente Médio, a volatilidade de preços de energia, fertilizantes e alimentos e a condução da política monetária nos Estados Unidos elevam a incerteza, conforme apontado no Relatório de Política Monetária.</p>
<p>Do lado interno, o Banco Central ressalta que a aceleração da atividade no primeiro trimestre, com consumo das famílias e formação bruta de capital fixo em alta, e o mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332047">trabalho</a> aquecido podem pressionar a conta de serviços e a renda primária por meio de viagens, fretes e remessas de lucros.</p>
<p>A próxima divulgação das estatísticas do setor externo, com os dados de julho, está prevista para o fim de agosto, quando também serão atualizadas as Tabelas Especiais com detalhamento por moeda e setor institucional da dívida externa. O mercado acompanhará ainda o fluxo cambial parcial de julho e a evolução do IDP, que tem se mostrado o principal financiador do déficit em conta corrente, equivalente a mais de 3% do PIB nos últimos 12 meses.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4), TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Sabesp (SBSP3): veja os destaques desta terça</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-tim-vivo-sabesp-destaques-corporativos-28-julho</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[destaques corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[EMAE]]></category>
		<category><![CDATA[EMAE3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Sabesp]]></category>
		<category><![CDATA[SBSP3]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[TIM]]></category>
		<category><![CDATA[TIMS3]]></category>
		<category><![CDATA[Toky]]></category>
		<category><![CDATA[TOKY3]]></category>
		<category><![CDATA[vivo]]></category>
		<category><![CDATA[VIVT3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522964</guid>

					<description><![CDATA[<p>A divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4), prevista para depois do fechamento do mercado, divide as atenções dos investidores nesta terça-feira (28) com os balanços de TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. A agenda corporativa inclui ainda as assembleias de Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) sobre uma reorganização [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4), prevista para depois do fechamento do mercado, divide as atenções dos investidores nesta terça-feira (28) com os balanços de TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. A agenda corporativa inclui ainda as assembleias de Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) sobre uma reorganização societária contestada por acionista minoritário e o grupamento das ações da Toky (TOKY3), empresa em recuperação judicial.</p>
<p>O conjunto de informações marca a aceleração da temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 e expõe temas distintos para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332022">mercado</a>. Nas telecomunicações, os números mostram expansão de receita, lucro e geração de caixa, apoiada pelo avanço do pós-pago, da fibra óptica e dos serviços digitais.</p>
<p>Na Petrobras, o foco estará na capacidade de elevar a produção, sobretudo no pré-sal, e transformar o crescimento operacional em geração de caixa. Já nos casos de Sabesp, EMAE e Toky, governança, tratamento dos acionistas minoritários e execução das reorganizações concentram os principais riscos.</p>
<p>Os papéis dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332024">empresas</a> podem reagir não apenas aos números absolutos, mas à qualidade dos resultados, à evolução das margens e às sinalizações das administrações sobre investimentos, endividamento e remuneração dos acionistas.</p>
<h2>Petrobras apresenta prévia decisiva para o balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) divulgará nesta terça-feira, após o encerramento do pregão, seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre. O documento antecede as demonstrações financeiras completas do período e costuma oferecer os primeiros sinais sobre o desempenho operacional da maior empresa listada na B3.</p>
<p>O balanço do segundo trimestre está previsto para 6 de agosto. Até lá, o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334009">mercado utilizará os dados operacionais para</a> revisar estimativas de receita, Ebitda, lucro líquido, fluxo de caixa livre e capacidade de distribuição de dividendos.</p>
<p>Entre os indicadores mais acompanhados estarão a produção total de petróleo e gás, a participação do pré-sal, o volume de óleo processado nas refinarias, o fator de utilização do parque de refino, as vendas de combustíveis no mercado brasileiro e as exportações de petróleo.</p>
<p>A entrada e a estabilização de novas plataformas são determinantes para a trajetória de produção. Um crescimento consistente pode diluir custos unitários e compensar parcialmente oscilações negativas na cotação internacional do petróleo ou no câmbio.</p>
<p>Também será observado o equilíbrio entre produção e comercialização. A elevação do volume extraído não se traduz automaticamente em lucro maior caso seja acompanhada de preços mais baixos, aumento dos custos operacionais, paradas de manutenção ou crescimento dos investimentos.</p>
<p>No refino, o mercado avaliará se a Petrobras conseguiu manter taxas elevadas de utilização sem pressionar excessivamente os estoques. A combinação entre volume processado, venda doméstica de derivados e necessidade de importações afeta diretamente as margens do segmento.</p>
<h2>Produção da Petrobras orientará projeções de dividendos</h2>
<p>O relatório de produção e vendas tem relevância adicional para os acionistas porque ajuda a estimar a geração de caixa da Petrobras (PETR4), variável central para o pagamento de dividendos.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332023">política</a> de remuneração está vinculada ao fluxo de caixa livre e às necessidades de investimento. Por essa razão, crescimento da produção, disciplina de capital e controle da dívida são avaliados em conjunto.</p>
<p>Os investidores também deverão comparar os números do trimestre com as metas estabelecidas no Plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332025">Negócios</a> 2026-2030. Desvios relevantes podem alterar a percepção sobre a capacidade da companhia de executar projetos no prazo, administrar custos e financiar simultaneamente a expansão e os proventos.</p>
<p>Outro fator é o comportamento do petróleo Brent. Uma produção maior oferece sustentação ao resultado, mas não elimina o efeito de eventuais quedas na commodity. A taxa de câmbio também interfere, uma vez que parte significativa da receita da Petrobras acompanha referências internacionais, enquanto uma parcela dos custos e investimentos é denominada em reais.</p>
<p>O balanço financ<a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335367">e</a>iro de agosto mostrará de forma mais completa como esses movimentos chegaram às margens e ao lucro. O documento desta terça-feira, porém, estabelecerá a primeira referência concreta para o desempenho da estatal no trimestre.</p>
<h2>TIM amplia lucro e margem com avanço de serviços</h2>
<p>A TIM (TIMS3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida avançou 5,5%, para R$ 6,965 bilhões.</p>
<p>O Ebitda normalizado somou R$ 3,586 bilhões, alta anual de 7%. A margem Ebitda aumentou 0,7 ponto percentual e alcançou 51,5%, indicando que o crescimento da receita ocorreu em ritmo superior ao dos custos normalizados.</p>
<p>A geração de caixa operacional, calculada pela companhia a partir do Ebitda após arrendamentos menos os investimentos, cresceu 8,7%, para R$ 1,868 bilhão. O avanço oferece maior flexibilidade para investimentos, redução de obrigações financeiras e remuneração dos acionistas.</p>
<p>A receita de serviços atingiu R$ 6,785 bilhões, expansão de 5,7%. O serviço móvel cresceu 4,6%, enquanto a receita fixa avançou 27%, favorecida pela TIM Ultrafibra e pela consolidação da V8.Tech.</p>
<p>Os dados mostram que a operadora continua dependente do negócio móvel, mas amplia gradualmente a contribuição de fibra, tecnologia para empresas, internet das coisas e outros serviços digitais.</p>
<p>Essa diversificação é relevante em um setor no qual o crescimento orgânico da telefonia tradicional tende a ser limitado. A estratégia busca elevar a receita por cliente, reduzir a dependência de linhas pré-pagas e explorar a infraestrutura já instalada.</p>
<h2>Pós-pago cresce, mas pré-pago mantém pressão na TIM</h2>
<p>A composição da base móvel da TIM (TIMS3) revela tendências distintas. O número total de clientes recuou 0,5% em 12 meses, para 61,879 milhões.</p>
<p>A base pré-paga caiu 8%, para 28,211 milhões de acessos. Em sentido contrário, o pós-pago cresceu 6,8%, alcançando 33,668 milhões.</p>
<p>A migração para o pós-pago tende a favorecer previsibilidade de receita, fidelização e consumo de serviços adicionais. Esse perfil, entretanto, também exige acompanhamento mais rigoroso da inadimplência.</p>
<p>A provisão para devedores duvidosos da TIM avançou 38,1% no trimestre. Segundo a empresa, o crescimento refletiu, principalmente, um impacto pontual relacionado a um cliente do segmento corporativo e atacadista, além da expansão do pós-pago.</p>
<p>Na fibra óptica, a base da TIM Ultrafibra cresceu 12,5%, para 899 mil clientes. O avanço mostra melhora na ocupação da infraestrutura, embora a operação continue significativamente menor do que a da Vivo.</p>
<p>O desempenho operacional veio acompanhado de uma decisão de reforçar as subsidiárias. O conselho de administração aprovou aportes de até R$ 600 milhões na I-Systems e de até R$ 70 milhões na V8.Tech.</p>
<p>Os recursos sairão do caixa da TIM e serão destinados principalmente à antecipação de obrigações financeiras. A administração pretende reduzir custos financeiros e otimizar a estrutura de capital do grupo, sem alterar a participação da companhia nas controladas.</p>
<h2>Vivo lucra R$ 1,57 bilhão e eleva geração de caixa</h2>
<p>A Telefônica Brasil (VIVT3), que opera sob a marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,573 bilhão no segundo trimestre, aumento de 17% em relação ao mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>A receita líquida cresceu 7,6%, para R$ 15,757 bilhões. O Ebitda avançou 10,9% e atingiu R$ 6,581 bilhões, com expansão de 1,3 ponto percentual da margem, para 41,8%.</p>
<p>O resultado mostra crescimento de receita combinado com ganho de rentabilidade. Para os investidores, essa composição é mais favorável do que uma expansão baseada apenas em aumento de despesas comerciais ou aquisições de clientes com baixo retorno.</p>
<p>O fluxo de caixa operacional aumentou 14,3%, para R$ 3,992 bilhões. Os investimentos somaram R$ 2,589 bilhões, alta de 6,1%, e corresponderam a 16,4% da receita líquida.</p>
<p>A Vivo encerrou junho com 118,8 milhões de acessos, crescimento de 2,3%. Os acessos móveis totalizaram 105,1 milhões, enquanto o pós-pago manteve-se como um dos principais vetores de expansão.</p>
<p>A receita de serviços móveis alcançou R$ 10,183 bilhões, aumento de 6,6%. O pós-pago avançou 7,9% e passou a representar 87% da receita de serviços móveis.</p>
<p>A maior participação de contratos recorrentes reduz a exposição às oscilações do pré-pago e tende a sustentar receitas mais previsíveis. Ao mesmo tempo, amplia a importância de retenção, qualidade da rede e controle de inadimplência.</p>
<h2>Fibra e serviços digitais sustentam expansão da Vivo</h2>
<p>Na operação fixa, a receita da Telefônica Brasil (VIVT3) cresceu 6%, para R$ 4,527 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela fibra óptica e pelas soluções digitais para empresas.</p>
<p>A rede de fibra passou por 32 milhões de domicílios, crescimento anual de 6,4%. O número de casas conectadas aumentou 11,3%, para 8,2 milhões, levando a taxa de penetração a 25,6%.</p>
<p>O avanço das conexões acima do crescimento da cobertura indica melhor utilização dos ativos. Essa dinâmica é importante porque a construção de redes exige investimentos elevados, enquanto a rentabilidade depende da ocupação e da permanência dos clientes.</p>
<p>As receitas de dados corporativos, tecnologia da informação e serviços digitais somaram R$ 1,467 bilhão, alta de 7,8%. Apenas os serviços digitais fixos voltados às empresas cresceram 13,2%, para R$ 1,056 bilhão.</p>
<p>A Telefônica informou ainda que pretende distribuir aos acionistas, no mínimo, o equivalente a 100% do lucro líquido de 2026. O compromisso mantém a ação entre as alternativas acompanhadas por investidores interessados em geração de caixa e proventos.</p>
<p>TIM e Vivo apresentaram estratégias convergentes: fortalecimento do pós-pago, expansão da fibra e diversificação das receitas digitais. A diferença de escala permanece significativa, mas os balanços indicam que as duas companhias conseguiram ampliar resultados em um mercado competitivo e intensivo em investimentos.</p>
<h2>Sabesp e EMAE mantêm assembleias sob contestação</h2>
<p>Fora da temporada de balanços, Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) mantiveram para quinta-feira (30) as assembleias que analisarão a incorporação das ações da empresa de energia pela companhia de saneamento.</p>
<p>A operação envolve a incorporação, pela Sabesp, das ações da EMAE que ainda não pertencem à controladora. Caso aprovada e concluída, os acionistas remanescentes da EMAE receberão ações da Sabesp conforme a relação de troca prevista nos documentos societários.</p>
<p>Um acionista detentor de ações preferenciais da EMAE apresentou pedido à Comissão de Valores Mobiliários para adiar a assembleia. Há também uma medida judicial relacionada ao processo.</p>
<p>Até a última comunicação das companhias, as reuniões permaneciam confirmadas. O pedido administrativo ainda estava sujeito à análise da CVM, e a existência da contestação não suspendia automaticamente as deliberações.</p>
<p>A Sabesp assumiu o controle da EMAE em janeiro de 2026, depois de adquirir aproximadamente 74,9% das ações ordinárias e 66,8% das preferenciais. A transferência havia recebido as aprovações regulatórias necessárias.</p>
<p>Para os acionistas minoritários, os pontos centrais são a avaliação atribuída às duas companhias, a relação de substituição das ações, os direitos previstos na Lei das Sociedades por Ações e os efeitos da reorganização sobre liquidez e governança.</p>
<p>Para a Sabesp, a incorporação pode simplificar a estrutura societária e permitir maior integração entre ativos de saneamento, recursos hídricos e geração de energia. A contestação, contudo, adiciona risco de atraso e judicialização.</p>
<h2>Grupamento da Toky tenta regularizar cotação na B3</h2>
<p>A Toky (TOKY3), dona da Tok&amp;Stok e da Mobly, aprovou o grupamento de suas ações na proporção de 20 para 1. Cada conjunto de 20 papéis será transformado em uma ação após a conclusão do procedimento.</p>
<p>A medida busca elevar o preço unitário e enquadrar a companhia nas regras da B3, que exigem providências quando uma ação permanece negociada abaixo de R$ 1 por período prolongado.</p>
<p>O grupamento não altera, por si só, o valor econômico da participação do investidor. O acionista passa a deter um número menor de ações, com preço unitário proporcionalmente maior.</p>
<p>A decisão ocorre enquanto a Toky está em recuperação judicial e enfrenta questionamentos societários. Antes da assembleia, um investidor pediu à CVM a interrupção ou o adiamento da reunião.</p>
<p>O colegiado da autarquia rejeitou os pedidos. A CVM entendeu que, naquele procedimento específico, não havia ilegalidade manifesta nem insuficiência informacional capaz de justificar a suspensão da assembleia.</p>
<p>A regularização do preço atende a uma exigência técnica da Bolsa, mas não resolve os desafios operacionais e financeiros da empresa. O desempenho das marcas, a evolução da recuperação judicial, o endividamento e eventuais efeitos dilutivos continuarão no centro da avaliação dos investidores.</p>
<h2>Balanços e reorganizações elevam volatilidade das ações</h2>
<p>Os <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335368">destaques corporativos desta</a> terça-feira combinam resultados operacionais sólidos no setor de telecomunicações com eventos de maior incerteza em petróleo, saneamento, energia e varejo.</p>
<p>TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3) entregaram crescimento de receita, Ebitda e lucro, mas o mercado deverá avaliar se o ritmo poderá ser mantido diante da competição, dos investimentos em rede e dos riscos de inadimplência.</p>
<p>Na Petrobras (PETR4), a produção determinará o tom das projeções para o balanço de agosto e para os dividendos. Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3), por sua vez, entram em uma semana decisiva para a reorganização iniciada após a mudança de controle da geradora de energia.</p>
<p>A Toky (TOKY3) regulariza a estrutura de suas ações, mas permanece condicionada à execução de sua recuperação judicial. Em todos os casos, a reação da Bolsa dependerá menos de números isolados e mais da capacidade das companhias de transformar suas decisões em geração sustentável de caixa e proteção do capital dos acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 27 de julho: Bolsa fecha em alta com bancos e alívio no Oriente Médio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-27-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 21:17:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522839</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, aos 175.334,46 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.292,51 pontos em uma sessão marcada pelo aumento do apetite por risco após sinais de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, pelo avanço dos grandes bancos e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, aos 175.334,46 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.292,51 pontos em uma sessão marcada pelo aumento do apetite por risco após sinais de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, pelo avanço dos grandes bancos e pela forte queda do petróleo, que pressionou as ações da Petrobras.</p>
<p>O índice abriu próximo da estabilidade, aos 174.048 pontos, patamar que também correspondeu à mínima da sessão. A melhora do ambiente externo e a valorização de ações ligadas à economia doméstica levaram o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331972">Ibovespa</a> à máxima de 175.555,23 pontos. Parte do avanço foi reduzida perto do encerramento, diante das perdas do setor de petróleo, mas o indicador permaneceu acima dos 175 mil pontos.</p>
<p>O volume financeiro negociado somou aproximadamente R$ 19,2 bilhões. No pregão anterior, o Ibovespa havia terminado aos 174.041,95 pontos.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 175.334,46 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> alta de 0,74%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> 1.292,51 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 174.048 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 175.555,23 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 174.048,13 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 19,2 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331974">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1122</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> alta de 0,62%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de 1,92%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 8,82%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje começou perto da mínima e ganhou força</h2>
<p>O comportamento do Ibovespa ao longo da sessão mostrou uma mudança gradual de direção. Após abrir praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, o índice passou a avançar com maior consistência à medida que os mercados internacionais incorporaram sinais de distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>A expectativa de que as duas partes possam retomar negociações reduziu, ao menos temporariamente, o prêmio de risco relacionado ao Oriente Médio. O movimento derrubou os preços do petróleo e favoreceu ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331973">empresas</a> dependentes da atividade doméstica, especialmente bancos, incorporadoras e companhias de tecnologia.</p>
<p>A queda da commodity, entretanto, produziu um efeito duplo. Ao mesmo tempo que reduziu preocupações globais com pressões inflacionárias e custos de energia, retirou valor das ações de empresas petrolíferas. Como a Petrobras tem participação relevante na composição do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336285">Ibovespa</a>, as perdas dos papéis impediram um avanço mais expressivo do índice.</p>
<h2>Bancos e cenário externo determinaram o fechamento</h2>
<p>O setor financeiro esteve entre os principais vetores positivos da sessão. As units do Santander Brasil (SANB11) avançaram 3,87%, liderando o desempenho entre os grandes bancos. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,40%, Bradesco (BBDC4) ganhou 1,24% e Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 0,74%.</p>
<p>A alta ocorreu simultaneamente ao recuo dos juros futuros, movimento que tende a favorecer empresas expostas ao crédito, ao consumo e à atividade econômica. O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2028 terminou com taxa de 14,030%, ante 14,167% no fechamento anterior. O vencimento para janeiro de 2035 passou de 14,703% para 14,675%.</p>
<p>No ambiente doméstico, o Boletim Focus trouxe nova redução na mediana das estimativas para a inflação de 2026. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 5,15% para 5,12%. O ajuste permaneceu insuficiente para afastar as preocupações com o cumprimento da meta, mas contribuiu para a queda dos contratos de juros.</p>
<p>A combinação entre juros futuros menores e menor aversão internacional ao risco abriu espaço para uma rotação em direção a empresas mais sensíveis à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331999">economia</a> brasileira. O movimento ajudou o Ibovespa a compensar a pressão exercida pela Petrobras e por outras produtoras de petróleo.</p>
<h2>Petrobras cai com petróleo; Vale avança</h2>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) terminaram entre as maiores quedas do Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 recuaram 3,15%, para R$ 46,05, enquanto as ações preferenciais PETR4 perderam 2,84%, negociadas a R$ 41,01.</p>
<p>A pressão acompanhou a forte correção das cotações internacionais do petróleo. A possibilidade de interrupção da escalada militar no Oriente Médio reduziu o prêmio geopolítico incorporado aos contratos durante as últimas semanas.</p>
<p>A Vale (VALE3), em contrapartida, encerrou com valorização de 0,60%, a R$ 75,69. A mineradora ajudou a sustentar o índice mesmo com o contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian registrando baixa de 0,27%, para 741 yuans por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 109,41.</p>
<p>As mudanças recentes na governança da Vale também permaneceram no radar. Daniel Stieler deixou a presidência e o conselho de administração no início de julho, e os acionistas elegeram uma nova composição para a liderança do colegiado em assembleia realizada no dia 22.</p>
<h2>MBRF lidera as maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A MBRF (MBRF3) ocupou a primeira posição entre as maiores altas do índice, com avanço de 7,08%, a R$ 15,89. As ações do setor de proteínas reagiram à decisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de iniciar uma reabertura gradual dos portos do sul do país para a entrada de gado mexicano.</p>
<p>O plano prevê a retomada das operações pelo porto de Douglas, no Arizona, em agosto, condicionada ao cumprimento de exigências sanitárias. A medida pode ampliar a oferta de animais no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331975">mercado</a> norte-americano e reduzir pressões sobre os custos da cadeia de carnes.</p>
<p>A Totvs (TOTS3) subiu 6,95%, a R$ 29,38, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) ganhou 6,53%, para R$ 5,71. Não houve, até o fechamento, fato corporativo específico capaz de explicar isoladamente os movimentos. Os papéis acompanharam a maior procura por ações domésticas e ativos de maior volatilidade.</p>
<p>A Embraer (EMBJ3) avançou 5,33%, a R$ 86,90. A fabricante de aeronaves continuou repercutindo os indicadores operacionais divulgados na semana anterior. A companhia encerrou o segundo trimestre com carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, o sétimo recorde trimestral consecutivo, além de ter entregue 65 aeronaves no período.</p>
<p>A MRV (MRVE3) completou o grupo das cinco maiores altas, com valorização de 4,71%, a R$ 4,67. A queda da curva de juros favoreceu empresas do setor imobiliário, cujos resultados e avaliações de mercado são especialmente sensíveis ao custo do crédito.</p>
<h2>Empresas de petróleo concentram as maiores quedas</h2>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) caiu 3,31%, para R$ 10,24, acompanhando a correção do petróleo. A Prio (PRIO3) registrou a maior baixa da carteira do Ibovespa, com perda de 5,29%, a R$ 55,71.</p>
<p>As duas classes de ações da Petrobras também apareceram entre os cinco piores desempenhos. A queda simultânea das empresas do setor mostrou a intensidade do ajuste provocado pela redução do prêmio geopolítico da commodity.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) recuou 2,59%, a R$ 20,72. Não foi identificado até o encerramento um comunicado corporativo específico que justificasse isoladamente o movimento.</p>
<h2>Dólar sobe apesar da melhora do apetite por risco</h2>
<p>O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1122. A moeda norte-americana oscilou entre aproximadamente R$ 5,076 e R$ 5,113 ao longo do dia.</p>
<p>O comportamento do câmbio destoou parcialmente da valorização da Bolsa e da queda dos juros futuros. O dólar ganhou força no exterior, em uma sessão de ajustes de posições antes de decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331971">política</a> monetária e da divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos.</p>
<p>A movimentação reforçou que a relação entre Bolsa, juros e câmbio não ocorre de maneira automática. Enquanto as ações brasileiras foram favorecidas pela distensão geopolítica e pelo desempenho dos bancos, o real acompanhou o fortalecimento internacional da moeda dos Estados Unidos.</p>
<h2>Petróleo cai mais de 6% e pressiona empresas do setor</h2>
<p>O petróleo Brent para outubro encerrou com queda de 6,33%, a US$ 85,87 por barril. O WTI também registrou forte baixa e terminou próximo de US$ 82,61, com recuo de 7,50%.</p>
<p>O movimento devolveu parte da valorização acumulada durante a fase mais aguda do conflito no Oriente Médio. A redução do risco imediato de interrupções na oferta levou investidores a retirar posições construídas como proteção contra uma escalada militar.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334004">Para o mercado</a> brasileiro, a queda do petróleo produziu efeitos distintos. A redução das cotações pressionou Petrobras, Prio e PetroReconcavo, mas também diminuiu preocupações com combustíveis, inflação e custos de produção, favorecendo empresas ligadas ao consumo e ao crédito.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333422">bolsas</a> dos Estados Unidos encerraram o dia com resultados mistos. O Dow Jones avançou 0,51%, aos 52.209,69 pontos, enquanto o S&amp;P 500 teve alta de 0,02%, aos 7.413,26 pontos. O Nasdaq recuou 0,18%, aos 24.932,08 pontos.</p>
<p>O alívio geopolítico beneficiou setores tradicionais da economia norte-americana, mas empresas de tecnologia perderam força antes de uma sequência de balanços corporativos e da decisão de política monetária do Federal Reserve.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 terminou praticamente estável, com alta de 0,02%, aos 644,62 pontos. Na Ásia, o Nikkei avançou 0,50%, aos 64.931,19 pontos, e o Hang Seng subiu 0,98%, aos 25.207,18 pontos.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta no mês e no ano</h2>
<p>Com o resultado desta segunda-feira, o Ibovespa passou a acumular valorização de 1,92% em julho. O cálculo considera o fechamento de 172.024,12 pontos registrado no último pregão de junho.</p>
<p>No ano, o índice apresenta alta de 8,82% em relação aos 161.125,37 pontos do encerramento de 2025. Apesar do avanço, o fechamento desta segunda-feira não representou novo recorde histórico.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>O principal indicador da agenda brasileira desta terça-feira, 28 de julho, será o IPCA-15 de julho. A divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística poderá influenciar as expectativas para a inflação, a curva de juros e as ações de empresas ligadas ao consumo.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a temporada de resultados do segundo trimestre, a evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã e os preços do petróleo. No exterior, o posicionamento antes da decisão do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, deverá continuar influenciando o dólar, os juros dos Treasuries e os mercados acionários.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Safra eleva Sabesp (SBSP3) e Copasa (CSMG3) a compra e vê alta de até 23%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/safra-eleva-sabesp-copasa-compra-alta-23</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações de saneamento]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Copasa]]></category>
		<category><![CDATA[CSMG3]]></category>
		<category><![CDATA[equatorial]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[preço-alvo.]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[Sabesp]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[SBSP3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522833</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Banco Safra elevou nesta segunda-feira, 27 de julho, as recomendações para as ações da Sabesp (SBSP3) e da Copasa (CSMG3) de neutra para outperform, classificação equivalente a compra, após revisar suas projeções para custos, investimentos, margens e geração de caixa das duas empresas de saneamento. O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 33 para a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Safra elevou nesta segunda-feira, 27 de julho, as recomendações para as ações da Sabesp (SBSP3) e da Copasa (CSMG3) de neutra para <em>outperform</em>, classificação equivalente a compra, após revisar suas projeções para custos, investimentos, margens e geração de caixa das duas empresas de saneamento. O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 33 para a companhia paulista e de R$ 76 para a mineira ao fim de 2026, o que representa potenciais de valorização de aproximadamente 16% e 23%, respectivamente.</p>
<p>A revisão coloca Sabesp e Copasa entre as principais escolhas do Safra no setor de infraestrutura. Na avaliação dos analistas Daniel Travitzky e Ricardo Bello, as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331968">empresas</a> combinam receitas relativamente previsíveis, demanda pouco sensível ao ciclo econômico e capacidade de crescimento sustentada pelas metas de universalização dos serviços de água e esgoto.</p>
<p>O banco também considera que a nova estrutura societária das duas companhias abriu espaço para ganhos operacionais que ainda não estariam integralmente refletidos nas cotações. A Sabesp foi privatizada em 2024. A desestatização da Copasa, por sua vez, foi concluída em junho deste ano.</p>
<p>As ações da Copasa (CSMG3) receberam o maior potencial de valorização. O preço-alvo passou de R$ 65 para R$ 76. Para a Sabesp (SBSP3), a estimativa subiu de R$ 29 para R$ 33.</p>
<p>A recomendação não elimina riscos. O Safra aponta que o volume de investimentos, a execução das metas de expansão, a regulação tarifária e o ambiente político nos dois Estados continuarão determinantes para o desempenho das ações da Sabesp e da Copasa.</p>
<h2>Copasa tem preço-alvo elevado para R$ 76</h2>
<p>A Copasa (CSMG3) ocupa o centro da revisão por apresentar a maior diferença entre a cotação considerada pelo banco e o novo preço-alvo. O potencial de aproximadamente 23% está associado, principalmente, à expectativa de que a companhia mineira consiga acelerar ganhos de eficiência após a transferência do controle ao setor privado.</p>
<p>A desestatização foi concluída em 16 de junho, por meio de uma oferta que movimentou R$ 8,38 bilhões, com preço de R$ 49,03 por ação. Após a operação, a Equatorial passou a deter 30% do capital da empresa, enquanto fundos administrados pela Perfin ficaram com 20,11%.</p>
<p>O Estado de Minas Gerais manteve participação de 5,03%, incluindo uma ação preferencial especial, conhecida como <em>golden share</em>. Esse instrumento preserva poder de veto sobre determinadas alterações estratégicas previstas no estatuto, mas não restabelece o controle estatal sobre a gestão cotidiana.</p>
<p>Para o Safra, a mudança de controle pode destravar uma revisão mais ampla da estrutura de custos da Copasa. O banco incorporou ao modelo os efeitos esperados de medidas de eficiência, novas estratégias comerciais, revisão de contratos e maior disciplina na alocação de capital.</p>
<p>Essas alterações levaram a um aumento de aproximadamente 8% nas estimativas de Ebitda da Copasa para 2027 e 2028. A projeção pode avançar ainda mais conforme os benefícios da privatização sejam confirmados nos resultados trimestrais.</p>
<p>A tese, contudo, exige execução. O investidor acompanhará a velocidade de redução de despesas, a capacidade de ampliar investimentos sem deteriorar o endividamento e o cumprimento das metas estabelecidas nos contratos de concessão.</p>
<h2>Municípios sem rede de esgoto abrem frente de expansão</h2>
<p>Além da eficiência operacional, o Safra identifica espaço relevante para crescimento da Copasa (CSMG3) dentro da própria área de atuação da companhia.</p>
<p>A empresa fornece água em cerca de 300 municípios mineiros nos quais não opera integralmente os serviços de esgotamento sanitário. A ampliação dessas concessões pode aumentar a base de clientes, elevar os investimentos reconhecidos pela regulação e criar novas fontes de receita.</p>
<p>O avanço depende de acordos com as prefeituras e da regularização dos contratos. Os municípios são titulares dos serviços de saneamento e exercem papel decisivo na definição de operadores, metas, prazos e condições tarifárias.</p>
<p>A expansão do esgoto também exige mais capital do que a simples manutenção dos sistemas existentes. Redes coletoras, estações elevatórias e unidades de tratamento demandam obras de longa duração e podem pressionar inicialmente o fluxo de caixa.</p>
<p>Para o banco, porém, o modelo regulatório oferece instrumentos para remunerar investimentos considerados prudentes. A regulação da Copasa é baseada em reajustes anuais e revisões tarifárias periódicas, que reavaliam custos eficientes, qualidade dos serviços, perdas, investimentos e equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Esse mecanismo reduz parte do risco de implantação, desde que os projetos sejam reconhecidos pelo regulador e executados de acordo com os parâmetros estabelecidos. A previsibilidade regulatória é um dos fatores usados pelo Safra para justificar a recomendação de compra.</p>
<h2>Sabesp ganha impulso com redução de custos</h2>
<p>Na Sabesp (SBSP3), o banco elevou o preço-alvo de R$ 29 para R$ 33, com potencial de valorização estimado em aproximadamente 16%.</p>
<p>A análise incorpora uma redução mais rápida de custos após a privatização, além dos resultados financeiros recentes e do novo cenário macroeconômico. Mesmo com juros, inflação e taxa de desconto mais elevados, o Safra concluiu que os ganhos operacionais compensam parte da pressão exercida pelo custo de capital.</p>
<p>As evidências iniciais aparecem nos números do primeiro trimestre de 2026. A Sabesp registrou queda de 7,7% nos custos e despesas operacionais, uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331967">economia</a> de R$ 188 milhões em comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>A redução foi impulsionada por menores gastos com pessoal, reorganização de funções, ajustes em benefícios e migração do consumo de energia do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331970">mercado</a> cativo para o ambiente de contratação livre. Ao final de março, 86% da energia utilizada pela companhia já estava vinculada ao mercado livre.</p>
<p>O quadro médio de funcionários caiu 13% na comparação anual. A economia com salários, encargos e benefícios alcançou R$ 170 milhões no trimestre.</p>
<p>Esses movimentos contribuíram para que o Ebitda ajustado avançasse 26%, para R$ 3,8 bilhões. O lucro líquido ajustado cresceu 32%, atingindo R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>Diante desses dados, o Safra elevou em aproximadamente 3% suas estimativas de Ebitda para a Sabesp em 2027 e 2028. O ajuste é menor do que o aplicado à Copasa, porque parte dos ganhos da empresa paulista já começou a aparecer nos resultados.</p>
<h2>Investimentos da Sabesp avançam 31%</h2>
<p>A expansão dos investimentos é outro pilar da recomendação para Sabesp e Copasa. No caso da companhia paulista, os desembolsos somaram R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Do total, R$ 2,5 bilhões foram destinados a projetos relacionados a esgoto e R$ 1,2 bilhão a sistemas de abastecimento de água. O volume mostra que a redução de custos não ocorreu por meio de uma retração dos investimentos.</p>
<p>A Sabesp trabalha com um programa de cerca de R$ 70 bilhões entre 2024 e 2029. A meta contratual é antecipar a universalização dos serviços nas regiões atendidas para o fim de 2029, quatro anos antes do prazo nacional estabelecido pelo marco legal do saneamento.</p>
<p>Em junho de 2026, os indicadores divulgados pela companhia mostravam que as metas urbanas acumuladas de novas ligações de água haviam sido superadas. No esgoto urbano, o cumprimento estava próximo de 100% do objetivo previsto para o período.</p>
<p>Os maiores desafios permaneciam nas áreas informais e rurais e no tratamento de esgoto. Essas frentes exigem obras mais complexas, regularização territorial, acesso a comunidades de difícil atendimento e coordenação com órgãos municipais e ambientais.</p>
<p>Para os acionistas, o avanço dos investimentos tem efeito duplo. A execução bem-sucedida amplia a base de ativos e a capacidade de geração futura de receitas, mas também aumenta a necessidade de financiamento e eleva a exposição a atrasos, custos de construção e mudanças regulatórias.</p>
<h2>Regulação reduz ciclicidade, mas não elimina riscos</h2>
<p>O Safra considera o setor de saneamento defensivo porque o consumo de água e os serviços de esgoto apresentam baixa sensibilidade às oscilações do PIB. Famílias e empresas continuam utilizando os serviços mesmo em períodos de desaceleração econômica.</p>
<p>A expansão também está amparada por metas legais. O marco do saneamento determina atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto até o fim de 2033.</p>
<p>No caso da Sabesp, os contratos celebrados após a privatização anteciparam o prazo para 2029. Na Copasa, a ampliação das redes dependerá da adaptação dos contratos municipais e da execução da estratégia definida após a mudança de controle.</p>
<p>A estrutura tarifária oferece outra camada de previsibilidade. Sabesp e Copasa estão submetidas a agências reguladoras que analisam custos, investimentos, qualidade e equilíbrio econômico-financeiro antes de definir reajustes ou revisões de tarifas.</p>
<p>Isso não significa que todo investimento será automaticamente incorporado à tarifa. Projetos podem ser questionados, glosados ou reconhecidos em prazos diferentes dos previstos pelas companhias.</p>
<p>Também existe risco de pressão <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331969">política</a> sobre reajustes. Água e esgoto são serviços essenciais e qualquer aumento tarifário tem repercussão direta sobre consumidores, governos estaduais, prefeituras e órgãos de defesa do usuário.</p>
<p>A capacidade de manter tarifas socialmente acessíveis e, ao mesmo tempo, financiar os investimentos será um dos principais testes para as novas administrações.</p>
<h2>Eleições mantêm volatilidade no radar</h2>
<p>O ambiente eleitoral de 2026 aparece como um dos riscos indicados pelo Safra. Embora Sabesp e Copasa tenham sido privatizadas, os governos de São Paulo e Minas Gerais continuam acionistas das empresas e preservam ações especiais com direitos sobre decisões estratégicas.</p>
<p>Na Sabesp, o Estado de São Paulo detinha 18% do capital em julho. A Equatorial, investidora de referência, possuía 15%. Os demais acionistas concentravam a maior parcela das ações em circulação.</p>
<p>Na Copasa, o Estado de Minas Gerais ficou com pouco mais de 5% após a oferta. Equatorial e Perfin passaram a ocupar as posições mais relevantes na composição acionária.</p>
<p>A presença estatal pode aumentar a sensibilidade das ações ao debate político, sobretudo em temas como tarifas, investimentos regionais, contratos municipais e regras de governança.</p>
<p>O Safra avalia, entretanto, que os estatutos reformulados, a presença de investidores privados de referência e os mecanismos de proteção societária limitam o espaço para interferências que prejudiquem a estratégia das empresas.</p>
<p>O efeito das eleições sobre Sabesp e Copasa deve depender menos de declarações isoladas e mais de eventuais propostas capazes de alterar contratos, competências regulatórias ou políticas tarifárias.</p>
<h2>Novas áreas podem ampliar atuação da Sabesp</h2>
<p>Além da execução do programa atual, o banco identifica possibilidade de expansão territorial para a Sabesp (SBSP3).</p>
<p>O mercado acompanha a eventual realização de leilões para incluir novas áreas de São Paulo que não fizeram parte originalmente dos contratos da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário do Sudeste, a Urae-1.</p>
<p>Uma ampliação da área de cobertura permitiria à companhia aumentar sua escala, incorporar novos consumidores e diluir despesas administrativas. Em contrapartida, novos contratos exigiriam investimentos adicionais e poderiam ter condições regulatórias diferentes das concessões existentes.</p>
<p>A Sabesp já atende 376 municípios do Estado, abastecendo aproximadamente 30,4 milhões de pessoas com água e 27,5 milhões com coleta de esgoto. O porte da operação favorece ganhos de escala, mas torna a execução mais complexa.</p>
<p>O interesse por novas concessões também poderá aumentar a concorrência com grupos privados que ampliaram presença no saneamento depois do marco legal de 2020. Empresas como Aegea, Iguá e BRK disputam projetos municipais e regionais em diferentes partes do país.</p>
<h2>Privatizações colocam execução no centro da tese</h2>
<p>A elevação das recomendações para Sabesp e Copasa reflete uma mudança no estágio da tese de investimento. Antes das privatizações, parte relevante da valorização estava associada à expectativa de mudança de controle. Agora, o mercado passa a cobrar resultados concretos.</p>
<p>Na Sabesp, redução de custos, crescimento do Ebitda e aceleração dos investimentos já oferecem referências para medir a execução. A companhia terá de preservar esses ganhos enquanto amplia redes, tratamento e segurança hídrica.</p>
<p>Na Copasa, o processo está em fase inicial. As expectativas do Safra dependem de a nova estrutura de controle transformar oportunidades de eficiência em resultados financeiros, sem comprometer qualidade, tarifas ou capacidade de investimento.</p>
<p>Os preços-alvo de R$ 33 para Sabesp (SBSP3) e R$ 76 para Copasa (CSMG3) incorporam esse cenário de melhora, mas permanecem sujeitos a juros, inflação, custo de capital, revisões regulatórias e desempenho operacional.</p>
<p>A recomendação de compra indica que o banco considera favorável a relação entre riscos e retorno potencial. Não representa, porém, garantia de que as ações alcançarão os valores projetados até o fim do ano.</p>
<p>Para os investidores, os próximos balanços serão decisivos para verificar se Sabesp e Copasa conseguem combinar expansão, disciplina financeira e ganhos de margem. A resposta determinará se a valorização esperada pelo Safra será sustentada por resultados ou permanecerá dependente das expectativas abertas pelas privatizações.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itaú BBA indica Bradesco e Gerdau entre 12 ações; Eneva tem alvo de alta de 32%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/itau-bba-acoes-recomendadas-bradesco-gerdau-eneva</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 17:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ações Recomendadas]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[BBDC4]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
		<category><![CDATA[carteira de ações]]></category>
		<category><![CDATA[ENEV3]]></category>
		<category><![CDATA[Eneva]]></category>
		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>
		<category><![CDATA[GGBR4]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[position trade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522825</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Itaú BBA incluiu Bradesco (BBDC4), Gerdau (GGBR4), B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4) e outras oito companhias em sua carteira de ações recomendadas para operações de compra iniciada nesta segunda-feira, 27 de julho. A seleção elaborada pelo analista Lucas Piza considera movimentos gráficos de curto prazo e projeta ganhos de até 16,07% no primeiro objetivo e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú BBA incluiu Bradesco (BBDC4), Gerdau (GGBR4), B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4) e outras oito companhias em sua carteira de ações recomendadas para operações de compra iniciada nesta segunda-feira, 27 de julho. A seleção elaborada pelo analista Lucas Piza considera movimentos gráficos de curto prazo e projeta ganhos de até 16,07% no primeiro objetivo e 32,14% no segundo, desde que cada papel encerre uma sessão acima do respectivo preço de gatilho.</p>
<p>A lista reúne 12 ações recomendadas, e não 11, como sugere o título do texto que originou a divulgação. Além dos quatro papéis mais conhecidos, aparecem Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Eneva (ENEV3), LOG Commercial Properties (LOGG3), OceanPact (OPCT3), Taesa (TAEE11), Irani (RANI3), Smart Fit (SMFT3) e Bemobi (BMOB3).</p>
<p>Nenhuma das operações estava automaticamente ativada com base nas cotações do fechamento de sexta-feira, 24 de julho. Todas foram marcadas com asterisco na carteira, o que significa que a entrada depende de uma confirmação técnica.</p>
<p>Para que a estratégia seja acionada, a ação precisa fechar acima do preço de gatilho definido pelo Itaú BBA. Depois disso, o novo ponto de compra passa a ser o primeiro preço negociado acima da máxima registrada no dia da confirmação.</p>
<p>A exigência procura evitar que uma alta momentânea durante o pregão seja confundida com o rompimento efetivo de uma resistência. O fechamento acima do nível indicado funciona como sinal de que o movimento comprador ganhou força suficiente para justificar a operação.</p>
<h2>Gerdau está mais próxima de acionar a compra</h2>
<p>Entre as ações recomendadas, Gerdau (GGBR4) apresentava a menor distância até o gatilho. O papel encerrou a sexta-feira cotado a R$ 24,26 e precisa superar R$ 24,66, avanço de 1,65%, para que a entrada seja confirmada.</p>
<p>A partir do gatilho, o primeiro objetivo para Gerdau (GGBR4) está em R$ 26,88, valorização potencial de 9%. O segundo alvo foi fixado em R$ 29,10, equivalente a uma alta de 18%.</p>
<p>O stop da operação está em R$ 22,44. Caso o papel recue até esse patamar depois da entrada, o cenário técnico que sustentava a compra será considerado invalidado. A perda estimada entre o gatilho e o stop é de 9%.</p>
<p>A ação da siderúrgica está acima das médias móveis de 21 e 200 dias. Na análise gráfica, essa combinação indica que o preço permanece superior tanto à referência de curto prazo quanto à tendência observada em um período mais longo.</p>
<p>Metalúrgica Gerdau (GOAU4) também integra a carteira. O papel terminou a última sessão em R$ 10,52 e precisa subir 2,47% para atingir o gatilho de R$ 10,78.</p>
<p>O primeiro objetivo de Metalúrgica Gerdau (GOAU4) é de R$ 11,63, com potencial de 7,88%. O segundo está em R$ 12,48, alta projetada de 15,77%. O stop foi definido em R$ 9,93.</p>
<p>A presença das duas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331961">empresas</a> amplia a exposição da seleção ao setor siderúrgico. Embora a recomendação seja baseada em gráficos, ações do segmento também podem reagir a preços internacionais do aço, custos de matérias-primas, demanda doméstica, atividade industrial e expectativas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331960">economia</a> global.</p>
<h2>Bradesco precisa avançar 4,49% até o gatilho</h2>
<p>Bradesco (BBDC4) fechou a sessão anterior em R$ 18,48. A compra somente será acionada se o papel encerrar um pregão acima de R$ 19,31, preço 4,49% superior à última cotação considerada pelo relatório.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 20,50, representando valorização de 6,16% sobre o gatilho. O segundo alvo foi estabelecido em R$ 21,69, com ganho potencial de 12,33%.</p>
<p>O stop indicado para Bradesco (BBDC4) é de R$ 18,12. A distância entre o gatilho e o nível de proteção corresponde a uma perda de 6,16%, formando uma relação inicial equilibrada entre risco e retorno até o primeiro objetivo.</p>
<p>É importante distinguir o ganho projetado a partir do gatilho da valorização que seria obtida em relação à cotação de sexta-feira. Os percentuais da carteira não partem do último fechamento, mas do preço no qual a operação será efetivamente considerada válida.</p>
<p>As ações do Bradesco (BBDC4) estão acima das médias móveis de 21 e 200 dias. A configuração é a mesma observada em B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4).</p>
<p>Apesar do sinal gráfico positivo, o comportamento dos bancos permanece sujeito a fatores como inadimplência, expansão do crédito, margem financeira, custo de captação e trajetória dos juros. A divulgação de resultados corporativos também pode provocar oscilações superiores às previstas pelos gráficos.</p>
<h2>B3 tem primeiro alvo de R$ 17,84</h2>
<p>B3 (B3SA3) aparece entre as ações recomendadas com um dos maiores potenciais até o primeiro objetivo. O papel fechou a R$ 15,44 e precisa superar o gatilho de R$ 15,93, uma distância de 3,17%.</p>
<p>Depois da confirmação, o primeiro alvo será de R$ 17,84, alta potencial de 11,99%. O segundo objetivo está em R$ 19,75, o que representa valorização de 23,98% sobre o ponto de entrada.</p>
<p>O stop foi colocado em R$ 14,02, também 11,99% abaixo do gatilho. A estratégia adota, portanto, uma relação de um para um entre a perda admitida e o retorno esperado no primeiro objetivo.</p>
<p>O desempenho da B3 (B3SA3) costuma ser acompanhado pelos investidores como uma referência para a atividade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331962">mercado</a> de capitais. Volume negociado, ofertas de ações, emissão de produtos financeiros, entrada de investidores e nível dos juros podem afetar as expectativas para a companhia.</p>
<p>Em períodos de maior movimentação na Bolsa, a empresa tende a registrar aumento na utilização de parte de sua infraestrutura. Em sentido contrário, menor liquidez ou redução do apetite por renda variável podem limitar a atividade.</p>
<h2>Cemig e Taesa representam o setor elétrico</h2>
<p>Cemig (CMIG4) encerrou o último pregão em R$ 10,98 e tem preço de gatilho em R$ 11,49. A ação precisa avançar 4,64% antes de confirmar a operação indicada pelo Itaú BBA.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 12,22, com potencial de valorização de 6,35%. O segundo foi fixado em R$ 12,95, alta projetada de 12,71%. O stop está em R$ 10,76.</p>
<p>Taesa (TAEE11), por sua vez, terminou a sexta-feira cotada a R$ 40,30. O gatilho de R$ 42,11 está 4,49% acima do último fechamento.</p>
<p>A primeira meta para Taesa (TAEE11) é de R$ 44,70, com potencial de 6,15%. O segundo objetivo está em R$ 47,29, equivalente a uma valorização de 12,30%. O stop foi definido em R$ 39,52.</p>
<p>Embora as duas ações pertençam ao setor elétrico, os modelos de negócio apresentam diferenças. A Cemig possui operações em geração, transmissão, distribuição e comercialização, enquanto a Taesa está concentrada em concessões de transmissão de energia.</p>
<p>Os papéis de transmissão são frequentemente avaliados pela previsibilidade das receitas reguladas, pela disponibilidade das linhas e pela estrutura de endividamento. Mudanças regulatórias, novos investimentos, inflação, juros e revisões contratuais continuam sendo fatores relevantes para os investidores.</p>
<h2>Eneva concentra o maior potencial da seleção</h2>
<p>Eneva (ENEV3) apresenta o maior potencial de valorização entre as ações recomendadas, mas também está mais distante do ponto de entrada. A ação fechou em R$ 24,90 e precisa subir 12,97% para alcançar o gatilho de R$ 28,13.</p>
<p>Após a confirmação, o primeiro objetivo será de R$ 32,65, alta de 16,07%. O segundo alvo está em R$ 37,17, o que corresponde a um ganho potencial de 32,14% sobre o gatilho.</p>
<p>O stop também está mais distante. O nível de proteção foi fixado em R$ 23,61, uma queda de 16,07% em relação à entrada.</p>
<p>A amplitude mostra que o maior retorno potencial da carteira vem acompanhado de exposição mais elevada à oscilação. O investidor que considerar a estratégia precisará avaliar se a perda prevista até o stop é compatível com o tamanho da posição e com seu perfil de risco.</p>
<p>A Eneva (ENEV3) está acima da média móvel de 200 dias, mas abaixo da média de 21 dias. A configuração indica sustentação da tendência mais longa, enquanto o comportamento recente ainda precisa demonstrar recuperação.</p>
<p>A companhia atua de forma integrada na exploração e produção de gás natural, geração de energia elétrica e comercialização de gás e energia. Essa combinação expõe as ações a decisões regulatórias, contratação de capacidade, preços de energia, execução de projetos e desempenho operacional dos ativos.</p>
<h2>LOG e OceanPact têm alvos acima de 20%</h2>
<p>LOG Commercial Properties (LOGG3) fechou a R$ 25,83 e precisa avançar 10,96% para alcançar o gatilho de R$ 28,66. O primeiro objetivo está em R$ 31,68, alta de 10,54%, e o segundo em R$ 34,70, valorização de 21,07%.</p>
<p>O stop de LOG Commercial Properties (LOGG3) foi definido em R$ 25,64. O papel está acima da média móvel de 200 dias e abaixo da média de 21 dias.</p>
<p>A empresa desenvolve, aluga e administra galpões logísticos. Além do comportamento técnico, seus papéis podem reagir à demanda por áreas de armazenagem, ocupação dos empreendimentos, reajustes de aluguel, custo de capital e reciclagem de ativos.</p>
<p>OceanPact (OPCT3) também apresenta retorno potencial superior a 20% até o segundo objetivo. A ação fechou em R$ 10,74, enquanto o gatilho está em R$ 11,47, diferença de 6,80%.</p>
<p>O primeiro alvo foi estabelecido em R$ 12,85, com alta potencial de 12,03%. O segundo está em R$ 14,23, valorização de 24,06%. O stop foi fixado em R$ 10,09.</p>
<p>A OceanPact (OPCT3) presta serviços marítimos e ambientais, com atuação relevante na indústria de óleo e gás. O desempenho da companhia está associado, entre outros fatores, à contratação e utilização de embarcações, atividade offshore, execução de projetos e investimentos das empresas de petróleo.</p>
<h2>Irani, Smart Fit e Bemobi completam a carteira</h2>
<p>Irani (RANI3) estava entre as ações mais próximas do gatilho. O papel terminou a sessão anterior em R$ 7,95 e precisa avançar 3,27% para superar R$ 8,21.</p>
<p>O primeiro objetivo foi definido em R$ 8,89, com valorização de 8,28%. O segundo está em R$ 9,57, alta de 16,57%. O stop é de R$ 7,53.</p>
<p>A ação está abaixo da média móvel de 200 dias, mas acima da média de 21 dias. A leitura sugere melhora recente dos preços, embora o papel ainda não tenha retomado uma tendência mais longa de alta.</p>
<p>Smart Fit (SMFT3) fechou a R$ 19,65 e tem gatilho em R$ 21,46, uma distância de 9,21%. Os objetivos estão em R$ 23,71 e R$ 25,96, com potenciais de 10,48% e 20,97%. O stop é de R$ 19,21.</p>
<p>Bemobi (BMOB3) encerrou o pregão em R$ 22,80. Para ativar a estratégia, a ação precisa alcançar R$ 24,48, avanço de 7,37%.</p>
<p>O primeiro objetivo de Bemobi (BMOB3) é de R$ 26,50, com potencial de 8,25%. O segundo está em R$ 28,52, valorização de 16,50%. O stop foi definido em R$ 22,46.</p>
<p>Bemobi (BMOB3) é a única ação da carteira abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias. Por essa razão, a <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335941">confirmação do gatilho assume peso adicional como</a> possível sinal de reversão da trajetória recente.</p>
<h2>Veja os gatilhos, stops e objetivos das 12 ações</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Último preço</th>
<th align="right">Gatilho</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Objetivo 1</th>
<th align="right">Objetivo 2</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>B3</td>
<td align="right">B3SA3</td>
<td align="right">R$ 15,44</td>
<td align="right">R$ 15,93</td>
<td align="right">R$ 14,02</td>
<td align="right">R$ 17,84</td>
<td align="right">R$ 19,75</td>
</tr>
<tr>
<td>Bradesco</td>
<td align="right">BBDC4</td>
<td align="right">R$ 18,48</td>
<td align="right">R$ 19,31</td>
<td align="right">R$ 18,12</td>
<td align="right">R$ 20,50</td>
<td align="right">R$ 21,69</td>
</tr>
<tr>
<td>Cemig</td>
<td align="right">CMIG4</td>
<td align="right">R$ 10,98</td>
<td align="right">R$ 11,49</td>
<td align="right">R$ 10,76</td>
<td align="right">R$ 12,22</td>
<td align="right">R$ 12,95</td>
</tr>
<tr>
<td>Gerdau</td>
<td align="right">GGBR4</td>
<td align="right">R$ 24,26</td>
<td align="right">R$ 24,66</td>
<td align="right">R$ 22,44</td>
<td align="right">R$ 26,88</td>
<td align="right">R$ 29,10</td>
</tr>
<tr>
<td>Metalúrgica Gerdau</td>
<td align="right">GOAU4</td>
<td align="right">R$ 10,52</td>
<td align="right">R$ 10,78</td>
<td align="right">R$ 9,93</td>
<td align="right">R$ 11,63</td>
<td align="right">R$ 12,48</td>
</tr>
<tr>
<td>Eneva</td>
<td align="right">ENEV3</td>
<td align="right">R$ 24,90</td>
<td align="right">R$ 28,13</td>
<td align="right">R$ 23,61</td>
<td align="right">R$ 32,65</td>
<td align="right">R$ 37,17</td>
</tr>
<tr>
<td>LOG Commercial Properties</td>
<td align="right">LOGG3</td>
<td align="right">R$ 25,83</td>
<td align="right">R$ 28,66</td>
<td align="right">R$ 25,64</td>
<td align="right">R$ 31,68</td>
<td align="right">R$ 34,70</td>
</tr>
<tr>
<td>OceanPact</td>
<td align="right">OPCT3</td>
<td align="right">R$ 10,74</td>
<td align="right">R$ 11,47</td>
<td align="right">R$ 10,09</td>
<td align="right">R$ 12,85</td>
<td align="right">R$ 14,23</td>
</tr>
<tr>
<td>Taesa</td>
<td align="right">TAEE11</td>
<td align="right">R$ 40,30</td>
<td align="right">R$ 42,11</td>
<td align="right">R$ 39,52</td>
<td align="right">R$ 44,70</td>
<td align="right">R$ 47,29</td>
</tr>
<tr>
<td>Irani</td>
<td align="right">RANI3</td>
<td align="right">R$ 7,95</td>
<td align="right">R$ 8,21</td>
<td align="right">R$ 7,53</td>
<td align="right">R$ 8,89</td>
<td align="right">R$ 9,57</td>
</tr>
<tr>
<td>Smart Fit</td>
<td align="right">SMFT3</td>
<td align="right">R$ 19,65</td>
<td align="right">R$ 21,46</td>
<td align="right">R$ 19,21</td>
<td align="right">R$ 23,71</td>
<td align="right">R$ 25,96</td>
</tr>
<tr>
<td>Bemobi</td>
<td align="right">BMOB3</td>
<td align="right">R$ 22,80</td>
<td align="right">R$ 24,48</td>
<td align="right">R$ 22,46</td>
<td align="right">R$ 26,50</td>
<td align="right">R$ 28,52</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Estratégia é de position trade, não de day trade</h2>
<p>Embora a seleção seja apresentada como uma lista de oportunidades para a semana, a metodologia descrita pelo Itaú BBA corresponde a operações de <em>position trade</em>. O horizonte estimado varia de três semanas a três meses.</p>
<p>A diferença é relevante. No <em>day trade</em>, a posição é aberta e encerrada no mesmo pregão. No <em>position trade</em>, o investidor pode permanecer exposto por semanas, aguardando que o preço alcance o objetivo ou o stop.</p>
<p>As estratégias utilizam resistências como referência para o início da operação e suportes para definir sua interrupção. A direção da tendência ajuda a determinar se o cenário favorece uma compra.</p>
<p>As médias móveis de 21 e 200 dias servem como indicadores complementares. Elas não asseguram que uma tendência continuará, mas ajudam a comparar a cotação atual com o comportamento médio do papel em diferentes períodos.</p>
<p>O Itaú BBA não destacou, nesta atualização, operações acionadas na semana anterior. A lista está concentrada nos novos gatilhos e não representa uma carteira fundamentalista de longo prazo.</p>
<h2>Confirmação dos gatilhos definirá quais operações avançam</h2>
<p>As ações recomendadas permanecem condicionadas ao comportamento do mercado nos próximos pregões. Um papel pode aproximar-se do gatilho e recuar antes do fechamento, sem que a operação seja ativada.</p>
<p>Também pode ocorrer uma abertura acima do nível projetado, especialmente após fatos relevantes, balanços ou mudanças bruscas no cenário externo. Nessas situações, o preço efetivo de entrada pode alterar a relação entre risco e retorno originalmente calculada.</p>
<p>Os stops representam pontos de controle, mas não eliminam o risco de perdas superiores. Em momentos de baixa liquidez ou forte volatilidade, uma ordem pode ser executada abaixo do valor definido.</p>
<p>A carteira reúne companhias de bancos, infraestrutura de mercado, siderurgia, energia, imóveis logísticos, serviços marítimos, papel e embalagens, academias e tecnologia. A diversificação setorial reduz a dependência de um único segmento, mas não protege contra movimentos generalizados de queda na Bolsa.</p>
<p>O maior alvo pertence à Eneva (ENEV3), enquanto Gerdau (GGBR4) estava mais perto de confirmar uma entrada. O avanço ou a perda desses níveis técnicos determinará quais das 12 ações recomendadas efetivamente passarão a integrar as operações acompanhadas pelos investidores.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 24 de julho: Bolsa fecha na mínima com Petrobras (PETR4), bancos e nova tarifa dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-24-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522738</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, aos 174.041,95 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira terminou exatamente na mínima da sessão, pressionado pelas perdas da Petrobras (PETR3; PETR4), da Vale (VALE3) e dos grandes bancos, em um pregão marcado pelo recuo das commodities e pela [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, aos 174.041,95 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira terminou exatamente na mínima da sessão, pressionado pelas perdas da Petrobras (PETR3; PETR4), da Vale (VALE3) e dos grandes bancos, em um pregão marcado pelo recuo das commodities e pela entrada em vigor de uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.</p>
<p>A sessão começou praticamente estável, aos 176.719,62 pontos, que também representaram a máxima do dia. A pressão vendedora ganhou força ao longo do pregão, com o índice perdendo 2.681,67 pontos em relação ao fechamento anterior, de 176.723,62 pontos.</p>
<p>Apesar da queda expressiva nesta sexta-feira, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331873">Ibovespa</a> acumulou valorização de 0,19% na semana. O resultado positivo foi garantido principalmente pelo avanço de 2,44% registrado na quarta-feira, que compensou quatro sessões de baixa no período.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> -1,52%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> -2.681,67 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 176.719,62 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 176.719,62 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 176.723,62 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,63 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331868">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,0814</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Acumulado na semana:</strong> +0,19%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> +1,17%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +8,02%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu no topo e perdeu força durante a sessão</h2>
<p>O comportamento do Ibovespa hoje mostrou pressão vendedora desde os primeiros <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331870">negócios</a>. O índice abriu quatro pontos abaixo do encerramento de quinta-feira e não conseguiu ingressar de forma consistente no campo positivo.</p>
<p>A máxima de 176.719,62 pontos foi registrada na abertura. A partir desse nível, a Bolsa perdeu força gradualmente, acompanhando a desvalorização do petróleo e a queda das ações dos setores financeiro, de mineração e de energia.</p>
<p>A baixa se aprofundou durante a tarde. O Ibovespa entrou no leilão de fechamento próximo do piso da sessão e terminou aos 174.041,95 pontos, sem apresentar recuperação nos minutos finais.</p>
<p>O volume financeiro somou R$ 16,63 bilhões, abaixo de períodos de maior movimentação da B3. A liquidez mais contida ampliou o efeito das vendas sobre ações de grande peso na carteira teórica do índice.</p>
<p>O movimento brasileiro destoou parcialmente de Wall Street, onde o Dow Jones e o S&amp;P 500 conseguiram encerrar com variações positivas. O Nasdaq, porém, continuou pressionado pelas ações de tecnologia.</p>
<h2>Petróleo, bancos e tarifas determinaram o fechamento</h2>
<p>A queda do petróleo foi um dos principais vetores da sessão. O contrato futuro do Brent recuou 3,88% e terminou cotado a US$ 96,78 por barril, após ter superado US$ 100 no pregão anterior.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331866">mercado</a> reagiu a informações sobre uma tentativa da China de retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã. Uma eventual redução das tensões geopolíticas poderia diminuir os riscos sobre a oferta de petróleo e sobre o tráfego marítimo na região.</p>
<p>A perspectiva de negociação provocou uma correção nos preços da commodity e atingiu diretamente as ações da Petrobras, que possuem participação relevante no Ibovespa.</p>
<p>O minério de ferro também encerrou em baixa na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Dalian caiu 0,13%, para 746 iuanes por tonelada, reduzindo o suporte externo para Vale e siderúrgicas.</p>
<p>No cenário comercial, os investidores avaliaram a nova sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida substitui uma tarifa global temporária de 10% e, em determinados itens já atingidos por uma cobrança adicional de 25%, eleva a tributação total para 37,5%.</p>
<p>A nova tarifa foi justificada pelo governo norte-americano por alegadas falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331872">trabalho</a> forçado. O governo brasileiro classificou a decisão como arbitrária e injustificada.</p>
<p>O impacto imediato sobre o Ibovespa foi limitado pela existência de uma lista de produtos isentos e pelo fato de parte da medida já ter sido antecipada pelos investidores. A decisão, no entanto, ampliou a incerteza sobre as exportações brasileiras e a relação comercial com os Estados Unidos.</p>
<h2>Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos pressionam o índice</h2>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanharam a queda do petróleo e exerceram forte pressão sobre o Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 recuaram 2,36%, enquanto as preferenciais PETR4 perderam 1,72%, cotadas a R$ 42,21.</p>
<p>Como a Petrobras possui uma das maiores participações na composição do índice, a queda simultânea das duas classes de ações teve impacto relevante sobre a pontuação final.</p>
<p>A Vale (VALE3) caiu 0,58%, a R$ 75,24, em uma sessão de baixa moderada do minério de ferro na China. A mineradora também permaneceu sob o acompanhamento dos investidores após recentes mudanças em seu conselho de administração.</p>
<p>Os grandes bancos recuaram em bloco, ampliando as perdas do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou o movimento negativo no setor, com baixa de 2,77%.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 1,08%, para R$ 42,10. O Bradesco (BBDC4) recuou 1,28%, a R$ 18,48, enquanto o Santander Brasil (SANB11) caiu 1,09%.</p>
<p>O desempenho conjunto das instituições financeiras teve peso significativo porque o setor ocupa uma parcela expressiva da carteira do Ibovespa. O movimento ocorreu em uma sessão de saída de posições em ações brasileiras e maior seletividade do capital estrangeiro.</p>
<h2>Yduqs (YDUQ3) lidera altas do Ibovespa</h2>
<p>Mesmo com a queda do índice, algumas ações conseguiram terminar o pregão no campo positivo. A Yduqs (YDUQ3) liderou os ganhos, com valorização de 3,05%, a R$ 7,78.</p>
<p>A alta ocorreu depois de uma sequência de revisões sobre as perspectivas do setor educacional para a temporada de balanços do segundo trimestre. Não houve divulgação de fato relevante pela companhia que explicasse isoladamente o movimento desta sexta-feira.</p>
<p>A Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 2,22%, encerrando cotada a R$ 35,47. As ações da operadora apresentaram comportamento defensivo em um pregão de maior aversão a risco.</p>
<p>A MRV (MRVE3) subiu 1,59%, para R$ 4,46, enquanto a Totvs (TOTS3) teve ganho de 1,55%, a R$ 27,47.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) completou a relação das cinco maiores altas do índice, com valorização de 1,13%, a R$ 5,36.</p>
<h3>Maiores altas do Ibovespa</h3>
<ul>
<li><strong>Yduqs (YDUQ3):</strong> +3,05%, a R$ 7,78</li>
<li><strong>Telefônica Brasil (VIVT3):</strong> +2,22%, a R$ 35,47</li>
<li><strong>MRV (MRVE3):</strong> +1,59%, a R$ 4,46</li>
<li><strong>Totvs (TOTS3):</strong> +1,55%, a R$ 27,47</li>
<li><strong>CSN (CSNA3):</strong> +1,13%, a R$ 5,36</li>
</ul>
<h2>ISA Energia (ISAE4) despenca após oferta de R$ 1,2 bilhão</h2>
<p>A ISA Energia (ISAE4) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 7,16%, a R$ 26,46. O papel terminou abaixo dos R$ 27 definidos como preço da oferta primária de ações anunciada pela companhia.</p>
<p>A transmissora emitiu pouco mais de 44,4 milhões de ações preferenciais e levantou aproximadamente R$ 1,2 bilhão. A oferta foi ampliada depois que a demanda permitiu o exercício integral do lote adicional.</p>
<p>O preço de R$ 27 representou desconto de 5,26% em relação ao fechamento de quinta-feira, quando ISAE4 valia R$ 28,50. A emissão de novos papéis também provocará diluição dos acionistas que não participaram da operação.</p>
<p>A Hapvida (HAPV3) recuou 5,25%, a R$ 9,92, sem a divulgação de um novo fato relevante capaz de justificar isoladamente a intensidade do movimento.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) caiu 5,21%, para R$ 21,27, depois que o JPMorgan rebaixou sua recomendação para as ações de neutra para “underweight”, equivalente a uma expectativa de desempenho abaixo da média do mercado.</p>
<p>O banco avaliou que os papéis acumulavam valorização superior à do mercado sem uma revisão proporcional das estimativas de lucro da companhia.</p>
<p>A MBRF (MBRF3) caiu 4,81%, a R$ 14,84, enquanto a Minerva (BEEF3) perdeu 3,93%, para R$ 3,42.</p>
<h3>Maiores quedas do Ibovespa</h3>
<ul>
<li><strong>ISA Energia (ISAE4):</strong> -7,16%, a R$ 26,46</li>
<li><strong>Hapvida (HAPV3):</strong> -5,25%, a R$ 9,92</li>
<li><strong>Caixa Seguridade (CXSE3):</strong> -5,21%, a R$ 21,27</li>
<li><strong>MBRF (MBRF3):</strong> -4,81%, a R$ 14,84</li>
<li><strong>Minerva (BEEF3):</strong> -3,93%, a R$ 3,42</li>
</ul>
<h2>Dólar fica estável e juros futuros recuam</h2>
<p>O dólar comercial à vista fechou em baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,0814. A moeda norte-americana apresentou oscilações limitadas durante a sessão e chegou a tocar R$ 5,0499 na mínima intradiária.</p>
<p>Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 0,58% em relação ao real. A queda do petróleo reduziu pressões inflacionárias externas, mas as tarifas norte-americanas limitaram uma valorização mais intensa da moeda brasileira.</p>
<p>Os contratos de juros futuros fecharam predominantemente em baixa, beneficiados pelo recuo do petróleo e pela redução do risco de um novo choque inflacionário provocado pela energia.</p>
<p>Os vencimentos intermediários e longos também refletiram ajustes nas expectativas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331871">política</a> monetária. A nova tarifa dos Estados Unidos, entretanto, manteve cautela nos contratos mais sensíveis ao risco fiscal e comercial.</p>
<p>O Banco Central realizou dois leilões de swap cambial, com colocação total equivalente a US$ 2,5 bilhões. As operações tinham vencimentos em outubro e novembro de 2026.</p>
<h2>Petróleo cai abaixo de US$ 100 e minério recua na China</h2>
<p>O petróleo Brent encerrou a sexta-feira a US$ 96,78 por barril, com queda de 3,88%. O movimento devolveu parte da alta registrada na sessão anterior, quando o contrato havia ultrapassado US$ 100.</p>
<p>A cotação respondeu à possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, embora o conflito e os ataques na região continuassem impondo risco sobre a oferta global.</p>
<p>A queda abaixo de US$ 100 reduziu a pressão sobre as expectativas de inflação, mas afetou negativamente as ações de petroleiras no Brasil e no exterior.</p>
<p>Na China, o minério de ferro negociado em Dalian caiu 0,13%, para 746 iuanes por tonelada. A variação limitada não provocou uma queda acentuada da Vale, mas contribuiu para a ausência de suporte às ações da mineradora.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333416">bolsas dos</a> Estados Unidos encerraram a sexta-feira com sinais mistos. O Dow Jones avançou 0,45%, enquanto o S&amp;P 500 ganhou 0,05%.</p>
<p>O Nasdaq caiu 0,64%, ainda pressionado pelo desempenho das grandes <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331869">empresas</a> de tecnologia e pelas dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial e centros de dados.</p>
<p>Na semana, os três índices norte-americanos acumularam perdas. O Dow Jones recuou 0,38%, o S&amp;P 500 perdeu 0,60% e o Nasdaq caiu 2,13%.</p>
<p>Os investidores também ajustaram posições antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, marcada para terça e quarta-feira, 28 e 29 de julho.</p>
<h2>Alta semanal resiste após quatro sessões negativas</h2>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336286">Ibovespa terminou a semana com</a> valorização de 0,19%, apesar de ter fechado em queda em quatro dos cinco pregões.</p>
<p>Na segunda-feira, o índice recuou 0,20%. Na terça, caiu 0,03%. O avanço de 2,44% na quarta-feira foi suficiente para compensar as perdas de 0,46% na quinta e de 1,52% nesta sexta.</p>
<p>No acumulado de julho, o Ibovespa registra alta de 1,17%. Em 2026, a valorização chega a 8,02%, considerando o fechamento de 161.125,37 pontos no último pregão de 2025.</p>
<p>A semana foi marcada pela disputa entre a alta expressiva de quarta-feira e o retorno da aversão ao risco nos dois últimos pregões. Commodities, tarifas comerciais e fluxo estrangeiro tiveram influência direta sobre essa alternância.</p>
<h2>Focus, bens duráveis e Fed entram no radar</h2>
<p>O próximo pregão, na segunda-feira, 27 de julho, terá como referências domésticas a nova edição do Boletim Focus e os desdobramentos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.</p>
<p>No exterior, o Departamento de Comércio norte-americano divulgará os pedidos de bens duráveis referentes a junho. O indicador oferece sinais sobre os investimentos e a atividade industrial da maior <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331867">economia</a> do mundo.</p>
<p>Os investidores também começarão a ajustar posições para a reunião do Federal Reserve, que ocorrerá na terça e na quarta-feira. A decisão de juros será divulgada em 29 de julho.</p>
<p>A temporada de balanços do segundo trimestre continuará influenciando ações individualmente, enquanto a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã poderá determinar a direção do petróleo e das empresas ligadas à commodity.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bolsa em queda abre janela para Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3) e Nubank (ROXO34), dizem gestores</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsa-acoes-klabin-smart-fit-nubank-ultrapar-vivara-gestores</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações baratas]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Klabin]]></category>
		<category><![CDATA[KLBN11]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Nubank]]></category>
		<category><![CDATA[ROXO34]]></category>
		<category><![CDATA[Smart Fit]]></category>
		<category><![CDATA[SMFT3]]></category>
		<category><![CDATA[UGPA3]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrapar]]></category>
		<category><![CDATA[VIVA3]]></category>
		<category><![CDATA[Vivara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522735</guid>

					<description><![CDATA[<p>A correção recente da Bolsa brasileira abriu uma janela para a compra seletiva de ações de empresas com baixo endividamento, posição competitiva consolidada e capacidade de preservar margens mesmo em um ambiente de juros altos. A avaliação foi apresentada pelos gestores André Lion, da Ibiúna Investimentos, Octávio Magalhães, da Guepardo Investimentos, e João Luiz Braga, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A correção recente da Bolsa brasileira abriu uma janela para a compra seletiva de ações de empresas com baixo endividamento, posição competitiva consolidada e capacidade de preservar margens mesmo em um ambiente de juros altos. A avaliação foi apresentada pelos gestores André Lion, da Ibiúna Investimentos, Octávio Magalhães, da Guepardo Investimentos, e João Luiz Braga, da Encore Asset, durante painel realizado em São Paulo.</p>
<p>Entre as companhias citadas estão Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3), Ultrapar (UGPA3), Vivara (VIVA3) e Nubank (ROXO34). Os gestores sustentam que parte dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331861">empresas</a> negocia a preços capazes de produzir retornos reais elevados para quem puder manter as posições por vários anos.</p>
<p>A tese não depende de uma recuperação imediata do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331862">Ibovespa</a> nem de um corte acelerado dos juros. O ponto central é que a queda das cotações teria ampliado a diferença entre o preço das ações e o valor econômico dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331864">negócios</a>, criando oportunidades em companhias capazes de atravessar um ciclo adverso sem comprometer seus balanços.</p>
<p>O cenário continua desafiador. A Selic está em 14,25% ao ano, a inflação permanece acima da meta e o Banco Central adota cautela diante dos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre petróleo, câmbio e preços globais.</p>
<p>Esse ambiente aumenta a competição entre a Bolsa e a renda fixa. Para justificar a compra de uma ação, o retorno esperado precisa compensar o risco adicional em relação aos títulos públicos, que oferecem juros reais elevados e previsibilidade de pagamento.</p>
<h2>Juros de 14,25% elevam exigência sobre as ações</h2>
<p>A renda fixa exerce forte pressão sobre a avaliação das empresas quando a Selic permanece em dois dígitos. Quanto maior o retorno oferecido pelos títulos públicos, maior precisa ser o desconto das ações para atrair capital.</p>
<p>O investidor também tende a reduzir sua disposição para esperar. Empresas cujo valor depende de lucros projetados para muitos anos à frente são mais penalizadas, porque esses resultados futuros passam a valer menos quando descontados por taxas elevadas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o custo do crédito aumenta para companhias e consumidores. Negócios endividados precisam destinar uma parcela maior da geração operacional ao pagamento de juros, enquanto as famílias reduzem compras financiadas e serviços considerados não essenciais.</p>
<p>A seletividade defendida pelos gestores parte dessa diferença. Empresas líderes, com balanços mais sólidos e vantagens competitivas, podem continuar crescendo ou ganhar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331859">mercado</a> enquanto concorrentes frágeis reduzem investimentos.</p>
<p>Octávio Magalhães, da Guepardo, avalia que determinadas ações embutem retornos equivalentes à inflação acrescida de aproximadamente 14% ao ano. Na comparação apresentada pelo gestor, esse potencial seria superior ao oferecido por títulos públicos indexados ao IPCA.</p>
<p>A projeção representa uma estimativa baseada no preço atual, na geração de caixa esperada e no valor atribuído aos negócios. Não se trata de retorno garantido. Resultados operacionais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331860">economia</a>, juros e riscos específicos podem alterar substancialmente esse cálculo.</p>
<h2>Klabin (KLBN11) combina escala, exportação e geração de caixa</h2>
<p>A Klabin (KLBN11) aparece entre as preferências da Guepardo Investimentos, que possuía aproximadamente 4% do capital total da companhia na posição divulgada em julho.</p>
<p>A participação reforça que a escolha representa uma tese efetivamente mantida pela gestora, e não apenas uma avaliação apresentada em evento. A Klabin r<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337171">e</a>úne florestas próprias, produção de celulose, papéis e embalagens, com operações integradas e receitas expostas aos mercados brasileiro e internacional.</p>
<p>A diversificação oferece proteção parcial contra ciclos específicos. Quando a demanda doméstica por embalagens perde força, as exportações e a receita em moeda estrangeira podem amortecer o impacto. Em outros períodos, a estabilidade dos contratos de embalagens reduz a dependência das oscilações da celulose.</p>
<p>A companhia também possui ativos florestais que funcionam como barreira de entrada. A formação de uma base produtiva exige terras, plantio, tempo de maturação, logística e investimentos industriais de grande porte.</p>
<p>O risco está na intensidade de capital. Projetos de celulose e papel exigem desembolsos elevados e podem ampliar a alavancagem antes que as novas capacidades comecem a gerar caixa.</p>
<p>A Klabin (KLBN11) também permanece exposta aos preços internacionais da celulose, à demanda chinesa, ao câmbio e aos custos de madeira, energia e transporte.</p>
<p>Para os investidores, a tese depende da disciplina na execução dos investimentos e da capacidade de manter geração de caixa suficiente para reduzir dívida e sustentar dividendos. A companhia programou R$ 1,11 bilhão em distribuições aos acionistas ao longo de 2026.</p>
<h2>Smart Fit (SMFT3) cresce 25% e amplia margens</h2>
<p>A Smart Fit (SMFT3) representa uma tese diferente. Enquanto a Klabin opera em uma indústria intensiva em ativos, a rede de academias combina expansão física, recorrência de mensalidades e diversificação geográfica.</p>
<p>A <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333545">com</a>panhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 2.113 academias em 16 países, crescimento de 20% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A rede incluía 1.703 unidades próprias e 410 franquias.</p>
<p>A receita líquida avançou 25%, para R$ 2,1 bilhões. O Ebitda ajustado chegou a R$ 672 milhões, alta anual de 29%, enquanto o lucro líquido recorrente cresceu 47%, para R$ 207 milhões.</p>
<p>Os números ajudam a sustentar a visão positiva apresentada por João Luiz Braga. A Smart Fit (SMFT3) vem ampliando sua presença no Brasil, no México e em outros mercados latino-americanos, além de desenvolver negócios complementares como TotalPass, studios e serviços digitais.</p>
<p>Mais da metade da operação já está ligada a mercados fora do Brasil quando consideradas determinadas linhas de receita e expansão. Essa diversificação reduz a dependência exclusiva da economia brasileira, embora acrescente exposição cambial e riscos de execução em diferentes países.</p>
<p>A empresa também se beneficia da maturação das academias abertas nos últimos anos. Unidades novas normalmente exigem investimentos e levam tempo para atingir uma base de clientes capaz de diluir aluguel, pessoal e outras despesas fixas.</p>
<p>Quando essas academias amadurecem, a receita adicional pode crescer mais rapidamente do que os custos, elevando as margens. No primeiro trimestre, a margem Ebitda ajustada avançou para 32%.</p>
<p>O risco está no ritmo de expansão. A Smart Fit planeja abrir entre 330 e 350 academias em 2026. Um programa dessa dimensão exige escolha adequada dos pontos, controle dos custos de construção e manutenção de uma estrutura financeira capaz de sustentar os desembolsos.</p>
<h2>Nubank (ROXO34) mantém crescimento com rentabilidade</h2>
<p>O Nubank (ROXO34) também foi citado como uma companhia cuja cotação pode não refletir integralmente o crescimento operacional.</p>
<p>A Nu Holdings encerrou março com mais de 135 milhões de clientes nos mercados em que atua. A receita trimestral superou US$ 5 bilhões pela primeira vez, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 871 milhões, expansão anual de 41%.</p>
<p>O retorno sobre o patrimônio ficou em 29%. A combinação de crescimento e rentabilidade diferencia o Nubank (ROXO34) de empresas digitais que aumentam a base de clientes, mas ainda dependem de aportes para financiar suas operações.</p>
<p>A carteira de crédito avançou 40% em 12 meses, para US$ 37,2 bilhões. O crescimento amplia a receita de juros, mas também aumenta a necessidade de provisões para possíveis perdas.</p>
<p>No primeiro trimestre, o indicador de atrasos entre 15 e 90 dias subiu para 5%, influenciado pela sazonalidade e pela expansão para clientes de maior risco. A inadimplência acima de 90 dias recuou para 6,5%.</p>
<p>A tese de valorização depende da capacidade do Nubank (ROXO34) de ampliar o crédito sem permitir que as perdas consumam o aumento da receita. Também será necessário manter custos baixos enquanto a empresa investe no México, na Colômbia, nos Estados Unidos e em infraestrutura de inteligência artificial.</p>
<p>A escala favorece a diluição das despesas. O banco digital possui uma das maiores bases de dados financeiros da região e utiliza tecnologia para automatizar atendimento, concessão de crédito e oferta de produtos.</p>
<p>O principal risco é que uma deterioração econômica mais intensa provoque aumento da inadimplência e obrigue a companhia a elevar provisões. Esse movimento reduziria o lucro e poderia pressionar os múltiplos atribuídos às ações.</p>
<h2>Vivara (VIVA3) aposta em marca e produção própria</h2>
<p>A Vivara (VIVA3) integra a lista de companhias consideradas capazes de atravessar o ciclo de juros altos em posição mais forte do que concorrentes menores.</p>
<p>A empresa encerrou 2025 com receita próxima de R$ 3,8 bilhões e mais de 498 pontos de venda. Seu modelo verticalizado permite controlar criação, produção, distribuição e comercialização das joias.</p>
<p>Cerca de 80% dos produtos vendidos são fabricados pela própria companhia. Essa estrutura amplia o controle sobre estoque, qualidade, lançamentos e margens, além de permitir ajustes mais rápidos no mix entre ouro, prata, relógios e acessórios.</p>
<p>A marca Life, voltada a peças de prata e a consumidores mais jovens, ajudou a ampliar a frequência de compras e o alcance da empresa. A Vivara também possui escala de marketing e distribuição difícil de ser replicada por joalherias independentes.</p>
<p>O investimento, porém, permanece exposto à renda disponível das famílias. Juros elevados, crédito caro e desaceleração do consumo podem reduzir a procura por produtos discricionários.</p>
<p>A alta do ouro e a variação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331863">dólar</a> também influenciam os custos. A capacidade de repassar esses movimentos aos preços sem comprometer o volume de vendas será determinante para preservar as margens.</p>
<h2>Ultrapar (UGPA3) reúne combustíveis, gás e logística</h2>
<p>A Ultrapar (UGPA3) aparece como uma tese apoiada na reorganização do portfólio e na exposição a negócios essenciais da <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337172">economia</a>.</p>
<p>O grupo atua por meio da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil. A estrutura reúne distribuição de combustíveis, gás liquefeito de petróleo, armazenagem de granéis líquidos e transporte hidroviário.</p>
<p>A diversificação reduz a dependência de uma única operação, mas também aumenta a complexidade da gestão. Cada segmento possui concorrentes, regulação, ciclos de investimento e riscos operacionais próprios.</p>
<p>Ao fim de março, a Ultrapar mantinha cerca de R$ 9,05 bilhões em caixa e aplicações financeiras, diante de uma dívida bruta de R$ 17,28 bilhões. O perfil de vencimentos estava distribuído ao longo dos anos seguintes, com aproximadamente 21% do total concentrado no prazo de até 12 meses.</p>
<p>A tese depende da recuperação das margens da Ipiranga, da expansão da Ultracargo e da integração da Hidrovias do Brasil. A companhia precisa transformar a diversificação em geração de caixa, evitando que novos investimentos aumentem excessivamente a dívida.</p>
<p>O negócio de combustíveis também está sujeito às oscilações do petróleo, à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331865">política</a> de preços, à concorrência e às mudanças provocadas pela transição energética.</p>
<h2>Gestores evitam empresas com execução mais complexa</h2>
<p>A defesa da Bolsa não significa que todas as ações estejam baratas. Os gestores ressaltaram que a diferença entre empresas sólidas e negócios mais frágeis aumenta em períodos de juros elevados.</p>
<p>João Luiz Braga citou Azzas 2154 (AZZA3), Ânima Educação (ANIM3) e Natura (NATU3) como exemplos de companhias que, em sua avaliação, apresentam situações mais complexas.</p>
<p>A menção representa a opinião do gestor e não uma avaliação consensual do mercado. As três empresas possuem estratégias, balanços e desafios distintos.</p>
<p>A Azzas 2154 (AZZA3) atravessa o processo de integração das operações resultantes da união entre Arezzo&amp;Co e Grupo Soma. O sucesso depende da captura de sinergias, da gestão de marcas e da recuperação do consumo de moda.</p>
<p>A Ânima Educação (ANIM3) opera em um setor exposto a mensalidades, evasão, financiamento estudantil e regulação. A empresa também precisa administrar dívida e equilibrar crescimento com geração de caixa.</p>
<p>A Natura (NATU3) vem reorganizando seu portfólio internacional e concentrando esforços nas operações consideradas estratégicas. O mercado acompanha a execução da simplificação e a recuperação das margens.</p>
<p>O contraste reforça o critério defendido no painel: comprar empresas apenas porque as ações caíram pode aumentar perdas. A queda precisa ser acompanhada por fundamentos capazes de sustentar uma recuperação.</p>
<h2>Balanços do segundo trimestre testarão as teses</h2>
<p>Os resultados do segundo trimestre serão o próximo teste para as ações citadas. Smart Fit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) têm divulgação prevista para o início de agosto, quando o mercado avaliará se o crescimento permaneceu forte apesar dos juros e da inflação.</p>
<p>No Nubank (ROXO34), a atenção estará concentrada na inadimplência, nas provisões e na expansão da carteira. Na Klabin (KLBN11), preços da celulose, câmbio, volumes e dívida devem permanecer no centro da análise.</p>
<p>A Ultrapar (UGPA3) será avaliada pela evolução das margens da Ipiranga, pela contribuição dos negócios de logística e pela geração de caixa após os investimentos e aquisições.</p>
<p>Os gestores defendem um horizonte superior ao de um único trimestre. A chamada arbitragem temporal consiste em aceitar volatilidade no curto prazo para capturar a geração de valor que o mercado, concentrado nos riscos imediatos, estaria deixando de reconhecer.</p>
<p>Essa estratégia exige paciência e capacidade financeira para atravessar novas quedas. Também pressupõe que as empresas selecionadas consigam cumprir as projeções operacionais que justificam seu valor.</p>
<p>Com a Selic em 14,25%, a Bolsa não recebe capital apenas porque os preços recuaram. As ações precisam oferecer um prêmio claro sobre a renda fixa e demonstrar que seus resultados sobreviverão a um ambiente econômico restritivo.</p>
<p>Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3), Ultrapar (UGPA3), Vivara (VIVA3) e Nubank (ROXO34) entram nessa seleção por razões diferentes. O ponto comum está na combinação entre escala, liderança, crescimento e capacidade de gerar caixa — os atributos que os gestores acreditam que serão mais valorizados quando a incerteza diminuir.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cemig (CMIG4) lidera apostas de day trade; Ágora indica 6 ações para buscar até 1,43%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-cemig-cmig4-allos-alos3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:04:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Allos]]></category>
		<category><![CDATA[ALOS3]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[Cemig]]></category>
		<category><![CDATA[CMIG4]]></category>
		<category><![CDATA[CXSE3]]></category>
		<category><![CDATA[CYRE3]]></category>
		<category><![CDATA[Cyrela]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[day trade hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522678</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos colocou a Cemig (CMIG4) no topo de sua carteira de day trade para o pregão desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, na B3. A estratégia elaborada por análise gráfica também indica a compra de B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além da venda de Allos (ALOS3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4), [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos colocou a Cemig (CMIG4) no topo de sua carteira de day trade para o pregão desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, na B3. A estratégia elaborada por análise gráfica também indica a compra de B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além da venda de Allos (ALOS3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4), com ganhos brutos projetados entre 1,38% e 1,43%.</p>
<p>A maior valorização esperada na ponta compradora está em Cemig (CMIG4). A corretora estabeleceu entrada em R$ 11,22, objetivo em R$ 11,38 e stop loss em R$ 11,13. A diferença entre o gatilho e o alvo representa retorno potencial de 1,43%, enquanto a perda estimada no stop é de 0,80%.</p>
<p>Na ponta vendida, a principal aposta do day trade é Allos (ALOS3). A operação prevê venda a R$ 26,58 e recompra a R$ 26,20, com ganho potencial de 1,43%. O stop foi definido em R$ 26,78, o equivalente a uma perda de 0,75% caso a ação avance depois da abertura da posição.</p>
<p>Todas as operações têm validade restrita ao pregão desta sexta-feira. Os pontos indicados não devem ser automaticamente transportados para a sessão seguinte, pois a leitura técnica considera o comportamento recente dos preços, o fluxo de ordens e os níveis gráficos identificados antes da abertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331803">mercado</a>.</p>
<h2>Cemig exige rompimento de R$ 11,22 para acionar compra</h2>
<p>A estratégia com Cemig (CMIG4) não pressupõe uma compra imediata da ação. O investidor precisa aguardar o papel atingir R$ 11,22, nível definido como gatilho para a entrada. Somente depois desse movimento a recomendação de day trade passa a ser considerada ativa.</p>
<p>As ações preferenciais da companhia haviam encerrado o pregão de quinta-feira cotadas a R$ 11,19. O ponto de entrada está, portanto, três centavos acima do fechamento anterior, sinalizando que a operação depende de uma confirmação de força compradora.</p>
<p>Se o papel alcançar R$ 11,22 e avançar até R$ 11,38, a diferença será de R$ 0,16 por ação. Em uma posição de mil papéis, por exemplo, o ganho bruto corresponderia a R$ 160, antes de custos operacionais e tributação.</p>
<p>O risco calculado entre a entrada e o stop é de R$ 0,09 por ação. Na mesma posição hipotética de mil papéis, uma saída exatamente em R$ 11,13 produziria perda bruta de R$ 90.</p>
<p>O desenho oferece uma relação entre ganho e risco superior a 1,7 vez. Essa proporção, porém, não garante que a ordem será executada exatamente nos níveis projetados. Em momentos de volatilidade, o preço pode atravessar rapidamente o stop ou o objetivo.</p>
<p>A Cemig (CMIG4) atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. Embora informações corporativas, decisões regulatórias e perspectivas para o setor elétrico possam influenciar as ações, a recomendação desta sexta-feira é estritamente técnica e não representa uma avaliação sobre o valor de longo prazo da companhia.</p>
<h2>B3 e Caixa Seguridade completam as compras</h2>
<p>A segunda indicação de compra da carteira de day trade é B3 (B3SA3). O ponto de entrada foi estabelecido em R$ 15,69, com objetivo em R$ 15,91 e stop em R$ 15,57.</p>
<p>Caso o papel percorra todo o intervalo entre o gatilho e o alvo, o ganho bruto será de 1,40%. A perda potencial no stop corresponde a 0,76%.</p>
<p>B3 (B3SA3) é a companhia responsável pela principal infraestrutura do mercado brasileiro de capitais. Sua operação reúne negociação, pós-negociação, registro de ativos, serviços de dados e outras atividades ligadas ao funcionamento do sistema financeiro.</p>
<p>O desempenho de B3 (B3SA3) costuma ser acompanhado pelo mercado porque pode refletir expectativas sobre volumes negociados, captação de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331804">empresas</a>, emissão de ativos e participação de investidores. Na carteira de day trade, no entanto, o foco está exclusivamente no movimento intradiário do preço.</p>
<p>Caixa Seguridade (CXSE3) fecha o grupo das compras. A entrada está projetada em R$ 22,49 e o objetivo em R$ 22,80, o que corresponde a uma valorização potencial de 1,38%.</p>
<p>O stop loss foi fixado em R$ 22,33, com perda estimada de 0,71%. Entre as seis operações apresentadas, trata-se do menor risco percentual até o stop e também do menor retorno projetado.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) concentra participações e atividades ligadas aos segmentos de seguros, previdência, capitalização, consórcios e corretagem relacionados ao ecossistema da Caixa Econômica Federal. A companhia passou a ser negociada na B3 em 2021.</p>
<h3>Recomendações de compra no day trade</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Cemig</td>
<td align="right">CMIG4</td>
<td align="right">R$ 11,22</td>
<td align="right">R$ 11,38</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 11,13</td>
<td align="right">0,80%</td>
</tr>
<tr>
<td>B3</td>
<td align="right">B3SA3</td>
<td align="right">R$ 15,69</td>
<td align="right">R$ 15,91</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 15,57</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td align="right">CXSE3</td>
<td align="right">R$ 22,49</td>
<td align="right">R$ 22,80</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 22,33</td>
<td align="right">0,71%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Allos lidera estratégia para ganhar com queda</h2>
<p>Entre as operações vendidas, Allos (ALOS3) apresenta o maior retorno potencial. A estratégia de day trade será acionada se o papel alcançar R$ 26,58, ponto a partir do qual a corretora projeta um recuo até R$ 26,20.</p>
<p>Em uma venda de ações, o operador abre a posição apostando na desvalorização do ativo. O resultado positivo ocorre se conseguir recomprar os papéis por um valor inferior ao preço da venda inicial.</p>
<p>A diferença projetada para Allos (ALOS3) é de R$ 0,38 por ação. Em uma posição de mil papéis, isso representaria ganho bruto de R$ 380 caso a entrada e o objetivo fossem executados exatamente nos valores definidos.</p>
<p>Se o movimento for contrário e a ação subir até R$ 26,78, o stop busca encerrar a posição. A perda teórica, nesse caso, seria de R$ 0,20 por ação ou R$ 200 em uma operação com mil papéis.</p>
<p>A Allos (ALOS3) administra um portfólio nacional de shopping centers. Por estar exposta ao consumo, ao varejo e à atividade imobiliária, a companhia pode reagir a indicadores de vendas, fluxo de visitantes, juros e expectativas para a renda das famílias.</p>
<p>Esses fundamentos são relevantes para uma análise de médio e longo prazo, mas não constituem o motivo central da indicação. A venda recomendada pela Ágora está vinculada ao comportamento gráfico esperado durante o pregão.</p>
<h2>Cyrela e Petrobras também entram na ponta vendida</h2>
<p>A Cyrela (CYRE3) é a segunda indicação de venda. O gatilho foi estabelecido em R$ 20,61, com objetivo de recompra em R$ 20,32 e stop em R$ 20,76.</p>
<p>O retorno bruto potencial é de 1,41%. Se a ação avançar depois da entrada e alcançar o limite de perda, o prejuízo projetado será de 0,73%.</p>
<p>A Cyrela (CYRE3) atua no mercado de incorporação imobiliária, com presença especialmente relevante nos segmentos residencial de médio e alto padrão. As ações do setor costumam reagir às expectativas para juros, crédito habitacional, custos de construção e velocidade das vendas de imóveis.</p>
<p>Petrobras (PETR4) completa a carteira vendida. A Ágora indica entrada em R$ 42,85 e objetivo em R$ 42,25, diferença de R$ 0,60 por ação e retorno potencial de 1,40%.</p>
<p>O stop está em R$ 43,17. Se a operação for aberta e a ação subir até esse nível, a perda calculada será de 0,75%.</p>
<p>Por sua elevada liquidez e participação relevante no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331802">Ibovespa</a>, Petrobras (PETR4) costuma concentrar parte expressiva do volume financeiro da Bolsa. O papel pode reagir rapidamente às oscilações do petróleo, do câmbio e às decisões relacionadas à produção, investimentos, preços de combustíveis e remuneração dos acionistas.</p>
<p>A sensibilidade a diferentes fatores amplia as oportunidades intradiárias, mas também aumenta a possibilidade de movimentos bruscos. Uma notícia corporativa ou uma alteração acentuada no preço internacional do petróleo pode mudar a direção da ação em poucos minutos.</p>
<h3>Recomendações de venda no day trade</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Allos</td>
<td align="right">ALOS3</td>
<td align="right">R$ 26,58</td>
<td align="right">R$ 26,20</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 26,78</td>
<td align="right">0,75%</td>
</tr>
<tr>
<td>Cyrela</td>
<td align="right">CYRE3</td>
<td align="right">R$ 20,61</td>
<td align="right">R$ 20,32</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 20,76</td>
<td align="right">0,73%</td>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras</td>
<td align="right">PETR4</td>
<td align="right">R$ 42,85</td>
<td align="right">R$ 42,25</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 43,17</td>
<td align="right">0,75%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Pontos de entrada condicionam todas as operações</h2>
<p>A presença de uma ação na carteira não significa que a operação de day trade deva ser aberta a qualquer preço. Os seis ativos precisam primeiro alcançar os respectivos pontos de entrada.</p>
<p>Se Cemig (CMIG4), por exemplo, permanecer abaixo de R$ 11,22 durante toda a sessão, a compra não será acionada. A mesma lógica se aplica aos demais papéis.</p>
<p>O stop loss somente passa a valer depois da entrada. Antes disso, os níveis funcionam apenas como referências para uma operação que ainda não começou.</p>
<p>A regra é importante porque evita que o investidor persiga um movimento já iniciado ou compre e venda em preços diferentes daqueles usados na construção da estratégia. Alterações no ponto de entrada mudam automaticamente a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Os objetivos também não representam garantia de execução. O mercado pode avançar parcialmente e inverter a direção antes do alvo, ou passar rapidamente por um nível sem que todas as ordens sejam atendidas.</p>
<h2>Gap de abertura pode invalidar recomendação</h2>
<p>As estratégias também podem ser canceladas quando o ativo abre com um gap que ultrapassa o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada. Um gap ocorre quando a ação inicia o pregão distante do fechamento anterior, sem negociar nos preços intermediários.</p>
<p>Se Cemig (CMIG4) abrir diretamente acima de R$ 11,38, por exemplo, o movimento esperado já terá ocorrido sem que o gatilho de R$ 11,22 tenha sido executado nas condições previstas. A operação deixa de preservar o retorno potencial originalmente calculado.</p>
<p>O mesmo vale para as posições vendidas. Caso Allos (ALOS3) abra abaixo do alvo de R$ 26,20 sem passar pela entrada em R$ 26,58, a queda projetada terá acontecido antes da abertura da posição.</p>
<p>Entrar depois de um movimento dessa natureza significa assumir um risco diferente daquele analisado inicialmente. Por isso, a carteira determina o cancelamento quando o objetivo é alcançado antes do preço de entrada.</p>
<h2>Ganhos projetados são brutos e não eliminam risco</h2>
<p>Os retornos de até 1,43% são brutos. O resultado efetivamente recebido pelo investidor pode ser reduzido por emolumentos, taxas operacionais, tributação e eventuais custos relacionados ao aluguel de ações nas posições vendidas.</p>
<p>A liquidez também interfere no preço final. Mesmo em ações com volume elevado, uma ordem grande pode ser executada em diferentes níveis, especialmente quando existe forte desequilíbrio entre compradores e vendedores.</p>
<p>Outro fator é a alavancagem. Corretoras podem permitir que o investidor movimente uma exposição superior ao dinheiro mantido como garantia. O recurso amplia o ganho potencial, mas produz o mesmo efeito sobre as perdas.</p>
<p>Os stops ajudam a delimitar o risco, porém não asseguram uma saída exatamente no preço indicado. Em movimentos rápidos, o ativo pode ultrapassar o nível e a ordem ser executada em uma cotação menos favorável.</p>
<p>A própria B3 exige alertas de que operações de day trade envolvem riscos significativos, não são adequadas a todos os perfis e podem provocar a perda integral dos recursos destinados à estratégia.</p>
<h2>Carteira perde validade após o fechamento da Bolsa</h2>
<p>A carteira reúne três operações compradas e três vendidas, distribuindo as estratégias entre energia, infraestrutura de mercado, seguros, shopping centers, incorporação imobiliária e petróleo.</p>
<p>Cemig (CMIG4) e Allos (ALOS3) apresentam os maiores ganhos projetados, de 1,43%. B3 (B3SA3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4) aparecem logo depois, com retornos potenciais entre 1,40% e 1,41%. Caixa Seguridade (CXSE3) tem objetivo de 1,38%.</p>
<p>A amplitude dos stops permanece abaixo de 0,80% em todas as recomendações. A diferença entre a perda admitida e o ganho buscado forma a base matemática das operações, mas o resultado dependerá da execução, da volatilidade e da disciplina do operador.</p>
<p>As posições precisam ser encerradas até o fim da sessão. Manter qualquer um dos ativos para o pregão seguinte transforma a natureza da operação e expõe o investidor a fatos ocorridos depois do fechamento, quando não é possível negociar normalmente na Bolsa.</p>
<p>Com o encerramento do pregão de 24 de julho, os seis conjuntos de entrada, alvo e stop deixam de ser válidos. Uma nova sessão exige outra leitura dos gráficos e das condições de mercado.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha em queda aos 176,7 mil pontos nesta quinta</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-23-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 23:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa fechamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522624</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,46% nesta quinta-feira, 23 de julho, aos 176.723,62 pontos, pressionado pela deterioração do ambiente internacional, pela alta dos juros futuros e pelo recuo das ações de bancos e empresas mais dependentes da atividade doméstica. A disparada do petróleo acima dos US$ 100 favoreceu Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,46% nesta quinta-feira, 23 de julho, aos 176.723,62 pontos, pressionado pela deterioração do ambiente internacional, pela alta dos juros futuros e pelo recuo das ações de bancos e empresas mais dependentes da atividade doméstica. A disparada do petróleo acima dos US$ 100 favoreceu Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3), enquanto a valorização da Vale (VALE3) também ajudou a impedir uma perda mais intensa do principal índice da B3.</p>
<p>O movimento representou uma realização parcial dos ganhos da sessão anterior, quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331757">Ibovespa</a> havia avançado 2,44%. Durante o pregão desta quinta-feira, o índice chegou a subir 0,20%, aos 177.895,77 pontos, mas mudou de direção com o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Na mínima, recuou 0,71%, aos 176.293,25 pontos.</p>
<p>O volume financeiro negociado alcançou aproximadamente R$ 21,6 bilhões. Mesmo com a baixa diária, o Ibovespa acumula valorização de 2,73% em julho e avanço de 9,68% em 2026. Na semana, até o fechamento desta quinta-feira, o índice registra ganho de 1,73%.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331759">dólar</a> à vista acompanhou a procura global por proteção e interrompeu uma sequência de três sessões de queda. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,0839, com alta de 0,64% diante do real.</p>
<h2>Ibovespa em números</h2>
<ul>
<li><strong>Fechamento:</strong> 176.723,62 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 0,46%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> perda de 823,95 pontos</li>
<li><strong>Máxima:</strong> 177.895,77 pontos, alta de 0,20%</li>
<li><strong>Mínima:</strong> 176.293,25 pontos, queda de 0,71%</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 21,6 bilhões</li>
<li><strong>Desempenho na semana:</strong> alta de 1,73%</li>
<li><strong>Desempenho em julho:</strong> alta de 2,73%</li>
<li><strong>Desempenho em 2026:</strong> alta de 9,68%</li>
<li><strong>Dólar à vista:</strong> R$ 5,0839, alta de 0,64%</li>
<li><strong>Petróleo Brent:</strong> US$ 100,69, alta de 7%</li>
<li><strong>Petróleo WTI:</strong> US$ 92,19, alta de 6,2%</li>
<li><strong>Dow Jones:</strong> queda de 0,97%</li>
<li><strong>S&amp;P 500:</strong> queda de 1,21%</li>
<li><strong>Nasdaq:</strong> queda de 2,15%</li>
</ul>
<h2>Petróleo acima de US$ 100 amplia aversão ao risco</h2>
<p>A principal fonte de tensão no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331758">mercado</a> financeiro foi a forte valorização do petróleo, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio e pelo aumento dos riscos para as rotas internacionais de transporte da commodity.</p>
<p>O contrato do petróleo Brent para setembro avançou 7%, encerrando a sessão a US$ 100,69 por barril. Foi o primeiro fechamento acima dos US$ 100 desde 22 de maio. Nos Estados Unidos, o WTI subiu 6,2%, para US$ 92,19, maior nível de encerramento desde o início de junho.</p>
<p>A alta ocorreu depois de ataques atribuídos aos houthis do Iêmen contra dois navios petroleiros sauditas no Mar Vermelho. O episódio elevou as preocupações com o transporte de petróleo pelo Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais passagens marítimas para cargas que circulam entre o Oriente Médio, a Europa e a Ásia.</p>
<p>O mercado já monitorava as restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações dos grandes produtores do Golfo Pérsico. Com dois pontos relevantes de passagem sob risco, investidores passaram a considerar a possibilidade de novas interrupções na oferta mundial.</p>
<p>O choque do petróleo produziu efeitos opostos sobre a Bolsa brasileira. A alta favoreceu as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331755">empresas</a> produtoras e distribuidoras de combustíveis, mas reforçou a perspectiva de inflação mais persistente, juros elevados por mais tempo e menor crescimento da economia mundial.</p>
<h2>Petrobras e petroleiras limitam queda da Bolsa</h2>
<p>As ações da Petrobras encerraram o pregão em alta e exerceram uma contribuição positiva importante para o Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 avançaram 1,67%, enquanto os preferenciais PETR4 subiram 0,87%.</p>
<p>A elevação do barril tende a favorecer a receita e a geração de caixa das produtoras de petróleo, desde que os preços permaneçam elevados e a atividade econômica mundial não passe por uma desaceleração mais intensa.</p>
<p>O desempenho positivo também alcançou outras companhias ligadas à cadeia de petróleo e combustíveis. As ações da PRIO subiram 1,29%, enquanto Brava Energia avançou 1,03%.</p>
<p>A Vibra Energia (VBBR3) ganhou 1,77% e apareceu entre as maiores altas do Ibovespa. A Braskem (BRKM5), cujos resultados também possuem relação com os preços de petróleo, derivados e insumos petroquímicos, avançou 1,65%.</p>
<p>A alta dessas empresas impediu que a queda do índice brasileiro acompanhasse integralmente a correção observada nos mercados dos Estados Unidos. Petrobras e Vale possuem peso elevado na composição do Ibovespa e, quando avançam simultaneamente, conseguem compensar parcialmente o desempenho negativo de outros setores.</p>
<h2>Vale sobe após produção recorde para o período</h2>
<p>A Vale também contribuiu para limitar a queda do Ibovespa. As ações VALE3 encerraram o dia em alta de 0,77%, dando continuidade à reação aos dados de produção e vendas do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>A mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, crescimento de 1% na comparação anual. Segundo a companhia, foi o maior volume registrado em um segundo trimestre desde 2018.</p>
<p>O desempenho foi sustentado pela produção recorde no complexo S11D, no Pará, e pela contribuição adicional dos projetos Capanema e VGR1. As vendas de minério de ferro somaram 79,7 milhões de toneladas, avanço de 3% sobre o mesmo período de 2025.</p>
<p>A companhia também apresentou crescimento na produção de metais básicos. A produção de cobre alcançou 98,4 mil toneladas, aumento anual de 6%, enquanto a produção de níquel chegou a 42 mil toneladas, alta de 4%.</p>
<p>Os números operacionais reforçaram a percepção de melhora na execução dos projetos da mineradora e ofereceram sustentação às ações, que também foram favorecidas pela valorização do minério de ferro no mercado asiático.</p>
<h2>Juros futuros avançam com temor de inflação</h2>
<p>Enquanto as empresas de commodities encontraram suporte, as ações mais sensíveis ao mercado doméstico foram pressionadas pela abertura da curva de juros.</p>
<p>A alta do petróleo elevou as preocupações com uma nova rodada de pressões inflacionárias. O aumento do preço da energia pode alcançar combustíveis, transportes, fretes, produtos industriais e alimentos, com impactos sobre diferentes componentes dos índices de preços.</p>
<p>Os contratos de juros futuros avançaram em praticamente toda a curva. A taxa do contrato para janeiro de 2027 subiu para 14,045%, enquanto o vencimento de janeiro de 2028 alcançou 14,410%. Os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 terminaram em 14,705% e 14,850%, respectivamente.</p>
<p>Nos vencimentos intermediários, as taxas avançaram mais de 20 pontos-base. O movimento refletiu a expectativa de que o Banco Central poderá encontrar menos espaço para reduzir a Selic caso a valorização do petróleo e do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337155">dólar</a> produza efeitos relevantes sobre a inflação brasileira.</p>
<p>Juros mais altos reduzem o valor presente dos resultados esperados das empresas e tornam os títulos de renda fixa relativamente mais atrativos. O efeito costuma ser especialmente negativo para setores como varejo, construção, tecnologia, saúde e educação.</p>
<h2>Hapvida, Totvs e Assaí lideram perdas</h2>
<p>A Hapvida (HAPV3) apresentou a maior queda do Ibovespa, com recuo de 8,08%, a R$ 10,47. A companhia é considerada sensível ao comportamento dos juros em razão de seu endividamento, de suas necessidades de capital e dos custos associados à estrutura operacional.</p>
<p>A Totvs (TOTS3) caiu 6,37%, a R$ 27,05, em meio à correção das ações de tecnologia no Brasil e no exterior.</p>
<p>O Assaí (ASAI3) perdeu 4,52%, para R$ 8,02, enquanto a MRV (MRVE3) recuou 4,36%, a R$ 4,39. As ações da Azzas 2154 (AZZA3) caíram 4,27%, para R$ 17,05.</p>
<p>A construção civil foi pressionada pelo avanço dos juros futuros. As incorporadoras dependem tanto do financiamento das obras quanto da disponibilidade de crédito imobiliário para os compradores, o que torna o setor particularmente exposto às mudanças das condições monetárias.</p>
<h2>Bancos pressionam o Ibovespa</h2>
<p>Os bancos, que haviam apresentado valorização expressiva no pregão anterior, passaram por uma sessão de realização de lucros.</p>
<p>As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 0,79%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,32%. Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) também encerraram o dia no campo negativo.</p>
<p>O avanço das taxas de juros pode ampliar as margens financeiras das instituições em algumas linhas de negócio. Em contrapartida, juros elevados reduzem a demanda por crédito, aumentam o risco de inadimplência e podem limitar o crescimento da atividade econômica.</p>
<p>O peso das ações bancárias na composição do Ibovespa fez com que a correção do setor neutralizasse parte importante dos ganhos registrados pelas empresas de commodities.</p>
<p>A B3 (B3SA3) também fechou em queda de 1,57%. A empresa foi uma das ações mais negociadas da sessão, ao lado de Petrobras, Vale, Sabesp (SBSP3) e WEG (WEGE3).</p>
<h2>Rumo lidera altas do Ibovespa</h2>
<p>A Rumo (RAIL3) registrou a maior valorização do Ibovespa, com alta de 2,35%, encerrando o pregão a R$ 13,96.</p>
<p>Na sequência apareceram Vibra Energia, com avanço de 1,77%, Ultrapar (UGPA3), com alta de 1,71%, Petrobras ON, com ganho de 1,67%, e Braskem PNA, que subiu 1,65%.</p>
<p>A composição da lista de maiores altas mostrou a preferência dos investidores por companhias ligadas a petróleo, combustíveis, infraestrutura e exportações. Essas empresas tendem a ser menos dependentes do consumo doméstico e podem se beneficiar da valorização do dólar.</p>
<p>A WEG, que havia avançado mais de 10% na quarta-feira, passou por realização de lucros e caiu 2,29%. A Embraer (EMBJ3) oscilou durante a sessão e fechou em baixa de 0,47%.</p>
<h2>Wall Street cai com petróleo e ações de tecnologia</h2>
<p>As bolsas de Nova York encerraram o dia em forte queda. O Dow Jones recuou 0,97%, aos 51.711 pontos, enquanto o S&amp;P 500 caiu 1,21%, aos 7.408 pontos. O Nasdaq, com maior concentração de empresas de tecnologia, perdeu 2,15%, aos 25.137 pontos.</p>
<p>O petróleo acima dos US$ 100 reforçou a preocupação com a inflação americana e levou investidores a ampliar as apostas de que o Federal Reserve poderá manter uma <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331760">política</a> monetária mais restritiva.</p>
<p>As ações de tecnologia também foram pressionadas pela repercussão dos balanços de Alphabet e Tesla. Os investidores avaliaram o aumento dos investimentos em inteligência artificial e os custos necessários para sustentar a expansão das grandes plataformas de tecnologia.</p>
<p>A combinação entre preços elevados das ações, aumento das despesas de capital e juros de longo prazo mais altos provocou uma correção mais intensa no Nasdaq.</p>
<h2>Mercado de trabalho americano permanece resistente</h2>
<p>Os investidores também analisaram os dados semanais do mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331756">trabalho</a> dos Estados Unidos. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 187 mil na semana encerrada em 18 de julho, queda de 22 mil em relação ao dado revisado da semana anterior.</p>
<p>A média móvel de quatro semanas caiu para 207,5 mil pedidos. Os números mostraram que o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333977">mercado de trabalho</a> americano permanece relativamente resistente, apesar dos juros elevados e das incertezas econômicas.</p>
<p>A resiliência do emprego, somada ao choque do petróleo, reduz a urgência para uma flexibilização monetária pelo Federal Reserve. Essa expectativa favoreceu o dólar no mercado internacional e pressionou moedas de países emergentes, incluindo o real.</p>
<p>O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes, operava em alta de aproximadamente 0,3% no fim do pregão brasileiro.</p>
<h2>BCE mantém juros e monitora choque energético</h2>
<p>Na Europa, o Banco Central Europeu manteve inalteradas suas três principais taxas de juros.</p>
<p>A taxa de depósito permaneceu em 2,25%, a taxa de refinanciamento continuou em 2,40% e a taxa de empréstimo marginal foi mantida em 2,65%.</p>
<p>A instituição afirmou que os preços da energia continuam voláteis e acima dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio. O banco também destacou que o impacto completo do choque energético sobre a inflação ainda não foi totalmente transmitido à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331777">economia</a>.</p>
<p>A decisão reforçou a percepção de que os principais bancos centrais precisarão avaliar cuidadosamente os efeitos do petróleo antes de promover novas reduções de juros.</p>
<h2>O que esperar do próximo pregão</h2>
<p>O comportamento do petróleo continuará sendo o principal fator de risco para o Ibovespa. Uma permanência do Brent acima dos US$ 100 poderá sustentar as ações da Petrobras e de outras produtoras, mas também tende a manter pressão sobre juros, inflação, dólar e empresas ligadas ao consumo.</p>
<p>Os investidores acompanharão os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio, o tráfego de navios no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz e eventuais medidas dos grandes produtores para reduzir os riscos de desabastecimento.</p>
<p>No mercado doméstico, a curva de juros deverá permanecer no centro das atenções. Caso as taxas continuem avançando, bancos, varejistas, construtoras e empresas de tecnologia poderão enfrentar novas sessões de volatilidade.</p>
<p>O Ibovespa encerrou a quinta-feira abaixo do fechamento anterior, mas permaneceu acima dos 176 mil pontos e manteve ganhos relevantes no mês e no ano. O desempenho das próximas sessões dependerá do equilíbrio entre a valorização das commodities e os efeitos negativos do aumento da percepção de risco sobre os mercados globais.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Balanços do 2T26 entram na fase decisiva com Vale, bancos e Petrobras no centro do Ibovespa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/balancos-2t26-vale-bancos-petrobras-ibovespa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 20:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços do 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BBAS3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Santander Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[temporada de resultados]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522613</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 entra em sua fase mais relevante a partir da próxima semana, quando Santander Brasil (SANB11), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e, posteriormente, Banco do Brasil (BBAS3) apresentarão seus números. As divulgações concentrarão a atenção dos investidores porque reúnem companhias com peso elevado no Ibovespa e permitirão [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 entra em sua fase mais relevante a partir da próxima semana, quando Santander Brasil (SANB11), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e, posteriormente, Banco do Brasil (BBAS3) apresentarão seus números. As divulgações concentrarão a atenção dos investidores porque reúnem companhias com peso elevado no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331743">Ibovespa</a> e permitirão medir como juros de dois dígitos, oscilações das commodities e tensões internacionais afetaram lucros, margens e geração de caixa entre abril e junho.</p>
<p>O calendário começa a ganhar densidade em 29 de julho, com o Santander Brasil. A Vale apresenta seu resultado financeiro no dia 30, depois de já ter divulgado o desempenho de produção e vendas. A Petrobras publicará o relatório operacional em 28 de julho e o balanço em 6 de agosto. O Banco do Brasil encerra uma das etapas mais aguardadas da temporada em 12 de agosto.</p>
<p>A sequência tem potencial para influenciar diretamente a direção da Bolsa brasileira. Vale, Petrobras e os grandes bancos representam uma parcela expressiva da carteira teórica do Ibovespa. Surpresas em lucro, provisões, dívida, investimentos ou dividendos podem produzir movimentos relevantes não apenas nas ações envolvidas, mas no índice como um todo.</p>
<p>A leitura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331748">mercado</a>, porém, não ficará restrita ao lucro líquido. Em um trimestre atravessado por Selic elevada e volatilidade externa, os investidores deverão concentrar a avaliação na qualidade das receitas, na evolução do endividamento, na conversão do resultado operacional em caixa e nas projeções das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331747">empresas</a> para o segundo semestre.</p>
<h2>Agenda concentra empresas de maior peso na Bolsa</h2>
<p>A divulgação do Santander Brasil (SANB11), marcada <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333974">para antes da abertura dos mercados</a> em 29 de julho, iniciará a comparação entre os grandes bancos. O resultado deverá oferecer as primeiras indicações sobre a evolução da inadimplência, o custo do crédito, as provisões e a margem financeira durante o segundo trimestre.</p>
<p>No dia seguinte, a Vale (VALE3) publicará seus números financeiros depois do fechamento da B3. A teleconferência ocorrerá em 31 de julho. Como a mineradora já apresentou os dados operacionais, o mercado entra no balanço com informações sobre produção, vendas e preços realizados, mas ainda precisa conhecer custos, Ebitda, lucro, investimentos e geração de caixa.</p>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgará o relatório de produção e vendas em 28 de julho. O balanço financeiro será apresentado em 6 de agosto, também após o encerramento das negociações. No dia seguinte, a administração participará de uma conferência com analistas e investidores.</p>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) publicará as informações trimestrais em 12 de agosto e realizará a apresentação pública no dia 13. O crédito rural deverá dominar as perguntas dirigidas à administração depois da deterioração observada na carteira do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331746">agronegócio</a>.</p>
<p>A WEG (WEGE3), uma das maiores empresas industriais da B3, já abriu a leitura sobre o período. Seus documentos de resultados do 2T26 passaram a servir como referência para a avaliação de demanda industrial, exportações, investimentos em infraestrutura elétrica e efeitos das tensões comerciais.</p>
<h2>Vale chega ao balanço com produção de minério em alta</h2>
<p>A Vale (VALE3) entra na temporada com um relatório operacional que mostrou crescimento da produção e das vendas em seus principais segmentos.</p>
<p>A produção de minério de ferro alcançou 84,3 milhões de toneladas no segundo trimestre, avanço de 1% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, foi o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018.</p>
<p>As vendas de minério de ferro cresceram 3%, para 79,7 milhões de toneladas. O resultado refletiu o aumento da produção e a comercialização de estoques acumulados em períodos anteriores.</p>
<p>A produção de cobre chegou a 98,4 mil toneladas, crescimento anual de 6% e melhor marca para um segundo trimestre desde 2017. No níquel, a produção avançou 4%, para 42 mil toneladas, o maior resultado para o período desde 2020.</p>
<p>Os números operacionais positivos não garantem, isoladamente, expansão proporcional do lucro. O desempenho financeiro também será determinado pelos preços realizados, pelo custo de produção, pelo frete, pelo câmbio e pelo mix dos produtos vendidos.</p>
<p>O preço médio realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, ligeiramente abaixo do trimestre anterior. O prêmio obtido sobre os produtos também recuou, em parte por mudanças na composição das vendas.</p>
<p>A Vale ainda precisou lidar com a suspensão temporária das plantas de pelotização em Omã, afetadas pela evolução do conflito no Oriente Médio e pelas restrições logísticas. A produção de pelotas caiu 7%, para 7,3 milhões de toneladas.</p>
<p>O balanço mostrará se o aumento dos volumes foi suficiente para compensar os menores prêmios, os custos logísticos e as interrupções. Também haverá atenção ao capital empregado nos projetos, ao avanço das expansões e à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331742">política</a> de dividendos.</p>
<h2>Bancos enfrentam teste de crédito com Selic em 14,25%</h2>
<p>Os balanços do 2T26 dos bancos serão examinados em um ambiente de juros ainda restritivo. O Banco Central iniciou o ano com a Selic em 15% e promoveu três reduções até junho, levando a taxa para 14,25%.</p>
<p>O corte acumulado não foi suficiente para retirar a política monetária do campo contracionista. Durante praticamente todo o trimestre, empresas e famílias continuaram expostas a um custo elevado para refinanciar dívidas ou contratar novos empréstimos.</p>
<p>A taxa alta pode favorecer parte das receitas financeiras das instituições, mas também reduz a demanda por crédito e aumenta o risco de inadimplência. O resultado líquido depende da composição das carteiras, do custo de captação, da qualidade dos clientes e do volume de provisões.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) será o primeiro grande banco a apresentar esse equilíbrio. Os investidores deverão observar se a instituição manteve o avanço da rentabilidade, como se comportou a margem com clientes e se houve estabilização dos atrasos.</p>
<p>A comparação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337153">com Itaú Unibanco</a> (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) ganhará relevância ao longo de agosto. Em um mesmo ambiente macroeconômico, diferenças na política de concessão e na exposição a setores mais vulneráveis podem produzir resultados bastante distintos.</p>
<p>O mercado também acompanhará os indicadores de capital. Provisões elevadas e menor geração de lucro reduzem a capacidade de acumular patrimônio, ampliar a carteira e distribuir recursos aos acionistas.</p>
<h2>Banco do Brasil terá carteira rural como ponto decisivo</h2>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) chega ao balanço do segundo trimestre com o crédito ao agronegócio no centro da análise.</p>
<p>A instituição foi pressionada no início do ano pela piora dos pagamentos de produtores afetados por perdas climáticas, queda da renda agrícola e renegociações sucessivas. A deterioração elevou o custo do crédito e reduziu o lucro.</p>
<p>A divulgação de agosto mostrará se a pressão permaneceu concentrada no campo ou alcançou outras modalidades. Os investidores deverão acompanhar a inadimplência acima de 90 dias, a formação de provisões e o desempenho das receitas financeiras.</p>
<p>A medida provisória editada pelo governo em julho para facilitar a composição de dívidas rurais não produzirá impacto direto no resultado do segundo trimestre, encerrado em 30 de junho.</p>
<p>Qualquer benefício dependerá da regulamentação, da adesão dos produtores e da assinatura de novos contratos. Por isso, o balanço ainda deverá refletir a situação anterior ao programa de renegociação.</p>
<p>As declarações da administração serão tão relevantes quanto os números. O mercado buscará estimativas sobre a parcela da carteira que poderá ser reorganizada, o prazo para a contratação das linhas e a possibilidade de redução das provisões nos trimestres seguintes.</p>
<p>A manutenção ou revisão das projeções para 2026 também poderá movimentar as ações do Banco do Brasil. Uma estabilização da carteira rural ajudaria a reconstruir a confiança, enquanto uma nova deterioração ampliaria as dúvidas sobre lucro, capital e dividendos.</p>
<h2>Petrobras combina petróleo, produção e dividendos</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) apresentará seu balanço em um momento de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo.</p>
<p>O conflito no Oriente Médio elevou os riscos para a produção e para o transporte da commodity. O impacto sobre o resultado da Petrobras, no entanto, dependerá da média dos preços ao longo do trimestre, e não das cotações observadas apenas no fim de julho.</p>
<p>Produção, exportações, utilização das refinarias, venda de derivados e câmbio estarão entre os principais componentes do resultado. A companhia também poderá registrar efeitos relacionados ao programa de subvenção econômica ao diesel adotado pelo governo.</p>
<p>A empresa informou ter recebido parcelas bilionárias do programa durante o trimestre. Esses recursos poderão influenciar o caixa e o reconhecimento de receitas, de acordo com o tratamento contábil apresentado no balanço.</p>
<p>Outro ponto será a evolução da dívida. A Petrobras iniciou o ano com forte geração operacional, mas também apresentou aumento do endividamento em relação ao fim de 2025.</p>
<p>Os investidores deverão verificar se o crescimento da produção foi suficiente para sustentar o fluxo de caixa diante dos investimentos programados. A companhia mantém projetos de grande porte no pré-sal e em outras frentes de exploração e refino.</p>
<p>A distribuição de dividendos continuará no radar. A remuneração aos acionistas depende do caixa disponível, da dívida, dos investimentos e das regras previstas na política da companhia. Um lucro elevado não se converte automaticamente em pagamentos maiores.</p>
<p>A administração também deverá esclarecer como pretende equilibrar preços domésticos de combustíveis, rentabilidade das refinarias e volatilidade externa. Esse tema ganhou importância com o aumento das cotações internacionais e o uso de subsídios federais ao diesel.</p>
<h2>WEG abre leitura sobre demanda industrial e exterior</h2>
<p>A WEG (WEGE3) iniciou a temporada entre as grandes companhias industriais, oferecendo uma primeira leitura sobre os efeitos do trimestre no setor de bens de capital.</p>
<p>A empresa possui operações industriais em diferentes países e receitas ligadas a motores, automação, geração, transmissão e distribuição de energia. Essa estrutura reduz a dependência de uma única <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331744">economia</a>, mas amplia a exposição a câmbio, tarifas e cadeias globais.</p>
<p>Os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331745">negócios</a> de ciclo longo, ligados a infraestrutura elétrica, costumam oferecer maior previsibilidade por causa das carteiras de pedidos. Já os segmentos de motores comerciais e equipamentos destinados ao consumo respondem mais rapidamente às mudanças da atividade econômica.</p>
<p>O mercado observa especialmente a demanda por equipamentos de transmissão e distribuição, impulsionada por investimentos em redes elétricas, expansão de data centers e transição energética.</p>
<p>Ao mesmo tempo, tarifas comerciais podem alterar o custo de componentes e a competitividade das exportações. A presença produtiva em diversos mercados oferece alguma flexibilidade para reorganizar a fabricação, mas não elimina os riscos.</p>
<p>A leitura da WEG servirá de comparação para outras indústrias. Crescimento das encomendas internacionais pode indicar resistência da demanda externa, enquanto menor atividade doméstica mostraria os efeitos da Selic sobre novos projetos empresariais.</p>
<h2>Juros altos aumentam diferença entre lucro e geração de caixa</h2>
<p>Os balanços <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335362">do</a> 2T26 serão avaliados em um ambiente no qual a geração de caixa tende a receber mais atenção do que o crescimento isolado do lucro líquido.</p>
<p>O resultado contábil pode ser favorecido por créditos tributários, reversões de provisões, efeitos cambiais e venda de ativos. Esses eventos aumentam o lucro, mas nem sempre representam uma melhora recorrente da operação.</p>
<p>A geração de caixa mostra quanto a empresa produziu efetivamente para financiar investimentos, reduzir dívida e distribuir dividendos. Companhias que elevarem o Ebitda sem converter o avanço em recursos disponíveis poderão receber uma leitura mais cautelosa.</p>
<p>O endividamento também ganha relevância com a Selic em 14,25%. Empresas que precisam refinanciar obrigações enfrentam custos maiores, enquanto aquelas com caixa elevado podem obter receitas financeiras mais robustas.</p>
<p>No varejo, na construção e em outros setores sensíveis ao crédito, o efeito é duplo. As empresas pagam mais para financiar capital de giro, e seus clientes encontram condições mais restritivas para consumir.</p>
<p>Companhias com maior poder de repasse de preços podem proteger margens, mas correm o risco de perder volume. As que evitam reajustes preservam vendas, porém absorvem uma parcela maior do aumento dos custos.</p>
<h2>Projeções para o segundo semestre podem superar números do trimestre</h2>
<p>A reação das ações dependerá não apenas do que ocorreu entre abril e junho, mas das indicações fornecidas pelas administrações para o restante do ano.</p>
<p>O mercado buscará informações sobre carteira de pedidos, demanda, investimentos, despesas, preços, inadimplência e capital de giro. Mudanças nas projeções podem ter efeito superior ao resultado trimestral.</p>
<p>Uma companhia pode superar as estimativas do 2T26 e ainda sofrer queda na Bolsa se reduzir a previsão para o segundo semestre. O movimento oposto também é possível quando um resultado fraco vem acompanhado de sinais concretos de recuperação.</p>
<p>As tensões geopolíticas aumentam a dificuldade de formular previsões. Petróleo, fretes, câmbio e disponibilidade de insumos podem mudar rapidamente conforme o conflito no Oriente Médio evolui.</p>
<p>No Brasil, a inflação ainda acima da meta e as dúvidas sobre a duração do ciclo de redução da Selic influenciam decisões de consumo e investimento.</p>
<p>A aproximação das eleições também tende a elevar a atenção ao risco fiscal, às políticas econômicas e às regras dos setores regulados. Empresas expostas a concessões, tarifas públicas e contratos governamentais deverão detalhar como administram essas incertezas.</p>
<h2>Resultados podem alterar liderança dentro do Ibovespa</h2>
<p>A fase decisiva dos balanços do 2T26 reúne empresas capazes de modificar a direção do Ibovespa em poucas sessões.</p>
<p>Vale e Petrobras respondem às commodities e ao cenário externo. Os bancos medem a qualidade do crédito e o impacto da política monetária. A WEG oferece um retrato da indústria e da demanda internacional.</p>
<p>Essa combinação permitirá avaliar se a valorização recente de determinadas ações é sustentada por crescimento real dos resultados ou apenas por expectativas.</p>
<p>Empresas que entregarem lucro acompanhado de caixa, controle da dívida e projeções consistentes poderão atrair novos recursos. Resultados apoiados em eventos não recorrentes ou acompanhados por deterioração financeira tendem a enfrentar maior resistência.</p>
<p>A temporada também mostrará quais companhias conseguiram atravessar o trimestre sem sacrificar investimentos necessários para o crescimento futuro.</p>
<p>Entre 29 de julho e 12 de agosto, a <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333537">Bolsa terá uma sequência de divulgações com</a> capacidade para redefinir a preferência dos investidores entre bancos, commodities e indústria. O principal teste será verificar se as maiores empresas da B3 conseguem transformar receitas e produção em caixa suficiente para financiar expansão, pagar dívidas e remunerar seus acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale (VALE3) troca comando do conselho; Petrobras (PETR4) recebe R$ 1,7 bilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-petrobras-petr4-mitre-mtre3-destaques-corporativos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[IGTI11]]></category>
		<category><![CDATA[Iguatemi]]></category>
		<category><![CDATA[MELI34]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Livre]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Mitre Realty]]></category>
		<category><![CDATA[MTRE3]]></category>
		<category><![CDATA[Oi]]></category>
		<category><![CDATA[OIBR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[SIMH3]]></category>
		<category><![CDATA[Simpar]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522560</guid>

					<description><![CDATA[<p>A eleição de Manuel Lino de Sousa Oliveira para a presidência do conselho de administração da Vale (VALE3), o recebimento de R$ 1,7 bilhão pela Petrobras (PETR4) no programa federal de subvenção ao diesel e a aprovação de uma recompra de ações pela Mitre Realty (MTRE3) lideram o noticiário corporativo desta quinta-feira, 23 de julho. [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A eleição de Manuel Lino de Sousa Oliveira para a presidência do conselho de administração da Vale (VALE3), o recebimento de R$ 1,7 bilhão pela Petrobras (PETR4) no programa federal de subvenção ao diesel e a aprovação de uma recompra de ações pela Mitre Realty (MTRE3) lideram o noticiário corporativo desta quinta-feira, 23 de julho. O dia também reúne a venda de um ativo logístico da Simpar (SIMH3), a redução da participação de Victor Adler na Oi (OIBR3), a atualização de dividendos da Iguatemi (IGTI11) e o avanço do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331709">Mercado</a> Livre (MELI34) sobre o varejo farmacêutico no Chile.</p>
<p>Os anúncios colocam governança e alocação de capital no centro das decisões acompanhadas pelos investidores. Na Vale (VALE3), a mudança no comando do conselho ocorre após uma disputa que expôs divergências entre acionistas relevantes. Na Petrobras (PETR4), o novo repasse reforça o caixa ligado à compensação do diesel. Na Mitre Realty (MTRE3), a recompra sinaliza que a administração considera as ações descontadas em relação aos fundamentos da incorporadora.</p>
<p>Os movimentos têm efeitos distintos sobre valor de mercado, endividamento, liquidez e percepção de risco. A reação dos investidores dependerá não apenas dos valores anunciados, mas da execução das decisões, da transparência das companhias e da capacidade de cada administração de entregar resultados sustentáveis.</p>
<h2>Vale elege Ollie após disputa pelo comando do conselho</h2>
<p>Os acionistas da Vale (VALE3) elegeram Manuel Lino de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para presidir o conselho de administração da mineradora. Integrante do colegiado, ele recebeu apoio da Previ e derrotou Marcelo Gasparino em uma votação que ganhou relevância por envolver a influência de grandes acionistas sobre a condução estratégica da companhia.</p>
<p>A presidência do conselho ocupa posição central na governança da Vale (VALE3). O colegiado acompanha a administração, fiscaliza a execução da estratégia e delibera sobre decisões de longo prazo em uma companhia exposta ao ciclo global do minério de ferro, à demanda chinesa, ao câmbio, a investimentos bilionários e a obrigações ambientais.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas, Ollie recebeu quase 2 bilhões de votos favoráveis, enquanto Gasparino obteve cerca de 1 bilhão. A diferença indicou maioria clara, mas a disputa mostrou que a composição do conselho da Vale (VALE3) continua sujeita a negociações entre grupos com visões distintas sobre governança, estratégia e distribuição de capital.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333970">Para o mercado</a>, a eleição será avaliada pela capacidade do novo presidente de formar consensos e reduzir ruídos internos. A estabilidade na principal instância de governança da Vale (VALE3) ganha peso em um período no qual a mineradora precisa equilibrar investimentos, dividendos, disciplina financeira e execução operacional.</p>
<p>O apoio da Previ também reforça o debate sobre o papel de investidores institucionais nas decisões da Vale (VALE3). Acionistas de longo prazo podem influenciar discussões sobre sucessão executiva, expansão da produção, remuneração dos investidores e relacionamento institucional com o governo.</p>
<h2>Vale destitui Gasparino após alegação de vazamento</h2>
<p>Poucas horas depois da eleição, a Vale (VALE3) informou a destituição de Marcelo Gasparino da Silva do cargo de conselheiro. Segundo a companhia, a decisão foi tomada em razão de um vazamento de informações confidenciais relacionadas à reunião do conselho realizada em 19 de junho.</p>
<p>O episódio deslocou a atenção da simples troca na presidência do colegiado para a integridade dos processos internos da Vale (VALE3). Reuniões do conselho podem envolver estratégia, investimentos, operações financeiras, remuneração de acionistas e decisões submetidas a regras específicas de divulgação ao mercado.</p>
<p>A mineradora atribuiu a destituição ao vazamento, mas o caso deve ser tratado com cautela enquanto não forem divulgados todos os elementos que fundamentaram a medida e eventual manifestação do ex-conselheiro. A saída ocorreu no mesmo dia em que Gasparino perdeu a disputa pela presidência do conselho.</p>
<p>Para os investidores, o ponto central será verificar se a Vale (VALE3) conseguirá encerrar a controvérsia sem prolongar conflitos internos. Disputas de governança podem elevar a percepção de risco quando interferem na tomada de decisões, na relação com acionistas e na estabilidade da administração.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma resposta rápida a uma possível quebra de confidencialidade pode ser interpretada como sinal de rigor institucional. O efeito sobre a Vale (VALE3) dependerá da transparência da companhia, da consistência dos procedimentos adotados e da capacidade do novo presidente de preservar o funcionamento do conselho.</p>
<h2>Petrobras recebe nova parcela de subvenção ao diesel</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) recebeu R$ 1,7 bilhão referentes ao Programa de Subvenção Econômica à comercialização de óleo diesel. O valor corresponde ao período de 16 a 31 de maio de 2026 e elevou para aproximadamente R$ 6,4 bilhões o total acumulado pela estatal no programa.</p>
<p>O repasse tem efeito direto sobre o fluxo de caixa da Petrobras (PETR4). A entrada dos recursos compensa valores vinculados à <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331708">política</a> pública para o diesel e reduz a diferença de tempo entre o desembolso realizado pela companhia e o ressarcimento previsto pelo governo.</p>
<p>Para os acionistas, a principal questão é separar o impacto financeiro do pagamento de uma melhora estrutural na operação. A subvenção não representa expansão da produção, ganho permanente de margem ou aumento recorrente da eficiência. Trata-se de uma compensação associada a uma política específica, cujo calendário depende da execução do programa.</p>
<p>Ainda assim, o recebimento reduz incertezas sobre valores reconhecidos pela Petrobras (PETR4) e reforça a disponibilidade de caixa. O montante pode contribuir para a gestão do capital de giro e para a previsibilidade financeira, mas não altera isoladamente fatores como preço do petróleo, produção, refino, investimentos e política de dividendos.</p>
<p>O episódio mantém a Petrobras (PETR4) no centro da discussão sobre a relação entre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331706">empresas</a> estatais e políticas de preços de combustíveis. Investidores acompanham o tema porque mudanças governamentais podem afetar margens, necessidade de compensação e percepção de interferência na administração.</p>
<h2>Mitre aprova recompra de até 10% do free float</h2>
<p>A Mitre Realty (MTRE3) aprovou um programa para recomprar até 6.306.577 ações ordinárias, quantidade equivalente a 10% dos papéis em circulação no mercado. As ações poderão permanecer em tesouraria para posterior venda ou ser canceladas, conforme decisão futura da companhia.</p>
<p>A incorporadora afirmou que o programa busca uma alocação eficiente de capital porque a administração avalia que a cotação não reflete os fundamentos e o potencial de valorização da empresa no longo prazo.</p>
<p>Uma recompra reduz a quantidade de papéis disponíveis quando as ações são mantidas em tesouraria ou canceladas. Em determinadas condições, isso pode elevar a participação proporcional dos acionistas remanescentes nos resultados da Mitre Realty (MTRE3).</p>
<p>O efeito, porém, depende do preço pago, do volume efetivamente adquirido e da capacidade da companhia de preservar recursos para obras, lançamentos, aquisição de terrenos e pagamento de dívida. Uma recompra realizada a preços elevados pode destruir valor, enquanto aquisições abaixo do valor considerado justo pela administração podem favorecer os acionistas que mantiverem suas posições.</p>
<p>No setor imobiliário, a decisão também precisa ser analisada à luz do ambiente de juros e crédito. Incorporadoras dependem do custo de financiamento, da velocidade de vendas e da renda das famílias. A Mitre Realty (MTRE3) sinaliza confiança em seus fundamentos, mas a execução do programa não elimina os riscos associados ao ciclo imobiliário.</p>
<p>A recompra poderá oferecer suporte à liquidez dos papéis, embora não exista garantia de valorização. A qualidade da alocação será medida pela comparação entre o retorno potencial da compra das próprias ações e alternativas como novos projetos, redução de dívida ou distribuição de dividendos.</p>
<h2>Simpar vende operação portuária por R$ 1,8 bilhão</h2>
<p>A Simpar (SIMH3) e sua controlada CS Brasil Holding assinaram contrato com a ICTSI Americas para vender 100% da HSIM Participações por R$ 1,8 bilhão. A empresa negociada controla a CS Porto Aratu, ativo logístico utilizado no escoamento de granéis sólidos.</p>
<p>Segundo os dados divulgados, o valor corresponde a R$ 750 milhões de equity value e a aproximadamente R$ 1 bilhão de dívida líquida registrada no primeiro trimestre de 2026. A operação combina desinvestimento, transferência de dívida e possível reforço da estrutura financeira do grupo.</p>
<p>Para a Simpar (SIMH3), a venda pode contribuir para simplificar o portfólio e direcionar capital a <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331707">negócios</a> considerados prioritários. O impacto definitivo dependerá das condições de fechamento, do destino dos recursos e do efeito sobre o endividamento consolidado.</p>
<p>O mercado deverá avaliar se a alienação melhora a relação entre dívida e geração de caixa e se o preço obtido é compatível com o potencial do ativo. Em conglomerados com diversas controladas, vendas desse porte também ajudam investidores a estimar o valor de cada unidade e a estratégia de rotação de capital.</p>
<p>A transação ainda representa uma mudança relevante para a infraestrutura portuária associada à operação. A ICTSI Americas deverá assumir um ativo inserido em uma cadeia logística estratégica para o transporte de cargas e o escoamento de granéis sólidos.</p>
<h2>Adler reduz posição na Oi abaixo de 5%</h2>
<p>Victor Adler voltou a reduzir sua posição na Oi (OIBR3) e passou a deter 4,96% das ações preferenciais da companhia, equivalentes a 78 mil papéis. A participação representa apenas 0,02% do capital social total da operadora, que atravessa uma prolongada crise financeira.</p>
<p>O comunicado informou que o investidor não pretende alterar o controle ou a estrutura administrativa da Oi (OIBR3). Adler já havia reduzido sua participação em junho, quando cortou pela metade a posição que mantinha na companhia.</p>
<p>A queda abaixo do patamar de 5% tem relevância para as obrigações de divulgação de participação acionária, mas não determina isoladamente as perspectivas da empresa. A situação da Oi (OIBR3) continua condicionada à recuperação judicial, à venda de ativos, à execução do plano de reestruturação e à capacidade de sustentar suas operações.</p>
<p>Para investidores, as vendas realizadas por um acionista relevante podem funcionar como sinal adicional de cautela, mas precisam ser avaliadas em conjunto com a situação financeira e operacional da companhia. O comunicado afirma que a negociação não tem como objetivo modificar o controle acionário.</p>
<h2>Iguatemi atualiza dividendos com pagamento em 29 de julho</h2>
<p>A Iguatemi (IGTI11) atualizou os valores por ação das parcelas remanescentes de dividendos após excluir do cálculo os papéis mantidos em tesouraria na data de corte de 15 de julho. O pagamento está previsto para 29 de julho.</p>
<p>Os acionistas com ações ordinárias receberão R$ 0,02410116025 por papel, enquanto os titulares de ações preferenciais terão direito a R$ 0,07230348076. Para as units da Iguatemi (IGTI11), o valor será de R$ 0,16870812177 por unit, tanto na terceira quanto na quarta parcela.</p>
<p>A atualização não representa a aprovação de um novo volume total de dividendos. O ajuste decorre da retirada das ações em tesouraria da base considerada para a distribuição, o que altera o valor destinado a cada papel elegível.</p>
<p>Para os investidores, a medida confirma o cronograma de remuneração e aumenta a precisão do pagamento. A distribuição de dividendos permanece como um dos componentes avaliados pelos acionistas da Iguatemi (IGTI11), ao lado do desempenho dos shopping centers, do nível de ocupação, das vendas dos lojistas e do custo da dívida.</p>
<h2>Mercado Livre busca autorização para operar farmácia no Chile</h2>
<p>O Mercado Livre (MELI34) discutiu com autoridades chilenas uma proposta para operar <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333535">como farmácia no país</a>. O plano exigiria mudanças na regulamentação local e representa uma nova etapa da expansão da companhia no varejo farmacêutico após uma iniciativa semelhante no Brasil.</p>
<p>A entrada direta nesse segmento pode ampliar o mercado endereçável do Mercado Livre (MELI34), integrar as vendas à plataforma digital e fortalecer o ecossistema de logística e pagamentos da companhia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, medicamentos estão sujeitos a regras específicas de armazenamento, venda, prescrição, rastreabilidade e responsabilidade sanitária. A implementação dependerá, portanto, da posição das autoridades chilenas e das alterações necessárias na legislação.</p>
<p>Para concorrentes, o movimento pode elevar a pressão sobre redes tradicionais e plataformas digitais. Para os acionistas, o projeto oferece possibilidade de crescimento e diversificação, mas adiciona riscos regulatórios, operacionais e reputacionais.</p>
<p>O conjunto dos anúncios desta quinta-feira mostra empresas em movimentos distintos. A Vale (VALE3) reorganiza a liderança do conselho em meio a uma controvérsia interna; a Petrobras (PETR4) recebe recursos vinculados à política de diesel; a Mitre Realty (MTRE3) aposta na recompra; e a Simpar (SIMH3) vende um ativo relevante.</p>
<p>O mercado avaliará não apenas o impacto imediato de cada operação, mas a capacidade das administrações de transformar decisões pontuais em melhora sustentável de governança, geração de caixa e retorno ao acionista.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Petrobras (PETR4) lidera compras e C&#038;A (CEAB3) tem alvo de queda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-petrobras-petr4-ca-ceab3-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:50:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[C&A Modas]]></category>
		<category><![CDATA[CEAB3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[LAVV3]]></category>
		<category><![CDATA[Lavvi]]></category>
		<category><![CDATA[Lojas Renner]]></category>
		<category><![CDATA[LREN3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[PetroReconcavo]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[RECV3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522556</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) aparece entre as principais indicações de compra da Ágora Investimentos para operações de day trade nesta quinta-feira, 23 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou C&#38;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3), em uma estratégia baseada em movimentos gráficos esperados para uma única sessão da Bolsa brasileira. A carteira [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) aparece entre as principais indicações de compra da Ágora Investimentos para operações de day trade nesta quinta-feira, 23 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou C&amp;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3), em uma estratégia baseada em movimentos gráficos esperados para uma única sessão da Bolsa brasileira.</p>
<p>A carteira de day trade reúne seis ações negociadas na B3. Além da Petrobras (PETR4), a lista de compras inclui Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3). Os potenciais brutos projetados variam entre 1,36% e 1,46%, desde que os ativos atinjam primeiro os preços de entrada e, posteriormente, os objetivos estabelecidos pelos analistas.</p>
<p>A maior projeção percentual está na venda de C&amp;A Modas (CEAB3). A operação prevê entrada a R$ 9,62 e recompra a R$ 9,48, o que representaria retorno bruto de 1,46%. O stop foi definido em R$ 9,70, nível no qual a posição deve ser encerrada caso o movimento ocorra na direção contrária à esperada.</p>
<p>Entre as compras, a Petrobras (PETR4) tem entrada indicada a R$ 42,68 e objetivo de R$ 43,29. A diferença corresponde a um potencial bruto de 1,43%. O stop sugerido pela Ágora está em R$ 42,36.</p>
<p>As recomendações são válidas exclusivamente para o pregão desta quinta-feira e não representam garantia de retorno. Como as operações são abertas e encerradas no mesmo dia, variações rápidas de preço, baixa liquidez momentânea, gaps de abertura e atrasos na execução podem alterar o resultado efetivo.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) tem alvo de R$ 43,29</h2>
<p>A ação da Petrobras (PETR4) encerrou a sessão anterior cotada a R$ 42,58. Para que a operação de compra seja acionada, entretanto, o papel precisa alcançar o ponto de entrada estabelecido em R$ 42,68.</p>
<p>Depois da entrada, o objetivo passa a ser R$ 43,29. Caso o papel recue para R$ 42,36, o stop deve ser executado para limitar a perda da estratégia.</p>
<p>A diferença entre o preço de entrada e o stop é de R$ 0,32 por ação. Já a distância até o objetivo é de R$ 0,61. A configuração busca uma relação entre ganho potencial e risco compatível com operações de curtíssimo prazo, embora o comportamento real do ativo possa ser afetado pela volatilidade intradiária.</p>
<p>O investidor precisa observar que a cotação de fechamento da sessão anterior não corresponde ao preço de entrada da recomendação. A operação somente passa a existir quando o ativo negocia no valor definido pela análise técnica.</p>
<p>Caso a Petrobras (PETR4) abra acima do objetivo de R$ 43,29, sem passar pelo preço de entrada, a orientação metodológica é cancelar a estratégia. O mesmo princípio vale para os demais ativos da carteira.</p>
<h2>Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) completam as compras</h2>
<p>A Prio (PRIO3) é a segunda companhia do setor de petróleo incluída na carteira de compra. A entrada foi estabelecida em R$ 59,91, com objetivo de R$ 60,76 e stop em R$ 59,47.</p>
<p>O potencial bruto indicado para a operação é de 1,42%. A distância entre a entrada e o alvo corresponde a R$ 0,85 por ação, enquanto o intervalo até o stop é de R$ 0,44.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) completa a lista compradora. A recomendação considera entrada a R$ 10,83 e objetivo de R$ 10,98, com potencial bruto de 1,39%. O stop está em R$ 10,75.</p>
<p>Nesse caso, a variação esperada até o objetivo é de R$ 0,15 por ação. A margem até o stop é de R$ 0,08, o que exige atenção especial à execução, principalmente em períodos de maior oscilação das cotações.</p>
<p>A concentração das três compras em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331690">empresas</a> do setor de petróleo não significa que os papéis apresentarão necessariamente o mesmo comportamento. Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) possuem estruturas operacionais, níveis de produção, custos e exposições diferentes.</p>
<p>Para o day trade, entretanto, a recomendação tem como fundamento principal a leitura do comportamento dos preços e dos volumes negociados, e não uma avaliação de longo prazo sobre os fundamentos das companhias.</p>
<h3>Ações indicadas para compra</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Petrobras</td>
<td align="right">PETR4</td>
<td align="right">R$ 42,68</td>
<td align="right">R$ 43,29</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 42,36</td>
</tr>
<tr>
<td>Prio</td>
<td align="right">PRIO3</td>
<td align="right">R$ 59,91</td>
<td align="right">R$ 60,76</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 59,47</td>
</tr>
<tr>
<td>PetroReconcavo</td>
<td align="right">RECV3</td>
<td align="right">R$ 10,83</td>
<td align="right">R$ 10,98</td>
<td align="right">1,39%</td>
<td align="right">R$ 10,75</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>C&amp;A Modas (CEAB3) lidera estratégia de venda</h2>
<p>Na carteira vendedora, a maior projeção de retorno está em C&amp;A Modas (CEAB3). A entrada deve ocorrer a R$ 9,62, com objetivo em R$ 9,48 e stop em R$ 9,70.</p>
<p>Uma operação vendida procura obter resultado com a queda do preço do ativo. O investidor vende as ações e encerra a posição por meio de uma recompra. Quando a recompra ocorre abaixo do preço de venda, a diferença representa o ganho bruto da operação.</p>
<p>No caso de C&amp;A Modas (CEAB3), a estratégia prevê uma queda de R$ 0,14 entre a entrada e o objetivo, equivalente a 1,46%. Se o papel subir para R$ 9,70 após a entrada, o stop deve ser acionado.</p>
<p>A distância reduzida entre entrada, alvo e stop ilustra uma característica típica do day trade: movimentos aparentemente pequenos podem gerar ganhos ou perdas relevantes, sobretudo quando o operador utiliza grande quantidade de ações ou algum nível de alavancagem.</p>
<p>A alavancagem aumenta a exposição financeira sem exigir que todo o valor da posição esteja disponível na conta. O mecanismo, no entanto, amplia tanto os resultados positivos quanto as perdas e pode levar à liquidação automática da operação pela corretora quando as garantias se tornam insuficientes.</p>
<h2>Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3) também são indicadas para venda</h2>
<p>A Lavvi (LAVV3) aparece com entrada vendedora a R$ 10,31. O objetivo está em R$ 10,17, enquanto o stop foi fixado em R$ 10,38.</p>
<p>O potencial bruto calculado pela Ágora é de 1,36%, o menor entre as seis operações apresentadas para a sessão. A diferença entre a entrada e o objetivo é de R$ 0,14 por ação. Até o stop, o intervalo é de R$ 0,07.</p>
<p>A terceira indicação de venda é Lojas Renner (LREN3). A estratégia prevê entrada a R$ 13,51 e objetivo de R$ 13,32, com potencial bruto de 1,41%.</p>
<p>O stop de Lojas Renner (LREN3) foi estabelecido em R$ 13,61. Dessa forma, a operação busca uma queda de R$ 0,19 por ação, com limite de perda definido R$ 0,10 acima do preço de entrada.</p>
<p>Embora C&amp;A Modas (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) pertençam ao varejo de moda, a inclusão simultânea das duas companhias não deve ser interpretada como uma avaliação estrutural negativa do setor. As recomendações se limitam à expectativa gráfica para o pregão desta quinta-feira.</p>
<p>A Lavvi (LAVV3), por sua vez, atua no setor de incorporação imobiliária. Sua presença na mesma carteira decorre da configuração técnica identificada pelos analistas, e não de uma relação operacional com as varejistas.</p>
<h3>Ações indicadas para venda</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>C&amp;A Modas</td>
<td align="right">CEAB3</td>
<td align="right">R$ 9,62</td>
<td align="right">R$ 9,48</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 9,70</td>
</tr>
<tr>
<td>Lavvi</td>
<td align="right">LAVV3</td>
<td align="right">R$ 10,31</td>
<td align="right">R$ 10,17</td>
<td align="right">1,36%</td>
<td align="right">R$ 10,38</td>
</tr>
<tr>
<td>Lojas Renner</td>
<td align="right">LREN3</td>
<td align="right">R$ 13,51</td>
<td align="right">R$ 13,32</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 13,61</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Entrada precisa ocorrer antes de objetivo e stop</h2>
<p>As estratégias apresentadas pela Ágora permanecem apenas em observação até que o preço de entrada seja atingido. Antes desse momento, não existe posição aberta nem resultado financeiro associado à recomendação.</p>
<p>A ordem dos movimentos é determinante. Se uma ação atingir o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a operação deve ser cancelada. O investidor não deve considerar que o retorno projetado foi obtido, uma vez que a posição nunca chegou a ser iniciada.</p>
<p>A mesma cautela se aplica aos gaps de abertura, que ocorrem quando uma ação começa o pregão em preço significativamente diferente do fechamento anterior. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331691">Notícias</a> corporativas, mudanças no cenário internacional e ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar esses saltos.</p>
<p>Quando o ativo abre além do objetivo, a relação original entre risco e retorno deixa de existir. Entrar atrasado na operação significa aceitar parâmetros diferentes daqueles avaliados pelos analistas.</p>
<p>Os níveis de stop também passam a valer apenas depois da execução da entrada. A recomendação não considera como perda um movimento ocorrido antes de a posição ser acionada.</p>
<h2>Retornos divulgados não descontam custos operacionais</h2>
<p>Os percentuais apresentados correspondem a retornos brutos. O cálculo não desconta corretagem, emolumentos, taxas de liquidação, custos de aluguel de ações em operações vendidas ou eventuais despesas relacionadas à plataforma utilizada.</p>
<p>Mesmo corretoras que oferecem corretagem zero podem cobrar outros custos. Por essa razão, o resultado líquido tende a ser inferior ao percentual indicado na carteira.</p>
<p>A tributação também precisa ser considerada. No Brasil, os ganhos líquidos obtidos em operações de day trade estão sujeitos a regras tributárias específicas, diferentes das aplicadas às operações comuns realizadas em mais de um pregão.</p>
<p>O volume financeiro empregado influencia diretamente o resultado. Um potencial de 1,43% sobre uma posição pequena gera efeito limitado em reais. Em uma posição maior ou alavancada, a mesma oscilação produz impacto proporcionalmente mais elevado, tanto no lucro quanto no prejuízo.</p>
<p>Outra diferença pode ocorrer entre o preço indicado e o valor efetivamente executado. Em mercados rápidos, a ordem pode ser concluída em cotação menos favorável, fenômeno conhecido como slippage.</p>
<h2>Stop limita perdas, mas não elimina o risco</h2>
<p>O stop loss é o ponto previamente definido para encerramento de uma posição que se movimentou contra a estratégia. Sua função é impedir que uma perda inicialmente pequena se transforme em exposição financeira maior.</p>
<p>Na prática, porém, o stop não garante que a execução ocorrerá exatamente no preço indicado. Em momentos de baixa liquidez ou movimentos abruptos, a ordem pode ser executada em nível diferente.</p>
<p>O risco é particularmente relevante em operações de day trade porque as posições costumam ser maiores em relação ao capital disponível. Uma sequência de decisões fora do planejamento pode consumir rapidamente as garantias do investidor.</p>
<p>Modificar o stop depois da entrada para evitar o reconhecimento da perda também altera a lógica da estratégia original. A recomendação deixa de corresponder aos parâmetros avaliados pelos analistas e passa a ter risco diferente.</p>
<p>O mesmo ocorre quando o operador mantém a posição depois do encerramento do pregão. Uma estratégia de day trade transformada em operação de prazo mais longo fica exposta a notícias divulgadas durante a noite, variações no exterior e gaps na abertura seguinte.</p>
<h2>Carteira depende de disciplina em sessão volátil</h2>
<p>As indicações da Ágora para esta quinta-feira combinam compras em Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) com vendas em C&amp;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3).</p>
<p>O maior potencial bruto está na venda de C&amp;A Modas (CEAB3), com 1,46%. A Petrobras (PETR4) lidera a lista de compras em visibilidade e apresenta retorno projetado de 1,43%, desde que o papel alcance a entrada de R$ 42,68 antes do objetivo de R$ 43,29.</p>
<p>Os percentuais, entretanto, são projeções condicionadas ao comportamento dos preços. Não existe garantia de que os ativos alcançarão os objetivos ou de que as ordens serão executadas nos níveis indicados.</p>
<p>A carteira perde validade ao fim do pregão de 23 de julho. Investidores que decidirem acompanhar as operações precisam observar os pontos de entrada, respeitar os stops e calcular previamente o impacto de custos, tributação e eventual alavancagem.</p>
<p>Mais do que acertar a direção de cada ação, o resultado do day trade dependerá da execução. Em uma estratégia na qual poucos centavos separam entrada, objetivo e limite de perda, atrasos e mudanças improvisadas podem alterar completamente a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
