<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" >

<channel>
	<title>Ibovespa &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
	<atom:link href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://gazetamercantil.com</link>
	<description>A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Sep 2026 16:21:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://gazetamercantil.com/wp-content/uploads/2023/07/G-Icon-1-75x75.png</url>
	<title>Ibovespa &#8211; GAZETA MERCANTIL</title>
	<link>https://gazetamercantil.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<atom:link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.appspot.com"/>
<atom:link rel="hub" href="https://pubsubhubbub.superfeedr.com"/>
<atom:link rel="hub" href="https://websubhub.com/hub"/>
<atom:link rel="self" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa/feed"/>
	<item>
		<title>Ibovespa hoje cai aos 186 mil pontos com petróleo, minério e risco político</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[minério de ferro]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=442873</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, 11 de setembro, devolvendo parte da forte valorização registrada na véspera enquanto investidores tentam equilibrar sinais positivos vindos da inflação brasileira com um ambiente externo ainda pressionado por juros elevados e pelas consequências da escalada geopolítica no Oriente Médio. A queda do petróleo e do minério de ferro [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, 11 de setembro, devolvendo parte da forte valorização registrada na véspera enquanto investidores tentam equilibrar sinais positivos vindos da inflação brasileira com um ambiente externo ainda pressionado por juros elevados e pelas consequências da escalada geopolítica no Oriente Médio. A queda do petróleo e do minério de ferro também retira força de algumas das ações com maior peso na composição do principal índice da B3.</p>
<p>Às 11h26, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339291">Ibovespa</a> recuava 0,81%, aos 186.741,76 pontos, justamente na mínima do pregão até aquele momento. O índice havia começado o dia praticamente estável, aos 188.267,71 pontos, e chegou a avançar 0,17%, até 188.586,47 pontos, antes de inverter o sinal. A movimentação representa uma realização depois da alta de 1,42% da quinta-feira, quando a Bolsa terminou aos 188.268,59 pontos, no maior fechamento desde abril.</p>
<p>A sessão desta sexta tem uma característica diferente dos últimos pregões. O cenário doméstico de inflação e juros deveria, isoladamente, favorecer a Bolsa: o IPCA mostrou deflação maior que a esperada e os juros futuros recuaram, ampliando a convicção de que o Banco Central continuará cortando a Selic na próxima semana. Ao mesmo tempo, entretanto, petróleo e minério caem, os juros dos títulos americanos permanecem próximos das máximas de vários anos e o noticiário político brasileiro ganhou novas fontes de incerteza.</p>
<p>O resultado é um Ibovespa dividido entre dois vetores. De um lado, juros menores no Brasil, entrada de capital estrangeiro e uma Bolsa que ainda acumula forte valorização em setembro. Do outro, commodities em correção, Federal Reserve novamente perto de elevar os juros e uma campanha eleitoral cada vez mais sensível às <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339287">notícias</a> produzidas pela crise envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal.</p>
<h2>IPCA de 0,32% negativo melhora cenário para a Selic</h2>
<p>A principal notícia econômica doméstica desta sexta-feira veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O IPCA caiu 0,32% em agosto, depois de ter avançado 0,07% em julho. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,22%, ficando abaixo dos 4,44% observados anteriormente e também abaixo da expectativa predominante do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339290">mercado</a>.</p>
<p>Foi a maior deflação mensal em aproximadamente quatro anos.</p>
<p>O resultado teve forte influência da queda das despesas com habitação, especialmente da energia elétrica, e também contou com preços menores em transportes e alimentação. A conta de luz recebeu o efeito do bônus de Itaipu, um componente extraordinário que reduz a inflação no mês, mas não necessariamente representa uma queda permanente dos preços.</p>
<p>Por isso, o dado não autoriza uma leitura de que a inflação brasileira esteja definitivamente resolvida. Mesmo assim, o resultado melhora a fotografia que o Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339288">Política</a> Monetária encontrará em sua próxima reunião.</p>
<p>A Selic está atualmente em 14% ao ano, depois de quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. As opções negociadas na B3 indicam probabilidade próxima de 95% de uma nova redução de 0,25 ponto, que levaria a taxa básica para 13,75%.</p>
<p>A surpresa favorável do IPCA reforçou essa expectativa e ajudou a derrubar os juros futuros durante a manhã. Em condições normais, esse movimento tende a beneficiar setores mais sensíveis ao custo do dinheiro, porque taxas menores reduzem a atratividade relativa da renda fixa e aumentam o valor presente dos lucros futuros das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339289">empresas</a>.</p>
<p>Ainda assim, o efeito não foi suficiente para manter o Ibovespa no terreno positivo.</p>
<h2>Petróleo cai mais de 3% depois de quase chegar a US$ 110</h2>
<p>Parte da explicação está nas commodities.</p>
<p>O petróleo Brent, que havia disparado 6,34% na quinta-feira e fechado a US$ 107,63 por barril, chegou a tocar aproximadamente US$ 109,97 durante a sessão desta sexta. Depois, porém, virou com força e passou a cair mais de 3%, sendo negociado perto de US$ 104.</p>
<p>A mudança ocorreu depois de informações sobre possíveis tratativas temporárias para administrar o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, um dos pontos mais importantes para o abastecimento mundial. A região tornou-se o centro das preocupações depois da escalada militar envolvendo Estados Unidos e Irã e dos ataques contra embarcações e instalações de energia no Oriente Médio.</p>
<p>Mesmo depois da queda desta sexta, o Brent ainda acumula valorização superior a 8% na semana. Portanto, o mercado não interpreta a correção como o fim do risco geopolítico. A Arábia Saudita teve forte redução na oferta de petróleo em agosto, enquanto ataques e ameaças continuam afetando rotas estratégicas como Ormuz e Bab el-Mandeb.</p>
<p>Para o Ibovespa, o petróleo produz um efeito ambíguo.</p>
<p>Quando sobe, beneficia diretamente Petrobras (PETR3; PETR4), Prio (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e outras empresas do setor, mas também aumenta o risco de inflação mundial e de juros mais altos. Quando cai, ocorre o inverso: a pressão inflacionária diminui, mas as petroleiras perdem um importante suporte de curto prazo.</p>
<p>Nesta sexta, as ações da Petrobras devolviam parte dos ganhos acumulados recentemente, acompanhando a correção da commodity. O movimento tem impacto relevante porque PETR3 e PETR4, juntas, respondem por uma parcela próxima de 13% da carteira teórica do Ibovespa.</p>
<h2>Minério de ferro adiciona pressão sobre as commodities</h2>
<p>A fraqueza não está restrita ao petróleo. O minério de ferro também caiu nesta sexta-feira, adicionando pressão sobre as empresas ligadas à mineração e à siderurgia.</p>
<p>Na Bolsa de Dalian, o contrato mais negociado recuou 1,78%. Em Singapura, a queda chegou a 2,52%.</p>
<p>O mercado de minério vem enfrentando dúvidas sobre a demanda chinesa por aço, em meio a margens ainda apertadas das siderúrgicas e à necessidade de avaliar até onde os estímulos econômicos de Pequim serão capazes de sustentar o consumo da matéria-prima.</p>
<p>Esse comportamento é particularmente importante para a Bolsa brasileira porque Vale (VALE3) possui peso de aproximadamente 11% no Ibovespa. Somadas às duas classes de ações da Petrobras e a grandes bancos, poucas empresas conseguem alterar significativamente a direção do índice mesmo quando a maioria dos papéis apresenta comportamento diferente.</p>
<p>A combinação entre minério e petróleo em queda ajuda, portanto, a explicar por que a Bolsa brasileira não acompanha nesta manhã o avanço observado em Nova York e na Europa.</p>
<h2>Inflação dos EUA mantém Fed no caminho de alta dos juros</h2>
<p>Se o IPCA brasileiro favorece cortes de juros, o cenário nos Estados Unidos aponta na direção oposta.</p>
<p>O índice de preços ao consumidor americano subiu 0,4% em agosto e acumulou alta de 3,4% em 12 meses. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês.</p>
<p>Os números vieram após um índice de preços ao produtor também pressionado e mantiveram a inflação americana distante da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.</p>
<p>Depois dos dados, os contratos futuros passaram a indicar probabilidade superior a 85% de uma elevação de 0,25 ponto percentual nos juros pelo Fed na reunião da próxima semana.</p>
<p>Isso cria um contraste incomum para os mercados: enquanto o Banco Central brasileiro caminha para reduzir novamente a Selic, o Federal Reserve está próximo de retomar o aperto monetário.</p>
<p>O movimento já aparece no mercado de títulos americanos. A taxa da Treasury de dez anos chegou a encostar em 5% durante a sessão antes de recuar para a região de 4,93%. O nível é importante porque os Treasuries funcionam como referência para a precificação de praticamente todos os ativos financeiros globais.</p>
<p>Quando o investidor pode receber quase 5% ao ano em um título emitido pelo governo dos Estados Unidos, ações e ativos de mercados emergentes precisam oferecer prêmio suficientemente elevado para justificar o risco adicional.</p>
<p>Esse fator limita parte do benefício que o Brasil poderia receber com a queda da Selic.</p>
<h2>Wall Street sobe mesmo com juros altos</h2>
<p>Curiosamente, as bolsas americanas reagiram positivamente durante a manhã. Dow Jones, S&amp;P 500 e Nasdaq chegaram a registrar avanços próximos ou superiores a 1%, mesmo depois do CPI e das apostas crescentes em alta dos juros.</p>
<p>A redução do petróleo em relação às máximas do dia trouxe algum alívio, enquanto investidores também avaliaram que uma parte das pressões inflacionárias já estava incorporada às expectativas.</p>
<p>O comportamento de Wall Street torna a queda brasileira ainda mais doméstica.</p>
<p>O Ibovespa não está sendo simplesmente arrastado pelas bolsas internacionais. Nesta sexta, são as commodities e o aumento da incerteza política local que retiram parte do suporte que vinha sustentando a sequência recente de valorização.</p>
<h2>Eleição continua determinante para os ativos brasileiros</h2>
<p>A política permanece entre os principais componentes da formação de preços na B3.</p>
<p>Na quinta-feira, o Ibovespa ganhou 1,42% depois que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou uma disputa extremamente apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A leitura predominante em parte do mercado tem sido a de que uma eleição mais competitiva aumenta a possibilidade de mudança na orientação da política econômica a partir de 2027.</p>
<p>A pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Futura/100% Cidades mostrou Lula com 39,2% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33,6%. Augusto Cury aparece com 6,4%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4,4%, e Renan Santos, com 4,3%.</p>
<p>O mercado aguarda ainda uma nova rodada do Datafolha prevista para esta sexta-feira. Como os pregões recentes demonstraram, diferenças relativamente pequenas nas pesquisas são capazes de gerar movimentos expressivos em bancos, empresas domésticas, juros e câmbio.</p>
<p>Esse chamado “trade eleitoral” continuará sendo um dos principais componentes de volatilidade da Bolsa até outubro.</p>
<h2>Caso Banco Master adiciona nova variável à campanha</h2>
<p>A novidade desta sexta-feira é que o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas passou a ser analisado simultaneamente aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.</p>
<p>Documentos tornados públicos mostram que o senador é investigado em um inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Polícia Federal, relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>A investigação apura suspeitas que incluem corrupção e lavagem de dinheiro. A existência do inquérito não representa conclusão de culpa, e Flávio Bolsonaro nega irregularidades, sustentando que as negociações de financiamento eram privadas e regulares.</p>
<p>Para o mercado, a questão central é eleitoral.</p>
<p>Como parte da alta recente do Ibovespa esteve associada à percepção de uma disputa presidencial mais equilibrada, qualquer fato capaz de alterar a competitividade dos candidatos passa a ter potencial para afetar os preços dos ativos. Não é possível atribuir a queda desta sexta-feira exclusivamente ao caso Master, mas operadores já tratam o novo noticiário como mais uma fonte de risco político.</p>
<p>O Datafolha desta noite ganha, nesse contexto, importância adicional.</p>
<h2>Estrangeiro voltou a comprar Bolsa brasileira</h2>
<p>Há, entretanto, uma força que continua oferecendo sustentação estrutural ao Ibovespa: o retorno do capital estrangeiro.</p>
<p>Depois de uma retirada intensa durante agosto, os investidores internacionais voltaram à ponta compradora. Nos primeiros pregões de setembro, o saldo estrangeiro ficou positivo em aproximadamente R$ 5,3 bilhões. No acumulado de 2026, a entrada estava próxima de R$ 23,6 bilhões pelos dados disponíveis.</p>
<p>Considerando a sequência iniciada em 21 de agosto, o ingresso de recursos chega a aproximadamente R$ 10,5 bilhões.</p>
<p>Essa mudança ajuda a explicar a recuperação da Bolsa. Em 21 de agosto, o Ibovespa terminou aos 171.031 pontos. Nesta sexta-feira, mesmo depois da queda da manhã, permanecia perto de 187 mil pontos — uma valorização superior a 9% em menos de um mês.</p>
<p>O movimento também mostra que o rali não pode ser explicado apenas pela eleição.</p>
<p>Juros domésticos em trajetória de queda, valorização de commodities em boa parte do período, câmbio mais comportado e preços relativamente descontados de determinadas ações brasileiras também ajudaram a trazer investidores internacionais de volta.</p>
<p>Estrangeiros continuam sendo o principal grupo de participantes da B3 e respondem por mais da metade do volume movimentado no mercado de ações. Por isso, uma reversão desse fluxo seria um dos principais riscos para a continuidade da alta.</p>
<h2>Ibovespa ainda sobe mais de 5% em setembro</h2>
<p>Mesmo com a queda desta sexta-feira, o saldo do mês permanece bastante positivo.</p>
<p>O Ibovespa encerrou agosto aos 177.418,78 pontos. Considerando os 186.741 pontos registrados na mínima desta manhã, a valorização em setembro ainda é de aproximadamente 5,3%.</p>
<p>Na comparação com o fechamento da sexta-feira passada, aos 185.147 pontos, o índice ainda acumula ganho próximo de 0,9% na semana.</p>
<p>Isso coloca a queda atual mais perto de uma realização dentro de um movimento recente de alta do que de uma reversão clara da tendência.</p>
<p>A região dos 190 mil pontos continua sendo a primeira grande barreira psicológica. O índice chegou a 189.487 pontos na terça-feira e voltou a se aproximar desse patamar na quinta, sem conseguir rompê-lo.</p>
<p>Do outro lado, a faixa entre 184 mil e 185 mil pontos ganhou importância porque concentrou mínimas e reações compradoras nos últimos pregões. Na quarta-feira, o Ibovespa chegou a 184.810 pontos antes de se recuperar. Na quinta, tocou 184.601 pontos e terminou acima de 188 mil.</p>
<p>Esses níveis não constituem uma previsão, mas mostram onde compradores e vendedores demonstraram maior disposição para atuar recentemente.</p>
<h2>O que pode definir o fechamento do Ibovespa hoje</h2>
<p>A segunda metade do pregão deverá continuar sendo determinada pela combinação de quatro fatores: comportamento das commodities, juros americanos, fluxo estrangeiro e política brasileira.</p>
<p>Se o petróleo ampliar a queda e o minério permanecer pressionado, Petrobras e Vale podem continuar dificultando uma recuperação mais forte do índice. Por outro lado, a queda dos juros futuros brasileiros depois do IPCA cria condições favoráveis para empresas domésticas, especialmente aquelas cuja avaliação é mais sensível à Selic.</p>
<p>Nos Estados Unidos, qualquer nova abertura das taxas dos Treasuries em direção aos 5% tende a reduzir o apetite por risco nos mercados emergentes. Uma acomodação dos rendimentos, ao contrário, pode permitir que a alta de Wall Street se transmita com maior intensidade à B3.</p>
<p>No cenário doméstico, a proximidade da divulgação do Datafolha deixa o mercado vulnerável a ajustes de posições durante a tarde. O comportamento da eleição já demonstrou nesta semana capacidade de superar até mesmo movimentos importantes vindos do exterior.</p>
<p>A fotografia desta sexta-feira, portanto, é de uma Bolsa que perde fôlego depois de uma valorização rápida, mas ainda preserva boa parte dos ganhos acumulados em setembro. O IPCA melhor do que o esperado e a perspectiva de nova redução da Selic continuam funcionando como suporte, enquanto commodities, juros americanos e política limitam a disposição dos investidores de levar o Ibovespa novamente para a região dos 190 mil pontos.</p>
<p>Mais do que a queda de um único pregão, o que está em jogo agora é saber se o fluxo estrangeiro e a expectativa de juros menores no Brasil serão suficientes para sustentar a alta diante de um cenário internacional que voltou a oferecer quase 5% nos títulos americanos e de uma eleição brasileira que promete produzir novas mudanças de preço praticamente a cada pesquisa.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-embraer-embj3-copel-cple3-petroreconcavo-recv3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:21:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Copel]]></category>
		<category><![CDATA[CPLE3]]></category>
		<category><![CDATA[Dasa]]></category>
		<category><![CDATA[DASA3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[JALL3]]></category>
		<category><![CDATA[Jalles Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Locaweb]]></category>
		<category><![CDATA[LWSA3]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PetroReconcavo]]></category>
		<category><![CDATA[RECV3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1531280</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quinta-feira, 10 de setembro, dividindo a estratégia igualmente entre posições compradas e vendidas. Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) aparecem na ponta de compra, enquanto Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) foram escolhidas para operações que buscam lucrar com uma [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou seis ações para operações de day trade nesta quinta-feira, 10 de setembro, dividindo a estratégia igualmente entre posições compradas e vendidas. Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) aparecem na ponta de compra, enquanto Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) foram escolhidas para operações que buscam lucrar com uma eventual queda das cotações.</p>
<p>A recomendação com Embraer (EMBJ3) concentra um dos maiores valores financeiros da lista. A entrada foi definida em R$ 95,50, com objetivo de R$ 96,84 e stop em R$ 94,76. Caso o movimento projetado se confirme integralmente, o ganho bruto entre entrada e alvo será de aproximadamente 1,40%. No sentido contrário, o limite definido pela estratégia representa perda potencial de cerca de 0,77%.</p>
<p>Isso produz uma relação entre retorno potencial e risco próxima de 1,81 para 1. Em termos simples, para cada R$ 1 de risco matemático assumido entre a entrada e o stop, a estratégia busca aproximadamente R$ 1,81 de ganho até o objetivo.</p>
<p>O desenho das seis operações segue a lógica típica das recomendações intradiárias da Ágora: movimentos percentuais relativamente pequenos, stops próximos das entradas e encerramento da posição dentro do mesmo pregão. Nenhuma indicação deve ser confundida com uma recomendação fundamentalista de compra ou venda das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339239">empresas</a> no médio ou longo prazo.</p>
<h2>As seis ações indicadas pela Ágora</h2>
<p>Entre as compras, a Copel (CPLE3) tem entrada prevista em R$ 16,02, objetivo em R$ 16,24 e stop em R$ 15,91. O ganho bruto potencial é de aproximadamente 1,37%, enquanto a perda estimada até o stop é de 0,69%. A relação entre os dois movimentos é de 2 para 1.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) completa o grupo comprador. A estratégia estabelece gatilho em R$ 11,45, alvo em R$ 11,61 e stop em R$ 11,36. A diferença até o objetivo corresponde a uma valorização de aproximadamente 1,40%, enquanto o risco até o nível de saída fica próximo de 0,79%. A relação retorno/risco é de aproximadamente 1,78 vez.</p>
<p>Na ponta vendida, Jalles Machado (JALL3) tem entrada em R$ 2,52, objetivo em R$ 2,48 e stop em R$ 2,54. Como se trata de uma venda, o cenário favorável é de queda da ação. O alvo representa recuo de 1,59% sobre a entrada, enquanto o stop corresponde a uma alta de aproximadamente 0,79%. A relação entre o ganho potencial e o risco é exatamente de 2 para 1.</p>
<p>Para Dasa (DASA3), a corretora definiu venda em R$ 2,68, objetivo em R$ 2,64 e stop em R$ 2,70. O retorno bruto potencial é de aproximadamente 1,49%, contra risco de 0,75%.</p>
<p>A Locaweb (LWSA3) fecha a seleção com entrada vendida em R$ 3,98, alvo de R$ 3,92 e stop de R$ 4,01. A queda buscada é de aproximadamente 1,51%, enquanto a distância até o stop corresponde a 0,75%. Também nesse caso, a relação matemática entre retorno e risco é de 2 para 1.</p>
<h2>Embraer (EMBJ3) parte próxima do fechamento da véspera</h2>
<p>A operação em Embraer (EMBJ3) chama atenção também pela proximidade entre o gatilho proposto pela Ágora e a cotação registrada no fechamento anterior.</p>
<p>EMBJ3 terminou a quarta-feira, 9, em torno de R$ 95,27, depois de subir aproximadamente 1,1% durante uma sessão negativa para a maior parte da Bolsa brasileira. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339240">Ibovespa</a> caiu 0,93%, aos 185.629 pontos, enquanto a fabricante de aeronaves conseguiu avançar. Dados de negociação mostram que o papel chegou a alcançar R$ 96,47 ao longo do pregão.</p>
<p>O preço de entrada de R$ 95,50 proposto para esta quinta-feira está apenas cerca de 0,24% acima do fechamento anterior. Já o objetivo de R$ 96,84 supera ligeiramente a máxima registrada na sessão de quarta.</p>
<p>Essa configuração ajuda a compreender a leitura técnica por trás da operação. O gatilho exige que EMBJ3 volte a avançar e ultrapasse a região do fechamento anterior antes de ativar a estratégia. Caso isso aconteça, a aposta passa a ser de continuidade do movimento até R$ 96,84.</p>
<p>O stop em R$ 94,76 limita a posição caso a tentativa de alta perca força.</p>
<p>A Embraer (EMBJ3) tem aparecido com frequência entre as ações monitoradas para operações de curto prazo. No início deste mês, a própria Ágora já havia incluído EMBJ3 em outras listas de day trade, embora com pontos de entrada e saída diferentes, reforçando que os parâmetros são recalculados para cada pregão e não devem ser reaproveitados em sessões posteriores.</p>
<h2>Jalles Machado (JALL3) oferece maior deslocamento até o alvo</h2>
<p>Considerando exclusivamente a variação percentual entre entrada e objetivo, Jalles Machado (JALL3) apresenta o maior potencial entre as seis operações desta quinta-feira.</p>
<p>Uma queda de R$ 2,52 para R$ 2,48 representa retorno bruto de aproximadamente 1,59% para quem entra vendido em JALL3 no preço indicado. Como o stop está apenas R$ 0,02 acima da entrada, em R$ 2,54, o risco matemático é metade da distância projetada até o objetivo.</p>
<p>A escolha de JALL3 para venda é uma leitura estritamente gráfica e de curtíssimo prazo. A Jalles Machado (JALL3) atua na produção de açúcar, etanol, energia elétrica e derivados da cana-de-açúcar e possui seus próprios fundamentos operacionais, financeiros e setoriais.</p>
<p>A recomendação intradiária não significa que a Ágora esteja necessariamente projetando deterioração estrutural da companhia.</p>
<p>Essa diferença é particularmente importante em ações de empresas relacionadas a commodities. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339238">Notícias</a> sobre açúcar, etanol, petróleo, câmbio ou produção agrícola podem alterar rapidamente as cotações no decorrer do dia, mesmo sem qualquer mudança relevante na avaliação fundamentalista de longo prazo.</p>
<h2>Copel (CPLE3) tem o menor risco percentual da lista</h2>
<p>Entre as seis estratégias, a Copel (CPLE3) apresenta a menor distância percentual entre o ponto de entrada e o stop.</p>
<p>A compra de CPLE3 em R$ 16,02 tem proteção em R$ 15,91, diferença de R$ 0,11 por ação ou cerca de 0,69%. O alvo de R$ 16,24 representa avanço de R$ 0,22, exatamente o dobro da distância até o stop.</p>
<p>A relação de 2 para 1 é frequentemente utilizada em estratégias de gerenciamento de risco porque permite que o ganho de uma operação bem-sucedida compense, em termos matemáticos, duas operações encerradas com perdas equivalentes ao risco inicialmente previsto — antes de custos, impostos e diferenças de execução.</p>
<p>Isso não transforma automaticamente a estratégia em lucrativa. A relação retorno/risco mostra somente quanto se pretende ganhar quando o alvo é atingido em comparação com quanto se aceita perder se o stop for acionado.</p>
<p>O resultado final depende também da taxa de acerto das operações.</p>
<p>Uma estratégia pode trabalhar com relação de 2 para 1 e ainda produzir prejuízo se apresentar uma proporção elevada de stops. Da mesma forma, um método com alvos menores pode ser rentável caso consiga uma taxa de acerto suficientemente alta.</p>
<h2>PetroReconcavo (RECV3) entra em sessão marcada pelo petróleo</h2>
<p>A inclusão de PetroReconcavo (RECV3) entre as compras ocorre num momento particularmente volátil para empresas ligadas ao setor de óleo e gás.</p>
<p>O petróleo internacional permanece em níveis superiores a US$ 100 por barril, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento tem sustentado ações de produtoras brasileiras, ao mesmo tempo em que aumenta os riscos inflacionários para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339237">economia</a> mundial.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) possui uma dinâmica diferente da Petrobras (PETR3; PETR4), mas a cotação internacional da commodity continua sendo uma variável importante para a percepção do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="339271">mercado</a> sobre empresas produtoras de petróleo.</p>
<p>A estratégia da Ágora, entretanto, não depende de uma projeção fundamentalista para o barril. A recomendação é ativada apenas caso RECV3 alcance R$ 11,45, com objetivo em R$ 11,61.</p>
<p>Se RECV3 cair antes de acionar o gatilho, não há operação de acordo com a metodologia indicada.</p>
<h2>Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) completam apostas de queda</h2>
<p>Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) aparecem ao lado de Jalles Machado (JALL3) na ponta vendida.</p>
<p>Em DASA3, a distância entre a entrada de R$ 2,68 e o objetivo de R$ 2,64 é de apenas quatro centavos por ação. Parece pouco em termos nominais, mas equivale a aproximadamente 1,49% do valor do papel. O stop está dois centavos acima da entrada, em R$ 2,70.</p>
<p>A matemática é praticamente idêntica em LWSA3. O preço de R$ 3,98 funciona como ponto de ativação da venda, R$ 3,92 é o objetivo e R$ 4,01 representa o stop.</p>
<p>LWSA3 havia encerrado o pregão anterior justamente ao redor de R$ 3,98, depois de recuar quase 2%. Isso coloca o gatilho da estratégia muito próximo da referência deixada pelo fechamento da quarta-feira.</p>
<p>Também aqui, a indicação é específica para a sessão atual. O fato de DASA3, LWSA3 ou JALL3 estarem na lista de venda de day trade não equivale a uma recomendação para o investidor desmontar uma posição de longo prazo.</p>
<h2>Stops ficam abaixo de 0,8% nas seis estratégias</h2>
<p>Um aspecto comum às seis operações é o controle relativamente estreito de risco.</p>
<p>A distância percentual entre entrada e stop varia de aproximadamente 0,69% em Copel (CPLE3) a 0,79% em PetroReconcavo (RECV3) e Jalles Machado (JALL3).</p>
<p>Já os objetivos variam entre aproximadamente 1,37% e 1,59%.</p>
<p>Essa concentração revela a natureza das estratégias: a corretora não está tentando antecipar grandes movimentos direcionais ao longo de semanas ou meses. O objetivo é capturar deslocamentos curtos no mesmo pregão.</p>
<p>A consequência é que a execução ganha importância ainda maior.</p>
<p>Quando os níveis estão separados por poucos centavos, entrar significativamente acima ou abaixo do preço indicado pode mudar a relação entre risco e retorno. O chamado <em>slippage</em> — diferença entre o preço esperado e aquele efetivamente obtido — também pode reduzir o ganho ou aumentar a perda.</p>
<p>Custos operacionais e tributários igualmente não estão incluídos nos retornos brutos indicados.</p>
<h2>Estar na lista não significa que a operação foi aberta</h2>
<p>Esse é provavelmente o ponto mais importante para interpretar uma carteira de day trade.</p>
<p>A presença de uma ação na lista da Ágora não significa que o investidor deva necessariamente comprar ou vender o ativo assim que o mercado abre. Cada estratégia possui um ponto específico de entrada.</p>
<p>Se Embraer (EMBJ3), por exemplo, não alcançar R$ 95,50 dentro das condições previstas, a compra não é acionada segundo a metodologia. O mesmo ocorre com Copel (CPLE3), PetroReconcavo (RECV3), Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3).</p>
<p>O stop também só passa a fazer sentido depois que a posição foi aberta.</p>
<p>Há ainda uma regra para gaps de abertura. Se uma ação abrir tão distante do fechamento anterior que alcançar diretamente o objetivo sem antes passar pelo preço de entrada, a recomendação é cancelada.</p>
<p>Essa condição evita uma distorção comum na leitura retrospectiva de carteiras: considerar que um alvo foi “atingido” quando, na realidade, o investidor não teria conseguido executar o trade conforme o desenho original.</p>
<h2>Day trade exige outra leitura de risco</h2>
<p>O ambiente desta quinta-feira adiciona volatilidade às operações.</p>
<p>O Ibovespa tenta se recuperar depois da queda da véspera, enquanto petróleo acima de US$ 100, juros internacionais, inflação americana, câmbio e cenário eleitoral brasileiro influenciam os preços. Um movimento inesperado em qualquer uma dessas variáveis pode mudar rapidamente a direção das ações.</p>
<p>Para estratégias com stops inferiores a 1%, essa volatilidade é especialmente relevante.</p>
<p>O day trade trabalha deliberadamente com horizontes muito curtos. O investidor não espera meses para que a tese se concretize e tampouco deveria transformar automaticamente uma operação intradiária malsucedida em investimento de longo prazo simplesmente para evitar reconhecer uma perda.</p>
<p>É justamente por isso que entrada, alvo e stop formam uma única estratégia. Retirar qualquer um desses elementos altera o perfil da operação.</p>
<p>Na carteira da Ágora para 10 de setembro, Embraer (EMBJ3), Copel (CPLE3) e PetroReconcavo (RECV3) entram no pregão como apostas de alta. Jalles Machado (JALL3), Dasa (DASA3) e Locaweb (LWSA3) aparecem no sentido contrário.</p>
<p>O maior retorno percentual previsto está em JALL3, com potencial bruto de aproximadamente 1,59%, enquanto CPLE3 oferece o menor risco percentual até o stop, ao redor de 0,69%. Em quatro das seis operações, a distância até o objetivo é exatamente duas vezes maior que a distância até o limite de perda.</p>
<p>São números que mostram o desenho da estratégia, não uma promessa de resultado. Para o investidor, o desempenho efetivo dependerá de o mercado acionar os respectivos gatilhos, da qualidade da execução e, sobretudo, do cumprimento dos limites estabelecidos para cada operação.</p>
<p><strong>Recomendações de compra</strong></p>
<p><strong>Embraer (EMBJ3):</strong> entrada em R$ 95,50; objetivo em R$ 96,84; stop em R$ 94,76.</p>
<p><strong>Copel (CPLE3):</strong> entrada em R$ 16,02; objetivo em R$ 16,24; stop em R$ 15,91.</p>
<p><strong>PetroReconcavo (RECV3):</strong> entrada em R$ 11,45; objetivo em R$ 11,61; stop em R$ 11,36.</p>
<p><strong>Recomendações de venda</strong></p>
<p><strong>Jalles Machado (JALL3):</strong> entrada em R$ 2,52; objetivo em R$ 2,48; stop em R$ 2,54.</p>
<p><strong>Dasa (DASA3):</strong> entrada em R$ 2,68; objetivo em R$ 2,64; stop em R$ 2,70.</p>
<p><strong>Locaweb (LWSA3):</strong> entrada em R$ 3,98; objetivo em R$ 3,92; stop em R$ 4,01.</p>
<p><strong>Fontes:</strong> Ágora Investimentos; B3; Embraer; Copel; PetroReconcavo; Jalles Machado; Dasa; Locaweb.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha com 7ª alta seguida nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, com Petrobras (PETR4) e</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-27-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 21:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1530472</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou esta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, aos 175.135,41 pontos, em alta de 0,31%, consolidando a sétima sessão consecutiva de valorização. O desempenho final, porém, escondeu um pregão de maior volatilidade do que a variação percentual sugere. O índice chegou a cair 0,53%, aos 173.660,79 pontos, e alcançou máxima de 175.557,63 pontos, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa fechou esta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, aos 175.135,41 pontos, em alta de 0,31%</strong>, consolidando a sétima sessão consecutiva de valorização. O desempenho final, porém, escondeu um pregão de maior volatilidade do que a variação percentual sugere. O índice chegou a cair 0,53%, aos 173.660,79 pontos, e alcançou máxima de 175.557,63 pontos, avanço de 0,56%, antes de terminar próximo da parte superior do intervalo diário. O volume financeiro negociado somou aproximadamente R$ 23,1 bilhões.</p>
<p>A principal sustentação veio da <strong>Petrobras (PETR4)</strong>, cujas ações preferenciais avançaram 3,02%, acompanhando a valorização internacional do petróleo e uma sequência de <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338680">notícias</a> corporativas e regulatórias favoráveis ao setor. A <strong>Vale (VALE3)</strong> também terminou no campo positivo, enquanto siderúrgicas tiveram desempenho forte. Na direção oposta, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil e BTG Pactual fecharam em queda, deixando claro que a sétima alta consecutiva do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338678">Ibovespa</a> não foi resultado de uma valorização uniforme da carteira.</p>
<p>A sequência positiva levou o índice a acumular ganho de aproximadamente <strong>5,3% desde o fechamento de 18 de agosto</strong>, quando estava nos 166,3 mil pontos. Ainda assim, agosto permanece negativo em cerca de 1,6%, uma combinação que ajuda a colocar o movimento recente em perspectiva: o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338681">mercado</a> recuperou uma parcela importante da deterioração registrada na primeira metade do mês, mas ainda não apagou completamente as perdas acumuladas.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) foi o principal suporte do Ibovespa</h2>
<p>A contribuição da Petrobras foi determinante para o sinal positivo do índice. <strong>PETR4 avançou 3,02%</strong>, enquanto as ações ordinárias PETR3 subiram 3%, em uma sessão na qual o petróleo voltou a incorporar prêmio geopolítico. O Brent fechou em alta de 1,82%, a US$ 88,52 por barril, enquanto o WTI avançou 1,58%, a US$ 83,53.</p>
<p>Além da alta da commodity, o setor recebeu uma sinalização relevante no campo tributário. A cobrança de <strong>12% de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto</strong>, estabelecida em julho pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, foi suspensa liminarmente pela Justiça Federal do Distrito Federal em ação apresentada pela Associação Brasileira de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338679">Empresas</a> de Exploração e Produção de Petróleo e Gás.</p>
<p>O movimento ocorreu no mesmo dia em que a Camex discutiu a continuidade da tributação, criada inicialmente por prazo determinado. Para empresas com parcela relevante da produção direcionada ao exterior, um imposto sobre exportações reduz diretamente a receita líquida obtida com cada barril vendido fora do país. Por isso, a suspensão da cobrança foi incorporada rapidamente à precificação dos papéis do setor.</p>
<p>A Petrobras também teve notícias próprias. A companhia informou o resgate antecipado de títulos globais com vencimento em janeiro de 2028, em uma operação de aproximadamente <strong>US$ 1 bilhão</strong>. A precificação está prevista para setembro, dentro da estratégia de administração do perfil da dívida.</p>
<p>Na frente operacional, a estatal e a Seatrium realizaram nesta quinta-feira, em Singapura, a cerimônia de batismo das plataformas <strong>P-80 e P-82</strong>, destinadas ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Cada unidade terá capacidade de produzir 225 mil barris de petróleo por dia. Somadas, acrescentam potencial de <strong>450 mil barris diários de capacidade instalada</strong> quando entrarem em produção, prevista para 2027.</p>
<h2>Petróleo transformou uma alta estreita em sétimo fechamento positivo</h2>
<p>A relevância da Petrobras para o resultado aparece quando o comportamento da estatal é comparado ao restante das principais blue chips. O mercado bancário, que normalmente possui influência considerável sobre o Ibovespa, trabalhou predominantemente contra a alta.</p>
<p>O <strong>Itaú Unibanco (ITUB4)</strong> recuou 0,89%, <strong>Santander Brasil (SANB11)</strong> caiu 0,87%, <strong>BTG Pactual (BPAC11)</strong> perdeu 0,61% e <strong>Bradesco (BBDC4)</strong> cedeu 0,35%. A exceção foi o <strong>Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, que avançou 2,31%.</p>
<p>Essa divergência é relevante para interpretar o fechamento. Um índice positivo acompanhado de quedas simultâneas em vários bancos de grande peso indica que a valorização foi concentrada em determinados grupos, principalmente petróleo, siderurgia e algumas ações específicas de tecnologia e consumo.</p>
<p>Em outras palavras, os 0,31% do Ibovespa não representam uma melhora homogênea das expectativas sobre todas as empresas brasileiras. O pregão teve rotação setorial importante, com capital buscando companhias beneficiadas por commodities, eventos corporativos ou teses específicas.</p>
<h2>Vale (VALE3) sobe apesar da queda do minério de ferro</h2>
<p>A <strong>Vale (VALE3)</strong> terminou o dia em alta de 0,84%, mesmo com comportamento desfavorável do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na bolsa chinesa de Dalian caiu 0,28%, enquanto a referência negociada em Singapura recuou 0,49%.</p>
<p>A divergência entre minério e ação mostra que o desempenho da Vale nesta quinta-feira não pode ser explicado exclusivamente pela commodity. Depois de uma forte recuperação acumulada nas sessões anteriores, os papéis conseguiram voltar ao campo positivo mesmo com um vetor externo ligeiramente negativo.</p>
<p>O desempenho foi mais forte entre as siderúrgicas. <strong>Gerdau (GGBR4)</strong> avançou 4,76%, <strong>CSN (CSNA3)</strong> ganhou 1,90% e <strong>Usiminas (USIM5)</strong> subiu 0,56%. A valorização das ações de maior peso do setor adicionou sustentação ao Ibovespa e ajudou a compensar a fraqueza dos bancos privados.</p>
<h2>Desemprego de 5,3% traz uma leitura ambígua para os juros</h2>
<p>O principal indicador macroeconômico doméstico do dia foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. A taxa de desemprego caiu para <strong>5,3% no trimestre encerrado em julho</strong>, ante 5,8% no trimestre terminado em abril e 5,6% no mesmo período de 2025.</p>
<p>A população ocupada chegou a <strong>103,3 milhões de pessoas</strong>, enquanto o número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, ambos em níveis historicamente elevados. A massa real de rendimentos chegou a R$ 383,5 bilhões.</p>
<p>Para a atividade econômica, os números são positivos. Para a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338676">política</a> monetária, entretanto, a interpretação é menos linear. Um mercado de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338713">trabalho</a> aquecido sustenta renda, consumo e capacidade das empresas de reajustar preços, fatores observados de perto pelo Banco Central na avaliação da inflação de serviços.</p>
<p>Isso cria uma tensão importante para os ativos brasileiros. A Bolsa tende a se beneficiar da perspectiva de juros menores, mas indicadores econômicos muito fortes podem reduzir a velocidade esperada de flexibilização monetária. O dado de emprego, portanto, fortalece a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338712">economia</a> real ao mesmo tempo em que exige cautela de quem aposta em uma queda mais rápida da Selic.</p>
<h2>Dólar sobe mesmo com Ibovespa no campo positivo</h2>
<p>O mercado de câmbio também mostrou que a leitura dos ativos brasileiros não foi inteiramente direcionada para maior tomada de risco. O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338677">dólar</a> comercial terminou próximo de <strong>R$ 5,16</strong>, com valorização de aproximadamente 0,2% diante do real.</p>
<p>Bolsa e dólar podem subir simultaneamente quando os vetores que movimentam cada mercado são diferentes. Nesta quinta, a B3 recebeu suporte específico de Petrobras, petróleo e ações de tecnologia, enquanto a moeda americana acompanhou seu fortalecimento diante de diferentes divisas emergentes.</p>
<p>Essa configuração reforça a percepção de que não houve uma redução generalizada do prêmio de risco brasileiro. Se esse fosse o principal movimento do dia, seria mais provável observar simultaneamente Bolsa em alta, dólar em queda e fechamento consistente dos juros futuros.</p>
<h2>Wall Street ajuda após balanço da Nvidia</h2>
<p>O cenário externo tornou-se mais favorável ao longo da sessão. Nos Estados Unidos, o <strong>Nasdaq avançou 1,57%</strong>, o <strong>S&amp;P 500 ganhou 0,72%</strong> e o <strong>Dow Jones subiu 0,20%</strong>, com as ações de tecnologia reagindo ao resultado e às projeções divulgadas pela Nvidia.</p>
<p>A melhora de Wall Street ajudou o Ibovespa principalmente na parte final do pregão, quando o índice conseguiu se afastar das mínimas e consolidar a sétima alta consecutiva.</p>
<p>No Brasil, esse movimento apareceu diretamente em <strong>Totvs (TOTS3)</strong>, que avançou 6,41% e terminou entre as principais valorizações da carteira. A correlação não é mecânica, mas sessões de forte procura por tecnologia nos Estados Unidos tendem a melhorar a disposição dos investidores para ativos de crescimento também em outros mercados.</p>
<p>A próxima referência externa será a comunicação do Federal Reserve. Os investidores procuram novas indicações sobre inflação, atividade econômica e trajetória dos juros americanos, justamente em um momento em que os rendimentos dos Treasuries continuam exercendo influência elevada sobre mercados emergentes.</p>
<h2>Banco do Brasil (BBAS3) descola dos bancos privados</h2>
<p>Entre as instituições financeiras, o destaque foi o <strong>Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, com alta de 2,31%, movimento contrário ao observado em Itaú, Bradesco, Santander e BTG.</p>
<p>O setor segue especialmente sensível à qualidade das carteiras de crédito e à inadimplência do <a class="wpil_keyword_link" title="Agronegócio" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338682">agronegócio</a>. O Banco do Brasil possui exposição relevante ao segmento rural e sofreu forte pressão do mercado em momentos recentes diante da deterioração dos indicadores de crédito.</p>
<p>A reação do papel nesta quinta ocorreu em um ambiente no qual o mercado acompanha programas de reestruturação de dívidas rurais e possíveis sinais de estabilização da inadimplência. Para o BB, a evolução dessa carteira continuará sendo uma das variáveis mais importantes para determinar provisões, rentabilidade e capacidade de crescimento do crédito nos próximos trimestres.</p>
<h2>Totvs (TOTS3) sobe 6,41% e C&amp;A (CEAB3) avança 3,69%</h2>
<p>Entre os movimentos individuais, <strong>Totvs (TOTS3)</strong> ganhou 6,41%, enquanto <strong>C&amp;A Modas (CEAB3)</strong> avançou 3,69%. A varejista havia apresentado ao mercado um novo ciclo estratégico, incluindo a previsão de abertura de 60 a 80 lojas e reformas de 100 a 120 unidades até 2030.</p>
<p>Na ponta negativa, <strong>Hypera (HYPE3)</strong> recuou 3,45% e <strong>Minerva (BEEF3)</strong> caiu 3,17%, em movimentos de realização após valorizações anteriores. Fora do Ibovespa, a volatilidade foi ainda maior: <strong>Braskem (BRKM5)</strong> disparou quase 20% após o aumento do limite de crédito comercial com a Petrobras, enquanto <strong>Oncoclínicas (ONCO3)</strong> despencou mais de 28% em meio à reavaliação do mercado sobre a OPA determinada pela Comissão de Valores Mobiliários.</p>
<p>A dispersão reforça a característica do pregão: embora o Ibovespa tenha variado apenas 0,31%, houve movimentos de dois dígitos em empresas envolvidas em eventos societários e financeiros específicos.</p>
<h2>Sete altas recuperam 5,3%, mas agosto ainda está negativo</h2>
<p>A sequência iniciada em 19 de agosto levou o Ibovespa dos <strong>166.335 pontos registrados no fechamento do dia 18 para 175.135 pontos nesta quinta-feira</strong>, uma recuperação de aproximadamente 5,3%. O movimento veio depois de 11 sessões consecutivas de queda, período no qual a Bolsa brasileira acumulou uma deterioração relevante.</p>
<p>Apesar da reação, o índice ainda registra perda aproximada de <strong>1,6% em agosto</strong>. Esse contraste é importante para separar recuperação de reversão estrutural. A sequência de sete altas mostra que compradores voltaram ao mercado e que a pressão vendedora observada no início do mês diminuiu, mas o saldo mensal continua negativo.</p>
<p>O próximo teste será a capacidade do Ibovespa de preservar a região dos 175 mil pontos sem depender exclusivamente de Petrobras, Vale ou eventos específicos. Uma recuperação tecnicamente mais consistente tende a exigir melhora mais disseminada entre bancos, consumo, indústria e empresas ligadas à economia doméstica.</p>
<p>O <strong>Ibovespa encerra, assim, 27 de agosto de 2026 aos 175.135,41 pontos, com alta de 0,31%</strong>, completando sua sétima valorização consecutiva. Petrobras e siderúrgicas foram os principais pilares da sessão, Wall Street forneceu apoio externo e a força do mercado de trabalho brasileiro adicionou uma nova variável à discussão sobre juros. O índice recuperou mais de 5% desde a mínima sequência de agosto, mas o desempenho do mês ainda mostra que a batalha entre recuperação e consolidação permanece aberta.</p>
<p>Acompanhe o <strong><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank">IBOVESPA HOJE</a></span></strong></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Klabin (KLBN11) lidera compras e Rumo (RAIL3) entra na lista de vendas da Ágora</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-klabin-rumo-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[Itaúsa]]></category>
		<category><![CDATA[Klabin]]></category>
		<category><![CDATA[MBRF]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[rumo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1530303</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Klabin (KLBN11) aparece como uma das principais apostas de compra para operações de day trade nesta quinta-feira, 27 de agosto, enquanto a Rumo (RAIL3) está entre as indicações de venda da Ágora Investimentos. A estratégia reúne seis ações e estabelece, para cada papel, preço de entrada, objetivo e stop loss, estrutura usada para delimitar [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Klabin (KLBN11)</strong> aparece como uma das principais apostas de compra para operações de <strong>day trade nesta quinta-feira, 27 de agosto</strong>, enquanto a <strong>Rumo (RAIL3)</strong> está entre as indicações de venda da Ágora Investimentos. A estratégia reúne seis ações e estabelece, para cada papel, preço de entrada, objetivo e <em>stop loss</em>, estrutura usada para delimitar antecipadamente o potencial de ganho e a perda máxima planejada.</p>
<p>Na ponta compradora, a carteira inclui Klabin, <strong>MBRF (MBRF3)</strong> e <strong>Prio (PRIO3)</strong>. Do lado vendedor, aparecem <strong>Brava Energia (BRAV3)</strong>, <strong>Itaúsa (ITSA4)</strong> e Rumo. Os ganhos potenciais informados ficam entre <strong>1,37% e 1,47%</strong>, considerando a diferença entre os pontos de entrada e os objetivos definidos pela análise gráfica.</p>
<p>A indicação de maior retorno percentual é a venda de Brava Energia, com potencial de 1,47%. Entre as compras, a MBRF lidera por margem estreita, com 1,45%, seguida pela Klabin, com 1,44%, e pela Prio, com 1,43%.</p>
<p>O ponto central da estratégia, porém, não está apenas no percentual projetado. A comparação entre objetivo e <em>stop</em> mostra que as seis operações apresentam <strong>relação potencial entre ganho e risco superior a 1,8 vez</strong>. Isso significa que, nos níveis indicados, o lucro buscado é significativamente maior do que a perda delimitada pelo <em>stop</em>.</p>
<h2>Klabin tem alvo em R$ 19,02</h2>
<p>Para KLBN11, a Ágora estabelece entrada em <strong>R$ 18,75</strong> e objetivo em <strong>R$ 19,02</strong>. A diferença de R$ 0,27 por <em>unit</em> representa potencial de valorização de aproximadamente <strong>1,44%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> foi colocado em R$ 18,62, ou R$ 0,13 abaixo da entrada. Considerando apenas esses níveis, a relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente <strong>2,08 para 1</strong>. É a melhor assimetria entre as seis operações listadas.</p>
<p>A Klabin encerrou o pregão anterior a R$ 18,71. Portanto, o gatilho de entrada sugerido está quatro centavos acima do fechamento de quarta-feira. Como ocorre em operações de curtíssimo prazo, a recomendação depende de o ativo efetivamente atingir o preço de entrada durante a sessão. Se o papel saltar diretamente para níveis acima do objetivo, a estratégia deixa de ter a mesma relação de risco e retorno.</p>
<p>O pano de fundo operacional da companhia é relevante, embora não seja o determinante de uma indicação de <em>day trade</em>. No segundo trimestre de 2026, a Klabin registrou <strong>receita líquida consolidada de R$ 5,2 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 2 bilhões</strong>, com margem de 38%. O volume total de vendas, excluindo madeira, chegou a 1,018 milhão de toneladas.</p>
<p>A companhia também encerrou o trimestre com <strong>alavancagem em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338648">dólar</a> de 3,2 vezes</strong> e anunciou programa de recompra de até <strong>31,25 milhões de units</strong>. Esses fatores podem contribuir para liquidez e interesse do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338647">mercado</a> pelo papel, mas não substituem o gatilho gráfico definido para a operação desta quinta-feira.</p>
<h2>MBRF e Prio completam as compras</h2>
<p>A MBRF3 tem entrada sugerida em <strong>R$ 18,60</strong> e objetivo em <strong>R$ 18,87</strong>, diferença de R$ 0,27 por ação. O ganho potencial é de <strong>1,45%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 18,46, deixando risco de R$ 0,14 por papel. A relação entre o ganho procurado e o risco indicado fica perto de <strong>1,93 vez</strong>.</p>
<p>No caso da Prio, a estratégia estabelece entrada a <strong>R$ 60,91</strong> e objetivo de <strong>R$ 61,78</strong>. São R$ 0,87 de valorização potencial por ação, equivalentes a aproximadamente <strong>1,43%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> de PRIO3 está em R$ 60,43, ou R$ 0,48 abaixo da entrada. A relação entre objetivo e risco é de cerca de <strong>1,81 vez</strong>.</p>
<p>Os números revelam uma característica comum às três compras. A estratégia não procura movimentos extensos no preço, mas oscilações relativamente curtas dentro do mesmo pregão. É justamente esse perfil que diferencia <em>day trade</em> de uma tese de investimento baseada em resultados, geração de caixa, <em>valuation</em> ou dividendos.</p>
<h2>Brava lidera a lista de vendas</h2>
<p>Na ponta vendedora, Brava Energia apresenta o maior retorno percentual projetado da carteira. A entrada está em <strong>R$ 17,68</strong>, com objetivo de <strong>R$ 17,42</strong>.</p>
<p>Como se trata de uma venda, o ganho ocorre caso a cotação caia após a abertura da posição. A diferença entre entrada e objetivo é de R$ 0,26, equivalente a <strong>1,47%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 17,82. Assim, o risco delimitado é de R$ 0,14 por ação. A relação entre ganho potencial e risco fica em aproximadamente <strong>1,86 vez</strong>.</p>
<p>Itaúsa aparece com entrada em <strong>R$ 12,87</strong> e alvo em <strong>R$ 12,69</strong>, movimento de R$ 0,18 ou 1,40%. O <em>stop</em>, em R$ 12,97, representa risco de R$ 0,10. A relação entre ganho e risco é de <strong>1,8 vez</strong>.</p>
<h2>Rumo pode cair até R$ 14,35, segundo estratégia</h2>
<p>Para RAIL3, a Ágora indica venda a <strong>R$ 14,55</strong> e objetivo em <strong>R$ 14,35</strong>. A queda projetada é de R$ 0,20 por ação, ou aproximadamente <strong>1,37%</strong>.</p>
<p>O <em>stop</em> está em R$ 14,66, onze centavos acima do ponto de entrada. Com isso, a relação entre ganho potencial e risco é de aproximadamente <strong>1,82 vez</strong>.</p>
<p>A recomendação de venda deve ser entendida dentro do horizonte específico da operação. Uma indicação de <em>short</em> para o pregão não equivale necessariamente a uma avaliação negativa sobre a empresa no médio ou longo prazo.</p>
<p>A Rumo possui <strong>1,858 bilhão de ações ordinárias</strong>, segundo sua estrutura acionária atualizada em agosto. Desse total, aproximadamente <strong>75,69% está em circulação no mercado</strong>. A Cosan permanece como principal acionista, com participação de 20,33%.</p>
<p>A companhia também mantém <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338646">política</a> de distribuição de dividendos e informou pagamento previsto para novembro de 2026 relativo ao resultado de 2025. Esses elementos pertencem à análise societária e fundamentalista, enquanto o <em>trade</em> proposto para esta quinta-feira procura capturar apenas um movimento intradiário de preço.</p>
<p>Essa separação é importante porque um investidor pode manter uma visão positiva sobre uma empresa no longo prazo e, simultaneamente, identificar uma configuração técnica de queda para algumas horas. Os horizontes, métricas e riscos são diferentes.</p>
<h2>Relação risco-retorno favorece Klabin</h2>
<p>Uma comparação direta mostra que <strong>KLBN11 apresenta a maior relação entre alvo e stop</strong> entre as recomendações do dia.</p>
<p>Na Klabin, a proporção calculada é de <strong>2,08 vezes</strong>. Na MBRF, 1,93 vez. Brava Energia aparece com 1,86 vez, seguida por Rumo, com 1,82, Prio, com 1,81, e Itaúsa, com 1,80.</p>
<p>Essa comparação permite interpretar a carteira além do retorno percentual divulgado. A Brava oferece o maior ganho percentual projetado, de 1,47%, mas a <strong>Klabin apresenta melhor relação entre o que se busca ganhar e o que se aceita perder</strong> entre os níveis técnicos indicados.</p>
<p>Ainda assim, uma boa assimetria matemática não garante resultado positivo. Preços podem abrir com <em>gaps</em>, ordens podem ser executadas em níveis diferentes dos planejados e movimentos rápidos podem aumentar o chamado <em>slippage</em> — diferença entre o preço esperado e o preço efetivamente executado.</p>
<p>A própria mecânica do <em>day trade</em> exige atenção à liquidez, tamanho da posição e disciplina de saída. Quanto maior a alavancagem, maior o impacto financeiro de pequenas variações de preço.</p>
<h2>Gatilho precisa ser respeitado</h2>
<p>As operações são válidas apenas para esta quinta-feira e dependem do atingimento do preço de entrada. Essa condição evita transformar uma estratégia calculada para determinado intervalo em uma compra ou venda feita a qualquer preço.</p>
<p>Se uma ação abrir acima do objetivo de uma compra, por exemplo, entrar no papel naquele momento eliminaria a margem originalmente projetada. O mesmo raciocínio vale para uma venda quando a cotação já tiver caído abaixo do alvo antes da execução.</p>
<p>O <em>stop</em> também só passa a fazer sentido depois que a operação é efetivamente aberta. Antes disso, ele é apenas um nível condicional dentro da estratégia.</p>
<p>Outro ponto é que os retornos apresentados são brutos. Custos, emolumentos, tributação e eventuais diferenças de execução podem reduzir o resultado líquido do investidor.</p>
<p>A Ágora alerta em seus próprios materiais que <strong>operações de day trade envolvem riscos significativos</strong> e podem não ser adequadas a todos os perfis. Em operações alavancadas, a perda pode consumir rapidamente o capital destinado à estratégia.</p>
<h2>O que acompanhar no pregão desta quinta-feira</h2>
<p>O teste da carteira começa com a abertura efetiva dos seis gatilhos. KLBN11 precisa negociar a <strong>R$ 18,75</strong> para ativar a compra nos termos definidos; MBRF3, a R$ 18,60; e PRIO3, a R$ 60,91.</p>
<p>Nas vendas, BRAV3 precisa atingir <strong>R$ 17,68</strong>, ITSA4, R$ 12,87, e RAIL3, R$ 14,55.</p>
<p>Depois disso, o mercado decidirá se os papéis caminham para os objetivos ou para os <em>stops</em>. É essa sequência — entrada, alvo e proteção — que permite avaliar a eficiência da estratégia ao final do pregão.</p>
<p>Entre todas as recomendações, a <strong>Klabin inicia o dia com a melhor assimetria calculada entre objetivo e stop</strong>, enquanto Brava Energia oferece o maior retorno percentual projetado. O fechamento desta quinta-feira mostrará quantos dos seis gatilhos foram acionados, quais objetivos foram alcançados e se a vantagem matemática prevista pela carteira se converteu em resultado efetivo.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saída de estrangeiros da B3 chega a R$ 20,5 bilhões e preocupa mercado</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/saida-estrangeiros-b3-20-bilhoes-ibovespa-jp-morgan</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[JP Morgan]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529879</guid>

					<description><![CDATA[<p>A retirada de investidores estrangeiros da bolsa brasileira ganhou dimensão histórica em agosto de 2026. Até o dia 18, o saldo negativo de capital externo acumulava aproximadamente R$ 20,5 bilhões, colocando o mês como o terceiro maior episódio de saída de recursos da B3 desde 2008, atrás apenas de fevereiro e março de 2020, período [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A retirada de investidores estrangeiros da bolsa brasileira ganhou dimensão histórica em agosto de 2026. Até o dia 18, o saldo negativo de capital externo acumulava aproximadamente <strong>R$ 20,5 bilhões</strong>, colocando o mês como o terceiro maior episódio de saída de recursos da B3 desde 2008, atrás apenas de fevereiro e março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19 e por uma liquidação generalizada de ativos de risco. O movimento chama atenção não apenas pelo volume absoluto, mas também pela intensidade em relação ao tamanho do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338460">mercado</a> acionário brasileiro, o que levou o JP Morgan a classificar o atual episódio entre os chamados períodos de “saída extrema” de investidores estrangeiros.</p>
<p>O fluxo ganhou força em 11 de agosto, quando estrangeiros retiraram cerca de <strong>R$ 4,72 bilhões da B3 em um único pregão</strong>, provocando uma das maiores movimentações diárias dos últimos anos. Naquela sessão, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338456">Ibovespa</a> recuou aproximadamente 2,5% e retornou à região dos 167 mil pontos, refletindo uma combinação de redução de exposição ao Brasil, juros elevados, deterioração das condições de crédito e aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Desde então, mais de R$ 13 bilhões adicionais deixaram o mercado acionário brasileiro, ampliando um movimento que passou a ser acompanhado de perto por gestores, bancos e investidores institucionais.</p>
<p>O levantamento do JP Morgan mostra que episódios dessa magnitude são raros. Desde 2008, houve apenas nove meses nos quais a relação entre o fluxo líquido de estrangeiros e a capitalização do mercado brasileiro caiu abaixo de <strong>-0,3%</strong>. Em agosto de 2026, essa proporção chegou a aproximadamente <strong>-0,42%</strong>, nível comparável a períodos de forte estresse financeiro, ainda que inferior aos -0,77% registrados em março de 2020. A magnitude desse indicador é relevante porque permite comparar diferentes momentos da Bolsa sem depender exclusivamente dos valores nominais movimentados, que naturalmente aumentam à medida que o mercado cresce.</p>
<h2>Histórico indica que pressão pode continuar nos próximos meses</h2>
<p>A principal conclusão do estudo do JP Morgan não está apenas no tamanho das retiradas observadas em agosto, mas no comportamento do fluxo após episódios semelhantes. Em <strong>oito dos nove casos identificados desde 2008</strong>, o saldo de investidores estrangeiros permaneceu negativo nos três meses seguintes ao momento de saída extrema. O padrão sugere que a reversão desse tipo de movimento costuma ser gradual, especialmente quando a redução de posições está associada a fatores macroeconômicos e não a eventos isolados de mercado.</p>
<p>A análise, entretanto, não significa que os resgates continuarão no mesmo ritmo observado nas primeiras semanas de agosto. O próprio banco admite que parte substancial das vendas pode já ter sido realizada e que o movimento mais intenso de redução de exposição pode estar próximo do fim. Essa distinção é importante: um mercado pode permanecer com fluxo mensal negativo mesmo depois de desaparecerem as sessões com retiradas bilionárias, caso o saldo continue sendo pressionado por vendas menores e recorrentes. Nesse cenário, a pressão marginal sobre os preços tende a diminuir, permitindo estabilização ou recuperação de determinados ativos mesmo antes da volta efetiva do capital estrangeiro.</p>
<p>A trajetória do Ibovespa até agora reforça essa possibilidade. Embora o fluxo registrado em agosto esteja entre os mais negativos das últimas duas décadas, o índice apresentou uma correção relativamente menor do que aquela observada historicamente em situações comparáveis. Nos nove episódios extremos analisados pelo JP Morgan desde 2008, a queda média mensal do Ibovespa foi de <strong>11,3%</strong>, enquanto a mediana ficou em 8,4%. Quando são excluídos outubro de 2008 e março de 2020, dois períodos marcados por crises sistêmicas globais, a perda média cai para 6,7%, ainda acima da desvalorização próxima de 5,7% observada no mercado brasileiro durante agosto de 2026 no período analisado.</p>
<h2>Bolsa absorve saída de capital melhor que em crises anteriores</h2>
<p>A diferença entre o tamanho do fluxo negativo e a reação do índice é um dos elementos mais relevantes do atual cenário. Em outros episódios de retirada excepcional de estrangeiros, a pressão vendedora produziu quedas significativamente maiores no mercado acionário brasileiro. Em outubro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o Ibovespa perdeu aproximadamente 24,8%. Em março de 2020, quando a pandemia paralisou economias e provocou uma corrida global por liquidez, a desvalorização chegou a quase 30% no mês.</p>
<p>O comportamento de 2026 é consideravelmente diferente. Mesmo diante de uma retirada de capital classificada como extrema, o mercado demonstrou maior capacidade de absorção, o que pode estar relacionado à participação mais relevante de investidores locais, à recomposição de posições por fundos domésticos, às avaliações já descontadas de determinadas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338459">empresas</a> e à própria estrutura setorial do índice. O desempenho relativamente mais resistente não elimina o risco de novas correções, mas sugere que o efeito mecânico da saída estrangeira sobre os preços pode ser menor do que em momentos de crise sistêmica.</p>
<p>Outro fator ajuda a explicar a intensidade do movimento atual: os investidores internacionais entraram em 2026 com uma exposição elevada ao Brasil. No primeiro trimestre, o fluxo estrangeiro destinado à Bolsa atingiu aproximadamente <strong>R$ 53,4 bilhões</strong>, um dos maiores volumes trimestrais já registrados e inferior apenas ao observado nos primeiros três meses de 2022. A forte entrada criou uma base de posições suficientemente grande para permitir uma reversão igualmente expressiva quando as condições de mercado se deterioraram.</p>
<p>Esse comportamento é típico de mercados emergentes. Quando o ambiente global favorece ativos de risco, países como o Brasil podem receber rapidamente grandes volumes de recursos de fundos internacionais. Na direção oposta, mudanças na percepção sobre juros, crescimento, risco fiscal ou condições financeiras globais podem provocar uma redução igualmente acelerada das posições. Parte da retirada observada em agosto, portanto, pode ser interpretada como uma correção de um posicionamento que havia se tornado excepcionalmente elevado no começo do ano.</p>
<h2>Rebaixamento do Brasil pelo JP Morgan agravou mudança de posicionamento</h2>
<p>O próprio JP Morgan esteve entre os agentes que contribuíram para a mudança de percepção sobre o mercado brasileiro ao reduzir sua recomendação para o país de <strong>“compra” para “neutra”</strong>. Entre os argumentos apresentados pelo banco estavam a deterioração das condições de crédito doméstico, a perspectiva de juros elevados por um período mais longo e o aumento das incertezas com a aproximação das eleições presidenciais de 2026.</p>
<p>Mudanças de recomendação feitas por grandes bancos internacionais não provocam automaticamente vendas no mercado, mas influenciam a construção de portfólios de gestores globais que distribuem recursos entre diferentes países e classes de ativos. Quando a recomendação relativa de um mercado é reduzida, fundos que utilizam índices de referência ou estratégias de alocação regional podem diminuir a exposição ao país, especialmente quando a mudança coincide com um ambiente internacional menos favorável.</p>
<p>Esse componente externo ganhou relevância nas últimas semanas com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338458">dólar</a>. Juros mais elevados nas economias desenvolvidas aumentam a competição pelo capital internacional porque tornam ativos de menor risco relativamente mais atraentes. Para o investidor estrangeiro, a decisão de manter recursos no Brasil depende da diferença entre o retorno esperado das ações brasileiras e aquele oferecido por títulos públicos americanos, bolsas desenvolvidas e outros mercados emergentes.</p>
<h2>Eleições não explicam, isoladamente, retirada de estrangeiros</h2>
<p>Apesar da aproximação das eleições de 2026 aumentar a atenção sobre o risco político brasileiro, o histórico analisado pelo JP Morgan não aponta uma relação direta entre períodos eleitorais e saída de investidores estrangeiros. Nas quatro eleições anteriores consideradas pelo banco, o fluxo foi positivo nos três meses que antecederam as votações. Após os pleitos, a entrada de recursos também prevaleceu na maior parte dos casos, com exceção de 2018.</p>
<p>Os dados sugerem que a eleição, isoladamente, não é suficiente para explicar o atual movimento. O calendário político pode elevar a volatilidade à medida que os investidores passam a incorporar às projeções diferentes cenários para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338457">política</a> fiscal, dívida pública, reformas, composição do governo e orientação econômica. No entanto, a intensidade das retiradas observadas em agosto parece estar associada a uma combinação mais ampla de fatores, incluindo condições globais de liquidez, juros internacionais, desempenho do dólar e percepção sobre o crédito doméstico.</p>
<p>Essa leitura é relevante porque modifica a forma como o mercado deve interpretar o fluxo estrangeiro daqui para frente. Caso as saídas fossem predominantemente eleitorais, a expectativa de reversão dependeria principalmente da redução da incerteza política. Se, como indica o relatório, a origem do movimento estiver distribuída entre diferentes fatores domésticos e internacionais, a recuperação do fluxo exigirá uma melhora mais ampla das condições financeiras.</p>
<h2>Próximas semanas serão decisivas para avaliar se pressão perdeu força</h2>
<p>O comportamento dos investidores estrangeiros continuará entre as principais variáveis para o Ibovespa nas próximas semanas. Uma desaceleração consistente das retiradas poderá indicar que o processo mais agressivo de redução de posições foi concluído, reduzindo a pressão sobre ações que sofreram fortes vendas durante agosto. Uma volta efetiva dos aportes, por sua vez, dependeria de uma combinação de fatores como redução dos rendimentos internacionais, melhora da percepção de risco doméstico e maior previsibilidade para a trajetória econômica brasileira.</p>
<p>O cenário oposto permanece como risco relevante. Se os investidores estrangeiros mantiverem uma retirada próxima ao ritmo observado nas primeiras semanas de agosto, a resistência demonstrada pelo mercado poderá ser novamente testada. A diferença em relação aos episódios mais graves do passado é que, até agora, a Bolsa brasileira não apresentou uma desvalorização compatível com a magnitude da fuga de recursos, sugerindo que existe demanda local suficiente para absorver ao menos parte das posições vendidas.</p>
<p>Agosto de 2026, portanto, combina dois movimentos aparentemente contraditórios. De um lado, a B3 registra a <strong>terceira maior saída mensal de investidores estrangeiros desde 2008</strong>, com aproximadamente R$ 20,5 bilhões retirados até o dia 18. De outro, o Ibovespa apresenta uma correção inferior à média histórica dos períodos classificados como extremos pelo JP Morgan. A capacidade de sustentação do índice será determinante para definir se o episódio atual ficará caracterizado principalmente como uma forte reorganização de posições ou se representará o início de um período mais prolongado de redução da exposição internacional ao mercado brasileiro.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha aos 167.888 pontos nesta quinta, 20/08/26, com Petrobras (PETR4) limitando pressão dos juros</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-20-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa fechamento]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Treasuries]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529848</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou a quinta-feira, 20 de agosto de 2026, praticamente estável, aos 167.888,99 pontos, com alta de aproximadamente 0,04%, depois de uma sessão marcada por forte oscilação entre o avanço das ações ligadas a commodities e a deterioração das condições financeiras ao longo da tarde. O principal índice da B3 chegou a superar os [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Ibovespa fechou a quinta-feira, 20 de agosto de 2026, praticamente estável</strong>, aos <strong>167.888,99 pontos</strong>, com alta de aproximadamente <strong>0,04%</strong>, depois de uma sessão marcada por forte oscilação entre o avanço das ações ligadas a commodities e a deterioração das condições financeiras ao longo da tarde. O principal índice da B3 chegou a superar os 169 mil pontos e avançou mais de 1% na máxima intradiária, mas perdeu quase todo o ganho à medida que os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos voltaram a subir e a curva de juros brasileira acompanhou o movimento. A valorização da <strong>Petrobras (PETR4)</strong> foi decisiva para evitar um fechamento negativo, enquanto ações mais sensíveis ao custo do crédito ficaram entre as principais pressões sobre a carteira.</p>
<p>O resultado deixou o índice muito próximo dos <strong>167.830,27 pontos registrados na quarta-feira (19)</strong>, quando havia subido 0,90% e interrompido uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda. A estabilidade desta quinta, entretanto, não significa ausência de volatilidade. Pelo contrário: o comportamento intradiário mostrou que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338450">mercado</a> brasileiro ainda enfrenta dificuldade para transformar a recuperação da sessão anterior em um movimento mais consistente. A alta observada pela manhã foi sustentada inicialmente por Petrobras e outras <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338451">empresas</a> expostas a commodities, mas perdeu força à medida que o ambiente externo voltou a exigir prêmio de risco maior dos investidores.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) impede fechamento negativo do Ibovespa</h2>
<p>A <strong>Petrobras (PETR4)</strong> teve uma das maiores contribuições positivas para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338453">Ibovespa</a> no pregão. Os papéis da estatal acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, em uma sessão na qual as tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar a percepção de risco sobre a oferta global da commodity. Como Petrobras ocupa posição relevante na carteira teórica e está entre os ativos de maior liquidez da B3, variações de PETR3 e PETR4 possuem capacidade significativa de alterar o comportamento agregado do índice.</p>
<p>O efeito positivo da estatal ganhou ainda mais importância porque ocorreu em uma sessão de dispersão acentuada entre os setores. Enquanto empresas relacionadas a petróleo, proteína animal e algumas exportadoras encontraram suporte, companhias mais dependentes das condições financeiras domésticas foram pressionadas pela abertura dos juros futuros. Na prática, o Ibovespa terminou próximo da estabilidade porque a valorização de algumas ações de peso compensou a queda de um número maior de papéis com participação individual menor no índice.</p>
<p>A alta do petróleo funcionou como um vetor específico para Petrobras. O mercado internacional voltou a incorporar um prêmio geopolítico diante do aumento das tensões envolvendo Washington e Teerã, cenário que mantém sob monitoramento as rotas de escoamento do Oriente Médio e o risco de restrições à oferta. Para companhias de exploração e produção, preços mais elevados do barril tendem a melhorar as expectativas de geração de caixa, embora o impacto sobre as ações dependa também de câmbio, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338449">política</a> de preços, investimentos e percepção de risco corporativo.</p>
<h2>Treasuries voltam a dominar a precificação de risco</h2>
<p>O principal fator responsável pela perda de força do Ibovespa ao longo da tarde veio novamente do mercado de títulos públicos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, os rendimentos dos Treasuries haviam recuado após o Departamento do Tesouro americano anunciar uma ampliação das operações de recompra de títulos de prazo mais longo, movimento que inicialmente melhorou a liquidez e reduziu as taxas negociadas no mercado secundário. Nesta quinta, parte desse alívio foi revertida, recolocando os juros americanos entre os principais vetores da precificação global de ativos.</p>
<p>A partir de <strong>9 de setembro</strong>, o limite das operações de suporte à liquidez nos segmentos de dez a 20 anos e de 20 a 30 anos passará de <strong>US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação</strong>. A medida está prevista para permanecer em vigor até 4 de novembro, quando haverá nova revisão trimestral. O programa faz parte da administração da dívida pública conduzida pelo Tesouro americano e não deve ser confundido com uma decisão de política monetária do Federal Reserve. Ainda assim, qualquer alteração relevante na liquidez ou nos rendimentos desses títulos produz efeitos sobre praticamente todas as classes de ativos globais.</p>
<p>Para mercados emergentes, a transmissão ocorre principalmente pelo custo de oportunidade. Quando os Treasuries oferecem taxas mais elevadas, investidores podem obter remuneração maior em ativos considerados de menor risco, o que reduz a atratividade relativa de ações, títulos e moedas de países como o Brasil. Esse movimento pode provocar ajustes simultâneos em Bolsa, câmbio e curva de juros, especialmente em momentos nos quais o ambiente doméstico já exige prêmio elevado por causa de incertezas fiscais, políticas ou eleitorais.</p>
<h2>Dólar e juros confirmam deterioração do ambiente à tarde</h2>
<p>A mudança de humor ao longo do pregão também apareceu no mercado de câmbio. A <strong>PTAX de fechamento calculada pelo Banco Central ficou em R$ 5,1856 para compra e R$ 5,1862 para venda</strong>, acima dos R$ 5,1708 e R$ 5,1714 registrados na sessão anterior. A valorização da moeda americana foi consistente com o aumento da demanda por proteção observado à tarde e com a recuperação dos rendimentos dos títulos americanos.</p>
<p>A PTAX não corresponde necessariamente à última cotação negociada no mercado à vista. Ela é calculada pelo Banco Central a partir de consultas realizadas com participantes do mercado em diferentes janelas ao longo do dia e é utilizada como referência para contratos, demonstrações financeiras e operações cambiais. Na primeira parcial desta quinta-feira, o BC registrou R$ 5,1826 para compra e R$ 5,1832 para venda. Na segunda, as taxas subiram para R$ 5,1929 e R$ 5,1935, respectivamente, antes de recuar nas consultas seguintes e resultar na taxa final.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os juros futuros brasileiros avançaram, ampliando a pressão sobre ações com maior duração financeira. Em termos de valuation, uma elevação das taxas utilizadas para descontar fluxos de caixa futuros reduz o valor presente dos lucros projetados pelas empresas. Esse efeito tende a ser mais intenso em companhias cujo desempenho depende de crescimento futuro, financiamento recorrente ou consumo financiado, razão pela qual varejistas, construtoras, empresas de saúde e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338452">negócios</a> mais alavancados costumam reagir com maior intensidade às oscilações da curva.</p>
<h2>Vamos (VAMO3), Hapvida (HAPV3) e Magazine Luiza (MGLU3) recuam</h2>
<p>Entre as ações de pior desempenho no fechamento, <strong>Vamos (VAMO3)</strong> figurou entre as principais quedas do Ibovespa, acompanhada por <strong>Hapvida (HAPV3)</strong>, <strong>CSN Mineração (CMIN3)</strong>, <strong>Magazine Luiza (MGLU3)</strong> e <strong>Cury (CURY3)</strong>. Embora cada companhia possua fatores próprios, a composição das perdas mostra uma predominância de empresas mais sensíveis ao custo de capital, ao crédito ou às condições da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338455">economia</a> doméstica.</p>
<p>Na direção oposta, <strong>Minerva (BEEF3)</strong> esteve entre as maiores altas do pregão, ao lado de <strong>Marcopolo (POMO4)</strong>, <strong>SLC Agrícola (SLCE3)</strong> e <strong>MBRF (MBRF3)</strong>. A performance positiva dessas empresas, somada ao peso de Petrobras, ajudou a impedir que a deterioração de outros setores levasse o índice ao campo negativo.</p>
<p>Essa dispersão entre ações reforça a importância de observar o Ibovespa além de sua variação percentual. Uma alta ou queda pequena do índice pode esconder movimentos muito mais expressivos em setores específicos porque a carteira é ponderada pelo valor de mercado disponível para negociação, respeitando os critérios definidos pela B3. Assim, movimentos relativamente moderados em companhias de grande peso podem neutralizar oscilações mais intensas em várias empresas menores.</p>
<h2>Recompra de Treasuries reduz liquidez, mas não elimina preocupação fiscal</h2>
<p>O programa de recompra do Tesouro americano também permanece no centro das discussões porque ocorre em um momento de atenção elevada à trajetória da dívida dos Estados Unidos. No anúncio trimestral de refinanciamento divulgado em 5 de agosto, o governo já havia previsto até <strong>US$ 38 bilhões em recompras de títulos fora das emissões de referência</strong>, com o objetivo de melhorar a liquidez de determinados segmentos do mercado, além de outros <strong>US$ 25 bilhões</strong> em operações com títulos de prazo mais curto destinadas à administração de caixa.</p>
<p>A decisão posterior de ampliar especificamente as recompras dos vencimentos mais longos indicou uma tentativa adicional de melhorar o funcionamento desses segmentos, mas a reação desta quinta mostrou que a medida não eliminou as preocupações estruturais dos investidores. A precificação continua incorporando fatores como inflação, necessidade de financiamento do governo federal, oferta futura de títulos e expectativa para a trajetória dos juros básicos.</p>
<p>Para o Brasil, esse conjunto continuará relevante porque afeta diretamente o prêmio exigido para ativos locais. Uma alta persistente dos Treasuries pode pressionar o real, aumentar a inclinação da curva de juros brasileira e reduzir múltiplos de ações, mesmo quando não há deterioração específica nos fundamentos das empresas domésticas.</p>
<h2>Ibovespa ainda tenta estabilizar depois de 11 quedas consecutivas</h2>
<p>O fechamento praticamente estável desta quinta-feira ocorre depois de um período de deterioração importante do mercado brasileiro. Antes da recuperação registrada na quarta-feira, o Ibovespa havia acumulado <strong>11 sessões consecutivas de baixa</strong>, movimento que levou o índice de patamares superiores aos 170 mil pontos para a região dos 167 mil pontos. A sequência negativa refletiu uma combinação de fatores externos e domésticos, incluindo alta dos juros internacionais, saída de capital estrangeiro, maior incerteza eleitoral e aumento do prêmio de risco exigido para ativos brasileiros.</p>
<p>A alta de 0,90% registrada na quarta-feira interrompeu tecnicamente a sequência de quedas, mas não foi suficiente para caracterizar uma reversão de tendência. A sessão de quinta reforçou essa leitura. O Ibovespa demonstrou capacidade de recuperação no início do dia, mas encontrou resistência justamente quando o ambiente de juros voltou a se deteriorar. A incapacidade de sustentar uma alta superior a 1% até o fechamento indica que a região atual continua marcada por disputa intensa entre compradores e vendedores.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, a permanência do índice ao redor dos 167 mil pontos mantém essa faixa como uma referência relevante de curto prazo. Uma recuperação mais consistente exigiria não apenas novos fechamentos positivos, mas também melhora simultânea da amplitude do mercado, redução das taxas futuras e menor pressão sobre o câmbio. Enquanto esses elementos não se consolidarem, movimentos intradiários expressivos podem continuar sendo revertidos antes do encerramento.</p>
<h2>Ibovespa fecha estável, mas sessão mostra mercado ainda frágil</h2>
<p>O <strong>Ibovespa fechou o pregão de 20 de agosto de 2026 aos 167.888,99 pontos, com alta de aproximadamente 0,04%</strong>, mas a variação mínima do índice não retrata integralmente a dinâmica da sessão. A Bolsa chegou a subir mais de 1%, apoiada por Petrobras e companhias ligadas a commodities, antes de devolver praticamente todos os ganhos com a retomada da alta dos Treasuries, valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338454">dólar</a> e abertura dos juros futuros brasileiros.</p>
<p>O comportamento evidencia que a Bolsa segue altamente sensível às condições financeiras internacionais. Mesmo com fatores corporativos positivos em empresas de grande peso, o nível dos juros americanos continua determinando parte relevante do fluxo destinado aos mercados emergentes. No ambiente doméstico, a reação da curva de juros e do câmbio permanece especialmente importante para os setores mais expostos ao consumo e ao crédito.</p>
<p>Depois de uma sequência de 11 quedas, uma recuperação de 0,90% na quarta-feira e um fechamento praticamente estável nesta quinta, o mercado entra na sessão seguinte ainda sem uma tendência de curto prazo claramente restabelecida. A capacidade do Ibovespa de se afastar da região dos 167 mil pontos dependerá, sobretudo, de uma combinação de menor pressão dos Treasuries, estabilização do dólar e redução do prêmio embutido nos juros brasileiros.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale (VALE3) entra na lista de compra do BB; Gerdau (GGBR4) sai após alta de 7,7%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-compra-bb-investimentos-gerdau-ggbr4-swing-trade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:08:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[BB Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>
		<category><![CDATA[GGBR4]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[swing trade]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529345</guid>

					<description><![CDATA[<p>O BB Investimentos iniciou nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, uma recomendação de compra das ações da Vale (VALE3) dentro de sua estratégia de swing trade e, simultaneamente, indicou o encerramento da posição comprada em Gerdau (GGBR4), operação que acumulava valorização de aproximadamente 7,7% desde julho. Para VALE3, a orientação do BB-BI é realizar [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>BB Investimentos</strong> iniciou nesta terça-feira, <strong>18 de agosto de 2026</strong>, uma recomendação de compra das ações da <strong>Vale (VALE3)</strong> dentro de sua estratégia de swing trade e, simultaneamente, indicou o encerramento da posição comprada em <strong>Gerdau (GGBR4)</strong>, operação que acumulava valorização de aproximadamente <strong>7,7%</strong> desde julho.</p>
<p>Para VALE3, a orientação do BB-BI é realizar a entrada pelo preço de abertura do pregão, admitindo preço limite de até <strong>1% acima da abertura</strong>. Segundo a equipe de análise, o algoritmo utilizado na estratégia identificou a possibilidade de formação de um movimento de alta no papel. A recomendação foi publicada pelo próprio BB Investimentos às 9h10 desta terça-feira.</p>
<p>A movimentação em GGBR4 segue a lógica oposta: o banco considera que a tendência de alta acompanhada pelo sistema já foi capturada e sinalizou a saída. A ação havia sido incluída na operação a <strong>R$ 23,01</strong>, em 13 de julho, e encerrou a segunda-feira, 17, a <strong>R$ 24,78</strong>, segundo os dados do monitor da estratégia e a cotação registrada pelo Relações com Investidores da Gerdau.</p>
<p>Isso representa um ganho aproximado de <strong>R$ 1,77 por ação</strong>, ou 7,7%, em pouco mais de um mês.</p>
<h2>Gerdau entregou 13,9 pontos percentuais acima do Ibovespa</h2>
<p>A valorização absoluta de GGBR4 é apenas parte do resultado da operação.</p>
<p>Entre 13 de julho e o fechamento utilizado como referência, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338165">Ibovespa</a> acumulou queda de aproximadamente <strong>6,2%</strong>, enquanto a Gerdau subiu 7,7%.</p>
<p>A diferença entre os dois desempenhos chega a <strong>13,9 pontos percentuais a favor de GGBR4</strong>.</p>
<p>Em outras palavras, uma posição de R$ 10 mil na operação, desconsiderando custos, impostos, diferenças entre preços efetivamente executados e eventuais proventos, teria produzido um ganho bruto próximo de <strong>R$ 770</strong>.</p>
<p>Se os mesmos R$ 10 mil simplesmente acompanhassem uma variação equivalente à do Ibovespa no período, o patrimônio teria recuado para aproximadamente R$ 9.380.</p>
<p>A distância entre os dois resultados seria, portanto, próxima de <strong>R$ 1.390 para cada R$ 10 mil de capital considerado</strong>.</p>
<p>Essa comparação é especialmente relevante em estratégias de trading: um ativo pode não apresentar uma valorização extraordinária em termos absolutos e, mesmo assim, produzir forte desempenho relativo quando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338163">mercado</a> como um todo está caindo.</p>
<h2>Venda de GGBR4 não significa apostar na queda</h2>
<p>A indicação de “venda” da Gerdau também exige uma distinção.</p>
<p>O BB Investimentos <strong>não está necessariamente recomendando a abertura de uma posição vendida em GGBR4</strong>, operação na qual o investidor lucraria caso a ação caísse.</p>
<p>A indicação corresponde ao <strong>encerramento de uma posição comprada que já estava em andamento</strong>.</p>
<p>Na metodologia do banco, o algoritmo identifica inicialmente um sinal para compra. A posição é mantida enquanto o sistema considera que a tendência continua válida. Quando os indicadores deixam de sustentar esse movimento, ocorre o sinal de saída.</p>
<p>O próprio BB explica que não trabalha necessariamente com um stop loss ou stop gain fixado previamente em preço determinado. A saída é produzida pelo comportamento do algoritmo à medida que a tendência evolui.</p>
<p>Assim, vender GGBR4 nesta terça significa <strong>realizar o resultado da operação</strong>, e não afirmar que a instituição espera necessariamente uma forte queda subsequente da siderúrgica.</p>
<h2>Vale entra no lugar de uma tendência que começa a ser rastreada</h2>
<p>Na Vale, a situação está no estágio inicial.</p>
<p>A recomendação do BB-BI estabelece:</p>
<p><strong>Ativo:</strong> Vale<br />
<strong>Ticker:</strong> VALE3<br />
<strong>Operação:</strong> compra<br />
<strong>Data:</strong> 18 de agosto de 2026<br />
<strong>Preço sugerido:</strong> abertura do mercado<br />
<strong>Preço máximo para entrada:</strong> até 1% acima da abertura</p>
<p>O banco afirma que existe expectativa de captura de um possível movimento de alta identificado pelo algoritmo.</p>
<p>Isso significa que a instituição não estabeleceu na divulgação pública um preço-alvo convencional, como ocorre frequentemente em relatórios de análise fundamentalista.</p>
<p>A lógica é diferente.</p>
<p>O investidor entra enquanto o sistema detecta o começo de uma tendência e aguarda um novo sinal para determinar a saída.</p>
<h2>BB usa médias móveis e backtesting para escolher operações</h2>
<p>A Estratégia Swing Trade do BB Investimentos é baseada em algoritmos desenvolvidos pela equipe de Research da instituição.</p>
<p>O sistema utiliza combinações de <strong>médias móveis de curto e médio prazo</strong> para procurar tendências nas ações acompanhadas. O sinal ocorre quando determinadas relações entre essas médias atendem aos critérios definidos para cada ativo.</p>
<p>Não existe uma única configuração aplicada igualmente a todas as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338164">empresas</a>.</p>
<p>Segundo o banco, cada ação possui uma parametrização própria, validada por testes retroativos — o chamado <strong>backtesting</strong> — em diferentes períodos e condições de mercado. O objetivo é procurar uma combinação entre retorno potencial, risco e probabilidade de sucesso.</p>
<p>A metodologia passou por uma nova revisão em junho e julho de 2026. O BB informou que recalibrou os indicadores e revisou o universo acompanhado, mantendo <strong>21 ativos</strong>, com a entrada de PRIO3, SBSP3, SLCE3 e VIVT3 e a retirada de CMIG4, LREN3, MRVE3 e MULT3.</p>
<p>A própria instituição ressalta que operações podem durar desde poucos dias até vários meses, dependendo da persistência da tendência identificada.</p>
<h2>Carteira tem Embraer com alta de 24,5%</h2>
<p>O monitor apresentado junto às recomendações também mostra diferenças expressivas entre as operações ainda acompanhadas.</p>
<p>Entre as posições listadas no relatório desta terça-feira, a <strong>Embraer (EMBJ3)</strong> apresentava o maior retorno acumulado, com avanço de <strong>24,5%</strong> desde a entrada a R$ 80,69, em 25 de junho.</p>
<p>Com referência de R$ 100,44 para o papel, a operação superava o Ibovespa em aproximadamente <strong>26,7 pontos percentuais</strong> no mesmo intervalo.</p>
<p>A <strong>Ultrapar (UGPA3)</strong> também estava entre os destaques positivos. A posição iniciada a R$ 29,40 acumulava ganho de 15%, enquanto o Ibovespa havia perdido aproximadamente 5,1% desde a entrada.</p>
<p>O desempenho relativo chegava, portanto, a <strong>20,1 pontos percentuais</strong>.</p>
<p>Na <strong>Gerdau</strong>, a diferença positiva era de 13,9 pontos, enquanto <strong>PRIO3</strong> apresentava vantagem de aproximadamente 3,5 pontos e <strong>SLC Agrícola (SLCE3)</strong> superava o índice em cerca de 1,5 ponto percentual.</p>
<h2>Nem todas as operações estão no lucro</h2>
<p>A existência de posições vencedoras expressivas não significa que todos os sinais do modelo estejam produzindo ganhos.</p>
<p>Entre os oito ativos apresentados no monitor, <strong>cinco registravam retorno positivo e três estavam no negativo</strong>.</p>
<p>O maior prejuízo percentual era do <strong>BTG Pactual (BPAC11)</strong>. A posição iniciada a R$ 57,79 aparecia com referência de R$ 50,00, equivalente a queda de aproximadamente <strong>13,5%</strong>.</p>
<p>No mesmo intervalo, o Ibovespa havia recuado 6,2%, deixando a operação cerca de <strong>7,3 pontos percentuais abaixo do índice</strong>.</p>
<p>A <strong>Cemig (CMIG4)</strong> acumulava queda de 7,2%, contra recuo de 4,2% do Ibovespa no período considerado.</p>
<p>Já o <strong>BOVA11</strong>, ETF que procura acompanhar o Ibovespa, registrava perda de aproximadamente 6,4%.</p>
<p>Os números mostram uma característica essencial de sistemas de tendência: parte relevante das operações pode resultar em perdas enquanto algumas tendências capturadas por períodos mais longos produzem ganhos capazes de compensá-las.</p>
<p>O próprio BB destaca que a estratégia não garante lucro e que retornos passados não representam garantia de desempenho futuro.</p>
<h2>Embraer é a maior vencedora entre as posições mostradas</h2>
<p>A dispersão entre o melhor e o pior resultado do monitor é significativa.</p>
<p>A Embraer acumulava <strong>+24,5%</strong>.</p>
<p>O BTG Pactual registrava <strong>-13,5%</strong>.</p>
<p>A distância entre as duas operações chegava, portanto, a <strong>38 pontos percentuais</strong>.</p>
<p>Quando a comparação é feita contra o Ibovespa, a Embraer também liderava: +26,7 pontos percentuais de desempenho relativo.</p>
<p>Em seguida apareciam Ultrapar, com +20,1 pontos, e Gerdau, com +13,9 pontos.</p>
<p>Esse recorte ajuda a explicar a lógica de uma estratégia de tendência: o objetivo não é necessariamente acertar a direção de todos os ativos, mas permanecer exposto às operações que desenvolvem movimentos suficientemente fortes e sair quando o sinal deixa de funcionar.</p>
<h2>Vale chega à recomendação após avanço operacional no 2T26</h2>
<p>Embora a indicação desta terça-feira seja <strong>técnica e não fundamentalista</strong>, a Vale também chega ao novo sinal depois de divulgar crescimento operacional no segundo trimestre de 2026.</p>
<p>A mineradora produziu <strong>84,3 milhões de toneladas de minério de ferro</strong> entre abril e junho, alta de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior e seu maior volume para um segundo trimestre desde 2018. As vendas de minério chegaram a 79,7 milhões de toneladas, avanço anual de 3%.</p>
<p>A companhia também registrou crescimento nas vendas de cobre e níquel. O preço realizado do minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, enquanto os preços realizados do cobre e do níquel apresentaram avanço na comparação trimestral.</p>
<p>Esses números, porém, <strong>não constituem o fundamento declarado pelo BB para a entrada em VALE3</strong>.</p>
<p>O gatilho divulgado pela instituição é exclusivamente o movimento identificado pelo algoritmo da estratégia de swing trade.</p>
<p>Essa distinção é importante porque uma recomendação técnica pode ser encerrada mesmo sem alteração relevante nos fundamentos da empresa.</p>
<h2>Vale tem peso elevado no Ibovespa</h2>
<p>O comportamento de VALE3 também possui impacto relevante sobre o próprio índice brasileiro.</p>
<p>Na primeira prévia da carteira do Ibovespa para setembro a dezembro de 2026, a Vale apareceu com participação estimada de <strong>11,665%</strong>, sendo individualmente a ação de maior peso na composição preliminar divulgada no início de agosto.</p>
<p>Isso significa que movimentos expressivos na mineradora tendem a ter influência importante no desempenho do principal índice da B3.</p>
<p>Para a estratégia do BB, entretanto, a comparação continuará sendo entre a tendência identificada na ação e a evolução do mercado depois da entrada.</p>
<p>O preço efetivo da operação será determinado pela abertura desta terça-feira. A própria instituição limita novas entradas a até 1% acima desse nível, justamente para evitar que um investidor atrasado compre o ativo depois de uma valorização que altere significativamente as condições do sinal original.</p>
<p>A partir daí, VALE3 passa a ser acompanhada pelo algoritmo até que surja um sinal de encerramento.</p>
<p>GGBR4 faz o caminho inverso: depois de aproximadamente <strong>36 dias corridos de operação, ganho de 7,7% e vantagem de 13,9 pontos percentuais sobre o Ibovespa</strong>, sai do monitoramento como uma tendência de alta capturada pela estratégia.</p>
<p>Para o investidor, o movimento desta terça-feira resume a mecânica do swing trade do BB: <strong>realizar uma operação que funcionou em Gerdau e deslocar o capital para uma nova tendência que o algoritmo acredita estar começando em Vale</strong>.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estrangeiros retiram R$ 15,6 bi da B3 em 9 pregões de agosto e batem recorde desde 2022</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fluxo-estrangeiro-b3-15-6-bilhoes-agosto-recorde-desde-2022</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 22:15:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529275</guid>

					<description><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros retiraram R$ 15,63 bilhões líquidos da bolsa brasileira entre os dias 1º e 13 de agosto, em um movimento que já configura a maior saída mensal desde o início da série histórica acompanhada pela Elos Ayta em janeiro de 2022. O dado, apurado a partir dos boletins diários da B3 (B3SA3), considera apenas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Investidores estrangeiros retiraram R$ 15,63 bilhões líquidos da bolsa brasileira entre os dias 1º e 13 de agosto, em um movimento que já configura a maior saída mensal desde o início da série histórica acompanhada pela Elos Ayta em janeiro de 2022. O dado, apurado a partir dos boletins diários da B3 (B3SA3), considera apenas o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338114">mercado</a> secundário e foi divulgado nesta segunda-feira, 17 de agosto.</p>
<p>O montante chama atenção pelo caráter parcial. Agosto ainda tem mais da metade dos pregões pela frente, mas o saldo negativo acumulado em apenas nove sessões superou o recorde anterior de R$ 13,28 bilhões registrado em maio de 2026 quando se inclui o mercado primário, e de R$ 14,91 bilhões quando se considera exclusivamente o secundário. Em comparação direta, a saída de agosto até o dia 13 é 17,7% superior ao recorde de maio no critério que inclui IPOs e follow-ons e 18,3% acima do pico histórico de agosto de 2023, de R$ 13,21 bilhões.</p>
<p>Com isso, 2026 passa a concentrar as duas maiores retiradas mensais da série. O ano também já acumula um segundo trimestre com saída líquida de R$ 19,5 bilhões no secundário, segundo levantamento da mesma consultoria, o segundo maior volume trimestral desde 2022, atrás apenas do primeiro trimestre de 2024, quando a retirada somou R$ 22,9 bilhões. O fluxo parcial de agosto corresponde a cerca de 80% de todo o segundo trimestre em menos de duas semanas.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Recorde parcial muda o ranking de 2026 e eleva média diária</h2>
<p>A média diária de retirada em agosto até o dia 13 ficou em aproximadamente R$ 1,73 bilhão por pregão, considerando nove sessões úteis. Mantido esse ritmo, o mês caminharia para um saldo negativo superior a R$ 36 bilhões ao fim de agosto, mais que o dobro do recorde atual. Em <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338112">dólar</a>, pela cotação de R$ 5,20 observada no mercado futuro na mesma semana, a saída equivale a cerca de US$ 3 bilhões em nove dias.</p>
<p>A Elos Ayta consolida o fluxo estrangeiro a partir da base pública da B3 que discrimina compras e vendas por categoria de investidor. A consultoria divulga duas métricas distintas. A primeira mede apenas o mercado secundário, que reflete negociação direta em tela. A segunda inclui a participação de não residentes em ofertas públicas iniciais e subsequentes. No episódio de maio, a diferença entre as duas leituras foi relevante: R$ 14,91 bilhões de saída no secundário contra R$ 13,27 bilhões quando incluídas as ofertas. Em agosto, até o dia 12, dados de mercado indicavam saída de R$ 13,56 bilhões no secundário, número que subiu para R$ 15,63 bilhões no fechamento do dia 13.</p>
<p>A distinção é importante porque ofertas primárias podem atenuar o saldo negativo. Quando um investidor estrangeiro subscreve um follow-on, o recurso entra como fluxo primário positivo, mesmo que no secundário ele esteja vendendo outras posições. Nos nove pregões de agosto não houve IPO no período, o que torna o resultado quase integralmente explicado por vendas no mercado à vista.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Leitura técnica da B3 e contrapartida doméstica</h2>
<p>A B3 divulga diariamente a participação de investidores estrangeiros por tipo de mercado e alerta que analisar apenas o secundário pode subestimar a permanência do capital externo no Brasil. A bolsa destaca que parte do movimento pode representar rotação de carteira, com saída de um papel e entrada em outro, sem que o recurso deixe o país.</p>
<p>No ano, a dinâmica doméstica tem funcionado como amortecedor parcial. Em episódios anteriores de retirada externa, investidores pessoa física ampliaram compras aproveitando preços descontados, enquanto investidores institucionais locais reduziram exposição. Em agosto de 2025, por exemplo, o fluxo doméstico mostrou aporte de pessoas físicas e saída de fundos, padrão que voltou a ser observado nas primeiras semanas de agosto de 2026 nas mesas de operação.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338111">Ibovespa</a>, a correlação tem sido direta. Entre os dias 3 e 12 de agosto, o índice de referência recuou de 174,9 pontos para 164,6 pontos na cotação do principal ETF espelho, queda de 5,9% em sete pregões, enquanto o dólar futuro para o vencimento mais líquido avançou para a faixa de R$ 5,24 na máxima intradiária, antes de recuar para R$ 5,20. O volume financeiro diário manteve-se acima de R$ 6,5 bilhões no período.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">O que explica a aceleração da saída</h2>
<p>Três vetores combinados ajudam a explicar a retirada.</p>
<p>O primeiro é externo. O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% e indicou em suas projeções a possibilidade de uma elevação adicional ainda em 2026. A sinalização reduziu o apetite por ativos de risco e fortaleceu o dólar globalmente, movimento que historicamente pressiona fluxos para mercados emergentes. Na mesma semana, o contrato futuro de dólar no Brasil operava em alta de 0,40% a 0,78% nas sessões de maior aversão.</p>
<p>O segundo é o juro doméstico. O Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 14% ao ano na última reunião do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="338113">Política</a> Monetária, mas não sinalizou os próximos passos. A ausência de guidance ampliou a volatilidade nos juros futuros e elevou a percepção de que a taxa permanecerá em patamar restritivo por mais tempo, o que aumenta o custo de carregamento de posições em ações e reduz o diferencial de juros que atraía capital estrangeiro no primeiro semestre.</p>
<p>O terceiro é fiscal e eleitoral. Relatórios de mercado citados por consultorias apontam incerteza quanto à trajetória da dívida pública e ao cumprimento do arcabouço fiscal, além de cautela pré-eleitoral que tradicionalmente leva grandes fundos globais a diminuir exposição ao Brasil no segundo semestre do ano que antecede eleições gerais. Em agosto de 2024, por exemplo, o mesmo debate sobre sustentabilidade fiscal já havia sido apontado como fator de volatilidade do fluxo externo.</p>
<h2 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-2xl">Impacto para empresas, índices e próximos passos</h2>
<p>A retirada de R$ 15,6 bilhões em nove pregões tem impacto direto sobre a formação de preços, especialmente em papéis de maior liquidez e peso no Ibovespa, onde a participação estrangeira é mais elevada. Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) concentram parte relevante do giro de não residentes e tendem a sentir primeiro o efeito de vendas sistemáticas. Em termos de capitalização, a saída equivale a cerca de 0,3% do valor de mercado total da B3, mas representa múltiplas vezes o volume médio diário de negociação de diversos setores.</p>
<p>Para o restante de agosto, o mercado monitora três datas. A B3 divulga o saldo consolidado de estrangeiros do mês completo no início de setembro, com abertura entre mercado à vista, a termo e opções. A próxima decisão do Copom e a ata do Federal Reserve devem definir a direção dos juros nas duas pontas. E o calendário corporativo segue com balanços do segundo trimestre, que podem alterar a percepção de lucro e geração de caixa e, por consequência, a atratividade relativa da bolsa brasileira.</p>
<p>Se o fluxo de agosto se encerrar próximo ao ritmo atual, 2026 caminhará para superar 2008 em termos de saída anual proporcional, ano em que estrangeiros retiraram R$ 8,6 bilhões em doze meses. Em 2026, apenas maio e a primeira quinzena de agosto somam R$ 30,54 bilhões de retirada no critério que inclui primário, volume 3,5 vezes maior que o total de 2008. Mesmo no critério mais restrito do secundário, a soma de maio com agosto parcial alcança R$ 30,54 bilhões, confirmando a intensidade do movimento.</p>
<p>A apuração não indica mudança estrutural na base de investidores, mas reforça a sensibilidade do mercado local a juros globais e a sinais fiscais domésticos. A continuidade ou reversão do fluxo dependerá da combinação entre diferencial de juros, crescimento de lucros das companhias e clareza sobre a trajetória fiscal nos próximos trimestres.</p>
<p><span class="font-semibold">Fontes:</span></p>
<p><em>B3 &#8211; boletim diário de mercado e dados de participação e movimentação de investidores estrangeiros no mercado secundário e em ofertas públicas</em></p>
<p><em>Elos Ayta Consultoria &#8211; levantamento de fluxo mensal de capital estrangeiro na B3 desde janeiro de 2022 e séries trimestrais desde 2022</em></p>
<p><em>Federal Reserve &#8211; decisão de política monetária, manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75% e projeções de juros para 2026</em></p>
<p><em>Banco Central do Brasil &#8211; decisão do Copom, nível da taxa Selic e comunicados de política monetária</em></p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BTG indica venda de ISA Energia, Natura e Moura Dubeux; queda projetada chega a 22%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/btg-venda-isa-energia-natura-moura-dubeux-swing-trade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[BTG Pactual]]></category>
		<category><![CDATA[Isa Energia]]></category>
		<category><![CDATA[ISAE4]]></category>
		<category><![CDATA[MDNE3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Moura Dubeux]]></category>
		<category><![CDATA[NATU3]]></category>
		<category><![CDATA[Natura]]></category>
		<category><![CDATA[swing trade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1529241</guid>

					<description><![CDATA[<p>O BTG Pactual incluiu ISA Energia Brasil (ISAE4), Natura (NATU3) e Moura Dubeux (MDNE3) em uma estratégia de venda para swing trade divulgada nesta segunda-feira (17), com alvos que representam quedas potenciais entre 10,85% e 22,27% em relação aos preços de entrada indicados. As operações têm validade entre 17 e 24 de agosto de 2026 [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O BTG Pactual incluiu ISA Energia Brasil (ISAE4), Natura (NATU3) e Moura Dubeux (MDNE3) em uma estratégia de venda para swing trade divulgada nesta segunda-feira (17), com alvos que representam quedas potenciais entre 10,85% e 22,27% em relação aos preços de entrada indicados. As operações têm validade entre 17 e 24 de agosto de 2026 e utilizam sinais de análise técnica, como médias móveis, Índice de Força Relativa (IFR), suportes e projeções de Fibonacci.</p>
<p>A maior variação projetada está em Moura Dubeux. Para MDNE3, a entrada indicada é de R$ 22,90, com alvo de R$ 17,80 — queda potencial de 22,27% — e stop em R$ 26,00. Natura vem em seguida, com entrada em R$ 7,60, objetivo de R$ 6,00 e potencial de recuo de 21,05%. Para ISA Energia, o banco estabelece entrada em R$ 25,35 e alvo em R$ 22,60, equivalente a uma desvalorização de 10,85%.</p>
<p>A recomendação precisa ser interpretada dentro do horizonte para o qual foi elaborada. Trata-se de uma operação técnica de poucos pregões, e não de um rebaixamento da avaliação fundamentalista das três companhias. Uma ação pode receber indicação de venda em swing trade enquanto mantém perspectivas financeiras ou recomendações de longo prazo diferentes, porque a estratégia procura explorar exclusivamente movimentos gráficos de curto prazo.</p>
<p>O relatório identifica um padrão comum nos três ativos: perda ou incapacidade de recuperar médias móveis relevantes, IFR abaixo de 35 pontos e formação de resistências acima dos preços correntes. O cenário é interpretado como redução do momentum comprador e aumento da probabilidade de continuidade da correção caso suportes específicos sejam rompidos.</p>
<h2>ISA Energia perde média de 200 dias e tem R$ 25 como suporte decisivo</h2>
<p>Em ISA Energia, o movimento técnico negativo começou a ganhar força depois que ISAE4 falhou em recuperar a região entre R$ 29 e R$ 30, onde o papel havia encontrado resistência anteriormente. A ação posteriormente perdeu a média móvel de 200 dias, localizada perto de R$ 27,42, deixando essa referência acima do preço e transformando-a em resistência.</p>
<p>A média de 50 dias aparece praticamente no mesmo nível, em R$ 27,52, enquanto a média de 21 dias está em aproximadamente R$ 26,61. Com o preço abaixo das três referências, o gráfico apresenta um alinhamento considerado desfavorável para o curto prazo. O IFR caiu para perto de 34 pontos, também abaixo de sua própria média.</p>
<p>A região de R$ 25 tornou-se o suporte central da operação. Segundo a leitura técnica reproduzida no relatório, uma perda consistente desse patamar poderia abrir espaço para R$ 24 e posteriormente R$ 23. Para reduzir a pressão vendedora, ISAE4 precisaria retomar principalmente a região entre R$ 27,40 e R$ 27,50.</p>
<p>A operação estabelece entrada em R$ 25,35, limite de entrada em R$ 25,00, objetivo em R$ 22,60 e stop em R$ 26,60. A diferença entre entrada e alvo é de R$ 2,75 por ação, enquanto a distância até o stop é de R$ 1,25.</p>
<p>Isso produz uma relação aproximada de <strong>2,2 unidades de retorno potencial para cada unidade de risco de preço</strong>, considerando apenas os níveis definidos na estratégia e desconsiderando custos de negociação, aluguel de ações, eventuais gaps e execução.</p>
<h2>Resultado da ISA mostra por que análise técnica não deve ser confundida com fundamentos</h2>
<p>O caso da ISA Energia também demonstra a diferença entre leitura gráfica e análise financeira da companhia.</p>
<p>No segundo trimestre, a empresa apresentou lucro líquido de R$ 173,9 milhões em sua contabilidade regulatória, queda de 32% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado, entre outros fatores, por uma despesa financeira líquida de R$ 638,9 milhões, avanço de 81,7% na comparação anual.</p>
<p>Há, porém, uma diferença contábil relevante. Pelo padrão IFRS, utilizado nas demonstrações financeiras consolidadas, o lucro líquido atribuível registrado pela ISA chegou a R$ 688,6 milhões no segundo trimestre, crescimento de 220% sobre os R$ 215,2 milhões de um ano antes. A receita operacional líquida IFRS avançou 81,3%, para R$ 2,598 bilhões.</p>
<p>Assim, tratar simplesmente o balanço como uma queda de 32% no lucro sem especificar a base contábil produziria uma leitura incompleta. O indicador de R$ 173,9 milhões pertence à visão regulatória; na contabilidade IFRS, a direção da comparação anual foi oposta.</p>
<p>Essa distinção reforça que o sinal de venda do BTG nesta semana está fundamentado no comportamento do preço da ação, e não necessariamente em deterioração equivalente dos resultados contábeis.</p>
<h2>Natura mira R$ 6 após falhar entre R$ 8,30 e R$ 8,80</h2>
<p>Natura apresenta o segundo maior potencial de baixa entre as três operações.</p>
<p>O papel mantém, segundo a análise, estrutura principal descendente e não conseguiu superar uma região de resistência formada pela concentração das médias móveis de 21, 50 e 200 dias entre aproximadamente R$ 8,30 e R$ 8,80. A incapacidade de superar essa faixa mantém a sequência de topos descendentes no gráfico diário.</p>
<p>A pressão se intensificou depois de um candle amplo de baixa levar NATU3 novamente à região de R$ 7,60, identificada como base da consolidação recente. O IFR está na faixa de 32 pontos, menor leitura entre as três ações incluídas na estratégia.</p>
<p>Caso R$ 7,60 seja perdido de forma consistente, o relatório identifica R$ 6,93 como primeira referência relevante, correspondente a uma retração de 61,8% de Fibonacci. Depois, R$ 5,97 aparece como projeção de 100%. O alvo operacional foi arredondado para R$ 6,00.</p>
<p>A entrada proposta é de R$ 7,60, com limite de R$ 7,52 e stop em R$ 8,40.</p>
<p>Da entrada até o alvo, a diferença é de R$ 1,60, ou 21,05%. Já até o stop, a distância é de R$ 0,80, equivalente a 10,53%. Isso corresponde a uma relação de retorno potencial sobre risco de aproximadamente <strong>duas vezes</strong>, antes de custos e diferenças de execução.</p>
<p>A faixa entre R$ 8,30 e R$ 8,80 permanece como referência para uma eventual invalidação da estrutura negativa. A recuperação das médias reduziria a leitura de pressão vendedora usada para justificar a estratégia.</p>
<h2>Moura Dubeux tem alvo que implica queda de 22,27%</h2>
<p>Moura Dubeux apresenta a projeção mais agressiva do relatório.</p>
<p>MDNE3 voltou a acelerar o processo de correção depois de não conseguir sustentar uma recuperação acima de R$ 25,80. O ativo está abaixo das médias móveis de 21, 50 e 200 dias e mantém sequência de topos e fundos descendentes no curto prazo.</p>
<p>A média de 21 dias está em aproximadamente R$ 24,84, enquanto a de 50 dias aparece em R$ 26,36. As duas passam a funcionar como áreas de resistência após o enfraquecimento recente.</p>
<p>Outro ponto técnico foi o fechamento abaixo de R$ 23,76, nível equivalente à retração de 38,2% de Fibonacci utilizada no estudo. O IFR está próximo de 34 pontos.</p>
<p>Na sequência, R$ 23,05 é considerado o suporte mais importante. Se esse preço for perdido, o relatório aponta inicialmente R$ 22,43 e depois R$ 20,53, correspondente a uma projeção de 100% de Fibonacci. A extensão do movimento coloca R$ 17,80 como referência adicional em um cenário de deterioração mais forte.</p>
<p>É justamente R$ 17,80 que aparece como objetivo da operação.</p>
<p>O BTG estabelece entrada em R$ 22,90, limite de entrada de R$ 22,67 e stop em R$ 26,00. A distância entre entrada e objetivo é de R$ 5,10 por ação, contra R$ 3,10 até o stop.</p>
<p>A relação entre retorno potencial e risco de preço fica, portanto, em aproximadamente <strong>1,65 vez</strong>, menor que as relações observadas nas estratégias de ISA Energia e Natura.</p>
<h2>Moura Dubeux chega à operação após balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A recomendação também ocorre poucos dias depois da divulgação do resultado financeiro da incorporadora.</p>
<p>A Moura Dubeux publicou os números do segundo trimestre em 12 de agosto e realizou a teleconferência com investidores no dia seguinte, conforme o calendário oficial da companhia. A empresa já havia informado na prévia operacional do período aproximadamente R$ 1 bilhão em lançamentos e R$ 1 bilhão em vendas, reforçando uma dinâmica operacional que precisa ser analisada separadamente do movimento gráfico que motivou a operação de swing trade.</p>
<p>Esse contraste é particularmente relevante para ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338075">empresas</a> ligadas à construção civil. O preço pode sofrer ajustes rápidos em função de juros futuros, fluxo estrangeiro, realização de lucros e percepção de risco, mesmo quando indicadores operacionais permanecem em expansão.</p>
<p>No swing trade, o que determina a validade da tese não é a evolução dos lançamentos imobiliários nos próximos anos, mas a capacidade do papel de respeitar ou romper as referências gráficas estabelecidas durante poucos pregões.</p>
<h2>IFR abaixo de 35 não significa sozinho que ação continuará caindo</h2>
<p>O Índice de Força Relativa utilizado nas três análises mede a intensidade e velocidade dos movimentos recentes do preço em uma escala de zero a 100.</p>
<p>Leituras menores indicam predominância de movimentos negativos. O nível de 30 pontos costuma ser utilizado como referência clássica de sobrevenda, embora não exista garantia de reversão quando esse patamar é atingido.</p>
<p>Essa característica é importante porque ISAE4 e MDNE3 têm IFR na região de 34, enquanto NATU3 está perto de 32. Os valores confirmam perda de momentum, mas também colocam os ativos relativamente próximos da área convencionalmente associada à sobrevenda.</p>
<p>Por isso, o BTG não utiliza o IFR isoladamente. O relatório combina o indicador com posicionamento diante das médias móveis, formação de topos e fundos, suportes e resistências e níveis de Fibonacci.</p>
<p>É essa convergência de sinais — e não apenas o número do IFR — que sustenta as três operações.</p>
<h2>Venda em swing trade exige disciplina com o stop</h2>
<p>Outro componente central da estratégia é o stop.</p>
<p>Se os preços se moverem na direção contrária à esperada, os níveis estabelecidos são R$ 26,60 para ISA Energia, R$ 8,40 para Natura e R$ 26 para Moura Dubeux.</p>
<p>Os stops correspondem a movimentos adversos de aproximadamente 4,93%, 10,53% e 13,54%, respectivamente, a partir das entradas.</p>
<p>A diferença mostra que o risco nominal não é uniforme. Moura Dubeux oferece o maior alvo percentual, mas também exige tolerância maior à oscilação contrária. ISA Energia apresenta o menor potencial de queda, mas também o stop mais próximo e a melhor relação matemática entre alvo e risco entre as três estruturas propostas.</p>
<p>O prazo adiciona outra restrição: todas as recomendações expiram em 24 de agosto. Portanto, os níveis foram construídos para uma janela específica de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="338076">mercado</a> e não devem ser automaticamente extrapolados para semanas ou meses posteriores.</p>
<p>Até lá, R$ 25 em ISAE4, R$ 7,60 em NATU3 e R$ 23,05 em MDNE3 serão as referências técnicas mais relevantes para confirmar se a pressão vendedora identificada pelo BTG continua ou se as três ações conseguem neutralizar a configuração negativa antes de atingir os objetivos projetados.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 11 de agosto: Bolsa cai 2,50% com bancos, juros e cautela eleitoral</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-11-agosto-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[BPAC11]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528790</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, nesta terça-feira, 11 de agosto, em uma sessão marcada pela piora da percepção de risco doméstico, pela alta dos juros futuros e por perdas concentradas em ações de grande peso na carteira. O principal índice da B3 perdeu 4.305,29 pontos em relação ao fechamento anterior [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="316" data-end="737">O <strong data-start="318" data-end="411">Ibovespa fechou em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, nesta terça-feira, 11 de agosto</strong>, em uma sessão marcada pela piora da percepção de risco doméstico, pela alta dos juros futuros e por perdas concentradas em ações de grande peso na carteira. O principal índice da B3 perdeu 4.305,29 pontos em relação ao fechamento anterior e completou a sexta baixa consecutiva, terminando no menor nível desde 20 de janeiro.</p>
<p data-start="739" data-end="1242">A pressão ganhou intensidade à medida que investidores repercutiram uma combinação de fatores: o IPCA de julho veio acima da expectativa do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337749">mercado</a>, a ata do Copom manteve um tom cauteloso sobre a inflação, uma nova pesquisa eleitoral ampliou as discussões sobre o cenário político de 2026 e o JPMorgan reduziu sua recomendação relativa para ações brasileiras. Os bancos estiveram entre os principais vetores negativos, com o Índice Financeiro recuando 3,27% e o <strong data-start="1202" data-end="1226">BTG Pactual (BPAC11)</strong> perdendo 5,81%.</p>
<p data-start="1244" data-end="1609">O movimento também foi acompanhado pela valorização do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337750">dólar</a> e pela abertura das taxas futuras de juros. Mesmo a alta do petróleo no mercado internacional não foi suficiente para sustentar as ações da <strong data-start="1445" data-end="1473">Petrobras (PETR3; PETR4)</strong>, enquanto a <strong data-start="1486" data-end="1502">Vale (VALE3)</strong> recuou 2,02%. No lado positivo, apenas seis componentes do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337752">Ibovespa</a> conseguiram encerrar o pregão em alta.</p>
<h3 data-section-id="1onqinq" data-start="1611" data-end="1648">Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul data-start="1650" data-end="2141">
<li data-section-id="1fu2i7q" data-start="1650" data-end="1690"><strong data-start="1652" data-end="1672">Pontuação final:</strong> 167.874,64 pontos</li>
<li data-section-id="ggsfl6" data-start="1691" data-end="1720"><strong data-start="1693" data-end="1713">Variação no dia:</strong> -2,50%</li>
<li data-section-id="7azvzu" data-start="1721" data-end="1763"><strong data-start="1723" data-end="1746">Variação em pontos:</strong> -4.305,29 pontos</li>
<li data-section-id="qufocl" data-start="1764" data-end="1797"><strong data-start="1766" data-end="1779">Abertura:</strong> 172.345,95 pontos</li>
<li data-section-id="1o1203f" data-start="1798" data-end="1850"><strong data-start="1800" data-end="1832">Máxima confirmada da sessão:</strong> 172.345,95 pontos</li>
<li data-section-id="p536u3" data-start="1851" data-end="1892"><strong data-start="1853" data-end="1874">Mínima da sessão:</strong> 167.568,94 pontos</li>
<li data-section-id="1m6qu3o" data-start="1893" data-end="1937"><strong data-start="1895" data-end="1919">Fechamento anterior:</strong> 172.179,93 pontos</li>
<li data-section-id="71jikr" data-start="2011" data-end="2043"><strong data-start="2013" data-end="2033">Dólar comercial:</strong> R$ 5,1608</li>
<li data-section-id="oixm9w" data-start="2044" data-end="2075"><strong data-start="2046" data-end="2068">Variação do dólar:</strong> +0,98%</li>
<li data-section-id="pkh6x8" data-start="2076" data-end="2109"><strong data-start="2078" data-end="2102">Acumulado em agosto:</strong> -5,69%</li>
<li data-section-id="1vv1897" data-start="2110" data-end="2141"><strong data-start="2112" data-end="2134">Acumulado em 2026:</strong> +4,19%</li>
</ul>
<h2 data-section-id="17hq6iq" data-start="2143" data-end="2216">Ibovespa hoje começou perto da estabilidade e perdeu força rapidamente</h2>
<p data-start="2218" data-end="2565">O comportamento da sessão mostrou uma deterioração progressiva do apetite por risco. Logo depois da abertura dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337751">negócios</a>, o Ibovespa chegou a registrar 172.345,95 pontos, em alta de aproximadamente 0,10%, mas o movimento positivo teve curta duração. Poucos minutos depois, o índice já havia invertido o sinal e passado para o território negativo.</p>
<p data-start="2567" data-end="2913">As vendas ganharam força ao longo da manhã e se intensificaram na segunda metade do pregão. Por volta das 15h, o índice atingiu <strong data-start="2695" data-end="2716">167.568,94 pontos</strong>, mínima intradiária confirmada na apuração, correspondendo a uma queda de aproximadamente 2,68%. A partir desse nível houve uma recuperação limitada, insuficiente para alterar a direção da sessão.</p>
<p data-start="2915" data-end="3177">O fechamento aos 167.874,64 pontos deixou o índice pouco mais de 300 pontos acima da mínima e marcou a sexta sessão consecutiva no vermelho. A referência brasileira terminou também abaixo dos 170 mil pontos e no menor patamar de encerramento desde 20 de janeiro.</p>
<p data-start="3179" data-end="3423">A amplitude do movimento foi evidenciada pela composição da carteira. Apenas seis ações terminaram em terreno positivo, enquanto companhias dos setores financeiro, siderúrgico, saúde e petróleo apareceram entre as principais pressões negativas.</p>
<h2 data-section-id="1pepdlz" data-start="3425" data-end="3475">Inflação, Copom e eleições aumentaram a cautela</h2>
<p data-start="3477" data-end="3824">A agenda econômica começou com a divulgação do <strong data-start="3524" data-end="3541">IPCA de julho</strong>, que avançou 0,07%, depois de alta de 0,16% em junho. Embora o resultado tenha mostrado desaceleração mensal e levado a inflação acumulada em 12 meses para 4,44%, a leitura ficou acima da mediana de 0,03% esperada na pesquisa de mercado utilizada como referência antes do indicador.</p>
<p data-start="3826" data-end="4060">O resultado anual colocou o IPCA novamente abaixo do limite superior de tolerância da meta de inflação, de 4,5%, mas a composição do dado e a surpresa em relação às estimativas limitaram uma interpretação mais favorável para os juros.</p>
<p data-start="4062" data-end="4382">O mercado também analisou a ata da última reunião do <strong data-start="4115" data-end="4155">Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337769">Política</a> Monetária (Copom)</strong>. O Banco Central voltou a demonstrar preocupação com a possibilidade de disseminação dos efeitos indiretos de choques de petróleo e de eventos climáticos sobre os preços, além de destacar riscos associados à demanda doméstica.</p>
<p data-start="4384" data-end="4676">Essa combinação contribuiu para a abertura da curva de juros. O contrato de DI para janeiro de 2028 encerrou a sessão em <strong data-start="4505" data-end="4516">13,905%</strong>, alta de 8 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,825%. Na parte mais longa, o DI para janeiro de 2035 terminou em 14,530%, avanço de 2,4 pontos-base.</p>
<p data-start="4678" data-end="4844">O movimento dos juros teve efeito especialmente desfavorável sobre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337753">empresas</a> mais sensíveis ao custo de capital e reforçou a pressão observada sobre ativos domésticos.</p>
<h2 data-section-id="o9ty4e" data-start="4846" data-end="4904">JPMorgan reduz exposição recomendada à Bolsa brasileira</h2>
<p data-start="4906" data-end="5071">Outro elemento que ganhou peso durante o pregão foi a decisão do <strong data-start="4971" data-end="5070">JPMorgan de rebaixar sua recomendação relativa para ações brasileiras de overweight para neutra</strong>.</p>
<p data-start="5073" data-end="5410">A mudança não corresponde a uma recomendação de venda do mercado brasileiro, mas significa que a instituição deixou de sugerir aos investidores internacionais uma exposição ao Brasil superior ao peso do País nos índices de referência. O banco também reduziu sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026 de 190 mil para <strong data-start="5391" data-end="5409">185 mil pontos</strong>.</p>
<p data-start="5412" data-end="5663">Entre os argumentos apresentados estão a proximidade do fim do ciclo de flexibilização monetária, a desaceleração esperada da atividade econômica, a deterioração do ciclo de crédito e o aumento potencial da volatilidade com a aproximação das eleições.</p>
<p data-start="5665" data-end="6013">Os fluxos estrangeiros já vinham demonstrando perda de força. No acumulado de agosto até esta terça-feira, investidores estrangeiros registravam retiradas líquidas estimadas em <strong data-start="5842" data-end="5907">R$ 3,3 bilhões no mercado à vista e R$ 4,4 bilhões em futuros</strong>. Mesmo assim, o saldo de entrada no mercado à vista durante 2026 permanecia positivo, em R$ 37,8 bilhões.</p>
<p data-start="6015" data-end="6418">Uma nova pesquisa CNT/MDA também entrou nas mesas de operações. Em eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o levantamento mostrou 48% para Lula e 39,1% para Bolsonaro. Mais do que a preferência por um candidato específico, o mercado passou a incorporar com maior intensidade a proximidade do período eleitoral e a incerteza sobre a política econômica a partir de 2027.</p>
<h2 data-section-id="phw064" data-start="6420" data-end="6461">Bancos puxam perdas e BPAC11 cai 5,81%</h2>
<p data-start="6463" data-end="6658">O setor financeiro teve peso decisivo no fechamento. O <strong data-start="6518" data-end="6550">Índice Financeiro caiu 3,27%</strong>, refletindo a piora generalizada do apetite por ativos domésticos e movimentos específicos entre os bancos.</p>
<p data-start="6660" data-end="7067">O maior destaque foi o <strong data-start="6683" data-end="6707">BTG Pactual (BPAC11)</strong>, que fechou em baixa de 5,81%, a R$ 50,13, mesmo depois de apresentar números robustos para o segundo trimestre. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões e rentabilidade sobre o patrimônio de 26,7%, mas investidores concentraram atenção em pontos como a expansão acelerada do crédito ao consumidor e a evolução futura da qualidade dos ativos.</p>
<p data-start="7069" data-end="7184">BPAC11 esteve também entre os papéis de maior movimentação financeira da sessão, com giro superior a R$ 1,8 bilhão.</p>
<p data-start="7186" data-end="7454">O desempenho do setor não foi uniforme. <strong data-start="7226" data-end="7255">Santander Brasil (SANB11)</strong> resistiu à pressão e terminou em alta de 0,92%, a R$ 29,52. Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, por outro lado, estiveram pressionados durante o pregão, acompanhando o movimento predominante do setor.</p>
<p data-start="7456" data-end="7733">No caso do <strong data-start="7467" data-end="7494">Banco do Brasil (BBAS3)</strong>, investidores ainda ajustaram posições antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, programada para esta quarta-feira (12), com a qualidade da carteira de crédito rural e o nível das provisões entre os indicadores mais aguardados.</p>
<h2 data-section-id="13uorx5" data-start="7735" data-end="7783">Petrobras cai mesmo com Brent perto de US$ 89</h2>
<p data-start="7785" data-end="7989">As ações da Petrobras seguiram direção oposta à do petróleo internacional. A <strong data-start="7862" data-end="7886">Petrobras ON (PETR3)</strong> fechou em baixa de 1,44%, a R$ 46,53, enquanto a <strong data-start="7936" data-end="7960">Petrobras PN (PETR4)</strong> perdeu 1,35%, para R$ 41,66.</p>
<p data-start="7991" data-end="8233">A queda ocorreu mesmo com o Brent avançando pelo quinto pregão consecutivo. O contrato para outubro subiu <strong data-start="8097" data-end="8130">1,36%, a US$ 88,91 por barril</strong>, em meio à continuidade do impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.</p>
<p data-start="8235" data-end="8510">O WTI para setembro também terminou em alta, de 1,30%, a US$ 83,20 por barril. A valorização das commodities energéticas manteve o risco inflacionário internacional no radar, mas não foi suficiente para compensar a pressão vendedora sobre as ações brasileiras de grande peso.</p>
<p data-start="8512" data-end="8780">A <strong data-start="8514" data-end="8530">Vale (VALE3)</strong> também encerrou a sessão no vermelho, com queda de 2,02%, a R$ 74,40. O papel perdeu força em um dia de aversão ao risco, apesar de o UBS BB ter elevado seu preço-alvo para as ADRs da companhia de US$ 16 para US$ 16,50, mantendo recomendação neutra.</p>
<p data-start="8782" data-end="8970">Somados, bancos, Petrobras e Vale representam uma parcela expressiva do Ibovespa, o que explica a intensidade com que movimentos simultaneamente negativos nesses grupos atingiram o índice.</p>
<h2 data-section-id="ltfm1q" data-start="8972" data-end="9012">Usiminas lidera as quedas do Ibovespa</h2>
<p data-start="9014" data-end="9281">A <strong data-start="9016" data-end="9036">Usiminas (USIM5)</strong> apresentou a maior perda entre os integrantes do Ibovespa, com baixa de <strong data-start="9109" data-end="9129">7,54%, a R$ 6,62</strong>. O movimento ocorreu após o Itaú BBA rebaixar sua recomendação para as ações de compra para neutra e estabelecer preço-alvo de R$ 8 para o fim de 2027.</p>
<p data-start="9283" data-end="9532">A avaliação mais cautelosa foi associada à dinâmica enfraquecida do mercado de aço e a preços de produtos planos abaixo das expectativas. O papel já acumulava uma correção significativa em relação aos níveis máximos registrados anteriormente no ano.</p>
<p data-start="9534" data-end="9736">Na sequência das maiores quedas apareceram <strong data-start="9577" data-end="9735">BTG Pactual (BPAC11), com -5,80%; RD Saúde (RADL3), com -5,68%, a R$ 18,28; Cosan (CSAN3), com -4,96%, a R$ 3,28; e Hapvida (HAPV3), com -4,95%, a R$ 9,79</strong>.</p>
<p data-start="9738" data-end="9927">No caso da RD Saúde, o movimento também ocorreu depois da forte valorização registrada nos pregões anteriores, quando os investidores haviam reagido aos resultados trimestrais da companhia.</p>
<h2 data-section-id="p3rod2" data-start="9929" data-end="9972">Só seis ações conseguiram fechar em alta</h2>
<p data-start="9974" data-end="10093">A ponta positiva foi bastante restrita. A <strong data-start="10016" data-end="10041">CSN Mineração (CMIN3)</strong> liderou os ganhos com alta de <strong data-start="10072" data-end="10092">2,01%, a R$ 5,57</strong>.</p>
<p data-start="10095" data-end="10307">A <strong data-start="10097" data-end="10115">Natura (NATU3)</strong> avançou 1,49%, a R$ 8,20, seguida pela <strong data-start="10155" data-end="10171">MBRF (MBRF3)</strong>, que ganhou 1,38%, a R$ 16,16. Santander subiu 0,92%, para R$ 29,52, enquanto <strong data-start="10250" data-end="10275">Brava Energia (BRAV3)</strong> teve alta de 0,81%, a R$ 18,65.</p>
<p data-start="10309" data-end="10405">A lista de ações positivas foi completada pelo <strong data-start="10356" data-end="10373">Assaí (ASAI3)</strong>, com ganho de 0,25%, a R$ 8,08.</p>
<p data-start="10407" data-end="10635">O fato de apenas seis papéis da carteira terem terminado em alta mostra que a queda não ficou limitada a uma ou duas empresas de grande peso, embora bancos, Vale e Petrobras tenham intensificado o efeito sobre a pontuação final.</p>
<h2 data-section-id="144k2to" data-start="10637" data-end="10686">Dólar sobe a R$ 5,1608 e juros futuros avançam</h2>
<p data-start="10688" data-end="10813">O <strong data-start="10690" data-end="10751">dólar à vista fechou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608</strong>, na segunda sessão consecutiva de valorização diante do real.</p>
<p data-start="10815" data-end="11144">O câmbio acompanhou a redução do apetite por ativos brasileiros depois dos dados de inflação, da ata do Copom, da pesquisa eleitoral e da revisão do JPMorgan. No exterior, o índice DXY apresentava variação pequena próximo ao fim da sessão brasileira, o que reforçou a predominância dos fatores domésticos na movimentação do real.</p>
<p data-start="11146" data-end="11334">Na renda fixa, a curva de juros abriu em praticamente todos os trechos acompanhados. O DI de janeiro de 2028 avançou para 13,905%, enquanto o vencimento de janeiro de 2035 atingiu 14,530%.</p>
<p data-start="11336" data-end="11529">A alta simultânea do dólar e das taxas futuras aumentou a pressão sobre companhias domésticas e ajudou a explicar a diferença entre o desempenho brasileiro e o de algumas bolsas internacionais.</p>
<h2 data-section-id="1arzgdl" data-start="11531" data-end="11580">Petróleo sobe e Ormuz continua no radar global</h2>
<p data-start="11582" data-end="11844">No mercado de commodities, o petróleo permaneceu como o principal foco internacional. O Brent fechou a US$ 88,91 por barril e se aproximou novamente dos US$ 90, enquanto investidores acompanharam o impasse para a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p data-start="11846" data-end="12023">A passagem marítima é estratégica para o abastecimento mundial de energia, e a incerteza sobre seu funcionamento mantém incorporado aos contratos um prêmio de risco geopolítico.</p>
<p data-start="12025" data-end="12290">A alta também tem implicações monetárias. Uma permanência do petróleo em níveis elevados pode pressionar combustíveis, fretes e outros custos de produção, tornando ainda mais importante a leitura da inflação dos Estados Unidos que será divulgada nesta quarta-feira.</p>
<p data-start="12292" data-end="12563">Para as empresas brasileiras, o comportamento das commodities produziu efeitos distintos. Petrobras não acompanhou a valorização do petróleo, enquanto Vale permaneceu pressionada mesmo com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337756">notícias</a> positivas específicas sobre a avaliação de sua divisão de metais básicos.</p>
<h2 data-section-id="1cpn1nr" data-start="12565" data-end="12606">Wall Street também termina no vermelho</h2>
<p data-start="12608" data-end="12832">Os principais índices americanos fecharam em queda, pressionados pela alta do petróleo e pelas preocupações sobre as consequências inflacionárias de uma eventual interrupção prolongada das rotas energéticas no Oriente Médio.</p>
<p data-start="12834" data-end="12983">O <strong data-start="12836" data-end="12882">Dow Jones caiu 0,34%, aos 53.791,85 pontos</strong>, o <strong data-start="12886" data-end="12931">S&amp;P 500 recuou 0,32%, aos 7.728,20 pontos</strong>, e o <strong data-start="12937" data-end="12982">Nasdaq perdeu 0,60%, aos 26.445,45 pontos</strong>.</p>
<p data-start="12985" data-end="13073">Na Europa, o Stoxx 600 ficou praticamente estável, com alta de 0,01%, aos 660,51 pontos.</p>
<p data-start="13075" data-end="13251">Na Ásia, os mercados tiveram comportamento misto. O Nikkei, no Japão, avançou 2,08%, aos 66.970,22 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, caiu 1,10%, aos 25.652,82 pontos.</p>
<p data-start="13253" data-end="13463">O resultado internacional adicionou pressão ao fim do pregão brasileiro, mas a queda de 2,50% do Ibovespa foi significativamente mais intensa, refletindo a concentração de fatores domésticos ao longo da sessão.</p>
<h2 data-section-id="1fohqnh" data-start="13465" data-end="13509">Ibovespa acumula queda de 5,69% em agosto</h2>
<p data-start="13511" data-end="13698">Depois de encerrar julho aos 177.999 pontos, com valorização mensal de 3,47%, o Ibovespa passou a acumular <strong data-start="13618" data-end="13662">queda de aproximadamente 5,69% em agosto</strong> até o fechamento desta terça-feira.</p>
<p data-start="13700" data-end="13858">Apesar da correção recente, o índice ainda registra <strong data-start="13752" data-end="13786">alta de cerca de 4,19% em 2026</strong>, tomando como referência os 161.125,37 pontos do último pregão de 2025.</p>
<p data-start="13860" data-end="14014">A sequência de seis baixas reduziu de forma significativa parte da valorização acumulada anteriormente e devolveu o índice a níveis observados em janeiro.</p>
<h2 data-section-id="1i20ukg" data-start="14016" data-end="14053">O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p data-start="14055" data-end="14131">A agenda desta quarta-feira (12) terá dois eventos de peso para os mercados.</p>
<p data-start="14133" data-end="14494">Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics divulgará o <strong data-start="14194" data-end="14210">CPI de julho</strong>, indicador que deverá ser acompanhado especialmente de perto diante da recente valorização do petróleo. O resultado poderá alterar as expectativas para a trajetória da política monetária americana e, por consequência, influenciar dólar, juros globais e ativos de mercados emergentes.</p>
<p data-start="14496" data-end="14743">No Brasil, o <strong data-start="14509" data-end="14536">Banco do Brasil (BBAS3)</strong> apresenta as informações financeiras do segundo trimestre. A atenção estará concentrada na inadimplência, no custo do crédito, nas provisões e principalmente no desempenho da carteira ligada ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank" rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337754">agronegócio</a>.</p>
<p data-start="14745" data-end="14972">Investidores também continuarão acompanhando a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e o Estreito de Ormuz, além da repercussão doméstica das pesquisas eleitorais e do comportamento do fluxo estrangeiro na B3.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PRIO (PRIO3) volta a ser compra do Itaú BBA; preço-alvo vai a R$ 73</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/prio3-compra-itau-bba-preco-alvo-73</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[peregrino]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[Wahoo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528625</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Itaú BBA voltou a recomendar a compra das ações da PRIO (PRIO3) e estabeleceu preço-alvo de R$ 73 por papel para o fim de 2027, após avaliar que a recente correção das ações melhorou a relação entre risco e retorno da petroleira. A mudança representa uma reversão importante na avaliação do banco. Em abril, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú BBA voltou a recomendar a compra das ações da PRIO (PRIO3) e estabeleceu preço-alvo de <strong>R$ 73 por papel para o fim de 2027</strong>, após avaliar que a recente correção das ações melhorou a relação entre risco e retorno da petroleira.</p>
<p>A mudança representa uma reversão importante na avaliação do banco. Em abril, o Itaú BBA havia reduzido a recomendação de PRIO3 para neutra, apesar de manter uma visão positiva sobre a capacidade operacional da companhia. Agora, a instituição considera que o preço das ações voltou a oferecer uma margem de valorização suficientemente atrativa.</p>
<p>Considerando o preço utilizado como referência pelo banco, o novo alvo representa potencial de valorização de aproximadamente <strong>27%</strong>. Esse percentual, contudo, varia ao longo do pregão conforme a cotação de PRIO3 se movimenta na B3.</p>
<p>A tese do Itaú BBA está apoiada principalmente na expansão da produção, no avanço do campo de Peregrino, na geração futura de caixa e na capacidade da PRIO de entregar retorno aos acionistas mesmo em cenários mais conservadores para o petróleo.</p>
<p>Nesta segunda-feira (10), as ações reagiram positivamente à revisão e chegaram a avançar mais de 4% durante o pregão.</p>
<h2>PRIO3 embute petróleo perto de US$ 61, calcula Itaú BBA</h2>
<p>Um dos principais argumentos utilizados pelo banco está na relação entre a cotação da companhia e o preço do petróleo.</p>
<p>Segundo os cálculos do Itaú BBA, o valor atual de PRIO3 embute aproximadamente um petróleo Brent de <strong>US$ 61 por barril</strong>.</p>
<p>A leitura é relevante porque significa que, caso o Brent permaneça em patamares superiores a essa referência, a companhia poderia gerar resultados e fluxos de caixa mais elevados do que aqueles implicitamente refletidos no preço das ações.</p>
<p>O banco reduziu sua premissa de longo prazo para o Brent de <strong>US$ 70 para US$ 65 por barril a partir de 2028</strong>, mas mantém projeções superiores para os próximos dois anos.</p>
<p>A estimativa é de petróleo a <strong>US$ 80 por barril no fim de 2026</strong> e <strong>US$ 75 no fim de 2027</strong>.</p>
<p>Mesmo com uma visão mais conservadora para o preço estrutural da commodity, o Itaú BBA entende que a PRIO oferece uma combinação atrativa entre crescimento operacional e geração de caixa.</p>
<h2>Produção da PRIO pode superar 200 mil barris por dia</h2>
<p>A expansão da produção é uma das partes centrais da nova recomendação.</p>
<p>O Itaú BBA estima que a produção total da PRIO, que ficou em aproximadamente 106,4 mil barris por dia em 2025, alcance <strong>177,6 mil barris diários em 2026</strong>.</p>
<p>Para 2027, a projeção sobe para <strong>214,2 mil barris por dia</strong>.</p>
<p>Grande parte do avanço esperado está relacionada ao campo de Peregrino.</p>
<p>Segundo as estimativas do banco, a contribuição do ativo para a PRIO pode passar de 37,1 mil barris por dia em 2025 para <strong>79,8 mil barris diários em 2026</strong> e chegar a <strong>102,3 mil barris por dia em 2027</strong>.</p>
<p>O crescimento aumenta a capacidade da companhia de diluir custos fixos e amplia a geração potencial de caixa, desde que os preços internacionais do petróleo permaneçam em níveis compatíveis com as premissas utilizadas.</p>
<h2>PRIO apresentou lucro de US$ 413 milhões no 2T26</h2>
<p>A revisão do Itaú BBA ocorre poucos dias depois da divulgação de um trimestre de forte crescimento operacional da companhia.</p>
<p>A PRIO encerrou o segundo trimestre de 2026 com <strong>lucro líquido de US$ 413,3 milhões</strong>, crescimento de 169% na comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>A receita líquida ficou próxima de <strong>US$ 1,2 bilhão</strong>, enquanto o Ebitda ajustado alcançou aproximadamente <strong>US$ 879 milhões</strong>.</p>
<p>A produção média da companhia chegou a cerca de <strong>172 mil barris de óleo equivalente por dia</strong> no trimestre, refletindo principalmente a incorporação de Peregrino e o avanço de Wahoo.</p>
<p>Outro indicador relevante foi o custo de extração.</p>
<p>O chamado <em>lifting cost</em> caiu para <strong>US$ 8,90 por barril</strong>, ante US$ 13,80 no mesmo trimestre do ano anterior.</p>
<p>Quanto menor esse custo, maior tende a ser a capacidade da petroleira de preservar margens mesmo quando o petróleo internacional sofre queda.</p>
<h2>Wahoo já chegou a 40 mil barris por dia</h2>
<p>O campo de Wahoo também aparece como uma peça importante na transformação operacional da PRIO.</p>
<p>Durante o segundo trimestre, a produção do ativo avançou de aproximadamente 20 mil barris por dia no início do período para cerca de <strong>40 mil barris diários no fim de junho</strong>.</p>
<p>Os quatro poços produtores previstos no projeto foram conectados ao FPSO de Frade.</p>
<p>Para a PRIO, Wahoo tem importância adicional porque foi o primeiro projeto de desenvolvimento executado integralmente pela própria companhia.</p>
<p>A entrada do campo contribuiu não apenas para elevar a produção, mas também para diluir custos do chamado cluster de Frade e Wahoo.</p>
<h2>Itaú BBA vê forte geração de caixa em 2027</h2>
<p>O crescimento operacional se reflete diretamente nas projeções financeiras do banco.</p>
<p>O Itaú BBA estima para a PRIO um <strong>FCFE yield de 15,5% em 2026</strong>, indicador que mede o fluxo de caixa livre disponível para os acionistas em relação ao valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="337623">mercado</a> da empresa.</p>
<p>Para 2027, a estimativa sobe para <strong>32,9%</strong>.</p>
<p>O número chama atenção porque representa uma geração de caixa potencialmente elevada em relação ao valor das ações.</p>
<p>Isso não significa que todo esse montante necessariamente será distribuído aos investidores. A companhia pode utilizar recursos para reduzir endividamento, realizar novos investimentos, recomprar ações, pagar dividendos ou combinar essas alternativas.</p>
<p>A capacidade de transformar a geração de caixa em remuneração efetiva ao acionista será, portanto, uma das variáveis acompanhadas pelo mercado.</p>
<h2>Dividendos da PRIO podem superar 20%</h2>
<p>O Itaú BBA também traçou cenários para a eventual remuneração aos acionistas em 2027.</p>
<p>Em um cenário de Brent a <strong>US$ 60 por barril</strong>, o banco calcula que a PRIO poderia alcançar um retorno via dividendos equivalente a aproximadamente <strong>21%</strong>.</p>
<p>Com o petróleo a <strong>US$ 70 por barril</strong>, esse percentual poderia chegar a <strong>25%</strong>.</p>
<p>As projeções consideram uma relação entre dívida líquida e Ebitda situada entre aproximadamente 0,8 e 1 vez.</p>
<p>Os números são estimativas, e não constituem dividendos já anunciados pela companhia.</p>
<p>A distribuição efetiva dependerá da geração de caixa, dos investimentos, do endividamento, do preço do petróleo, de eventuais aquisições e das decisões futuras da administração.</p>
<h2>Desalavancagem passa a ser peça importante da tese</h2>
<p>A PRIO terminou o segundo trimestre com dívida líquida próxima de <strong>US$ 4,05 bilhões</strong>, redução de aproximadamente US$ 326 milhões em relação ao trimestre anterior.</p>
<p>A queda ocorreu mesmo com investimentos elevados e recompra de ações no período.</p>
<p>O capex ficou em aproximadamente US$ 285 milhões no trimestre, refletindo projetos como Wahoo, intervenções em Peregrino, desenvolvimento de Arapuçá e atividades de perfuração em Frade.</p>
<p>A companhia também destinou recursos à recompra de ações.</p>
<p>Para os investidores, o ritmo de redução do endividamento será particularmente importante porque uma estrutura de capital mais leve aumenta a quantidade de recursos que pode futuramente ser destinada aos acionistas.</p>
<h2>Petróleo continua sendo o principal risco para PRIO3</h2>
<p>Apesar da melhora da recomendação, PRIO3 continua sendo uma ação altamente exposta aos movimentos do mercado internacional de petróleo.</p>
<p>A receita da companhia é diretamente influenciada pelo Brent.</p>
<p>Uma queda prolongada da commodity reduz faturamento, geração de caixa e valor econômico dos campos, enquanto preços mais elevados produzem o efeito contrário.</p>
<p>O Itaú BBA avalia que os fundamentos globais apontam para um mercado relativamente bem abastecido no médio e longo prazo, motivo pelo qual reduziu a premissa estrutural do Brent para US$ 65 por barril.</p>
<p>Ao mesmo tempo, conflitos geopolíticos seguem capazes de provocar movimentos expressivos no curto prazo.</p>
<p>Nesta segunda-feira, o petróleo voltou a subir diante das incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz e às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.</p>
<h2>Petrobras continua sendo a preferida do Itaú BBA</h2>
<p>Mesmo elevando a recomendação de PRIO3, o Itaú BBA mantém a Petrobras (PETR4) como sua principal escolha dentro do setor brasileiro de petróleo e gás.</p>
<p>O banco reiterou recomendação de compra para PETR4 e estabeleceu preço-alvo de <strong>R$ 63 para dezembro de 2027</strong>.</p>
<p>A avaliação considera que as margens internacionais de refino podem funcionar como uma proteção parcial para a Petrobras caso o preço do petróleo recue.</p>
<p>O banco também projeta forte geração de resultados pela estatal, além de capacidade relevante de pagamento de dividendos.</p>
<p>Na PetroReconcavo (RECV3), a visão é mais cautelosa.</p>
<p>O Itaú BBA manteve recomendação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 16 para <strong>R$ 12 por ação</strong>, agora com horizonte em dezembro de 2027.</p>
<p>A projeção de produção para 2026 também foi revisada para aproximadamente 24,2 mil barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>Para Brava Energia (BRAV3), o banco permanece sem recomendação e sem preço-alvo por restrição.</p>
<h2>O que pode fazer PRIO3 chegar a R$ 73</h2>
<p>A trajetória até o preço-alvo projetado pelo Itaú BBA depende de uma combinação de fatores.</p>
<p>O primeiro é a continuidade da expansão da produção, especialmente em Peregrino e Wahoo.</p>
<p>O segundo é a redução gradual da alavancagem depois do ciclo de aquisições e investimentos realizados pela companhia.</p>
<p>O terceiro será a capacidade de converter a geração operacional em fluxo de caixa disponível para os acionistas.</p>
<p>Por fim, permanece uma variável que a administração da PRIO não controla: o preço internacional do petróleo.</p>
<p>A nova recomendação do Itaú BBA parte justamente da avaliação de que o preço atual das ações oferece margem suficiente para absorver cenários mais conservadores da commodity e, ao mesmo tempo, participar de uma valorização relevante caso a produção e a geração de caixa avancem conforme esperado.</p>
<p>A mudança de neutra para compra, portanto, não representa apenas uma revisão do preço-alvo. Ela indica que, depois da correção recente de PRIO3, o banco voltou a enxergar uma assimetria favorável entre os riscos da companhia e o retorno potencial para o investidor.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento, 6 de agosto: Bolsa cai 1,23% com bancos e Vale</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-6-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 21:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1528347</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,23% nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, aos 175.546,36 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.179,81 pontos em uma sessão marcada pela pressão sobre bancos, Vale e empresas sensíveis aos juros, enquanto a Petrobras avançou acompanhando a valorização do petróleo no exterior. O índice [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,23% nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, aos 175.546,36 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.179,81 pontos em uma sessão marcada pela pressão sobre bancos, Vale e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337437">empresas</a> sensíveis aos juros, enquanto a Petrobras avançou acompanhando a valorização do petróleo no exterior.</p>
<p>O índice abriu praticamente no maior nível do dia, aos 177.720 pontos, e não conseguiu sustentar uma tentativa de recuperação. A mínima foi registrada aos 175.514,86 pontos, pouco antes do encerramento, mostrando que a pressão vendedora permaneceu até o leilão de fechamento.</p>
<p>A sessão também refletiu a leitura mais cautelosa do comunicado do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337438">Política</a> Monetária. Na véspera, o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, como esperado, mas elevou a preocupação com os riscos inflacionários e não indicou a continuidade automática dos cortes.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 175.546,36 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 1,23%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> menos 2.179,81 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 177.720,00 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 177.720,00 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 175.514,86 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 177.726,17 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 20,10 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337436">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1055</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,44%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> queda de 1,38%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 8,95%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu na máxima e perdeu força</h2>
<p>O comportamento intradiário mostrou uma sessão predominantemente negativa. Depois de abrir perto da estabilidade e marcar a máxima logo no início dos <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337435">negócios</a>, o Ibovespa passou a operar em queda e se afastou progressivamente dos 177 mil pontos.</p>
<p>O índice havia terminado as três sessões anteriores com oscilações limitadas. Nesta quinta-feira, porém, a pressão vendedora ganhou intensidade com o recuo simultâneo de ações de bancos, mineração, varejo, saúde e outros setores relevantes da carteira.</p>
<p>A pontuação final ficou apenas 31,50 pontos acima da mínima, uma diferença pequena para um índice que movimentou mais de 2 mil pontos entre o fechamento anterior e o encerramento desta quinta-feira. O resultado indica que não houve recuperação significativa durante o leilão final.</p>
<p>O giro financeiro chegou a R$ 20,10 bilhões. O volume ocorreu durante a temporada de balanços do segundo trimestre, período em que investidores ajustam posições com base nos resultados, projeções e comentários divulgados pelas companhias.</p>
<h2>Comunicação do Banco Central pressiona juros longos</h2>
<p>A redução da Selic para 14% já estava incorporada aos preços dos ativos. O foco dos investidores ficou concentrado na comunicação do Banco Central e nas condições apresentadas para eventuais novos cortes.</p>
<p>O Copom afirmou que o balanço de riscos para a inflação passou a apresentar inclinação para cima e demonstrou maior preocupação com uma desancoragem adicional das expectativas. O colegiado também evitou oferecer orientação sobre a decisão da reunião de setembro.</p>
<p>A linguagem mais restritiva reduziu a percepção de que o ciclo de flexibilização continuará de forma automática. Embora o Banco Central tenha promovido o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, a possibilidade de uma pausa voltou a ganhar peso nas negociações.</p>
<p>A reação apareceu principalmente na parte intermediária e longa da curva de juros. O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 encerrou em 13,77%, praticamente estável, enquanto os vencimentos mais distantes avançaram.</p>
<p>A taxa para janeiro de 2028 subiu para 13,865%. O contrato para janeiro de 2029 alcançou 14,12%, enquanto janeiro de 2031 terminou em 14,33%. O vencimento para janeiro de 2035 fechou em 14,445%.</p>
<p>A abertura da curva de longo prazo elevou a taxa utilizada pelo <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337439">mercado</a> para calcular o valor presente dos resultados futuros das empresas. Esse movimento tende a pressionar, principalmente, companhias endividadas ou com parcela relevante de seus lucros esperada para períodos mais distantes.</p>
<h2>Bradesco e Itaú pressionam o índice</h2>
<p>Os bancos estiveram entre as principais influências negativas do pregão. O índice financeiro da B3 caiu 1,67%, acompanhando a desvalorização das instituições de maior peso.</p>
<p>As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,94%, para R$ 17,70. O movimento ocorreu após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que mostrou crescimento do lucro recorrente, mas também sinais de deterioração em indicadores de qualidade dos ativos.</p>
<p>O banco registrou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, avanço de 16,2% na comparação anual. Apesar da expansão do resultado, o mercado avaliou a evolução das provisões, da inadimplência e das margens para determinar a sustentabilidade do desempenho nos próximos trimestres.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,30%, para R$ 41,83. Por possuir uma das maiores participações na carteira teórica do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="337453">Ibovespa</a>, a desvalorização do banco exerceu impacto relevante sobre a pontuação final.</p>
<p>Os papéis de Banco do Brasil, Santander Brasil e outras instituições também foram influenciados pela abertura da curva de juros e pelos ajustes realizados após uma sequência de balanços bancários.</p>
<h2>Vale cai apesar da alta do minério de ferro</h2>
<p>A Vale (VALE3) encerrou em baixa de 1,66%, cotada a R$ 75,39, e também figurou entre as principais pressões sobre o Ibovespa.</p>
<p>A queda ocorreu mesmo com a valorização do minério de ferro no mercado asiático. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançou 2,57%, para 719 yuans por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 106,52.</p>
<p>O minério foi favorecido por expectativas de novas medidas de apoio ao setor imobiliário chinês. A reação da Vale em sentido contrário mostra que o desempenho da ação não esteve condicionado apenas à commodity.</p>
<p>A realização de lucros, o comportamento geral das ações brasileiras e ajustes de posições em empresas de grande capitalização também influenciaram o papel. O peso da mineradora na composição do Ibovespa ampliou o efeito de sua queda sobre o índice.</p>
<h2>Petrobras sobe com petróleo e limita perdas</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) destoou dos bancos e da Vale. As ações ordinárias avançaram 0,34%, para R$ 47,31, enquanto os papéis preferenciais subiram 0,48%, para R$ 42,13.</p>
<p>A estatal foi beneficiada pela forte valorização internacional do petróleo e pela divulgação de um recorde de produção de diesel em julho. O movimento dos papéis ajudou a limitar a queda do Ibovespa, mas não foi suficiente para compensar as perdas disseminadas em outros setores.</p>
<p>O petróleo Brent encerrou com alta de 3,83%, negociado a US$ 82,49 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 2,75%, para US$ 77,29.</p>
<p>Os preços avançaram com o aumento das tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. A possibilidade de restrições à navegação elevou os prêmios de risco incorporados às cotações.</p>
<p>O balanço da Petrobras referente ao segundo trimestre foi divulgado depois do encerramento da B3. Os números e as informações sobre remuneração aos acionistas serão incorporados pelos investidores no pregão de sexta-feira.</p>
<h2>Braskem lidera ganhos após decisão antidumping</h2>
<p>A Braskem (BRKM5) liderou as altas do Ibovespa, com valorização de 3,07%, a R$ 6,05.</p>
<p>Os papéis reagiram à decisão de prorrogar a aplicação de medidas antidumping sobre as importações brasileiras de resina de policloreto de vinila em suspensão, conhecida como PVC-S, originárias da China.</p>
<p>As medidas têm como objetivo compensar a entrada de produtos estrangeiros a preços considerados inferiores às condições normais de mercado. A proteção pode reduzir a pressão competitiva sobre a indústria petroquímica nacional.</p>
<p>A alta da Braskem ocorreu em uma sessão com poucos avanços expressivos entre os componentes do índice. A ausência de recuperação mais ampla reforçou a predominância da pressão vendedora no pregão.</p>
<h2>Smart Fit cai 7,82% após balanço</h2>
<p>A Smart Fit (SMFT3) ocupou a ponta negativa do Ibovespa, com queda de 7,82%, para R$ 18,38.</p>
<p>A companhia divulgou lucro líquido de R$ 203,6 milhões no segundo trimestre, crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço mostrou expansão das operações, mas alguns indicadores abaixo da linha de receita ficaram aquém das expectativas consideradas por participantes do mercado.</p>
<p>O recuo demonstra que o crescimento do lucro, isoladamente, não determina a reação de uma ação. Investidores também comparam EBITDA, margens, despesas, geração de caixa, ritmo de expansão e projeções da administração com as estimativas anteriores.</p>
<p>Outras empresas ligadas ao consumo e à atividade doméstica também sofreram com a elevação dos juros futuros, que ampliou a percepção de que as condições financeiras continuarão restritivas.</p>
<h2>Dólar fecha abaixo de R$ 5,11</h2>
<p>O dólar comercial fechou em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,1055. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0903 e a máxima de R$ 5,1295.</p>
<p>O real se valorizou mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Fluxos comerciais e ajustes posteriores à decisão do Copom contribuíram para o movimento doméstico.</p>
<p>No acumulado de 2026, o dólar registra queda próxima de 7% frente ao real. A manutenção da Selic em nível elevado preserva um diferencial de juros favorável aos ativos brasileiros, embora fatores fiscais, políticos e externos continuem influenciando o câmbio.</p>
<p>A queda do dólar não impediu a abertura dos juros longos. Os dois mercados respondem a conjuntos diferentes de expectativas e fluxos, e não precisam apresentar movimentos opostos em todas as sessões.</p>
<h2>Wall Street fecha em baixa antes do relatório de emprego</h2>
<p>As bolsas de Nova York também terminaram o dia no campo negativo. O Dow Jones caiu 0,85%, aos 53.885,10 pontos. O S&amp;P 500 recuou 0,18%, aos 7.709,96 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 0,06%, aos 26.348,35 pontos.</p>
<p>Os rendimentos dos títulos públicos norte-americanos subiram antes da divulgação do relatório de emprego de julho. A taxa do Treasury de dez anos avançou para aproximadamente 4,67%.</p>
<p>O movimento refletiu cautela com a inflação, a política monetária do Federal Reserve e o impacto de uma eventual escalada geopolítica sobre os preços de energia.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou 0,16%, aos 658,19 pontos, renovando sua máxima nominal de fechamento. Na Ásia, o Nikkei caiu 0,93%, enquanto o Hang Seng recuou 1,49%.</p>
<h2>Ibovespa acumula queda em agosto</h2>
<p>Com o resultado desta quinta-feira, o Ibovespa passou a acumular queda de 1,38% em agosto. No terceiro trimestre, o índice ainda registra valorização de 2,05%.</p>
<p>No acumulado de 2026, a Bolsa brasileira conserva alta de 8,95%. O avanço anual permanece positivo apesar da correção recente e da dificuldade do índice em sustentar níveis próximos dos 180 mil pontos.</p>
<p>O desempenho da sessão também interrompeu o período de variações estreitas observado no início da semana. A queda de 1,23% foi superior às oscilações registradas nos três primeiros pregões de agosto.</p>
<h2>Relatório de emprego e Petrobras entram no radar</h2>
<p>No pregão de sexta-feira, 7 de agosto, investidores acompanharão a repercussão do balanço da Petrobras e a videoconferência da companhia com analistas e acionistas.</p>
<p>No exterior, o principal evento será o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, com divulgação prevista para as 12h30, pelo horário de Brasília.</p>
<p>A mediana das projeções aponta para a criação de aproximadamente 88 mil vagas fora do setor agrícola em julho. A taxa de desemprego é esperada em 4,2%.</p>
<p>Os dados poderão alterar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve e produzir efeitos sobre os rendimentos dos Treasuries, o dólar, as commodities e os ativos brasileiros.</p>
<p>A temporada de resultados corporativos também continuará no centro das negociações, com o mercado avaliando balanços divulgados depois do fechamento desta quinta-feira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento, 4 de agosto: Bolsa fecha em leve queda após superar 180 mil pontos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-4-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1525930</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 105,27 pontos depois de superar os 180 mil pontos durante a sessão, sustentado inicialmente pelo avanço das bolsas de Nova York, mas pressionado no fechamento por Itaú Unibanco (ITUB4), [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 105,27 pontos depois de superar os 180 mil pontos durante a sessão, sustentado inicialmente pelo avanço das bolsas de Nova York, mas pressionado no fechamento por Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR3; PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).</p>
<p>O índice abriu aos 178.002,55 pontos, praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, de 178.000,24 pontos. No melhor momento, alcançou 180.679,47 pontos, o equivalente a uma valorização intradiária de aproximadamente 1,51%. A mínima foi registrada aos 177.580,77 pontos, antes de uma recuperação parcial no leilão de encerramento.</p>
<p>A amplitude de 3.098,70 pontos entre a máxima e a mínima mostra a mudança de direção da sessão. O ambiente externo favoreceu os ativos de risco no início do dia, com recordes em Wall Street e queda acentuada do petróleo, mas a composição do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334897">Ibovespa</a> impediu que o índice brasileiro acompanhasse a alta internacional até o fechamento.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 177.894,97 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> -105,27 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 178.002,55 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 180.679,47 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 177.580,77 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 178.000,24 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,20 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334900">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,131</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> +0,87%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +10,41%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje devolve alta de 1,51%</h2>
<p>O movimento do Ibovespa durante o pregão foi dividido em duas fases. A primeira refletiu a forte valorização dos índices norte-americanos e o avanço de ações ligadas à mineração e à siderurgia. A segunda foi marcada pela perda de força dos papéis de maior peso, sobretudo bancos e Petrobras, além da cautela antes da decisão do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334898">Política</a> Monetária.</p>
<p>Mesmo após alcançar 180.679,47 pontos, o índice não consolidou a entrada no patamar dos 180 mil. A diferença entre a máxima e o encerramento chegou a 2.784,50 pontos. O fechamento ocorreu apenas 314,20 pontos acima da mínima, indicando que a maior parte da valorização acumulada nas primeiras horas foi eliminada.</p>
<p>O desempenho também mostrou descolamento de Nova York. Enquanto Dow Jones, S&amp;P 500 e Nasdaq encerraram com altas expressivas, o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334899">mercado</a> brasileiro permaneceu próximo da estabilidade pelo segundo pregão consecutivo. Na segunda-feira, o Ibovespa havia terminado praticamente sem variação.</p>
<p>O resultado de terça-feira levou o índice a acumular queda de 0,06% na semana e em agosto. No terceiro trimestre, iniciado em julho, a valorização ainda alcança 3,41%. No ano, o ganho é de 10,41%.</p>
<h2>Bancos recuam antes de balanço do Itaú</h2>
<p>As ações de bancos tiveram comportamento desigual, mas os papéis de maior participação no índice ficaram predominantemente no campo negativo. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,48%, para R$ 42,10, antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para depois do encerramento do mercado.</p>
<p>O Bradesco (BBDC4) recuou 1,70%, a R$ 18,22, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,32%, a R$ 20,99. A queda conjunta dessas ações exerceu pressão relevante porque Itaú, Bradesco e Banco do Brasil estão entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) destoou do setor e avançou 0,59%, a R$ 29,10. A diferença de desempenho impede que o movimento seja atribuído de forma uniforme a uma única notícia bancária. A proximidade dos balanços e o posicionamento antes da decisão de juros ampliaram os ajustes específicos em cada papel.</p>
<p>As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro também encerraram sem direção única. O DI para janeiro de 2027 caiu 0,010 ponto percentual, para 13,795%, enquanto o contrato para janeiro de 2029 subiu 0,040 ponto, para 14,020%. O vencimento de janeiro de 2031 avançou 0,020 ponto, a 14,210%, e o de janeiro de 2035 recuou 0,025 ponto, para 14,385%.</p>
<p>O Copom conclui nesta quarta-feira, 5 de agosto, a reunião iniciada na terça. A Selic está em 14,25% ao ano desde a decisão de junho, quando o Banco Central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual. O comunicado da nova decisão será divulgado depois do fechamento do próximo pregão.</p>
<h2>Petrobras cai com petróleo abaixo de US$ 80</h2>
<p>A forte queda do petróleo no mercado internacional pressionou as ações do setor. A Petrobras encerrou com baixa de 0,97% nas ações ordinárias PETR3, cotadas a R$ 48,15, e de 1,28% nas preferenciais PETR4, a R$ 42,50.</p>
<p>O petróleo Brent para outubro caiu 5,26%, a US$ 79,36 por barril, voltando a ser negociado abaixo de US$ 80. O WTI para setembro recuou 5,69%, a US$ 75,77.</p>
<p>A baixa ocorreu em meio às expectativas de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e de possível reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento reduziu o prêmio geopolítico incorporado aos preços da commodity e afetou as produtoras de petróleo listadas na B3.</p>
<p>A Brava Energia (BRAV3) caiu 4,58%, para R$ 18,95, e apareceu entre as maiores perdas da carteira do Ibovespa. A PRIO (PRIO3) teve variação negativa mais limitada, de 0,09%.</p>
<p>A queda do petróleo teve efeitos diferentes sobre os mercados. Para as produtoras, representou redução no preço de referência da produção. Para os índices norte-americanos e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, o recuo diminuiu parte das preocupações com inflação e custos de energia.</p>
<h2>Vale e siderúrgicas limitam queda</h2>
<p>A Vale (VALE3) avançou 2,24%, a R$ 76,31, e foi um dos principais contrapesos às perdas de bancos e Petrobras. O papel abriu a R$ 76,11, alcançou máxima de R$ 76,91 e movimentou 19,78 milhões de ações.</p>
<p>O desempenho positivo ocorreu mesmo diante de um ambiente enfraquecido para o minério de ferro, pressionado internacionalmente pelo excesso de oferta. Não foi identificado, durante a apuração, um comunicado corporativo específico que isoladamente justificasse a valorização diária da Vale.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) liderou as altas do Ibovespa, com valorização de 6,21%, a R$ 4,79. A CSN Mineração (CMIN3) ficou em segundo lugar, com avanço de 3,14%, a R$ 5,91.</p>
<p>A valorização das companhias ligadas à mineração e à siderurgia ajudou o índice a reduzir as perdas causadas por bancos e petrolíferas, mas não foi suficiente para preservar os ganhos registrados na máxima da sessão.</p>
<h2>Maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A ponta positiva do índice reuniu companhias de mineração, siderurgia, saúde e locação de veículos:</p>
<ul>
<li><strong>Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3):</strong> +6,21%, a R$ 4,79</li>
<li><strong>CSN Mineração (CMIN3):</strong> +3,14%, a R$ 5,91</li>
<li><strong>RD Saúde (RADL3):</strong> +2,97%, a R$ 19,41</li>
<li><strong>Localiza (RENT3):</strong> +2,60%, a R$ 39,09</li>
<li><strong>Vale (VALE3):</strong> +2,24%, a R$ 76,31</li>
</ul>
<p>A BB Seguridade (BBSE3), embora fora das cinco maiores altas, também avançou 1,72%, a R$ 42,07, após a divulgação do balanço do segundo trimestre.</p>
<h2>Maiores quedas do Ibovespa</h2>
<p>A Marcopolo (POMO4) liderou as perdas, com queda de 10,43%, a R$ 4,81. O movimento ocorreu após o balanço trimestral apresentar redução de margens e do lucro, ampliando a reação negativa dos investidores aos números da fabricante de ônibus.</p>
<p>As cinco maiores baixas foram:</p>
<ul>
<li><strong>Marcopolo (POMO4):</strong> -10,43%, a R$ 4,81</li>
<li><strong>Magazine Luiza (MGLU3):</strong> -4,65%, a R$ 4,92</li>
<li><strong>Brava Energia (BRAV3):</strong> -4,58%, a R$ 18,95</li>
<li><strong>MBRF (MBRF3):</strong> -4,35%, a R$ 16,93</li>
<li><strong>Cogna (COGN3):</strong> -3,00%, a R$ 2,26</li>
</ul>
<p>No caso de Magazine Luiza, MBRF e Cogna, não foi localizado um fato corporativo único que permitisse atribuir integralmente as perdas da sessão. Os movimentos também refletiram ajustes de posições dentro da temporada de balanços.</p>
<h2>Dólar sobe e fecha a R$ 5,131</h2>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337189">dólar comercial encerrou com</a> alta de 0,87%, cotado a R$ 5,131 na compra e na venda. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,072 e a máxima de R$ 5,148.</p>
<p>A valorização do dólar diante do real contrastou <a title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="335388">com a alta das bolsas</a> norte-americanas. O movimento reforçou a presença de fatores domésticos na formação do câmbio, incluindo a proximidade da decisão do Copom e o ajuste de posições antes da divulgação do novo comunicado de política monetária.</p>
<p>O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes, teve variação positiva de apenas 0,01%, aos 99,91 pontos. A diferença mostra que a depreciação do real foi mais intensa do que a movimentação internacional da moeda americana.</p>
<h2>Wall Street fecha em recordes</h2>
<p>As bolsas de Nova York encerraram com altas amplas, apoiadas por resultados corporativos, especialmente de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="334901">empresas</a> relacionadas à tecnologia e à infraestrutura para inteligência artificial, e pela redução dos preços do petróleo.</p>
<p>O Dow Jones subiu 1,71%, aos 54.085,88 pontos. O S&amp;P 500 avançou 1,79%, para 7.736,52 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 2,59%, aos 26.584,99 pontos. Dow Jones e S&amp;P 500 renovaram recordes de fechamento.</p>
<p>Entre os destaques estiveram Palantir e Caterpillar, que divulgaram resultados superiores às expectativas. A combinação entre balanços positivos, menores preços da energia e expectativas de avanço diplomático no Oriente Médio favoreceu a procura por ações nos Estados Unidos.</p>
<p>O impulso externo, contudo, teve efeito limitado na B3. As quedas de Petrobras, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, somadas à volatilidade provocada por balanços corporativos, neutralizaram a valorização de Vale, CSN e CSN Mineração.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>O principal evento desta quarta-feira será a decisão do Copom. Além da eventual alteração da Selic, o mercado avaliará o teor do comunicado, as indicações sobre o ritmo das próximas decisões e a leitura do Banco Central sobre inflação, atividade, câmbio e riscos fiscais.</p>
<p>A sessão também refletirá a repercussão do balanço do Itaú Unibanco, divulgado depois do fechamento de terça-feira, e a continuidade da temporada de resultados corporativos. A reação dos preços do petróleo às negociações envolvendo o Estreito de Ormuz seguirá como referência para Petrobras, Brava Energia e PRIO.</p>
<p>No exterior, os investidores continuarão acompanhando os resultados empresariais nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e novos desdobramentos das tratativas com o Irã. A combinação desses eventos poderá alterar novamente a relação entre o desempenho de Wall Street e o comportamento dos ativos brasileiros.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fechamento 3 de agosto: Bolsa fica estável com Vale e Petrobras em queda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-03-08-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 22:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524894</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira, 3 de agosto, aos 178.000,24 pontos, com valorização de 1,24 ponto e variação percentual de 0,00% na B3. A queda das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), pressionadas pela desvalorização do minério de ferro e do petróleo, impediu que o principal índice da Bolsa brasileira [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou praticamente estável nesta segunda-feira, 3 de agosto, aos 178.000,24 pontos, com valorização de 1,24 ponto e variação percentual de 0,00% na B3. A queda das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), pressionadas pela desvalorização do minério de ferro e do petróleo, impediu que o principal índice da Bolsa brasileira acompanhasse a alta expressiva registrada em Nova York. Bancos e Embraer (EMBJ3) compensaram parte do impacto negativo.</p>
<p>O índice começou o pregão aos 178.008,70 pontos e chegou à máxima de 178.556,60 pontos nos primeiros minutos de negociação. Depois, perdeu força e atingiu 176.783,14 pontos na mínima, queda intradiária de aproximadamente 0,68% em relação ao fechamento anterior. A recuperação ocorreu na parte final da sessão, quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333800">Ibovespa</a> eliminou as perdas e encerrou apenas 8,46 pontos abaixo da abertura.</p>
<p>O movimento refletiu vetores opostos. A desvalorização das commodities atingiu empresas com peso elevado na carteira teórica, enquanto o recuo das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, a valorização das bolsas norte-americanas e a alta dos bancos deram sustentação ao <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333798">mercado</a> doméstico. O volume financeiro negociado no Ibovespa ficou em R$ 16,20 bilhões.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 178.000,24 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> 0,00%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> +1,24 ponto</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 178.008,70 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 178.556,60 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 176.783,14 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 177.999,00 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,20 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333799">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,087</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> +0,34%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> 0,00%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +10,47%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje devolveu perdas na reta final</h2>
<p>A sessão começou com o índice em terreno positivo, mas a alta durou pouco. Depois de alcançar a máxima logo após a abertura, o Ibovespa passou a operar abaixo do fechamento anterior, acompanhando principalmente a deterioração das ações ligadas a petróleo, mineração e siderurgia.</p>
<p>A pressão se intensificou no início da tarde, quando Vale, Petrobras e Companhia Siderúrgica Nacional ampliaram as perdas. O índice chegou ao menor nível do dia, abaixo dos 177 mil pontos, antes de iniciar uma recuperação gradual. A melhora dos bancos e o avanço das ações da Embraer reduziram a pressão exercida pelas companhias exportadoras de commodities.</p>
<p>No ambiente doméstico, o Relatório Focus mostrou redução da projeção mediana para a inflação de 2026, de 5,12% para 5,03%. A estimativa para a Selic no encerramento do ano caiu <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337188">de</a> 14% para 13,75%. As revisões contribuíram para o movimento de baixa dos contratos de juros futuros, embora o cenário monetário permanecesse condicionado à reunião do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333796">Política</a> Monetária.</p>
<h2>Petróleo e minério de ferro pressionam ações de peso</h2>
<p>O petróleo teve uma das maiores quedas entre os ativos internacionais nesta segunda-feira. O contrato do Brent para setembro recuou 4,73%, para US$ 83,77 por barril, enquanto o WTI caiu 5,11%, para US$ 80,34.</p>
<p>A desvalorização ocorreu após sinais de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a decisão do governo norte-americano de adiar novos ataques. A possibilidade de avanço diplomático e de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz reduziu o prêmio de risco incorporado aos preços da energia.</p>
<p>O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian caiu 2,85%, para 698 iuanes por tonelada. A commodity acumulou a sétima sessão consecutiva de baixa, em um ambiente marcado por demanda fraca das siderúrgicas chinesas e aumento dos estoques nos portos do país.</p>
<p>A combinação foi particularmente negativa para o Ibovespa porque Vale e Petrobras representam parcelas relevantes da carteira. Na composição vigente, a Vale possui peso de 11,014%, enquanto Petrobras PN responde por 8,307% e Petrobras ON, por 4,700%. Juntas, as três ações representam aproximadamente 24% do índice.</p>
<h2>Petrobras e Vale caem, enquanto bancos sustentam índice</h2>
<p>As ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 0,85%. Os papéis ordinários recuaram 1,04%. Além da queda do petróleo, as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333810">empresas</a> do setor foram afetadas pela redução da percepção de risco de interrupção no fornecimento internacional.</p>
<p>A Vale caiu 2,15%, figurando entre as principais influências negativas do Ibovespa. O recuo do minério de ferro atingiu também empresas relacionadas ao complexo mineral e siderúrgico.</p>
<p>O setor bancário apresentou direção predominantemente positiva e ajudou a neutralizar as perdas das exportadoras. Bradesco (BBDC4) subiu 0,65%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,69% e Santander Brasil (SANB11) ganhou 1,08%. O Banco do Brasil (BBAS3) destoou e caiu 0,37%.</p>
<p>O desempenho dos bancos teve efeito relevante porque o Itaú possui peso de 8,367% na carteira vigente do Ibovespa. O setor também foi favorecido pela redução dos juros futuros, movimento que tende a diminuir a pressão sobre a atividade econômica e sobre a qualidade das carteiras de crédito, embora os efeitos variem entre as instituições.</p>
<h2>Hapvida lidera altas e Embraer avança 3,12%</h2>
<p>A Hapvida (HAPV3) registrou a maior alta entre as ações integrantes do Ibovespa, com valorização de 5,59%, a R$ 11,91. Cury (CURY3) avançou 4,52%, para R$ 31,45, seguida pela C&amp;A Modas (CEAB3), que ganhou 3,60%, a R$ 9,78.</p>
<p>Direcional Engenharia (DIRR3) subiu 3,52%, para R$ 11,75. A Embraer completou a relação das cinco maiores altas, com avanço de 3,12%, a R$ 89,60. O papel manteve a reação apoiada pelo volume de pedidos firmes divulgado recentemente pela fabricante de aeronaves.</p>
<p>Fora da carteira principal, as ações ordinárias da Randoncorp (RAPT3) dispararam 41,77% depois que o acionista controlador apresentou uma proposta de oferta pública de aquisição com troca por ações da Frasle Mobility (FRAS3). O movimento não entrou no ranking do Ibovespa porque o papel não integrava a composição usada para a classificação diária.</p>
<h2>CSN lidera quedas após prévia operacional</h2>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) teve a maior queda do Ibovespa, com recuo de 6,82%, a R$ 4,51. A empresa divulgou uma prévia do segundo trimestre que ampliou as preocupações com a geração de caixa e com o aumento do endividamento.</p>
<p>A Prio (PRIO3) caiu 3,86%, para R$ 58,50, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) perdeu 3,19%, a R$ 10,33. Os dois papéis acompanharam a queda do petróleo, que reduziu as referências de receita para as produtoras independentes.</p>
<p>A Vamos (VAMO3) recuou 2,40%, para R$ 3,26, e a Bradespar (BRAP4), acionista relevante da Vale, caiu 2,27%, a R$ 21,50. Não havia <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334045">notícia corporativa específica confirmada para</a> explicar integralmente os movimentos dessas duas ações.</p>
<h2>Dólar sobe e juros futuros recuam</h2>
<p>O dólar comercial fechou em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,087 na compra e R$ 5,088 na venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,053 e R$ 5,092 durante a sessão.</p>
<p>A valorização ocorreu apesar da queda dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos. O dólar também avançou diante de outras moedas emergentes, enquanto investidores ajustavam posições após as oscilações recentes provocadas pelo conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Os contratos de juros futuros encerraram em baixa ao longo da curva. O movimento refletiu a queda dos Treasuries e as revisões apresentadas no Focus para inflação e Selic. As taxas finais individualizadas por vencimento não foram divulgadas até a conclusão da apuração.</p>
<h2>Wall Street sobe com queda do petróleo</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334934">bolsas de Nova York fecharam com</a> altas amplas. O Dow Jones avançou 1,32%, aos 53.178,41 pontos, estabelecendo novo recorde de fechamento. O S&amp;P 500 ganhou 1,48%, aos 7.600,50 pontos, e ficou próximo de sua máxima histórica. O Nasdaq subiu 2,13%, para 25.913,90 pontos.</p>
<p>A queda do petróleo reduziu as preocupações com uma nova aceleração inflacionária nos Estados Unidos e provocou recuo dos rendimentos dos Treasuries. Empresas de tecnologia, companhias aéreas e <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333797">negócios</a> intensivos em combustível estiveram entre os destaques positivos, enquanto o setor de energia apresentou desempenho inferior.</p>
<p>Na Ásia, os resultados foram mistos. O índice de Xangai caiu 0,59% e o Nikkei, de Tóquio, recuou 0,94%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,48%. A negociação asiática também foi influenciada pela queda de empresas de semicondutores e pela desvalorização do minério de ferro.</p>
<h2>Agosto começa estável após alta de 10,47% no ano</h2>
<p>Como esta segunda-feira foi o primeiro pregão de agosto, a variação mensal ficou em 0,00%. No terceiro trimestre, o Ibovespa acumulava alta de 3,47%, enquanto o ganho desde o início de 2026 alcançou 10,47%.</p>
<p>O encerramento praticamente estável manteve o índice pouco abaixo dos 178.858,54 pontos registrados em 23 de janeiro, nível que representava o maior fechamento nominal confirmado pela B3 naquele momento. A máxima intradiária desta segunda-feira também permaneceu abaixo desse patamar.</p>
<h2>Copom e balanços ficam no radar do próximo pregão</h2>
<p>Na terça-feira, 4 de agosto, começa a reunião de dois dias do Copom. A decisão sobre a Selic será anunciada na quarta-feira, 5 de agosto. A taxa básica estava em 14,25% ao ano, depois de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a reação aos resultados trimestrais programados para depois do fechamento desta segunda-feira por BB Seguridade (BBSE3), Marcopolo (POMO4) e ISA Energia (ISAE4). No exterior, o andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã continuará determinando o comportamento do petróleo e dos ativos expostos à inflação global.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>B3 retoma R$ 5 trilhões em valor de mercado, mas ainda não alcança US$ 1 trilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/b3-supera-5-trilhoes-valor-mercado</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:40:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capitalização de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Elos Ayta]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[investidores estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[market cap]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[PTAX]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Vale (VALE3)]]></category>
		<category><![CDATA[valor de mercado B3]]></category>
		<category><![CDATA[WEG]]></category>
		<category><![CDATA[Weg WEGE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522548</guid>

					<description><![CDATA[<p>As 342 companhias acompanhadas pelo painel diário da B3 (B3SA3) voltaram a superar a marca de R$ 5 trilhões em valor de mercado no fim de julho. A posição consolidada mais recente disponível na base da bolsa soma R$ 5,0407 trilhões, enquanto a mesma carteira vale US$ 993,45 bilhões. O dado atualiza o movimento iniciado [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As 342 companhias acompanhadas pelo painel diário da B3 (B3SA3) voltaram a superar a marca de R$ 5 trilhões em valor de mercado no fim de julho. A posição consolidada mais recente disponível na base da bolsa soma R$ 5,0407 trilhões, enquanto a mesma carteira vale US$ 993,45 bilhões. O dado atualiza o movimento iniciado na segunda metade do mês e recoloca o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333816">mercado</a> acionário brasileiro a apenas US$ 6,55 bilhões do patamar de US$ 1 trilhão, sem que a barreira tenha sido efetivamente ultrapassada em moeda forte.</p>
<p>A diferença entre as duas leituras concentra a principal informação econômica do levantamento. Em reais, o mercado recuperou um número nominal de forte apelo simbólico. Em dólares, unidade usada por investidores internacionais para comparar países e distribuir capital, ainda falta 0,66% para alcançar US$ 1 trilhão. A distância pode ser fechada por valorização das ações, apreciação do real ou por uma combinação dos dois movimentos.</p>
<p>O Banco Central calculou em R$ 5,0773 a taxa de venda da Ptax de 31 de julho. Nesse câmbio, US$ 1 trilhão corresponde a R$ 5,0773 trilhões. A conta mostra por que a fronteira muda todos os dias mesmo quando os preços das ações variam pouco: uma alta do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333812">dólar</a> eleva o valor em reais necessário para sustentar US$ 1 trilhão; o fortalecimento do real reduz essa exigência.</p>
<p>A marca de R$ 5 trilhões, portanto, não equivale automaticamente a um recorde econômico. Ela não desconta a inflação, não mede o capital que entrou na bolsa e tampouco elimina o efeito cambial. O número representa a multiplicação da quantidade de ações emitidas pelas respectivas cotações, agregada para as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333814">empresas</a> listadas consideradas pela B3.</p>
<h2>Ibovespa concentra quase 90% da capitalização</h2>
<p>O painel oficial também dimensiona a concentração do mercado. As companhias presentes na carteira teórica do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333815">Ibovespa</a> respondem por R$ 4,5252 trilhões, ou 89,8% do valor total. As integrantes do IBrX 100 somam R$ 4,6669 trilhões, equivalentes a 92,6%. A maior parte da oscilação agregada, por isso, depende de um grupo menor de empresas de grande porte, embora a base completa reúna 342 companhias.</p>
<p>O Ibovespa encerrou julho aos 177.999 pontos e acumulava avanço de 10,47% em 2026, conforme a série anual da B3. O índice havia terminado 2025 aos 161.125,37 pontos. A valorização ajuda a explicar a recomposição da capitalização, mas os dois indicadores não são idênticos: o índice acompanha uma carteira teórica e é ponderado pelo valor de <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333968">mercado das ações disponíveis para</a> negociação, o chamado free float.</p>
<p>Já o valor de mercado total considera todas as ações emitidas de cada classe incluída no cálculo, inclusive participações que não circulam diariamente. Também pode mudar por emissões, cancelamentos, incorporações e alterações de capital. Por isso, uma elevação de R$ 100 bilhões na capitalização não significa que investidores tenham transferido R$ 100 bilhões novos para o pregão.</p>
<p>A metodologia do Ibovespa ainda limita a 20% o peso de cada companhia e exige critérios mínimos de negociabilidade, presença em pregão e participação no volume financeiro. O desenho reduz a dependência formal de um único emissor, mas não elimina o peso conjunto de bancos, empresas de commodities, energia e grandes grupos industriais na direção do mercado.</p>
<h2>Câmbio define a travessia para US$ 1 trilhão</h2>
<p>A distância de US$ 6,55 bilhões para o primeiro trilhão é pequena na fotografia atual, mas não constitui uma linha fixa. Com dólar a R$ 5, uma capitalização de R$ 5 trilhões bastaria para alcançar o patamar. A R$ 5,50, seriam necessários R$ 5,5 trilhões. Cada dez centavos adicionados à cotação da moeda americana elevam em R$ 100 bilhões o valor nominal exigido para preservar a mesma capitalização de US$ 1 trilhão.</p>
<p>Esse mecanismo cria duas fontes de retorno para o investidor estrangeiro. A primeira é a variação do preço do ativo em reais. A segunda é a mudança do câmbio entre a entrada e a saída do investimento. Uma ação pode subir na B3 e, ainda assim, produzir desempenho inferior em dólares se o real se desvalorizar mais do que o papel avançou.</p>
<p>O inverso também ocorre. A apreciação cambial amplia a capitalização em dólares sem exigir aumento equivalente no preço das ações. Isso ajuda a explicar por que o painel da B3 mostra R$ 5,0407 trilhões e US$ 993,45 bilhões: os dois números descrevem o mesmo conjunto de companhias, mas respondem a variáveis diferentes quando comparados ao período anterior.</p>
<p>O marco em dólares é relevante para a comparação internacional, porém não altera por si só a capacidade produtiva das empresas. Receita, lucro, geração de caixa, dívida e retorno sobre o capital continuam determinando a sustentação das cotações. O câmbio pode acelerar ou adiar a travessia estatística, mas não substitui os fundamentos das companhias.</p>
<h2>Capital estrangeiro elevou a liquidez em 2026</h2>
<p>Os dados operacionais da B3 mostram que a recuperação veio acompanhada por aumento da atividade. No primeiro trimestre, o volume financeiro médio diário do mercado à vista atingiu R$ 34,8 bilhões, alta de 46% sobre o mesmo período de 2025 e de 32,9% ante os três meses anteriores. O movimento foi influenciado pelo retorno do investidor estrangeiro.</p>
<p>O fluxo líquido internacional somou R$ 53,8 bilhões entre janeiro e março. Os estrangeiros responderam por 59,8% do volume negociado no período, segundo a companhia. ETFs, BDRs e fundos listados movimentaram, em média, R$ 5,4 bilhões por dia, crescimento de 57,5% em um ano.</p>
<p>Fluxo e capitalização, contudo, medem fenômenos distintos. O primeiro registra o saldo financeiro entre compras e vendas atribuídas a uma categoria de investidor. A segunda aplica a cotação marginal a todas as ações emitidas. Ordens relativamente pequenas, quando alteram o preço de referência, podem gerar uma variação muito maior no valor total atribuído às empresas.</p>
<p>O aumento da liquidez também apareceu na estrutura de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333750">negócios</a> da operadora. O saldo médio mantido na depositária do mercado à vista cresceu 27,1% no primeiro trimestre, e o número médio de investidores avançou 5,6%. A B3 registrou seis ofertas subsequentes de ações no período, operações que captam recursos para companhias já listadas ou permitem a venda de participações existentes.</p>
<h2>Balanços testam a qualidade da reprecificação</h2>
<p>A temporada de resultados do segundo trimestre começou a fornecer os dados empresariais que podem confirmar ou limitar a alta das cotações. A WEG (WEGE3), uma das maiores companhias industriais da bolsa, registrou receita líquida de R$ 10,14 bilhões entre abril e junho, queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 7,1% sobre o primeiro trimestre.</p>
<p>O Ebitda da fabricante foi de R$ 2,21 bilhões, com recuo anual de 2,1% e crescimento trimestral de 5,2%. O lucro líquido somou R$ 1,56 bilhão, 2,1% abaixo do segundo trimestre do ano passado e 7% acima dos três primeiros meses de 2026. A margem líquida ficou em 15,4%, e os investimentos alcançaram R$ 794,9 milhões no trimestre.</p>
<p>O conjunto ilustra a diferença entre expansão de valor de mercado e crescimento operacional. A cotação incorpora não apenas o resultado já realizado, mas expectativas sobre margens, câmbio, encomendas, investimentos e custo de capital. Quando a régua de expectativa muda, o preço pode reagir mesmo que lucro e receita tenham recuado na comparação anual.</p>
<p>Em um mercado concentrado, a divulgação de resultados por grandes emissores tem capacidade de movimentar parcela relevante da capitalização total antes que as demais companhias apresentem seus balanços. O avanço agregado será mais consistente se a melhora das cotações vier acompanhada por geração de caixa, controle de dívida e retorno suficiente para remunerar o acionista acima das alternativas disponíveis.</p>
<h2>Valor equivale a 39,6% do PIB de 2025</h2>
<p>Como referência de escala, os R$ 5,0407 trilhões correspondem a 39,6% do Produto Interno Bruto de 2025, calculado pelo IBGE em R$ 12,7386 trilhões. A comparação exige cautela: a capitalização é um estoque observado em determinada data, enquanto o PIB é o fluxo de bens e serviços produzidos durante um ano inteiro.</p>
<p>O primeiro trimestre de 2026 reforçou essa distinção. O PIB alcançou R$ 3,251 trilhões e cresceu 1,8% sobre igual período de 2025, mas a formação bruta de capital fixo caiu 1,4% na mesma base. Uma bolsa mais valiosa amplia as condições potenciais para captações, fusões e aquisições, mas não converte automaticamente valorização financeira em investimento produtivo.</p>
<p>Para as empresas, preços mais altos podem reduzir a diluição necessária em uma emissão de ações e aumentar o poder de compra em operações pagas com papéis. Esses efeitos dependem, porém, de demanda efetiva pelas ofertas, liquidez e disposição dos controladores para acessar o mercado. As seis ofertas subsequentes registradas no primeiro trimestre mostram atividade, mas também revelam que a expansão ocorreu principalmente entre emissores já conhecidos.</p>
<p>O custo de oportunidade permanece elevado. A Selic está em 14,25% ao ano desde a reunião de junho do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333813">Política</a> Monetária. Juros altos aumentam a taxa usada para descontar resultados futuros e oferecem retorno competitivo fora da bolsa, o que tende a exigir lucros maiores ou preços menores para justificar a alocação em ações.</p>
<h2>Decisão do Copom será o próximo teste formal</h2>
<p>A reunião do Copom marcada para 4 e 5 de <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335891">agosto será o próximo evento formal com</a> impacto direto sobre essa equação. A decisão poderá alterar a taxa de desconto empregada na avaliação das companhias e influenciar o câmbio, as duas variáveis que separam a capitalização nominal de R$ 5 trilhões da marca de US$ 1 trilhão. Depois dela, a atualização diária da B3 mostrará se o mercado sustenta simultaneamente os dois patamares ou se continuará alternando entre eles.</p>
<hr />
<h4>Fontes</h4>
<ul>
<li>B3 — Valor de mercado das empresas listadas, painel diário — consultado em 3 de agosto de 2026</li>
<li>B3 — Estatísticas históricas do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337146">Ibovespa — consultado em 3 de agosto</a> de 2026</li>
<li>Banco Central do Brasil — Cotações e conversão de moedas — Ptax de 31 de julho de 2026 — consultado em 3 de agosto de 2026</li>
<li>B3 S.A. — Resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 — 7 de maio de 2026</li>
<li>WEG S.A. — Release de Resultados 2T 2026 — 22 de julho de 2026</li>
<li>IBGE — Contas Nacionais Trimestrais, primeiro trimestre de 2026 — 29 de maio de 2026</li>
<li>Banco Central do Brasil — Calendário de reuniões do Copom em 2026 — 24 de junho de 2025</li>
</ul>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade da Ágora indica compra de Embraer e venda de Brava nesta segunda-feira</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-agora-embraer-rumo-vamos-brava</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[CSN Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[rumo]]></category>
		<category><![CDATA[Usiminas]]></category>
		<category><![CDATA[Vamos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524821</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou ações da Embraer (EMBJ3), Rumo (RAIL3) e Vamos (VAMO3) para operações de compra em day trade nesta segunda-feira (3), enquanto indicou Brava Energia (BRAV3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5) para posições vendedoras. O Monitor Técnico da corretora estabelece pontos de entrada, objetivos e limites de perda para negócios que precisam [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos selecionou ações da Embraer (EMBJ3), Rumo (RAIL3) e Vamos (VAMO3) para operações de compra em day trade nesta segunda-feira (3), enquanto indicou Brava Energia (BRAV3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5) para posições vendedoras. O Monitor Técnico da corretora estabelece pontos de entrada, objetivos e limites de perda para <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333749">negócios</a> que precisam ser abertos e encerrados no mesmo pregão. Entre as seis operações, o retorno bruto projetado varia de 1,36% a 1,49%.</p>
<p>Embraer e Vamos dividem o maior potencial percentual entre as compras, ambas com alvo de 1,49%. No grupo das vendas, a Brava Energia lidera com ganho estimado de 1,47% caso a cotação recue do preço de entrada até o objetivo traçado pelos analistas. As projeções não equivalem a uma promessa de rentabilidade: a execução depende de o ativo alcançar o gatilho e, depois disso, seguir na direção prevista antes de tocar o stop.</p>
<p>O relatório é baseado em análise gráfica, método voltado à identificação de movimentos de curtíssimo prazo a partir do comportamento dos preços. Por essa razão, os níveis divulgados não devem ser confundidos com preços-alvo fundamentalistas, que normalmente consideram resultados financeiros, geração de caixa, endividamento e perspectivas operacionais das companhias em horizontes mais longos.</p>
<h2>Embraer e Vamos têm os maiores alvos entre as compras</h2>
<p>Para Embraer, a Ágora fixou a entrada em R$ 87,10 e o objetivo em R$ 88,40. A diferença de R$ 1,30 por ação corresponde a uma alta potencial de 1,49%. O stop foi estabelecido em R$ 86,42, equivalente a uma perda de 0,78% em relação ao gatilho.</p>
<p>Na operação com Rumo, o investidor deve aguardar a cotação de R$ 14,47 para ativar a compra. O alvo está em R$ 14,67, com valorização estimada de 1,38%, enquanto a saída defensiva foi posicionada em R$ 14,36, ou 0,76% abaixo da entrada.</p>
<p>Vamos completa a lista de compras com entrada em R$ 3,35, objetivo em R$ 3,40 e stop em R$ 3,33. Embora a variação nominal seja de apenas cinco centavos até o alvo, o preço mais baixo da ação faz com que o movimento corresponda a 1,49%. A distância até o limite de perda é de dois centavos, ou 0,60%, a menor exposição percentual prevista entre as seis estratégias.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Embraer (EMBJ3)</td>
<td align="right">R$ 87,10</td>
<td align="right">R$ 88,40</td>
<td align="right">1,49%</td>
<td align="right">R$ 86,42</td>
<td align="right">0,78%</td>
</tr>
<tr>
<td>Rumo (RAIL3)</td>
<td align="right">R$ 14,47</td>
<td align="right">R$ 14,67</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 14,36</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Vamos (VAMO3)</td>
<td align="right">R$ 3,35</td>
<td align="right">R$ 3,40</td>
<td align="right">1,49%</td>
<td align="right">R$ 3,33</td>
<td align="right">0,60%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Brava lidera as operações que apostam em queda</h2>
<p>Na ponta vendedora, a maior variação projetada está na Brava Energia. O relatório determina venda a R$ 19,75 e recompra a R$ 19,46, movimento que produziria retorno bruto de 1,47%. Se a ação subir após a ativação, o stop em R$ 19,90 limita a perda teórica a 0,76%, desde que a ordem seja executada nesse nível e não haja salto de preço provocado por volatilidade ou redução de liquidez.</p>
<p>A indicação para CSN Mineração prevê entrada vendida em R$ 5,70 e encerramento em R$ 5,62. A queda de oito centavos representa ganho potencial de 1,40%. O stop foi colocado em R$ 5,74, quatro centavos acima do gatilho e equivalente a risco de 0,70%. Entre as vendas do dia, essa operação apresenta a menor distância percentual até a saída defensiva.</p>
<p>Para as ações preferenciais da Usiminas, a venda é acionada em R$ 7,34, com objetivo em R$ 7,24 e stop em R$ 7,40. O retorno projetado é de 1,36%, o menor da seleção, enquanto a perda possível no nível defensivo chega a 0,82%, a maior entre os seis limites percentuais definidos pela corretora.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação</th>
<th align="right">Entrada na venda</th>
<th align="right">Objetivo de recompra</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Brava Energia (BRAV3)</td>
<td align="right">R$ 19,75</td>
<td align="right">R$ 19,46</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 19,90</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>CSN Mineração (CMIN3)</td>
<td align="right">R$ 5,70</td>
<td align="right">R$ 5,62</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 5,74</td>
<td align="right">0,70%</td>
</tr>
<tr>
<td>Usiminas (USIM5)</td>
<td align="right">R$ 7,34</td>
<td align="right">R$ 7,24</td>
<td align="right">1,36%</td>
<td align="right">R$ 7,40</td>
<td align="right">0,82%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Relação entre ganho e perda supera 1,6 vez nas seis indicações</h2>
<p>A distância entre a entrada, o objetivo e o stop mostra que todas as operações foram desenhadas com ganho potencial superior à perda prevista. A relação bruta varia de aproximadamente 1,67 vez, em Usiminas, a 2,5 vezes, em Vamos. Esse indicador resulta apenas da divisão entre as amplitudes dos níveis divulgados e não estima a probabilidade de acerto de cada recomendação.</p>
<p>Em Embraer, a proporção calculada é de 1,91 vez; em Rumo, de 1,82; e, em Vamos, de 2,5. Nas vendas, chega a 1,93 em Brava Energia, duas vezes em CSN Mineração e 1,67 em Usiminas. Uma relação favorável, porém, não assegura lucro, porque o desempenho também depende da taxa de acerto, da execução e dos custos.</p>
<p>Os percentuais do relatório são brutos. A própria Ágora informa que os cálculos não incorporam corretagem e emolumentos. A corretora mantém isenção de corretagem em determinadas operações feitas pelo aplicativo e pelo home broker, mas esclarece em seus avisos oficiais que taxas e emolumentos da B3 são repassados aos clientes. Tributos e demais condições de cada conta também podem alterar o saldo líquido.</p>
<h2>Entrada precisa ser acionada antes de objetivo e stop</h2>
<p>As seis estratégias aguardam ponto de entrada. Isso significa que a simples presença de uma ação na relação não autoriza considerar a operação iniciada pela cotação de abertura ou por qualquer preço disponível. Nas compras, o negócio só passa a existir conforme o gatilho definido no monitor; nas vendas, vale a mesma condição, com a direção invertida.</p>
<p>O stop loss somente se torna válido depois da entrada. Antes disso, não há posição a proteger. Uma vez executada a ordem, o nível defensivo funciona como referência para interromper uma operação que se moveu contra a projeção. Em situações de oscilação rápida, contudo, a execução pode ocorrer a preço diferente do indicado, de modo que a perda efetiva não fica matematicamente garantida pelo valor estampado no relatório.</p>
<p>A corretora ainda prevê o cancelamento da estratégia quando a ação abre com um salto de preço e alcança o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada. O procedimento evita contabilizar como oportunidade um movimento que ocorreu sem oferecer o gatilho planejado. Se Embraer, por exemplo, superar R$ 88,40 antes de negociar a R$ 87,10 nas condições previstas, a compra não deve ser perseguida com os parâmetros originais.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para uma abertura em forte baixa nas vendas. Caso o papel atinja o preço de recompra sem ter ativado primeiro a venda, a oportunidade é considerada encerrada. A ordem dos preços, portanto, é parte essencial da recomendação: entrada, monitoramento do objetivo e proteção pelo stop não são níveis independentes.</p>
<h2>Relatórios de análise seguem regras de independência e transparência</h2>
<p>A atividade de analista de valores mobiliários é disciplinada pela Resolução CVM 20. A norma determina que relatórios sejam assinados por ao menos um profissional credenciado e que o signatário declare que as recomendações refletem suas opiniões pessoais, elaboradas de forma independente. Também exige a comunicação destacada de situações capazes de afetar a imparcialidade ou configurar conflito de interesses.</p>
<p>Essas exigências não transformam uma projeção técnica em garantia de resultado. Elas definem responsabilidades sobre autoria, diligência, conduta e transparência. O próprio aviso institucional da Ágora afirma que investimentos em valores mobiliários podem provocar perdas patrimoniais e que a decisão de alocação pertence ao cliente, de acordo com seu perfil.</p>
<p>A Comissão de Valores Mobiliários também mantém orientação específica sobre day trade. Em material educacional, o regulador define a modalidade como a compra e a venda do mesmo ativo no mesmo dia, incluindo a venda a descoberto seguida de recompra na mesma sessão. A autarquia destaca custos, gerenciamento de risco e vieses comportamentais entre os pontos que devem ser compreendidos antes de operar.</p>
<h2>CVM alerta para risco de usar day trade como fonte de renda</h2>
<p>Em uma série educacional lançada pela CVM, o órgão apresentou dados de uma pesquisa feita em convênio com a Fundação Getulio Vargas que analisou 130 mil pessoas com operações regulares de day trade entre 2012 e 2017. A iniciativa foi dirigida especialmente aos riscos de tratar a modalidade como complemento ou geração recorrente de renda.</p>
<p>Para o investidor, o resultado relevante será determinado pelos preços efetivamente executados, e não apenas pelos níveis teóricos. Ordens parciais, indisponibilidade de contraparte, oscilação acelerada e custos podem modificar a rentabilidade. O uso de stop reduz a exposição planejada, mas não elimina o risco de perdas superiores em movimentos abruptos.</p>
<p>Todas as indicações da Ágora expiram no fechamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333748">mercado</a> desta segunda-feira. Se o ponto de entrada não for alcançado durante a sessão, a operação não é ativada; se for acionado, o encerramento deve ocorrer no próprio pregão, pelo objetivo, pelo stop ou pela decisão do investidor antes do fechamento.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Empiricus troca Cyrela por Direcional em carteira com yield de até 10,4%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/empiricus-direcional-carteira-dividendos-agosto</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 16:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[carteira recomendada]]></category>
		<category><![CDATA[Cyrela]]></category>
		<category><![CDATA[Direcional]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Empiricus]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524755</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Empiricus incluiu a Direcional (DIRR3) no lugar da Cyrela (CYRE3) em sua carteira de dividendos para agosto de 2026, formada por oito ações negociadas na B3 e distribuídas em parcelas iguais de 12,5%. A mudança foi feita depois de a Direcional acumular queda de 19,8% em julho, movimento que, na avaliação da casa, abriu [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Empiricus incluiu a Direcional (DIRR3) no lugar da Cyrela (CYRE3) em sua carteira de dividendos para agosto de 2026, formada por oito ações negociadas na B3 e distribuídas em parcelas iguais de 12,5%. A mudança foi feita depois de a Direcional acumular queda de 19,8% em julho, movimento que, na avaliação da casa, abriu uma nova margem de segurança para o papel. O portfólio tem dividend yields projetados entre 4,8% e 10,4%, com a Petrobras (PETR4) no topo das estimativas.</p>
<p>A substituição desfaz a alteração realizada um mês antes. Em julho, a Empiricus havia retirado a Direcional e incluído a Cyrela para aumentar a exposição a uma eventual melhora do ambiente macroeconômico. Agora, a correção das ações da construtora voltada à habitação popular levou a casa a retomar uma tese mais vinculada ao Minha Casa, Minha Vida e à capacidade de geração de caixa e dividendos da companhia.</p>
<p>Além da Direcional, a carteira de dividendos da Empiricus reúne Axia Energia (AXIA3), B3 (B3SA3), Itaú Unibanco (ITUB4), Multiplan (MULT3), Petrobras (PETR4), Telefônica Brasil (VIVT3) e Vale (VALE3). A alocação igual reduz a dependência formal de uma única empresa, embora o conjunto ainda permaneça exposto a riscos comuns, como juros elevados, desaceleração econômica, preço das commodities e incertezas fiscais e eleitorais.</p>
<p>Os percentuais divulgados são projeções anuais de dividend yield, indicador que relaciona os dividendos e outros proventos esperados ao preço da ação. Não representam pagamento de dividendos assegurado em agosto nem promessa de rentabilidade. O valor efetivamente recebido pelo acionista depende dos resultados, das decisões de cada companhia sobre distribuição de dividendos e da cotação usada no cálculo, enquanto o retorno total também incorpora a valorização ou a queda dos papéis.</p>
<h2>Queda de 19,8% reabre espaço para a Direcional</h2>
<p>A volta da Direcional à carteira de dividendos da Empiricus é sustentada por uma combinação de preço mais baixo e atividade operacional ainda robusta. Segundo a casa, a ação passou a negociar a 5,9 vezes o lucro estimado para 2026, com retorno em dividendos projetado de 7%. A tese também considera o método construtivo padronizado da companhia, voltado a ganhos de escala. O múltiplo menor, porém, não elimina os riscos próprios da construção civil, como crédito, custos, execução das obras e velocidade de comercialização.</p>
<p>A prévia operacional divulgada pela Direcional em 8 de julho mostrou vendas brutas de R$ 2 bilhões no segundo trimestre, o maior volume trimestral da história da companhia. As vendas líquidas somaram R$ 1,7 bilhão, alta de 5% ante os três primeiros meses do ano, enquanto o Valor Geral de Vendas lançado alcançou R$ 2,1 bilhões, avanço de 8% na comparação anual e de 105% sobre o primeiro trimestre.</p>
<p>O documento, ainda com números não auditados, informou geração de caixa contábil de R$ 130 milhões e geração operacional de R$ 80 milhões entre abril e junho. No primeiro semestre, os lançamentos totalizaram R$ 3,1 bilhões, 9% acima do mesmo período de 2025, e as vendas líquidas chegaram a R$ 3,2 bilhões, crescimento de 8%. Esses dados ajudam a explicar por que a correção foi interpretada pela Empiricus como oportunidade e como possível suporte aos dividendos.</p>
<p>Há, ainda assim, sinais que exigem acompanhamento. A velocidade de vendas consolidada ficou em 23% no segundo trimestre, abaixo dos 26% registrados um ano antes. A marca Direcional, concentrada nas faixas atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, apresentou índice de 24%, enquanto a Riva, voltada à média renda, ficou em 21%. O estoque terminou junho avaliado em R$ 5,6 bilhões, correspondente a 14,7 mil unidades, variável relevante para caixa e dividendos.</p>
<h2>Petrobras lidera as projeções de dividendos e dividend yield</h2>
<p>Na carteira de dividendos da Empiricus, a Petrobras aparece com yield estimado de 10,4%, o maior entre os oito ativos. Itaú e B3 têm projeção de 7,7% cada; Axia Energia, de 7,5%; Vale, de 7,2%; Telefônica Brasil, de 7,1%; Direcional, de 7%; e Multiplan, de 4,8%. Como todos os papéis recebem peso de 12,5%, a seleção não concentra a alocação na companhia com a taxa projetada mais alta.</p>
<p>O número atribuído à Petrobras deve ser lido à luz da volatilidade do petróleo, dos investimentos previstos pela estatal, da necessidade de caixa e das regras de remuneração aos acionistas. Um barril mais caro pode fortalecer receitas e fluxo de caixa, mas também pressiona combustíveis e inflação, com efeito indireto sobre juros e atividade. Na Vale, o pagamento de dividendos depende, entre outros fatores, do minério de ferro, da demanda chinesa, do câmbio, dos volumes produzidos e dos desembolsos de capital.</p>
<p>Os demais ativos distribuem a exposição entre crédito e serviços bancários, volumes negociados na Bolsa, telecomunicações, energia elétrica e shopping centers. Itaú e B3 são mais sensíveis, por canais diferentes, ao ciclo econômico e aos juros; Telefônica Brasil oferece receitas recorrentes; Axia Energia — denominação adotada pela antiga Eletrobras — atua em geração e transmissão; e Multiplan depende de aluguéis, ocupação e consumo. A combinação equilibra fontes de caixa e dividendos, mas não impede que um choque macroeconômico atinja vários papéis simultaneamente.</p>
<h2>Inflação e Selic definem o valor relativo dos dividendos</h2>
<p>A leitura mais favorável da inflação ajudou a recompor parte do interesse por ações de dividendos em julho. O IPCA-15 avançou 0,06% no mês e acumulou 4,52% em 12 meses, abaixo dos 4,80% observados até junho. No Relatório Focus de 24 de julho, a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 recuou pela quarta semana consecutiva, de 5,15% para 5,12%, embora continuasse acima do teto de tolerância da meta.</p>
<p>A Selic está em 14,25% ao ano após o corte de 0,25 ponto percentual decidido pelo Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333705">Política</a> Monetária em junho. A Empiricus trabalha com nova redução <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337254">de</a> 0,25 ponto na reunião de 4 e 5 de agosto, movimento compatível com a mediana de 14% indicada pelo Focus para o fim de 2026. O Banco Central, contudo, afirmou que os próximos passos dependerão dos dados e destacou riscos de alta para os preços, capazes de alterar a tese de dividendos.</p>
<p>Para uma carteira de dividendos, a trajetória dos juros opera em duas direções. Taxas menores podem elevar o valor presente dos lucros futuros, reduzir o custo de capital e tornar as ações relativamente mais competitivas diante da renda fixa. Esse efeito tende a favorecer <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333707">empresas</a> domésticas, como Direcional, B3 e Multiplan. Se a inflação voltar a acelerar e interromper os cortes, os múltiplos podem permanecer comprimidos, ao mesmo tempo que títulos públicos continuam oferecendo concorrência elevada aos proventos das companhias.</p>
<h2>Ibovespa reage, mas ambiente continua seletivo</h2>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333708">Ibovespa</a> encerrou julho aos 177.999 pontos, com alta de 3,47%, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas. A recuperação deu suporte ao reposicionamento em ações de dividendos, mas não apagou a volatilidade do período. Na avaliação da Empiricus, a valorização mensal foi intensa diante da melhora ainda limitada dos fundamentos, embora o desconto dos preços continue oferecendo oportunidades para empresas capazes de preservar caixa e lucro.</p>
<p>A casa calcula que o Ibovespa negociava a 9,6 vezes o lucro projetado quando Petrobras e Vale são retiradas da conta. O recorte procura evitar que os múltiplos baixos das duas grandes exportadoras distorçam a leitura do restante do índice. Ainda assim, preço baixo não é catalisador por si só: a reprecificação depende do comportamento da inflação, do avanço do ciclo de cortes da Selic, dos resultados corporativos e da percepção dos investidores sobre a política fiscal e as eleições de 2026.</p>
<p>O exterior adiciona uma camada de risco. Em 29 de julho, o Federal Reserve manteve os juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, mas três integrantes votaram por uma alta de 0,25 ponto. A dissidência reforçou a possibilidade de uma política monetária mais dura se a inflação norte-americana continuar acima da meta de 2%. Juros mais altos nos Estados Unidos podem atrair capital para ativos em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333709">dólar</a> e reduzir o fluxo destinado a mercados emergentes, inclusive o brasileiro.</p>
<h2>Pesos iguais distribuem riscos entre oito empresas</h2>
<p>O investidor também precisa separar dividend yield de qualidade empresarial. Uma taxa projetada pode subir porque os dividendos aumentaram, mas também porque a ação caiu. Distribuições extraordinárias podem elevar o indicador em um exercício sem se repetir no seguinte, e empresas que investem mais podem pagar menos mesmo com resultados sólidos. Por isso, a estratégia da casa combina rendimento esperado com geração de caixa, balanço, vantagem competitiva e preço, em vez de ordenar os papéis apenas pelo percentual de dividendos.</p>
<p>Agosto testará parte dessa construção. A decisão do Copom, a sequência dos balanços do segundo trimestre, o comportamento do petróleo e as novas leituras de inflação poderão alterar tanto as projeções de lucro quanto o valor de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333706">mercado</a> das ações. No caso da Direcional, a atenção ficará sobre margens, conversão de vendas em caixa e desempenho da Riva; na Petrobras e na Vale, produção, preços e política de remuneração continuarão no centro das avaliações.</p>
<p>A troca da Cyrela pela Direcional representa, assim, um ajuste tático baseado na relação entre preço e fundamentos, e não uma garantia de que o papel recuperará a queda de julho. A carteira de dividendos da Empiricus entra no mês com yields projetados relevantes, mas submetidos a variáveis que nenhuma empresa controla isoladamente. O resultado para o acionista dependerá da capacidade de cada companhia transformar lucro contábil em caixa distribuível sem comprometer investimentos, dívida e crescimento.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Falha na B3 (B3SA3) impede abertura da Bolsa; pregão deve começar às 12h30</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/falha-b3-impede-abertura-bolsa-pregao-12h30</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abertura do pregão]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara B3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[mini-dólar]]></category>
		<category><![CDATA[mini-índice]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1524679</guid>

					<description><![CDATA[<p>A B3 (B3SA3) adiou a abertura do pregão nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, após problemas operacionais no envio de arquivos aos participantes e na abertura da Câmara B3, estrutura responsável pela compensação, liquidação e gerenciamento de risco das operações. A falha impediu o início regular da negociação de ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A B3 (B3SA3) adiou a abertura do pregão nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, após problemas operacionais no envio de arquivos aos participantes e na abertura da Câmara B3, estrutura responsável pela compensação, liquidação e gerenciamento de risco das operações. A falha impediu o início regular da negociação de ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, opções e parte dos contratos futuros em São Paulo. Pelo cronograma divulgado no fim da manhã, a operadora da Bolsa brasileira previa liberar os mercados gradualmente a partir das 12h30, depois de manter os ativos em leilão por mais de duas horas.</p>
<p>O atraso interrompeu a formação de preços do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333678">mercado</a> acionário brasileiro em uma sessão que deveria ter começado às 10h. Sem a abertura das negociações, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333681">Ibovespa</a> permaneceu sem variação, enquanto investidores, corretoras, bancos e gestores aguardavam o processamento dos arquivos necessários para a retomada das operações.</p>
<p>A B3 informou que os contratos futuros de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333680">dólar</a> DOL, DR1, FRP0 e FRP1 tiveram a negociação liberada às 9h35. Os contratos de mini-índice (WIN) e mini-dólar (WDO), no entanto, continuaram suspensos durante a manhã e tinham previsão de início às 12h30, precedido por um leilão de pré-abertura marcado para as 12h28.</p>
<p>Todos os demais ativos e contratos negociados na B3 também deveriam começar a ser liberados a partir das 12h30. A abertura ocorreria de maneira gradual, à medida que fossem encerrados os leilões mantidos durante a paralisação e concluída a disponibilização dos arquivos da clearing para os participantes.</p>
<h2>Problema na Câmara B3 paralisa mercado listado</h2>
<p>A origem do atraso está relacionada a duas etapas essenciais da rotina operacional da Bolsa: o envio de arquivos aos participantes e a abertura da Câmara B3. Esses procedimentos precisam ser concluídos antes do início integral do pregão porque alimentam os sistemas utilizados para conferência de posições, cálculo de margens, movimentação de garantias e liquidação financeira.</p>
<p>A Câmara B3 funciona como contraparte central das operações realizadas nos mercados administrados pela companhia. Na prática, a estrutura se posiciona entre compradores e vendedores para garantir que os compromissos assumidos em cada negócio sejam cumpridos, mesmo diante de eventual inadimplência de uma das partes.</p>
<p>Essa função exige que as posições de corretoras, bancos e demais instituições estejam corretamente registradas antes do começo das negociações. Também é necessário que os participantes tenham acesso às informações utilizadas para definir limites operacionais e exigências de garantia.</p>
<p>Sem a conclusão dessa etapa, a B3 poderia permitir a execução de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333679">negócios</a> sem que toda a infraestrutura de pós-negociação estivesse preparada para processá-los. A decisão de manter os ativos em leilão, portanto, reduziu o tempo disponível para operações, mas evitou que a falha se propagasse para os sistemas de compensação e liquidação.</p>
<p>A companhia não detalhou, até a atualização divulgada no fim da manhã, qual componente tecnológico provocou o atraso no envio dos arquivos. Também não informou se a ocorrência estava relacionada a hardware, software, comunicação de dados ou integração entre sistemas.</p>
<h2>Retomada será feita em etapas durante a tarde</h2>
<p>O cronograma excepcional estabelecido pela B3 dividiu a normalização em diferentes fases. A primeira ocorreu com a liberação de determinados contratos futuros de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337252">dólar</a> às 9h35. A segunda estava prevista para as 12h30, com o início do mini-índice, do mini-dólar e a abertura gradual dos demais mercados.</p>
<p>A Câmara B3 tinha previsão de abertura às 14h. Os horários das grades de liquidação, responsáveis por organizar o processamento das obrigações financeiras e a movimentação de ativos, seriam informados posteriormente pela operadora.</p>
<p>Também às 14h, a B3 esperava iniciar o funcionamento da plataforma BTB, utilizada para negociação e registro de operações de empréstimo de ativos. O sistema é empregado por corretoras, agentes de custódia, gestores, fundações e participantes de liquidação.</p>
<p>O empréstimo de ações é necessário para estratégias como vendas a descoberto, arbitragem, formação de mercado e cobertura de falhas de entrega. A indisponibilidade temporária da plataforma pode dificultar a montagem de posições vendidas e reduzir a capacidade de alguns participantes de ajustar suas carteiras.</p>
<p>A B3 não havia informado se o encerramento do pregão seria prorrogado para compensar as horas perdidas durante a manhã. Uma eventual mudança precisaria ser comunicada ao mercado porque afetaria o fechamento das negociações, os leilões finais, as chamadas de margem e as rotinas de pós-negociação.</p>
<h2>Ordens acumuladas podem elevar volatilidade na abertura</h2>
<p>A retomada após uma paralisação prolongada tende a concentrar um volume expressivo de ordens em um período reduzido. Durante a manhã, investidores continuaram recebendo informações sobre mercados internacionais, commodities, câmbio, juros e resultados corporativos, mas não puderam ajustar suas posições no mercado acionário brasileiro.</p>
<p>Quando os leilões forem encerrados, essas informações acumuladas deverão ser incorporadas simultaneamente aos preços. O processo pode provocar oscilações mais intensas nos primeiros minutos, especialmente nas ações de maior peso no Ibovespa e nos contratos futuros ligados ao índice.</p>
<p><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="333677">Empresas</a> como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e os grandes bancos costumam concentrar parcela relevante do volume negociado na Bolsa. Movimentos mais fortes nesses papéis podem determinar rapidamente a direção inicial do Ibovespa após a abertura excepcional.</p>
<p>A volatilidade também pode ser ampliada pela atuação de algoritmos e mesas de arbitragem. Esses participantes buscam diferenças de preço entre ações, ETFs, contratos futuros e ativos negociados no exterior, corrigindo distorções que surgem quando os mercados deixam de operar de forma sincronizada.</p>
<p>A abertura tardia não altera, por si só, os fundamentos financeiros das companhias listadas. O principal risco imediato está na formação desordenada de preços, na redução momentânea da liquidez e no aumento da diferença entre as melhores ofertas de compra e venda.</p>
<h2>Dólar operou antes de ações e contratos de índice</h2>
<p>A liberação de parte dos contratos futuros de dólar criou uma situação incomum durante a manhã. Enquanto determinados instrumentos cambiais já refletiam o cenário doméstico e internacional, o mercado de ações, o mini-dólar e os contratos ligados ao Ibovespa permaneciam sem negociação.</p>
<p>Essa diferença dificulta estratégias que dependem da atuação simultânea em vários mercados. Fundos, empresas e bancos utilizam contratos futuros para proteger exposições a ações, juros e moedas. Quando apenas um dos instrumentos está disponível, a proteção pode ficar incompleta ou ter custo maior.</p>
<p>O mini-índice (WIN) é um dos contratos mais negociados da B3 e serve como referência para investidores que buscam exposição às oscilações do Ibovespa. Já o mini-dólar (WDO) é amplamente utilizado por pessoas físicas, mesas proprietárias e instituições que operam movimentos de curto prazo no câmbio.</p>
<p>Com os dois contratos suspensos, parte relevante das operações especulativas e de proteção permaneceu represada. A previsão de abertura conjunta às 12h30 busca restabelecer a relação entre o câmbio futuro, o índice e os ativos negociados no mercado à vista.</p>
<p>O restabelecimento simultâneo desses mercados também é importante para a arbitragem entre o Ibovespa futuro, os ETFs que acompanham o índice e a carteira de ações que compõe o indicador. Diferenças atípicas de preço tendem a ser corrigidas rapidamente após o retorno das negociações.</p>
<h2>Corretoras precisam recalcular limites antes da retomada</h2>
<p>Para as corretoras, o atraso não se limita à suspensão das plataformas de negociação. As instituições dependem dos arquivos enviados pela B3 para reconciliar posições, conferir garantias, atualizar limites e verificar as obrigações financeiras de seus clientes.</p>
<p>Essas informações também são utilizadas por sistemas automáticos de controle de risco. Antes de aceitar uma ordem, a corretora verifica se o investidor possui recursos, margem ou ativos suficientes para suportar a operação. Uma inconsistência pode bloquear negociações ou criar exposição indevida para a instituição.</p>
<p>A retomada gradual exige que cada participante <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337253">confirme a estabilidade de suas conexões com</a> a B3. Sistemas de home broker, plataformas profissionais, robôs de negociação e estruturas de retaguarda precisam receber e processar os mesmos dados antes que as ordens sejam liberadas aos clientes.</p>
<p>Ordens registradas antes da abertura podem permanecer nos leilões, ser canceladas ou depender das regras estabelecidas por cada corretora. Quando a negociação começar, as ofertas serão executadas conforme os critérios de prioridade de preço e tempo e as condições existentes no livro de ordens.</p>
<p>Investidores devem acompanhar o status informado pela própria instituição financeira antes de enviar novas operações. Mesmo depois da liberação geral pela B3, algumas corretoras podem precisar de tempo adicional para validar sistemas e restabelecer completamente seus serviços.</p>
<h2>Sessão mais curta pode reduzir volume financeiro</h2>
<p>A perda de parte da manhã diminui a janela disponível para negócios e pode reduzir o volume financeiro acumulado no pregão. O resultado dependerá do horário efetivo de abertura, da estabilidade dos sistemas e da intensidade do fluxo de ordens após a normalização.</p>
<p>Ativos com maior liquidez tendem a recuperar mais rapidamente a formação de preços. Papéis menos negociados, porém, podem apresentar spreads maiores e oscilações pontuais, principalmente se houver poucas ofertas disponíveis nos primeiros minutos.</p>
<p>A paralisação também compromete comparações intradiárias. Sem negócios no mercado à vista, o Ibovespa não consegue refletir em tempo real o desempenho das ações que integram sua carteira, deixando investidores sem a principal referência da Bolsa durante parte da sessão.</p>
<p>O impacto sobre as ações da própria B3 (B3SA3) também será observado após a retomada. Interrupções operacionais podem levar investidores a avaliar a confiabilidade da infraestrutura tecnológica, os custos associados à falha e a necessidade de investimentos adicionais em redundância e segurança.</p>
<p>Até o fim da manhã, a B3 não havia divulgado estimativa de prejuízo, informado a existência de comprometimento de dados ou indicado que operações já realizadas tivessem sido afetadas. O problema comunicado estava concentrado na abertura da negociação e na disponibilização dos arquivos da clearing.</p>
<h2>Atraso expõe papel crítico da infraestrutura da Bolsa</h2>
<p>O episódio evidencia que o funcionamento do mercado financeiro depende de uma cadeia integrada de negociação, compensação, liquidação, custódia, gerenciamento de garantias e empréstimo de ativos. A abertura do sistema de ordens representa apenas uma das etapas necessárias para que o pregão ocorra de forma segura.</p>
<p>Uma ação comprada durante a sessão precisa ser registrada, compensada e entregue ao novo proprietário. Ao mesmo tempo, os recursos financeiros devem transitar entre as instituições envolvidas, e as posições precisam permanecer cobertas pelas garantias exigidas pela Câmara B3.</p>
<p>Falhas em qualquer parte desse processo podem ter efeitos sobre corretoras, bancos, gestores, investidores estrangeiros e pessoas físicas. Por isso, a operadora manteve os <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334038">mercados em leilão enquanto trabalhava para</a> concluir os procedimentos técnicos.</p>
<p>A B3 afirmou que continuaria divulgando atualizações periódicas até a completa normalização dos serviços. O mercado passou a acompanhar não apenas o horário de abertura das ações e dos derivativos, mas também o funcionamento da Câmara B3, da plataforma BTB e das grades de liquidação.</p>
<p>A reação do Ibovespa após a abertura dependerá do fluxo represado durante a manhã e das referências formadas no exterior. O volume da sessão, por sua vez, será determinado pela capacidade da infraestrutura de absorver as ordens acumuladas e pela disposição dos investidores para operar em um pregão encurtado pela falha.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa 29 de julho: Bolsa cai 1,52% com Santander (SANB11) e Wall Street</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-29-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 22:40:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523761</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, aos 173.885 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.679 pontos em uma sessão marcada pela forte desvalorização do Santander Brasil (SANB11), pelo recuo de ações de grande peso e pela queda acentuada das bolsas de Nova York [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, aos 173.885 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu 2.679 pontos em uma sessão marcada pela forte desvalorização do <a title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="333412">Santander</a> Brasil (SANB11), pelo recuo de ações de grande peso e pela queda acentuada das bolsas de Nova York após a decisão do Federal Reserve sobre os juros dos Estados Unidos.</p>
<p>O movimento de venda ganhou intensidade ao longo do pregão. O índice abriu aos 176.564 pontos, nível que também correspondeu à máxima do dia, e terminou exatamente na mínima da sessão. O comportamento mostrou deterioração contínua do apetite por risco, apesar da valorização das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), beneficiadas pela disparada do petróleo no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332819">mercado</a> internacional.</p>
<p>A queda interrompeu uma sequência de duas sessões positivas. Na segunda-feira, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332821">Ibovespa</a> havia subido 0,74%, e, na terça-feira, avançou 0,70%. O ganho acumulado nesses dois pregões foi devolvido no fechamento desta quarta-feira, embora o índice ainda permaneça no campo positivo em julho e no acumulado de 2026.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 173.885 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 1,52%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> menos 2.679 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 176.564 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 176.564 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 173.885 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 176.565 pontos</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332820">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1174</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,07%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de aproximadamente 1,08%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de aproximadamente 7,92%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu na máxima e fechou na mínima</h2>
<p>A trajetória intradiária foi predominantemente negativa. O Ibovespa começou o dia praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, mas não conseguiu sustentar a pontuação inicial. A abertura aos 176.564 pontos foi o ponto mais alto do pregão, enquanto o encerramento aos 173.885 pontos representou a mínima.</p>
<p>Essa configuração indica que a pressão vendedora se intensificou durante a sessão, sem uma recuperação consistente antes do leilão de fechamento. A amplitude entre a máxima e a mínima foi de 2.679 pontos, praticamente equivalente à perda acumulada no dia.</p>
<p>O movimento também foi disseminado entre diferentes segmentos. Bancos, infraestrutura, siderurgia, construção civil, telecomunicações, varejo e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332818">empresas</a> ligadas ao mercado doméstico terminaram majoritariamente em baixa. A valorização das companhias de petróleo impediu uma queda ainda maior do índice, mas não foi suficiente para compensar o recuo dos demais setores.</p>
<h2>Santander e Wall Street determinaram o fechamento</h2>
<p>O principal evento corporativo doméstico foi a divulgação do balanço do Santander Brasil. O banco apresentou lucro líquido de R$ 3,01 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e resultado inferior às projeções compiladas pelo mercado.</p>
<p>A rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio caiu de 16,4% para 12,5%. A margem financeira recuou 0,4%, para R$ 15,34 bilhões, enquanto as provisões para perdas com crédito aumentaram 6,5%, alcançando R$ 8,26 bilhões.</p>
<p>A combinação entre menor rentabilidade, margens pressionadas e aumento das provisões provocou uma queda de 7,37% nas units do Santander Brasil (SANB11), que fecharam a R$ 25,63. Foi o pior desempenho do banco em uma sessão desde 2020 e um dos maiores recuos entre os componentes do Ibovespa.</p>
<p>Embora o resultado tenha refletido questões específicas do Santander, a reação negativa atingiu outros papéis do setor bancário. Como os bancos têm participação relevante na composição do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337190">Ibovespa</a>, as perdas ajudaram a aprofundar a queda do índice.</p>
<p>O ambiente externo também foi determinante. Wall Street encerrou o dia em forte baixa depois que o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão teve três votos divergentes, cujos integrantes defendiam uma elevação de 0,25 ponto percentual.</p>
<p>A ausência de uma orientação clara sobre os próximos passos da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332817">política</a> monetária, somada ao aumento do petróleo e às preocupações com os investimentos elevados em inteligência artificial, manteve os investidores em posição defensiva.</p>
<h2>Petrobras sobe com disparada do petróleo</h2>
<p>As ações da Petrobras avançaram na direção contrária à maior parte do mercado. Os papéis ordinários Petrobras (PETR3) subiram 2,35%, para R$ 47,58, enquanto os preferenciais Petrobras (PETR4) ganharam 1,92%, encerrando a R$ 42,07.</p>
<p>A valorização ocorreu em uma sessão de forte alta das cotações internacionais do petróleo. O Brent avançou 7,3% e terminou cotado a US$ 88,09 por barril, após a retomada das tensões militares envolvendo Estados Unidos e Irã elevar o risco de interrupção dos fluxos globais da commodity.</p>
<p>A alta do petróleo também sustentou outras produtoras. A PRIO (PRIO3) teve a maior valorização da carteira do Ibovespa, com avanço de 2,89%, a R$ 58,67. A PetroReconcavo (RECV3) subiu 1,18%, para R$ 10,32.</p>
<p>O desempenho das petroleiras teve peso relevante no índice e funcionou como contrapeso às perdas dos bancos, das empresas de serviços públicos e das companhias siderúrgicas. Sem a alta de Petrobras e PRIO, a retração do Ibovespa teria sido mais acentuada.</p>
<h2>Vale recua antes do balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A Vale (VALE3) caiu 0,85%, para R$ 75,10. A companhia divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre nesta quinta-feira, 30 de julho, depois do fechamento do mercado.</p>
<p>O papel oscilou entre R$ 74,61 e R$ 76,20 durante o pregão. A proximidade do balanço aumentou a atenção sobre produção, custos, preços realizados, geração de caixa, investimentos e política de remuneração aos acionistas.</p>
<p>Entre as empresas siderúrgicas, a pressão foi mais intensa. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 7,80%, a R$ 5,21. A Usiminas (USIM5) recuou 4,26%, para R$ 8,32, enquanto Gerdau (GGBR4) caiu 1,39%, a R$ 24,79.</p>
<p>A CSN Mineração (CMIN3), por outro lado, terminou em alta de 0,34%, a R$ 5,98. A divergência entre os papéis mostrou que a movimentação não esteve associada exclusivamente ao minério de ferro. Não havia, até o encerramento da apuração, um fato corporativo isolado confirmado que explicasse integralmente a queda da CSN.</p>
<h2>Bancos ampliam pressão sobre o índice</h2>
<p>Além do Santander, os principais bancos privados fecharam em baixa. O Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 2,43%, terminando a R$ 41,82. O Bradesco teve queda de 2,25% nas ações ordinárias (BBDC3), para R$ 16,06, e de 2,24% nas preferenciais (BBDC4), para R$ 18,37.</p>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou desempenho menos negativo e recuou 0,24%, a R$ 20,86. A Itaúsa (ITSA4), holding que tem o Itaú como principal investimento, caiu 1,96%, para R$ 13,50.</p>
<p>A B3 (B3SA3), responsável pela infraestrutura do mercado brasileiro, também teve queda expressiva. A ação recuou 4,25%, para R$ 15,32, e ficou entre as principais pressões negativas da sessão.</p>
<p>A reação ao balanço do Santander ocorreu no início da temporada de resultados dos grandes bancos. Itaú e Bradesco apresentarão seus números na próxima semana, enquanto o Banco do Brasil divulgará o balanço em agosto. As demonstrações deverão ser avaliadas principalmente pelos indicadores de inadimplência, provisões, margens financeiras, crescimento do crédito e rentabilidade.</p>
<h2>Maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A PRIO (PRIO3) liderou os ganhos, com valorização de 2,89%, a R$ 58,67. A alta ocorreu em paralelo ao salto do petróleo, que favoreceu os papéis das produtoras independentes.</p>
<p>A Petrobras ON (PETR3) avançou 2,35%, para R$ 47,58, enquanto Petrobras PN (PETR4) subiu 1,92%, a R$ 42,07.</p>
<p>A Minerva (BEEF3) ganhou 1,76%, encerrando a R$ 3,47. A Cogna (COGN3) registrou alta de 1,39%, para R$ 2,21, e a PetroReconcavo (RECV3) avançou 1,18%, a R$ 10,32.</p>
<p>A quantidade reduzida de ações em alta reforçou o caráter disseminado da pressão vendedora. A maior parte dos ganhos ficou concentrada em companhias diretamente ligadas à produção de petróleo.</p>
<h2>Maiores quedas do Ibovespa</h2>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registrou o pior desempenho do índice, com queda de 7,80%, a R$ 5,21.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) recuou 7,37%, para R$ 25,63, após a divulgação do balanço do segundo trimestre.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) caiu 5,87%, para R$ 26,70. A Azzas 2154 (AZZA3) perdeu 5,83%, encerrando a R$ 16,18, enquanto a Direcional Engenharia (DIRR3) recuou 4,73%, para R$ 11,10.</p>
<p>Também tiveram perdas relevantes C&amp;A Modas (CEAB3), com queda de 4,40%; Multiplan (MULT3), com baixa de 4,34%; Usiminas (USIM5), com recuo de 4,26%; e B3 (B3SA3), que caiu 4,25%.</p>
<p>Com exceção do Santander, cuja movimentação esteve diretamente relacionada ao resultado trimestral, não foi identificado um fato corporativo individual capaz de explicar integralmente cada uma das quedas. Os movimentos ocorreram em uma sessão de redução ampla da exposição a ações.</p>
<h2>Dólar fecha perto da estabilidade</h2>
<p>O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,1174, em queda de 0,07% contra o real. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0876 e R$ 5,1405 durante a sessão.</p>
<p>A pequena variação cambial contrastou com a forte aversão ao risco observada nas bolsas. O índice que acompanha o dólar contra uma cesta de moedas internacionais recuou, o que limitou a pressão sobre o real mesmo com a piora do mercado acionário.</p>
<p>As taxas finais dos principais contratos de juros futuros não estavam consolidadas em base comparável até o encerramento da apuração. O mercado <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334027">de</a> renda fixa permaneceu condicionado às perspectivas para a inflação, à trajetória da Selic e ao movimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<h2>Petróleo dispara com tensão geopolítica</h2>
<p>O petróleo foi a principal commodity da sessão. O Brent avançou 7,3%, a US$ 88,09 por barril, com a retomada dos confrontos envolvendo Estados Unidos e Irã e a renovação dos temores sobre a segurança das rotas de exportação do Oriente Médio.</p>
<p>O WTI também registrou forte valorização, superando US$ 82 por barril. O movimento elevou o prêmio de risco geopolítico e reacendeu preocupações sobre o efeito da energia na inflação global.</p>
<p>A disparada teve efeitos distintos sobre a Bolsa. De um lado, favoreceu Petrobras, PRIO e PetroReconcavo. De outro, aumentou a cautela internacional porque uma alta prolongada da energia pode dificultar o processo de redução da inflação e limitar o espaço para cortes de juros.</p>
<p>Não havia cotação final consolidada e cruzada do minério de ferro nas fontes consultadas até a conclusão da apuração.</p>
<h2>Wall Street fecha em forte queda após decisão do Fed</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337191">bolsas de</a> Nova York terminaram o dia com perdas acentuadas. O Dow Jones caiu 2,19%, para 51.594,14 pontos. O S&amp;P 500 recuou 1,52%, aos 7.316,15 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 1,74%, terminando aos 24.442,94 pontos.</p>
<p>Além da decisão do Federal Reserve, o mercado norte-americano foi pressionado por uma nova rodada de vendas de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores. Os investidores passaram a questionar com maior rigor se os investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial serão acompanhados por crescimento proporcional de receitas e lucros.</p>
<p>A Nvidia caiu 3,6%, enquanto fabricantes e fornecedores de equipamentos para chips registraram perdas ainda maiores. O movimento ocorreu antes da divulgação dos resultados de Microsoft e Meta, apresentados depois do fechamento de Nova York.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 0,3%, interrompendo uma sequência de três altas. O setor de energia avançou com o petróleo, mas as perdas das companhias de luxo e tecnologia pressionaram o mercado. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,34%, sustentado pelas petrolíferas.</p>
<p>Na Ásia, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2%, enquanto o Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,5%. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6% após já ter sofrido uma queda de 10,8% na sessão anterior, em meio à liquidação das ações ligadas à cadeia global de semicondutores.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta em julho e em 2026</h2>
<p>Apesar da queda desta quarta-feira, o Ibovespa ainda registra valorização aproximada de 1,08% em julho. O cálculo considera o fechamento de junho, aos 172.024,12 pontos, e o resultado de 29 de julho, aos 173.885 pontos.</p>
<p>No acumulado de 2026, a alta é de aproximadamente 7,92%, tomando como referência os 161.125,37 pontos registrados no último pregão de 2025.</p>
<p>Os números mostram que a Bolsa permanece positiva no ano, mas abaixo das máximas alcançadas anteriormente. O desempenho continua condicionado à trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, ao fluxo de capital estrangeiro, ao cenário fiscal, às eleições brasileiras e à evolução dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>No Brasil, o principal evento corporativo desta quinta-feira, 30 de julho, será a divulgação do balanço da Vale após o fechamento da B3. O mercado avaliará produção, preços realizados, custos, geração de caixa, investimentos e possíveis anúncios sobre dividendos.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a reação às demonstrações financeiras de Microsoft e Meta, divulgadas depois do encerramento de Wall Street nesta quarta-feira.</p>
<p>Na agenda dos Estados Unidos, serão publicados dados de renda e gastos pessoais referentes a junho, além dos índices de preços ao consumidor medidos pelo PCE e pelo núcleo do PCE. O indicador é uma das principais referências utilizadas pelo Federal Reserve na avaliação da inflação.</p>
<p>Também estarão no radar os dados do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos e os pedidos semanais de seguro-desemprego, além de novos desdobramentos do conflito com o Irã e do movimento do petróleo.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-petr4-recorde-producao-2t26-dividendos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[balanço 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Búzios]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos da Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[produção da Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523106</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com produção própria recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, e levou suas ações às maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29). O avanço foi sustentado pela aceleração de novas [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com produção própria recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, e levou suas ações às maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29). O avanço foi sustentado pela aceleração de novas plataformas no pré-sal, pela entrada antecipada da P-79 e pelo maior nível de utilização já registrado no parque de refino, combinação que ampliou as expectativas de um resultado financeiro robusto e de nova distribuição de dividendos.</p>
<p>Por volta das 11h30, as ações preferenciais Petrobras (PETR4) avançavam 2,26%, cotadas a R$ 42,14. Os papéis ordinários Petrobras (PETR3) subiam 2,63%, para R$ 47,64, em um pregão no qual o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332158">Ibovespa</a> operava em queda.</p>
<p>A reação refletiu a dimensão dos números operacionais. A produção própria de petróleo, líquidos de gás natural e gás natural subiu 3% sobre o primeiro trimestre, quando a companhia já havia estabelecido um recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>A produção comercial, correspondente aos volumes destinados à venda pela Petrobras, alcançou 2,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia. No refino, a companhia produziu 1,918 milhão de barris de derivados diariamente, alta de 6% na comparação trimestral e de 11% em 12 meses.</p>
<p>Os dados representam uma prévia operacional, e não o balanço financeiro completo. O lucro, a geração de caixa e o valor destinado aos acionistas somente serão conhecidos após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para 6 de agosto.</p>
<h2>P-78 e P-79 aceleram produção em Búzios</h2>
<p>O principal motor do novo recorde foi o avanço das plataformas instaladas no pré-sal. A P-78 e a P-79, no campo de Búzios, aumentaram gradualmente a produção durante o trimestre à medida que novos poços foram conectados aos sistemas.</p>
<p>A P-79 iniciou a produção em 1º de maio, três meses antes da previsão do Plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332155">Negócios</a> 2026-2030 e cinco meses antes do cronograma considerado no planejamento anterior. A antecipação permitiu que a unidade contribuísse para o resultado durante dois dos três meses do trimestre.</p>
<p>Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás, a P-79 é a oitava plataforma em operação em Búzios. O projeto também poderá elevar em até 3 milhões de metros cúbicos diários a oferta de gás ao <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332157">mercado</a> brasileiro por meio da conexão com o gasoduto Rota 3.</p>
<p>O desempenho das unidades mais recentes permitiu compensar o declínio natural de campos maduros. Esse processo ocorre porque a pressão dos reservatórios diminui à medida que o petróleo é extraído, exigindo a entrada de novos poços e sistemas para preservar o crescimento da produção total.</p>
<p>A Petrobras informou que dez novos poços produtores entraram em operação no segundo trimestre. A expansão mostra como a execução dos projetos passou a ser determinante para o desempenho da companhia: quanto mais rapidamente plataformas e poços começam a produzir, mais cedo os investimentos realizados se transformam em receita e caixa.</p>
<h2>Búzios ultrapassa 1,2 milhão de barris por dia</h2>
<p>O campo de Búzios consolidou-se como o principal ativo de crescimento da Petrobras. No fim de junho, a produção operada no campo superou 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, após ter ultrapassado 1,1 milhão apenas três dias antes.</p>
<p>A aceleração foi impulsionada principalmente pelas plataformas P-78 e P-79, ainda em processo de aumento gradual da produção até suas capacidades máximas. Cada uma pode produzir até 180 mil barris por dia.</p>
<p>Búzios já responde por aproximadamente um terço de toda a produção de petróleo operada pela Petrobras no Brasil, considerando também as participações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332156">empresas</a> parceiras. Quando analisada apenas a parcela pertencente à estatal, o campo representa quase metade da produção da companhia.</p>
<p>O ativo possui oito plataformas em funcionamento: P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, P-79, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Outras três unidades — P-80, P-82 e P-83 — estão em construção, enquanto uma décima segunda plataforma permanece em processo de contratação.</p>
<p>A expansão deverá manter Búzios no centro do plano estratégico. A Petrobras prevê instalar 11 plataformas no campo até 2027 e atingir um pico de produção total de óleo e gás de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.</p>
<p>O nível de 3,34 milhões registrado no segundo trimestre aproxima a companhia desse patamar, embora resultados trimestrais não possam ser comparados diretamente com metas anuais. Paradas para manutenção, entrada de poços e oscilações na eficiência operacional podem alterar a média ao longo do ano.</p>
<h2>Refino opera acima da capacidade nominal</h2>
<p>O desempenho do refino adicionou uma segunda fonte de força à prévia. O fator de utilização das refinarias atingiu 101,2% no segundo trimestre, o maior nível da história da Petrobras.</p>
<p>O indicador compara o volume efetivamente processado com a capacidade nominal das unidades. Um resultado acima de 100% pode ocorrer quando melhorias nos equipamentos, ajustes operacionais e mudanças no tipo de petróleo processado permitem que as refinarias trabalhem acima da referência original do projeto, dentro dos limites autorizados.</p>
<p>No primeiro trimestre, o fator de utilização havia sido de 95%. O avanço para 101,2% mostra que a companhia elevou o processamento ao mesmo tempo que aumentava a produção de petróleo no pré-sal.</p>
<p>A produção de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia. Diesel, gasolina, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação concentraram parte relevante do volume.</p>
<p>A maior produção doméstica reduziu a necessidade de importações de combustíveis. As compras externas recuaram para 67 mil barris por dia, o menor nível registrado pela Petrobras.</p>
<p>A redução das importações pode favorecer os resultados porque diminui a exposição a fretes internacionais e aos custos de aquisição de produtos no exterior. O ganho efetivo, no entanto, dependerá da diferença entre o custo de produção nas refinarias brasileiras e o preço pelo qual os derivados foram vendidos.</p>
<h2>Exportações se aproximam de 1 milhão de barris por dia</h2>
<p>O crescimento da produção também ampliou a quantidade de petróleo disponível <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334019">para o mercado</a> externo. As exportações se aproximaram de 1 milhão de barris por dia no trimestre.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre de 2025, os embarques de petróleo e derivados cresceram aproximadamente 41%. O avanço reforça a posição da Petrobras como uma das principais exportadoras brasileiras e aumenta a influência das cotações internacionais e do câmbio sobre suas receitas.</p>
<p>O resultado financeiro das exportações dependerá do preço médio efetivamente obtido pela companhia, do tipo de petróleo vendido, dos custos logísticos e da cotação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332159">dólar</a> no momento das operações.</p>
<p>Uma produção maior não significa, isoladamente, margens maiores. Se o preço internacional do petróleo cair, o aumento dos volumes pode ser parcialmente neutralizado pela redução da receita por barril. O mesmo vale para movimentos do câmbio e para o custo das participações governamentais.</p>
<p>Ainda assim, a expansão das exportações mostra que o crescimento do pré-sal já produz efeitos além das metas operacionais. A companhia passou a dispor de mais petróleo para vender no exterior mesmo enquanto suas refinarias aumentavam a carga processada.</p>
<p>Esse equilíbrio entre refino e exportação será um dos principais pontos do balanço. A administração precisa decidir quanto petróleo deve ser destinado às refinarias e quanto pode ser vendido diretamente no mercado internacional, buscando maximizar a rentabilidade da produção.</p>
<h2>Recordes operacionais ainda precisam chegar ao caixa</h2>
<p>A prévia divulgada pela Petrobras contém volumes de produção, vendas e processamento, mas não apresenta receita, Ebitda, lucro líquido ou fluxo de caixa livre.</p>
<p>Esses indicadores serão determinantes para saber quanto dos recordes operacionais poderá ser convertido em remuneração aos acionistas.</p>
<p>No primeiro trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, alta de 110% sobre os três meses anteriores. Excluídos eventos extraordinários, o lucro foi de R$ 23,8 bilhões.</p>
<p>O Ebitda ajustado atingiu R$ 59,6 bilhões. Sem eventos exclusivos, chegou a R$ 61,7 bilhões, crescimento de 4,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.</p>
<p>A geração de caixa operacional somou R$ 44 bilhões, enquanto os investimentos alcançaram R$ 26,8 bilhões. A diferença entre a geração de caixa e os desembolsos necessários para manter e expandir os negócios é uma das bases utilizadas na definição da remuneração aos acionistas.</p>
<p>No segundo trimestre, a produção maior tende a favorecer a receita. Por outro lado, o resultado também será afetado por investimentos, custos de extração, despesas com manutenção, pagamento de impostos, royalties, participações especiais e variações no capital de giro.</p>
<h2>Política prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa livre</h2>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332154">política</a> de remuneração da Petrobras estabelece que, quando a dívida bruta estiver igual ou abaixo do limite fixado no plano estratégico, a companhia deverá distribuir 45% do fluxo de caixa livre, desde que sejam atendidas as demais condições financeiras e societárias.</p>
<p>A dívida bruta encerrou o primeiro trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A meta da administração é reduzir o valor para cerca de US$ 67 bilhões até o fim deste ano.</p>
<p>Com base no balanço de março, o Conselho de Administração aprovou R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas, equivalentes a R$ 0,70097272 por ação ordinária ou preferencial.</p>
<p>Os valores serão pagos em duas parcelas, em agosto e setembro, integralmente na forma de juros sobre capital próprio. A primeira parcela está prevista para 20 de agosto, e a segunda, para 21 de setembro.</p>
<p>A distribuição referente ao segundo trimestre dependerá do fluxo de caixa livre apurado no novo balanço. O recorde de produção amplia a possibilidade de geração de recursos, mas os investimentos necessários para colocar plataformas e poços em operação também consomem caixa.</p>
<p>Por essa razão, não é possível calcular o valor dos próximos dividendos apenas a partir dos volumes divulgados. A companhia precisará mostrar quanto recebeu pelas vendas, quanto gastou para produzir e qual foi o volume efetivamente destinado aos investimentos.</p>
<h2>Plano de US$ 109 bilhões limita espaço para excessos</h2>
<p>A Petrobras planeja investir US$ 109 bilhões entre 2026 e 2030. Desse total, US$ 69,2 bilhões serão destinados aos projetos de exploração e produção, com concentração no pré-sal.</p>
<p>O programa inclui novas plataformas, perfuração de poços, sistemas submarinos e projetos de processamento e transporte. A companhia também prevê US$ 15,8 bilhões em investimentos no segmento de refino, transporte, comercialização, petroquímica e fertilizantes.</p>
<p>O volume de investimentos cria uma tensão permanente na alocação de capital. Quanto mais recursos são distribuídos aos acionistas, menos caixa permanece disponível para financiar novos projetos sem aumento do endividamento.</p>
<p>A administração precisa equilibrar três objetivos: manter a dívida sob controle, executar o plano de expansão e remunerar os acionistas. Um trimestre de produção recorde melhora essa equação, mas não elimina os compromissos futuros.</p>
<p>O plano estratégico foi elaborado considerando um cenário de preços mais baixos para o petróleo e prevê projetos capazes de permanecer rentáveis mesmo em condições menos favoráveis. A companhia estima um preço de equilíbrio médio de aproximadamente US$ 25 por barril para sua carteira de exploração e produção.</p>
<p>Essa resiliência ajuda a explicar a reação positiva das ações. Ativos com custos mais baixos tendem a preservar margens mesmo quando o petróleo perde valor <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337230">no</a> mercado internacional.</p>
<h2>Produção da Petrobras domina expansão nacional</h2>
<p>Os números da Petrobras acompanham um ciclo mais amplo de crescimento da produção brasileira. Em maio, o país extraiu 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia de petróleo e gás natural.</p>
<p>A produção de petróleo atingiu 4,301 milhões de barris por dia, alta de 16,9% em relação a maio de 2025. O gás natural avançou 19,6% no mesmo intervalo, para 206,06 milhões de metros cúbicos diários.</p>
<p>O pré-sal respondeu por 80,5% da produção nacional. Os campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, concentraram 87,78% de todo o petróleo e gás produzidos no Brasil.</p>
<p>O peso da companhia significa que os recordes têm efeitos que ultrapassam o mercado de ações. Uma produção maior amplia exportações, arrecadação tributária, royalties e participações especiais destinados à União, aos estados e aos municípios.</p>
<p>Somente a produção de maio gerou R$ 8,16 bilhões em royalties, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Estados receberam R$ 2,15 bilhões, enquanto os municípios ficaram com R$ 2,77 bilhões.</p>
<p>A expansão do pré-sal também movimenta fornecedores de equipamentos, embarcações, engenharia, manutenção e serviços especializados, embora aumente a dependência econômica das receitas ligadas ao petróleo.</p>
<h2>Balanço definirá tamanho da recompensa aos acionistas</h2>
<p>A alta de Petrobras (PETR3; PETR4) nesta quarta-feira antecipou uma aposta do mercado: a de que os recordes de produção, exportação e refino serão convertidos em maior geração de caixa.</p>
<p>A tese tem sustentação operacional. A companhia produziu mais petróleo e gás, reduziu as importações, ampliou os embarques ao exterior e utilizou suas refinarias no maior nível da história.</p>
<p>O balanço, porém, deverá mostrar se os ganhos de volume foram preservados depois dos custos, investimentos e efeitos dos preços dos combustíveis. Também revelará se a dívida permaneceu dentro dos parâmetros necessários para a aplicação integral da política de dividendos.</p>
<p>A temporada de resultados colocará a estatal novamente no centro do Ibovespa. Petrobras (PETR3; PETR4) possui peso relevante no índice, distribui recursos à União e a milhares de investidores privados e influencia diretamente a arrecadação pública.</p>
<p>O recorde operacional já está confirmado. A dimensão financeira ainda será conhecida em agosto, quando a companhia mostrará quanto dos 3,34 milhões de barris de óleo equivalente produzidos diariamente se transformou em lucro, caixa e remuneração aos acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Magazine Luiza (MGLU3): Citi corta preço-alvo para R$ 6 e vê e-commerce frear recuperação no 2T26</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/magazine-luiza-mglu3-citi-corta-preco-alvo-2t26</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações do Magazine Luiza]]></category>
		<category><![CDATA[balanço 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Citi]]></category>
		<category><![CDATA[E-Commerce]]></category>
		<category><![CDATA[Magazine Luiza]]></category>
		<category><![CDATA[marketplace]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[MGLU3]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523096</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Citi reduziu nesta quarta-feira (29) o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve a recomendação neutra, com classificação de alto risco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. A revisão reflete uma combinação de juros mais altos, perda de vendas no comércio eletrônico [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Citi reduziu nesta quarta-feira (29) o preço-alvo das ações do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve a recomendação neutra, com classificação de alto risco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. A revisão reflete uma combinação de juros mais altos, perda de vendas no comércio eletrônico e maior pressão competitiva sobre o marketplace, fatores que podem limitar os benefícios da recuperação observada nas lojas físicas.</p>
<p>A nova avaliação chega em um momento sensível para a varejista. O Citi espera que as vendas em mesmas lojas físicas cresçam aproximadamente 8% entre abril e junho, acelerando em relação ao primeiro trimestre, mas projeta novas quedas nos dois canais digitais do grupo.</p>
<p>As vendas online de produtos mantidos em estoque pelo próprio Magazine Luiza, conhecidas no setor como 1P, devem recuar 8% na comparação anual. No marketplace, que reúne mercadorias oferecidas por vendedores parceiros, a queda prevista é de 12%.</p>
<p>Com o desempenho desigual entre lojas físicas e canais digitais, o banco estima redução de 2% na receita do trimestre. A disciplina nas despesas deverá evitar uma deterioração mais intensa do resultado operacional, mas não será suficiente para impedir nova pressão sobre as margens.</p>
<p>O diagnóstico do Citi revela o principal problema enfrentado pelo Magazine Luiza em 2026: a companhia voltou a crescer no varejo físico, mas ainda não conseguiu reconstruir o ritmo de sua operação digital, justamente o negócio que sustentou sua valorização e sua expansão durante o ciclo anterior do comércio eletrônico brasileiro.</p>
<h2>Lojas físicas avançam, mas recuperação perde força no digital</h2>
<p>O Magazine Luiza passou por duas grandes transformações nas últimas décadas. A primeira foi a integração das lojas físicas com a operação digital. A segunda envolveu a criação de um ecossistema que incorporou marketplace, logística, publicidade, serviços financeiros e computação em nuvem.</p>
<p>Esse modelo tornou a companhia mais diversificada, mas também elevou a complexidade operacional. O desempenho do grupo deixou de depender apenas da venda de eletrodomésticos e eletrônicos e passou a refletir o equilíbrio entre mercadorias próprias, vendedores parceiros, crédito, frete e serviços tecnológicos.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, as vendas totais do Magazine Luiza somaram R$ 15,2 bilhões, queda de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A operação física cresceu 6,9%, mas não conseguiu compensar a retração de 11% no comércio eletrônico.</p>
<p>As vendas digitais com estoque próprio recuaram 8,8%. No marketplace, a queda chegou a 14,3%, indicando perda de volume em uma área importante para a geração de receitas de serviços e para a diluição dos custos da plataforma.</p>
<p>O desempenho afetou o faturamento consolidado. A receita líquida ficou em R$ 9,2 bilhões, redução de 2% na comparação anual. A margem bruta, entretanto, avançou 0,2 ponto percentual, para 30,8%, apoiada pela rentabilidade da venda direta de mercadorias.</p>
<p>A melhora da margem mostra que o Magazine Luiza não está ampliando vendas físicas a qualquer preço. O grupo preservou a disciplina comercial e evitou uma escalada generalizada de descontos, mas essa defesa da rentabilidade ocorreu em meio à redução do volume consolidado.</p>
<p>Para o segundo trimestre, o Citi acredita que as lojas continuarão sendo a parte mais resistente do negócio. A Copa do Mundo também pode ter favorecido categorias como televisores, aparelhos de som e produtos relacionados ao entretenimento doméstico.</p>
<p>O impulso, contudo, não deve ser suficiente para alterar a trajetória do e-commerce. O banco projeta que os canais digitais permaneçam próximos do desempenho observado no primeiro trimestre, com retração tanto na venda própria quanto no marketplace.</p>
<h2>Marketplace menor pressiona receitas de serviços</h2>
<p>A contração do marketplace tem consequências que vão além da redução do volume bruto de vendas. Nesse modelo, o Magazine Luiza não precisa comprar e manter todos os produtos em estoque, mas recebe comissões e tarifas pela intermediação das transações, pelos serviços logísticos e pela exposição dos vendedores na plataforma.</p>
<p>Quando as vendas de parceiros caem, a companhia perde parte dessas receitas sem obter, necessariamente, uma redução equivalente nas despesas de tecnologia, marketing e manutenção da estrutura digital.</p>
<p>No primeiro trimestre, a receita de prestação de serviços caiu 5,2%, movimento associado pela companhia ao desempenho mais fraco do marketplace. A queda ajuda a explicar por que a recuperação da margem bruta de mercadorias não se converteu em crescimento do resultado consolidado.</p>
<p>A competição também mudou de escala. O comércio eletrônico brasileiro reúne plataformas nacionais e internacionais com elevada capacidade de investimento em frete subsidiado, publicidade, tecnologia e aquisição de consumidores.</p>
<p>Para recuperar participação, o Magazine Luiza precisa melhorar preço, prazo de entrega e experiência de compra sem comprometer a margem. Essa equação se torna mais difícil quando concorrentes utilizam promoções e subsídios para acelerar a expansão.</p>
<p>A própria estrutura multicanal, que durante anos foi uma vantagem competitiva, precisa demonstrar novamente sua capacidade de gerar sinergias. As lojas podem funcionar como pontos de retirada, distribuição e relacionamento com clientes, mas o custo dessa rede exige produtividade elevada.</p>
<p>A projeção do Citi indica que os benefícios da retomada física ainda não estão sendo transferidos integralmente para os canais digitais. A questão central para os investidores será verificar se o segundo trimestre representa estabilização do e-commerce ou apenas continuidade da perda de volume.</p>
<h2>Corte de despesas protege Ebitda, mas não resolve queda da receita</h2>
<p>O Citi espera que o controle das despesas operacionais compense grande parte da perda de alavancagem decorrente da redução das vendas. A estimativa é de contração de apenas 0,3 ponto percentual na margem Ebitda ajustada do segundo trimestre, mesmo com receita 2% menor.</p>
<p>O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização é uma referência importante para medir a eficiência da operação. No caso do Magazine Luiza, porém, a preservação do Ebitda não garante melhora equivalente do lucro líquido.</p>
<p>No primeiro trimestre, o Ebitda ajustado alcançou R$ 717,6 milhões, queda de 5,4% sobre o mesmo período de 2025. A margem ficou em 7,8%, sustentada pelas medidas de controle de custos e pela rentabilidade das lojas.</p>
<p>O grupo, no entanto, encerrou o período com prejuízo líquido contábil de R$ 55,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado um ano antes. Excluídos os efeitos não recorrentes, o prejuízo ajustado foi de R$ 33,9 milhões, ante resultado positivo de R$ 11,2 milhões no primeiro trimestre de 2025.</p>
<p>A diferença entre o desempenho operacional e o resultado final passa pela conta financeira. O resultado financeiro líquido ajustado ficou negativo em R$ 568,7 milhões, deterioração de 16,5% na comparação anual.</p>
<p>Isso significa que uma parcela significativa do Ebitda produzido pela operação foi consumida pelo custo da dívida, das antecipações de recebíveis e de outras obrigações financeiras. Enquanto os juros permanecerem elevados, pequenas variações no faturamento ou na margem podem provocar efeitos maiores sobre o lucro.</p>
<h2>Selic mais alta reduz projeções para 2026 e 2027</h2>
<p>Ao atualizar seu modelo, o Citi elevou suas premissas para a Selic em 2026 e 2027. Para este ano, a estimativa passou de 14,3% para 14,5%. Para o próximo, subiu de 13,3% para 13,8%.</p>
<p>A alteração parece pequena, mas tem impacto relevante para uma empresa de varejo. Juros elevados encarecem o capital de giro, aumentam as despesas financeiras e tornam o crédito ao consumidor menos acessível.</p>
<p>O efeito ocorre nos dois lados do balanço. A companhia paga mais para financiar sua estrutura, enquanto seus clientes enfrentam prestações maiores e podem adiar compras de bens duráveis.</p>
<p>Mesmo depois de iniciar um ciclo de redução, o Banco Central manteve a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332147">política</a> monetária em patamar restritivo. A Selic foi reduzida para 14,25% ao ano em junho, após permanecer em 15% no início de 2026.</p>
<p>O próximo encontro do Comitê de Política Monetária está marcado para 4 e 5 de agosto. O Magazine Luiza divulgará o resultado do segundo trimestre no dia 6, depois do fechamento do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332144">mercado</a>.</p>
<p>A proximidade das duas datas coloca os juros no centro da avaliação das ações. Uma sinalização mais favorável do Banco Central poderia aliviar as projeções de custo financeiro, mas seus efeitos sobre o balanço da varejista não seriam imediatos.</p>
<p>O Citi reduziu em 9% sua estimativa de lucro do Magazine Luiza para 2026 e em 16% a previsão para 2027. O corte mais intenso no próximo ano mostra que o banco não enxerga a pressão como um problema limitado ao segundo trimestre.</p>
<p>A nova premissa sugere um processo mais demorado de normalização das despesas financeiras e do consumo. Mesmo que a taxa básica continue caindo, a companhia ainda precisará atravessar vários trimestres com um custo de capital elevado.</p>
<h2>Luizacred e novos negócios oferecem contrapesos</h2>
<p>O Magazine Luiza tem buscado reduzir sua dependência do varejo tradicional por meio de serviços financeiros, logística, publicidade digital e infraestrutura tecnológica.</p>
<p>A Luizacred encerrou o primeiro trimestre com carteira de crédito de R$ 20,4 bilhões e 5,6 milhões de cartões ativos. A operação gerou lucro líquido de R$ 75,1 milhões, queda de 10,6% na comparação anual, mas continuou contribuindo positivamente para o resultado consolidado.</p>
<p>A MagaluPay, nova operação financeira do grupo, alcançou carteira de crédito de R$ 100 milhões e iniciou a emissão de certificados de depósito bancário. Segundo informações divulgadas pela companhia, os recursos captados em abril financiaram aproximadamente 80% dos crediários originados no período.</p>
<p>O movimento permite ao grupo construir uma fonte própria de financiamento para determinadas operações, reduzindo gradualmente a dependência de estruturas externas. A estratégia, entretanto, adiciona riscos típicos de uma instituição financeira, como inadimplência, liquidez e custo de captação.</p>
<p>Outras unidades também avançaram. A receita da Magalog cresceu 30% no trimestre, enquanto a Magalu Cloud chegou a 1,5 mil clientes. A Magalu Ads registrou melhora de 39% na conversão e crescimento de 43% no retorno dos investimentos em publicidade.</p>
<p>Esses <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332145">negócios</a> ampliam as fontes de receita e podem fortalecer o ecossistema, mas ainda não possuem escala suficiente para compensar integralmente a queda do comércio eletrônico principal.</p>
<p>Para o investidor, o desafio está em separar crescimento estratégico de complexidade excessiva. Quanto maior o número de unidades, mais difícil se torna avaliar quais operações geram caixa e quais ainda dependem de investimentos da estrutura central.</p>
<h2>Divergência entre preços-alvo expõe incerteza sobre MGLU3</h2>
<p>O corte do Citi ocorre pouco mais de dois meses depois de o Banco do Brasil Investimentos manter recomendação neutra para o Magazine Luiza, mas com preço-alvo de R$ 9,60 para o fim de 2026.</p>
<p>A diferença entre R$ 6 e R$ 9,60 não significa necessariamente que uma das instituições esteja correta e a outra errada. Os relatórios foram produzidos em momentos diferentes e utilizam premissas próprias para juros, crescimento, margens, risco e valor futuro dos negócios.</p>
<p>A distância entre os preços-alvo, contudo, expõe a dificuldade de avaliar a companhia. Poucas ações do varejo apresentam tamanha sensibilidade simultânea à Selic, à concorrência digital, ao crédito e às expectativas de recuperação econômica.</p>
<p>O Citi mantém classificação de alto risco, indicação de que suas projeções estão sujeitas a variações maiores do que as observadas em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332146">empresas</a> com receitas e margens mais previsíveis.</p>
<p>O preço-alvo também não representa garantia de valorização. Trata-se do resultado de um modelo financeiro sujeito a mudanças conforme a empresa divulga novos números ou o ambiente econômico se altera.</p>
<p>As ações do Magazine Luiza acumulam perda próxima de metade do valor em 2026, refletindo a revisão das expectativas após o balanço do primeiro trimestre. A queda tornou a avaliação aparentemente mais baixa, mas não eliminou os riscos operacionais.</p>
<p>Para que o desconto se transforme em recuperação consistente, a companhia precisará mostrar crescimento físico sem sacrificar margem, estabilização do e-commerce e redução do peso das despesas financeiras.</p>
<h2>Balanço do 2T26 testará capacidade de reação do Magalu</h2>
<p>O segundo trimestre não deverá apresentar uma virada completa, segundo as estimativas do Citi. O banco espera uma combinação de vendas físicas melhores, canais digitais ainda pressionados e margem operacional relativamente preservada.</p>
<p>O ponto decisivo será a qualidade do resultado. Uma melhora baseada apenas no corte de despesas pode sustentar o Ebitda por algum tempo, mas não substitui a retomada das vendas e da participação de mercado.</p>
<p>Os investidores também deverão acompanhar a evolução do caixa, dos estoques, das antecipações de recebíveis e do custo efetivo da dívida. Em um cenário de juros altos, esses indicadores podem ser mais relevantes para as ações do que o crescimento isolado da receita.</p>
<p>A divulgação marcada para 6 de agosto mostrará se o avanço das lojas físicas ganhou força suficiente para compensar parte da retração digital. Também indicará se o marketplace começou a estabilizar depois da queda de 14,3% registrada no primeiro trimestre.</p>
<p>O corte do preço-alvo para R$ 6 antecipa uma leitura cautelosa: o Magazine Luiza preservou instrumentos para defender sua operação, mas continua submetido a uma combinação adversa de juros, competição e perda de volume online.</p>
<p>A recuperação das ações dependerá menos de promessas de transformação e mais da capacidade de converter o crescimento das lojas em receita consolidada, caixa e lucro. O balanço do segundo trimestre será o primeiro teste concreto dessa equação desde o forte recuo de MGLU3 em 2026.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fed, petróleo e tarifaço: 5 acontecimentos que podem virar Bolsa e dólar nesta semana</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/fed-petroleo-tarifaco-gatilhos-bolsa-dolar-semana</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Federal Reserve]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas dos Estados Unidos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523095</guid>

					<description><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o risco de um impasse fiscal em Washington formam os cinco principais gatilhos capazes de alterar o rumo da Bolsa, do dólar, dos juros e das commodities nesta semana.</p>
<p>O evento mais imediato ocorre nesta quarta-feira, 29 de julho. O Comitê Federal de Mercado Aberto, o Fomc, divulgará às 15h, no horário de Brasília, sua decisão de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332141">política</a> monetária. Meia hora depois, o presidente do Fed, Kevin Warsh, concederá entrevista coletiva para explicar a avaliação da autoridade monetária sobre inflação, atividade econômica e próximos movimentos dos juros.</p>
<p>A decisão será conhecida em um ambiente de pressão inflacionária provocada por tarifas comerciais, energia mais cara e interrupções nas cadeias globais de fornecimento. Na reunião anterior, em junho, o Fed manteve a taxa básica americana entre 3,50% e 3,75%, sem sinalizar compromisso antecipado com corte ou aumento.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333571">mercado</a> brasileiro, a combinação desses fatores possui efeito direto. Juros americanos mais elevados favorecem os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, aumentam a concorrência por capital internacional e podem pressionar moedas de países emergentes, incluindo o real. Uma postura mais rígida do Fed tende ainda a elevar os juros futuros na B3 e reduzir o apetite por ações.</p>
<h2>Fed pode determinar direção do dólar e dos juros</h2>
<p>O primeiro gatilho da semana não está apenas na decisão sobre a taxa. O ponto decisivo será a linguagem utilizada pelo Fed para descrever a inflação e os riscos econômicos.</p>
<p>Na reunião de junho, os integrantes do Fomc reconheceram que a inflação permanecia acima da meta de 2% e havia sido pressionada pelo custo da energia, pelas tarifas de importação e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. Parte dos dirigentes considerava possível manter ou reduzir os juros até o fim do ano, enquanto outro grupo admitia que um novo aperto poderia ser necessário.</p>
<p>Essa divisão amplia a importância da entrevista de Warsh. Caso o presidente do Fed destaque a persistência da inflação e a resistência da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332143">economia</a> americana, o mercado poderá prolongar as expectativas de juros elevados.</p>
<p>Nesse cenário, os rendimentos dos títulos americanos tendem a subir. O dólar também pode ganhar força diante de moedas emergentes, enquanto ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332139">empresas</a> mais sensíveis ao custo de capital podem enfrentar pressão.</p>
<p>Construtoras, varejistas, companhias de tecnologia e empresas com endividamento elevado normalmente sofrem mais quando aumenta a taxa usada pelos investidores para descontar lucros futuros.</p>
<p>Ações de bancos podem reagir de maneira diferente. Juros mais altos podem favorecer margens financeiras em determinadas operações, mas também elevam o risco de inadimplência e desaceleram a demanda por crédito.</p>
<p>Uma comunicação mais branda, por outro lado, poderia provocar queda dos rendimentos dos Treasuries e melhorar o ambiente para ativos de risco. O real teria espaço para se valorizar, enquanto os contratos de juros brasileiros poderiam devolver parte dos prêmios acumulados.</p>
<p>O comportamento dependerá menos da decisão isolada e mais das indicações sobre setembro e dezembro. Como o encontro de julho não inclui novas projeções econômicas oficiais, cada expressão utilizada no comunicado e na entrevista coletiva será examinada pelos investidores.</p>
<h2>Balanços do 2T26 testam preços incorporados às ações</h2>
<p>O segundo gatilho é a temporada de resultados corporativos. Nas próximas sessões, os investidores deverão comparar os números efetivamente divulgados pelas empresas com as expectativas já embutidas nas cotações.</p>
<p>Uma companhia pode apresentar aumento de lucro e, ainda assim, registrar queda na Bolsa caso o resultado fique abaixo das projeções. Da mesma forma, uma redução anual do <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335369">lucro pode ser bem recebida</a> se o desempenho superar o cenário mais pessimista esperado pelo mercado.</p>
<p>A WEG (WEGE3) mostrou como diferentes linhas de um balanço podem produzir leituras distintas. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,6% em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>O Ebitda, porém, avançou 5,2%, para R$ 2,21 bilhões. A margem Ebitda ficou em 21,8%, ante 22,2% um ano antes, enquanto o lucro líquido recuou 2,1%, para R$ 1,56 bilhão.</p>
<p>O resultado mostrou expansão do mercado externo, especialmente quando a receita foi medida em dólares, mas também redução das vendas no Brasil. Para o investidor, a avaliação depende da capacidade da empresa de preservar margens, converter receita em caixa e sustentar o retorno sobre o capital empregado.</p>
<p>Durante a temporada de balanços, quatro grupos de indicadores tendem a produzir as maiores reações: crescimento de receita, margem operacional, geração de caixa e projeções da administração.</p>
<p>Nos bancos, a atenção se concentra em inadimplência, provisões para perdas, margem financeira e retorno sobre o patrimônio. Em mineradoras e petroleiras, volumes de produção, preços realizados, custos e dividendos exercem maior influência.</p>
<p>No varejo, o mercado acompanha vendas mesmas lojas, estoques, despesas financeiras e desempenho do comércio eletrônico. Em empresas industriais, os investidores observam carteira de pedidos, utilização da capacidade e efeitos do câmbio.</p>
<p>A volatilidade pode aumentar quando os números são divulgados antes da abertura ou depois do fechamento da Bolsa. Ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar diferenças expressivas entre o preço de encerramento de uma sessão e a abertura do pregão seguinte.</p>
<h2>Ataques contra o Irã devolvem prêmio de risco ao petróleo</h2>
<p>O terceiro fator está no Oriente Médio. Depois de um memorando firmado em 18 de junho entre Estados Unidos e Irã ter permitido a retomada parcial do transporte pelo Estreito de Ormuz, novos ataques contra embarcações comerciais voltaram a provocar ações militares americanas.</p>
<p>O Comando Central dos Estados Unidos realizou sucessivas rodadas de bombardeios contra instalações militares iranianas em julho. Os alvos incluíram centros de comando, depósitos de drones, sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira e capacidades navais.</p>
<p>A instabilidade afeta o petróleo porque Ormuz é uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia. Qualquer redução no trânsito de navios pode limitar a oferta disponível, aumentar fretes e seguros e obrigar produtores a armazenar ou redirecionar cargas.</p>
<p>Depois do acordo de junho, o petróleo Brent chegou a cair para menos de US$ 70 por barril no início de julho. A retomada dos confrontos devolveu aos preços um prêmio de risco relacionado à possibilidade de novas interrupções.</p>
<p>Para a Bolsa brasileira, a alta do petróleo tende a beneficiar produtores como Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), desde que o ganho da commodity não seja acompanhado por problemas operacionais ou mudanças tributárias.</p>
<p>Uma cotação mais alta aumenta a receita potencial por barril, melhora a geração de caixa e pode ampliar a capacidade de pagamento de dividendos. O efeito não é automático, porque depende dos custos, do câmbio, da produção e da política de investimentos de cada companhia.</p>
<p>A mesma alta produz consequências negativas em outros setores. Companhias aéreas enfrentam aumento do custo do combustível. Empresas de transporte rodoviário e logística podem sofrer pressão nas despesas com diesel.</p>
<p>O choque também alcança inflação e juros. Petróleo mais caro pode elevar preços de combustíveis, fretes, produtos petroquímicos e fertilizantes, dificultando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332140">trabalho</a> dos bancos centrais.</p>
<p>O mercado acompanha não apenas a cotação da commodity, mas o tráfego de navios, a intensidade dos ataques e a possibilidade de um novo entendimento diplomático. Qualquer anúncio envolvendo Ormuz pode alterar rapidamente ações, moedas e contratos futuros.</p>
<h2>Tarifas americanas colocam exportadoras brasileiras sob pressão</h2>
<p>O quarto gatilho é o novo ciclo de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. Washington adotou duas medidas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana.</p>
<p>A primeira estabeleceu uma sobretaxa de 25% para determinados produtos brasileiros e entrou em vigor em 22 de julho. A segunda aplicou uma cobrança adicional de 12,5% a produtos do Brasil dentro de uma investigação mais ampla sobre práticas relacionadas ao combate ao <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334017">trabalho</a> forçado.</p>
<p>As duas tarifas podem se acumular. Produtos atingidos simultaneamente passam a enfrentar uma sobretaxa de 37,5%, além das tarifas ordinárias eventualmente existentes.</p>
<p>Segundo os cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sujeitas às novas medidas.</p>
<p>Cerca de 16,5% da pauta é atingida simultaneamente pelas tarifas de 25% e 12,5%. Esse grupo inclui máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, calçados, móveis, confecções, gorduras e óleos.</p>
<p>Outros 4,7% das vendas estão sujeitos exclusivamente à cobrança de 12,5%, enquanto 1,9% enfrenta apenas a tarifa de 25%.</p>
<p>A lista de exceções preserva produtos importantes. Café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, diversos produtos químicos e a maior parte das exportações de celulose permanecem fora dessas duas sobretaxas, embora algumas mercadorias possam estar sujeitas a medidas setoriais diferentes.</p>
<p>O impacto sobre as empresas dependerá da exposição ao mercado americano e da capacidade de repassar custos. Exportadores com margens elevadas podem absorver parte da tarifa para preservar contratos. Outros terão de elevar preços ou buscar novos compradores.</p>
<p>A redução das vendas aos Estados Unidos pode provocar aumento da oferta no mercado doméstico, pressionando preços de determinados produtos. Também pode levar companhias a redirecionar mercadorias para Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina.</p>
<p>Para o mercado financeiro, o risco tarifário não termina com a entrada em vigor das medidas. Investidores acompanharão a resposta do governo brasileiro, negociações diplomáticas, eventuais questionamentos na Organização Mundial do Comércio e a possibilidade de uso da Lei da Reciprocidade Econômica.</p>
<p>Uma retaliação poderia ampliar o número de setores atingidos. Ao mesmo tempo, medidas de crédito e apoio às exportações podem reduzir parte do impacto sobre empresas mais expostas.</p>
<h2>Impasse fiscal nos EUA mantém risco para setembro</h2>
<p>O quinto gatilho é o financiamento do governo americano. O ano fiscal dos Estados Unidos termina em 30 de setembro, e o Congresso precisa aprovar leis orçamentárias ou uma resolução temporária para impedir a interrupção de serviços públicos.</p>
<p>A Câmara dos Representantes aprovou em julho uma proposta destinada a prolongar o financiamento e evitar uma paralisação no início do ano fiscal de 2027. A medida, porém, ainda precisa concluir sua tramitação.</p>
<p>O risco de shutdown não significa que o governo americano esteja prestes a fechar nesta semana. O prazo decisivo continua sendo o fim de setembro.</p>
<p>Ainda assim, o tema pode começar a afetar os mercados antes dessa data. Quanto maior a dificuldade de acordo entre republicanos e democratas, maior tende a ser a incerteza sobre gastos, emissão de dívida e funcionamento de órgãos públicos.</p>
<p>Uma paralisação pode suspender serviços administrativos, atrasar contratos, interromper a divulgação de indicadores e afastar temporariamente funcionários considerados não essenciais.</p>
<p>Para investidores, o efeito mais sensível ocorre nos títulos do Tesouro americano. Embora esses papéis continuem sendo tratados como referência de segurança global, impasses fiscais podem elevar a volatilidade e os prêmios exigidos para determinadas maturidades.</p>
<p>O mercado também diferencia shutdown de crise do teto da dívida. O primeiro ocorre quando não existe autorização orçamentária para determinadas despesas. O segundo envolve o limite legal para a emissão de dívida destinada ao pagamento de compromissos já assumidos.</p>
<p>O debate atual está concentrado no financiamento do próximo ano fiscal. Uma solução temporária reduziria o risco imediato, mas apenas adiaria a negociação sobre as despesas permanentes.</p>
<h2>Semana exige atenção à combinação dos riscos</h2>
<p>Os cinco gatilhos não atuam de maneira isolada. A força de cada movimento dependerá da combinação entre juros, câmbio, commodities, resultados empresariais e política comercial.</p>
<p>Uma postura rígida do Fed, acompanhada por alta do petróleo, poderia fortalecer o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="333572">dólar</a> e elevar os juros futuros. Nesse ambiente, empresas endividadas e setores dependentes do consumo doméstico tenderiam a enfrentar maior pressão.</p>
<p>Se o Fed adotar uma comunicação moderada e o petróleo recuar, ativos brasileiros poderiam se beneficiar, ainda que as tarifas americanas continuem impondo riscos específicos às exportadoras.</p>
<p>Os balanços podem produzir movimentos contrários à direção do índice. Uma empresa que surpreenda positivamente poderá avançar mesmo em um dia de queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332142">Ibovespa</a>, enquanto resultados fracos podem provocar perdas em uma sessão favorável ao mercado.</p>
<p>O investidor também precisa distinguir evento de efeito econômico. O anúncio de uma tarifa, uma decisão de juros ou um ataque militar produz reação imediata, mas as consequências financeiras podem aparecer ao longo de vários trimestres.</p>
<p>Nesta semana, o Fed concentra o maior potencial de impacto imediato. No horizonte seguinte, a evolução do conflito com o Irã, a resposta brasileira às tarifas e as negociações fiscais em Washington definirão se a volatilidade será passageira ou se passará a integrar de forma mais permanente os preços dos ativos.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cogna (COGN3) vira favorita do Bradesco BBI, que vê potencial de alta de 82%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/cogna-cogn3-bradesco-bbi-compra-potencial-alta-82</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações de educação]]></category>
		<category><![CDATA[ANIM3]]></category>
		<category><![CDATA[Ânima Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco BBI]]></category>
		<category><![CDATA[COGN3]]></category>
		<category><![CDATA[Cogna]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Vitru]]></category>
		<category><![CDATA[VTRU3]]></category>
		<category><![CDATA[YDUQ3]]></category>
		<category><![CDATA[Yduqs]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523088</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no setor educacional e aumentou o preço-alvo de R$ 3,80 para R$ 4 ao fim de 2026. O valor representa potencial de valorização próximo de 82% sobre o [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Bradesco BBI elevou nesta quarta-feira (29) a recomendação para as ações da Cogna Educação (COGN3) de neutra para compra, escolheu a companhia como sua nova favorita no setor educacional e aumentou o preço-alvo de R$ 3,80 para R$ 4 ao fim de 2026. O valor representa potencial de valorização próximo de 82% sobre o fechamento anterior. Na mesma revisão, o banco rebaixou a Ânima Educação (ANIM3) de compra para neutra e reduziu seu preço-alvo de R$ 7 para R$ 4,30.</p>
<p>A mudança reflete uma separação mais clara entre as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332132">empresas</a> que chegam à temporada de balanços do segundo trimestre com geração de caixa, endividamento controlado e capacidade de remunerar os acionistas e aquelas mais expostas ao custo elevado da dívida e aos riscos de execução.</p>
<p>No caso da Cogna (COGN3), o BBI identificou uma combinação de preço descontado, melhora das projeções de lucro, liquidez das ações e baixa alavancagem. O papel negociava a 4,5 vezes o lucro estimado para 2026, enquanto o retorno projetado do fluxo de caixa livre ao acionista alcançava 21%.</p>
<p>A Ânima (ANIM3), em sentido oposto, passou a carregar uma percepção maior de risco depois da compra da FMU, anunciada em julho. A operação amplia a presença da companhia no ensino superior, mas adiciona uma nova frente de integração em um momento no qual o custo financeiro continua elevado e os resultados operacionais ainda exigem ajustes.</p>
<p>Às 11h26, as ações da Cogna subiam 1,39%, para R$ 2,19. Os papéis da Ânima avançavam 1,38%, a R$ 2,20, mesmo após o rebaixamento. O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332131">Ibovespa</a> recuava 0,67% no mesmo horário.</p>
<h2>Preço baixo deixou de ser o único argumento para Cogna</h2>
<p>A tese positiva para a Cogna não depende apenas da queda acumulada das ações. A revisão do BBI ocorre depois de a companhia apresentar crescimento de receita, lucro e geração de caixa no primeiro trimestre de 2026, acompanhado de nova redução da alavancagem.</p>
<p>A receita líquida da Cogna atingiu R$ 2,146 bilhões entre janeiro e março, alta de 31,9% sobre igual período de 2025. O Ebitda recorrente avançou 22,2%, para R$ 679,6 milhões, apesar da redução de 2,5 pontos percentuais na margem.</p>
<p>O lucro líquido ajustado chegou a R$ 200,8 milhões, crescimento anual de 30%. Pelo critério contábil, o lucro foi de R$ 141,4 milhões, 48,7% superior ao resultado registrado um ano antes.</p>
<p>O elemento que ganhou maior peso na avaliação do BBI foi a conversão desse resultado em dinheiro. A geração de caixa livre da Cogna somou R$ 252,5 milhões no primeiro trimestre, aumento de 68,7% em relação aos R$ 149,6 milhões apurados no mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>O avanço permitiu à companhia reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado de 1,28 vez para 1,13 vez em doze meses. A dívida líquida encerrou março em R$ 2,784 bilhões, com queda de 1,1%.</p>
<p>Essa estrutura financeira diferencia a Cogna de empresas que ainda precisam direcionar parcela relevante da geração operacional ao pagamento de juros. Também abre espaço para que a administração avalie uma distribuição maior de resultados aos acionistas sem interromper o processo de desalavancagem.</p>
<h2>Banco projeta possibilidade de dividendos maiores</h2>
<p>O Bradesco BBI estima que a Cogna possa alcançar lucro líquido contábil de R$ 634 milhões em 2026 e gerar R$ 895 milhões em fluxo de caixa livre ao acionista em 2027.</p>
<p>No cenário mais favorável desenhado pelo banco, a companhia teria condições de distribuir em 2027 o equivalente a 100% do lucro apurado em 2026. A estimativa atualmente incorporada ao modelo considera um pagamento de 50%.</p>
<p>Caso a distribuição integral se concretize, o retorno em dividendos poderia chegar a 14%, o dobro dos 7% previstos na hipótese-base do BBI. Mesmo nesse cenário, a relação entre dívida líquida e Ebitda cairia de 1,1 vez em 2026 para 0,9 vez no ano seguinte.</p>
<p>A possibilidade de um pagamento maior não constitui compromisso assumido pela Cogna. A distribuição dependerá do resultado efetivamente apurado, das necessidades de investimento, da posição de caixa, das obrigações financeiras e da decisão dos órgãos de administração da companhia.</p>
<p>Para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332133">mercado</a>, porém, a inclusão dessa hipótese altera a percepção sobre a ação. A Cogna deixou de ser avaliada apenas como uma empresa em recuperação operacional e passou a ser observada também como uma possível geradora de caixa e dividendos.</p>
<p>A companhia distribuiu R$ 119,5 milhões em dividendos em fevereiro deste ano. Ao mesmo tempo, reduziu o custo médio ponderado de sua dívida de CDI mais 1,66% no primeiro trimestre de 2025 para CDI mais 1,33% no mesmo período de 2026.</p>
<h2>Ânima é rebaixada mesmo com potencial teórico de 98%</h2>
<p>O rebaixamento da Ânima (ANIM3) chama atenção porque o novo preço-alvo de R$ 4,30 ainda representa valorização teórica próxima de 98% sobre a cotação de referência usada pelo BBI.</p>
<p>A aparente contradição decorre da forma como os bancos avaliam as ações. O potencial calculado entre a cotação e o preço-alvo não é o único elemento considerado em uma recomendação. A previsibilidade dos resultados, o risco financeiro, a possibilidade de novas revisões e a existência de gatilhos de curto prazo também entram na decisão.</p>
<p>No caso da Ânima, o banco identificou maior sensibilidade dos lucros à trajetória dos juros, alavancagem superior à dos principais concorrentes, menor sustentação por múltiplos e riscos associados à integração da FMU.</p>
<p>A companhia encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 2,926 bilhões e alavancagem de 2,39 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses. O indicador melhorou em relação às 2,49 vezes observadas ao fim de 2025, mas permanece acima do nível registrado pela Cogna.</p>
<p>A Selic elevada pesa diretamente sobre o resultado financeiro. No primeiro trimestre, as despesas financeiras da Ânima aumentaram, enquanto o custo total da dívida permaneceu próximo de 16,7% ao ano, considerando a taxa básica e o spread médio contratado.</p>
<p>Apesar dessa pressão, a companhia apresentou crescimento operacional. A receita líquida subiu 7,7%, para R$ 1,12 bilhão, e o Ebitda ajustado, excluído o efeito do IFRS 16, avançou 4,3%, para R$ 375,9 milhões.</p>
<p>A margem Ebitda caiu 1,1 ponto percentual, para 33,6%. O lucro líquido atribuível aos controladores somou R$ 106,2 milhões, alta de 11%.</p>
<p>Os números mostraram melhora, mas também revelaram fragilidades. A base de alunos da graduação digital caiu 18,4%, e a receita do segmento recuou 5,5%. A própria administração informou ter enfrentado problemas operacionais na volta às aulas, com reflexos sobre a evasão.</p>
<h2>Compra da FMU adiciona escala e risco de execução</h2>
<p>A aquisição da FMU aprofundou a diferença de percepção entre Cogna e Ânima. A operação foi anunciada em 14 de julho e prevê a compra da totalidade das cotas da instituição, que se encontra em recuperação judicial.</p>
<p>O valor patrimonial da transação foi fixado em R$ 410 milhões. A Ânima pagará R$ 240 milhões à vista no fechamento e uma segunda parcela de pelo menos R$ 170 milhões, corrigida pelo CDI, com vencimento condicionado aos termos previstos no contrato.</p>
<p>A parcela futura poderá aumentar de acordo com a evolução do Ebitda e da dívida líquida da FMU. A conclusão do negócio depende, entre outras condições, da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, esperada pela companhia para o fim de 2026.</p>
<p>A FMU tinha 51 mil alunos, seis campi em São Paulo e mais de 200 unidades acadêmicas parceiras de ensino a distância quando a transação foi anunciada. Nos 12 meses encerrados em março, registrou receita líquida de R$ 281,7 milhões, Ebitda ajustado de R$ 52,9 milhões e dívida líquida de R$ 150,3 milhões.</p>
<p>Para a Ânima, a compra amplia a escala em São Paulo e oferece sinergias nos cursos presenciais, digitais e híbridos. Para o investidor, entretanto, acrescenta uma etapa de integração operacional e financeira que precisará ser executada sem interromper a redução do endividamento.</p>
<p>Esse risco explica por que o BBI reduziu o preço-alvo mesmo reconhecendo a possibilidade de valorização expressiva das ações. A compra pode gerar valor no médio prazo, mas os benefícios dependerão da recuperação da FMU, da captura de sinergias e do controle dos custos financeiros.</p>
<h2>Juros mais altos pressionam projeções para 2027</h2>
<p>O Bradesco BBI atualizou seu modelo para incorporar uma curva de juros mais elevada. A taxa Selic média projetada pelo banco para 2027 aumentou 1,7 ponto percentual, para 12% ao ano.</p>
<p>A revisão tem impacto relevante sobre as empresas de educação porque boa parte do setor ainda opera com dívidas indexadas ao CDI. Quanto mais tempo os juros permanecerem elevados, maior será o consumo de caixa com despesas financeiras e menor a parcela do resultado disponível aos acionistas.</p>
<p>A Ânima é a empresa mais atingida pela nova premissa. O BBI reduziu em 45% sua estimativa de lucro por ação para 2027, levan<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334016">do</a> a projeção para um nível 25% inferior à média do mercado.</p>
<p>Para a Yduqs (YDUQ3), o corte foi de 20%, deixando a estimativa do banco 8% abaixo do consenso. Ainda assim, o BBI manteve recomendação de compra para a companhia, assim como para a Vitru Educação (VTRU3).</p>
<p>A diferença está na geração de caixa projetada. Segundo o banco, Yduqs e Vitru negociam com retornos de fluxo de caixa livre ao acionista entre 19% e 21% para 2027, depois da forte desvalorização das ações do setor.</p>
<h2>Vitru e Yduqs preservam geração de caixa</h2>
<p>Os resultados do primeiro trimestre ajudam a explicar a manutenção das recomendações positivas para Vitru e Yduqs.</p>
<p>A Vitru registrou receita líquida de R$ 579,2 milhões, alta de 6,1%, e Ebitda ajustado de R$ 235,1 milhões, crescimento de 16%. A margem avançou 3,5 pontos percentuais, para 40,6%.</p>
<p>O lucro líquido ajustado por imposto caixa chegou a R$ 91,8 milhões, aumento de 24,1%. O fluxo de caixa livre subiu 85,6%, para R$ 217,1 milhões, enquanto a alavancagem caiu para 1,75 vez o Ebitda.</p>
<p>A Yduqs, por sua vez, obteve receita líquida de R$ 1,568 bilhão e Ebitda ajustado de R$ 552 milhões no primeiro trimestre, com altas de aproximadamente 5% e 7%, respectivamente.</p>
<p>A geração de caixa ao acionista alcançou R$ 276 milhões no trimestre e R$ 525 milhões nos 12 meses encerrados em março. A alavancagem ficou em 1,53 vez, ou 1,19 vez quando desconsiderados os efeitos de dividendos e recompra de ações.</p>
<p>A composição dos resultados, contudo, permanece desigual. Idomed e Ibmec responderam por 49% do Ebitda da Yduqs, compensando a pressão nas operações da Estácio e da Wyden.</p>
<h2>Balanços do 2T26 devem separar vencedores no setor</h2>
<p>O BBI espera uma temporada de resultados heterogênea para as empresas de educação no segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Cogna e Vitru devem apresentar os desempenhos mais consistentes, sustentados por geração de caixa e evolução operacional. A Yduqs tende a mostrar crescimento mais limitado do Ebitda, apesar da contribuição das marcas de medicina e ensino premium.</p>
<p>Para a Ânima, a expectativa é de números ligeiramente mais fracos, afetados por taxas maiores de evasão. A margem Ebitda, no entanto, deverá permanecer relativamente estável, segundo as projeções do banco.</p>
<p>A revisão do Bradesco BBI indica que o desconto generalizado das ações de educação começa a dar lugar a uma análise mais seletiva. O setor continua negociando a múltiplos baixos, mas o valor potencial depende da capacidade de cada companhia transformar receita em caixa depois de juros, investimentos e obrigações financeiras.</p>
<p>Nesse ambiente, a Cogna passa a ocupar a posição de maior preferência por reunir lucro em expansão, alavancagem próxima de uma vez o Ebitda e possibilidade de aumentar a remuneração aos acionistas. A Ânima entra no período de balanços sob maior cobrança: terá de provar que a aquisição da FMU pode gerar crescimento sem interromper a desalavancagem já alcançada.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Ágora indica compra de Embraer (EMBJ3) e venda de Assaí (ASAI3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-embraer-prio-suzano-assai-csn-slc-agricola</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[ASAI3]]></category>
		<category><![CDATA[Assaí]]></category>
		<category><![CDATA[CSNA3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade hoje]]></category>
		<category><![CDATA[EMBJ3]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[SLCE3]]></category>
		<category><![CDATA[Suzano]]></category>
		<category><![CDATA[SUZB3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523074</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos indicou a compra das ações da Embraer (EMBJ3), da PRIO (PRIO3) e da Suzano (SUZB3) em operações de day trade para esta quarta-feira, 29 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou Assaí (ASAI3), CSN (CSNA3) e SLC Agrícola (SLCE3), em uma estratégia que busca capturar oscilações de até 1,47% ao longo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos indicou a compra das ações da Embraer (EMBJ3), da PRIO (PRIO3) e da Suzano (SUZB3) em operações de day trade para esta quarta-feira, 29 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou Assaí (ASAI3), CSN (CSNA3) e SLC Agrícola (SLCE3), em uma estratégia que busca capturar oscilações de até 1,47% ao longo do mesmo pregão.</p>
<p>As recomendações de day trade foram divulgadas em uma sessão marcada pela queda do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332117">Ibovespa</a>, pela valorização superior a 6% do petróleo e pelo aumento da cautela nos mercados internacionais antes da decisão de juros do Federal Reserve. Esse ambiente tende a ampliar a volatilidade das ações brasileiras e pode acelerar tanto o alcance dos objetivos quanto o acionamento dos limites de perda.</p>
<p>A Embraer apresenta o maior potencial bruto entre as operações de compra, de 1,47%. O preço de entrada foi estabelecido em R$ 89,07, com objetivo em R$ 90,38 e stop em R$ 88,41.</p>
<p>Para as vendas, o maior retorno projetado está no Assaí, com potencial de 1,46%. A operação deve ser iniciada em R$ 8,22, tendo como alvo R$ 8,10 e como stop R$ 8,28.</p>
<p>Os percentuais representam ganhos brutos calculados a partir dos pontos definidos pela análise técnica. Não incluem corretagem, emolumentos, tributos, eventuais diferenças de execução ou outros custos associados às operações.</p>
<h2>Embraer lidera as indicações de compra da Ágora</h2>
<p>A principal indicação de compra para o day trade hoje é a Embraer (EMBJ3). As ações da fabricante de aeronaves encerraram a sessão anterior cotadas a R$ 88,86, abaixo do ponto de entrada de R$ 89,07 estabelecido pelos analistas.</p>
<p>A operação somente deve ser considerada ativada caso a cotação alcance o preço de entrada. A partir desse nível, o objetivo de R$ 90,38 corresponde a uma valorização potencial de 1,47%.</p>
<p>O stop foi definido em R$ 88,41. Isso representa um risco teórico de aproximadamente 0,74% em relação à entrada. A relação entre retorno potencial e perda projetada fica próxima de duas vezes, antes dos custos de negociação.</p>
<p>A ação da Embraer chega ao pregão após a companhia informar a ampliação de uma encomenda de jatos E190-E2 pela companhia aérea japonesa ANA. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332120">Notícias</a> sobre novas vendas, entregas, carteira de pedidos e produção costumam influenciar o papel, embora a recomendação da Ágora seja baseada em análise gráfica de curtíssimo prazo, e não em uma avaliação dos fundamentos da fabricante.</p>
<p>Em operações de day trade, uma notícia favorável à empresa não garante que o preço seguirá em alta durante toda a sessão. Movimentos do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332118">dólar</a>, realização de lucros, desempenho do Ibovespa e alterações no apetite ao risco podem modificar rapidamente a direção da ação.</p>
<h3>Recomendações de compra para 29 de julho</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Embraer</td>
<td align="right">EMBJ3</td>
<td align="right">R$ 89,07</td>
<td align="right">R$ 90,38</td>
<td align="right">1,47%</td>
<td align="right">R$ 88,41</td>
</tr>
<tr>
<td>PRIO</td>
<td align="right">PRIO3</td>
<td align="right">R$ 56,91</td>
<td align="right">R$ 57,73</td>
<td align="right">1,44%</td>
<td align="right">R$ 56,47</td>
</tr>
<tr>
<td>Suzano</td>
<td align="right">SUZB3</td>
<td align="right">R$ 43,20</td>
<td align="right">R$ 43,80</td>
<td align="right">1,39%</td>
<td align="right">R$ 42,86</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Alta do petróleo coloca PRIO entre as compras</h2>
<p>A segunda recomendação de compra é a PRIO (PRIO3), com entrada indicada em R$ 56,91 e objetivo em R$ 57,73. O potencial bruto calculado pela corretora é de 1,44%.</p>
<p>O stop sugerido está em R$ 56,47, equivalente a uma perda teórica de aproximadamente 0,77% em relação ao ponto de entrada. A relação entre o retorno projetado e o risco inicial fica em torno de 1,86 vez.</p>
<p>A escolha ocorre em um pregão no qual os preços internacionais do petróleo avançaram mais de 6%, após o fim da trégua entre Estados Unidos e Irã ampliar os temores de interrupções na oferta da commodity.</p>
<p>A alta do petróleo costuma favorecer <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332121">empresas</a> produtoras porque aumenta a receita potencial obtida com cada barril vendido. O efeito sobre as ações, contudo, depende também da produção, dos custos operacionais, da taxa de câmbio, do endividamento e das expectativas já incorporadas às cotações.</p>
<p>No day trade hoje, o movimento da commodity funciona como um componente adicional de volatilidade para a PRIO. Uma reversão repentina dos contratos de petróleo ou uma piora do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332122">mercado</a> acionário pode neutralizar o efeito positivo esperado.</p>
<p>A operação permanece condicionada ao alcance do preço de entrada. Caso a ação atinja o objetivo ou o stop antes de negociar em R$ 56,91, a recomendação deixa de ser válida pelas regras da carteira técnica.</p>
<h2>Suzano fecha lista de operações compradas</h2>
<p>A Suzano (SUZB3) completa o grupo de ações indicadas para compra. A entrada foi definida em R$ 43,20, com objetivo em R$ 43,80 e potencial bruto de 1,39%.</p>
<p>O stop indicado está em R$ 42,86. A distância entre a entrada e o limite de perda corresponde a aproximadamente 0,79%, enquanto a relação entre ganho potencial e risco fica próxima de 1,76 vez.</p>
<p>As ações da Suzano são influenciadas por fatores como preço internacional da celulose, demanda chinesa, custos industriais e comportamento do dólar. Como parte relevante das receitas da companhia é gerada no exterior, a variação cambial pode afetar a percepção dos investidores sobre seus resultados.</p>
<p>A recomendação para o day trade hoje, entretanto, não representa uma projeção de longo prazo para a empresa. A análise técnica procura identificar padrões de preço, níveis de suporte, resistência, volume negociado e tendência intradiária.</p>
<p>O objetivo de R$ 43,80 deve ser interpretado como um ponto de saída da estratégia específica. Caso seja alcançado, a operação é encerrada conforme os parâmetros definidos, ainda que a ação continue subindo posteriormente.</p>
<p>Da mesma forma, o stop em R$ 42,86 representa o nível no qual a tese gráfica deixa de funcionar. A manutenção de uma posição depois do rompimento do stop altera o risco originalmente calculado.</p>
<h2>Assaí encabeça recomendações de venda</h2>
<p>Na ponta vendedora, o Assaí (ASAI3) apresenta o maior potencial bruto, de 1,46%. A estratégia indica venda em R$ 8,22 e recompra em R$ 8,10.</p>
<p>Em uma operação vendida, o investidor procura lucrar com a queda da ação. O ativo é vendido no início da operação e recomprado posteriormente por um preço inferior. A diferença, descontados custos e tributos, corresponde ao resultado.</p>
<p>O stop do Assaí foi estabelecido em R$ 8,28. Caso a ação suba depois da entrada e alcance esse nível, a posição deve ser encerrada para limitar a perda.</p>
<p>A distância entre a entrada e o stop equivale a aproximadamente 0,73%. A relação entre o potencial de ganho e o risco inicial é de duas vezes, uma das mais equilibradas entre as seis operações divulgadas.</p>
<p>O intervalo de apenas R$ 0,06 entre a entrada e o stop evidencia a sensibilidade da estratégia. Oscilações relativamente pequenas podem encerrar a operação, especialmente em momentos de maior volatilidade na Bolsa.</p>
<h3>Recomendações de venda para 29 de julho</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Assaí</td>
<td align="right">ASAI3</td>
<td align="right">R$ 8,22</td>
<td align="right">R$ 8,10</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 8,28</td>
</tr>
<tr>
<td>CSN</td>
<td align="right">CSNA3</td>
<td align="right">R$ 5,63</td>
<td align="right">R$ 5,55</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 5,68</td>
</tr>
<tr>
<td>SLC Agrícola</td>
<td align="right">SLCE3</td>
<td align="right">R$ 13,13</td>
<td align="right">R$ 12,94</td>
<td align="right">1,45%</td>
<td align="right">R$ 13,23</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>CSN tem alvo de queda de 1,42%</h2>
<p>A Ágora também recomenda venda das ações da CSN (CSNA3), com entrada em R$ 5,63 e objetivo em R$ 5,55. O potencial bruto da operação é de 1,42%.</p>
<p>O stop está em R$ 5,68, uma alta de aproximadamente 0,89% em relação à entrada. A relação entre ganho potencial e risco fica próxima de 1,6 vez.</p>
<p>A CSN está exposta ao desempenho da siderurgia, do minério de ferro, da atividade industrial e da construção civil. A alavancagem financeira do grupo também costuma ocupar espaço relevante na avaliação do mercado.</p>
<p>Para a recomendação de day trade, porém, esses fatores funcionam principalmente como elementos capazes de elevar a volatilidade. A decisão da corretora considera o comportamento do gráfico e os níveis de preço projetados para a sessão.</p>
<p>Como o preço nominal da ação é reduzido, alterações de poucos centavos produzem variações percentuais relevantes. O movimento de R$ 5,63 para R$ 5,55, por exemplo, representa a queda de 1,42% prevista na estratégia.</p>
<p>O stop de R$ 5,68 limita a perda teórica, mas sua execução pode ocorrer acima desse nível em situações de oscilação abrupta, falta de liquidez ou abertura com diferença expressiva entre os preços.</p>
<h2>SLC Agrícola completa carteira na ponta vendedora</h2>
<p>A terceira indicação de venda é a SLC Agrícola (SLCE3). A entrada foi estabelecida em R$ 13,13, com objetivo de R$ 12,94 e stop em R$ 13,23.</p>
<p>O potencial bruto é de 1,45%. A perda teórica até o stop corresponde a aproximadamente 0,76%, resultando em uma relação entre retorno e risco de cerca de 1,9 vez.</p>
<p>As ações da SLC Agrícola podem reagir às cotações de soja, milho e algodão, às condições climáticas, ao dólar e às perspectivas para os custos de fertilizantes. A companhia também é acompanhada por sua estratégia de expansão de área, produtividade e gestão de terras agrícolas.</p>
<p>No pregão desta quarta-feira, o setor enfrenta uma combinação de queda de algumas commodities agrícolas e aumento da volatilidade dos fertilizantes, influenciados pelas tensões internacionais e pelos custos de insumos.</p>
<p>A operação vendida não significa necessariamente que a corretora tenha uma avaliação negativa sobre os fundamentos de longo prazo da SLC Agrícola. A recomendação se restringe ao comportamento esperado da ação durante a sessão.</p>
<h2>Carteira só é ativada quando preço de entrada é alcançado</h2>
<p>As seis recomendações de day trade não devem ser executadas automaticamente na abertura do mercado. Cada operação depende de a ação alcançar o preço de entrada indicado pela análise técnica.</p>
<p>Caso o ativo abra acima do objetivo de uma operação comprada, por exemplo, a entrada não deve ser perseguida. O mesmo vale quando o preço atinge o stop antes de ativar a estratégia.</p>
<p>Essa regra procura evitar que o investidor entre em uma posição depois que o movimento projetado já ocorreu ou quando a configuração gráfica deixou de ser válida.</p>
<p>Os stops também passam a valer somente após a ativação da entrada. Antes disso, o simples alcance do valor indicado como limite de perda não representa prejuízo, porque a posição ainda não foi aberta.</p>
<p>Todas as operações devem ser encerradas no mesmo pregão. A manutenção para o dia seguinte transforma a estratégia em outra modalidade, sujeita a riscos diferentes, como oscilações no período em que a Bolsa está fechada.</p>
<h2>Retornos divulgados são brutos e não representam garantia</h2>
<p>Os potenciais entre 1,39% e 1,47% representam apenas a diferença entre os preços de entrada e os objetivos. O ganho líquido pode ser menor devido a emolumentos, tributação, corretagem, custos de aluguel de ações e diferenças entre o preço indicado e o efetivamente executado.</p>
<p>Também não existe garantia de que o objetivo será alcançado. Uma operação pode ativar a entrada e, em seguida, atingir o stop, produzindo perda.</p>
<p>O uso do stop reduz o impacto projetado de uma movimentação contrária, mas não assegura execução exatamente no valor estabelecido. Em momentos de forte oscilação, a ordem pode ser executada pelo primeiro preço disponível.</p>
<p>O resultado final depende ainda do tamanho da posição. Um movimento percentual pequeno pode provocar perdas elevadas quando o investidor opera com capital excessivo ou utiliza alavancagem.</p>
<p>A carteira da Ágora para o day trade hoje distribui as operações entre aviação, petróleo, papel e celulose, varejo alimentar, siderurgia e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332119">agronegócio</a>. Essa diversidade setorial, contudo, não elimina a correlação provocada pelo comportamento geral do Ibovespa.</p>
<p>Em uma sessão marcada por tensão geopolítica, petróleo em forte alta e expectativa sobre os juros americanos, os preços podem mudar de direção rapidamente. Os níveis técnicos definidos para Embraer, PRIO, Suzano, Assaí, CSN e SLC Agrícola permanecem válidos apenas para o pregão de 29 de julho.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 28 de julho: Bolsa sobe com inflação menor, apesar de tombo de TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-28-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA-15]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[TIM]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1523037</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,69%, aos 176.543,51 pontos, nesta terça-feira, 28 de julho, na B3, em uma sessão marcada pela desaceleração mais forte do que a esperada do IPCA-15 e pelo recuo das taxas de juros futuros. O avanço dos bancos e de empresas mais sensíveis ao custo do crédito sustentou o índice, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,69%, aos 176.543,51 pontos, nesta terça-feira, 28 de julho, na B3, em uma sessão marcada pela desaceleração mais forte do que a esperada do IPCA-15 e pelo recuo das taxas de juros futuros. O avanço dos bancos e de <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332096">empresas</a> mais sensíveis ao custo do crédito sustentou o índice, enquanto TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, lideraram as perdas após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.209,05 pontos em relação ao fechamento anterior, de 175.334,46 pontos. A sessão começou perto da estabilidade, aos 175.326 pontos, que também representaram a mínima do dia, e ganhou força após a divulgação da prévia da inflação.</p>
<p>Na máxima, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332097">Ibovespa</a> alcançou 178.539 pontos, avanço superior a 1,8% sobre o fechamento de segunda-feira. Parte do movimento perdeu intensidade durante a tarde, diante das quedas superiores a 5% das duas maiores operadoras de telecomunicações da B3 e da postura mais seletiva observada nos mercados internacionais.</p>
<p>Ainda assim, o índice terminou no campo positivo pelo segundo pregão consecutivo. A alta acumulada nas duas sessões chegou a aproximadamente 1,44%, após o avanço de 0,74% registrado na segunda-feira.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 176.543,51 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> alta de 0,69%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> 1.209,05 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 175.326 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 178.539 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 175.326 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 175.334,46 pontos</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332094">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,12</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> alta de 0,13%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de aproximadamente 2,63%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de aproximadamente 9,57%</li>
</ul>
<h2>IPCA-15 abaixo do esperado derruba juros futuros</h2>
<p>O principal impulso doméstico veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, que avançou 0,06% em julho. O resultado mostrou desaceleração expressiva em relação à alta de 0,41% registrada em junho e ficou abaixo do piso das projeções coletadas no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332092">mercado</a>.</p>
<p>As estimativas variavam entre 0,17% e 0,28%, com mediana de 0,21%. A surpresa favorável reforçou a percepção de que o processo de desinflação pode abrir espaço para uma flexibilização adicional da <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332095">política</a> monetária brasileira.</p>
<p>Em 12 meses, o IPCA-15 desacelerou de 4,80% para 4,52%. No acumulado de 2026, a prévia da inflação chegou a 3,51%.</p>
<p>O grupo alimentação e bebidas apresentou queda de 0,66% e exerceu a principal influência de baixa sobre o indicador. Na direção contrária, habitação avançou 0,97%, pressionada principalmente pelos custos de energia elétrica.</p>
<p>A reação apareceu rapidamente na curva de juros. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro recuaram nos vencimentos intermediários e longos, refletindo a revisão das expectativas para a Selic e a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<p>O fechamento da curva favoreceu ações de companhias cujo valor de mercado é mais sensível aos juros. Empresas com dívida elevada, <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332091">negócios</a> dependentes de crédito ou fluxos de caixa projetados para prazos mais longos tendem a se beneficiar quando o mercado reduz os prêmios exigidos para financiar a economia.</p>
<h2>Bancos ajudam o Ibovespa a manter alta</h2>
<p>As ações dos grandes bancos avançaram e exerceram influência positiva sobre o Ibovespa. O movimento acompanhou a queda dos juros futuros e a leitura de que uma inflação mais moderada pode favorecer a atividade econômica e a demanda por crédito.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) terminou cotado próximo de R$ 42,69, com valorização de cerca de 1,40%. O Bradesco (BBDC4) subiu aproximadamente 1,24%, para R$ 18,71, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,74%, a R$ 20,50.</p>
<p>A redução dos juros não produz efeito uniforme sobre o setor bancário. Taxas mais baixas podem estimular empréstimos, reduzir o custo de captação e aliviar a inadimplência, mas também alteram as margens financeiras e a remuneração de recursos próprios.</p>
<p>Nesta terça-feira, prevaleceu a leitura favorável ao crédito e à qualidade dos ativos. Como os bancos têm participação relevante na composição do Ibovespa, o desempenho conjunto do setor ajudou a compensar as perdas das operadoras de telecomunicações.</p>
<p>A B3 (B3SA3) também avançou. A operadora da Bolsa costuma responder positivamente à queda da curva <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334013">de juros, que pode favorecer a migração de recursos da renda fixa para ativos de maior risco e</a> elevar a atividade nos mercados de capitais.</p>
<h2>TIM e Vivo despencam mesmo com crescimento operacional</h2>
<p>TIM e Telefônica Brasil ocuparam as duas primeiras posições entre as maiores quedas do Ibovespa. A TIM (TIMS3) recuou 6,19%, para R$ 20,17, enquanto a Telefônica Brasil (VIVT3) caiu 5,90%, a R$ 33,98.</p>
<p>As perdas ocorreram depois que as duas companhias apresentaram seus resultados do segundo trimestre. Embora os balanços tenham mostrado crescimento de receita, Ebitda e lucro, o comportamento das ações indicou que o mercado esperava uma combinação mais forte de desempenho operacional, geração de caixa e qualidade dos resultados.</p>
<p>A TIM registrou receita líquida de R$ 6,965 bilhões, alta anual de 5,5%. O Ebitda normalizado avançou 7%, para R$ 3,586 bilhões, com margem de 51,5%, expansão de 0,7 ponto percentual.</p>
<p>O lucro líquido normalizado da operadora alcançou R$ 1,036 bilhão, crescimento de 6,2%. Entre os pontos que ganharam atenção estava o avanço de 38,1% das provisões para devedores duvidosos, influenciado por um impacto pontual associado a um cliente do segmento empresarial e de atacado.</p>
<p>Na Telefônica Brasil, a receita líquida somou R$ 15,757 bilhões, alta de 7,6%. O Ebitda aumentou 10,9%, para R$ 6,581 bilhões, enquanto a margem subiu 1,3 ponto percentual, para 41,8%.</p>
<p>O lucro líquido da dona da Vivo cresceu 17%, para R$ 1,573 bilhão. O fluxo de caixa livre, contudo, recuou 10,7%, para R$ 2,661 bilhões, diante de pagamentos maiores de tributos e de uma contribuição menor do capital de giro.</p>
<p>Os resultados não indicaram deterioração operacional generalizada. A reação negativa mostrou, porém, que números positivos podem não ser suficientes quando as expectativas incorporadas às cotações são elevadas.</p>
<h2>Vamos lidera altas; Hapvida e Suzano também avançam</h2>
<p>A Vamos (VAMO3) encerrou o pregão como a maior alta do Ibovespa, com valorização de 5,36%, a R$ 3,34. Não houve fato relevante novo identificado até o término da apuração que explicasse isoladamente o movimento.</p>
<p>O recuo das taxas de juros ofereceu um ambiente mais favorável para a companhia, cujo negócio de locação de caminhões, máquinas e equipamentos exige volume elevado de capital e financiamento. A relação, entretanto, deve ser tratada como um dos vetores da sessão, e não como explicação exclusiva.</p>
<p>A Hapvida (HAPV3) subiu 3,83%, para R$ 10,58. Empresas de saúde com estruturas financeiras sensíveis ao custo de capital também se beneficiaram da queda dos DIs.</p>
<p>A Suzano (SUZB3) avançou 3,10%, a R$ 43,17. A MBRF (MBRF3) ganhou 3,02%, para R$ 16,37, mantendo o desempenho positivo observado nas sessões anteriores.</p>
<p>A Gerdau (GGBR4) completou o grupo das cinco maiores altas, com valorização de 2,98%, a R$ 25,21.</p>
<p>Os movimentos ocorreram em setores diferentes e não tiveram um único fator corporativo em comum. O alívio dos juros, o ajuste de posições e <a class="wpil_keyword_link" title="Notícias" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332093">notícias</a> específicas acumuladas nos pregões anteriores contribuíram para a formação dos preços.</p>
<h2>CSN, Sabesp e SLC Agrícola acompanham telecomunicações nas perdas</h2>
<p>Depois de TIM e Telefônica Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registrou a terceira maior queda do índice. O papel recuou 2,45%, para R$ 5,57.</p>
<p>A Sabesp (SBSP3) perdeu 1,59%, a R$ 28,41, enquanto a SLC Agrícola (SLCE3) caiu 1,42%, para R$ 13,19.</p>
<p>Não foi identificado, até o encerramento da apuração, um fato relevante novo que justificasse sozinho as quedas dessas três companhias. O desempenho refletiu uma combinação de ajustes setoriais, realização de ganhos e rotação de carteiras.</p>
<p>O comportamento reforçou a assimetria da sessão. Embora o Ibovespa tenha alcançado uma máxima superior a 178 mil pontos, a alta não foi distribuída de maneira uniforme entre os componentes do índice.</p>
<h2>Vale avança e Petrobras sente recuo do petróleo</h2>
<p>A Vale (VALE3) encerrou perto de R$ 75,69, com alta de aproximadamente 0,60%. O avanço moderado da mineradora ofereceu apoio ao Ibovespa, dada sua participação elevada na carteira teórica.</p>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) oscilaram próximas da estabilidade, sem acompanhar integralmente a alta do índice. A petrolífera continuou sob influência da correção dos preços internacionais do petróleo.</p>
<p>O Brent permaneceu próximo de US$ 82 por barril, depois de superar US$ 100 durante o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A diminuição do prêmio geopolítico reduziu o suporte para as ações de companhias produtoras.</p>
<p>O movimento da Petrobras não depende apenas da variação diária do barril. Câmbio, política de preços, expectativas de dividendos, investimentos e risco político também interferem na formação das cotações.</p>
<p>No setor de mineração e siderurgia, a alta da Vale contrastou com a queda da CSN e o avanço da Gerdau. A diferença mostrou que o comportamento das companhias não pode ser atribuído automaticamente a uma única commodity.</p>
<h2>Dólar fecha a R$ 5,12 e juros recuam em toda a curva</h2>
<p>O dólar comercial encerrou a sessão cotado ao redor de R$ 5,12, com alta de 0,13%. A moeda americana oscilou pouco, dividida entre a surpresa positiva com a inflação brasileira e o fortalecimento moderado do dólar no ext<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336284">erio</a>r.</p>
<p>A queda dos juros futuros foi mais intensa do que o movimento do câmbio. O IPCA-15 abaixo de todas as projeções reduziu os prêmios nos contratos intermediários e longos.</p>
<p>Os vencimentos de prazo menor também passaram a refletir maior probabilidade de flexibilização monetária. A próxima decisão do Comitê de Política Monetária ocorrerá na primeira semana de agosto.</p>
<p>As taxas exatas dos principais contratos de DI no encerramento não estavam consolidadas em fonte acessível até a conclusão da apuração. O sinal predominante, entretanto, foi de queda ao longo de toda a curva.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única antes do Fed</h2>
<p>Os índices de Nova York terminaram a terça-feira com resultados mistos. O Dow Jones avançou 1%, aos 52.747,32 pontos, apoiado por balanços corporativos melhores do que o esperado em setores ligados ao consumo.</p>
<p>O S&amp;P 500 subiu 0,2%, para 7.428,78 pontos. O Nasdaq recuou 0,2%, aos 24.876,91 pontos, pressionado por nova queda das empresas de semicondutores e de ações ligadas à inteligência artificial.</p>
<p>O comportamento de Wall Street limitou parte do ganho da Bolsa brasileira durante a tarde. O mercado internacional permanece cauteloso antes da decisão de política monetária do Federal Reserve.</p>
<p>A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto começou nesta terça-feira e termina na quarta-feira, 29 de julho. O comunicado e a entrevista do presidente do Fed serão examinados em busca de indicações sobre inflação, atividade e trajetória dos juros americanos.</p>
<p>A queda do petróleo também contribuiu para o recuo dos rendimentos dos Treasuries. Juros americanos mais baixos ajudaram a curva brasileira, mas o efeito foi parcialmente compensado pela fraqueza das ações de tecnologia.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta de 2,63% em julho</h2>
<p>Com o fechamento desta terça-feira, o Ibovespa passou a acumular valorização de aproximadamente 2,63% em julho. No ano, a alta alcançou cerca de 9,57%.</p>
<p>O índice permanece, contudo, abaixo da máxima de 178.539 pontos alcançada durante a própria sessão. O afastamento do pico mostrou que a entrada de compradores perdeu intensidade nas últimas horas de negociação.</p>
<p>O desempenho acumulado ainda reflete forte oscilação entre inflação doméstica, preços das commodities, decisões de política monetária e tensões internacionais.</p>
<p>O patamar superior a 176 mil pontos mantém o Ibovespa próximo das máximas recentes, mas a continuidade do movimento dependerá da combinação entre resultados empresariais, curva de juros e ambiente externo.</p>
<h2>Fed e balanço do Santander entram no radar do próximo pregão</h2>
<p>Na quarta-feira, 29 de julho, a atenção estará concentrada na decisão do Federal Reserve. Alterações na linguagem do comunicado poderão produzir reação no dólar, nos Treasuries, nas commodities e nas Bolsas globais.</p>
<p>No Brasil, o mercado continuará ajustando as apostas para a próxima reunião do Copom depois da surpresa com o IPCA-15. A intensidade da queda dos juros futuros será testada diante dos sinais vindos do banco central americano.</p>
<p>A temporada de resultados também avançará. O Santander Brasil (SANB11) está entre as companhias previstas para divulgar o balanço do segundo trimestre, inaugurando uma fase mais intensa de números dos grandes bancos.</p>
<p>O desempenho das ações de telecomunicações permanecerá no foco depois das fortes quedas desta terça-feira. Investidores deverão avaliar se a reação representou um ajuste pontual às expectativas ou uma revisão mais duradoura das projeções para o setor.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BC: estrangeiros retiram US$ 2,79 bi da bolsa em junho e dívida externa cai para US$ 405 bi</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/investimento-estrangeiro-acoes-saida-junho-divida-externa-bc-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 18:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[conta corrente]]></category>
		<category><![CDATA[dívida externa]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo cambial]]></category>
		<category><![CDATA[IDP]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[setor externo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522976</guid>

					<description><![CDATA[<p>O investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saída líquida de US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 28. O resultado amplia a retirada observada no mesmo mês de 2025, quando o saldo havia sido negativo em US$ 1,497 bilhão, e marca o segundo mês seguido de fluxo negativo na [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saída líquida de US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 28. O resultado amplia a retirada observada no mesmo mês de 2025, quando o saldo havia sido negativo em US$ 1,497 bilhão, e marca o segundo mês seguido de fluxo negativo na bolsa após o forte ingresso do início do ano.</p>
<p>De acordo com o Banco Central, o movimento de junho contrasta com o comportamento de outras modalidades da conta financeira. O investimento líquido em fundos de investimento no país ficou positivo em US$ 570 milhões, revertendo o saldo negativo de US$ 742 milhões de junho de 2025. Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332046">mercado</a> doméstico permaneceu no campo positivo, mas recuou para US$ 1,598 bilhão, ante US$ 4,560 bilhões no mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>No acumulado de janeiro a junho de 2026, o quadro ainda é de ingresso líquido em ações. Segundo o Banco Central, o investimento em ações soma US$ 2,562 bilhões no semestre. O investimento em fundos acumula saída de US$ 1,736 bilhão, enquanto o saldo em títulos de renda fixa no mercado doméstico é positivo em US$ 5,510 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Fluxo em ações registra segunda saída seguida na B3 e reduz saldo anual</h3>
<p>Os números do Banco Central não refletem exatamente as negociações em pregão da B3, porque a metodologia do balanço de pagamentos considera a entrada e a saída efetiva de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337219">dólares contratados no mercado</a> de câmbio, incluindo operações de câmbio relacionadas a investimentos. Ainda assim, a direção coincide <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333558">com o que foi observado na bolsa</a>.</p>
<p>Dados da B3 compilados por consultoria Elos Ayta mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,785 bilhões no mercado secundário em junho, excluindo ofertas públicas iniciais e follow-ons. Foi o segundo mês consecutivo de saída, após a retirada recorde de R$ 14,91 bilhões em maio, a maior desde o início da série histórica iniciada em 2022. Quando se incluem IPOs e follow-ons, a saída líquida de junho foi de R$ 7,04 bilhões.</p>
<p>Apesar da desaceleração, o saldo anual permanece positivo em R$ 33,847 bilhões, segundo o levantamento, metade do recorde de R$ 69,070 bilhões registrado em 14 de abril. O montante é 26% superior ao observado no primeiro semestre de 2025. Somente em janeiro, o ingresso líquido havia sido de R$ 26,31 bilhões, superando todo o fluxo de 2025, que totalizou R$ 25,47 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Fundos voltam ao positivo e renda fixa segura parte da carteira</h3>
<p>A conta de investimentos em carteira no mercado doméstico somou, em maio, último dado detalhado divulgado no texto de estatísticas do setor externo, saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões, com US$ 2,4 bilhões em ações e fundos e US$ 2,9 bilhões em títulos. Em 12 meses encerrados em maio, o ingresso líquido ainda era de US$ 20,8 bilhões.</p>
<p>O desempenho de junho mostra recomposição parcial. Conforme o Banco Central, a entrada líquida em fundos de US$ 570 milhões interrompe uma sequência de saídas, enquanto a entrada em títulos, embora menor que a de 2025, manteve o acumulado do ano no positivo.</p>
<p>A dinâmica reflete a diferença de sensibilidade entre ativos. Ações brasileiras são majoritariamente de valor, com peso elevado de commodities, bancos e <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332045">empresas</a> pagadoras de dividendos, enquanto títulos de renda fixa em reais se beneficiam do diferencial de juros. Em um ambiente de Selic ainda restritiva, o carrego em renda fixa continua atraindo parte do capital externo, mesmo com aversão a risco em ações.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Conta corrente tem déficit de US$ 2,33 bilhões e surpreende positivamente</h3>
<p>O saldo negativo em transações correntes somou US$ 2,33 bilhões em junho, segundo o Banco Central. O resultado ficou abaixo da mediana esperada em pesquisa com especialistas, que apontava déficit de US$ 2,45 bilhões, e bem abaixo do rombo de US$ 5,177 bilhões registrado em junho de 2025. O déficit acumulado em 12 meses totaliza o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto.</p>
<p>A melhora interanual decorre principalmente da balança comercial. De acordo com o Banco Central, o superávit comercial atingiu US$ 8,830 bilhões em junho, ante US$ 5,247 bilhões no mesmo mês de 2025, impulsionado por exportações de agropecuária e indústria extrativa.</p>
<p>Em sentido oposto, a conta de serviços registrou déficit de US$ 5,133 bilhões, ante déficit de US$ 4,386 bilhões em junho do ano anterior. O aumento está relacionado a despesas com telecomunicação, computação e informações, propriedade intelectual, transportes e viagens internacionais. A conta de renda primária apresentou déficit de US$ 6,466 bilhões, ante rombo de US$ 6,440 bilhões no mesmo período de 2024, pressionada por remessas de lucros e dividendos e pagamentos de juros.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">IDP de US$ 9,07 bilhões supera projeção e financia rombo externo</h3>
<p>O destaque do mês foi o investimento direto no país. Segundo o Banco Central, os ingressos líquidos somaram US$ 9,075 bilhões em junho, acima dos US$ 5,0 bilhões projetados em pesquisa e bem superior aos US$ 3,068 bilhões de junho de 2025.</p>
<p>A cifra foi suficiente para cobrir integralmente o déficit em transações correntes. Em maio, os ingressos já haviam sido de US$ 8,0 bilhões, com US$ 7,4 bilhões em participação no capital, dos quais US$ 3,0 bilhões em aporte direto e US$ 4,4 bilhões em lucros reinvestidos, além de US$ 0,6 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses até maio totalizou US$ 83,3 bilhões, equivalente a 3,38% do PIB, ante US$ 71,6 bilhões em maio de 2025.</p>
<p>O Banco Central revisou suas projeções no Relatório de <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332049">Política</a> Monetária divulgado em 25 de junho. De acordo com o documento, a estimativa para o déficit em transações correntes em 2026 passou de US$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões, equivalente a 2,1% do PIB. A projeção para o fluxo líquido de entrada de IDP subiu de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões, ou 2,8% do PIB. Nas contas da autarquia, a balança comercial deve ter superávit de US$ 78 bilhões neste ano, ante US$ 73 bilhões estimados em março, enquanto a despesa líquida com viagens foi estimada em US$ 15 bilhões.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Dívida externa bruta recua a US$ 405,6 bilhões com queda no curto prazo</h3>
<p>O Banco Central estima que a dívida externa bruta atingiu US$ 405,683 bilhões em junho, ante US$ 407,626 bilhões em maio. A dívida externa de longo prazo somou US$ 293,795 bilhões, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 111,888 bilhões.</p>
<p>A estatística de dívida externa publicada pelo Banco Central, conforme nota explicativa da instituição, segue o padrão da sexta edição do Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional e inclui, além da chamada dívida externa bruta tradicional, os estoques de operações intercompanhia e de títulos de dívida negociados no mercado doméstico detidos por não residentes.</p>
<p>O recuo mensal ocorre após meses de elevação. Em março, a dívida havia atingido US$ 394,1 bilhões, segundo séries históricas. A composição por setor institucional mostra predominância do setor privado. As reservas internacionais somaram US$ 371,1 bilhões em maio, com aumento de US$ 4,2 bilhões ante abril, impulsionado por retorno líquido em operações de linha com recompra e receitas de juros, o que amplia o colchão de liquidez para cobertura da dívida de curto prazo por vencimento residual.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Rotação para inteligência artificial e petróleo explica fuga da B3</h3>
<p>A saída de estrangeiros da bolsa em maio e junho está ligada a uma rotação global de portfólios. Nos primeiros meses de 2026, o enfraquecimento do <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332050">dólar</a>, a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve e valuations descontados atraíram recursos para emergentes, com o Brasil como um dos principais destinos.</p>
<p>A partir de meados de abril, o entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial, após resultados fortes do primeiro trimestre nos Estados Unidos, promoveu migração de recursos para Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan. No Brasil, o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332048">Ibovespa</a>, com peso relevante em commodities, recuou 1,1% em junho, também afetado pela queda de cerca de 20% do petróleo no mês, após cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã aumentar a oferta.</p>
<p>No front doméstico, a sinalização mais dura do Comitê de Política Monetária, que indicou possibilidade de não cortar a taxa Selic no curto prazo, e incertezas fiscais relacionadas ao ciclo eleitoral de outubro reduziram o apetite por ativos de risco.</p>
<p>O movimento, segundo analistas, tem caráter tático, não estrutural. A avaliação predominante é de que o Brasil segue com múltiplo de preço sobre lucro projetado em torno de 8,4 vezes, um dos maiores descontos em relação a mercados desenvolvidos em anos, o que mantém espaço para retorno do capital estrangeiro caso haja normalização do petróleo e início do ciclo de afrouxamento monetário.</p>
<h3 class="mt-6 mb-2 font-semibold text-xl">Riscos e próximos desdobramentos no radar do setor externo</h3>
<p>A trajetória das contas externas segue sujeita a fatores externos e internos. Do lado externo, a indefinição sobre os termos de acordos no Oriente Médio, a volatilidade de preços de energia, fertilizantes e alimentos e a condução da política monetária nos Estados Unidos elevam a incerteza, conforme apontado no Relatório de Política Monetária.</p>
<p>Do lado interno, o Banco Central ressalta que a aceleração da atividade no primeiro trimestre, com consumo das famílias e formação bruta de capital fixo em alta, e o mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="332047">trabalho</a> aquecido podem pressionar a conta de serviços e a renda primária por meio de viagens, fretes e remessas de lucros.</p>
<p>A próxima divulgação das estatísticas do setor externo, com os dados de julho, está prevista para o fim de agosto, quando também serão atualizadas as Tabelas Especiais com detalhamento por moeda e setor institucional da dívida externa. O mercado acompanhará ainda o fluxo cambial parcial de julho e a evolução do IDP, que tem se mostrado o principal financiador do déficit em conta corrente, equivalente a mais de 3% do PIB nos últimos 12 meses.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petrobras (PETR4), TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Sabesp (SBSP3): veja os destaques desta terça</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petrobras-tim-vivo-sabesp-destaques-corporativos-28-julho</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[destaques corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[EMAE]]></category>
		<category><![CDATA[EMAE3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Sabesp]]></category>
		<category><![CDATA[SBSP3]]></category>
		<category><![CDATA[Telefônica Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[TIM]]></category>
		<category><![CDATA[TIMS3]]></category>
		<category><![CDATA[Toky]]></category>
		<category><![CDATA[TOKY3]]></category>
		<category><![CDATA[vivo]]></category>
		<category><![CDATA[VIVT3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522964</guid>

					<description><![CDATA[<p>A divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4), prevista para depois do fechamento do mercado, divide as atenções dos investidores nesta terça-feira (28) com os balanços de TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. A agenda corporativa inclui ainda as assembleias de Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) sobre uma reorganização [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4), prevista para depois do fechamento do mercado, divide as atenções dos investidores nesta terça-feira (28) com os balanços de TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. A agenda corporativa inclui ainda as assembleias de Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) sobre uma reorganização societária contestada por acionista minoritário e o grupamento das ações da Toky (TOKY3), empresa em recuperação judicial.</p>
<p>O conjunto de informações marca a aceleração da temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 e expõe temas distintos para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332022">mercado</a>. Nas telecomunicações, os números mostram expansão de receita, lucro e geração de caixa, apoiada pelo avanço do pós-pago, da fibra óptica e dos serviços digitais.</p>
<p>Na Petrobras, o foco estará na capacidade de elevar a produção, sobretudo no pré-sal, e transformar o crescimento operacional em geração de caixa. Já nos casos de Sabesp, EMAE e Toky, governança, tratamento dos acionistas minoritários e execução das reorganizações concentram os principais riscos.</p>
<p>Os papéis dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332024">empresas</a> podem reagir não apenas aos números absolutos, mas à qualidade dos resultados, à evolução das margens e às sinalizações das administrações sobre investimentos, endividamento e remuneração dos acionistas.</p>
<h2>Petrobras apresenta prévia decisiva para o balanço do segundo trimestre</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) divulgará nesta terça-feira, após o encerramento do pregão, seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre. O documento antecede as demonstrações financeiras completas do período e costuma oferecer os primeiros sinais sobre o desempenho operacional da maior empresa listada na B3.</p>
<p>O balanço do segundo trimestre está previsto para 6 de agosto. Até lá, o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334009">mercado utilizará os dados operacionais para</a> revisar estimativas de receita, Ebitda, lucro líquido, fluxo de caixa livre e capacidade de distribuição de dividendos.</p>
<p>Entre os indicadores mais acompanhados estarão a produção total de petróleo e gás, a participação do pré-sal, o volume de óleo processado nas refinarias, o fator de utilização do parque de refino, as vendas de combustíveis no mercado brasileiro e as exportações de petróleo.</p>
<p>A entrada e a estabilização de novas plataformas são determinantes para a trajetória de produção. Um crescimento consistente pode diluir custos unitários e compensar parcialmente oscilações negativas na cotação internacional do petróleo ou no câmbio.</p>
<p>Também será observado o equilíbrio entre produção e comercialização. A elevação do volume extraído não se traduz automaticamente em lucro maior caso seja acompanhada de preços mais baixos, aumento dos custos operacionais, paradas de manutenção ou crescimento dos investimentos.</p>
<p>No refino, o mercado avaliará se a Petrobras conseguiu manter taxas elevadas de utilização sem pressionar excessivamente os estoques. A combinação entre volume processado, venda doméstica de derivados e necessidade de importações afeta diretamente as margens do segmento.</p>
<h2>Produção da Petrobras orientará projeções de dividendos</h2>
<p>O relatório de produção e vendas tem relevância adicional para os acionistas porque ajuda a estimar a geração de caixa da Petrobras (PETR4), variável central para o pagamento de dividendos.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332023">política</a> de remuneração está vinculada ao fluxo de caixa livre e às necessidades de investimento. Por essa razão, crescimento da produção, disciplina de capital e controle da dívida são avaliados em conjunto.</p>
<p>Os investidores também deverão comparar os números do trimestre com as metas estabelecidas no Plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="332025">Negócios</a> 2026-2030. Desvios relevantes podem alterar a percepção sobre a capacidade da companhia de executar projetos no prazo, administrar custos e financiar simultaneamente a expansão e os proventos.</p>
<p>Outro fator é o comportamento do petróleo Brent. Uma produção maior oferece sustentação ao resultado, mas não elimina o efeito de eventuais quedas na commodity. A taxa de câmbio também interfere, uma vez que parte significativa da receita da Petrobras acompanha referências internacionais, enquanto uma parcela dos custos e investimentos é denominada em reais.</p>
<p>O balanço financ<a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335367">e</a>iro de agosto mostrará de forma mais completa como esses movimentos chegaram às margens e ao lucro. O documento desta terça-feira, porém, estabelecerá a primeira referência concreta para o desempenho da estatal no trimestre.</p>
<h2>TIM amplia lucro e margem com avanço de serviços</h2>
<p>A TIM (TIMS3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida avançou 5,5%, para R$ 6,965 bilhões.</p>
<p>O Ebitda normalizado somou R$ 3,586 bilhões, alta anual de 7%. A margem Ebitda aumentou 0,7 ponto percentual e alcançou 51,5%, indicando que o crescimento da receita ocorreu em ritmo superior ao dos custos normalizados.</p>
<p>A geração de caixa operacional, calculada pela companhia a partir do Ebitda após arrendamentos menos os investimentos, cresceu 8,7%, para R$ 1,868 bilhão. O avanço oferece maior flexibilidade para investimentos, redução de obrigações financeiras e remuneração dos acionistas.</p>
<p>A receita de serviços atingiu R$ 6,785 bilhões, expansão de 5,7%. O serviço móvel cresceu 4,6%, enquanto a receita fixa avançou 27%, favorecida pela TIM Ultrafibra e pela consolidação da V8.Tech.</p>
<p>Os dados mostram que a operadora continua dependente do negócio móvel, mas amplia gradualmente a contribuição de fibra, tecnologia para empresas, internet das coisas e outros serviços digitais.</p>
<p>Essa diversificação é relevante em um setor no qual o crescimento orgânico da telefonia tradicional tende a ser limitado. A estratégia busca elevar a receita por cliente, reduzir a dependência de linhas pré-pagas e explorar a infraestrutura já instalada.</p>
<h2>Pós-pago cresce, mas pré-pago mantém pressão na TIM</h2>
<p>A composição da base móvel da TIM (TIMS3) revela tendências distintas. O número total de clientes recuou 0,5% em 12 meses, para 61,879 milhões.</p>
<p>A base pré-paga caiu 8%, para 28,211 milhões de acessos. Em sentido contrário, o pós-pago cresceu 6,8%, alcançando 33,668 milhões.</p>
<p>A migração para o pós-pago tende a favorecer previsibilidade de receita, fidelização e consumo de serviços adicionais. Esse perfil, entretanto, também exige acompanhamento mais rigoroso da inadimplência.</p>
<p>A provisão para devedores duvidosos da TIM avançou 38,1% no trimestre. Segundo a empresa, o crescimento refletiu, principalmente, um impacto pontual relacionado a um cliente do segmento corporativo e atacadista, além da expansão do pós-pago.</p>
<p>Na fibra óptica, a base da TIM Ultrafibra cresceu 12,5%, para 899 mil clientes. O avanço mostra melhora na ocupação da infraestrutura, embora a operação continue significativamente menor do que a da Vivo.</p>
<p>O desempenho operacional veio acompanhado de uma decisão de reforçar as subsidiárias. O conselho de administração aprovou aportes de até R$ 600 milhões na I-Systems e de até R$ 70 milhões na V8.Tech.</p>
<p>Os recursos sairão do caixa da TIM e serão destinados principalmente à antecipação de obrigações financeiras. A administração pretende reduzir custos financeiros e otimizar a estrutura de capital do grupo, sem alterar a participação da companhia nas controladas.</p>
<h2>Vivo lucra R$ 1,57 bilhão e eleva geração de caixa</h2>
<p>A Telefônica Brasil (VIVT3), que opera sob a marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,573 bilhão no segundo trimestre, aumento de 17% em relação ao mesmo intervalo de 2025.</p>
<p>A receita líquida cresceu 7,6%, para R$ 15,757 bilhões. O Ebitda avançou 10,9% e atingiu R$ 6,581 bilhões, com expansão de 1,3 ponto percentual da margem, para 41,8%.</p>
<p>O resultado mostra crescimento de receita combinado com ganho de rentabilidade. Para os investidores, essa composição é mais favorável do que uma expansão baseada apenas em aumento de despesas comerciais ou aquisições de clientes com baixo retorno.</p>
<p>O fluxo de caixa operacional aumentou 14,3%, para R$ 3,992 bilhões. Os investimentos somaram R$ 2,589 bilhões, alta de 6,1%, e corresponderam a 16,4% da receita líquida.</p>
<p>A Vivo encerrou junho com 118,8 milhões de acessos, crescimento de 2,3%. Os acessos móveis totalizaram 105,1 milhões, enquanto o pós-pago manteve-se como um dos principais vetores de expansão.</p>
<p>A receita de serviços móveis alcançou R$ 10,183 bilhões, aumento de 6,6%. O pós-pago avançou 7,9% e passou a representar 87% da receita de serviços móveis.</p>
<p>A maior participação de contratos recorrentes reduz a exposição às oscilações do pré-pago e tende a sustentar receitas mais previsíveis. Ao mesmo tempo, amplia a importância de retenção, qualidade da rede e controle de inadimplência.</p>
<h2>Fibra e serviços digitais sustentam expansão da Vivo</h2>
<p>Na operação fixa, a receita da Telefônica Brasil (VIVT3) cresceu 6%, para R$ 4,527 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela fibra óptica e pelas soluções digitais para empresas.</p>
<p>A rede de fibra passou por 32 milhões de domicílios, crescimento anual de 6,4%. O número de casas conectadas aumentou 11,3%, para 8,2 milhões, levando a taxa de penetração a 25,6%.</p>
<p>O avanço das conexões acima do crescimento da cobertura indica melhor utilização dos ativos. Essa dinâmica é importante porque a construção de redes exige investimentos elevados, enquanto a rentabilidade depende da ocupação e da permanência dos clientes.</p>
<p>As receitas de dados corporativos, tecnologia da informação e serviços digitais somaram R$ 1,467 bilhão, alta de 7,8%. Apenas os serviços digitais fixos voltados às empresas cresceram 13,2%, para R$ 1,056 bilhão.</p>
<p>A Telefônica informou ainda que pretende distribuir aos acionistas, no mínimo, o equivalente a 100% do lucro líquido de 2026. O compromisso mantém a ação entre as alternativas acompanhadas por investidores interessados em geração de caixa e proventos.</p>
<p>TIM e Vivo apresentaram estratégias convergentes: fortalecimento do pós-pago, expansão da fibra e diversificação das receitas digitais. A diferença de escala permanece significativa, mas os balanços indicam que as duas companhias conseguiram ampliar resultados em um mercado competitivo e intensivo em investimentos.</p>
<h2>Sabesp e EMAE mantêm assembleias sob contestação</h2>
<p>Fora da temporada de balanços, Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) mantiveram para quinta-feira (30) as assembleias que analisarão a incorporação das ações da empresa de energia pela companhia de saneamento.</p>
<p>A operação envolve a incorporação, pela Sabesp, das ações da EMAE que ainda não pertencem à controladora. Caso aprovada e concluída, os acionistas remanescentes da EMAE receberão ações da Sabesp conforme a relação de troca prevista nos documentos societários.</p>
<p>Um acionista detentor de ações preferenciais da EMAE apresentou pedido à Comissão de Valores Mobiliários para adiar a assembleia. Há também uma medida judicial relacionada ao processo.</p>
<p>Até a última comunicação das companhias, as reuniões permaneciam confirmadas. O pedido administrativo ainda estava sujeito à análise da CVM, e a existência da contestação não suspendia automaticamente as deliberações.</p>
<p>A Sabesp assumiu o controle da EMAE em janeiro de 2026, depois de adquirir aproximadamente 74,9% das ações ordinárias e 66,8% das preferenciais. A transferência havia recebido as aprovações regulatórias necessárias.</p>
<p>Para os acionistas minoritários, os pontos centrais são a avaliação atribuída às duas companhias, a relação de substituição das ações, os direitos previstos na Lei das Sociedades por Ações e os efeitos da reorganização sobre liquidez e governança.</p>
<p>Para a Sabesp, a incorporação pode simplificar a estrutura societária e permitir maior integração entre ativos de saneamento, recursos hídricos e geração de energia. A contestação, contudo, adiciona risco de atraso e judicialização.</p>
<h2>Grupamento da Toky tenta regularizar cotação na B3</h2>
<p>A Toky (TOKY3), dona da Tok&amp;Stok e da Mobly, aprovou o grupamento de suas ações na proporção de 20 para 1. Cada conjunto de 20 papéis será transformado em uma ação após a conclusão do procedimento.</p>
<p>A medida busca elevar o preço unitário e enquadrar a companhia nas regras da B3, que exigem providências quando uma ação permanece negociada abaixo de R$ 1 por período prolongado.</p>
<p>O grupamento não altera, por si só, o valor econômico da participação do investidor. O acionista passa a deter um número menor de ações, com preço unitário proporcionalmente maior.</p>
<p>A decisão ocorre enquanto a Toky está em recuperação judicial e enfrenta questionamentos societários. Antes da assembleia, um investidor pediu à CVM a interrupção ou o adiamento da reunião.</p>
<p>O colegiado da autarquia rejeitou os pedidos. A CVM entendeu que, naquele procedimento específico, não havia ilegalidade manifesta nem insuficiência informacional capaz de justificar a suspensão da assembleia.</p>
<p>A regularização do preço atende a uma exigência técnica da Bolsa, mas não resolve os desafios operacionais e financeiros da empresa. O desempenho das marcas, a evolução da recuperação judicial, o endividamento e eventuais efeitos dilutivos continuarão no centro da avaliação dos investidores.</p>
<h2>Balanços e reorganizações elevam volatilidade das ações</h2>
<p>Os <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335368">destaques corporativos desta</a> terça-feira combinam resultados operacionais sólidos no setor de telecomunicações com eventos de maior incerteza em petróleo, saneamento, energia e varejo.</p>
<p>TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3) entregaram crescimento de receita, Ebitda e lucro, mas o mercado deverá avaliar se o ritmo poderá ser mantido diante da competição, dos investimentos em rede e dos riscos de inadimplência.</p>
<p>Na Petrobras (PETR4), a produção determinará o tom das projeções para o balanço de agosto e para os dividendos. Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3), por sua vez, entram em uma semana decisiva para a reorganização iniciada após a mudança de controle da geradora de energia.</p>
<p>A Toky (TOKY3) regulariza a estrutura de suas ações, mas permanece condicionada à execução de sua recuperação judicial. Em todos os casos, a reação da Bolsa dependerá menos de números isolados e mais da capacidade das companhias de transformar suas decisões em geração sustentável de caixa e proteção do capital dos acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 27 de julho: Bolsa fecha em alta com bancos e alívio no Oriente Médio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-27-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 21:17:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522839</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, aos 175.334,46 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.292,51 pontos em uma sessão marcada pelo aumento do apetite por risco após sinais de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, pelo avanço dos grandes bancos e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, aos 175.334,46 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 1.292,51 pontos em uma sessão marcada pelo aumento do apetite por risco após sinais de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, pelo avanço dos grandes bancos e pela forte queda do petróleo, que pressionou as ações da Petrobras.</p>
<p>O índice abriu próximo da estabilidade, aos 174.048 pontos, patamar que também correspondeu à mínima da sessão. A melhora do ambiente externo e a valorização de ações ligadas à economia doméstica levaram o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331972">Ibovespa</a> à máxima de 175.555,23 pontos. Parte do avanço foi reduzida perto do encerramento, diante das perdas do setor de petróleo, mas o indicador permaneceu acima dos 175 mil pontos.</p>
<p>O volume financeiro negociado somou aproximadamente R$ 19,2 bilhões. No pregão anterior, o Ibovespa havia terminado aos 174.041,95 pontos.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 175.334,46 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> alta de 0,74%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> 1.292,51 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 174.048 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 175.555,23 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 174.048,13 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 19,2 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331974">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1122</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> alta de 0,62%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de 1,92%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 8,82%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje começou perto da mínima e ganhou força</h2>
<p>O comportamento do Ibovespa ao longo da sessão mostrou uma mudança gradual de direção. Após abrir praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, o índice passou a avançar com maior consistência à medida que os mercados internacionais incorporaram sinais de distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã.</p>
<p>A expectativa de que as duas partes possam retomar negociações reduziu, ao menos temporariamente, o prêmio de risco relacionado ao Oriente Médio. O movimento derrubou os preços do petróleo e favoreceu ações de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331973">empresas</a> dependentes da atividade doméstica, especialmente bancos, incorporadoras e companhias de tecnologia.</p>
<p>A queda da commodity, entretanto, produziu um efeito duplo. Ao mesmo tempo que reduziu preocupações globais com pressões inflacionárias e custos de energia, retirou valor das ações de empresas petrolíferas. Como a Petrobras tem participação relevante na composição do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336285">Ibovespa</a>, as perdas dos papéis impediram um avanço mais expressivo do índice.</p>
<h2>Bancos e cenário externo determinaram o fechamento</h2>
<p>O setor financeiro esteve entre os principais vetores positivos da sessão. As units do Santander Brasil (SANB11) avançaram 3,87%, liderando o desempenho entre os grandes bancos. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,40%, Bradesco (BBDC4) ganhou 1,24% e Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 0,74%.</p>
<p>A alta ocorreu simultaneamente ao recuo dos juros futuros, movimento que tende a favorecer empresas expostas ao crédito, ao consumo e à atividade econômica. O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2028 terminou com taxa de 14,030%, ante 14,167% no fechamento anterior. O vencimento para janeiro de 2035 passou de 14,703% para 14,675%.</p>
<p>No ambiente doméstico, o Boletim Focus trouxe nova redução na mediana das estimativas para a inflação de 2026. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 5,15% para 5,12%. O ajuste permaneceu insuficiente para afastar as preocupações com o cumprimento da meta, mas contribuiu para a queda dos contratos de juros.</p>
<p>A combinação entre juros futuros menores e menor aversão internacional ao risco abriu espaço para uma rotação em direção a empresas mais sensíveis à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331999">economia</a> brasileira. O movimento ajudou o Ibovespa a compensar a pressão exercida pela Petrobras e por outras produtoras de petróleo.</p>
<h2>Petrobras cai com petróleo; Vale avança</h2>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) terminaram entre as maiores quedas do Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 recuaram 3,15%, para R$ 46,05, enquanto as ações preferenciais PETR4 perderam 2,84%, negociadas a R$ 41,01.</p>
<p>A pressão acompanhou a forte correção das cotações internacionais do petróleo. A possibilidade de interrupção da escalada militar no Oriente Médio reduziu o prêmio geopolítico incorporado aos contratos durante as últimas semanas.</p>
<p>A Vale (VALE3), em contrapartida, encerrou com valorização de 0,60%, a R$ 75,69. A mineradora ajudou a sustentar o índice mesmo com o contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian registrando baixa de 0,27%, para 741 yuans por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 109,41.</p>
<p>As mudanças recentes na governança da Vale também permaneceram no radar. Daniel Stieler deixou a presidência e o conselho de administração no início de julho, e os acionistas elegeram uma nova composição para a liderança do colegiado em assembleia realizada no dia 22.</p>
<h2>MBRF lidera as maiores altas do Ibovespa</h2>
<p>A MBRF (MBRF3) ocupou a primeira posição entre as maiores altas do índice, com avanço de 7,08%, a R$ 15,89. As ações do setor de proteínas reagiram à decisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de iniciar uma reabertura gradual dos portos do sul do país para a entrada de gado mexicano.</p>
<p>O plano prevê a retomada das operações pelo porto de Douglas, no Arizona, em agosto, condicionada ao cumprimento de exigências sanitárias. A medida pode ampliar a oferta de animais no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331975">mercado</a> norte-americano e reduzir pressões sobre os custos da cadeia de carnes.</p>
<p>A Totvs (TOTS3) subiu 6,95%, a R$ 29,38, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) ganhou 6,53%, para R$ 5,71. Não houve, até o fechamento, fato corporativo específico capaz de explicar isoladamente os movimentos. Os papéis acompanharam a maior procura por ações domésticas e ativos de maior volatilidade.</p>
<p>A Embraer (EMBJ3) avançou 5,33%, a R$ 86,90. A fabricante de aeronaves continuou repercutindo os indicadores operacionais divulgados na semana anterior. A companhia encerrou o segundo trimestre com carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, o sétimo recorde trimestral consecutivo, além de ter entregue 65 aeronaves no período.</p>
<p>A MRV (MRVE3) completou o grupo das cinco maiores altas, com valorização de 4,71%, a R$ 4,67. A queda da curva de juros favoreceu empresas do setor imobiliário, cujos resultados e avaliações de mercado são especialmente sensíveis ao custo do crédito.</p>
<h2>Empresas de petróleo concentram as maiores quedas</h2>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) caiu 3,31%, para R$ 10,24, acompanhando a correção do petróleo. A Prio (PRIO3) registrou a maior baixa da carteira do Ibovespa, com perda de 5,29%, a R$ 55,71.</p>
<p>As duas classes de ações da Petrobras também apareceram entre os cinco piores desempenhos. A queda simultânea das empresas do setor mostrou a intensidade do ajuste provocado pela redução do prêmio geopolítico da commodity.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) recuou 2,59%, a R$ 20,72. Não foi identificado até o encerramento um comunicado corporativo específico que justificasse isoladamente o movimento.</p>
<h2>Dólar sobe apesar da melhora do apetite por risco</h2>
<p>O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1122. A moeda norte-americana oscilou entre aproximadamente R$ 5,076 e R$ 5,113 ao longo do dia.</p>
<p>O comportamento do câmbio destoou parcialmente da valorização da Bolsa e da queda dos juros futuros. O dólar ganhou força no exterior, em uma sessão de ajustes de posições antes de decisões de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331971">política</a> monetária e da divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos.</p>
<p>A movimentação reforçou que a relação entre Bolsa, juros e câmbio não ocorre de maneira automática. Enquanto as ações brasileiras foram favorecidas pela distensão geopolítica e pelo desempenho dos bancos, o real acompanhou o fortalecimento internacional da moeda dos Estados Unidos.</p>
<h2>Petróleo cai mais de 6% e pressiona empresas do setor</h2>
<p>O petróleo Brent para outubro encerrou com queda de 6,33%, a US$ 85,87 por barril. O WTI também registrou forte baixa e terminou próximo de US$ 82,61, com recuo de 7,50%.</p>
<p>O movimento devolveu parte da valorização acumulada durante a fase mais aguda do conflito no Oriente Médio. A redução do risco imediato de interrupções na oferta levou investidores a retirar posições construídas como proteção contra uma escalada militar.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="334004">Para o mercado</a> brasileiro, a queda do petróleo produziu efeitos distintos. A redução das cotações pressionou Petrobras, Prio e PetroReconcavo, mas também diminuiu preocupações com combustíveis, inflação e custos de produção, favorecendo empresas ligadas ao consumo e ao crédito.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333422">bolsas</a> dos Estados Unidos encerraram o dia com resultados mistos. O Dow Jones avançou 0,51%, aos 52.209,69 pontos, enquanto o S&amp;P 500 teve alta de 0,02%, aos 7.413,26 pontos. O Nasdaq recuou 0,18%, aos 24.932,08 pontos.</p>
<p>O alívio geopolítico beneficiou setores tradicionais da economia norte-americana, mas empresas de tecnologia perderam força antes de uma sequência de balanços corporativos e da decisão de política monetária do Federal Reserve.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 terminou praticamente estável, com alta de 0,02%, aos 644,62 pontos. Na Ásia, o Nikkei avançou 0,50%, aos 64.931,19 pontos, e o Hang Seng subiu 0,98%, aos 25.207,18 pontos.</p>
<h2>Ibovespa acumula alta no mês e no ano</h2>
<p>Com o resultado desta segunda-feira, o Ibovespa passou a acumular valorização de 1,92% em julho. O cálculo considera o fechamento de 172.024,12 pontos registrado no último pregão de junho.</p>
<p>No ano, o índice apresenta alta de 8,82% em relação aos 161.125,37 pontos do encerramento de 2025. Apesar do avanço, o fechamento desta segunda-feira não representou novo recorde histórico.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>O principal indicador da agenda brasileira desta terça-feira, 28 de julho, será o IPCA-15 de julho. A divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística poderá influenciar as expectativas para a inflação, a curva de juros e as ações de empresas ligadas ao consumo.</p>
<p>Os investidores também acompanharão a temporada de resultados do segundo trimestre, a evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã e os preços do petróleo. No exterior, o posicionamento antes da decisão do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, deverá continuar influenciando o dólar, os juros dos Treasuries e os mercados acionários.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Safra eleva Sabesp (SBSP3) e Copasa (CSMG3) a compra e vê alta de até 23%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/safra-eleva-sabesp-copasa-compra-alta-23</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações de saneamento]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Copasa]]></category>
		<category><![CDATA[CSMG3]]></category>
		<category><![CDATA[equatorial]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[preço-alvo.]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[Sabesp]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[SBSP3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522833</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Banco Safra elevou nesta segunda-feira, 27 de julho, as recomendações para as ações da Sabesp (SBSP3) e da Copasa (CSMG3) de neutra para outperform, classificação equivalente a compra, após revisar suas projeções para custos, investimentos, margens e geração de caixa das duas empresas de saneamento. O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 33 para a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Safra elevou nesta segunda-feira, 27 de julho, as recomendações para as ações da Sabesp (SBSP3) e da Copasa (CSMG3) de neutra para <em>outperform</em>, classificação equivalente a compra, após revisar suas projeções para custos, investimentos, margens e geração de caixa das duas empresas de saneamento. O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 33 para a companhia paulista e de R$ 76 para a mineira ao fim de 2026, o que representa potenciais de valorização de aproximadamente 16% e 23%, respectivamente.</p>
<p>A revisão coloca Sabesp e Copasa entre as principais escolhas do Safra no setor de infraestrutura. Na avaliação dos analistas Daniel Travitzky e Ricardo Bello, as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331968">empresas</a> combinam receitas relativamente previsíveis, demanda pouco sensível ao ciclo econômico e capacidade de crescimento sustentada pelas metas de universalização dos serviços de água e esgoto.</p>
<p>O banco também considera que a nova estrutura societária das duas companhias abriu espaço para ganhos operacionais que ainda não estariam integralmente refletidos nas cotações. A Sabesp foi privatizada em 2024. A desestatização da Copasa, por sua vez, foi concluída em junho deste ano.</p>
<p>As ações da Copasa (CSMG3) receberam o maior potencial de valorização. O preço-alvo passou de R$ 65 para R$ 76. Para a Sabesp (SBSP3), a estimativa subiu de R$ 29 para R$ 33.</p>
<p>A recomendação não elimina riscos. O Safra aponta que o volume de investimentos, a execução das metas de expansão, a regulação tarifária e o ambiente político nos dois Estados continuarão determinantes para o desempenho das ações da Sabesp e da Copasa.</p>
<h2>Copasa tem preço-alvo elevado para R$ 76</h2>
<p>A Copasa (CSMG3) ocupa o centro da revisão por apresentar a maior diferença entre a cotação considerada pelo banco e o novo preço-alvo. O potencial de aproximadamente 23% está associado, principalmente, à expectativa de que a companhia mineira consiga acelerar ganhos de eficiência após a transferência do controle ao setor privado.</p>
<p>A desestatização foi concluída em 16 de junho, por meio de uma oferta que movimentou R$ 8,38 bilhões, com preço de R$ 49,03 por ação. Após a operação, a Equatorial passou a deter 30% do capital da empresa, enquanto fundos administrados pela Perfin ficaram com 20,11%.</p>
<p>O Estado de Minas Gerais manteve participação de 5,03%, incluindo uma ação preferencial especial, conhecida como <em>golden share</em>. Esse instrumento preserva poder de veto sobre determinadas alterações estratégicas previstas no estatuto, mas não restabelece o controle estatal sobre a gestão cotidiana.</p>
<p>Para o Safra, a mudança de controle pode destravar uma revisão mais ampla da estrutura de custos da Copasa. O banco incorporou ao modelo os efeitos esperados de medidas de eficiência, novas estratégias comerciais, revisão de contratos e maior disciplina na alocação de capital.</p>
<p>Essas alterações levaram a um aumento de aproximadamente 8% nas estimativas de Ebitda da Copasa para 2027 e 2028. A projeção pode avançar ainda mais conforme os benefícios da privatização sejam confirmados nos resultados trimestrais.</p>
<p>A tese, contudo, exige execução. O investidor acompanhará a velocidade de redução de despesas, a capacidade de ampliar investimentos sem deteriorar o endividamento e o cumprimento das metas estabelecidas nos contratos de concessão.</p>
<h2>Municípios sem rede de esgoto abrem frente de expansão</h2>
<p>Além da eficiência operacional, o Safra identifica espaço relevante para crescimento da Copasa (CSMG3) dentro da própria área de atuação da companhia.</p>
<p>A empresa fornece água em cerca de 300 municípios mineiros nos quais não opera integralmente os serviços de esgotamento sanitário. A ampliação dessas concessões pode aumentar a base de clientes, elevar os investimentos reconhecidos pela regulação e criar novas fontes de receita.</p>
<p>O avanço depende de acordos com as prefeituras e da regularização dos contratos. Os municípios são titulares dos serviços de saneamento e exercem papel decisivo na definição de operadores, metas, prazos e condições tarifárias.</p>
<p>A expansão do esgoto também exige mais capital do que a simples manutenção dos sistemas existentes. Redes coletoras, estações elevatórias e unidades de tratamento demandam obras de longa duração e podem pressionar inicialmente o fluxo de caixa.</p>
<p>Para o banco, porém, o modelo regulatório oferece instrumentos para remunerar investimentos considerados prudentes. A regulação da Copasa é baseada em reajustes anuais e revisões tarifárias periódicas, que reavaliam custos eficientes, qualidade dos serviços, perdas, investimentos e equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Esse mecanismo reduz parte do risco de implantação, desde que os projetos sejam reconhecidos pelo regulador e executados de acordo com os parâmetros estabelecidos. A previsibilidade regulatória é um dos fatores usados pelo Safra para justificar a recomendação de compra.</p>
<h2>Sabesp ganha impulso com redução de custos</h2>
<p>Na Sabesp (SBSP3), o banco elevou o preço-alvo de R$ 29 para R$ 33, com potencial de valorização estimado em aproximadamente 16%.</p>
<p>A análise incorpora uma redução mais rápida de custos após a privatização, além dos resultados financeiros recentes e do novo cenário macroeconômico. Mesmo com juros, inflação e taxa de desconto mais elevados, o Safra concluiu que os ganhos operacionais compensam parte da pressão exercida pelo custo de capital.</p>
<p>As evidências iniciais aparecem nos números do primeiro trimestre de 2026. A Sabesp registrou queda de 7,7% nos custos e despesas operacionais, uma <a class="wpil_keyword_link" title="Economia" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331967">economia</a> de R$ 188 milhões em comparação com o mesmo período de 2025.</p>
<p>A redução foi impulsionada por menores gastos com pessoal, reorganização de funções, ajustes em benefícios e migração do consumo de energia do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331970">mercado</a> cativo para o ambiente de contratação livre. Ao final de março, 86% da energia utilizada pela companhia já estava vinculada ao mercado livre.</p>
<p>O quadro médio de funcionários caiu 13% na comparação anual. A economia com salários, encargos e benefícios alcançou R$ 170 milhões no trimestre.</p>
<p>Esses movimentos contribuíram para que o Ebitda ajustado avançasse 26%, para R$ 3,8 bilhões. O lucro líquido ajustado cresceu 32%, atingindo R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>Diante desses dados, o Safra elevou em aproximadamente 3% suas estimativas de Ebitda para a Sabesp em 2027 e 2028. O ajuste é menor do que o aplicado à Copasa, porque parte dos ganhos da empresa paulista já começou a aparecer nos resultados.</p>
<h2>Investimentos da Sabesp avançam 31%</h2>
<p>A expansão dos investimentos é outro pilar da recomendação para Sabesp e Copasa. No caso da companhia paulista, os desembolsos somaram R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Do total, R$ 2,5 bilhões foram destinados a projetos relacionados a esgoto e R$ 1,2 bilhão a sistemas de abastecimento de água. O volume mostra que a redução de custos não ocorreu por meio de uma retração dos investimentos.</p>
<p>A Sabesp trabalha com um programa de cerca de R$ 70 bilhões entre 2024 e 2029. A meta contratual é antecipar a universalização dos serviços nas regiões atendidas para o fim de 2029, quatro anos antes do prazo nacional estabelecido pelo marco legal do saneamento.</p>
<p>Em junho de 2026, os indicadores divulgados pela companhia mostravam que as metas urbanas acumuladas de novas ligações de água haviam sido superadas. No esgoto urbano, o cumprimento estava próximo de 100% do objetivo previsto para o período.</p>
<p>Os maiores desafios permaneciam nas áreas informais e rurais e no tratamento de esgoto. Essas frentes exigem obras mais complexas, regularização territorial, acesso a comunidades de difícil atendimento e coordenação com órgãos municipais e ambientais.</p>
<p>Para os acionistas, o avanço dos investimentos tem efeito duplo. A execução bem-sucedida amplia a base de ativos e a capacidade de geração futura de receitas, mas também aumenta a necessidade de financiamento e eleva a exposição a atrasos, custos de construção e mudanças regulatórias.</p>
<h2>Regulação reduz ciclicidade, mas não elimina riscos</h2>
<p>O Safra considera o setor de saneamento defensivo porque o consumo de água e os serviços de esgoto apresentam baixa sensibilidade às oscilações do PIB. Famílias e empresas continuam utilizando os serviços mesmo em períodos de desaceleração econômica.</p>
<p>A expansão também está amparada por metas legais. O marco do saneamento determina atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto até o fim de 2033.</p>
<p>No caso da Sabesp, os contratos celebrados após a privatização anteciparam o prazo para 2029. Na Copasa, a ampliação das redes dependerá da adaptação dos contratos municipais e da execução da estratégia definida após a mudança de controle.</p>
<p>A estrutura tarifária oferece outra camada de previsibilidade. Sabesp e Copasa estão submetidas a agências reguladoras que analisam custos, investimentos, qualidade e equilíbrio econômico-financeiro antes de definir reajustes ou revisões de tarifas.</p>
<p>Isso não significa que todo investimento será automaticamente incorporado à tarifa. Projetos podem ser questionados, glosados ou reconhecidos em prazos diferentes dos previstos pelas companhias.</p>
<p>Também existe risco de pressão <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331969">política</a> sobre reajustes. Água e esgoto são serviços essenciais e qualquer aumento tarifário tem repercussão direta sobre consumidores, governos estaduais, prefeituras e órgãos de defesa do usuário.</p>
<p>A capacidade de manter tarifas socialmente acessíveis e, ao mesmo tempo, financiar os investimentos será um dos principais testes para as novas administrações.</p>
<h2>Eleições mantêm volatilidade no radar</h2>
<p>O ambiente eleitoral de 2026 aparece como um dos riscos indicados pelo Safra. Embora Sabesp e Copasa tenham sido privatizadas, os governos de São Paulo e Minas Gerais continuam acionistas das empresas e preservam ações especiais com direitos sobre decisões estratégicas.</p>
<p>Na Sabesp, o Estado de São Paulo detinha 18% do capital em julho. A Equatorial, investidora de referência, possuía 15%. Os demais acionistas concentravam a maior parcela das ações em circulação.</p>
<p>Na Copasa, o Estado de Minas Gerais ficou com pouco mais de 5% após a oferta. Equatorial e Perfin passaram a ocupar as posições mais relevantes na composição acionária.</p>
<p>A presença estatal pode aumentar a sensibilidade das ações ao debate político, sobretudo em temas como tarifas, investimentos regionais, contratos municipais e regras de governança.</p>
<p>O Safra avalia, entretanto, que os estatutos reformulados, a presença de investidores privados de referência e os mecanismos de proteção societária limitam o espaço para interferências que prejudiquem a estratégia das empresas.</p>
<p>O efeito das eleições sobre Sabesp e Copasa deve depender menos de declarações isoladas e mais de eventuais propostas capazes de alterar contratos, competências regulatórias ou políticas tarifárias.</p>
<h2>Novas áreas podem ampliar atuação da Sabesp</h2>
<p>Além da execução do programa atual, o banco identifica possibilidade de expansão territorial para a Sabesp (SBSP3).</p>
<p>O mercado acompanha a eventual realização de leilões para incluir novas áreas de São Paulo que não fizeram parte originalmente dos contratos da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário do Sudeste, a Urae-1.</p>
<p>Uma ampliação da área de cobertura permitiria à companhia aumentar sua escala, incorporar novos consumidores e diluir despesas administrativas. Em contrapartida, novos contratos exigiriam investimentos adicionais e poderiam ter condições regulatórias diferentes das concessões existentes.</p>
<p>A Sabesp já atende 376 municípios do Estado, abastecendo aproximadamente 30,4 milhões de pessoas com água e 27,5 milhões com coleta de esgoto. O porte da operação favorece ganhos de escala, mas torna a execução mais complexa.</p>
<p>O interesse por novas concessões também poderá aumentar a concorrência com grupos privados que ampliaram presença no saneamento depois do marco legal de 2020. Empresas como Aegea, Iguá e BRK disputam projetos municipais e regionais em diferentes partes do país.</p>
<h2>Privatizações colocam execução no centro da tese</h2>
<p>A elevação das recomendações para Sabesp e Copasa reflete uma mudança no estágio da tese de investimento. Antes das privatizações, parte relevante da valorização estava associada à expectativa de mudança de controle. Agora, o mercado passa a cobrar resultados concretos.</p>
<p>Na Sabesp, redução de custos, crescimento do Ebitda e aceleração dos investimentos já oferecem referências para medir a execução. A companhia terá de preservar esses ganhos enquanto amplia redes, tratamento e segurança hídrica.</p>
<p>Na Copasa, o processo está em fase inicial. As expectativas do Safra dependem de a nova estrutura de controle transformar oportunidades de eficiência em resultados financeiros, sem comprometer qualidade, tarifas ou capacidade de investimento.</p>
<p>Os preços-alvo de R$ 33 para Sabesp (SBSP3) e R$ 76 para Copasa (CSMG3) incorporam esse cenário de melhora, mas permanecem sujeitos a juros, inflação, custo de capital, revisões regulatórias e desempenho operacional.</p>
<p>A recomendação de compra indica que o banco considera favorável a relação entre riscos e retorno potencial. Não representa, porém, garantia de que as ações alcançarão os valores projetados até o fim do ano.</p>
<p>Para os investidores, os próximos balanços serão decisivos para verificar se Sabesp e Copasa conseguem combinar expansão, disciplina financeira e ganhos de margem. A resposta determinará se a valorização esperada pelo Safra será sustentada por resultados ou permanecerá dependente das expectativas abertas pelas privatizações.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itaú BBA indica Bradesco e Gerdau entre 12 ações; Eneva tem alvo de alta de 32%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/itau-bba-acoes-recomendadas-bradesco-gerdau-eneva</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 17:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ações Recomendadas]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[BBDC4]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
		<category><![CDATA[carteira de ações]]></category>
		<category><![CDATA[ENEV3]]></category>
		<category><![CDATA[Eneva]]></category>
		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>
		<category><![CDATA[GGBR4]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú BBA]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[position trade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522825</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Itaú BBA incluiu Bradesco (BBDC4), Gerdau (GGBR4), B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4) e outras oito companhias em sua carteira de ações recomendadas para operações de compra iniciada nesta segunda-feira, 27 de julho. A seleção elaborada pelo analista Lucas Piza considera movimentos gráficos de curto prazo e projeta ganhos de até 16,07% no primeiro objetivo e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú BBA incluiu Bradesco (BBDC4), Gerdau (GGBR4), B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4) e outras oito companhias em sua carteira de ações recomendadas para operações de compra iniciada nesta segunda-feira, 27 de julho. A seleção elaborada pelo analista Lucas Piza considera movimentos gráficos de curto prazo e projeta ganhos de até 16,07% no primeiro objetivo e 32,14% no segundo, desde que cada papel encerre uma sessão acima do respectivo preço de gatilho.</p>
<p>A lista reúne 12 ações recomendadas, e não 11, como sugere o título do texto que originou a divulgação. Além dos quatro papéis mais conhecidos, aparecem Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Eneva (ENEV3), LOG Commercial Properties (LOGG3), OceanPact (OPCT3), Taesa (TAEE11), Irani (RANI3), Smart Fit (SMFT3) e Bemobi (BMOB3).</p>
<p>Nenhuma das operações estava automaticamente ativada com base nas cotações do fechamento de sexta-feira, 24 de julho. Todas foram marcadas com asterisco na carteira, o que significa que a entrada depende de uma confirmação técnica.</p>
<p>Para que a estratégia seja acionada, a ação precisa fechar acima do preço de gatilho definido pelo Itaú BBA. Depois disso, o novo ponto de compra passa a ser o primeiro preço negociado acima da máxima registrada no dia da confirmação.</p>
<p>A exigência procura evitar que uma alta momentânea durante o pregão seja confundida com o rompimento efetivo de uma resistência. O fechamento acima do nível indicado funciona como sinal de que o movimento comprador ganhou força suficiente para justificar a operação.</p>
<h2>Gerdau está mais próxima de acionar a compra</h2>
<p>Entre as ações recomendadas, Gerdau (GGBR4) apresentava a menor distância até o gatilho. O papel encerrou a sexta-feira cotado a R$ 24,26 e precisa superar R$ 24,66, avanço de 1,65%, para que a entrada seja confirmada.</p>
<p>A partir do gatilho, o primeiro objetivo para Gerdau (GGBR4) está em R$ 26,88, valorização potencial de 9%. O segundo alvo foi fixado em R$ 29,10, equivalente a uma alta de 18%.</p>
<p>O stop da operação está em R$ 22,44. Caso o papel recue até esse patamar depois da entrada, o cenário técnico que sustentava a compra será considerado invalidado. A perda estimada entre o gatilho e o stop é de 9%.</p>
<p>A ação da siderúrgica está acima das médias móveis de 21 e 200 dias. Na análise gráfica, essa combinação indica que o preço permanece superior tanto à referência de curto prazo quanto à tendência observada em um período mais longo.</p>
<p>Metalúrgica Gerdau (GOAU4) também integra a carteira. O papel terminou a última sessão em R$ 10,52 e precisa subir 2,47% para atingir o gatilho de R$ 10,78.</p>
<p>O primeiro objetivo de Metalúrgica Gerdau (GOAU4) é de R$ 11,63, com potencial de 7,88%. O segundo está em R$ 12,48, alta projetada de 15,77%. O stop foi definido em R$ 9,93.</p>
<p>A presença das duas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331961">empresas</a> amplia a exposição da seleção ao setor siderúrgico. Embora a recomendação seja baseada em gráficos, ações do segmento também podem reagir a preços internacionais do aço, custos de matérias-primas, demanda doméstica, atividade industrial e expectativas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331960">economia</a> global.</p>
<h2>Bradesco precisa avançar 4,49% até o gatilho</h2>
<p>Bradesco (BBDC4) fechou a sessão anterior em R$ 18,48. A compra somente será acionada se o papel encerrar um pregão acima de R$ 19,31, preço 4,49% superior à última cotação considerada pelo relatório.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 20,50, representando valorização de 6,16% sobre o gatilho. O segundo alvo foi estabelecido em R$ 21,69, com ganho potencial de 12,33%.</p>
<p>O stop indicado para Bradesco (BBDC4) é de R$ 18,12. A distância entre o gatilho e o nível de proteção corresponde a uma perda de 6,16%, formando uma relação inicial equilibrada entre risco e retorno até o primeiro objetivo.</p>
<p>É importante distinguir o ganho projetado a partir do gatilho da valorização que seria obtida em relação à cotação de sexta-feira. Os percentuais da carteira não partem do último fechamento, mas do preço no qual a operação será efetivamente considerada válida.</p>
<p>As ações do Bradesco (BBDC4) estão acima das médias móveis de 21 e 200 dias. A configuração é a mesma observada em B3 (B3SA3), Cemig (CMIG4), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4).</p>
<p>Apesar do sinal gráfico positivo, o comportamento dos bancos permanece sujeito a fatores como inadimplência, expansão do crédito, margem financeira, custo de captação e trajetória dos juros. A divulgação de resultados corporativos também pode provocar oscilações superiores às previstas pelos gráficos.</p>
<h2>B3 tem primeiro alvo de R$ 17,84</h2>
<p>B3 (B3SA3) aparece entre as ações recomendadas com um dos maiores potenciais até o primeiro objetivo. O papel fechou a R$ 15,44 e precisa superar o gatilho de R$ 15,93, uma distância de 3,17%.</p>
<p>Depois da confirmação, o primeiro alvo será de R$ 17,84, alta potencial de 11,99%. O segundo objetivo está em R$ 19,75, o que representa valorização de 23,98% sobre o ponto de entrada.</p>
<p>O stop foi colocado em R$ 14,02, também 11,99% abaixo do gatilho. A estratégia adota, portanto, uma relação de um para um entre a perda admitida e o retorno esperado no primeiro objetivo.</p>
<p>O desempenho da B3 (B3SA3) costuma ser acompanhado pelos investidores como uma referência para a atividade do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331962">mercado</a> de capitais. Volume negociado, ofertas de ações, emissão de produtos financeiros, entrada de investidores e nível dos juros podem afetar as expectativas para a companhia.</p>
<p>Em períodos de maior movimentação na Bolsa, a empresa tende a registrar aumento na utilização de parte de sua infraestrutura. Em sentido contrário, menor liquidez ou redução do apetite por renda variável podem limitar a atividade.</p>
<h2>Cemig e Taesa representam o setor elétrico</h2>
<p>Cemig (CMIG4) encerrou o último pregão em R$ 10,98 e tem preço de gatilho em R$ 11,49. A ação precisa avançar 4,64% antes de confirmar a operação indicada pelo Itaú BBA.</p>
<p>O primeiro objetivo está em R$ 12,22, com potencial de valorização de 6,35%. O segundo foi fixado em R$ 12,95, alta projetada de 12,71%. O stop está em R$ 10,76.</p>
<p>Taesa (TAEE11), por sua vez, terminou a sexta-feira cotada a R$ 40,30. O gatilho de R$ 42,11 está 4,49% acima do último fechamento.</p>
<p>A primeira meta para Taesa (TAEE11) é de R$ 44,70, com potencial de 6,15%. O segundo objetivo está em R$ 47,29, equivalente a uma valorização de 12,30%. O stop foi definido em R$ 39,52.</p>
<p>Embora as duas ações pertençam ao setor elétrico, os modelos de negócio apresentam diferenças. A Cemig possui operações em geração, transmissão, distribuição e comercialização, enquanto a Taesa está concentrada em concessões de transmissão de energia.</p>
<p>Os papéis de transmissão são frequentemente avaliados pela previsibilidade das receitas reguladas, pela disponibilidade das linhas e pela estrutura de endividamento. Mudanças regulatórias, novos investimentos, inflação, juros e revisões contratuais continuam sendo fatores relevantes para os investidores.</p>
<h2>Eneva concentra o maior potencial da seleção</h2>
<p>Eneva (ENEV3) apresenta o maior potencial de valorização entre as ações recomendadas, mas também está mais distante do ponto de entrada. A ação fechou em R$ 24,90 e precisa subir 12,97% para alcançar o gatilho de R$ 28,13.</p>
<p>Após a confirmação, o primeiro objetivo será de R$ 32,65, alta de 16,07%. O segundo alvo está em R$ 37,17, o que corresponde a um ganho potencial de 32,14% sobre o gatilho.</p>
<p>O stop também está mais distante. O nível de proteção foi fixado em R$ 23,61, uma queda de 16,07% em relação à entrada.</p>
<p>A amplitude mostra que o maior retorno potencial da carteira vem acompanhado de exposição mais elevada à oscilação. O investidor que considerar a estratégia precisará avaliar se a perda prevista até o stop é compatível com o tamanho da posição e com seu perfil de risco.</p>
<p>A Eneva (ENEV3) está acima da média móvel de 200 dias, mas abaixo da média de 21 dias. A configuração indica sustentação da tendência mais longa, enquanto o comportamento recente ainda precisa demonstrar recuperação.</p>
<p>A companhia atua de forma integrada na exploração e produção de gás natural, geração de energia elétrica e comercialização de gás e energia. Essa combinação expõe as ações a decisões regulatórias, contratação de capacidade, preços de energia, execução de projetos e desempenho operacional dos ativos.</p>
<h2>LOG e OceanPact têm alvos acima de 20%</h2>
<p>LOG Commercial Properties (LOGG3) fechou a R$ 25,83 e precisa avançar 10,96% para alcançar o gatilho de R$ 28,66. O primeiro objetivo está em R$ 31,68, alta de 10,54%, e o segundo em R$ 34,70, valorização de 21,07%.</p>
<p>O stop de LOG Commercial Properties (LOGG3) foi definido em R$ 25,64. O papel está acima da média móvel de 200 dias e abaixo da média de 21 dias.</p>
<p>A empresa desenvolve, aluga e administra galpões logísticos. Além do comportamento técnico, seus papéis podem reagir à demanda por áreas de armazenagem, ocupação dos empreendimentos, reajustes de aluguel, custo de capital e reciclagem de ativos.</p>
<p>OceanPact (OPCT3) também apresenta retorno potencial superior a 20% até o segundo objetivo. A ação fechou em R$ 10,74, enquanto o gatilho está em R$ 11,47, diferença de 6,80%.</p>
<p>O primeiro alvo foi estabelecido em R$ 12,85, com alta potencial de 12,03%. O segundo está em R$ 14,23, valorização de 24,06%. O stop foi fixado em R$ 10,09.</p>
<p>A OceanPact (OPCT3) presta serviços marítimos e ambientais, com atuação relevante na indústria de óleo e gás. O desempenho da companhia está associado, entre outros fatores, à contratação e utilização de embarcações, atividade offshore, execução de projetos e investimentos das empresas de petróleo.</p>
<h2>Irani, Smart Fit e Bemobi completam a carteira</h2>
<p>Irani (RANI3) estava entre as ações mais próximas do gatilho. O papel terminou a sessão anterior em R$ 7,95 e precisa avançar 3,27% para superar R$ 8,21.</p>
<p>O primeiro objetivo foi definido em R$ 8,89, com valorização de 8,28%. O segundo está em R$ 9,57, alta de 16,57%. O stop é de R$ 7,53.</p>
<p>A ação está abaixo da média móvel de 200 dias, mas acima da média de 21 dias. A leitura sugere melhora recente dos preços, embora o papel ainda não tenha retomado uma tendência mais longa de alta.</p>
<p>Smart Fit (SMFT3) fechou a R$ 19,65 e tem gatilho em R$ 21,46, uma distância de 9,21%. Os objetivos estão em R$ 23,71 e R$ 25,96, com potenciais de 10,48% e 20,97%. O stop é de R$ 19,21.</p>
<p>Bemobi (BMOB3) encerrou o pregão em R$ 22,80. Para ativar a estratégia, a ação precisa alcançar R$ 24,48, avanço de 7,37%.</p>
<p>O primeiro objetivo de Bemobi (BMOB3) é de R$ 26,50, com potencial de 8,25%. O segundo está em R$ 28,52, valorização de 16,50%. O stop foi definido em R$ 22,46.</p>
<p>Bemobi (BMOB3) é a única ação da carteira abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias. Por essa razão, a <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335941">confirmação do gatilho assume peso adicional como</a> possível sinal de reversão da trajetória recente.</p>
<h2>Veja os gatilhos, stops e objetivos das 12 ações</h2>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Último preço</th>
<th align="right">Gatilho</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Objetivo 1</th>
<th align="right">Objetivo 2</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>B3</td>
<td align="right">B3SA3</td>
<td align="right">R$ 15,44</td>
<td align="right">R$ 15,93</td>
<td align="right">R$ 14,02</td>
<td align="right">R$ 17,84</td>
<td align="right">R$ 19,75</td>
</tr>
<tr>
<td>Bradesco</td>
<td align="right">BBDC4</td>
<td align="right">R$ 18,48</td>
<td align="right">R$ 19,31</td>
<td align="right">R$ 18,12</td>
<td align="right">R$ 20,50</td>
<td align="right">R$ 21,69</td>
</tr>
<tr>
<td>Cemig</td>
<td align="right">CMIG4</td>
<td align="right">R$ 10,98</td>
<td align="right">R$ 11,49</td>
<td align="right">R$ 10,76</td>
<td align="right">R$ 12,22</td>
<td align="right">R$ 12,95</td>
</tr>
<tr>
<td>Gerdau</td>
<td align="right">GGBR4</td>
<td align="right">R$ 24,26</td>
<td align="right">R$ 24,66</td>
<td align="right">R$ 22,44</td>
<td align="right">R$ 26,88</td>
<td align="right">R$ 29,10</td>
</tr>
<tr>
<td>Metalúrgica Gerdau</td>
<td align="right">GOAU4</td>
<td align="right">R$ 10,52</td>
<td align="right">R$ 10,78</td>
<td align="right">R$ 9,93</td>
<td align="right">R$ 11,63</td>
<td align="right">R$ 12,48</td>
</tr>
<tr>
<td>Eneva</td>
<td align="right">ENEV3</td>
<td align="right">R$ 24,90</td>
<td align="right">R$ 28,13</td>
<td align="right">R$ 23,61</td>
<td align="right">R$ 32,65</td>
<td align="right">R$ 37,17</td>
</tr>
<tr>
<td>LOG Commercial Properties</td>
<td align="right">LOGG3</td>
<td align="right">R$ 25,83</td>
<td align="right">R$ 28,66</td>
<td align="right">R$ 25,64</td>
<td align="right">R$ 31,68</td>
<td align="right">R$ 34,70</td>
</tr>
<tr>
<td>OceanPact</td>
<td align="right">OPCT3</td>
<td align="right">R$ 10,74</td>
<td align="right">R$ 11,47</td>
<td align="right">R$ 10,09</td>
<td align="right">R$ 12,85</td>
<td align="right">R$ 14,23</td>
</tr>
<tr>
<td>Taesa</td>
<td align="right">TAEE11</td>
<td align="right">R$ 40,30</td>
<td align="right">R$ 42,11</td>
<td align="right">R$ 39,52</td>
<td align="right">R$ 44,70</td>
<td align="right">R$ 47,29</td>
</tr>
<tr>
<td>Irani</td>
<td align="right">RANI3</td>
<td align="right">R$ 7,95</td>
<td align="right">R$ 8,21</td>
<td align="right">R$ 7,53</td>
<td align="right">R$ 8,89</td>
<td align="right">R$ 9,57</td>
</tr>
<tr>
<td>Smart Fit</td>
<td align="right">SMFT3</td>
<td align="right">R$ 19,65</td>
<td align="right">R$ 21,46</td>
<td align="right">R$ 19,21</td>
<td align="right">R$ 23,71</td>
<td align="right">R$ 25,96</td>
</tr>
<tr>
<td>Bemobi</td>
<td align="right">BMOB3</td>
<td align="right">R$ 22,80</td>
<td align="right">R$ 24,48</td>
<td align="right">R$ 22,46</td>
<td align="right">R$ 26,50</td>
<td align="right">R$ 28,52</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Estratégia é de position trade, não de day trade</h2>
<p>Embora a seleção seja apresentada como uma lista de oportunidades para a semana, a metodologia descrita pelo Itaú BBA corresponde a operações de <em>position trade</em>. O horizonte estimado varia de três semanas a três meses.</p>
<p>A diferença é relevante. No <em>day trade</em>, a posição é aberta e encerrada no mesmo pregão. No <em>position trade</em>, o investidor pode permanecer exposto por semanas, aguardando que o preço alcance o objetivo ou o stop.</p>
<p>As estratégias utilizam resistências como referência para o início da operação e suportes para definir sua interrupção. A direção da tendência ajuda a determinar se o cenário favorece uma compra.</p>
<p>As médias móveis de 21 e 200 dias servem como indicadores complementares. Elas não asseguram que uma tendência continuará, mas ajudam a comparar a cotação atual com o comportamento médio do papel em diferentes períodos.</p>
<p>O Itaú BBA não destacou, nesta atualização, operações acionadas na semana anterior. A lista está concentrada nos novos gatilhos e não representa uma carteira fundamentalista de longo prazo.</p>
<h2>Confirmação dos gatilhos definirá quais operações avançam</h2>
<p>As ações recomendadas permanecem condicionadas ao comportamento do mercado nos próximos pregões. Um papel pode aproximar-se do gatilho e recuar antes do fechamento, sem que a operação seja ativada.</p>
<p>Também pode ocorrer uma abertura acima do nível projetado, especialmente após fatos relevantes, balanços ou mudanças bruscas no cenário externo. Nessas situações, o preço efetivo de entrada pode alterar a relação entre risco e retorno originalmente calculada.</p>
<p>Os stops representam pontos de controle, mas não eliminam o risco de perdas superiores. Em momentos de baixa liquidez ou forte volatilidade, uma ordem pode ser executada abaixo do valor definido.</p>
<p>A carteira reúne companhias de bancos, infraestrutura de mercado, siderurgia, energia, imóveis logísticos, serviços marítimos, papel e embalagens, academias e tecnologia. A diversificação setorial reduz a dependência de um único segmento, mas não protege contra movimentos generalizados de queda na Bolsa.</p>
<p>O maior alvo pertence à Eneva (ENEV3), enquanto Gerdau (GGBR4) estava mais perto de confirmar uma entrada. O avanço ou a perda desses níveis técnicos determinará quais das 12 ações recomendadas efetivamente passarão a integrar as operações acompanhadas pelos investidores.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 24 de julho: Bolsa fecha na mínima com Petrobras (PETR4), bancos e nova tarifa dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-24-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522738</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, aos 174.041,95 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira terminou exatamente na mínima da sessão, pressionado pelas perdas da Petrobras (PETR3; PETR4), da Vale (VALE3) e dos grandes bancos, em um pregão marcado pelo recuo das commodities e pela [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, aos 174.041,95 pontos, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira terminou exatamente na mínima da sessão, pressionado pelas perdas da Petrobras (PETR3; PETR4), da Vale (VALE3) e dos grandes bancos, em um pregão marcado pelo recuo das commodities e pela entrada em vigor de uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.</p>
<p>A sessão começou praticamente estável, aos 176.719,62 pontos, que também representaram a máxima do dia. A pressão vendedora ganhou força ao longo do pregão, com o índice perdendo 2.681,67 pontos em relação ao fechamento anterior, de 176.723,62 pontos.</p>
<p>Apesar da queda expressiva nesta sexta-feira, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331873">Ibovespa</a> acumulou valorização de 0,19% na semana. O resultado positivo foi garantido principalmente pelo avanço de 2,44% registrado na quarta-feira, que compensou quatro sessões de baixa no período.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> -1,52%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> -2.681,67 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 176.719,62 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 176.719,62 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 174.041,95 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 176.723,62 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 16,63 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331868">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,0814</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> -0,06%</li>
<li><strong>Acumulado na semana:</strong> +0,19%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> +1,17%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> +8,02%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje abriu no topo e perdeu força durante a sessão</h2>
<p>O comportamento do Ibovespa hoje mostrou pressão vendedora desde os primeiros <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331870">negócios</a>. O índice abriu quatro pontos abaixo do encerramento de quinta-feira e não conseguiu ingressar de forma consistente no campo positivo.</p>
<p>A máxima de 176.719,62 pontos foi registrada na abertura. A partir desse nível, a Bolsa perdeu força gradualmente, acompanhando a desvalorização do petróleo e a queda das ações dos setores financeiro, de mineração e de energia.</p>
<p>A baixa se aprofundou durante a tarde. O Ibovespa entrou no leilão de fechamento próximo do piso da sessão e terminou aos 174.041,95 pontos, sem apresentar recuperação nos minutos finais.</p>
<p>O volume financeiro somou R$ 16,63 bilhões, abaixo de períodos de maior movimentação da B3. A liquidez mais contida ampliou o efeito das vendas sobre ações de grande peso na carteira teórica do índice.</p>
<p>O movimento brasileiro destoou parcialmente de Wall Street, onde o Dow Jones e o S&amp;P 500 conseguiram encerrar com variações positivas. O Nasdaq, porém, continuou pressionado pelas ações de tecnologia.</p>
<h2>Petróleo, bancos e tarifas determinaram o fechamento</h2>
<p>A queda do petróleo foi um dos principais vetores da sessão. O contrato futuro do Brent recuou 3,88% e terminou cotado a US$ 96,78 por barril, após ter superado US$ 100 no pregão anterior.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331866">mercado</a> reagiu a informações sobre uma tentativa da China de retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã. Uma eventual redução das tensões geopolíticas poderia diminuir os riscos sobre a oferta de petróleo e sobre o tráfego marítimo na região.</p>
<p>A perspectiva de negociação provocou uma correção nos preços da commodity e atingiu diretamente as ações da Petrobras, que possuem participação relevante no Ibovespa.</p>
<p>O minério de ferro também encerrou em baixa na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Dalian caiu 0,13%, para 746 iuanes por tonelada, reduzindo o suporte externo para Vale e siderúrgicas.</p>
<p>No cenário comercial, os investidores avaliaram a nova sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida substitui uma tarifa global temporária de 10% e, em determinados itens já atingidos por uma cobrança adicional de 25%, eleva a tributação total para 37,5%.</p>
<p>A nova tarifa foi justificada pelo governo norte-americano por alegadas falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank"  rel="noopener" title="Trabalho" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331872">trabalho</a> forçado. O governo brasileiro classificou a decisão como arbitrária e injustificada.</p>
<p>O impacto imediato sobre o Ibovespa foi limitado pela existência de uma lista de produtos isentos e pelo fato de parte da medida já ter sido antecipada pelos investidores. A decisão, no entanto, ampliou a incerteza sobre as exportações brasileiras e a relação comercial com os Estados Unidos.</p>
<h2>Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos pressionam o índice</h2>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanharam a queda do petróleo e exerceram forte pressão sobre o Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 recuaram 2,36%, enquanto as preferenciais PETR4 perderam 1,72%, cotadas a R$ 42,21.</p>
<p>Como a Petrobras possui uma das maiores participações na composição do índice, a queda simultânea das duas classes de ações teve impacto relevante sobre a pontuação final.</p>
<p>A Vale (VALE3) caiu 0,58%, a R$ 75,24, em uma sessão de baixa moderada do minério de ferro na China. A mineradora também permaneceu sob o acompanhamento dos investidores após recentes mudanças em seu conselho de administração.</p>
<p>Os grandes bancos recuaram em bloco, ampliando as perdas do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou o movimento negativo no setor, com baixa de 2,77%.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 1,08%, para R$ 42,10. O Bradesco (BBDC4) recuou 1,28%, a R$ 18,48, enquanto o Santander Brasil (SANB11) caiu 1,09%.</p>
<p>O desempenho conjunto das instituições financeiras teve peso significativo porque o setor ocupa uma parcela expressiva da carteira do Ibovespa. O movimento ocorreu em uma sessão de saída de posições em ações brasileiras e maior seletividade do capital estrangeiro.</p>
<h2>Yduqs (YDUQ3) lidera altas do Ibovespa</h2>
<p>Mesmo com a queda do índice, algumas ações conseguiram terminar o pregão no campo positivo. A Yduqs (YDUQ3) liderou os ganhos, com valorização de 3,05%, a R$ 7,78.</p>
<p>A alta ocorreu depois de uma sequência de revisões sobre as perspectivas do setor educacional para a temporada de balanços do segundo trimestre. Não houve divulgação de fato relevante pela companhia que explicasse isoladamente o movimento desta sexta-feira.</p>
<p>A Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 2,22%, encerrando cotada a R$ 35,47. As ações da operadora apresentaram comportamento defensivo em um pregão de maior aversão a risco.</p>
<p>A MRV (MRVE3) subiu 1,59%, para R$ 4,46, enquanto a Totvs (TOTS3) teve ganho de 1,55%, a R$ 27,47.</p>
<p>A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) completou a relação das cinco maiores altas do índice, com valorização de 1,13%, a R$ 5,36.</p>
<h3>Maiores altas do Ibovespa</h3>
<ul>
<li><strong>Yduqs (YDUQ3):</strong> +3,05%, a R$ 7,78</li>
<li><strong>Telefônica Brasil (VIVT3):</strong> +2,22%, a R$ 35,47</li>
<li><strong>MRV (MRVE3):</strong> +1,59%, a R$ 4,46</li>
<li><strong>Totvs (TOTS3):</strong> +1,55%, a R$ 27,47</li>
<li><strong>CSN (CSNA3):</strong> +1,13%, a R$ 5,36</li>
</ul>
<h2>ISA Energia (ISAE4) despenca após oferta de R$ 1,2 bilhão</h2>
<p>A ISA Energia (ISAE4) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 7,16%, a R$ 26,46. O papel terminou abaixo dos R$ 27 definidos como preço da oferta primária de ações anunciada pela companhia.</p>
<p>A transmissora emitiu pouco mais de 44,4 milhões de ações preferenciais e levantou aproximadamente R$ 1,2 bilhão. A oferta foi ampliada depois que a demanda permitiu o exercício integral do lote adicional.</p>
<p>O preço de R$ 27 representou desconto de 5,26% em relação ao fechamento de quinta-feira, quando ISAE4 valia R$ 28,50. A emissão de novos papéis também provocará diluição dos acionistas que não participaram da operação.</p>
<p>A Hapvida (HAPV3) recuou 5,25%, a R$ 9,92, sem a divulgação de um novo fato relevante capaz de justificar isoladamente a intensidade do movimento.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) caiu 5,21%, para R$ 21,27, depois que o JPMorgan rebaixou sua recomendação para as ações de neutra para “underweight”, equivalente a uma expectativa de desempenho abaixo da média do mercado.</p>
<p>O banco avaliou que os papéis acumulavam valorização superior à do mercado sem uma revisão proporcional das estimativas de lucro da companhia.</p>
<p>A MBRF (MBRF3) caiu 4,81%, a R$ 14,84, enquanto a Minerva (BEEF3) perdeu 3,93%, para R$ 3,42.</p>
<h3>Maiores quedas do Ibovespa</h3>
<ul>
<li><strong>ISA Energia (ISAE4):</strong> -7,16%, a R$ 26,46</li>
<li><strong>Hapvida (HAPV3):</strong> -5,25%, a R$ 9,92</li>
<li><strong>Caixa Seguridade (CXSE3):</strong> -5,21%, a R$ 21,27</li>
<li><strong>MBRF (MBRF3):</strong> -4,81%, a R$ 14,84</li>
<li><strong>Minerva (BEEF3):</strong> -3,93%, a R$ 3,42</li>
</ul>
<h2>Dólar fica estável e juros futuros recuam</h2>
<p>O dólar comercial à vista fechou em baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,0814. A moeda norte-americana apresentou oscilações limitadas durante a sessão e chegou a tocar R$ 5,0499 na mínima intradiária.</p>
<p>Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 0,58% em relação ao real. A queda do petróleo reduziu pressões inflacionárias externas, mas as tarifas norte-americanas limitaram uma valorização mais intensa da moeda brasileira.</p>
<p>Os contratos de juros futuros fecharam predominantemente em baixa, beneficiados pelo recuo do petróleo e pela redução do risco de um novo choque inflacionário provocado pela energia.</p>
<p>Os vencimentos intermediários e longos também refletiram ajustes nas expectativas para a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331871">política</a> monetária. A nova tarifa dos Estados Unidos, entretanto, manteve cautela nos contratos mais sensíveis ao risco fiscal e comercial.</p>
<p>O Banco Central realizou dois leilões de swap cambial, com colocação total equivalente a US$ 2,5 bilhões. As operações tinham vencimentos em outubro e novembro de 2026.</p>
<h2>Petróleo cai abaixo de US$ 100 e minério recua na China</h2>
<p>O petróleo Brent encerrou a sexta-feira a US$ 96,78 por barril, com queda de 3,88%. O movimento devolveu parte da alta registrada na sessão anterior, quando o contrato havia ultrapassado US$ 100.</p>
<p>A cotação respondeu à possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, embora o conflito e os ataques na região continuassem impondo risco sobre a oferta global.</p>
<p>A queda abaixo de US$ 100 reduziu a pressão sobre as expectativas de inflação, mas afetou negativamente as ações de petroleiras no Brasil e no exterior.</p>
<p>Na China, o minério de ferro negociado em Dalian caiu 0,13%, para 746 iuanes por tonelada. A variação limitada não provocou uma queda acentuada da Vale, mas contribuiu para a ausência de suporte às ações da mineradora.</p>
<h2>Wall Street fecha sem direção única</h2>
<p>As <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333416">bolsas dos</a> Estados Unidos encerraram a sexta-feira com sinais mistos. O Dow Jones avançou 0,45%, enquanto o S&amp;P 500 ganhou 0,05%.</p>
<p>O Nasdaq caiu 0,64%, ainda pressionado pelo desempenho das grandes <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331869">empresas</a> de tecnologia e pelas dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial e centros de dados.</p>
<p>Na semana, os três índices norte-americanos acumularam perdas. O Dow Jones recuou 0,38%, o S&amp;P 500 perdeu 0,60% e o Nasdaq caiu 2,13%.</p>
<p>Os investidores também ajustaram posições antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, marcada para terça e quarta-feira, 28 e 29 de julho.</p>
<h2>Alta semanal resiste após quatro sessões negativas</h2>
<p>O <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336286">Ibovespa terminou a semana com</a> valorização de 0,19%, apesar de ter fechado em queda em quatro dos cinco pregões.</p>
<p>Na segunda-feira, o índice recuou 0,20%. Na terça, caiu 0,03%. O avanço de 2,44% na quarta-feira foi suficiente para compensar as perdas de 0,46% na quinta e de 1,52% nesta sexta.</p>
<p>No acumulado de julho, o Ibovespa registra alta de 1,17%. Em 2026, a valorização chega a 8,02%, considerando o fechamento de 161.125,37 pontos no último pregão de 2025.</p>
<p>A semana foi marcada pela disputa entre a alta expressiva de quarta-feira e o retorno da aversão ao risco nos dois últimos pregões. Commodities, tarifas comerciais e fluxo estrangeiro tiveram influência direta sobre essa alternância.</p>
<h2>Focus, bens duráveis e Fed entram no radar</h2>
<p>O próximo pregão, na segunda-feira, 27 de julho, terá como referências domésticas a nova edição do Boletim Focus e os desdobramentos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.</p>
<p>No exterior, o Departamento de Comércio norte-americano divulgará os pedidos de bens duráveis referentes a junho. O indicador oferece sinais sobre os investimentos e a atividade industrial da maior <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331867">economia</a> do mundo.</p>
<p>Os investidores também começarão a ajustar posições para a reunião do Federal Reserve, que ocorrerá na terça e na quarta-feira. A decisão de juros será divulgada em 29 de julho.</p>
<p>A temporada de balanços do segundo trimestre continuará influenciando ações individualmente, enquanto a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã poderá determinar a direção do petróleo e das empresas ligadas à commodity.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bolsa em queda abre janela para Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3) e Nubank (ROXO34), dizem gestores</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bolsa-acoes-klabin-smart-fit-nubank-ultrapar-vivara-gestores</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações baratas]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Klabin]]></category>
		<category><![CDATA[KLBN11]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Nubank]]></category>
		<category><![CDATA[ROXO34]]></category>
		<category><![CDATA[Smart Fit]]></category>
		<category><![CDATA[SMFT3]]></category>
		<category><![CDATA[UGPA3]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrapar]]></category>
		<category><![CDATA[VIVA3]]></category>
		<category><![CDATA[Vivara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522735</guid>

					<description><![CDATA[<p>A correção recente da Bolsa brasileira abriu uma janela para a compra seletiva de ações de empresas com baixo endividamento, posição competitiva consolidada e capacidade de preservar margens mesmo em um ambiente de juros altos. A avaliação foi apresentada pelos gestores André Lion, da Ibiúna Investimentos, Octávio Magalhães, da Guepardo Investimentos, e João Luiz Braga, [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A correção recente da Bolsa brasileira abriu uma janela para a compra seletiva de ações de empresas com baixo endividamento, posição competitiva consolidada e capacidade de preservar margens mesmo em um ambiente de juros altos. A avaliação foi apresentada pelos gestores André Lion, da Ibiúna Investimentos, Octávio Magalhães, da Guepardo Investimentos, e João Luiz Braga, da Encore Asset, durante painel realizado em São Paulo.</p>
<p>Entre as companhias citadas estão Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3), Ultrapar (UGPA3), Vivara (VIVA3) e Nubank (ROXO34). Os gestores sustentam que parte dessas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331861">empresas</a> negocia a preços capazes de produzir retornos reais elevados para quem puder manter as posições por vários anos.</p>
<p>A tese não depende de uma recuperação imediata do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331862">Ibovespa</a> nem de um corte acelerado dos juros. O ponto central é que a queda das cotações teria ampliado a diferença entre o preço das ações e o valor econômico dos <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331864">negócios</a>, criando oportunidades em companhias capazes de atravessar um ciclo adverso sem comprometer seus balanços.</p>
<p>O cenário continua desafiador. A Selic está em 14,25% ao ano, a inflação permanece acima da meta e o Banco Central adota cautela diante dos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre petróleo, câmbio e preços globais.</p>
<p>Esse ambiente aumenta a competição entre a Bolsa e a renda fixa. Para justificar a compra de uma ação, o retorno esperado precisa compensar o risco adicional em relação aos títulos públicos, que oferecem juros reais elevados e previsibilidade de pagamento.</p>
<h2>Juros de 14,25% elevam exigência sobre as ações</h2>
<p>A renda fixa exerce forte pressão sobre a avaliação das empresas quando a Selic permanece em dois dígitos. Quanto maior o retorno oferecido pelos títulos públicos, maior precisa ser o desconto das ações para atrair capital.</p>
<p>O investidor também tende a reduzir sua disposição para esperar. Empresas cujo valor depende de lucros projetados para muitos anos à frente são mais penalizadas, porque esses resultados futuros passam a valer menos quando descontados por taxas elevadas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o custo do crédito aumenta para companhias e consumidores. Negócios endividados precisam destinar uma parcela maior da geração operacional ao pagamento de juros, enquanto as famílias reduzem compras financiadas e serviços considerados não essenciais.</p>
<p>A seletividade defendida pelos gestores parte dessa diferença. Empresas líderes, com balanços mais sólidos e vantagens competitivas, podem continuar crescendo ou ganhar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331859">mercado</a> enquanto concorrentes frágeis reduzem investimentos.</p>
<p>Octávio Magalhães, da Guepardo, avalia que determinadas ações embutem retornos equivalentes à inflação acrescida de aproximadamente 14% ao ano. Na comparação apresentada pelo gestor, esse potencial seria superior ao oferecido por títulos públicos indexados ao IPCA.</p>
<p>A projeção representa uma estimativa baseada no preço atual, na geração de caixa esperada e no valor atribuído aos negócios. Não se trata de retorno garantido. Resultados operacionais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331860">economia</a>, juros e riscos específicos podem alterar substancialmente esse cálculo.</p>
<h2>Klabin (KLBN11) combina escala, exportação e geração de caixa</h2>
<p>A Klabin (KLBN11) aparece entre as preferências da Guepardo Investimentos, que possuía aproximadamente 4% do capital total da companhia na posição divulgada em julho.</p>
<p>A participação reforça que a escolha representa uma tese efetivamente mantida pela gestora, e não apenas uma avaliação apresentada em evento. A Klabin r<a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337171">e</a>úne florestas próprias, produção de celulose, papéis e embalagens, com operações integradas e receitas expostas aos mercados brasileiro e internacional.</p>
<p>A diversificação oferece proteção parcial contra ciclos específicos. Quando a demanda doméstica por embalagens perde força, as exportações e a receita em moeda estrangeira podem amortecer o impacto. Em outros períodos, a estabilidade dos contratos de embalagens reduz a dependência das oscilações da celulose.</p>
<p>A companhia também possui ativos florestais que funcionam como barreira de entrada. A formação de uma base produtiva exige terras, plantio, tempo de maturação, logística e investimentos industriais de grande porte.</p>
<p>O risco está na intensidade de capital. Projetos de celulose e papel exigem desembolsos elevados e podem ampliar a alavancagem antes que as novas capacidades comecem a gerar caixa.</p>
<p>A Klabin (KLBN11) também permanece exposta aos preços internacionais da celulose, à demanda chinesa, ao câmbio e aos custos de madeira, energia e transporte.</p>
<p>Para os investidores, a tese depende da disciplina na execução dos investimentos e da capacidade de manter geração de caixa suficiente para reduzir dívida e sustentar dividendos. A companhia programou R$ 1,11 bilhão em distribuições aos acionistas ao longo de 2026.</p>
<h2>Smart Fit (SMFT3) cresce 25% e amplia margens</h2>
<p>A Smart Fit (SMFT3) representa uma tese diferente. Enquanto a Klabin opera em uma indústria intensiva em ativos, a rede de academias combina expansão física, recorrência de mensalidades e diversificação geográfica.</p>
<p>A <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333545">com</a>panhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 2.113 academias em 16 países, crescimento de 20% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A rede incluía 1.703 unidades próprias e 410 franquias.</p>
<p>A receita líquida avançou 25%, para R$ 2,1 bilhões. O Ebitda ajustado chegou a R$ 672 milhões, alta anual de 29%, enquanto o lucro líquido recorrente cresceu 47%, para R$ 207 milhões.</p>
<p>Os números ajudam a sustentar a visão positiva apresentada por João Luiz Braga. A Smart Fit (SMFT3) vem ampliando sua presença no Brasil, no México e em outros mercados latino-americanos, além de desenvolver negócios complementares como TotalPass, studios e serviços digitais.</p>
<p>Mais da metade da operação já está ligada a mercados fora do Brasil quando consideradas determinadas linhas de receita e expansão. Essa diversificação reduz a dependência exclusiva da economia brasileira, embora acrescente exposição cambial e riscos de execução em diferentes países.</p>
<p>A empresa também se beneficia da maturação das academias abertas nos últimos anos. Unidades novas normalmente exigem investimentos e levam tempo para atingir uma base de clientes capaz de diluir aluguel, pessoal e outras despesas fixas.</p>
<p>Quando essas academias amadurecem, a receita adicional pode crescer mais rapidamente do que os custos, elevando as margens. No primeiro trimestre, a margem Ebitda ajustada avançou para 32%.</p>
<p>O risco está no ritmo de expansão. A Smart Fit planeja abrir entre 330 e 350 academias em 2026. Um programa dessa dimensão exige escolha adequada dos pontos, controle dos custos de construção e manutenção de uma estrutura financeira capaz de sustentar os desembolsos.</p>
<h2>Nubank (ROXO34) mantém crescimento com rentabilidade</h2>
<p>O Nubank (ROXO34) também foi citado como uma companhia cuja cotação pode não refletir integralmente o crescimento operacional.</p>
<p>A Nu Holdings encerrou março com mais de 135 milhões de clientes nos mercados em que atua. A receita trimestral superou US$ 5 bilhões pela primeira vez, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 871 milhões, expansão anual de 41%.</p>
<p>O retorno sobre o patrimônio ficou em 29%. A combinação de crescimento e rentabilidade diferencia o Nubank (ROXO34) de empresas digitais que aumentam a base de clientes, mas ainda dependem de aportes para financiar suas operações.</p>
<p>A carteira de crédito avançou 40% em 12 meses, para US$ 37,2 bilhões. O crescimento amplia a receita de juros, mas também aumenta a necessidade de provisões para possíveis perdas.</p>
<p>No primeiro trimestre, o indicador de atrasos entre 15 e 90 dias subiu para 5%, influenciado pela sazonalidade e pela expansão para clientes de maior risco. A inadimplência acima de 90 dias recuou para 6,5%.</p>
<p>A tese de valorização depende da capacidade do Nubank (ROXO34) de ampliar o crédito sem permitir que as perdas consumam o aumento da receita. Também será necessário manter custos baixos enquanto a empresa investe no México, na Colômbia, nos Estados Unidos e em infraestrutura de inteligência artificial.</p>
<p>A escala favorece a diluição das despesas. O banco digital possui uma das maiores bases de dados financeiros da região e utiliza tecnologia para automatizar atendimento, concessão de crédito e oferta de produtos.</p>
<p>O principal risco é que uma deterioração econômica mais intensa provoque aumento da inadimplência e obrigue a companhia a elevar provisões. Esse movimento reduziria o lucro e poderia pressionar os múltiplos atribuídos às ações.</p>
<h2>Vivara (VIVA3) aposta em marca e produção própria</h2>
<p>A Vivara (VIVA3) integra a lista de companhias consideradas capazes de atravessar o ciclo de juros altos em posição mais forte do que concorrentes menores.</p>
<p>A empresa encerrou 2025 com receita próxima de R$ 3,8 bilhões e mais de 498 pontos de venda. Seu modelo verticalizado permite controlar criação, produção, distribuição e comercialização das joias.</p>
<p>Cerca de 80% dos produtos vendidos são fabricados pela própria companhia. Essa estrutura amplia o controle sobre estoque, qualidade, lançamentos e margens, além de permitir ajustes mais rápidos no mix entre ouro, prata, relógios e acessórios.</p>
<p>A marca Life, voltada a peças de prata e a consumidores mais jovens, ajudou a ampliar a frequência de compras e o alcance da empresa. A Vivara também possui escala de marketing e distribuição difícil de ser replicada por joalherias independentes.</p>
<p>O investimento, porém, permanece exposto à renda disponível das famílias. Juros elevados, crédito caro e desaceleração do consumo podem reduzir a procura por produtos discricionários.</p>
<p>A alta do ouro e a variação do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331863">dólar</a> também influenciam os custos. A capacidade de repassar esses movimentos aos preços sem comprometer o volume de vendas será determinante para preservar as margens.</p>
<h2>Ultrapar (UGPA3) reúne combustíveis, gás e logística</h2>
<p>A Ultrapar (UGPA3) aparece como uma tese apoiada na reorganização do portfólio e na exposição a negócios essenciais da <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337172">economia</a>.</p>
<p>O grupo atua por meio da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil. A estrutura reúne distribuição de combustíveis, gás liquefeito de petróleo, armazenagem de granéis líquidos e transporte hidroviário.</p>
<p>A diversificação reduz a dependência de uma única operação, mas também aumenta a complexidade da gestão. Cada segmento possui concorrentes, regulação, ciclos de investimento e riscos operacionais próprios.</p>
<p>Ao fim de março, a Ultrapar mantinha cerca de R$ 9,05 bilhões em caixa e aplicações financeiras, diante de uma dívida bruta de R$ 17,28 bilhões. O perfil de vencimentos estava distribuído ao longo dos anos seguintes, com aproximadamente 21% do total concentrado no prazo de até 12 meses.</p>
<p>A tese depende da recuperação das margens da Ipiranga, da expansão da Ultracargo e da integração da Hidrovias do Brasil. A companhia precisa transformar a diversificação em geração de caixa, evitando que novos investimentos aumentem excessivamente a dívida.</p>
<p>O negócio de combustíveis também está sujeito às oscilações do petróleo, à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331865">política</a> de preços, à concorrência e às mudanças provocadas pela transição energética.</p>
<h2>Gestores evitam empresas com execução mais complexa</h2>
<p>A defesa da Bolsa não significa que todas as ações estejam baratas. Os gestores ressaltaram que a diferença entre empresas sólidas e negócios mais frágeis aumenta em períodos de juros elevados.</p>
<p>João Luiz Braga citou Azzas 2154 (AZZA3), Ânima Educação (ANIM3) e Natura (NATU3) como exemplos de companhias que, em sua avaliação, apresentam situações mais complexas.</p>
<p>A menção representa a opinião do gestor e não uma avaliação consensual do mercado. As três empresas possuem estratégias, balanços e desafios distintos.</p>
<p>A Azzas 2154 (AZZA3) atravessa o processo de integração das operações resultantes da união entre Arezzo&amp;Co e Grupo Soma. O sucesso depende da captura de sinergias, da gestão de marcas e da recuperação do consumo de moda.</p>
<p>A Ânima Educação (ANIM3) opera em um setor exposto a mensalidades, evasão, financiamento estudantil e regulação. A empresa também precisa administrar dívida e equilibrar crescimento com geração de caixa.</p>
<p>A Natura (NATU3) vem reorganizando seu portfólio internacional e concentrando esforços nas operações consideradas estratégicas. O mercado acompanha a execução da simplificação e a recuperação das margens.</p>
<p>O contraste reforça o critério defendido no painel: comprar empresas apenas porque as ações caíram pode aumentar perdas. A queda precisa ser acompanhada por fundamentos capazes de sustentar uma recuperação.</p>
<h2>Balanços do segundo trimestre testarão as teses</h2>
<p>Os resultados do segundo trimestre serão o próximo teste para as ações citadas. Smart Fit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) têm divulgação prevista para o início de agosto, quando o mercado avaliará se o crescimento permaneceu forte apesar dos juros e da inflação.</p>
<p>No Nubank (ROXO34), a atenção estará concentrada na inadimplência, nas provisões e na expansão da carteira. Na Klabin (KLBN11), preços da celulose, câmbio, volumes e dívida devem permanecer no centro da análise.</p>
<p>A Ultrapar (UGPA3) será avaliada pela evolução das margens da Ipiranga, pela contribuição dos negócios de logística e pela geração de caixa após os investimentos e aquisições.</p>
<p>Os gestores defendem um horizonte superior ao de um único trimestre. A chamada arbitragem temporal consiste em aceitar volatilidade no curto prazo para capturar a geração de valor que o mercado, concentrado nos riscos imediatos, estaria deixando de reconhecer.</p>
<p>Essa estratégia exige paciência e capacidade financeira para atravessar novas quedas. Também pressupõe que as empresas selecionadas consigam cumprir as projeções operacionais que justificam seu valor.</p>
<p>Com a Selic em 14,25%, a Bolsa não recebe capital apenas porque os preços recuaram. As ações precisam oferecer um prêmio claro sobre a renda fixa e demonstrar que seus resultados sobreviverão a um ambiente econômico restritivo.</p>
<p>Klabin (KLBN11), Smart Fit (SMFT3), Ultrapar (UGPA3), Vivara (VIVA3) e Nubank (ROXO34) entram nessa seleção por razões diferentes. O ponto comum está na combinação entre escala, liderança, crescimento e capacidade de gerar caixa — os atributos que os gestores acreditam que serão mais valorizados quando a incerteza diminuir.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cemig (CMIG4) lidera apostas de day trade; Ágora indica 6 ações para buscar até 1,43%</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-cemig-cmig4-allos-alos3</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:04:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Allos]]></category>
		<category><![CDATA[ALOS3]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[B3SA3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[Cemig]]></category>
		<category><![CDATA[CMIG4]]></category>
		<category><![CDATA[CXSE3]]></category>
		<category><![CDATA[CYRE3]]></category>
		<category><![CDATA[Cyrela]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[day trade hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522678</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos colocou a Cemig (CMIG4) no topo de sua carteira de day trade para o pregão desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, na B3. A estratégia elaborada por análise gráfica também indica a compra de B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além da venda de Allos (ALOS3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4), [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ágora Investimentos colocou a Cemig (CMIG4) no topo de sua carteira de day trade para o pregão desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, na B3. A estratégia elaborada por análise gráfica também indica a compra de B3 (B3SA3) e Caixa Seguridade (CXSE3), além da venda de Allos (ALOS3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4), com ganhos brutos projetados entre 1,38% e 1,43%.</p>
<p>A maior valorização esperada na ponta compradora está em Cemig (CMIG4). A corretora estabeleceu entrada em R$ 11,22, objetivo em R$ 11,38 e stop loss em R$ 11,13. A diferença entre o gatilho e o alvo representa retorno potencial de 1,43%, enquanto a perda estimada no stop é de 0,80%.</p>
<p>Na ponta vendida, a principal aposta do day trade é Allos (ALOS3). A operação prevê venda a R$ 26,58 e recompra a R$ 26,20, com ganho potencial de 1,43%. O stop foi definido em R$ 26,78, o equivalente a uma perda de 0,75% caso a ação avance depois da abertura da posição.</p>
<p>Todas as operações têm validade restrita ao pregão desta sexta-feira. Os pontos indicados não devem ser automaticamente transportados para a sessão seguinte, pois a leitura técnica considera o comportamento recente dos preços, o fluxo de ordens e os níveis gráficos identificados antes da abertura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331803">mercado</a>.</p>
<h2>Cemig exige rompimento de R$ 11,22 para acionar compra</h2>
<p>A estratégia com Cemig (CMIG4) não pressupõe uma compra imediata da ação. O investidor precisa aguardar o papel atingir R$ 11,22, nível definido como gatilho para a entrada. Somente depois desse movimento a recomendação de day trade passa a ser considerada ativa.</p>
<p>As ações preferenciais da companhia haviam encerrado o pregão de quinta-feira cotadas a R$ 11,19. O ponto de entrada está, portanto, três centavos acima do fechamento anterior, sinalizando que a operação depende de uma confirmação de força compradora.</p>
<p>Se o papel alcançar R$ 11,22 e avançar até R$ 11,38, a diferença será de R$ 0,16 por ação. Em uma posição de mil papéis, por exemplo, o ganho bruto corresponderia a R$ 160, antes de custos operacionais e tributação.</p>
<p>O risco calculado entre a entrada e o stop é de R$ 0,09 por ação. Na mesma posição hipotética de mil papéis, uma saída exatamente em R$ 11,13 produziria perda bruta de R$ 90.</p>
<p>O desenho oferece uma relação entre ganho e risco superior a 1,7 vez. Essa proporção, porém, não garante que a ordem será executada exatamente nos níveis projetados. Em momentos de volatilidade, o preço pode atravessar rapidamente o stop ou o objetivo.</p>
<p>A Cemig (CMIG4) atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. Embora informações corporativas, decisões regulatórias e perspectivas para o setor elétrico possam influenciar as ações, a recomendação desta sexta-feira é estritamente técnica e não representa uma avaliação sobre o valor de longo prazo da companhia.</p>
<h2>B3 e Caixa Seguridade completam as compras</h2>
<p>A segunda indicação de compra da carteira de day trade é B3 (B3SA3). O ponto de entrada foi estabelecido em R$ 15,69, com objetivo em R$ 15,91 e stop em R$ 15,57.</p>
<p>Caso o papel percorra todo o intervalo entre o gatilho e o alvo, o ganho bruto será de 1,40%. A perda potencial no stop corresponde a 0,76%.</p>
<p>B3 (B3SA3) é a companhia responsável pela principal infraestrutura do mercado brasileiro de capitais. Sua operação reúne negociação, pós-negociação, registro de ativos, serviços de dados e outras atividades ligadas ao funcionamento do sistema financeiro.</p>
<p>O desempenho de B3 (B3SA3) costuma ser acompanhado pelo mercado porque pode refletir expectativas sobre volumes negociados, captação de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331804">empresas</a>, emissão de ativos e participação de investidores. Na carteira de day trade, no entanto, o foco está exclusivamente no movimento intradiário do preço.</p>
<p>Caixa Seguridade (CXSE3) fecha o grupo das compras. A entrada está projetada em R$ 22,49 e o objetivo em R$ 22,80, o que corresponde a uma valorização potencial de 1,38%.</p>
<p>O stop loss foi fixado em R$ 22,33, com perda estimada de 0,71%. Entre as seis operações apresentadas, trata-se do menor risco percentual até o stop e também do menor retorno projetado.</p>
<p>A Caixa Seguridade (CXSE3) concentra participações e atividades ligadas aos segmentos de seguros, previdência, capitalização, consórcios e corretagem relacionados ao ecossistema da Caixa Econômica Federal. A companhia passou a ser negociada na B3 em 2021.</p>
<h3>Recomendações de compra no day trade</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Cemig</td>
<td align="right">CMIG4</td>
<td align="right">R$ 11,22</td>
<td align="right">R$ 11,38</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 11,13</td>
<td align="right">0,80%</td>
</tr>
<tr>
<td>B3</td>
<td align="right">B3SA3</td>
<td align="right">R$ 15,69</td>
<td align="right">R$ 15,91</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 15,57</td>
<td align="right">0,76%</td>
</tr>
<tr>
<td>Caixa Seguridade</td>
<td align="right">CXSE3</td>
<td align="right">R$ 22,49</td>
<td align="right">R$ 22,80</td>
<td align="right">1,38%</td>
<td align="right">R$ 22,33</td>
<td align="right">0,71%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Allos lidera estratégia para ganhar com queda</h2>
<p>Entre as operações vendidas, Allos (ALOS3) apresenta o maior retorno potencial. A estratégia de day trade será acionada se o papel alcançar R$ 26,58, ponto a partir do qual a corretora projeta um recuo até R$ 26,20.</p>
<p>Em uma venda de ações, o operador abre a posição apostando na desvalorização do ativo. O resultado positivo ocorre se conseguir recomprar os papéis por um valor inferior ao preço da venda inicial.</p>
<p>A diferença projetada para Allos (ALOS3) é de R$ 0,38 por ação. Em uma posição de mil papéis, isso representaria ganho bruto de R$ 380 caso a entrada e o objetivo fossem executados exatamente nos valores definidos.</p>
<p>Se o movimento for contrário e a ação subir até R$ 26,78, o stop busca encerrar a posição. A perda teórica, nesse caso, seria de R$ 0,20 por ação ou R$ 200 em uma operação com mil papéis.</p>
<p>A Allos (ALOS3) administra um portfólio nacional de shopping centers. Por estar exposta ao consumo, ao varejo e à atividade imobiliária, a companhia pode reagir a indicadores de vendas, fluxo de visitantes, juros e expectativas para a renda das famílias.</p>
<p>Esses fundamentos são relevantes para uma análise de médio e longo prazo, mas não constituem o motivo central da indicação. A venda recomendada pela Ágora está vinculada ao comportamento gráfico esperado durante o pregão.</p>
<h2>Cyrela e Petrobras também entram na ponta vendida</h2>
<p>A Cyrela (CYRE3) é a segunda indicação de venda. O gatilho foi estabelecido em R$ 20,61, com objetivo de recompra em R$ 20,32 e stop em R$ 20,76.</p>
<p>O retorno bruto potencial é de 1,41%. Se a ação avançar depois da entrada e alcançar o limite de perda, o prejuízo projetado será de 0,73%.</p>
<p>A Cyrela (CYRE3) atua no mercado de incorporação imobiliária, com presença especialmente relevante nos segmentos residencial de médio e alto padrão. As ações do setor costumam reagir às expectativas para juros, crédito habitacional, custos de construção e velocidade das vendas de imóveis.</p>
<p>Petrobras (PETR4) completa a carteira vendida. A Ágora indica entrada em R$ 42,85 e objetivo em R$ 42,25, diferença de R$ 0,60 por ação e retorno potencial de 1,40%.</p>
<p>O stop está em R$ 43,17. Se a operação for aberta e a ação subir até esse nível, a perda calculada será de 0,75%.</p>
<p>Por sua elevada liquidez e participação relevante no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331802">Ibovespa</a>, Petrobras (PETR4) costuma concentrar parte expressiva do volume financeiro da Bolsa. O papel pode reagir rapidamente às oscilações do petróleo, do câmbio e às decisões relacionadas à produção, investimentos, preços de combustíveis e remuneração dos acionistas.</p>
<p>A sensibilidade a diferentes fatores amplia as oportunidades intradiárias, mas também aumenta a possibilidade de movimentos bruscos. Uma notícia corporativa ou uma alteração acentuada no preço internacional do petróleo pode mudar a direção da ação em poucos minutos.</p>
<h3>Recomendações de venda no day trade</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Ganho potencial</th>
<th align="right">Stop</th>
<th align="right">Perda no stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Allos</td>
<td align="right">ALOS3</td>
<td align="right">R$ 26,58</td>
<td align="right">R$ 26,20</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 26,78</td>
<td align="right">0,75%</td>
</tr>
<tr>
<td>Cyrela</td>
<td align="right">CYRE3</td>
<td align="right">R$ 20,61</td>
<td align="right">R$ 20,32</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 20,76</td>
<td align="right">0,73%</td>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras</td>
<td align="right">PETR4</td>
<td align="right">R$ 42,85</td>
<td align="right">R$ 42,25</td>
<td align="right">1,40%</td>
<td align="right">R$ 43,17</td>
<td align="right">0,75%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Pontos de entrada condicionam todas as operações</h2>
<p>A presença de uma ação na carteira não significa que a operação de day trade deva ser aberta a qualquer preço. Os seis ativos precisam primeiro alcançar os respectivos pontos de entrada.</p>
<p>Se Cemig (CMIG4), por exemplo, permanecer abaixo de R$ 11,22 durante toda a sessão, a compra não será acionada. A mesma lógica se aplica aos demais papéis.</p>
<p>O stop loss somente passa a valer depois da entrada. Antes disso, os níveis funcionam apenas como referências para uma operação que ainda não começou.</p>
<p>A regra é importante porque evita que o investidor persiga um movimento já iniciado ou compre e venda em preços diferentes daqueles usados na construção da estratégia. Alterações no ponto de entrada mudam automaticamente a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Os objetivos também não representam garantia de execução. O mercado pode avançar parcialmente e inverter a direção antes do alvo, ou passar rapidamente por um nível sem que todas as ordens sejam atendidas.</p>
<h2>Gap de abertura pode invalidar recomendação</h2>
<p>As estratégias também podem ser canceladas quando o ativo abre com um gap que ultrapassa o objetivo antes de passar pelo ponto de entrada. Um gap ocorre quando a ação inicia o pregão distante do fechamento anterior, sem negociar nos preços intermediários.</p>
<p>Se Cemig (CMIG4) abrir diretamente acima de R$ 11,38, por exemplo, o movimento esperado já terá ocorrido sem que o gatilho de R$ 11,22 tenha sido executado nas condições previstas. A operação deixa de preservar o retorno potencial originalmente calculado.</p>
<p>O mesmo vale para as posições vendidas. Caso Allos (ALOS3) abra abaixo do alvo de R$ 26,20 sem passar pela entrada em R$ 26,58, a queda projetada terá acontecido antes da abertura da posição.</p>
<p>Entrar depois de um movimento dessa natureza significa assumir um risco diferente daquele analisado inicialmente. Por isso, a carteira determina o cancelamento quando o objetivo é alcançado antes do preço de entrada.</p>
<h2>Ganhos projetados são brutos e não eliminam risco</h2>
<p>Os retornos de até 1,43% são brutos. O resultado efetivamente recebido pelo investidor pode ser reduzido por emolumentos, taxas operacionais, tributação e eventuais custos relacionados ao aluguel de ações nas posições vendidas.</p>
<p>A liquidez também interfere no preço final. Mesmo em ações com volume elevado, uma ordem grande pode ser executada em diferentes níveis, especialmente quando existe forte desequilíbrio entre compradores e vendedores.</p>
<p>Outro fator é a alavancagem. Corretoras podem permitir que o investidor movimente uma exposição superior ao dinheiro mantido como garantia. O recurso amplia o ganho potencial, mas produz o mesmo efeito sobre as perdas.</p>
<p>Os stops ajudam a delimitar o risco, porém não asseguram uma saída exatamente no preço indicado. Em movimentos rápidos, o ativo pode ultrapassar o nível e a ordem ser executada em uma cotação menos favorável.</p>
<p>A própria B3 exige alertas de que operações de day trade envolvem riscos significativos, não são adequadas a todos os perfis e podem provocar a perda integral dos recursos destinados à estratégia.</p>
<h2>Carteira perde validade após o fechamento da Bolsa</h2>
<p>A carteira reúne três operações compradas e três vendidas, distribuindo as estratégias entre energia, infraestrutura de mercado, seguros, shopping centers, incorporação imobiliária e petróleo.</p>
<p>Cemig (CMIG4) e Allos (ALOS3) apresentam os maiores ganhos projetados, de 1,43%. B3 (B3SA3), Cyrela (CYRE3) e Petrobras (PETR4) aparecem logo depois, com retornos potenciais entre 1,40% e 1,41%. Caixa Seguridade (CXSE3) tem objetivo de 1,38%.</p>
<p>A amplitude dos stops permanece abaixo de 0,80% em todas as recomendações. A diferença entre a perda admitida e o ganho buscado forma a base matemática das operações, mas o resultado dependerá da execução, da volatilidade e da disciplina do operador.</p>
<p>As posições precisam ser encerradas até o fim da sessão. Manter qualquer um dos ativos para o pregão seguinte transforma a natureza da operação e expõe o investidor a fatos ocorridos depois do fechamento, quando não é possível negociar normalmente na Bolsa.</p>
<p>Com o encerramento do pregão de 24 de julho, os seis conjuntos de entrada, alvo e stop deixam de ser válidos. Uma nova sessão exige outra leitura dos gráficos e das condições de mercado.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha em queda aos 176,7 mil pontos nesta quinta</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-23-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 23:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa fechamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522624</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,46% nesta quinta-feira, 23 de julho, aos 176.723,62 pontos, pressionado pela deterioração do ambiente internacional, pela alta dos juros futuros e pelo recuo das ações de bancos e empresas mais dependentes da atividade doméstica. A disparada do petróleo acima dos US$ 100 favoreceu Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,46% nesta quinta-feira, 23 de julho, aos 176.723,62 pontos, pressionado pela deterioração do ambiente internacional, pela alta dos juros futuros e pelo recuo das ações de bancos e empresas mais dependentes da atividade doméstica. A disparada do petróleo acima dos US$ 100 favoreceu Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3), enquanto a valorização da Vale (VALE3) também ajudou a impedir uma perda mais intensa do principal índice da B3.</p>
<p>O movimento representou uma realização parcial dos ganhos da sessão anterior, quando o <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331757">Ibovespa</a> havia avançado 2,44%. Durante o pregão desta quinta-feira, o índice chegou a subir 0,20%, aos 177.895,77 pontos, mas mudou de direção com o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Na mínima, recuou 0,71%, aos 176.293,25 pontos.</p>
<p>O volume financeiro negociado alcançou aproximadamente R$ 21,6 bilhões. Mesmo com a baixa diária, o Ibovespa acumula valorização de 2,73% em julho e avanço de 9,68% em 2026. Na semana, até o fechamento desta quinta-feira, o índice registra ganho de 1,73%.</p>
<p>O <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331759">dólar</a> à vista acompanhou a procura global por proteção e interrompeu uma sequência de três sessões de queda. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,0839, com alta de 0,64% diante do real.</p>
<h2>Ibovespa em números</h2>
<ul>
<li><strong>Fechamento:</strong> 176.723,62 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 0,46%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> perda de 823,95 pontos</li>
<li><strong>Máxima:</strong> 177.895,77 pontos, alta de 0,20%</li>
<li><strong>Mínima:</strong> 176.293,25 pontos, queda de 0,71%</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 21,6 bilhões</li>
<li><strong>Desempenho na semana:</strong> alta de 1,73%</li>
<li><strong>Desempenho em julho:</strong> alta de 2,73%</li>
<li><strong>Desempenho em 2026:</strong> alta de 9,68%</li>
<li><strong>Dólar à vista:</strong> R$ 5,0839, alta de 0,64%</li>
<li><strong>Petróleo Brent:</strong> US$ 100,69, alta de 7%</li>
<li><strong>Petróleo WTI:</strong> US$ 92,19, alta de 6,2%</li>
<li><strong>Dow Jones:</strong> queda de 0,97%</li>
<li><strong>S&amp;P 500:</strong> queda de 1,21%</li>
<li><strong>Nasdaq:</strong> queda de 2,15%</li>
</ul>
<h2>Petróleo acima de US$ 100 amplia aversão ao risco</h2>
<p>A principal fonte de tensão no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331758">mercado</a> financeiro foi a forte valorização do petróleo, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio e pelo aumento dos riscos para as rotas internacionais de transporte da commodity.</p>
<p>O contrato do petróleo Brent para setembro avançou 7%, encerrando a sessão a US$ 100,69 por barril. Foi o primeiro fechamento acima dos US$ 100 desde 22 de maio. Nos Estados Unidos, o WTI subiu 6,2%, para US$ 92,19, maior nível de encerramento desde o início de junho.</p>
<p>A alta ocorreu depois de ataques atribuídos aos houthis do Iêmen contra dois navios petroleiros sauditas no Mar Vermelho. O episódio elevou as preocupações com o transporte de petróleo pelo Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais passagens marítimas para cargas que circulam entre o Oriente Médio, a Europa e a Ásia.</p>
<p>O mercado já monitorava as restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações dos grandes produtores do Golfo Pérsico. Com dois pontos relevantes de passagem sob risco, investidores passaram a considerar a possibilidade de novas interrupções na oferta mundial.</p>
<p>O choque do petróleo produziu efeitos opostos sobre a Bolsa brasileira. A alta favoreceu as <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331755">empresas</a> produtoras e distribuidoras de combustíveis, mas reforçou a perspectiva de inflação mais persistente, juros elevados por mais tempo e menor crescimento da economia mundial.</p>
<h2>Petrobras e petroleiras limitam queda da Bolsa</h2>
<p>As ações da Petrobras encerraram o pregão em alta e exerceram uma contribuição positiva importante para o Ibovespa. Os papéis ordinários PETR3 avançaram 1,67%, enquanto os preferenciais PETR4 subiram 0,87%.</p>
<p>A elevação do barril tende a favorecer a receita e a geração de caixa das produtoras de petróleo, desde que os preços permaneçam elevados e a atividade econômica mundial não passe por uma desaceleração mais intensa.</p>
<p>O desempenho positivo também alcançou outras companhias ligadas à cadeia de petróleo e combustíveis. As ações da PRIO subiram 1,29%, enquanto Brava Energia avançou 1,03%.</p>
<p>A Vibra Energia (VBBR3) ganhou 1,77% e apareceu entre as maiores altas do Ibovespa. A Braskem (BRKM5), cujos resultados também possuem relação com os preços de petróleo, derivados e insumos petroquímicos, avançou 1,65%.</p>
<p>A alta dessas empresas impediu que a queda do índice brasileiro acompanhasse integralmente a correção observada nos mercados dos Estados Unidos. Petrobras e Vale possuem peso elevado na composição do Ibovespa e, quando avançam simultaneamente, conseguem compensar parcialmente o desempenho negativo de outros setores.</p>
<h2>Vale sobe após produção recorde para o período</h2>
<p>A Vale também contribuiu para limitar a queda do Ibovespa. As ações VALE3 encerraram o dia em alta de 0,77%, dando continuidade à reação aos dados de produção e vendas do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>A mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, crescimento de 1% na comparação anual. Segundo a companhia, foi o maior volume registrado em um segundo trimestre desde 2018.</p>
<p>O desempenho foi sustentado pela produção recorde no complexo S11D, no Pará, e pela contribuição adicional dos projetos Capanema e VGR1. As vendas de minério de ferro somaram 79,7 milhões de toneladas, avanço de 3% sobre o mesmo período de 2025.</p>
<p>A companhia também apresentou crescimento na produção de metais básicos. A produção de cobre alcançou 98,4 mil toneladas, aumento anual de 6%, enquanto a produção de níquel chegou a 42 mil toneladas, alta de 4%.</p>
<p>Os números operacionais reforçaram a percepção de melhora na execução dos projetos da mineradora e ofereceram sustentação às ações, que também foram favorecidas pela valorização do minério de ferro no mercado asiático.</p>
<h2>Juros futuros avançam com temor de inflação</h2>
<p>Enquanto as empresas de commodities encontraram suporte, as ações mais sensíveis ao mercado doméstico foram pressionadas pela abertura da curva de juros.</p>
<p>A alta do petróleo elevou as preocupações com uma nova rodada de pressões inflacionárias. O aumento do preço da energia pode alcançar combustíveis, transportes, fretes, produtos industriais e alimentos, com impactos sobre diferentes componentes dos índices de preços.</p>
<p>Os contratos de juros futuros avançaram em praticamente toda a curva. A taxa do contrato para janeiro de 2027 subiu para 14,045%, enquanto o vencimento de janeiro de 2028 alcançou 14,410%. Os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 terminaram em 14,705% e 14,850%, respectivamente.</p>
<p>Nos vencimentos intermediários, as taxas avançaram mais de 20 pontos-base. O movimento refletiu a expectativa de que o Banco Central poderá encontrar menos espaço para reduzir a Selic caso a valorização do petróleo e do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337155">dólar</a> produza efeitos relevantes sobre a inflação brasileira.</p>
<p>Juros mais altos reduzem o valor presente dos resultados esperados das empresas e tornam os títulos de renda fixa relativamente mais atrativos. O efeito costuma ser especialmente negativo para setores como varejo, construção, tecnologia, saúde e educação.</p>
<h2>Hapvida, Totvs e Assaí lideram perdas</h2>
<p>A Hapvida (HAPV3) apresentou a maior queda do Ibovespa, com recuo de 8,08%, a R$ 10,47. A companhia é considerada sensível ao comportamento dos juros em razão de seu endividamento, de suas necessidades de capital e dos custos associados à estrutura operacional.</p>
<p>A Totvs (TOTS3) caiu 6,37%, a R$ 27,05, em meio à correção das ações de tecnologia no Brasil e no exterior.</p>
<p>O Assaí (ASAI3) perdeu 4,52%, para R$ 8,02, enquanto a MRV (MRVE3) recuou 4,36%, a R$ 4,39. As ações da Azzas 2154 (AZZA3) caíram 4,27%, para R$ 17,05.</p>
<p>A construção civil foi pressionada pelo avanço dos juros futuros. As incorporadoras dependem tanto do financiamento das obras quanto da disponibilidade de crédito imobiliário para os compradores, o que torna o setor particularmente exposto às mudanças das condições monetárias.</p>
<h2>Bancos pressionam o Ibovespa</h2>
<p>Os bancos, que haviam apresentado valorização expressiva no pregão anterior, passaram por uma sessão de realização de lucros.</p>
<p>As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 0,79%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,32%. Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) também encerraram o dia no campo negativo.</p>
<p>O avanço das taxas de juros pode ampliar as margens financeiras das instituições em algumas linhas de negócio. Em contrapartida, juros elevados reduzem a demanda por crédito, aumentam o risco de inadimplência e podem limitar o crescimento da atividade econômica.</p>
<p>O peso das ações bancárias na composição do Ibovespa fez com que a correção do setor neutralizasse parte importante dos ganhos registrados pelas empresas de commodities.</p>
<p>A B3 (B3SA3) também fechou em queda de 1,57%. A empresa foi uma das ações mais negociadas da sessão, ao lado de Petrobras, Vale, Sabesp (SBSP3) e WEG (WEGE3).</p>
<h2>Rumo lidera altas do Ibovespa</h2>
<p>A Rumo (RAIL3) registrou a maior valorização do Ibovespa, com alta de 2,35%, encerrando o pregão a R$ 13,96.</p>
<p>Na sequência apareceram Vibra Energia, com avanço de 1,77%, Ultrapar (UGPA3), com alta de 1,71%, Petrobras ON, com ganho de 1,67%, e Braskem PNA, que subiu 1,65%.</p>
<p>A composição da lista de maiores altas mostrou a preferência dos investidores por companhias ligadas a petróleo, combustíveis, infraestrutura e exportações. Essas empresas tendem a ser menos dependentes do consumo doméstico e podem se beneficiar da valorização do dólar.</p>
<p>A WEG, que havia avançado mais de 10% na quarta-feira, passou por realização de lucros e caiu 2,29%. A Embraer (EMBJ3) oscilou durante a sessão e fechou em baixa de 0,47%.</p>
<h2>Wall Street cai com petróleo e ações de tecnologia</h2>
<p>As bolsas de Nova York encerraram o dia em forte queda. O Dow Jones recuou 0,97%, aos 51.711 pontos, enquanto o S&amp;P 500 caiu 1,21%, aos 7.408 pontos. O Nasdaq, com maior concentração de empresas de tecnologia, perdeu 2,15%, aos 25.137 pontos.</p>
<p>O petróleo acima dos US$ 100 reforçou a preocupação com a inflação americana e levou investidores a ampliar as apostas de que o Federal Reserve poderá manter uma <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331760">política</a> monetária mais restritiva.</p>
<p>As ações de tecnologia também foram pressionadas pela repercussão dos balanços de Alphabet e Tesla. Os investidores avaliaram o aumento dos investimentos em inteligência artificial e os custos necessários para sustentar a expansão das grandes plataformas de tecnologia.</p>
<p>A combinação entre preços elevados das ações, aumento das despesas de capital e juros de longo prazo mais altos provocou uma correção mais intensa no Nasdaq.</p>
<h2>Mercado de trabalho americano permanece resistente</h2>
<p>Os investidores também analisaram os dados semanais do mercado de <a class="wpil_keyword_link" title="Trabalho" href="https://gazetamercantil.com/trabalho" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331756">trabalho</a> dos Estados Unidos. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 187 mil na semana encerrada em 18 de julho, queda de 22 mil em relação ao dado revisado da semana anterior.</p>
<p>A média móvel de quatro semanas caiu para 207,5 mil pedidos. Os números mostraram que o <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333977">mercado de trabalho</a> americano permanece relativamente resistente, apesar dos juros elevados e das incertezas econômicas.</p>
<p>A resiliência do emprego, somada ao choque do petróleo, reduz a urgência para uma flexibilização monetária pelo Federal Reserve. Essa expectativa favoreceu o dólar no mercado internacional e pressionou moedas de países emergentes, incluindo o real.</p>
<p>O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes, operava em alta de aproximadamente 0,3% no fim do pregão brasileiro.</p>
<h2>BCE mantém juros e monitora choque energético</h2>
<p>Na Europa, o Banco Central Europeu manteve inalteradas suas três principais taxas de juros.</p>
<p>A taxa de depósito permaneceu em 2,25%, a taxa de refinanciamento continuou em 2,40% e a taxa de empréstimo marginal foi mantida em 2,65%.</p>
<p>A instituição afirmou que os preços da energia continuam voláteis e acima dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio. O banco também destacou que o impacto completo do choque energético sobre a inflação ainda não foi totalmente transmitido à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331777">economia</a>.</p>
<p>A decisão reforçou a percepção de que os principais bancos centrais precisarão avaliar cuidadosamente os efeitos do petróleo antes de promover novas reduções de juros.</p>
<h2>O que esperar do próximo pregão</h2>
<p>O comportamento do petróleo continuará sendo o principal fator de risco para o Ibovespa. Uma permanência do Brent acima dos US$ 100 poderá sustentar as ações da Petrobras e de outras produtoras, mas também tende a manter pressão sobre juros, inflação, dólar e empresas ligadas ao consumo.</p>
<p>Os investidores acompanharão os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio, o tráfego de navios no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz e eventuais medidas dos grandes produtores para reduzir os riscos de desabastecimento.</p>
<p>No mercado doméstico, a curva de juros deverá permanecer no centro das atenções. Caso as taxas continuem avançando, bancos, varejistas, construtoras e empresas de tecnologia poderão enfrentar novas sessões de volatilidade.</p>
<p>O Ibovespa encerrou a quinta-feira abaixo do fechamento anterior, mas permaneceu acima dos 176 mil pontos e manteve ganhos relevantes no mês e no ano. O desempenho das próximas sessões dependerá do equilíbrio entre a valorização das commodities e os efeitos negativos do aumento da percepção de risco sobre os mercados globais.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Balanços do 2T26 entram na fase decisiva com Vale, bancos e Petrobras no centro do Ibovespa</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/balancos-2t26-vale-bancos-petrobras-ibovespa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 20:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços do 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BBAS3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Santander Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[temporada de resultados]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522613</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 entra em sua fase mais relevante a partir da próxima semana, quando Santander Brasil (SANB11), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e, posteriormente, Banco do Brasil (BBAS3) apresentarão seus números. As divulgações concentrarão a atenção dos investidores porque reúnem companhias com peso elevado no Ibovespa e permitirão [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 entra em sua fase mais relevante a partir da próxima semana, quando Santander Brasil (SANB11), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e, posteriormente, Banco do Brasil (BBAS3) apresentarão seus números. As divulgações concentrarão a atenção dos investidores porque reúnem companhias com peso elevado no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331743">Ibovespa</a> e permitirão medir como juros de dois dígitos, oscilações das commodities e tensões internacionais afetaram lucros, margens e geração de caixa entre abril e junho.</p>
<p>O calendário começa a ganhar densidade em 29 de julho, com o Santander Brasil. A Vale apresenta seu resultado financeiro no dia 30, depois de já ter divulgado o desempenho de produção e vendas. A Petrobras publicará o relatório operacional em 28 de julho e o balanço em 6 de agosto. O Banco do Brasil encerra uma das etapas mais aguardadas da temporada em 12 de agosto.</p>
<p>A sequência tem potencial para influenciar diretamente a direção da Bolsa brasileira. Vale, Petrobras e os grandes bancos representam uma parcela expressiva da carteira teórica do Ibovespa. Surpresas em lucro, provisões, dívida, investimentos ou dividendos podem produzir movimentos relevantes não apenas nas ações envolvidas, mas no índice como um todo.</p>
<p>A leitura do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331748">mercado</a>, porém, não ficará restrita ao lucro líquido. Em um trimestre atravessado por Selic elevada e volatilidade externa, os investidores deverão concentrar a avaliação na qualidade das receitas, na evolução do endividamento, na conversão do resultado operacional em caixa e nas projeções das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331747">empresas</a> para o segundo semestre.</p>
<h2>Agenda concentra empresas de maior peso na Bolsa</h2>
<p>A divulgação do Santander Brasil (SANB11), marcada <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333974">para antes da abertura dos mercados</a> em 29 de julho, iniciará a comparação entre os grandes bancos. O resultado deverá oferecer as primeiras indicações sobre a evolução da inadimplência, o custo do crédito, as provisões e a margem financeira durante o segundo trimestre.</p>
<p>No dia seguinte, a Vale (VALE3) publicará seus números financeiros depois do fechamento da B3. A teleconferência ocorrerá em 31 de julho. Como a mineradora já apresentou os dados operacionais, o mercado entra no balanço com informações sobre produção, vendas e preços realizados, mas ainda precisa conhecer custos, Ebitda, lucro, investimentos e geração de caixa.</p>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgará o relatório de produção e vendas em 28 de julho. O balanço financeiro será apresentado em 6 de agosto, também após o encerramento das negociações. No dia seguinte, a administração participará de uma conferência com analistas e investidores.</p>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) publicará as informações trimestrais em 12 de agosto e realizará a apresentação pública no dia 13. O crédito rural deverá dominar as perguntas dirigidas à administração depois da deterioração observada na carteira do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331746">agronegócio</a>.</p>
<p>A WEG (WEGE3), uma das maiores empresas industriais da B3, já abriu a leitura sobre o período. Seus documentos de resultados do 2T26 passaram a servir como referência para a avaliação de demanda industrial, exportações, investimentos em infraestrutura elétrica e efeitos das tensões comerciais.</p>
<h2>Vale chega ao balanço com produção de minério em alta</h2>
<p>A Vale (VALE3) entra na temporada com um relatório operacional que mostrou crescimento da produção e das vendas em seus principais segmentos.</p>
<p>A produção de minério de ferro alcançou 84,3 milhões de toneladas no segundo trimestre, avanço de 1% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, foi o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018.</p>
<p>As vendas de minério de ferro cresceram 3%, para 79,7 milhões de toneladas. O resultado refletiu o aumento da produção e a comercialização de estoques acumulados em períodos anteriores.</p>
<p>A produção de cobre chegou a 98,4 mil toneladas, crescimento anual de 6% e melhor marca para um segundo trimestre desde 2017. No níquel, a produção avançou 4%, para 42 mil toneladas, o maior resultado para o período desde 2020.</p>
<p>Os números operacionais positivos não garantem, isoladamente, expansão proporcional do lucro. O desempenho financeiro também será determinado pelos preços realizados, pelo custo de produção, pelo frete, pelo câmbio e pelo mix dos produtos vendidos.</p>
<p>O preço médio realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, ligeiramente abaixo do trimestre anterior. O prêmio obtido sobre os produtos também recuou, em parte por mudanças na composição das vendas.</p>
<p>A Vale ainda precisou lidar com a suspensão temporária das plantas de pelotização em Omã, afetadas pela evolução do conflito no Oriente Médio e pelas restrições logísticas. A produção de pelotas caiu 7%, para 7,3 milhões de toneladas.</p>
<p>O balanço mostrará se o aumento dos volumes foi suficiente para compensar os menores prêmios, os custos logísticos e as interrupções. Também haverá atenção ao capital empregado nos projetos, ao avanço das expansões e à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331742">política</a> de dividendos.</p>
<h2>Bancos enfrentam teste de crédito com Selic em 14,25%</h2>
<p>Os balanços do 2T26 dos bancos serão examinados em um ambiente de juros ainda restritivo. O Banco Central iniciou o ano com a Selic em 15% e promoveu três reduções até junho, levando a taxa para 14,25%.</p>
<p>O corte acumulado não foi suficiente para retirar a política monetária do campo contracionista. Durante praticamente todo o trimestre, empresas e famílias continuaram expostas a um custo elevado para refinanciar dívidas ou contratar novos empréstimos.</p>
<p>A taxa alta pode favorecer parte das receitas financeiras das instituições, mas também reduz a demanda por crédito e aumenta o risco de inadimplência. O resultado líquido depende da composição das carteiras, do custo de captação, da qualidade dos clientes e do volume de provisões.</p>
<p>O Santander Brasil (SANB11) será o primeiro grande banco a apresentar esse equilíbrio. Os investidores deverão observar se a instituição manteve o avanço da rentabilidade, como se comportou a margem com clientes e se houve estabilização dos atrasos.</p>
<p>A comparação <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337153">com Itaú Unibanco</a> (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) ganhará relevância ao longo de agosto. Em um mesmo ambiente macroeconômico, diferenças na política de concessão e na exposição a setores mais vulneráveis podem produzir resultados bastante distintos.</p>
<p>O mercado também acompanhará os indicadores de capital. Provisões elevadas e menor geração de lucro reduzem a capacidade de acumular patrimônio, ampliar a carteira e distribuir recursos aos acionistas.</p>
<h2>Banco do Brasil terá carteira rural como ponto decisivo</h2>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3) chega ao balanço do segundo trimestre com o crédito ao agronegócio no centro da análise.</p>
<p>A instituição foi pressionada no início do ano pela piora dos pagamentos de produtores afetados por perdas climáticas, queda da renda agrícola e renegociações sucessivas. A deterioração elevou o custo do crédito e reduziu o lucro.</p>
<p>A divulgação de agosto mostrará se a pressão permaneceu concentrada no campo ou alcançou outras modalidades. Os investidores deverão acompanhar a inadimplência acima de 90 dias, a formação de provisões e o desempenho das receitas financeiras.</p>
<p>A medida provisória editada pelo governo em julho para facilitar a composição de dívidas rurais não produzirá impacto direto no resultado do segundo trimestre, encerrado em 30 de junho.</p>
<p>Qualquer benefício dependerá da regulamentação, da adesão dos produtores e da assinatura de novos contratos. Por isso, o balanço ainda deverá refletir a situação anterior ao programa de renegociação.</p>
<p>As declarações da administração serão tão relevantes quanto os números. O mercado buscará estimativas sobre a parcela da carteira que poderá ser reorganizada, o prazo para a contratação das linhas e a possibilidade de redução das provisões nos trimestres seguintes.</p>
<p>A manutenção ou revisão das projeções para 2026 também poderá movimentar as ações do Banco do Brasil. Uma estabilização da carteira rural ajudaria a reconstruir a confiança, enquanto uma nova deterioração ampliaria as dúvidas sobre lucro, capital e dividendos.</p>
<h2>Petrobras combina petróleo, produção e dividendos</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) apresentará seu balanço em um momento de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo.</p>
<p>O conflito no Oriente Médio elevou os riscos para a produção e para o transporte da commodity. O impacto sobre o resultado da Petrobras, no entanto, dependerá da média dos preços ao longo do trimestre, e não das cotações observadas apenas no fim de julho.</p>
<p>Produção, exportações, utilização das refinarias, venda de derivados e câmbio estarão entre os principais componentes do resultado. A companhia também poderá registrar efeitos relacionados ao programa de subvenção econômica ao diesel adotado pelo governo.</p>
<p>A empresa informou ter recebido parcelas bilionárias do programa durante o trimestre. Esses recursos poderão influenciar o caixa e o reconhecimento de receitas, de acordo com o tratamento contábil apresentado no balanço.</p>
<p>Outro ponto será a evolução da dívida. A Petrobras iniciou o ano com forte geração operacional, mas também apresentou aumento do endividamento em relação ao fim de 2025.</p>
<p>Os investidores deverão verificar se o crescimento da produção foi suficiente para sustentar o fluxo de caixa diante dos investimentos programados. A companhia mantém projetos de grande porte no pré-sal e em outras frentes de exploração e refino.</p>
<p>A distribuição de dividendos continuará no radar. A remuneração aos acionistas depende do caixa disponível, da dívida, dos investimentos e das regras previstas na política da companhia. Um lucro elevado não se converte automaticamente em pagamentos maiores.</p>
<p>A administração também deverá esclarecer como pretende equilibrar preços domésticos de combustíveis, rentabilidade das refinarias e volatilidade externa. Esse tema ganhou importância com o aumento das cotações internacionais e o uso de subsídios federais ao diesel.</p>
<h2>WEG abre leitura sobre demanda industrial e exterior</h2>
<p>A WEG (WEGE3) iniciou a temporada entre as grandes companhias industriais, oferecendo uma primeira leitura sobre os efeitos do trimestre no setor de bens de capital.</p>
<p>A empresa possui operações industriais em diferentes países e receitas ligadas a motores, automação, geração, transmissão e distribuição de energia. Essa estrutura reduz a dependência de uma única <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331744">economia</a>, mas amplia a exposição a câmbio, tarifas e cadeias globais.</p>
<p>Os <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331745">negócios</a> de ciclo longo, ligados a infraestrutura elétrica, costumam oferecer maior previsibilidade por causa das carteiras de pedidos. Já os segmentos de motores comerciais e equipamentos destinados ao consumo respondem mais rapidamente às mudanças da atividade econômica.</p>
<p>O mercado observa especialmente a demanda por equipamentos de transmissão e distribuição, impulsionada por investimentos em redes elétricas, expansão de data centers e transição energética.</p>
<p>Ao mesmo tempo, tarifas comerciais podem alterar o custo de componentes e a competitividade das exportações. A presença produtiva em diversos mercados oferece alguma flexibilidade para reorganizar a fabricação, mas não elimina os riscos.</p>
<p>A leitura da WEG servirá de comparação para outras indústrias. Crescimento das encomendas internacionais pode indicar resistência da demanda externa, enquanto menor atividade doméstica mostraria os efeitos da Selic sobre novos projetos empresariais.</p>
<h2>Juros altos aumentam diferença entre lucro e geração de caixa</h2>
<p>Os balanços <a href="https://gazetamercantil.com/fgts-agosto-2026-saque-aniversario-liberado" title="FGTS Agosto 2026: saque-aniversário liberado hoje; veja quem recebe" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335362">do</a> 2T26 serão avaliados em um ambiente no qual a geração de caixa tende a receber mais atenção do que o crescimento isolado do lucro líquido.</p>
<p>O resultado contábil pode ser favorecido por créditos tributários, reversões de provisões, efeitos cambiais e venda de ativos. Esses eventos aumentam o lucro, mas nem sempre representam uma melhora recorrente da operação.</p>
<p>A geração de caixa mostra quanto a empresa produziu efetivamente para financiar investimentos, reduzir dívida e distribuir dividendos. Companhias que elevarem o Ebitda sem converter o avanço em recursos disponíveis poderão receber uma leitura mais cautelosa.</p>
<p>O endividamento também ganha relevância com a Selic em 14,25%. Empresas que precisam refinanciar obrigações enfrentam custos maiores, enquanto aquelas com caixa elevado podem obter receitas financeiras mais robustas.</p>
<p>No varejo, na construção e em outros setores sensíveis ao crédito, o efeito é duplo. As empresas pagam mais para financiar capital de giro, e seus clientes encontram condições mais restritivas para consumir.</p>
<p>Companhias com maior poder de repasse de preços podem proteger margens, mas correm o risco de perder volume. As que evitam reajustes preservam vendas, porém absorvem uma parcela maior do aumento dos custos.</p>
<h2>Projeções para o segundo semestre podem superar números do trimestre</h2>
<p>A reação das ações dependerá não apenas do que ocorreu entre abril e junho, mas das indicações fornecidas pelas administrações para o restante do ano.</p>
<p>O mercado buscará informações sobre carteira de pedidos, demanda, investimentos, despesas, preços, inadimplência e capital de giro. Mudanças nas projeções podem ter efeito superior ao resultado trimestral.</p>
<p>Uma companhia pode superar as estimativas do 2T26 e ainda sofrer queda na Bolsa se reduzir a previsão para o segundo semestre. O movimento oposto também é possível quando um resultado fraco vem acompanhado de sinais concretos de recuperação.</p>
<p>As tensões geopolíticas aumentam a dificuldade de formular previsões. Petróleo, fretes, câmbio e disponibilidade de insumos podem mudar rapidamente conforme o conflito no Oriente Médio evolui.</p>
<p>No Brasil, a inflação ainda acima da meta e as dúvidas sobre a duração do ciclo de redução da Selic influenciam decisões de consumo e investimento.</p>
<p>A aproximação das eleições também tende a elevar a atenção ao risco fiscal, às políticas econômicas e às regras dos setores regulados. Empresas expostas a concessões, tarifas públicas e contratos governamentais deverão detalhar como administram essas incertezas.</p>
<h2>Resultados podem alterar liderança dentro do Ibovespa</h2>
<p>A fase decisiva dos balanços do 2T26 reúne empresas capazes de modificar a direção do Ibovespa em poucas sessões.</p>
<p>Vale e Petrobras respondem às commodities e ao cenário externo. Os bancos medem a qualidade do crédito e o impacto da política monetária. A WEG oferece um retrato da indústria e da demanda internacional.</p>
<p>Essa combinação permitirá avaliar se a valorização recente de determinadas ações é sustentada por crescimento real dos resultados ou apenas por expectativas.</p>
<p>Empresas que entregarem lucro acompanhado de caixa, controle da dívida e projeções consistentes poderão atrair novos recursos. Resultados apoiados em eventos não recorrentes ou acompanhados por deterioração financeira tendem a enfrentar maior resistência.</p>
<p>A temporada também mostrará quais companhias conseguiram atravessar o trimestre sem sacrificar investimentos necessários para o crescimento futuro.</p>
<p>Entre 29 de julho e 12 de agosto, a <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333537">Bolsa terá uma sequência de divulgações com</a> capacidade para redefinir a preferência dos investidores entre bancos, commodities e indústria. O principal teste será verificar se as maiores empresas da B3 conseguem transformar receitas e produção em caixa suficiente para financiar expansão, pagar dívidas e remunerar seus acionistas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale (VALE3) troca comando do conselho; Petrobras (PETR4) recebe R$ 1,7 bilhão</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-petrobras-petr4-mitre-mtre3-destaques-corporativos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[IGTI11]]></category>
		<category><![CDATA[Iguatemi]]></category>
		<category><![CDATA[MELI34]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Livre]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Mitre Realty]]></category>
		<category><![CDATA[MTRE3]]></category>
		<category><![CDATA[Oi]]></category>
		<category><![CDATA[OIBR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[SIMH3]]></category>
		<category><![CDATA[Simpar]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522560</guid>

					<description><![CDATA[<p>A eleição de Manuel Lino de Sousa Oliveira para a presidência do conselho de administração da Vale (VALE3), o recebimento de R$ 1,7 bilhão pela Petrobras (PETR4) no programa federal de subvenção ao diesel e a aprovação de uma recompra de ações pela Mitre Realty (MTRE3) lideram o noticiário corporativo desta quinta-feira, 23 de julho. [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A eleição de Manuel Lino de Sousa Oliveira para a presidência do conselho de administração da Vale (VALE3), o recebimento de R$ 1,7 bilhão pela Petrobras (PETR4) no programa federal de subvenção ao diesel e a aprovação de uma recompra de ações pela Mitre Realty (MTRE3) lideram o noticiário corporativo desta quinta-feira, 23 de julho. O dia também reúne a venda de um ativo logístico da Simpar (SIMH3), a redução da participação de Victor Adler na Oi (OIBR3), a atualização de dividendos da Iguatemi (IGTI11) e o avanço do <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331709">Mercado</a> Livre (MELI34) sobre o varejo farmacêutico no Chile.</p>
<p>Os anúncios colocam governança e alocação de capital no centro das decisões acompanhadas pelos investidores. Na Vale (VALE3), a mudança no comando do conselho ocorre após uma disputa que expôs divergências entre acionistas relevantes. Na Petrobras (PETR4), o novo repasse reforça o caixa ligado à compensação do diesel. Na Mitre Realty (MTRE3), a recompra sinaliza que a administração considera as ações descontadas em relação aos fundamentos da incorporadora.</p>
<p>Os movimentos têm efeitos distintos sobre valor de mercado, endividamento, liquidez e percepção de risco. A reação dos investidores dependerá não apenas dos valores anunciados, mas da execução das decisões, da transparência das companhias e da capacidade de cada administração de entregar resultados sustentáveis.</p>
<h2>Vale elege Ollie após disputa pelo comando do conselho</h2>
<p>Os acionistas da Vale (VALE3) elegeram Manuel Lino de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para presidir o conselho de administração da mineradora. Integrante do colegiado, ele recebeu apoio da Previ e derrotou Marcelo Gasparino em uma votação que ganhou relevância por envolver a influência de grandes acionistas sobre a condução estratégica da companhia.</p>
<p>A presidência do conselho ocupa posição central na governança da Vale (VALE3). O colegiado acompanha a administração, fiscaliza a execução da estratégia e delibera sobre decisões de longo prazo em uma companhia exposta ao ciclo global do minério de ferro, à demanda chinesa, ao câmbio, a investimentos bilionários e a obrigações ambientais.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas, Ollie recebeu quase 2 bilhões de votos favoráveis, enquanto Gasparino obteve cerca de 1 bilhão. A diferença indicou maioria clara, mas a disputa mostrou que a composição do conselho da Vale (VALE3) continua sujeita a negociações entre grupos com visões distintas sobre governança, estratégia e distribuição de capital.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333970">Para o mercado</a>, a eleição será avaliada pela capacidade do novo presidente de formar consensos e reduzir ruídos internos. A estabilidade na principal instância de governança da Vale (VALE3) ganha peso em um período no qual a mineradora precisa equilibrar investimentos, dividendos, disciplina financeira e execução operacional.</p>
<p>O apoio da Previ também reforça o debate sobre o papel de investidores institucionais nas decisões da Vale (VALE3). Acionistas de longo prazo podem influenciar discussões sobre sucessão executiva, expansão da produção, remuneração dos investidores e relacionamento institucional com o governo.</p>
<h2>Vale destitui Gasparino após alegação de vazamento</h2>
<p>Poucas horas depois da eleição, a Vale (VALE3) informou a destituição de Marcelo Gasparino da Silva do cargo de conselheiro. Segundo a companhia, a decisão foi tomada em razão de um vazamento de informações confidenciais relacionadas à reunião do conselho realizada em 19 de junho.</p>
<p>O episódio deslocou a atenção da simples troca na presidência do colegiado para a integridade dos processos internos da Vale (VALE3). Reuniões do conselho podem envolver estratégia, investimentos, operações financeiras, remuneração de acionistas e decisões submetidas a regras específicas de divulgação ao mercado.</p>
<p>A mineradora atribuiu a destituição ao vazamento, mas o caso deve ser tratado com cautela enquanto não forem divulgados todos os elementos que fundamentaram a medida e eventual manifestação do ex-conselheiro. A saída ocorreu no mesmo dia em que Gasparino perdeu a disputa pela presidência do conselho.</p>
<p>Para os investidores, o ponto central será verificar se a Vale (VALE3) conseguirá encerrar a controvérsia sem prolongar conflitos internos. Disputas de governança podem elevar a percepção de risco quando interferem na tomada de decisões, na relação com acionistas e na estabilidade da administração.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma resposta rápida a uma possível quebra de confidencialidade pode ser interpretada como sinal de rigor institucional. O efeito sobre a Vale (VALE3) dependerá da transparência da companhia, da consistência dos procedimentos adotados e da capacidade do novo presidente de preservar o funcionamento do conselho.</p>
<h2>Petrobras recebe nova parcela de subvenção ao diesel</h2>
<p>A Petrobras (PETR4) recebeu R$ 1,7 bilhão referentes ao Programa de Subvenção Econômica à comercialização de óleo diesel. O valor corresponde ao período de 16 a 31 de maio de 2026 e elevou para aproximadamente R$ 6,4 bilhões o total acumulado pela estatal no programa.</p>
<p>O repasse tem efeito direto sobre o fluxo de caixa da Petrobras (PETR4). A entrada dos recursos compensa valores vinculados à <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331708">política</a> pública para o diesel e reduz a diferença de tempo entre o desembolso realizado pela companhia e o ressarcimento previsto pelo governo.</p>
<p>Para os acionistas, a principal questão é separar o impacto financeiro do pagamento de uma melhora estrutural na operação. A subvenção não representa expansão da produção, ganho permanente de margem ou aumento recorrente da eficiência. Trata-se de uma compensação associada a uma política específica, cujo calendário depende da execução do programa.</p>
<p>Ainda assim, o recebimento reduz incertezas sobre valores reconhecidos pela Petrobras (PETR4) e reforça a disponibilidade de caixa. O montante pode contribuir para a gestão do capital de giro e para a previsibilidade financeira, mas não altera isoladamente fatores como preço do petróleo, produção, refino, investimentos e política de dividendos.</p>
<p>O episódio mantém a Petrobras (PETR4) no centro da discussão sobre a relação entre <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331706">empresas</a> estatais e políticas de preços de combustíveis. Investidores acompanham o tema porque mudanças governamentais podem afetar margens, necessidade de compensação e percepção de interferência na administração.</p>
<h2>Mitre aprova recompra de até 10% do free float</h2>
<p>A Mitre Realty (MTRE3) aprovou um programa para recomprar até 6.306.577 ações ordinárias, quantidade equivalente a 10% dos papéis em circulação no mercado. As ações poderão permanecer em tesouraria para posterior venda ou ser canceladas, conforme decisão futura da companhia.</p>
<p>A incorporadora afirmou que o programa busca uma alocação eficiente de capital porque a administração avalia que a cotação não reflete os fundamentos e o potencial de valorização da empresa no longo prazo.</p>
<p>Uma recompra reduz a quantidade de papéis disponíveis quando as ações são mantidas em tesouraria ou canceladas. Em determinadas condições, isso pode elevar a participação proporcional dos acionistas remanescentes nos resultados da Mitre Realty (MTRE3).</p>
<p>O efeito, porém, depende do preço pago, do volume efetivamente adquirido e da capacidade da companhia de preservar recursos para obras, lançamentos, aquisição de terrenos e pagamento de dívida. Uma recompra realizada a preços elevados pode destruir valor, enquanto aquisições abaixo do valor considerado justo pela administração podem favorecer os acionistas que mantiverem suas posições.</p>
<p>No setor imobiliário, a decisão também precisa ser analisada à luz do ambiente de juros e crédito. Incorporadoras dependem do custo de financiamento, da velocidade de vendas e da renda das famílias. A Mitre Realty (MTRE3) sinaliza confiança em seus fundamentos, mas a execução do programa não elimina os riscos associados ao ciclo imobiliário.</p>
<p>A recompra poderá oferecer suporte à liquidez dos papéis, embora não exista garantia de valorização. A qualidade da alocação será medida pela comparação entre o retorno potencial da compra das próprias ações e alternativas como novos projetos, redução de dívida ou distribuição de dividendos.</p>
<h2>Simpar vende operação portuária por R$ 1,8 bilhão</h2>
<p>A Simpar (SIMH3) e sua controlada CS Brasil Holding assinaram contrato com a ICTSI Americas para vender 100% da HSIM Participações por R$ 1,8 bilhão. A empresa negociada controla a CS Porto Aratu, ativo logístico utilizado no escoamento de granéis sólidos.</p>
<p>Segundo os dados divulgados, o valor corresponde a R$ 750 milhões de equity value e a aproximadamente R$ 1 bilhão de dívida líquida registrada no primeiro trimestre de 2026. A operação combina desinvestimento, transferência de dívida e possível reforço da estrutura financeira do grupo.</p>
<p>Para a Simpar (SIMH3), a venda pode contribuir para simplificar o portfólio e direcionar capital a <a class="wpil_keyword_link" title="Negócios" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331707">negócios</a> considerados prioritários. O impacto definitivo dependerá das condições de fechamento, do destino dos recursos e do efeito sobre o endividamento consolidado.</p>
<p>O mercado deverá avaliar se a alienação melhora a relação entre dívida e geração de caixa e se o preço obtido é compatível com o potencial do ativo. Em conglomerados com diversas controladas, vendas desse porte também ajudam investidores a estimar o valor de cada unidade e a estratégia de rotação de capital.</p>
<p>A transação ainda representa uma mudança relevante para a infraestrutura portuária associada à operação. A ICTSI Americas deverá assumir um ativo inserido em uma cadeia logística estratégica para o transporte de cargas e o escoamento de granéis sólidos.</p>
<h2>Adler reduz posição na Oi abaixo de 5%</h2>
<p>Victor Adler voltou a reduzir sua posição na Oi (OIBR3) e passou a deter 4,96% das ações preferenciais da companhia, equivalentes a 78 mil papéis. A participação representa apenas 0,02% do capital social total da operadora, que atravessa uma prolongada crise financeira.</p>
<p>O comunicado informou que o investidor não pretende alterar o controle ou a estrutura administrativa da Oi (OIBR3). Adler já havia reduzido sua participação em junho, quando cortou pela metade a posição que mantinha na companhia.</p>
<p>A queda abaixo do patamar de 5% tem relevância para as obrigações de divulgação de participação acionária, mas não determina isoladamente as perspectivas da empresa. A situação da Oi (OIBR3) continua condicionada à recuperação judicial, à venda de ativos, à execução do plano de reestruturação e à capacidade de sustentar suas operações.</p>
<p>Para investidores, as vendas realizadas por um acionista relevante podem funcionar como sinal adicional de cautela, mas precisam ser avaliadas em conjunto com a situação financeira e operacional da companhia. O comunicado afirma que a negociação não tem como objetivo modificar o controle acionário.</p>
<h2>Iguatemi atualiza dividendos com pagamento em 29 de julho</h2>
<p>A Iguatemi (IGTI11) atualizou os valores por ação das parcelas remanescentes de dividendos após excluir do cálculo os papéis mantidos em tesouraria na data de corte de 15 de julho. O pagamento está previsto para 29 de julho.</p>
<p>Os acionistas com ações ordinárias receberão R$ 0,02410116025 por papel, enquanto os titulares de ações preferenciais terão direito a R$ 0,07230348076. Para as units da Iguatemi (IGTI11), o valor será de R$ 0,16870812177 por unit, tanto na terceira quanto na quarta parcela.</p>
<p>A atualização não representa a aprovação de um novo volume total de dividendos. O ajuste decorre da retirada das ações em tesouraria da base considerada para a distribuição, o que altera o valor destinado a cada papel elegível.</p>
<p>Para os investidores, a medida confirma o cronograma de remuneração e aumenta a precisão do pagamento. A distribuição de dividendos permanece como um dos componentes avaliados pelos acionistas da Iguatemi (IGTI11), ao lado do desempenho dos shopping centers, do nível de ocupação, das vendas dos lojistas e do custo da dívida.</p>
<h2>Mercado Livre busca autorização para operar farmácia no Chile</h2>
<p>O Mercado Livre (MELI34) discutiu com autoridades chilenas uma proposta para operar <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333535">como farmácia no país</a>. O plano exigiria mudanças na regulamentação local e representa uma nova etapa da expansão da companhia no varejo farmacêutico após uma iniciativa semelhante no Brasil.</p>
<p>A entrada direta nesse segmento pode ampliar o mercado endereçável do Mercado Livre (MELI34), integrar as vendas à plataforma digital e fortalecer o ecossistema de logística e pagamentos da companhia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, medicamentos estão sujeitos a regras específicas de armazenamento, venda, prescrição, rastreabilidade e responsabilidade sanitária. A implementação dependerá, portanto, da posição das autoridades chilenas e das alterações necessárias na legislação.</p>
<p>Para concorrentes, o movimento pode elevar a pressão sobre redes tradicionais e plataformas digitais. Para os acionistas, o projeto oferece possibilidade de crescimento e diversificação, mas adiciona riscos regulatórios, operacionais e reputacionais.</p>
<p>O conjunto dos anúncios desta quinta-feira mostra empresas em movimentos distintos. A Vale (VALE3) reorganiza a liderança do conselho em meio a uma controvérsia interna; a Petrobras (PETR4) recebe recursos vinculados à política de diesel; a Mitre Realty (MTRE3) aposta na recompra; e a Simpar (SIMH3) vende um ativo relevante.</p>
<p>O mercado avaliará não apenas o impacto imediato de cada operação, mas a capacidade das administrações de transformar decisões pontuais em melhora sustentável de governança, geração de caixa e retorno ao acionista.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Day trade hoje: Petrobras (PETR4) lidera compras e C&#038;A (CEAB3) tem alvo de queda</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/day-trade-hoje-petrobras-petr4-ca-ceab3-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:50:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[C&A Modas]]></category>
		<category><![CDATA[CEAB3]]></category>
		<category><![CDATA[day trade]]></category>
		<category><![CDATA[LAVV3]]></category>
		<category><![CDATA[Lavvi]]></category>
		<category><![CDATA[Lojas Renner]]></category>
		<category><![CDATA[LREN3]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[PetroReconcavo]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[RECV3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522556</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) aparece entre as principais indicações de compra da Ágora Investimentos para operações de day trade nesta quinta-feira, 23 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou C&#38;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3), em uma estratégia baseada em movimentos gráficos esperados para uma única sessão da Bolsa brasileira. A carteira [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras (PETR4) aparece entre as principais indicações de compra da Ágora Investimentos para operações de day trade nesta quinta-feira, 23 de julho. Na ponta vendedora, a corretora selecionou C&amp;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3), em uma estratégia baseada em movimentos gráficos esperados para uma única sessão da Bolsa brasileira.</p>
<p>A carteira de day trade reúne seis ações negociadas na B3. Além da Petrobras (PETR4), a lista de compras inclui Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3). Os potenciais brutos projetados variam entre 1,36% e 1,46%, desde que os ativos atinjam primeiro os preços de entrada e, posteriormente, os objetivos estabelecidos pelos analistas.</p>
<p>A maior projeção percentual está na venda de C&amp;A Modas (CEAB3). A operação prevê entrada a R$ 9,62 e recompra a R$ 9,48, o que representaria retorno bruto de 1,46%. O stop foi definido em R$ 9,70, nível no qual a posição deve ser encerrada caso o movimento ocorra na direção contrária à esperada.</p>
<p>Entre as compras, a Petrobras (PETR4) tem entrada indicada a R$ 42,68 e objetivo de R$ 43,29. A diferença corresponde a um potencial bruto de 1,43%. O stop sugerido pela Ágora está em R$ 42,36.</p>
<p>As recomendações são válidas exclusivamente para o pregão desta quinta-feira e não representam garantia de retorno. Como as operações são abertas e encerradas no mesmo dia, variações rápidas de preço, baixa liquidez momentânea, gaps de abertura e atrasos na execução podem alterar o resultado efetivo.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) tem alvo de R$ 43,29</h2>
<p>A ação da Petrobras (PETR4) encerrou a sessão anterior cotada a R$ 42,58. Para que a operação de compra seja acionada, entretanto, o papel precisa alcançar o ponto de entrada estabelecido em R$ 42,68.</p>
<p>Depois da entrada, o objetivo passa a ser R$ 43,29. Caso o papel recue para R$ 42,36, o stop deve ser executado para limitar a perda da estratégia.</p>
<p>A diferença entre o preço de entrada e o stop é de R$ 0,32 por ação. Já a distância até o objetivo é de R$ 0,61. A configuração busca uma relação entre ganho potencial e risco compatível com operações de curtíssimo prazo, embora o comportamento real do ativo possa ser afetado pela volatilidade intradiária.</p>
<p>O investidor precisa observar que a cotação de fechamento da sessão anterior não corresponde ao preço de entrada da recomendação. A operação somente passa a existir quando o ativo negocia no valor definido pela análise técnica.</p>
<p>Caso a Petrobras (PETR4) abra acima do objetivo de R$ 43,29, sem passar pelo preço de entrada, a orientação metodológica é cancelar a estratégia. O mesmo princípio vale para os demais ativos da carteira.</p>
<h2>Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) completam as compras</h2>
<p>A Prio (PRIO3) é a segunda companhia do setor de petróleo incluída na carteira de compra. A entrada foi estabelecida em R$ 59,91, com objetivo de R$ 60,76 e stop em R$ 59,47.</p>
<p>O potencial bruto indicado para a operação é de 1,42%. A distância entre a entrada e o alvo corresponde a R$ 0,85 por ação, enquanto o intervalo até o stop é de R$ 0,44.</p>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) completa a lista compradora. A recomendação considera entrada a R$ 10,83 e objetivo de R$ 10,98, com potencial bruto de 1,39%. O stop está em R$ 10,75.</p>
<p>Nesse caso, a variação esperada até o objetivo é de R$ 0,15 por ação. A margem até o stop é de R$ 0,08, o que exige atenção especial à execução, principalmente em períodos de maior oscilação das cotações.</p>
<p>A concentração das três compras em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331690">empresas</a> do setor de petróleo não significa que os papéis apresentarão necessariamente o mesmo comportamento. Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) possuem estruturas operacionais, níveis de produção, custos e exposições diferentes.</p>
<p>Para o day trade, entretanto, a recomendação tem como fundamento principal a leitura do comportamento dos preços e dos volumes negociados, e não uma avaliação de longo prazo sobre os fundamentos das companhias.</p>
<h3>Ações indicadas para compra</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Petrobras</td>
<td align="right">PETR4</td>
<td align="right">R$ 42,68</td>
<td align="right">R$ 43,29</td>
<td align="right">1,43%</td>
<td align="right">R$ 42,36</td>
</tr>
<tr>
<td>Prio</td>
<td align="right">PRIO3</td>
<td align="right">R$ 59,91</td>
<td align="right">R$ 60,76</td>
<td align="right">1,42%</td>
<td align="right">R$ 59,47</td>
</tr>
<tr>
<td>PetroReconcavo</td>
<td align="right">RECV3</td>
<td align="right">R$ 10,83</td>
<td align="right">R$ 10,98</td>
<td align="right">1,39%</td>
<td align="right">R$ 10,75</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>C&amp;A Modas (CEAB3) lidera estratégia de venda</h2>
<p>Na carteira vendedora, a maior projeção de retorno está em C&amp;A Modas (CEAB3). A entrada deve ocorrer a R$ 9,62, com objetivo em R$ 9,48 e stop em R$ 9,70.</p>
<p>Uma operação vendida procura obter resultado com a queda do preço do ativo. O investidor vende as ações e encerra a posição por meio de uma recompra. Quando a recompra ocorre abaixo do preço de venda, a diferença representa o ganho bruto da operação.</p>
<p>No caso de C&amp;A Modas (CEAB3), a estratégia prevê uma queda de R$ 0,14 entre a entrada e o objetivo, equivalente a 1,46%. Se o papel subir para R$ 9,70 após a entrada, o stop deve ser acionado.</p>
<p>A distância reduzida entre entrada, alvo e stop ilustra uma característica típica do day trade: movimentos aparentemente pequenos podem gerar ganhos ou perdas relevantes, sobretudo quando o operador utiliza grande quantidade de ações ou algum nível de alavancagem.</p>
<p>A alavancagem aumenta a exposição financeira sem exigir que todo o valor da posição esteja disponível na conta. O mecanismo, no entanto, amplia tanto os resultados positivos quanto as perdas e pode levar à liquidação automática da operação pela corretora quando as garantias se tornam insuficientes.</p>
<h2>Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3) também são indicadas para venda</h2>
<p>A Lavvi (LAVV3) aparece com entrada vendedora a R$ 10,31. O objetivo está em R$ 10,17, enquanto o stop foi fixado em R$ 10,38.</p>
<p>O potencial bruto calculado pela Ágora é de 1,36%, o menor entre as seis operações apresentadas para a sessão. A diferença entre a entrada e o objetivo é de R$ 0,14 por ação. Até o stop, o intervalo é de R$ 0,07.</p>
<p>A terceira indicação de venda é Lojas Renner (LREN3). A estratégia prevê entrada a R$ 13,51 e objetivo de R$ 13,32, com potencial bruto de 1,41%.</p>
<p>O stop de Lojas Renner (LREN3) foi estabelecido em R$ 13,61. Dessa forma, a operação busca uma queda de R$ 0,19 por ação, com limite de perda definido R$ 0,10 acima do preço de entrada.</p>
<p>Embora C&amp;A Modas (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) pertençam ao varejo de moda, a inclusão simultânea das duas companhias não deve ser interpretada como uma avaliação estrutural negativa do setor. As recomendações se limitam à expectativa gráfica para o pregão desta quinta-feira.</p>
<p>A Lavvi (LAVV3), por sua vez, atua no setor de incorporação imobiliária. Sua presença na mesma carteira decorre da configuração técnica identificada pelos analistas, e não de uma relação operacional com as varejistas.</p>
<h3>Ações indicadas para venda</h3>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th align="right">Ticker</th>
<th align="right">Entrada</th>
<th align="right">Objetivo</th>
<th align="right">Potencial bruto</th>
<th align="right">Stop</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>C&amp;A Modas</td>
<td align="right">CEAB3</td>
<td align="right">R$ 9,62</td>
<td align="right">R$ 9,48</td>
<td align="right">1,46%</td>
<td align="right">R$ 9,70</td>
</tr>
<tr>
<td>Lavvi</td>
<td align="right">LAVV3</td>
<td align="right">R$ 10,31</td>
<td align="right">R$ 10,17</td>
<td align="right">1,36%</td>
<td align="right">R$ 10,38</td>
</tr>
<tr>
<td>Lojas Renner</td>
<td align="right">LREN3</td>
<td align="right">R$ 13,51</td>
<td align="right">R$ 13,32</td>
<td align="right">1,41%</td>
<td align="right">R$ 13,61</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Entrada precisa ocorrer antes de objetivo e stop</h2>
<p>As estratégias apresentadas pela Ágora permanecem apenas em observação até que o preço de entrada seja atingido. Antes desse momento, não existe posição aberta nem resultado financeiro associado à recomendação.</p>
<p>A ordem dos movimentos é determinante. Se uma ação atingir o objetivo antes de passar pelo preço de entrada, a operação deve ser cancelada. O investidor não deve considerar que o retorno projetado foi obtido, uma vez que a posição nunca chegou a ser iniciada.</p>
<p>A mesma cautela se aplica aos gaps de abertura, que ocorrem quando uma ação começa o pregão em preço significativamente diferente do fechamento anterior. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331691">Notícias</a> corporativas, mudanças no cenário internacional e ordens acumuladas fora do horário regular podem provocar esses saltos.</p>
<p>Quando o ativo abre além do objetivo, a relação original entre risco e retorno deixa de existir. Entrar atrasado na operação significa aceitar parâmetros diferentes daqueles avaliados pelos analistas.</p>
<p>Os níveis de stop também passam a valer apenas depois da execução da entrada. A recomendação não considera como perda um movimento ocorrido antes de a posição ser acionada.</p>
<h2>Retornos divulgados não descontam custos operacionais</h2>
<p>Os percentuais apresentados correspondem a retornos brutos. O cálculo não desconta corretagem, emolumentos, taxas de liquidação, custos de aluguel de ações em operações vendidas ou eventuais despesas relacionadas à plataforma utilizada.</p>
<p>Mesmo corretoras que oferecem corretagem zero podem cobrar outros custos. Por essa razão, o resultado líquido tende a ser inferior ao percentual indicado na carteira.</p>
<p>A tributação também precisa ser considerada. No Brasil, os ganhos líquidos obtidos em operações de day trade estão sujeitos a regras tributárias específicas, diferentes das aplicadas às operações comuns realizadas em mais de um pregão.</p>
<p>O volume financeiro empregado influencia diretamente o resultado. Um potencial de 1,43% sobre uma posição pequena gera efeito limitado em reais. Em uma posição maior ou alavancada, a mesma oscilação produz impacto proporcionalmente mais elevado, tanto no lucro quanto no prejuízo.</p>
<p>Outra diferença pode ocorrer entre o preço indicado e o valor efetivamente executado. Em mercados rápidos, a ordem pode ser concluída em cotação menos favorável, fenômeno conhecido como slippage.</p>
<h2>Stop limita perdas, mas não elimina o risco</h2>
<p>O stop loss é o ponto previamente definido para encerramento de uma posição que se movimentou contra a estratégia. Sua função é impedir que uma perda inicialmente pequena se transforme em exposição financeira maior.</p>
<p>Na prática, porém, o stop não garante que a execução ocorrerá exatamente no preço indicado. Em momentos de baixa liquidez ou movimentos abruptos, a ordem pode ser executada em nível diferente.</p>
<p>O risco é particularmente relevante em operações de day trade porque as posições costumam ser maiores em relação ao capital disponível. Uma sequência de decisões fora do planejamento pode consumir rapidamente as garantias do investidor.</p>
<p>Modificar o stop depois da entrada para evitar o reconhecimento da perda também altera a lógica da estratégia original. A recomendação deixa de corresponder aos parâmetros avaliados pelos analistas e passa a ter risco diferente.</p>
<p>O mesmo ocorre quando o operador mantém a posição depois do encerramento do pregão. Uma estratégia de day trade transformada em operação de prazo mais longo fica exposta a notícias divulgadas durante a noite, variações no exterior e gaps na abertura seguinte.</p>
<h2>Carteira depende de disciplina em sessão volátil</h2>
<p>As indicações da Ágora para esta quinta-feira combinam compras em Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) com vendas em C&amp;A Modas (CEAB3), Lavvi (LAVV3) e Lojas Renner (LREN3).</p>
<p>O maior potencial bruto está na venda de C&amp;A Modas (CEAB3), com 1,46%. A Petrobras (PETR4) lidera a lista de compras em visibilidade e apresenta retorno projetado de 1,43%, desde que o papel alcance a entrada de R$ 42,68 antes do objetivo de R$ 43,29.</p>
<p>Os percentuais, entretanto, são projeções condicionadas ao comportamento dos preços. Não existe garantia de que os ativos alcançarão os objetivos ou de que as ordens serão executadas nos níveis indicados.</p>
<p>A carteira perde validade ao fim do pregão de 23 de julho. Investidores que decidirem acompanhar as operações precisam observar os pontos de entrada, respeitar os stops e calcular previamente o impacto de custos, tributação e eventual alavancagem.</p>
<p>Mais do que acertar a direção de cada ação, o resultado do day trade dependerá da execução. Em uma estratégia na qual poucos centavos separam entrada, objetivo e limite de perda, atrasos e mudanças improvisadas podem alterar completamente a relação entre risco e retorno.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petróleo supera US$ 98 e pressiona bolsas antes do BCE; Vale e Intel entram no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-supera-98-dolares-ibovespa-bce-vale-intel</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 12:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alphabet]]></category>
		<category><![CDATA[BCE]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas mundiais]]></category>
		<category><![CDATA[GOOGL]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[INTC]]></category>
		<category><![CDATA[Intel]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522537</guid>

					<description><![CDATA[<p>A disparada do petróleo para acima de US$ 98 por barril colocou inflação, juros e segurança energética no centro dos mercados nesta quinta-feira, 23 de julho. Antes da abertura da B3, os futuros de Wall Street e as principais bolsas europeias operavam sob pressão, refletindo o temor de novas interrupções nas rotas de exportação do [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disparada do petróleo para acima de US$ 98 por barril colocou inflação, juros e segurança energética no centro dos mercados nesta quinta-feira, 23 de julho. Antes da abertura da B3, os futuros de Wall Street e as principais bolsas europeias operavam sob pressão, refletindo o temor de novas interrupções nas rotas de exportação do Oriente Médio. No Brasil, o movimento cria uma sessão de forças opostas para o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331663">Ibovespa</a>: favorece a Petrobras (PETR4) e outros papéis ligados a commodities, mas eleva os riscos para o câmbio, a curva de juros e as empresas dependentes de combustíveis.</p>
<p>A mudança de humor ocorreu depois de uma nova rodada de ocorrências envolvendo a navegação comercial nas proximidades da Arábia Saudita, em uma região já submetida a alertas de segurança. O petróleo Brent, referência internacional, avançou para a faixa de US$ 98, enquanto o WTI, negociado nos Estados Unidos, alcançou a região de US$ 90.</p>
<p>O petróleo sobe pelo quinto pregão consecutivo. Mais do que o patamar nominal, a velocidade da alta passou a preocupar os investidores: em poucos dias, a commodity incorporou um prêmio geopolítico suficiente para alterar expectativas de inflação, decisões de bancos centrais e projeções de custos empresariais.</p>
<p>A sessão também será marcada pela decisão de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331666">política</a> monetária do Banco Central Europeu, pela divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e pelo balanço da Intel (INTC), previsto para depois do fechamento de Wall Street. No <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331662">mercado</a> doméstico, a Vale (VALE3) estará no foco após o conselho propor a destituição de Marcelo Gasparino da Silva por vazamento de informações confidenciais.</p>
<h2>Petróleo transfere tensão geopolítica para inflação e juros</h2>
<p>A cotação do petróleo passou a traduzir diretamente o aumento do risco nas principais rotas de transporte de energia do mundo. O mercado já monitorava o estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante das exportações do Golfo Pérsico. Agora, a atenção também se concentra no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb, ligação estratégica entre o Oceano Índico e o Canal de Suez.</p>
<p>Mesmo quando não há uma interrupção física significativa da oferta, ameaças a petroleiros produzem efeitos econômicos imediatos. Armadores alteram trajetos, seguradoras ampliam os prêmios cobrados e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331766">empresas</a> passam a manter estoques maiores para reduzir o risco de desabastecimento.</p>
<p>Esses custos são incorporados ao preço final do petróleo. A permanência do Brent próximo de US$ 100 tende a pressionar combustíveis, fretes marítimos e rodoviários, produtos petroquímicos, passagens aéreas e mercadorias que dependem de cadeias logísticas extensas.</p>
<p>Para os bancos centrais, o petróleo mais caro cria uma combinação especialmente difícil. O choque reduz a renda disponível das famílias e pode desacelerar o consumo, mas, ao mesmo tempo, eleva a inflação. A autoridade monetária passa a enfrentar menor crescimento sem ter liberdade para reduzir os juros.</p>
<p>O impacto também depende da duração da alta. Um movimento curto pode ser absorvido pelas empresas e pelos estoques. Uma permanência prolongada do petróleo perto de três dígitos tende a provocar reajustes de preços e revisões nos planos de investimento.</p>
<p>No Brasil, a transmissão passa pelo preço dos combustíveis, pela taxa de câmbio e pelas expectativas inflacionárias. Ainda que a política comercial da Petrobras (PETR4) não determine reajustes automáticos, uma diferença elevada e persistente entre os preços domésticos e internacionais aumenta a pressão sobre a companhia.</p>
<h2>BCE decide após elevar juros por causa da energia</h2>
<p>A reunião do Banco Central Europeu ganhou importância adicional com a nova alta do petróleo. Em junho, o BCE elevou suas três taxas de referência em 0,25 ponto percentual, justificando a decisão pelo aumento das pressões inflacionárias associado à guerra no Oriente Médio.</p>
<p>A taxa de depósitos passou a 2,25%, enquanto a taxa das operações principais de refinanciamento subiu para 2,40%. A linha de empréstimo marginal foi elevada a 2,65%.</p>
<p>Na mesma reunião, o BCE projetou inflação média de 3% em 2026, acima da meta de 2%. A instituição também reduziu sua estimativa de crescimento da zona do euro para 0,8%, refletindo o impacto das commodities sobre a renda, o consumo e a confiança empresarial.</p>
<p>O cenário mostra por que a decisão desta quinta-feira não se resume à manutenção ou alteração das taxas. O mercado buscará sinais sobre a disposição do BCE de prolongar o aperto monetário caso o petróleo continue avançando.</p>
<p>A entrevista da presidente da instituição, Christine Lagarde, será determinante para a reação do euro, dos títulos soberanos e das bolsas europeias. Uma mensagem mais rígida pode elevar os rendimentos dos papéis públicos e aumentar o custo de financiamento das empresas.</p>
<p>O setor industrial europeu é particularmente vulnerável ao encarecimento da energia. A região depende de importações e abriga companhias químicas, metalúrgicas, automobilísticas e de bens de capital intensivas no consumo energético.</p>
<p>O petróleo também pode reduzir o espaço para a recuperação do consumo. Com combustíveis e contas de energia mais caros, as famílias direcionam uma parcela maior da renda para despesas essenciais, limitando as vendas do varejo e dos serviços.</p>
<h2>Alphabet cresce, mas investimento em IA pressiona o caixa</h2>
<p>A cautela nos mercados norte-americanos foi ampliada pelo balanço da Alphabet (GOOGL), controladora do Google. A companhia apresentou forte crescimento de receita e lucro operacional no segundo trimestre, mas o volume de recursos destinado à infraestrutura de inteligência artificial voltou a provocar dúvidas sobre o prazo de retorno dos investimentos.</p>
<p>A receita consolidada alcançou US$ 119,8 bilhões, crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025. O Google Services, que reúne publicidade, assinaturas, plataformas e dispositivos, avançou 15%, para US$ 94,5 bilhões.</p>
<p>O destaque foi o Google Cloud. A receita da divisão cresceu 82%, para US$ 24,8 bilhões, impulsionada pela procura por infraestrutura computacional e soluções empresariais de inteligência artificial.</p>
<p>O lucro operacional da Alphabet aumentou 30%, para US$ 40,8 bilhões. A margem operacional passou de 32% para 34%, sinalizando que o avanço da receita continua produzindo ganho de escala nas atividades centrais.</p>
<p>A última linha do balanço foi favorecida por um ganho líquido de US$ 98 bilhões com participações acionárias, em grande parte ainda não realizado. O lucro disponível aos acionistas atingiu US$ 112,1 bilhões, quase quatro vezes o registrado no mesmo trimestre do ano anterior.</p>
<p>A atenção do mercado, porém, concentrou-se no investimento. A Alphabet destinou US$ 44,9 bilhões à compra de propriedades e equipamentos apenas entre abril e junho, praticamente o dobro do montante aplicado um ano antes.</p>
<p>Com o aumento do desembolso, o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 5,9 bilhões no trimestre, ante geração positiva de US$ 24,5 bilhões no segundo trimestre de 2025.</p>
<p>A companhia também reforçou sua estrutura de financiamento. No período, captou US$ 49,6 bilhões por meio da emissão de ações ordinárias e preferenciais conversíveis, além de US$ 20,3 bilhões em títulos de dívida sem garantia.</p>
<p>Os números mostram que a disputa pela liderança em inteligência artificial deixou de ser apenas tecnológica. Ela passou a exigir volumes de capital comparáveis aos empregados em grandes projetos de infraestrutura.</p>
<p>Para os investidores, a questão é se o crescimento do Google Cloud, da publicidade e das <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333965">aplicações de inteligência artificial será suficiente para</a> compensar a elevação da depreciação, do consumo de energia e dos gastos com equipamentos.</p>
<h2>Balanço da Intel testa capacidade de capturar ciclo da IA</h2>
<p>A Intel (INTC) divulgará seus resultados depois do fechamento do mercado norte-americano. O balanço será acompanhado como um teste da capacidade da fabricante de semicondutores de transformar a expansão da inteligência artificial em crescimento sustentável.</p>
<p>Em abril, a companhia projetou receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões para o segundo trimestre. A estimativa indicava lucro ajustado de US$ 0,20 por ação e margem bruta ajustada de 39%.</p>
<p>A Intel chega ao balanço depois de registrar receita de US$ 13,6 bilhões no primeiro trimestre, aumento anual de 7%. A divisão de data centers e inteligência artificial cresceu 22%, para US$ 5,1 bilhões.</p>
<p>A Intel Foundry, responsável pela fabricação e pelo encapsulamento de chips, teve receita de US$ 5,4 bilhões, avanço de 16%. Parte relevante desse faturamento, entretanto, ainda corresponde a transações internas com outras áreas da própria companhia.</p>
<p>O desafio da Intel é ampliar a utilização de suas fábricas, melhorar margens e atrair clientes externos em um mercado dominado por concorrentes asiáticos. A empresa também precisa demonstrar que seus processadores continuam competitivos em servidores nos quais aceleradores de inteligência artificial recebem a maior parcela dos investimentos.</p>
<p>Um resultado acima das projeções pode melhorar o humor com o setor de semicondutores. Números mais fracos, ao contrário, reforçariam a percepção de que os gastos com inteligência artificial beneficiam de forma desigual as empresas da cadeia tecnológica.</p>
<h2>Vale enfrenta risco de governança após investigação</h2>
<p>No Ibovespa, a Vale (VALE3) deve concentrar atenção depois de o Conselho de Administração deliberar pela aplicação de uma sanção de destituição a Marcelo Gasparino da Silva.</p>
<p>Segundo a companhia, uma investigação realizada por escritório externo independente concluiu que houve vazamento de informações confidenciais relacionadas a uma reunião do conselho realizada em 19 de junho.</p>
<p>A retirada definitiva de Gasparino depende de deliberação dos acionistas em assembleia geral. Até a votação, o conselheiro foi afastado de funções exercidas em comitês internos.</p>
<p>A decisão ocorreu em meio a uma disputa pelo comando do Conselho de Administração. Gasparino havia concorrido à presidência do colegiado, mas foi derrotado por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie.</p>
<p>Para o mercado, o caso não altera imediatamente a capacidade de produção, a receita ou o caixa da Vale. O efeito mais relevante está na governança e na confiança dos acionistas nos mecanismos de proteção de informações estratégicas.</p>
<p>Reuniões de conselhos de administração tratam de investimentos, aquisições, venda de ativos, remuneração de executivos e projeções financeiras. O vazamento de conteúdo confidencial pode afetar negociações e criar assimetria de informação entre os participantes do mercado.</p>
<p>A Vale afirmou ter seguido suas políticas internas e as recomendações das áreas de auditoria e conformidade. Gasparino tem direito de apresentar sua defesa e sua versão dos fatos antes da decisão dos acionistas.</p>
<p>A reação das ações também será influenciada pelo minério de ferro, que avançou na Bolsa de Dalian. O desempenho da commodity pode reduzir parte da pressão associada à crise interna, mas não elimina o aumento do risco reputacional.</p>
<h2>Ibovespa pode encontrar suporte em Petrobras e Vale</h2>
<p>O Ibovespa parte de 177.547 pontos depois de uma forte valorização no pregão anterior. O movimento foi conduzido por empresas de grande capitalização e por ações sensíveis ao ciclo de investimentos.</p>
<p>A WEG (WEGE3) liderou os ganhos, acompanhada por CSN (CSNA3), Braskem (BRKM5) e B3 (B3SA3). O <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331664">dólar</a> comercial encerrou a sessão próximo de R$ 5,05.</p>
<p>Nesta quinta-feira, o petróleo tende a favorecer a Petrobras (PETR4), que possui peso relevante no índice. A alta da commodity também pode sustentar empresas de serviços, equipamentos e transporte ligadas à indústria de óleo e gás.</p>
<p>Esse suporte, entretanto, terá de competir com a piora do ambiente externo. Bolsas em queda, juros globais mais elevados e valorização do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337142">dólar</a> costumam reduzir a disposição dos investidores para assumir risco em mercados emergentes.</p>
<p>A Petrobras enfrenta ainda uma leitura mais complexa. O petróleo aumenta o potencial de receita com exportações, mas uma eventual ampliação da diferença entre os preços internacionais e domésticos pode gerar pressão política sobre a administração da empresa.</p>
<p>Para companhias aéreas, transportadoras e empresas de consumo, a alta do petróleo representa custo. O querosene de aviação, o diesel e a gasolina afetam diretamente despesas operacionais e a renda disponível das famílias.</p>
<p>Os juros futuros brasileiros também podem reagir. Caso a alta do petróleo seja interpretada como persistente, o mercado tende a incorporar maior risco de inflação, reduzindo as apostas em cortes da Selic ou ampliando os prêmios exigidos nos contratos de longo prazo.</p>
<h2>Petróleo mantém mercado brasileiro preso entre commodities e inflação</h2>
<p>A direção do Ibovespa dependerá da capacidade das ações de commodities de compensar a aversão ao risco no exterior. Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) podem oferecer sustentação ao índice, mas bancos, varejistas e empresas endividadas permanecem expostos à alta dos juros.</p>
<p>A decisão do BCE fornecerá o primeiro sinal importante do dia. Em seguida, os pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos ajudarão a calibrar as expectativas sobre a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank" rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331665">economia</a> norte-americana.</p>
<p>O balanço da Intel, depois do fechamento, prolongará o debate iniciado pela Alphabet: o mercado reconhece o crescimento da demanda por inteligência artificial, mas passou a cobrar maior visibilidade sobre geração de caixa e retorno sobre o capital.</p>
<p>No Brasil, a crise no conselho da Vale acrescenta um fator corporativo a uma sessão já carregada de riscos externos. A assembleia que analisará a destituição de Gasparino será acompanhada por investidores institucionais, acionistas minoritários e agentes de governança.</p>
<p>O petróleo, contudo, continuará como a principal referência. Uma estabilização abaixo de US$ 100 pode reduzir a pressão sobre bolsas e juros. Novas ocorrências nas rotas marítimas ou sinais de interrupção do fornecimento podem levar a commodity a outro patamar.</p>
<p>Para o Ibovespa, essa diferença é decisiva. O petróleo mais caro pode elevar o valor das exportações e o lucro das produtoras, mas também ameaça a inflação, o consumo e o custo do crédito. É nessa disputa entre commodities e juros que o mercado brasileiro abrirá o pregão.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa hoje, 22 de julho: Bolsa fecha em alta de 2,44% com WEG (WEGE3) e Vale (VALE3)</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-22-julho-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<category><![CDATA[WEG]]></category>
		<category><![CDATA[WEGE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522521</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em forte alta de 2,44%, aos 177.547,57 pontos, nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, na B3, em São Paulo. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 4.221,92 pontos em uma sessão marcada pela valorização da WEG (WEGE3), da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), além da recuperação das ações dos [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em forte alta de 2,44%, aos 177.547,57 pontos, nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, na B3, em São Paulo. O principal índice da Bolsa brasileira ganhou 4.221,92 pontos em uma sessão marcada pela valorização da WEG (WEGE3), da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4), além da recuperação das ações dos grandes bancos.</p>
<p>O resultado colocou o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331646">mercado</a> brasileiro na direção oposta à das bolsas de Nova York, que encerraram o dia majoritariamente em queda. No Brasil, o efeito positivo dos resultados corporativos, dos dados operacionais da Vale e da alta internacional do petróleo prevaleceu sobre as preocupações com as novas tarifas dos Estados Unidos e com o aumento das tensões no Oriente Médio.</p>
<p>O índice começou a sessão próximo da estabilidade, aos 173.325,65 pontos, e registrou a mínima de 173.328,05 pontos nos primeiros <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331642">negócios</a>. A partir da manhã, as compras ganharam intensidade, levando o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331644">Ibovespa</a> à máxima de 177.641,24 pontos antes do leilão de fechamento.</p>
<p>O volume financeiro negociado alcançou R$ 22,90 bilhões. A amplitude entre a mínima e a máxima superou 4,3 mil pontos, refletindo a rápida mudança de disposição dos investidores ao longo do pregão.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 177.547,57 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> alta de 2,44%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> 4.221,92 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> 173.325,65 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 177.641,24 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 173.328,05 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 173.325,65 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> R$ 22,90 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331645">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,0517</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,43%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de 3,21%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 10,19%</li>
</ul>
<h2>WEG (WEGE3) dispara após balanço superar projeções</h2>
<p>A WEG (WEGE3) liderou os ganhos entre as ações de maior relevância no Ibovespa, com alta de 10,05%. A reação ocorreu após a fabricante de equipamentos elétricos divulgar resultados do segundo trimestre que, embora tenham mostrado retração na comparação anual, ficaram acima das estimativas médias acompanhadas pelo mercado.</p>
<p>A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,558 bilhão entre abril e junho, queda de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, porém, o resultado avançou 7%.</p>
<p>A receita operacional líquida somou R$ 10,14 bilhões, recuo anual de 0,6%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, medido pelo Ebitda, atingiu R$ 2,21 bilhões, também com queda de 2,1% em 12 meses.</p>
<p>A margem Ebitda ficou em 21,8%, ante 22,1% no segundo trimestre do ano anterior. Mesmo com a redução, a rentabilidade operacional permaneceu em nível considerado elevado para o setor industrial, ajudando a reduzir as preocupações sobre os efeitos do câmbio e dos custos de matérias-primas.</p>
<p>A valorização do real afetou a conversão das receitas obtidas no exterior, enquanto a alta do cobre pressionou os custos. No mercado doméstico, a redução das entregas de projetos de geração solar também limitou o desempenho.</p>
<p>Em sentido contrário, a atividade internacional avançou em segmentos como transmissão de energia, óleo e gás, ventilação e refrigeração. A receita externa medida em dólares apresentou crescimento, reforçando a diversificação geográfica da companhia.</p>
<p>Como a WEG possui participação relevante no índice, a alta de dois dígitos teve impacto direto sobre a pontuação do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="336287">Ibovespa e funcionou como</a> um dos principais vetores do pregão.</p>
<h2>Vale (VALE3) sobe 3,96% após dados de produção</h2>
<p>A Vale (VALE3) fechou em alta de 3,96%, sustentada pela reação ao relatório de produção e vendas do segundo trimestre. A mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, crescimento de 1% sobre o mesmo período de 2025.</p>
<p>O volume foi o maior registrado pela Vale em um segundo trimestre desde 2018. O desempenho foi apoiado pela produção recorde no complexo S11D e pela contribuição dos projetos de Capanema e VGR1.</p>
<p>A produção de pelotas, no entanto, recuou 7%, para 7,3 milhões de toneladas, após a suspensão temporária das operações em Omã durante parte do trimestre. Nos metais básicos, o cobre apresentou o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2017, enquanto o níquel atingiu o maior volume para o período desde 2020.</p>
<p>A valorização das ações ocorreu mesmo com a queda dos contratos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado para setembro na Bolsa de Dalian recuou aproximadamente 1%, para o equivalente a US$ 109 por tonelada.</p>
<p>A divergência mostrou que os investidores concentraram a avaliação nos dados específicos da companhia. Uma produção maior pode ampliar o volume de vendas e melhorar a diluição de custos, embora o efeito final sobre os resultados dependa dos preços realizados, da qualidade do minério e das despesas logísticas.</p>
<p>A Vale divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre em 30 de julho. Os números de receita, Ebitda, fluxo de caixa e endividamento deverão mostrar como a maior produção se converteu em desempenho financeiro.</p>
<h2>Petrobras (PETR4) acompanha salto do petróleo</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) também contribuiu para o fechamento positivo. As ações preferenciais da estatal encerraram a sessão em alta de 2,21%, acompanhando a forte valorização do petróleo no mercado internacional.</p>
<p>O contrato do Brent para setembro avançou 3,36%, a US$ 94,07 por barril. O petróleo WTI para agosto subiu 2,95%, a US$ 86,83 por barril.</p>
<p>A alta refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e o risco de interrupções em rotas estratégicas para o transporte da commodity. Durante a sessão, o Brent chegou a ultrapassar a marca de US$ 95.</p>
<p>Preços mais elevados do petróleo tendem a favorecer as receitas da área de exploração e produção da Petrobras. O efeito sobre a companhia, contudo, também depende do câmbio, dos custos operacionais, da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331641">política</a> de preços dos combustíveis e das decisões relacionadas a investimentos e dividendos.</p>
<p>O peso combinado de Petrobras e Vale na carteira do Ibovespa ampliou a influência das duas companhias. A valorização simultânea dos setores de petróleo e mineração permitiu que o índice avançasse com intensidade mesmo diante do ambiente negativo em Wall Street.</p>
<h2>Bancos reforçam movimento positivo da Bolsa</h2>
<p>As ações dos grandes bancos acompanharam a alta do mercado e acrescentaram suporte ao índice. Bradesco (BBDC4) avançou 2,26%, Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 1,01%, Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,87% e Santander Brasil (SANB11) teve valorização de 0,73%.</p>
<p>O comportamento positivo contrastou com as perdas registradas pelo setor durante parte dos pregões anteriores. Como os bancos têm elevada participação na composição do Ibovespa, movimentos simultâneos dessas instituições costumam produzir impacto relevante sobre o índice.</p>
<p>A recuperação ocorreu apesar da alta dos contratos de juros futuros. As taxas avançaram ao longo da curva, com elevação de até 7,5 pontos-base em alguns vencimentos intermediários.</p>
<p>Juros futuros mais altos podem afetar as avaliações sobre custo de crédito, atividade econômica e inadimplência. Nesta quarta-feira, porém, o fluxo comprador e a valorização das ações de maior peso prevaleceram sobre esse fator.</p>
<h2>CSN (CSNA3) e Braskem (BRKM5) aparecem entre maiores altas</h2>
<p>Além da WEG, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) avançou 6,32% e figurou entre os principais ganhos da sessão. A alta ocorreu mesmo em um dia de queda do minério de ferro na China, indicando maior influência do fluxo doméstico e de ajustes específicos nos papéis.</p>
<p>A Braskem (BRKM5) subiu 6,30% e também apareceu na parte superior do índice. A companhia acompanhou o ambiente favorável às ações ligadas a commodities e à indústria, sem que um único fato corporativo fosse suficiente para explicar isoladamente todo o movimento.</p>
<p>A amplitude positiva do pregão foi reforçada por <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331647">empresas</a> de diferentes setores. A alta não ficou restrita às exportadoras de commodities, alcançando instituições financeiras, companhias industriais e empresas ligadas ao mercado doméstico.</p>
<h2>Quedas ficam concentradas em poucos papéis</h2>
<p>A ponta negativa do Ibovespa foi mais limitada. As ações das Casas Bahia (BHIA3) ficaram sob forte pressão e chegaram ao fim da tarde com queda próxima de 10%, destoando do desempenho predominante da carteira.</p>
<p>Yduqs (YDUQ3) e TIM (TIMS3) também passaram parte relevante da sessão no campo negativo. Os movimentos foram mais relacionados a ajustes específicos dos papéis do que a uma deterioração generalizada do mercado.</p>
<p>A concentração das perdas em um número reduzido de ações reforçou a leitura de que a alta do índice teve participação relativamente disseminada, ainda que WEG, Vale, Petrobras e bancos tenham exercido a maior influência sobre a pontuação final.</p>
<h2>Dólar cai pelo terceiro pregão consecutivo</h2>
<p>O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,0517. Foi a terceira sessão consecutiva de recuo da moeda norte-americana diante do real.</p>
<p>Ao longo do pregão, o dólar variou entre a mínima de R$ 5,0506 e a máxima de R$ 5,0842. A moeda chegou a subir no início da sessão, mas mudou de direção diante do ingresso de recursos e da melhora do desempenho dos ativos brasileiros.</p>
<p>O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos permaneceu como um fator favorável ao real. Taxas domésticas elevadas aumentam a atratividade de operações nas quais investidores captam recursos em moedas com juros menores <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333964">para aplicar em mercados</a> com maior remuneração.</p>
<p>A alta do petróleo também pode beneficiar o fluxo cambial brasileiro, ao elevar a perspectiva de receitas obtidas por empresas exportadoras. O movimento ocorreu, porém, em um ambiente de cautela com as tarifas norte-americanas e as tensões geopolíticas.</p>
<h2>Tarifa dos Estados Unidos mantém cautela sobre exportadores</h2>
<p>A alta da Bolsa ocorreu no primeiro dia de vigência da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros. A medida foi adotada pelas autoridades comerciais norte-americanas após uma investigação baseada na Seção 301 da legislação do país.</p>
<p>Entre os setores potencialmente afetados estão máquinas, madeira, etanol e calçados. O impacto varia conforme a exposição de cada empresa ao mercado norte-americano, a possibilidade de redirecionar exportações e a capacidade de repassar custos aos compradores.</p>
<p>O governo brasileiro anunciou medidas de apoio que incluem R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas atingidas. Também permanecem abertas as frentes diplomática e comercial para tentar reduzir o alcance das tarifas.</p>
<p>O tema não impediu a valorização da Bolsa nesta quarta-feira, mas deverá continuar influenciando empresas exportadoras e setores industriais nas próximas semanas.</p>
<h2>Wall Street fecha em queda com tecnologia e petróleo</h2>
<p>As bolsas dos Estados Unidos terminaram a sessão sem acompanhar o avanço brasileiro. O índice Dow Jones teve leve queda de 0,01%, aos 52.219,35 pontos.</p>
<p>O S&amp;P 500 recuou 0,14%, aos 7.498,99 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,57%, aos 25.690,90 pontos. As empresas de tecnologia concentraram parte das perdas.</p>
<p>Investidores aguardavam os resultados de Alphabet, Tesla e IBM, divulgados após o fechamento. Os balanços são acompanhados como indicadores da demanda por serviços digitais, dos investimentos em inteligência artificial e da capacidade das companhias de converter despesas elevadas em receita.</p>
<p>A alta do petróleo também pressionou o mercado norte-americano. Uma elevação persistente dos custos de energia pode dificultar a desaceleração da inflação e limitar o espaço do Federal Reserve para reduzir os juros.</p>
<p>O descolamento entre Brasil e Estados Unidos mostrou a predominância dos fatores corporativos locais no pregão. Enquanto Wall Street respondeu ao desempenho das empresas de tecnologia e aos riscos inflacionários, a B3 foi sustentada por balanços, commodities e fluxo para ações brasileiras.</p>
<h2>Decisão do BCE e balanços entram no radar do próximo pregão</h2>
<p>No pregão de quinta-feira, 23 de julho, os investidores deverão acompanhar a decisão de política monetária do Banco Central Europeu. O comunicado e a entrevista coletiva poderão alterar as expectativas para os juros na zona do euro e influenciar o comportamento das moedas e dos títulos globais.</p>
<p>O mercado também avaliará a repercussão dos balanços de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. As reações aos resultados de Alphabet, Tesla e IBM poderão determinar o rumo do Nasdaq e afetar o apetite internacional por risco.</p>
<p>No Brasil, o desempenho das ações continuará condicionado à temporada de resultados corporativos, às negociações sobre as tarifas norte-americanas e ao comportamento do petróleo. Novas informações sobre o Oriente Médio poderão provocar alterações relevantes nos preços da commodity e nas ações da Petrobras.</p>
<p>Após uma alta de 2,44%, o mercado também poderá registrar ajustes de posições. A direção do próximo pregão dependerá da combinação entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331643">notícias</a> corporativas, fluxo estrangeiro, juros, câmbio e ambiente externo, sem indicação antecipada de continuidade automática do movimento desta quarta-feira.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa pode subir 10% após o primeiro turno, diz JPMorgan; risco fiscal ameaça rali</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-pode-subir-10-apos-primeiro-turno-jpmorgan</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 13:15:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[investidor estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[JPMorgan]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[risco fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522379</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa pode avançar cerca de 10% durante o mês das eleições presidenciais de 2026 caso o mercado brasileiro repita o comportamento registrado em disputas anteriores. A projeção vem do JPMorgan, que identifica na definição do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, um possível ponto de inflexão para as ações após meses de desempenho [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O Ibovespa pode avançar cerca de 10% durante o mês das eleições presidenciais de 2026 caso o mercado brasileiro repita o comportamento registrado em disputas anteriores. A projeção vem do JPMorgan, que identifica na definição do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, um possível ponto de inflexão para as ações após meses de desempenho inferior ao de outros países emergentes. A equipe de estratégia do banco calcula que o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331577">Ibovespa</a> acumula uma defasagem de 24% frente aos mercados emergentes desde abril, movimento que se alinha a um padrão recorrente de enfraquecimento nos seis meses que antecedem o pleito e recuperação quando o número de cenários políticos começa a se reduzir.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A análise não configura uma previsão automática de valorização. O próprio JPMorgan condiciona uma eventual recuperação do Ibovespa à evolução das contas públicas, à trajetória da Selic, ao comportamento do investidor estrangeiro e às propostas econômicas que os candidatos apresentarem ao longo da campanha.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O índice encerrou o pregão de 21 de julho aos 173.325,65 pontos. Nesse patamar, o Ibovespa ficava cerca de 12,75% abaixo do recorde nominal de fechamento de 198.657,33 pontos, alcançado em 14 de abril. A distância de mais de 25 mil pontos evidencia a dimensão da correção enfrentada pela Bolsa desde o pico do ano.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Redução do prêmio de incerteza impulsiona o mercado</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A tese do JPMorgan parte da forma como o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331574">mercado</a> costuma precificar eleições presidenciais. Nos meses anteriores ao primeiro turno, investidores precisam avaliar uma combinação ampla de candidaturas, alianças partidárias, propostas fiscais e possibilidades de composição do Congresso. A quantidade de cenários eleva a volatilidade e aumenta o retorno exigido para manter recursos em ativos brasileiros.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">Após a primeira votação, a disputa tende a ficar restrita a dois nomes. A redução das alternativas permite comparar programas econômicos com maior precisão e estimar o impacto potencial sobre <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337133">o Ibovespa</a> caso cada grupo político assuma o poder. É nesse momento que parte do prêmio de risco pode ser retirada dos preços das ações.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro. Segundo o JPMorgan, uma valorização próxima de 10% ao longo do mês eleitoral seria compatível com os movimentos registrados em pleitos anteriores. A recuperação do Ibovespa, nesse cenário, poderia começar depois da primeira votação, independentemente de qual candidatura apareça na liderança. O fator determinante seria a diminuição da incerteza, e não necessariamente a preferência do mercado por um nome específico.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Corrida presidencial segue competitiva, aponta banco</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O banco considera que a disputa presidencial continuará competitiva até a fase final da campanha. A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto em um cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro apareceu com 28%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 2%.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">Em uma simulação de segundo turno, Lula registrou 45%, ante 37% de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de oito pontos percentuais. O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores em 120 municípios entre 10 e 13 de julho, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A vantagem registrada pela Quaest é superior à média de aproximadamente 3,5 pontos mencionada na compilação de pesquisas utilizada pelo JPMorgan. O banco acompanha os levantamentos para ajustar suas projeções para o Ibovespa, e a diferença pode decorrer das datas de coleta, da seleção dos institutos e das metodologias consideradas. Apesar do avanço de Lula na pesquisa mais recente, a campanha ainda não entrou em sua fase oficial mais intensa. Convenções partidárias, alianças regionais, propaganda eleitoral e debates podem alterar as intenções de voto até outubro. O JPMorgan também considera improvável, no estágio atual, o surgimento de uma terceira candidatura com força suficiente para romper a polarização.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Índice devolveu parte da alta do início do ano</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O mercado acionário brasileiro atravessou duas fases distintas em 2026. No início do ano, o Ibovespa avançou com a entrada de recursos estrangeiros, a melhora dos resultados empresariais e as expectativas de início de um ciclo de redução dos juros. O movimento levou o índice a sucessivos recordes e culminou nos 198.657,33 pontos registrados em abril.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A partir daí, a deterioração das expectativas fiscais, o aumento das tensões geopolíticas e a aproximação das eleições reduziram o apetite por risco. Mesmo após a correção, o Ibovespa encerrou o primeiro semestre com alta de 6,76%, aos 172.024 pontos. A valorização acumulada, contudo, ficou concentrada no início do ano e não impediu a defasagem em relação a outros mercados emergentes.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">Esse comportamento ajuda a explicar a leitura do JPMorgan. Para o banco, as ações brasileiras passaram a negociar com desconto maior, criando espaço para reação caso os riscos políticos e fiscais diminuam. O desconto, por si só, não garante valorização do Ibovespa. <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331579">Empresas</a> consideradas baratas podem permanecer pressionadas durante longos períodos quando o ambiente econômico se deteriora ou o custo do capital aumenta.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Risco fiscal é a principal ameaça ao rali</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331576">política</a> fiscal ocupa posição central na análise do banco. O JPMorgan alerta que medidas de estímulo adotadas antes da eleição podem gerar gastos permanentes ou reduzir receitas estruturais a partir de 2027. Iniciativas apresentadas como temporárias podem se transformar em compromissos de longo prazo sem financiamento suficiente.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">Esse risco afeta diretamente os preços dos ativos. Quando cresce a percepção de que a dívida pública seguirá uma trajetória insustentável, investidores exigem juros maiores para financiar o governo. A curva de juros sobe, o real pode perder valor e o custo de capital das empresas aumenta. O Ibovespa também sofre porque os fluxos futuros de caixa das companhias passam a valer menos quando são descontados por taxas mais elevadas.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O Relatório Focus de 17 de julho mostra que as instituições consultadas pelo Banco Central projetavam déficit primário equivalente a 0,50% do Produto Interno Bruto em 2026. A estimativa para a dívida líquida do setor público estava em 69,82% do PIB. Para 2027, a mediana apontava déficit primário de 0,40% do PIB e dívida líquida de 73,40%. Esses números ajudam a explicar por que a redução da incerteza eleitoral poderá não ser suficiente para sustentar uma alta prolongada do Ibovespa. O mercado também precisará avaliar como o próximo governo pretende controlar despesas, elevar receitas e estabilizar a dívida.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>JPMorgan projeta Selic a 13,75% e PIB de 2% em 2026</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A trajetória dos juros é outro elemento relevante para uma eventual recuperação das ações. O JPMorgan prevê dois cortes adicionais de 0,25 ponto percentual até setembro, o que levaria a Selic dos atuais 14,25% para 13,75% ao ano. A estimativa é um pouco mais favorável que a mediana do mercado. No Focus de 17 de julho, as instituições financeiras projetavam Selic de 14% no encerramento de 2026.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A diferença é pequena em termos absolutos, mas relevante para empresas sensíveis ao crédito. Varejistas, construtoras, incorporadoras e companhias endividadas tendem a responder mais intensamente às mudanças nas taxas. A inflação, entretanto, limita o espaço do Banco Central. O Focus apontava IPCA de 5,15% em 2026, acima do limite superior da meta. Para 2027, a projeção estava em 4,20%. Na reunião de junho, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14,25%, mas reforçou que o ambiente exige cautela. O Copom citou inflação acima da meta, incertezas fiscais e os efeitos das tensões no Oriente Médio sobre commodities e preços. Caso o conflito internacional pressione novamente o petróleo e a inflação, o Banco Central poderá desacelerar ou interromper os cortes esperados pelo JPMorgan, o que afetaria diretamente a trajetória do Ibovespa.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331578">economia</a> brasileira apresentou um desempenho mais forte que o previsto no primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto cresceu 1,1% em relação aos últimos três meses de 2025, segundo o IBGE. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a expansão foi de 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a economia cresceu 2%. A agropecuária avançou 2%, a indústria cresceu 1% e os serviços tiveram alta de 0,5%. A formação bruta de capital fixo, medida que acompanha os investimentos, aumentou 3,5% na comparação trimestral.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">Diante desse desempenho, o JPMorgan elevou sua projeção de crescimento do PIB em 2026 de 1,8% para 2%. A nova estimativa está praticamente alinhada ao mercado. O Focus apontava expansão de 1,99% para o ano. O banco espera, porém, que a economia perca velocidade no segundo semestre. Parte do estímulo fiscal e parafiscal deverá se dissipar, enquanto os juros elevados continuarão restringindo o crédito, o consumo e os investimentos. Para o Ibovespa, esse cenário produz efeitos diferentes. Uma atividade mais forte favorece os lucros, mas também pode manter a inflação pressionada e reduzir o espaço para cortes da Selic.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Lucros sustentam preços e estrangeiros voltam a comprar ações</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O JPMorgan avalia que a valorização do Ibovespa em 2026 foi sustentada principalmente pelo crescimento dos lucros corporativos, e não por uma expansão generalizada dos múltiplos de valuation. Isso significa que os preços das ações não subiram apenas porque investidores aceitaram pagar mais pelas empresas em relação ao seu lucro por ação. Parte expressiva do movimento foi respaldada pela melhora efetiva dos resultados trimestrais.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A distinção é relevante em um período eleitoral. Quando os lucros crescem, as companhias conseguem preservar parte de seu valor mesmo diante do aumento da volatilidade política. A reação dependerá, contudo, do setor e do grau de exposição à economia brasileira. Empresas exportadoras e produtoras de commodities são influenciadas pelo <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331575">dólar</a>, pela China e pelos preços internacionais. Bancos respondem à inadimplência, à atividade econômica e à curva de juros. Companhias de consumo, construção e varejo dependem mais diretamente do crédito e da renda das famílias. A temporada de resultados do segundo trimestre deverá indicar se os fundamentos permaneceram fortes durante a correção do Ibovespa.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O retorno do capital estrangeiro aparece como outro possível vetor para o índice. O JPMorgan destacou a entrada de R$ 1,5 bilhão em um único pregão e um saldo positivo de R$ 2,4 bilhões no mês até a data do relatório. Os valores ainda são modestos diante do tamanho do mercado, mas indicam uma retomada gradual do interesse internacional depois da saída de recursos observada em parte do segundo trimestre.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A presença dos estrangeiros é decisiva para a liquidez da Bolsa brasileira. Em 2025, investidores não residentes movimentaram mais de R$ 2,8 trilhões em ações na B3 e responderam por 62% das negociações desse mercado. Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e B3 (B3SA3) estiveram entre os papéis mais negociados por esse grupo. Uma nova entrada de recursos pode favorecer principalmente as empresas de maior peso no Ibovespa. A continuidade do fluxo dependerá do cenário político interno, dos juros dos Estados Unidos, do dólar e do desempenho de outros países emergentes.</p>
<h2 class="svelte-4sys19" dir="auto"><strong>Defasagem de 24% abre espaço para reação do Ibovespa</strong></h2>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">A estimativa de valorização de 10% precisa ser interpretada como um cenário histórico, não como uma garantia. Eleições anteriores ocorreram sob condições econômicas diferentes. Em 2026, o Brasil combina juros elevados, inflação acima da meta, pressões fiscais e um ambiente internacional marcado por conflitos e disputas comerciais.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O calendário eleitoral poderá reduzir uma parte da incerteza, mas também poderá criar novos riscos. Uma campanha marcada por propostas de aumento permanente de despesas ou intervenções em empresas estatais tende a pressionar o Ibovespa. Compromissos claros com estabilidade fiscal, previsibilidade regulatória e controle da dívida podem produzir o efeito oposto.</p>
<p class="svelte-4sys19" dir="auto">O primeiro turno será apenas uma etapa desse processo. Depois dele, o mercado ainda precisará avaliar o resultado final, a composição do Congresso e a capacidade do novo governo de transformar propostas em medidas concretas. A defasagem acumulada desde abril abre espaço matemático para uma reação do Ibovespa. O tamanho e a duração desse movimento dependerão menos do padrão estatístico das eleições anteriores e mais da política econômica que emergir das urnas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa, 21 de julho: Bolsa fecha em leve queda com Vale (VALE3) no radar</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-21-julho-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 21:40:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522358</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira alternou altas e baixas durante o pregão, pressionado pela cautela diante do conflito no Oriente Médio e pela espera do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3), enquanto [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira alternou altas e baixas durante o pregão, pressionado pela cautela diante do conflito no Oriente Médio e pela espera do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3), enquanto a valorização do petróleo deu sustentação às ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e evitou uma perda mais acentuada.</p>
<p>O índice terminou a sessão 45,70 pontos abaixo do fechamento de segunda-feira, quando havia encerrado aos 173.371,35 pontos. Foi a quinta queda consecutiva do <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331557">Ibovespa</a>, embora a variação desta terça tenha ficado próxima da estabilidade.</p>
<p>Ao longo do pregão, o índice alcançou a máxima de 173.719,50 pontos e recuou até 172.218,88 pontos, uma amplitude de 1.500,62 pontos. O giro financeiro chegou a aproximadamente R$ 18,1 bilhões, ainda abaixo da média diária registrada no <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331559">mercado</a> brasileiro ao longo do ano.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 173.325,65 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 0,03%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> menos 45,70 pontos</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 173.719,50 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 172.218,88 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 173.371,35 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 18,1 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331556">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,0737</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,31%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa hoje oscilou sem direção firme</h2>
<p>O pregão começou sem uma tendência consolidada. O Ibovespa chegou a superar o nível do fechamento anterior, mas perdeu força ainda durante a manhã, quando se aproximou dos 172,2 mil pontos.</p>
<p>A recuperação parcial ocorreu ao longo da tarde, apoiada principalmente pelo comportamento das ações ligadas ao petróleo. O índice, porém, não acompanhou integralmente o avanço das bolsas <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333417">no</a>rte-americanas e voltou a apresentar variação negativa no leilão de fechamento.</p>
<p>A movimentação reduzida também contribuiu para mudanças de direção ao longo do dia. O volume financeiro ficou abaixo dos níveis médios observados em sessões de maior presença dos investidores institucionais.</p>
<p>O fechamento praticamente estável refletiu a combinação de vetores opostos. A alta do petróleo favoreceu <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331558">empresas</a> do setor de energia, enquanto a queda do minério de ferro e a espera pelos números operacionais da Vale limitaram o desempenho dos papéis ligados à mineração.</p>
<h2>Oriente Médio mantém petróleo e mercados sob tensão</h2>
<p>O noticiário internacional permaneceu concentrado no conflito no Oriente Médio. Investidores acompanharam informações contraditórias sobre as negociações para um cessar-fogo temporário e a continuidade das ações militares envolvendo Estados Unidos e Irã.</p>
<p>Os relatos de novos ataques e as ameaças à circulação de navios e ao transporte de petróleo pela região ampliaram as preocupações com a oferta global de energia.</p>
<p>O petróleo Brent terminou o dia acima de US$ 91 por barril, no maior patamar em cerca de cinco semanas. O contrato avançou aproximadamente 2%, enquanto o WTI, referência norte-americana, também registrou valorização superior a 2%.</p>
<p>A alta da commodity reforçou os ganhos das empresas petrolíferas, mas trouxe uma leitura menos favorável para a inflação mundial. Uma escalada prolongada dos preços da energia pode dificultar a redução dos juros nas principais economias e pressionar os custos de empresas consumidoras de combustíveis.</p>
<p>No Brasil, o efeito foi misto. O petróleo valorizado beneficiou a Petrobras, que possui peso relevante na composição do Ibovespa, mas o aumento da tensão geopolítica manteve parte dos investidores cautelosa.</p>
<h2>Petrobras limita queda do índice</h2>
<p>As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) ganharam suporte com a valorização do petróleo nos mercados internacionais.</p>
<p>Os papéis ordinários e preferenciais avançaram durante a sessão, ajudando a compensar a pressão exercida por outros componentes do índice. A companhia acompanhou o movimento das grandes produtoras globais diante do aumento das cotações do Brent e do WTI.</p>
<p>Embora o petróleo tenha sido um vetor favorável, o comportamento das ações da estatal não deve ser atribuído automaticamente apenas à commodity. A cotação também incorpora fatores como câmbio, <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="331560">política</a> de investimentos, produção, endividamento e expectativas sobre a distribuição de dividendos.</p>
<p>Nesta sessão, porém, a alta internacional do petróleo foi o elemento setorial mais relevante para os papéis da empresa.</p>
<h2>Vale aguarda relatório de produção do segundo trimestre</h2>
<p>A Vale (VALE3) atravessou o pregão próxima da estabilidade, em uma sessão marcada pela expectativa em torno de seu relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2026.</p>
<p>A mineradora havia programado a divulgação <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333955">para depois do fechamento do mercado</a> desta terça-feira. Os números financeiros completos do segundo trimestre estão previstos para 30 de julho, seguidos por teleconferência com investidores em 31 de julho.</p>
<p>O relatório operacional é acompanhado pelo mercado porque antecipa informações sobre produção de minério de ferro, embarques, vendas, qualidade do produto e desempenho das demais operações minerais.</p>
<p>A expectativa pelos dados ocorreu em um dia negativo para o minério de ferro. O contrato mais negociado para setembro na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 1,12%, para 749 iuanes, equivalentes a US$ 110,74 por tonelada.</p>
<p>Na Bolsa de Cingapura, a referência para agosto recuou 1,02%, para US$ 98,60 por tonelada. A pressão refletiu a recuperação das chegadas de cargas aos portos chineses após atrasos relacionados a condições climáticas, além de preocupações com o crescimento dos estoques.</p>
<h2>Bancos apresentam movimentos moderados</h2>
<p>Os grandes bancos encerraram o pregão sem uma direção uniforme e exerceram influência limitada sobre o resultado final do Ibovespa.</p>
<p>Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) oscilaram próximos da estabilidade durante diferentes momentos da sessão.</p>
<p>O desempenho do setor ocorre em um período de atenção à curva de juros, à atividade econômica, à inadimplência e à próxima temporada de resultados corporativos.</p>
<p>A evolução da campanha eleitoral e das expectativas fiscais também permanece relevante para os bancos. Alterações na percepção sobre as contas públicas podem afetar os juros futuros, o custo de captação e a avaliação das ações financeiras.</p>
<h2>MBRF avança após cancelamento de ações</h2>
<p>A MBRF (MBRF3) figurou entre os destaques positivos da sessão depois de anunciar o cancelamento de 21.476.565 ações ordinárias mantidas em tesouraria.</p>
<p>A operação foi aprovada pelo conselho de administração sem redução do valor do capital social. Após o cancelamento, o capital da companhia passou a ser dividido em 1.380.439.543 ações ordinárias.</p>
<p>Como os papéis estavam em tesouraria, o cancelamento não modifica a quantidade de ações mantida individualmente pelos investidores. A operação reduz, entretanto, o número total de ações emitidas pela empresa.</p>
<p>O movimento corporativo ajudou a colocar MBRF3 entre as maiores altas do índice durante o pregão.</p>
<h2>Hypera e Rede D’Or ficam entre as perdas</h2>
<p>Na ponta negativa, Hypera (HYPE3) e Rede D’Or (RDOR3) estiveram entre os papéis de pior desempenho do Ibovespa.</p>
<p>As duas companhias foram pressionadas por avaliações relacionadas aos resultados do segundo trimestre. Relatórios de instituições financeiras apontaram expectativa de desempenho mais fraco ou misto em determinados indicadores operacionais.</p>
<p>No caso da Hypera, as projeções consideraram a possibilidade de retração do resultado operacional medido pelo Ebitda. A Rede D’Or também enfrentou maior cautela antes da publicação de seus números trimestrais.</p>
<p>As variações finais e as cotações de todas as ações citadas não haviam sido consolidadas nas fontes consultadas até o encerramento da apuração.</p>
<h2>Dólar recua para R$ 5,07</h2>
<p>O dólar à vista fechou em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,0737 na venda.</p>
<p>A moeda brasileira acompanhou o desempenho de outras divisas emergentes em uma sessão marcada por menor força do <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337130">dólar nos mercados</a> considerados de maior risco.</p>
<p>No acumulado de 2026, a moeda norte-americana passou a registrar desvalorização de 7,57% diante do real.</p>
<p>O contrato de dólar futuro para agosto, o mais negociado na B3, recuava 0,38%, aos R$ 5,0865, pouco depois do encerramento do mercado à vista.</p>
<p>A diferença entre a queda do dólar e o aumento das tensões geopolíticas mostrou que os investidores também consideraram fatores como o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e o fluxo de capitais para países emergentes.</p>
<p>Os principais contratos de juros futuros apresentaram movimentos contidos, sem uma direção uniforme suficientemente documentada até a conclusão da apuração.</p>
<h2>Wall Street avança com recuperação das empresas de tecnologia</h2>
<p>As bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas pela recuperação das ações de tecnologia e de fabricantes de semicondutores.</p>
<p>O índice Dow Jones avançou 0,76%, enquanto o S&amp;P 500 subiu 0,85%. O Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, ganhou 1,34%.</p>
<p>A valorização interrompeu uma sequência de três quedas do S&amp;P 500 e do Nasdaq. Empresas ligadas à inteligência artificial e à fabricação de chips lideraram o movimento positivo.</p>
<p>O setor de semicondutores avançou mais de 5%, embora continuasse acumulando perdas relevantes em relação às máximas registradas no fim de junho.</p>
<p>Os investidores também acompanharam a temporada de balanços nos Estados Unidos e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. O retorno dos Treasuries de dez anos chegou a 4,64%, refletindo parte das preocupações com o efeito inflacionário do petróleo mais caro.</p>
<p>Na Europa, o índice Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,56%, acompanhando o desempenho favorável dos mercados acionários globais.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>No mercado doméstico, a principal referência corporativa será a leitura do relatório de produção e vendas da Vale, divulgado depois do encerramento desta terça-feira.</p>
<p>Os investidores deverão avaliar os volumes produzidos e comercializados, o desempenho das operações de minério de ferro e as indicações para o restante de 2026.</p>
<p>O conflito no Oriente Médio continuará no radar, especialmente por seus efeitos sobre o petróleo, a inflação internacional e os juros dos Estados Unidos.</p>
<p>O mercado também acompanhará novos balanços corporativos, o comportamento dos Treasuries, as tarifas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano e eventuais sinais de avanço ou ruptura nas negociações diplomáticas com o Irã.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BB Seguridade ou Caixa Seguridade: veja quem lidera a disputa por dividendos</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/bb-seguridade-bbse3-caixa-seguridade-cxse3-dividendos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 17:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações de seguradoras]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[BB Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[BBSE3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Seguridade]]></category>
		<category><![CDATA[CXSE3]]></category>
		<category><![CDATA[dividend yield]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[resultados do segundo trimestre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522341</guid>

					<description><![CDATA[<p>A disputa entre BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) ganhou novo peso para os investidores em julho de 2026, em meio à valorização das ações do setor, à proximidade dos balanços do segundo trimestre e à confirmação de novos dividendos bilionários. Embora as duas companhias explorem bases de clientes de bancos públicos e mantenham [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa entre BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) ganhou novo peso para os investidores em julho de 2026, em meio à valorização das ações do setor, à proximidade dos balanços do segundo trimestre e à confirmação de novos dividendos bilionários. Embora as duas companhias explorem bases de clientes de bancos públicos e mantenham <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331537">negócios</a> concentrados em seguros, previdência, capitalização e corretagem, seus indicadores mostram estratégias distintas: BBSE3 preserva a vantagem em rentabilidade, liquidez e retorno recente em proventos, enquanto CXSE3 registra valorização mais acelerada na Bolsa e já tem um pagamento de R$ 1,05 bilhão programado para agosto.</p>
<p>A comparação ganhou relevância porque as duas ações passaram a ocupar espaço crescente nas carteiras voltadas à geração de renda. O modelo de negócios exige menos capital do que atividades bancárias tradicionais, permite conversão elevada do lucro em caixa e se beneficia das redes de distribuição do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.</p>
<p>Essa combinação oferece às seguradoras acesso a dezenas de milhões de clientes sem a necessidade de construir uma estrutura própria de agências com a mesma dimensão de seus controladores. Ao mesmo tempo, cria dependência dos acordos de distribuição, do desempenho dos produtos vendidos nos canais bancários e das decisões estratégicas adotadas pelos grupos públicos.</p>
<p>No retrato disponível antes da divulgação dos balanços do segundo trimestre, a BB Seguridade aparece com o conjunto mais consistente de indicadores de retorno. A Caixa Seguridade, porém, reduziu parte da distância ao ampliar resultados, acelerar a remuneração dos acionistas e conquistar maior participação nos índices da B3.</p>
<h2>BBSE3 mantém vantagem na remuneração do acionista</h2>
<p>A principal diferença entre as duas companhias está no histórico recente de proventos em relação ao preço das ações. No levantamento de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331540">mercado</a> considerado na comparação, a BB Seguridade apresentava dividend yield próximo de 11%, enquanto a Caixa Seguridade registrava percentual ao redor de 6%.</p>
<p>O dividend yield mede quanto foi distribuído por ação em relação à cotação do papel. O indicador varia diariamente, porque o preço negociado na Bolsa muda a cada pregão, mas ajuda a dimensionar o retorno recente entregue ao acionista.</p>
<p>Nos 12 meses anteriores ao levantamento, a BB Seguridade havia distribuído aproximadamente R$ 4,55 por ação. A Caixa Seguridade somava cerca de R$ 1,31 por papel no mesmo intervalo.</p>
<p>A diferença nominal não deve ser interpretada isoladamente, pois as <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331536">empresas</a> possuem números distintos de ações e cotações diferentes. Ainda assim, o histórico reforça o perfil de BBSE3 como um dos papéis mais associados ao pagamento de <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333524">dividendos</a> na Bolsa brasileira.</p>
<p>Essa característica também aparece na composição do Índice Dividendos da B3, o IDIV. A BB Seguridade ocupa uma das maiores participações da carteira teórica, o que reflete a combinação de liquidez, presença no mercado e distribuição recorrente de resultados.</p>
<p>A permanência no índice também favorece a demanda por BBSE3 por parte de fundos passivos e produtos financeiros que acompanham o desempenho de empresas pagadoras de dividendos.</p>
<h2>Caixa Seguridade prepara novo pagamento de R$ 1,05 bilhão</h2>
<p>A vantagem histórica da BB Seguridade convive, entretanto, com uma agenda mais imediata de proventos da Caixa Seguridade. A companhia aprovou o pagamento de R$ 1,05 bilhão em dividendos intermediários referentes aos resultados de 2026.</p>
<p>O valor corresponde a R$ 0,35 por ação. Terão direito ao pagamento os investidores posicionados em CXSE3 ao final do pregão de 3 de agosto de 2026.</p>
<p>As ações passarão a ser negociadas sem direito ao dividendo em 4 de agosto. O crédito está programado para 17 de agosto.</p>
<p>Segundo o histórico oficial de dividendos da empresa, a distribuição representa 91,9% do lucro líquido ajustado de R$ 1,143 bilhão considerado para a deliberação. O percentual confirma a manutenção de um payout elevado, com destinação da maior parte do resultado aos acionistas.</p>
<p>A Caixa Seguridade também pagou, em maio, R$ 990 milhões, equivalentes a R$ 0,33 por ação. Em janeiro, a companhia havia distribuído mais R$ 1,05 bilhão, novamente no valor de R$ 0,35 por papel.</p>
<p>O histórico recente mostra que CXSE3 deixou de ser apenas uma alternativa de crescimento dentro do setor e passou a disputar diretamente o espaço das ações de renda. A regularidade dos pagamentos aumenta a previsibilidade para o investidor, embora os valores futuros continuem condicionados à geração de lucro e às decisões do conselho de administração.</p>
<h2>Rentabilidade elevada sustenta prêmio de BB Seguridade</h2>
<p>Além dos dividendos, a BB Seguridade conserva vantagem no retorno sobre o patrimônio líquido, medido pelo ROE. No retrato utilizado pelo mercado, BBSE3 apresentava rentabilidade patrimonial superior a 70%, enquanto o indicador da Caixa Seguridade estava pouco acima de 30%.</p>
<p>O ROE mostra quanto lucro uma companhia consegue gerar a partir do patrimônio pertencente aos acionistas. Em empresas financeiras e de seguros, o indicador ajuda a avaliar a eficiência da estrutura de capital, embora precise ser analisado em conjunto com a qualidade do resultado e a sustentabilidade das operações.</p>
<p>A rentabilidade da BB Seguridade está relacionada à sua estrutura de participações, ao peso da corretagem e à capacidade de distribuição de produtos pela rede do Banco do Brasil. O modelo permite gerar receitas sem a necessidade de manter ativos físicos ou grandes volumes de capital imobilizado.</p>
<p>A Caixa Seguridade opera sob uma lógica semelhante, utilizando a rede da Caixa Econômica Federal para comercializar seguros, previdência, capitalização, consórcios e outros produtos. Seu retorno sobre o patrimônio permanece elevado para os padrões gerais da Bolsa, mas ainda abaixo do patamar de BBSE3.</p>
<p>Essa diferença ajuda a explicar por que a BB Seguridade negocia com maior prêmio sobre o patrimônio contábil. Investidores tendem a aceitar múltiplos mais altos quando uma empresa demonstra capacidade de produzir retornos elevados de maneira recorrente.</p>
<p>O prêmio, no entanto, aumenta a exigência sobre os resultados futuros. Uma desaceleração do lucro ou uma revisão na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331539">política</a> de dividendos poderia provocar ajustes mais intensos nas cotações.</p>
<h2>Valorização de CXSE3 altera equilíbrio na Bolsa</h2>
<p>Se a BB Seguridade lidera em rentabilidade e dividendos acumulados, a Caixa Seguridade se destaca pelo desempenho de suas ações. CXSE3 acumulava valorização superior a 70% em 12 meses no levantamento de julho, diante de uma alta próxima de 36% de BBSE3.</p>
<p>O avanço mais forte indica que o mercado passou a atribuir maior valor à capacidade de crescimento e distribuição de resultados da Caixa Seguridade. Também reflete a ampliação da visibilidade da companhia entre investidores institucionais.</p>
<p>A valorização, porém, elevou o múltiplo preço sobre lucro de CXSE3. No recorte analisado, a ação era negociada por aproximadamente 15 vezes o lucro, enquanto BBSE3 apresentava múltiplo inferior a nove vezes.</p>
<p>O P/L compara o preço da ação com o lucro gerado pela empresa. Um indicador menor pode sugerir uma avaliação mais moderada, mas também pode refletir expectativas mais baixas de crescimento.</p>
<p>No caso da Caixa Seguridade, o múltiplo mais elevado sinaliza que parte da expansão futura já pode estar incorporada à cotação. Para justificar esse preço, a companhia precisará manter crescimento dos resultados, elevada distribuição de dividendos e bom desempenho das empresas investidas.</p>
<p>A BB Seguridade, por sua vez, combina lucro mais elevado em relação ao preço com rentabilidade patrimonial superior. Essa relação tende a atrair investidores que priorizam geração de caixa e retorno imediato, em vez de uma tese baseada principalmente na valorização futura.</p>
<h2>P/VP menor favorece CXSE3, mas exige leitura conjunta</h2>
<p>A Caixa Seguridade apresenta vantagem na relação entre preço e valor patrimonial. O P/VP de CXSE3 estava próximo de 4,9 vezes, abaixo das cerca de 6,3 vezes observadas em BBSE3.</p>
<p>O múltiplo indica quanto o investidor paga pelo patrimônio líquido correspondente a cada ação. Em uma leitura isolada, o número menor da Caixa Seguridade poderia apontar uma avaliação mais barata.</p>
<p>A interpretação muda quando o P/VP é confrontado com o ROE. Como a BB Seguridade gera retorno substancialmente maior sobre seu patrimônio, o prêmio atribuído pelo mercado encontra suporte em sua capacidade de produzir lucro.</p>
<p>A Caixa Seguridade poderá reduzir essa diferença caso continue elevando seus resultados em ritmo superior ao crescimento patrimonial. A expansão do ROE tornaria o múltiplo de CXSE3 mais competitivo e fortaleceria a percepção de que a ação ainda possui espaço para valorização.</p>
<p>O desempenho dependerá da venda de produtos pela rede da Caixa, do comportamento da sinistralidade, das receitas financeiras, da captação em previdência e do avanço de segmentos como consórcios e capitalização.</p>
<p>Também será necessário observar o efeito dos juros. Taxas elevadas podem favorecer receitas financeiras de seguradoras, mas pressionam crédito, consumo e renda disponível das famílias, o que pode reduzir a contratação de alguns produtos.</p>
<h2>Liquidez amplia vantagem de BBSE3 entre grandes investidores</h2>
<p>A BB Seguridade também mantém maior liquidez na B3. A média financeira diária de BBSE3 estava acima de R$ 220 milhões no período analisado, enquanto CXSE3 movimentava aproximadamente R$ 128 milhões por sessão.</p>
<p>Os dois volumes são suficientes para atender a maior parte dos investidores individuais. A diferença ganha importância para fundos e gestores que precisam comprar ou vender posições elevadas sem provocar oscilações excessivas nas cotações.</p>
<p>Papéis mais líquidos costumam apresentar menor distância entre as ofertas de compra e venda. Isso reduz custos implícitos de negociação e facilita ajustes rápidos nas carteiras.</p>
<p>A presença das duas companhias no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331538">Ibovespa</a> também amplia a procura pelos papéis. Fundos de índice e estratégias passivas precisam reproduzir a composição da carteira teórica da B3, criando demanda automática proporcional ao peso de cada ação.</p>
<p>BBSE3 possui participação mais consolidada nos índices, enquanto CXSE3 ganhou relevância depois da entrada no principal indicador do mercado brasileiro. Esse movimento ajudou a elevar o volume negociado e aproximou a companhia de investidores estrangeiros e institucionais.</p>
<h2>Balanços do segundo trimestre podem redefinir comparação</h2>
<p>O próximo teste para as duas empresas será a temporada de resultados do segundo trimestre. A BB Seguridade programou a divulgação de seu balanço para 3 de agosto, após o fechamento do mercado, com apresentação aos investidores no dia seguinte.</p>
<p>A Caixa Seguridade também se aproxima da divulgação de seus números trimestrais. Os relatórios deverão mostrar se a evolução operacional acompanhou a valorização das ações e se o atual nível de distribuição de dividendos pode ser sustentado.</p>
<p>No caso de BBSE3, o mercado acompanhará o desempenho da Brasilseg, a evolução dos prêmios emitidos, o resultado financeiro, a previdência e as receitas da corretora. A capacidade de manter rentabilidade elevada será decisiva para a preservação do prêmio atribuído ao papel.</p>
<p>Em CXSE3, a atenção estará concentrada no crescimento das participadas, na expansão das receitas de corretagem e no comportamento do lucro líquido. A companhia precisará demonstrar que a reavaliação ocorrida na Bolsa está apoiada em avanço operacional consistente.</p>
<p>Os investidores também observarão eventuais revisões de projeções. Mudanças nas estimativas de crescimento, sinistralidade e formação de reservas podem alterar rapidamente a percepção sobre o valor das duas ações.</p>
<h2>BBSE3 lidera no retrato atual, mas CXSE3 aumenta pressão</h2>
<p>A comparação dos indicadores disponíveis coloca a BB Seguridade em vantagem no conjunto. BBSE3 reúne maior retorno sobre o patrimônio, dividend yield mais elevado, múltiplo preço sobre lucro menor e maior liquidez diária.</p>
<p>A Caixa Seguridade, entretanto, apresenta argumentos que impedem uma leitura definitiva. CXSE3 lidera na valorização em 12 meses, possui menor relação entre preço e patrimônio e já confirmou um novo dividendo de R$ 1,05 bilhão.</p>
<p>A escolha entre as duas ações depende do perfil do investidor. BBSE3 oferece uma combinação mais consolidada de rentabilidade e geração de renda. CXSE3 carrega uma tese de expansão, acompanhada por pagamentos elevados e maior valorização recente.</p>
<p>Nenhum desses indicadores elimina os riscos. Mudanças regulatórias, alterações nos contratos com os bancos controladores, piora da sinistralidade, desaceleração das vendas ou redução do lucro podem afetar tanto os dividendos quanto as cotações.</p>
<p>O resultado do segundo trimestre deverá mostrar se a Caixa Seguridade consegue transformar o forte desempenho de <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333952">mercado em crescimento operacional suficiente para</a> reduzir a distância em relação à concorrente. Até lá, a BB Seguridade permanece à frente nos fundamentos, mas enfrenta uma rival que ganhou escala, liquidez e espaço nas carteiras de dividendos.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha em queda em 20/07 com Vale (VALE3) e tensão no Oriente Médio</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-20-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 22:51:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[&A CEAB3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Embraer]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522258</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira completou a quarta sessão consecutiva de perdas em um pregão marcado pelo volume financeiro reduzido, pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo desempenho negativo da [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, na B3. O principal índice da Bolsa brasileira completou a quarta sessão consecutiva de perdas em um pregão marcado pelo volume financeiro reduzido, pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo desempenho negativo da Vale (VALE3), que neutralizou parte do apoio proporcionado pelas ações de petróleo e pelos grandes bancos privados.</p>
<p>O índice oscilou entre ganhos e perdas ao longo da sessão. Na máxima, alcançou 174.310,57 pontos, com valorização de 0,34%. Na mínima, recuou aos 173.221,86 pontos, queda de 0,28%. A diferença entre os extremos foi de 1.088,71 pontos, mostrando que, apesar da variação final pequena, o pregão teve mudanças de direção durante o dia.</p>
<p>O fechamento representou perda de 342,73 pontos em relação aos 173.714,08 pontos registrados na sexta-feira. O giro financeiro somou aproximadamente R$ 15,9 bilhões, menos da metade da média diária de R$ 33,7 bilhões observada no ano, o que reduziu a força dos movimentos e deixou o índice mais sensível às oscilações das ações de maior peso.</p>
<h3>Fechamento do Ibovespa em números</h3>
<ul>
<li><strong>Pontuação final:</strong> 173.371,35 pontos</li>
<li><strong>Variação no dia:</strong> queda de 0,20%</li>
<li><strong>Variação em pontos:</strong> baixa de 342,73 pontos</li>
<li><strong>Abertura:</strong> dado não confirmado até a conclusão da apuração</li>
<li><strong>Máxima da sessão:</strong> 174.310,57 pontos</li>
<li><strong>Mínima da sessão:</strong> 173.221,86 pontos</li>
<li><strong>Fechamento anterior:</strong> 173.714,08 pontos</li>
<li><strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 15,9 bilhões</li>
<li><strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331453">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,0896</li>
<li><strong>Variação do dólar:</strong> queda de 0,42%</li>
<li><strong>Acumulado no mês:</strong> alta de 0,78%</li>
<li><strong>Acumulado no ano:</strong> alta de 7,60%</li>
</ul>
<h2>Ibovespa completa quarta queda consecutiva</h2>
<p>O resultado desta segunda-feira prolongou uma sequência negativa iniciada na semana anterior. Embora as perdas acumuladas nas quatro sessões tenham ocorrido em intensidades diferentes, o movimento mostrou a dificuldade do índice para sustentar uma recuperação acima dos 174 mil pontos.</p>
<p>A Bolsa chegou a trabalhar em alta durante boa parte do pregão, amparada pelo avanço das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331450">empresas</a> de petróleo e pelo desempenho positivo de Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11). A pressão das mineradoras e de algumas ações ligadas ao consumo e à educação, porém, aumentou no fim da sessão.</p>
<p>A liquidez reduzida também limitou a formação de uma direção consistente. O volume de R$ 15,9 bilhões ficou cerca de 53% abaixo da média diária do ano. Em sessões com menor participação de investidores, ordens concentradas em empresas de grande peso podem produzir impacto proporcionalmente maior sobre o índice.</p>
<p>Apesar da quarta baixa seguida, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331454">Ibovespa</a> ainda acumulava valorização de 0,78% em julho e de 7,60% em 2026. O desempenho anual permanecia positivo, mas o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331455">mercado</a> mostrava dificuldade para ampliar os ganhos diante das incertezas internacionais, das discussões tarifárias e da perspectiva de juros brasileiros elevados por um período prolongado.</p>
<h2>Oriente Médio amplia cautela nos mercados</h2>
<p>A nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã esteve entre os principais vetores internacionais do dia. Ataques contra alvos militares norte-americanos e novos bombardeios sobre cidades iranianas reduziram as expectativas de manutenção de um acordo provisório de cessar-fogo.</p>
<p>As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a morte de soldados norte-americanos reforçaram a percepção de que o conflito poderia entrar em uma nova fase. O mercado também acompanhou interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte internacional de petróleo.</p>
<p>A região concentra uma parcela relevante dos embarques globais da commodity. Qualquer restrição prolongada ao tráfego pode reduzir a oferta disponível, elevar os preços da energia e aumentar as pressões inflacionárias em diferentes economias.</p>
<p>Para as Bolsas, o efeito não foi uniforme. Empresas produtoras de petróleo ganharam valor, enquanto setores mais sensíveis a inflação, juros e custos de energia ficaram sob maior pressão. O resultado do Ibovespa refletiu essa divisão.</p>
<h2>Petróleo sustenta Petrobras e Brava Energia</h2>
<p>O petróleo Brent fechou em alta de aproximadamente 1,3%, a US$ 89,22 por barril, depois de atingir US$ 91,42 na máxima. Foi o maior nível intradiário da commodity desde 11 de junho.</p>
<p>O avanço favoreceu as ações de empresas brasileiras do setor. A Brava Energia (BRAV3) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 2,10%. A companhia foi diretamente beneficiada pela valorização do petróleo e pela perspectiva de preços mais elevados para a produção.</p>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) também terminou em alta. As ações ordinárias avançaram 0,68%, enquanto as preferenciais subiram 0,61%. Como a estatal possui participação elevada na carteira do Ibovespa, os ganhos ajudaram a limitar a queda do índice.</p>
<p>O comportamento dos papéis da Petrobras acompanhou a valorização da commodity, mas a relação entre petróleo e ações não é automática. O mercado também considera câmbio, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331451">política</a> de preços, produção, investimentos, dividendos e decisões governamentais.</p>
<p>Nesta segunda-feira, entretanto, o movimento internacional da energia foi o principal fator de suporte para as ações do setor.</p>
<h2>Vale (VALE3) pressiona o índice</h2>
<p>Na direção contrária, a Vale (VALE3) fechou em queda de 1,38%, exercendo uma das maiores pressões negativas sobre o Ibovespa. As ações acompanharam um dia desfavorável para o setor de mineração no exterior.</p>
<p>O contrato futuro de minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian, na China, caiu 0,39%. O recuo voltou a colocar <a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333516">no</a> centro das atenções as dúvidas sobre a demanda chinesa e sobre o ritmo de produção das siderúrgicas do país.</p>
<p>A Vale também permaneceu no radar antes da divulgação de seus dados operacionais, prevista para esta terça-feira, 21 de julho. Os números de produção e vendas poderão oferecer uma avaliação mais precisa sobre o desempenho da companhia no segundo trimestre.</p>
<p>O mercado acompanhou ainda os questionamentos de acionistas minoritários relacionados ao acordo de compensação do ex-presidente do conselho de administração Daniel Stieler. O tema acrescentou uma variável corporativa à pressão já provocada pelo minério de ferro.</p>
<p>Como Vale e Petrobras representam uma parcela significativa do índice, o movimento divergente entre as duas companhias ajudou a explicar a oscilação próxima da estabilidade durante boa parte do dia.</p>
<h2>Bancos privados sobem, mas BBAS3 recua</h2>
<p>Os grandes bancos apresentaram desempenho majoritariamente positivo. Santander Brasil (SANB11) avançou 1,35%, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,81% e Bradesco (BBDC4) subiu 0,66%.</p>
<p>O comportamento dos bancos privados ofereceu sustentação ao índice, compensando parcialmente as perdas da Vale e de empresas ligadas ao consumo doméstico.</p>
<p>O Banco do Brasil (BBAS3), entretanto, seguiu em direção oposta e encerrou com queda de 1,56%. A divergência impediu que o setor financeiro funcionasse como um bloco uniforme de apoio à Bolsa.</p>
<p>Os bancos respondem a diferentes fatores, incluindo trajetória dos juros, expansão do crédito, inadimplência, margem financeira, provisões e expectativas para os resultados trimestrais. Por isso, mesmo em uma sessão favorável ao setor, os papéis podem apresentar comportamentos distintos.</p>
<p>A temporada de balanços do segundo trimestre também começou a ganhar espaço nas decisões dos investidores. A expectativa é de que os resultados ofereçam uma visão mais clara sobre a qualidade do crédito, o custo de captação e a evolução das receitas financeiras.</p>
<h2>Brava e Embraer lideram as altas</h2>
<p>Além da Brava Energia, a Embraer (EMBJ3) figurou entre os principais destaques positivos, com alta de 1,88%. Os papéis mantiveram o bom desempenho recente em um momento de expectativa pela temporada de balanços e pela evolução das entregas da fabricante brasileira.</p>
<p>A Hapvida (HAPV3) completou o grupo das maiores altas, com valorização de 1,49%. Não havia, até a conclusão da apuração, um fato corporativo isolado capaz de explicar integralmente o movimento.</p>
<p>As maiores altas do Ibovespa foram:</p>
<ul>
<li><strong>Brava Energia (BRAV3):</strong> alta de 2,10%;</li>
<li><strong>Embraer (EMBJ3):</strong> alta de 1,88%;</li>
<li><strong>Hapvida (HAPV3):</strong> alta de 1,49%.</li>
</ul>
<p>A presença de uma produtora de petróleo, uma fabricante de aeronaves e uma empresa de saúde entre os maiores ganhos evidencia que a alta não ficou concentrada em um único segmento.</p>
<h2>Yduqs lidera as perdas do pregão</h2>
<p>A Yduqs (YDUQ3) registrou a maior queda do índice, com recuo de 5,11%. O movimento ocorreu em uma sessão de avanço das taxas dos juros futuros, fator que costuma pressionar empresas mais dependentes da atividade doméstica e com resultados avaliados por fluxos de caixa de longo prazo.</p>
<p>O Assaí (ASAI3) caiu 4,24%, enquanto a Braskem (BRKM5) recuou 4,04%. As perdas ampliaram a pressão sobre o campo negativo na parte final do pregão.</p>
<p>As maiores quedas do Ibovespa foram:</p>
<ul>
<li><strong>Yduqs (YDUQ3):</strong> queda de 5,11%;</li>
<li><strong>Assaí (ASAI3):</strong> queda de 4,24%;</li>
<li><strong>Braskem (BRKM5):</strong> queda de 4,04%.</li>
</ul>
<p>No caso da Yduqs, a alta dos juros futuros ofereceu um vetor relevante para a queda, mas não havia <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337110">notícia corporativa específica confirmada</a> que explicasse isoladamente a intensidade do recuo.</p>
<h2>Dólar fecha em baixa a R$ 5,0896</h2>
<p>O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,0896. A moeda norte-americana acompanhou a desvalorização observada diante de parte das divisas de países emergentes.</p>
<p>O movimento ocorreu apesar do aumento da tensão geopolítica, que normalmente amplia a procura por ativos considerados defensivos. A variação moderada indicou que o mercado cambial reagiu a uma combinação de fatores, incluindo o comportamento global do dólar e o diferencial entre os juros brasileiros e norte-americanos.</p>
<p>No mercado futuro, o contrato de <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337109">dólar para agosto</a> recuava 0,49% pouco depois das 17h, cotado a R$ 5,1050.</p>
<p>Os juros futuros brasileiros avançaram em parte da curva, pressionando principalmente empresas ligadas à <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331452">economia</a> doméstica. O movimento refletiu a cautela com inflação, petróleo, cenário fiscal e ritmo dos próximos cortes da Selic.</p>
<h2>O que acompanhar no próximo pregão</h2>
<p>No pregão desta terça-feira, 21 de julho, o mercado deverá acompanhar os dados operacionais da Vale referentes ao segundo trimestre. Produção, vendas e desempenho do minério poderão influenciar as ações da companhia e, pelo peso da mineradora, o próprio Ibovespa.</p>
<p>A temporada de balanços também entrará no radar. A Weg (WEGE3) está entre as primeiras empresas de grande porte previstas para divulgar resultados nesta semana, abrindo uma sequência de demonstrações financeiras que poderá aumentar a volatilidade de ações e setores.</p>
<p>No exterior, as tensões no Oriente Médio e o comportamento do petróleo continuarão entre os principais fatores de risco. Novas interrupções no Estreito de Ormuz ou uma ampliação dos ataques poderão elevar novamente os preços da commodity.</p>
<p>Os investidores também acompanharão as discussões sobre tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus possíveis efeitos sobre exportadoras brasileiras. A direção do índice dependerá da combinação entre <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/noticias" target="_blank"  rel="noopener" title="Notícias" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331449">notícias</a> externas, indicadores econômicos e resultados corporativos, sem que seja possível antecipar de forma categórica o desempenho da próxima sessão.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ultrapar (UGPA3) sobe mais de 100% em um ano; ação ainda pode avançar?</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ultrapar-ugpa3-alta-100-acoes-ainda-vale-investir</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 18:03:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações da Ultrapar]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrovias do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[recompra de ações]]></category>
		<category><![CDATA[UGPA3]]></category>
		<category><![CDATA[Ultracargo]]></category>
		<category><![CDATA[Ultragaz]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrapar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522238</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Ultrapar (UGPA3) deixou para trás o período em que era tratada como uma das companhias menos atraentes do setor de distribuição de combustíveis. Depois de acumular valorização superior a 100% em 12 meses e avançar mais de 50% em 2026, a dona da Ipiranga, da Ultragaz e da Ultracargo passou a ocupar a liderança [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ultrapar (UGPA3) deixou para trás o período em que era tratada como uma das companhias menos atraentes do setor de distribuição de combustíveis. Depois de acumular valorização superior a 100% em 12 meses e avançar mais de 50% em 2026, a dona da Ipiranga, da Ultragaz e da Ultracargo passou a ocupar a liderança entre as maiores altas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331432">Ibovespa</a>.</p>
<p>A mudança não ocorreu apenas por melhora no humor dos investidores. O movimento foi sustentado por uma recuperação expressiva da rentabilidade da Ipiranga, aumento da geração de caixa, redução da alavancagem e expectativa de que parte dos recursos acumulados seja devolvida aos acionistas por meio de dividendos ou recompra de ações.</p>
<p>O avanço, no entanto, alterou a natureza da discussão sobre a Ultrapar. Quando UGPA3 era negociada perto de R$ 15, o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331430">mercado</a> precificava uma empresa com baixa rentabilidade, riscos de execução e dúvidas sobre a utilização do capital. Com a ação acima de R$ 30, boa parte da recuperação já foi incorporada às cotações.</p>
<p>A partir de agora, a companhia terá de provar que as margens mais elevadas não são apenas consequência de uma combinação temporária de preços, importações e dinâmica competitiva. O novo patamar da ação exige resultados consistentes e reduz a tolerância do mercado a balanços abaixo das expectativas.</p>
<h2>Ipiranga deixa de ser problema e vira motor do resultado</h2>
<p>A principal transformação ocorreu na Ipiranga. Durante anos, a distribuidora de combustíveis foi vista como o elo mais frágil do grupo, pressionada por concorrência intensa, rentabilidade limitada e dificuldades para converter volumes elevados em retorno adequado sobre o capital.</p>
<p>Nos últimos trimestres, esse cenário mudou. A operação passou a registrar margens significativamente superiores às médias históricas, beneficiada por maior disciplina comercial entre as distribuidoras, combate a práticas irregulares no setor e condições favoráveis na compra e venda de combustíveis.</p>
<p>A diferença entre o preço dos produtos importados e os valores praticados pela Petrobras (PETR4) também contribuiu para ampliar a rentabilidade. Em determinados períodos, o diesel importado foi negociado <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337107">com prêmio relevante no mercado</a> doméstico, abrindo espaço para ganhos maiores na distribuição.</p>
<p>A Ipiranga também reforçou estoques e importações para garantir o abastecimento de sua rede em um ambiente de volatilidade. A estratégia exigiu mais recursos para financiar o capital de giro, mas permitiu à empresa preservar volumes e aproveitar condições comerciais favoráveis.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, a margem Ebitda da distribuidora atingiu aproximadamente R$ 276 por metro cúbico. O resultado ficou acima de estimativas de diferentes bancos e confirmou a mudança de patamar da principal operação da Ultrapar.</p>
<p>A questão central para os próximos meses será verificar quanto desse ganho pode ser mantido. Uma parte da melhora decorre de avanços estruturais, como a maior formalização do mercado e o fortalecimento dos controles sobre agentes que operam de maneira irregular.</p>
<p>Outra parcela pode estar ligada a condições menos duradouras, como diferenças excepcionais entre preços domésticos e internacionais, oscilações cambiais e restrições momentâneas na oferta.</p>
<p>Caso as margens permaneçam acima da média histórica mesmo após a normalização dessas condições, a reavaliação de UGPA3 ganhará sustentação. Se houver uma queda rápida da rentabilidade, a ação poderá devolver parte dos ganhos recentes.</p>
<h2>Resultado mostra crescimento de lucro e caixa</h2>
<p>Os números do primeiro trimestre reforçaram a percepção de que a recuperação não estava restrita às expectativas do mercado.</p>
<p>A Ultrapar encerrou o período com receita líquida de R$ 36,8 bilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado recorrente chegou a R$ 2,3 bilhões, quase o dobro do registrado um ano antes.</p>
<p>O lucro líquido alcançou R$ 914 milhões. A geração de caixa das operações somou R$ 1,1 bilhão, enquanto os investimentos totalizaram R$ 558 milhões.</p>
<p>A melhora do resultado operacional permitiu à companhia absorver o aumento do capital de giro da Ipiranga sem provocar uma deterioração relevante de sua estrutura financeira.</p>
<p>A dívida líquida encerrou março em R$ 12,28 bilhões, pouco acima dos R$ 12,15 bilhões registrados no fim de 2025. A relação entre dívida líquida e Ebitda, entretanto, caiu de 1,7 vez para 1,5 vez.</p>
<p>A redução da alavancagem ocorreu principalmente pelo crescimento do resultado operacional acumulado, e não por uma queda expressiva do endividamento nominal. Isso significa que a manutenção do indicador dependerá da continuidade dos lucros e das margens.</p>
<p>Ainda assim, o nível atual oferece maior flexibilidade financeira. A Ultrapar passou a ter mais espaço para investir, reduzir dívida, recomprar ações ou distribuir dividendos sem colocar o balanço sob pressão imediata.</p>
<h2>Ultragaz e Ultracargo ajudam a diversificar receita</h2>
<p>Embora a Ipiranga concentre as atenções, a Ultrapar não depende exclusivamente do mercado de combustíveis líquidos.</p>
<p>A Ultragaz mantém presença nacional na distribuição de gás liquefeito de petróleo, atendendo consumidores residenciais, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331428">empresas</a> e clientes industriais. O negócio apresenta demanda relativamente previsível, embora permaneça sujeito a mudanças regulatórias e decisões governamentais sobre o mercado de GLP.</p>
<p>A suspensão de propostas que poderiam alterar a estrutura de comercialização do gás reduziu parte das preocupações dos investidores. O mercado temia que novas regras aumentassem custos, afetassem a segurança operacional ou reduzissem a rentabilidade das distribuidoras estabelecidas.</p>
<p>A Ultracargo atua na armazenagem e movimentação de granéis líquidos em terminais portuários. A operação possui características diferentes da Ipiranga, com contratos mais longos, receitas mais previsíveis e exposição ao crescimento da infraestrutura logística brasileira.</p>
<p>A companhia vem ampliando capacidade em terminais estratégicos, buscando capturar demanda por combustíveis, produtos químicos e outros líquidos movimentados nos portos.</p>
<p>A Hidrovias do Brasil (HBSA3), consolidada nos resultados do grupo, acrescenta exposição ao transporte de grãos, minérios e outros produtos por corredores hidroviários.</p>
<p>Essa diversificação amplia a escala da Ultrapar, mas também adiciona riscos. As operações hidroviárias dependem de níveis dos rios, volumes agrícolas, custos financeiros e investimentos em manutenção e expansão.</p>
<p>O desafio da administração será demonstrar que as diferentes unidades conseguem produzir retornos compatíveis com o capital investido, sem utilizar o caixa da Ipiranga para sustentar <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331431">negócios</a> menos rentáveis.</p>
<h2>Desistência da Rumo foi bem recebida</h2>
<p>A valorização de UGPA3 também ganhou força depois que a companhia abandonou as negociações para uma possível aquisição de participação na Rumo (RAIL3).</p>
<p>A operação poderia transformar a Ultrapar em uma das maiores plataformas privadas de logística do país, mas exigiria um desembolso bilionário e aumentaria significativamente a dívida do grupo.</p>
<p>Investidores temiam que a compra consumisse o caixa acumulado, reduzisse dividendos e reabrisse dúvidas sobre a disciplina na alocação de capital.</p>
<p>A decisão de não seguir adiante foi interpretada como sinal de cautela. Ao preservar a estrutura financeira, a Ultrapar manteve abertas alternativas menos arriscadas para o uso de recursos.</p>
<p>A desistência também eliminou um dos principais fatores de desconto atribuídos à ação. O mercado passou a consi<a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333943">de</a>rar que a empresa não estava disposta a realizar uma aquisição de grande porte apenas para aumentar sua presença em infraestrutura.</p>
<p>A disciplina continuará sendo observada. Com maior geração de caixa, a companhia terá mais capacidade para buscar oportunidades, mas também enfrentará maior cobrança para evitar projetos que não ofereçam retorno suficiente.</p>
<h2>Recompra e dividendos ganham espaço</h2>
<p>Com o balanço mais confortável, a remuneração aos acionistas passou a ocupar posição central na tese de investimento.</p>
<p>A Ultrapar aprovou um programa de recompra de até 18 milhões de ações ordinárias, equivalente a aproximadamente 1,6% do capital social. Os papéis poderão ser mantidos em tesouraria, utilizados em programas de incentivo ou cancelados.</p>
<p>A recompra pode elevar o valor econômico por ação quando realizada a preços considerados inferiores ao valor justo da companhia. O benefício, porém, diminui quando os papéis já negociam em níveis elevados.</p>
<p>O programa não obriga a empresa a comprar todo o volume autorizado. A execução dependerá das condições de mercado, da disponibilidade de caixa e das demais prioridades da administração.</p>
<p>Os dividendos também aparecem nas projeções dos bancos. O JPMorgan estima que a Ultrapar possa distribuir aproximadamente R$ 2,8 bilhões aos acionistas em 2026.</p>
<p>O valor corresponderia a um retorno relevante sobre a cotação utilizada pelo banco e ainda permitiria que a companhia preservasse uma alavancagem baixa.</p>
<p>A estimativa não representa um compromisso da administração. A distribuição efetiva dependerá dos resultados, do fluxo de caixa, dos investimentos e de eventuais oportunidades de aquisição.</p>
<p>Para o investidor, o ponto positivo é que a Ultrapar voltou a ter opções. Em períodos anteriores, a prioridade era recuperar margens e reduzir riscos financeiros. Agora, o grupo pode discutir de forma mais ampla como distribuir o capital entre crescimento e remuneração.</p>
<h2>Bancos elevam projeções, mas desconto diminui</h2>
<p>A mudança nos fundamentos levou bancos a revisar recomendações e preços-alvo.</p>
<p>O Bank of America elevou UGPA3 de neutra para compra e aumentou seu preço-alvo de R$ 34 para R$ 37. A instituição espera que os resultados do segundo trimestre confirmem margens elevadas na Ipiranga e uma geração robusta de caixa.</p>
<p>O BTG Pactual também mantém recomendação de compra. O banco projeta Ebitda consolidado próximo de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, apoiado principalmente pela distribuição de combustíveis.</p>
<p>A avaliação positiva vem acompanhada de uma ressalva: a ação deixou de ser uma barganha evidente. Depois da valorização, o potencial adicional ficou menor e passou a depender de novas revisões de lucro.</p>
<p>O JPMorgan considera que o mercado ainda subestima a capacidade da Ipiranga de operar com margens superiores às registradas no passado. A instituição vê espaço para dividendos e manutenção de uma estrutura de capital conservadora.</p>
<p>Os preços-alvo devem ser interpretados como projeções sujeitas a mudanças. Alterações nos combustíveis, no câmbio, na concorrência ou nos investimentos podem levar os bancos a rever suas estimativas.</p>
<h2>Fundo canadense realiza lucro após alta</h2>
<p>A valorização levou investidores antigos a reduzir exposição.</p>
<p>O Canada Pension Plan Investment Board vendeu cerca de 44 milhões de ações da Ultrapar em uma operação em bloco que movimentou aproximadamente R$ 1,3 bilhão.</p>
<p>O fundo canadense havia iniciado sua posição em 2021, quando UGPA3 era negociada perto de R$ 15. A venda ocorreu depois que a cotação ultrapassou R$ 30.</p>
<p>A operação encerrou uma participação equivalente a aproximadamente 4% do capital da companhia. O preço do bloco ficou abaixo da cotação de mercado, como costuma ocorrer em vendas de grandes volumes.</p>
<p>A decisão não foi atribuída a uma piora nos fundamentos da Ultrapar, mas à realização dos ganhos e à realocação de recursos em outros investimentos.</p>
<p>A capacidade do mercado de absorver a oferta foi observada como sinal de interesse institucional. Ainda assim, a saída mostra que acionistas de longo prazo começaram a aproveitar a valorização para realizar lucros.</p>
<h2>Ação mais cara aumenta risco de correção</h2>
<p>A Ultrapar atual é financeiramente mais sólida do que a empresa negociada há dois ou três anos. A Ipiranga recuperou rentabilidade, a geração de caixa cresceu e os riscos de uma grande aquisição diminuíram.</p>
<p>Esses avanços justificam parte da valorização. O problema é que o mercado já reconheceu essa transformação.</p>
<p>Com UGPA3 acima de R$ 30, o investidor não está mais comprando apenas a possibilidade de recuperação. Está pagando por uma empresa que precisa manter margens elevadas, entregar lucros consistentes e remunerar os acionistas.</p>
<p>Uma redução nos spreads da Ipiranga poderá afetar rapidamente as projeções. O mesmo vale para mudanças na <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331429">política</a> de preços da Petrobras, aumento da concorrência ou retorno de práticas comerciais mais agressivas no setor.</p>
<p>A Hidrovias do Brasil também permanece exposta a riscos climáticos e financeiros. A Ultragaz enfrenta incertezas regulatórias, enquanto a expansão da Ultracargo exige demanda suficiente para gerar retorno.</p>
<p>A cotação poderá continuar avançando caso os próximos balanços superem as estimativas. Por outro lado, resultados apenas em linha com o esperado podem limitar o espaço para novas altas.</p>
<h2>Próximos balanços testarão novo patamar da Ultrapar</h2>
<p>A alta de mais de 100% em 12 meses encerrou o período em que a Ultrapar era vista apenas como uma ação descontada e com problemas operacionais.</p>
<p>A companhia conseguiu recuperar sua principal unidade, melhorar o balanço e criar condições para ampliar a remuneração aos acionistas.</p>
<p>O próximo estágio será mais exigente. A administração precisará demonstrar que a rentabilidade da Ipiranga pode permanecer acima da média histórica mesmo com a normalização do mercado de combustíveis.</p>
<p>Também terá de preservar a disciplina na utilização do caixa, especialmente depois de abandonar a compra de participação na Rumo e ampliar o programa de recompra.</p>
<p>Para quem já possui as ações, os resultados operacionais continuam sustentando a tese. Para novos investidores, o preço de entrada se tornou mais importante, porque o desconto diminuiu e parte do cenário favorável já está refletida na cotação.</p>
<p>A Ultrapar deixou de ser o “patinho feio” do Ibovespa. Agora, terá de provar trimestre após trimestre que merece permanecer entre as empresas mais valorizadas da Bolsa.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PLPL3, SMFT3, TUPY3 e ORVR3: analistas veem alta de até 115% para ações</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/acoes-b3-plpl3-smft3-tupy3-orvr3-alta-115</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 12:33:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Orizon]]></category>
		<category><![CDATA[ORVR3]]></category>
		<category><![CDATA[PlanoPlano]]></category>
		<category><![CDATA[PLPL3]]></category>
		<category><![CDATA[preços-alvo]]></category>
		<category><![CDATA[recomendações de ações]]></category>
		<category><![CDATA[Smart Fit]]></category>
		<category><![CDATA[SMFT3]]></category>
		<category><![CDATA[Tupy]]></category>
		<category><![CDATA[TUPY3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522197</guid>

					<description><![CDATA[<p>Santander, Citi, XP Investimentos e Empiricus revisaram nas últimas semanas suas avaliações sobre quatro empresas negociadas na B3 e mantiveram recomendações positivas para Plano&#38;Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3), Tupy (TUPY3) e Orizon (ORVR3). Os novos preços-alvo indicam potencial de valorização de até 115%, apoiado em expectativas de recuperação operacional, expansão de margens, redução de endividamento [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Santander, Citi, XP Investimentos e Empiricus revisaram nas últimas semanas suas avaliações sobre quatro empresas negociadas na B3 e mantiveram recomendações positivas para Plano&amp;Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3), Tupy (TUPY3) e Orizon (ORVR3). Os novos preços-alvo indicam potencial de valorização de até 115%, apoiado em expectativas de recuperação operacional, expansão de margens, redução de endividamento e crescimento em <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331373">negócios</a> mais rentáveis.</p>
<p>As recomendações surgem em um momento de maior seletividade no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331374">mercado</a> de ações. A permanência dos juros brasileiros em níveis restritivos aumenta o custo de capital das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331371">empresas</a>, reduz o valor presente dos fluxos de caixa futuros e dificulta a reprecificação de companhias mais dependentes de crédito, consumo e expansão financiada.</p>
<p>O efeito é mais intenso sobre ações de empresas de pequeno e médio porte, que normalmente têm menor liquidez e maior sensibilidade às alterações na curva de juros. Nessas condições, resultados abaixo das expectativas ou mudanças nas projeções costumam provocar oscilações mais acentuadas nas cotações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o processo de reprecificação produz distorções. A avaliação das instituições é que determinados papéis passaram a negociar com descontos excessivos em relação ao potencial de geração de caixa, às perspectivas setoriais e aos múltiplos de empresas comparáveis.</p>
<p>Os preços-alvo, contudo, não representam garantia de retorno. Eles refletem estimativas elaboradas a partir de premissas sobre receita, margem, lucro, endividamento e condições econômicas, que podem ser alteradas conforme a divulgação de novos resultados ou mudanças no cenário macroeconômico.</p>
<h2>Juros elevados ampliam diferença entre empresas e setores</h2>
<p>A taxa de juros afeta as ações por diferentes canais. No setor imobiliário, o crédito mais caro pode reduzir a capacidade de compra das famílias e elevar as despesas financeiras das incorporadoras. Em negócios de consumo, o aperto monetário pressiona a renda disponível e pode limitar a expansão da demanda.</p>
<p>Empresas industriais enfrentam outro conjunto de riscos. A desaceleração econômica tende a reduzir encomendas de máquinas, veículos comerciais e componentes, enquanto oscilações cambiais alteram custos, receitas de exportação e margens.</p>
<p>Companhias com dívida elevada também sofrem com despesas financeiras maiores. Mesmo quando a operação permanece saudável, o aumento do custo dos empréstimos pode consumir parcela relevante do resultado e limitar investimentos, aquisições ou distribuição de dividendos.</p>
<p>A seleção de Plano&amp;Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3), Tupy (TUPY3) e Orizon (ORVR3) mostra que as casas de análise procuram ações com catalisadores próprios, capazes de reduzir parcialmente a dependência de uma melhora imediata da <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331375">economia</a> brasileira.</p>
<p>As teses são diferentes. A Plano&amp;Plano depende da recuperação de margens e do desempenho da habitação popular. A Smart Fit aposta na expansão regional e no crescimento do TotalPass. A Tupy está vinculada à retomada da indústria de caminhões pesados. A Orizon busca ampliar a geração de receita com biogás, biometano e valorização de resíduos.</p>
<h2>Plano&amp;Plano (PLPL3) tem maior potencial, mas enfrenta pressão sobre margens</h2>
<p>A Plano&amp;Plano (PLPL3) apresenta o maior potencial de valorização entre as quatro ações analisadas. O Santander reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 21 para R$ 18, mas manteve recomendação equivalente à compra.</p>
<p>O novo preço-alvo representa uma valorização estimada de aproximadamente 115% em relação à cotação considerada pelo banco no momento da revisão. A redução ocorreu após resultados mais fracos do que o esperado no primeiro trimestre de 2026.</p>
<p>O desempenho levou o Santander a cortar projeções para lucro, vendas e lançamentos da construtora. A rentabilidade foi afetada pelo aumento dos custos de construção, por despesas adicionais relacionadas à conclusão de empreendimentos e pela concessão de descontos comerciais destinados a acelerar a venda de unidades em estoque.</p>
<p>A pressão sobre as margens é um ponto central para os investidores. Incorporadoras reconhecem receitas e custos ao longo do desenvolvimento dos projetos, o que significa que decisões tomadas durante o lançamento podem produzir efeitos financeiros por vários trimestres.</p>
<p>O banco avalia, entretanto, que a administração da Plano&amp;Plano (PLPL3) começou a reagir. Entre as medidas estão maior controle sobre os custos, redução gradual dos descontos concedidos aos compradores e revisão de empreendimentos com retorno inferior ao esperado.</p>
<p>A participação da companhia no Minha Casa, Minha Vida também sustenta a recomendação. A empresa possui presença relevante no segmento habitacional de baixa renda na região metropolitana de São Paulo, mercado beneficiado por subsídios públicos, uso do FGTS e linhas de financiamento direcionadas.</p>
<p>Outro fator acompanhado pelo mercado é a possibilidade de expansão geográfica. Segundo a avaliação do Santander, a entrada em uma nova região poderia acrescentar cerca de R$ 1 bilhão por ano ao Valor Geral de Vendas, com atuação concentrada nas faixas 1 a 3 do programa habitacional.</p>
<p>O desconto atribuído às ações também pesa na tese. Pelos cálculos divulgados pelo banco, os papéis negociavam a aproximadamente 3,3 vezes o lucro projetado para 2027, múltiplo cerca de 45% inferior ao observado entre empresas comparáveis.</p>
<p>A recuperação não depende apenas do crescimento das vendas. Para que o preço-alvo seja alcançado, a Plano&amp;Plano (PLPL3) precisará demonstrar que consegue recompor margens, controlar custos de obras, reduzir descontos e transformar lançamentos em geração efetiva de caixa.</p>
<h2>TotalPass eleva expectativa de lucro da Smart Fit (SMFT3)</h2>
<p>No setor de serviços, o Citi elevou de R$ 32 para R$ 34 o preço-alvo da Smart Fit (SMFT3) e manteve a recomendação de compra. A projeção indicava potencial de valorização próximo de 70% quando o relatório foi divulgado.</p>
<p>A revisão foi motivada principalmente pelo desempenho esperado da TotalPass, plataforma de benefícios corporativos controlada pela rede de academias. O serviço conecta empresas, trabalhadores e estabelecimentos parceiros por meio de planos de acesso a academias e atividades de bem-estar.</p>
<p>O modelo possui características financeiras diferentes das unidades físicas da Smart Fit. A abertura de uma academia exige investimentos em imóveis, equipamentos, manutenção e contratação de pessoal. A plataforma corporativa, por sua vez, pode ampliar a base de usuários com uma estrutura proporcionalmente mais leve.</p>
<p>Essa dinâmica favorece a escalabilidade e pode elevar a margem consolidada da companhia. À medida que o número de empresas contratantes, beneficiários e estabelecimentos parceiros cresce, a receita pode avançar sem aumento equivalente dos custos fixos.</p>
<p>O Citi também projeta crescimento orgânico da receita e expansão das margens operacionais da Smart Fit (SMFT3). A expectativa é de que o lucro líquido apresente desempenho superior ao consenso do mercado, apoiado tanto pelas academias quanto pelo avanço da plataforma corporativa.</p>
<p>A expansão pela América Latina continua sendo outro componente importante da tese. A presença em diferentes países reduz a dependência do mercado brasileiro, mas adiciona riscos cambiais, regulatórios e operacionais.</p>
<p>O crescimento acelerado exige disciplina na escolha dos pontos comerciais e no retorno das novas unidades. Academias abertas em regiões com demanda inferior à projetada podem levar mais tempo para atingir o ponto de equilíbrio e pressionar a rentabilidade.</p>
<p>Para os investidores, o principal teste será verificar se o TotalPass consegue manter crescimento elevado e ampliar margens sem provocar conflitos relevantes com academias parceiras. A capacidade de integrar a plataforma à rede física poderá determinar quanto valor adicional será incorporado às ações.</p>
<h2>Tupy (TUPY3) aposta na retomada dos caminhões pesados</h2>
<p>A XP Investimentos elevou a recomendação da Tupy (TUPY3) de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 20. Considerando as cotações observadas durante a revisão, o potencial de valorização ficava próximo de 25%.</p>
<p>A mudança ocorreu após sinais de melhora nas encomendas de caminhões pesados nos Estados Unidos, <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333937">mercado relevante para</a> a companhia. A Tupy fornece blocos, cabeçotes de motor e outros componentes estruturais para fabricantes de veículos comerciais e equipamentos industriais.</p>
<p>A ação já havia apresentado recuperação expressiva antes da alteração da recomendação. Esse movimento reduz parte da assimetria inicialmente observada, mas a XP entende que a retomada dos pedidos e os novos contratos podem sustentar uma melhora operacional no segundo semestre de 2026.</p>
<p>O balanço do primeiro trimestre ainda mostrou fragilidade. O Ebitda ajustado ficou em R$ 99 milhões, com queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida alcançou R$ 2,3 bilhões, recuo anual de 7%, refletindo volumes menores e efeitos cambiais desfavoráveis.</p>
<p>A margem Ebitda ajustada foi de 4,3%, distante do patamar de dois dígitos considerado mais compatível com a capacidade estrutural da companhia. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, atingiu quatro vezes.</p>
<p>A geração de caixa livre, porém, apresentou sinal mais favorável. A Tupy (TUPY3) registrou R$ 198 milhões no período, apoiada pela redução de estoques e pela administração do capital de giro. A dívida líquida encerrou o trimestre em aproximadamente R$ 2,1 bilhões.</p>
<p>A diversificação da companhia também reduz a dependência exclusiva da indústria de caminhões. Seus componentes são utilizados em infraestrutura, <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/agronegocio" target="_blank"  rel="noopener" title="Agronegócio" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331372">agronegócio</a>, mineração, geração de energia e outras aplicações de bens de capital.</p>
<p>Novas demandas relacionadas à geração de energia e à infraestrutura necessária para data centers podem abrir oportunidades adicionais. Esses projetos precisam de motores, sistemas de geração, estruturas metálicas e soluções de alta resistência, áreas nas quais a Tupy possui capacidade industrial.</p>
<p>O risco permanece elevado. A recuperação das encomendas precisa resultar em produção, receita e margem. Uma nova desaceleração na América do Norte, a valorização do real ou do peso mexicano e a manutenção da baixa utilização das fábricas podem atrasar a melhora esperada.</p>
<h2>Orizon (ORVR3) amplia receita com biogás e biometano</h2>
<p>A Orizon (ORVR3) completa a relação de ações acompanhadas pelas casas de análise. No levantamento, a Empiricus estabeleceu preço-alvo de R$ 97,80, com uma tese baseada na previsibilidade da gestão de resíduos e no avanço de negócios ligados à transição energética.</p>
<p>A companhia opera ecoparques destinados ao tratamento e à valorização de resíduos sólidos. A atividade possui demanda recorrente, uma vez que municípios e empresas precisam manter a destinação adequada do lixo independentemente do estágio do ciclo econômico.</p>
<p>Os contratos de longo prazo e as barreiras regulatórias aumentam a previsibilidade da receita. A construção e a operação de um aterro sanitário exigem licenciamento ambiental, disponibilidade de terrenos, investimentos elevados e capacidade técnica, o que limita a entrada de novos concorrentes.</p>
<p>O potencial de crescimento está na transformação dos resíduos em produtos de maior valor agregado. A decomposição de matéria orgânica gera biogás, que pode ser utilizado para produzir energia elétrica ou purificado para a obtenção de biometano.</p>
<p>O biometano pode substituir parte do gás natural e do diesel em processos industriais e frotas pesadas. A expansão desse mercado depende da disponibilidade de infraestrutura, de contratos de fornecimento e das políticas voltadas à redução das emissões.</p>
<p>Para a Orizon (ORVR3), o aproveitamento energético amplia a receita gerada por uma mesma base de ativos. Além de receber pela destinação do resíduo, a companhia pode produzir gás renovável, energia, combustíveis derivados, materiais recicláveis, fertilizantes e créditos de carbono.</p>
<p>A incorporação da estrutura ligada à Vital é outro elemento da estratégia. A expectativa apresentada na tese é de que a operação amplie a escala, aumente a presença geográfica e produza sinergias mais perceptíveis a partir de 2027.</p>
<p>A integração, entretanto, exige atenção. Aquisições podem elevar o endividamento, demandar investimentos adicionais e produzir custos superiores aos estimados. O retorno dependerá da capacidade de integrar contratos, operações, licenças e projetos de valorização energética.</p>
<h2>Recomendações dependem de execução e mudança nas expectativas</h2>
<p>As quatro ações possuem fundamentos e níveis de risco distintos, mas compartilham uma característica: parte importante do potencial projetado depende da execução de planos ainda não totalmente refletidos nos resultados.</p>
<p>Na Plano&amp;Plano (PLPL3), o mercado buscará sinais de recuperação das margens e controle dos custos. Na Smart Fit (SMFT3), o foco estará na expansão do TotalPass e na rentabilidade das novas academias.</p>
<p>Para a Tupy (TUPY3), a confirmação da retomada industrial na América do Norte será determinante. No caso da Orizon (ORVR3), o avanço dos projetos de biometano e a integração dos ativos adquiridos deverão indicar se a companhia conseguirá transformar escala em geração de caixa.</p>
<p>Os juros continuam sendo o principal fator comum de risco. Uma curva mais elevada por período prolongado pode manter pressionados os múltiplos das ações, encarecer a dívida corporativa e retardar investimentos e consumo.</p>
<p>Uma eventual redução consistente das expectativas de inflação e dos juros futuros produziria o efeito oposto. Empresas com crescimento projetado para os próximos anos poderiam ser reavaliadas, especialmente aquelas que negociam com desconto em relação aos pares.</p>
<p>Até que esse movimento se consolide, as revisões de Santander, Citi, XP Investimentos e Empiricus reforçam uma estratégia seletiva na B3. O potencial de até 115% reflete a diferença entre as cotações atuais e os valores estimados pelos analistas, mas sua materialização dependerá da capacidade das quatro empresas de converter planos operacionais em margens, lucro e caixa.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa fecha quase estável em 17/7 com Petrobras, mas perde 2,33% na semana</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-17-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 22:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[dolar hoje]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa 17 de julho de 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa fechou]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522111</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, em uma sessão marcada pelo equilíbrio entre a valorização da Petrobras (PETR3; PETR4) e a pressão negativa exercida pelos grandes bancos. O avanço do petróleo impediu uma queda mais intensa da Bolsa brasileira, mas a aversão global ao [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, em uma sessão marcada pelo equilíbrio entre a valorização da Petrobras (PETR3; PETR4) e a pressão negativa exercida pelos grandes bancos. O avanço do petróleo impediu uma queda mais intensa da Bolsa brasileira, mas a aversão global ao risco, a liquidação de ações de tecnologia em Wall Street e a abertura da curva de juros doméstica mantiveram o índice no campo negativo.</p>
<p>O principal indicador da B3 chegou a avançar 0,39% durante a manhã, quando atingiu 174.504,63 pontos, mas perdeu força ao longo da tarde e tocou a mínima de 173.285,28 pontos. O volume financeiro negociado ficou próximo de R$ 23,8 bilhões, em uma sessão também influenciada pelo vencimento de opções sobre ações.</p>
<p>O resultado confirmou a primeira perda semanal do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331276">Ibovespa</a> em um mês. Depois de três semanas consecutivas de valorização, o índice acumulou queda de 2,33% entre os dias 13 e 17 de julho. No mês, a Bolsa ainda registra ganho de 0,98%, enquanto a valorização acumulada em 2026 ficou em 7,81%.</p>
<h2>Ibovespa hoje em números</h2>
<p><strong>Fechamento:</strong> 173.714,08 pontos<br />
<strong>Variação no dia:</strong> queda de 0,06%<br />
<strong>Máxima do pregão:</strong> 174.504,63 pontos<br />
<strong>Mínima do pregão:</strong> 173.285,28 pontos<br />
<strong>Volume financeiro:</strong> aproximadamente R$ 23,8 bilhões<br />
<strong>Variação na semana:</strong> queda de 2,33%<br />
<strong>Variação no mês:</strong> alta de 0,98%<br />
<strong>Variação no ano:</strong> alta de 7,81%<br />
<strong><a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331275">Dólar</a> comercial:</strong> R$ 5,1109, com alta de 0,25%<br />
<strong>Taxa Selic:</strong> 14,25% ao ano<br />
<strong>Petróleo Brent:</strong> US$ 88,10, com alta de 4,59%<br />
<strong>Dow Jones:</strong> queda de 0,77%<br />
<strong>S&amp;P 500:</strong> queda de 1,01%<br />
<strong>Nasdaq:</strong> queda de 1,40%</p>
<h2>Petrobras impede queda mais forte do Ibovespa</h2>
<p>A Petrobras foi o principal contrapeso às perdas do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331278">mercado</a>. As ações ordinárias da estatal, Petrobras (PETR3), avançaram 2,62%, enquanto os papéis preferenciais, Petrobras (PETR4), subiram 2,53%.</p>
<p>A valorização acompanhou o forte avanço dos preços internacionais do petróleo. O contrato do Brent para entrega em setembro fechou em alta de 4,59%, cotado a US$ 88,10 por barril.</p>
<p>A commodity reagiu à intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, às restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz e às novas ameaças às rotas de transporte de energia pelo Mar Vermelho.</p>
<p>A alta do petróleo tende a favorecer as receitas das companhias produtoras, principalmente quando os custos operacionais não aumentam na mesma proporção. Esse efeito ajudou a sustentar as ações da Petrobras e evitou que a queda dos bancos levasse o Ibovespa a um recuo mais acentuado.</p>
<p>O movimento, entretanto, também adicionou preocupação ao cenário macroeconômico. Petróleo mais caro pode elevar os custos de combustíveis, transporte, fertilizantes e outros insumos, ampliando os riscos para a inflação global e reduzindo o espaço para cortes de juros.</p>
<h2>Bancos recuam em bloco e pressionam a Bolsa</h2>
<p>As ações dos grandes bancos terminaram o pregão no campo negativo e exerceram influência relevante sobre o índice, em razão do peso elevado dessas companhias na composição do Ibovespa.</p>
<p>O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,39%, para R$ 41,96. O Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,30%, enquanto o Bradesco (BBDC4) recuou 0,65%. As units do Santander Brasil (SANB11) encerraram o dia com baixa de 0,67%.</p>
<p>A pressão sobre o setor acompanhou a elevação das taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro, que refletem as expectativas do mercado para os juros brasileiros nos próximos anos.</p>
<p>O contrato para janeiro de 2027 avançou de 13,872% para 13,96%. O vencimento para janeiro de 2029 saltou de 14,106% para 14,335%, enquanto a taxa para janeiro de 2031 terminou próxima de 14,53%.</p>
<p>A abertura da curva refletiu a alta do petróleo, o fortalecimento do dólar e a redução de posições de risco antes do fim de semana. As dúvidas sobre os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros também continuaram no radar.</p>
<p>Juros futuros mais elevados podem beneficiar algumas linhas de receitas dos bancos, mas também aumentam o custo do crédito, reduzem a demanda por financiamento e elevam o risco de inadimplência. O efeito final depende da composição da carteira, do custo de captação e do ritmo da atividade econômica.</p>
<h2>Wall Street amplia aversão global ao risco</h2>
<p>O ambiente externo foi desfavorável <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333928">para os mercados</a> acionários. Os principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados por uma nova rodada de vendas nas <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331273">empresas</a> ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores.</p>
<p>O S&amp;P 500 recuou 1,01%, para 7.457,69 pontos. O Nasdaq caiu 1,40%, aos 25.520,24 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 0,77%, encerrando aos 52.146,42 pontos.</p>
<p>A liquidação começou nas fabricantes de chips e se espalhou para outros segmentos do mercado norte-americano. O índice de semicondutores da Filadélfia acumulou queda superior a 18% em julho e passou a ser negociado mais de 20% abaixo de seu recorde de fechamento.</p>
<p>A correção reflete dúvidas sobre as avaliações elevadas das empresas beneficiadas pelo ciclo de investimentos em inteligência artificial. Parte dos gestores começou a reduzir a exposição diante da possibilidade de desaceleração dos gastos de grandes companhias com chips, servidores e centros de dados.</p>
<p>O movimento afetou bolsas em diferentes regiões e estimulou a procura por ativos considerados mais seguros, entre eles o dólar e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<h2>Petróleo favorece energia, mas aumenta receio com inflação</h2>
<p>O setor de energia foi a principal exceção ao movimento negativo em Nova York. As ações das petroleiras subiram com o avanço da commodity, enquanto os demais setores do S&amp;P 500 fecharam predominantemente no vermelho.</p>
<p>O conflito no Oriente Médio voltou a limitar o trânsito de navios em rotas estratégicas para o abastecimento mundial de petróleo e gás. A redução da circulação no Estreito de Ormuz aumentou o temor de interrupções prolongadas na oferta.</p>
<p>A região é um dos corredores mais relevantes para o comércio global de energia. Qualquer restrição persistente pode aumentar os custos de transporte, seguros e fretes, além de pressionar os preços do petróleo.</p>
<p>Para o Brasil, a alta possui efeitos distintos. Ela favorece produtoras como Petrobras e outras companhias exportadoras, mas pode elevar a inflação e os gastos públicos caso o governo mantenha mecanismos destinados a limitar o repasse aos combustíveis.</p>
<p>O risco inflacionário também pode levar o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa nas próximas decisões sobre a Selic.</p>
<h2>IBC-Br avança e mostra atividade resistente</h2>
<p>No cenário doméstico, os investidores avaliaram o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, referente a maio.</p>
<p>O indicador avançou 0,07% na comparação com abril, resultado arredondado pelo Banco Central para alta de 0,1%. O desempenho superou a expectativa predominante no mercado, que apontava para uma contração mensal.</p>
<p>Em 12 meses, o IBC-Br acumulou crescimento de 1,35%. O índice continuou próximo do maior nível da série histórica, embora os dados recentes indiquem perda de velocidade da atividade após uma expansão mais intensa entre o fim de 2025 e o começo de 2026.</p>
<p>O resultado mostrou que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/economia" target="_blank"  rel="noopener" title="Economia" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331274">economia</a> ainda resiste ao efeito dos juros elevados e das condições financeiras restritivas. Ao mesmo tempo, a desaceleração moderada não foi suficiente para produzir uma queda das taxas futuras.</p>
<p>A Selic está em 14,25% ao ano desde a reunião de junho do Comitê de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331277">Política</a> Monetária. O próximo encontro será acompanhado com atenção diante da combinação entre atividade mais fraca, inflação pressionada pelo petróleo e aumento das incertezas externas.</p>
<h2>Vale fica estável apesar de alta do minério</h2>
<p>A Vale (VALE3) encerrou a sessão com leve queda de 0,05%, cotada a R$ 72,94.</p>
<p>O desempenho ocorreu apesar da valorização de 0,53% do contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China. No acumulado da semana, a commodity avançou 1,74%.</p>
<p>A estabilidade da Vale limitou sua contribuição para o índice. Como a mineradora possui uma das maiores participações <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337091">na carteira do Ibovespa</a>, movimentos mais expressivos de suas ações costumam influenciar diretamente a direção da Bolsa.</p>
<p>Entre as siderúrgicas, a Usiminas (USIM5) avançou 4,18%, interrompendo uma sequência de quatro quedas. A Gerdau (GGBR4) subiu 0,54%, após anunciar aumento nos preços do aço longo na América do Norte.</p>
<p>Na direção oposta, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) caiu 0,98%, enquanto a CSN Mineração (CMIN3) perdeu 2,20%. Os papéis reagiram a revisões negativas de preços-alvo divulgadas pelo Banco Safra.</p>
<h2>Construtoras recuam com juros futuros</h2>
<p>As ações de empresas ligadas à economia doméstica ficaram sob pressão à medida que os juros futuros ganharam força.</p>
<p>A MRV (MRVE3) caiu 3,31%, em uma sessão negativa para o setor imobiliário. O índice de empresas imobiliárias da B3 recuou 1,82%.</p>
<p>Construtoras possuem exposição direta ao custo do financiamento habitacional, às condições de crédito e à renda das famílias. Quando as taxas futuras sobem, o mercado tende a reduzir as projeções de vendas, lançamentos e margens.</p>
<p>O impacto também aparece na avaliação das companhias. Juros mais elevados aumentam a taxa utilizada para calcular o valor presente dos lucros esperados, reduzindo o preço considerado adequado para as ações.</p>
<p>A Vamos (VAMO3), por sua vez, encerrou com alta de 0,32%, depois de avançar mais de 4% no melhor momento do pregão. A companhia divulgou receita líquida preliminar de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 10,1%, e reiterou suas projeções anuais.</p>
<h2>Dólar sobe com busca por segurança</h2>
<p>O dólar à vista fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1109. Na semana, a moeda apresentou valorização limitada a 0,06%, enquanto no ano ainda acumula queda de 6,89%.</p>
<p>A divisa norte-americana acompanhou o movimento observado contra outras moedas emergentes, em uma sessão marcada pela procura por proteção.</p>
<p>Durante a manhã, o dólar chegou a R$ 5,1346, com alta de 0,71%. A moeda perdeu força à tarde e tocou R$ 5,1050, mas permaneceu no campo positivo até o encerramento.</p>
<p>O real foi afetado pela escalada militar no Oriente Médio, pela queda das bolsas globais e pela alta dos preços do petróleo. Moedas de países emergentes e exportadores de commodities também registraram perdas diante do fortalecimento do dólar.</p>
<p>A confirmação da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras continuou adicionando incerteza à relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.</p>
<h2>Ibovespa interrompe sequência de ganhos semanais</h2>
<p>A queda de 2,33% na semana encerrou uma sequência de três períodos consecutivos de valorização do Ibovespa.</p>
<p>Além da aversão global ao risco, o mercado brasileiro reagiu à nova tarifa norte-americana, às discussões sobre a possibilidade de adoção da Lei de Reciprocidade Econômica e às incertezas fiscais e eleitorais.</p>
<p>O impacto direto da medida comercial deverá variar de acordo com o setor. Parte relevante das exportações brasileiras recebeu isenção, mas indústrias de máquinas, calçados, vestuário, produtos químicos e outros segmentos permaneceram sujeitas à sobretaxa.</p>
<p>A entrada em vigor está prevista para quarta-feira, 22 de julho. Até lá, investidores acompanharão as negociações diplomáticas, possíveis ampliações da lista de exceções e medidas de apoio aos exportadores brasileiros.</p>
<p>O mercado também continuará avaliando os efeitos da tensão geopolítica sobre o petróleo, a inflação e os juros globais.</p>
<h2>Boletim Focus abre agenda da próxima semana</h2>
<p>A agenda doméstica de segunda-feira, 20 de julho, será mais esvaziada. O Banco Central divulgará o Boletim Focus, com as projeções das instituições financeiras para inflação, Produto Interno Bruto, câmbio e Selic.</p>
<p>O governo também apresentará os dados semanais da balança comercial.</p>
<p>No exterior, a atenção continuará voltada para o conflito entre Estados Unidos e Irã, para os preços do petróleo e para a temporada de balanços corporativos norte-americanos.</p>
<p>Ao longo da semana, os mercados deverão acompanhar principalmente a entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos, os resultados de empresas de tecnologia e os novos sinais sobre a trajetória dos juros norte-americanos.</p>
<p>Depois de uma sessão em que Petrobras evitou uma queda mais intensa, o Ibovespa iniciará a próxima semana ainda dependente da evolução do petróleo, dos bancos e da disposição global para ativos de risco.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa barato atrai estrangeiro, mas eleição e juro longo vão definir o próximo rali</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-capital-estrangeiro-inflacao-selic-eleicao-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 20:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[balanços 2T26]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[capital estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA]]></category>
		<category><![CDATA[Juros Futuros]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522103</guid>

					<description><![CDATA[<p>A combinação entre inflação mais moderada, redução gradual da Selic e preços ainda descontados recolocou o Ibovespa no radar dos investidores internacionais, mas uma nova onda de capital estrangeiro dependerá menos de um gatilho isolado e mais da capacidade do Brasil de reduzir simultaneamente o risco fiscal, o custo de capital e a incerteza eleitoral. [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A combinação entre inflação mais moderada, redução gradual da Selic e preços ainda descontados recolocou o Ibovespa no radar dos investidores internacionais, mas uma nova onda de capital estrangeiro dependerá menos de um gatilho isolado e mais da capacidade do Brasil de reduzir simultaneamente o risco fiscal, o custo de capital e a incerteza eleitoral. A temporada de balanços do segundo trimestre será o primeiro teste dessa equação, ao mostrar se os lucros corporativos conseguem justificar a valorização acumulada pelas ações.</p>
<p>O IPCA avançou 0,16% em junho, abaixo dos 0,58% registrados em maio, e acumulou 4,64% em 12 meses. A desaceleração fortaleceu a expectativa de continuidade do ciclo de cortes iniciado pelo Banco Central, que reduziu a Selic para 14,25% ao ano em junho.</p>
<p>A melhora, contudo, ainda não caracteriza convergência definitiva da inflação à meta. Parte relevante do alívio veio da queda dos alimentos no domicílio, enquanto habitação continuou pressionada por energia elétrica e reajustes tarifários. Além disso, as projeções do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331264">mercado</a> para a inflação de 2026 permanecem acima do centro da meta.</p>
<p>Esse contraste será central para a Bolsa. O investidor estrangeiro não reage apenas ao IPCA corrente, mas à trajetória esperada dos juros reais, ao comportamento da curva de longo prazo e à possibilidade de o Banco Central sustentar o ciclo de redução sem provocar desvalorização cambial ou desancoragem das expectativas.</p>
<p>“Se os dados de inflação continuarem se comportando, é provável que, junto com a queda dos juros, haja um gatilho, que já vem se materializando, de entrada de fluxo estrangeiro”, afirmou Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex Partners.</p>
<h2>Estrangeiro já domina negócios, mas participação não significa compra líquida</h2>
<p>Os investidores estrangeiros já ocupam posição dominante na B3. No primeiro trimestre de 2026, responderam por 59,8% do volume negociado no mercado à vista e registraram entrada líquida de R$ 53,8 bilhões.</p>
<p>O fluxo superou em pouco mais de três meses todo o valor observado durante 2025 e contribuiu para elevar o volume financeiro médio diário da Bolsa a R$ 34,8 bilhões.</p>
<p>Esses números mostram que o Brasil voltou a receber capital internacional em escala relevante. Ainda assim, participação elevada nas negociações não significa necessariamente que o estrangeiro continuará aumentando sua exposição.</p>
<p>O volume mede compras e vendas. Um investidor pode movimentar bilhões de reais diariamente, manter participação elevada na formação de preços e terminar o período com uma posição líquida praticamente inalterada.</p>
<p>Para que o fluxo produza uma valorização estrutural, as compras precisam superar as vendas durante um período prolongado. Também é necessário que o capital permaneça investido, em vez de explorar apenas movimentos táticos de juros, câmbio ou commodities.</p>
<p>A distinção é importante porque o estrangeiro costuma atuar em diferentes mercados simultaneamente. Um fundo pode comprar ações brasileiras, vender contratos de índice, manter proteção cambial e operar juros futuros. A posição visível no mercado à vista representa apenas uma parte da exposição total ao país.</p>
<h2>Juro real elevado é vantagem para o real, mas concorrente da Bolsa</h2>
<p>A Selic de 14,25% e o IPCA acumulado de 4,64% produzem uma taxa real observada elevada. Esse diferencial ajuda a sustentar o real ao oferecer remuneração superior à encontrada em grande parte das economias desenvolvidas.</p>
<p>Para o investidor estrangeiro, o carry trade consiste em captar recursos em moedas com juros menores e aplicá-los em ativos brasileiros. Quando o câmbio permanece estável ou o real se valoriza, o retorno pode ser expressivo.</p>
<p>O mesmo juro que atrai recursos para títulos públicos, entretanto, cria concorrência para as ações. Com rentabilidade elevada na renda fixa, o investidor exige um prêmio maior para assumir os riscos de lucro, governança, volatilidade e liquidez da Bolsa.</p>
<p>A redução da Selic pode modificar essa relação por dois canais.</p>
<p>O primeiro é a queda da taxa de desconto utilizada para calcular o valor presente dos lucros futuros. Quanto menor o custo de capital, maior tende a ser o valor atribuído às <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331263">empresas</a>, principalmente aquelas cujo crescimento está concentrado nos próximos anos.</p>
<p>O segundo é a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Quando títulos bancários e públicos deixam de oferecer retornos excepcionalmente altos, investidores domésticos começam a procurar alternativas em ações, fundos imobiliários e crédito privado.</p>
<p>O processo não depende apenas da taxa básica. A curva de juros de longo prazo é mais relevante para as avaliações das empresas do que a Selic corrente.</p>
<p>Se o Banco Central reduzir os juros, mas o risco fiscal elevar as taxas dos contratos com vencimentos longos, o efeito positivo sobre a Bolsa será limitado. Nesse cenário, o custo de capital das companhias pode continuar alto mesmo durante um ciclo de flexibilização monetária.</p>
<h2>Curva de juros mostrará qualidade do ciclo de cortes</h2>
<p>Para economistas e gestores, a inclinação da curva será um indicador mais importante do que o número isolado da Selic.</p>
<p>Um ciclo considerado saudável tende a produzir queda dos juros curtos e longos. Isso ocorre quando o mercado acredita que a inflação convergirá à meta e que a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331262">política</a> fiscal não obrigará o Banco Central a reverter os cortes.</p>
<p>Uma redução apenas na parte curta, acompanhada de alta dos vencimentos mais longos, indica desconfiança. O mercado passa a precificar que a flexibilização atual poderá provocar inflação, depreciação cambial ou necessidade de novo aperto monetário no futuro.</p>
<p>A Bolsa responde de maneira diferente a cada formato.</p>
<p>Bancos podem se beneficiar de margens elevadas em determinadas operações, mas enfrentam maior inadimplência quando o custo do crédito permanece alto. Construtoras, varejistas, empresas de educação e companhias intensivas em capital são mais sensíveis às taxas longas.</p>
<p>Exportadoras e produtoras de commodities dependem menos dos juros domésticos, mas sofrem com a percepção geral de risco do país e com os efeitos sobre o câmbio.</p>
<p>O ingresso estrangeiro mais consistente exige, portanto, uma compressão do prêmio de prazo. Não basta que o Copom corte 0,25 ponto percentual; é necessário que os investidores acreditem na sustentabilidade dessa trajetória.</p>
<h2>Desinflação precisa avançar além dos alimentos</h2>
<p>O IPCA de junho trouxe um sinal positivo, mas sua composição exige cautela.</p>
<p>Alimentação e bebidas recuaram 0,24%, depois da alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio caiu 0,39%, com redução nos preços do café, das frutas e das carnes.</p>
<p>Esse movimento melhora a inflação corrente e o poder de compra, mas alimentos apresentam elevada volatilidade e respondem a clima, oferta, câmbio e ciclos agropecuários.</p>
<p>Habitação avançou 0,63% e gerou o maior impacto no índice. A energia elétrica residencial subiu 1,53%, refletindo bandeira tarifária e reajustes em diferentes regiões.</p>
<p>Para o Banco Central, a qualidade da desinflação dependerá também dos serviços, dos núcleos de inflação, dos salários e das expectativas.</p>
<p>Serviços são particularmente importantes porque possuem maior persistência. Um aumento de preços causado por uma quebra de safra pode ser revertido rapidamente; reajustes de salários, aluguéis, mensalidades e serviços pessoais costumam permanecer incorporados à inflação por mais tempo.</p>
<p>A abertura de espaço para cortes mais rápidos exigiria uma combinação de núcleos mais baixos, serviços em desaceleração, expectativas convergindo e atividade econômica menos pressionada.</p>
<p>Sem esse conjunto, o Copom deverá manter movimentos graduais, preservando um juro real restritivo durante parte relevante de 2026.</p>
<h2>Balanços terão de confirmar que a Bolsa não está barata por acaso</h2>
<p>A expressão “Bolsa barata” somente possui significado quando comparada à capacidade futura de geração de lucro.</p>
<p>Um múltiplo preço sobre lucro reduzido pode representar oportunidade, mas também pode indicar que o mercado espera queda dos resultados, aumento do custo de capital ou deterioração da governança.</p>
<p>A temporada do segundo trimestre mostrará qual dessas interpretações está mais próxima da realidade.</p>
<p>Nos bancos, o mercado observará margem financeira, inadimplência, provisões e retorno sobre o patrimônio. O Bradesco (BBDC4) chega como candidato à maior aceleração, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) deverá manter a liderança em rentabilidade. O Santander Brasil (SANB11) enfrenta maior pressão sobre o custo de crédito.</p>
<p>Nas empresas domésticas, os juros elevados continuarão afetando despesas financeiras, demanda e capital de giro. Companhias de varejo, construção, educação e serviços precisarão demonstrar que conseguiram preservar margens mesmo com crédito caro.</p>
<p>Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3), Vale (VALE3) e outras exportadoras dependerão de preços internacionais, produção, câmbio e disciplina de capital.</p>
<p>Para o estrangeiro, a variável central não será apenas o lucro reportado, mas a revisão das estimativas para 2026 e 2027. Mercados de ações costumam reagir mais à mudança da expectativa do que ao número absoluto.</p>
<p>Uma empresa pode divulgar crescimento e cair se o resultado estiver abaixo do consenso. Outra pode registrar retração e subir caso indique que o pior já passou.</p>
<p>O fluxo internacional tende a se tornar mais estrutural quando analistas elevam suas projeções de lucro simultaneamente à queda do custo de capital.</p>
<h2>Câmbio pode ampliar ou eliminar retorno em reais</h2>
<p>O investidor internacional calcula o desempenho da Bolsa em sua moeda de referência.</p>
<p>Uma alta de 15% do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331266">Ibovespa</a> pode se transformar em retorno praticamente nulo em dólares se o real perder valor em proporção semelhante. Da mesma forma, uma valorização cambial pode ampliar significativamente o ganho obtido com as ações.</p>
<p>Essa relação faz do câmbio uma variável decisiva para o fluxo.</p>
<p>O diferencial de juros oferece apoio ao real, mas o cenário fiscal, as tarifas comerciais dos Estados Unidos, o preço das commodities e a eleição podem elevar a volatilidade.</p>
<p>Parte dos investidores protege o câmbio por meio de derivativos. Essa proteção possui custo e reduz o retorno líquido da posição. Outros fundos mantêm exposição aberta, apostando simultaneamente na Bolsa e na valorização da moeda brasileira.</p>
<p>Uma entrada relevante de capital pode produzir um ciclo favorável: estrangeiros compram ações, aumentam a oferta de dólares, fortalecem o real e melhoram o retorno em moeda estrangeira. Esse desempenho atrai novos investidores.</p>
<p>O processo também funciona na direção contrária. Uma deterioração fiscal pode provocar venda de ações, saída de dólares e depreciação cambial, ampliando a perda dos estrangeiros e acelerando os resgates.</p>
<h2>Política fiscal continuará determinando o prêmio do Brasil</h2>
<p>A principal restrição à reavaliação dos ativos brasileiros continua sendo a trajetória das contas públicas.</p>
<p>O mercado acompanha não apenas o resultado primário de um ano, mas a capacidade do governo de estabilizar a dívida em relação ao PIB.</p>
<p>Déficits persistentes e crescimento da dívida elevam a necessidade de emissão de títulos. Os investidores passam a exigir juros maiores para financiar o Tesouro, pressionando toda a curva.</p>
<p><a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333511">e</a>sse efeito alcança a Bolsa por meio do custo de capital e da competição com a renda fixa. Quanto maior a remuneração dos títulos públicos, menor o valor presente dos lucros empresariais e maior o retorno exigido das ações.</p>
<p>A situação fiscal também influencia o câmbio e a inflação. Uma percepção de risco mais elevada pode enfraquecer o real, encarecer produtos importados e limitar os cortes da Selic.</p>
<p>Por isso, o chamado gatilho de entrada estrangeira não depende apenas do IBGE ou do Copom. A execução orçamentária, as medidas de arrecadação, o controle das despesas e as sinalizações para os próximos anos terão peso semelhante.</p>
<p>O investidor internacional não precisa acreditar que a dívida cairá imediatamente. Precisa, contudo, enxergar uma trajetória plausível de estabilização e regras que reduzam a probabilidade de cenários extremos.</p>
<h2>Eleição afetará primeiro câmbio e juros longos</h2>
<p>O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Mais de 155 milhões de eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados.</p>
<p>O efeito eleitoral sobre os ativos tende a ganhar intensidade com a definição das candidaturas, a divulgação dos programas econômicos e a maior confiabilidade das pesquisas.</p>
<p>Cinelli avalia que o trade eleitoral poderá se tornar mais evidente entre 30 e 45 dias antes da votação. Na prática, o reposicionamento pode começar antes, especialmente se houver mudanças expressivas na probabilidade atribuída a cada cenário.</p>
<p>A reação não depende apenas de continuidade ou alternância de poder. O mercado avalia propostas fiscais, composição das equipes econômicas, capacidade de articulação no Congresso, respeito às instituições e viabilidade das promessas.</p>
<p>A primeira resposta costuma aparecer no câmbio e nos juros futuros, mercados mais líquidos e diretamente ligados ao risco soberano.</p>
<p>A Bolsa reage em seguida, com efeitos distintos entre setores. Empresas estatais podem responder a expectativas sobre governança, preços e investimentos. Bancos, varejo e construção são afetados pela curva de juros. Concessionárias dependem de contratos, regulação e planos de infraestrutura.</p>
<p>Por isso, a eleição poderá atrair capital em um cenário e provocar saída em outro, mas não existe uma relação automática entre determinado resultado político e valorização permanente.</p>
<h2>Fluxo tático e fluxo estrutural são movimentos diferentes</h2>
<p>Uma entrada motivada por carry trade, petróleo ou posicionamento eleitoral pode ser intensa e breve.</p>
<p>Esse é o fluxo tático: busca capturar uma mudança específica de preço, juros ou probabilidade e pode ser desmontado assim que a operação atinge seu objetivo.</p>
<p>O fluxo estrutural ocorre quando fundos elevam o peso do Brasil em suas carteiras de longo prazo. Para isso, precisam acreditar que os lucros crescerão, o custo de capital cairá e o risco institucional permanecerá controlado.</p>
<p>A distinção influencia os setores beneficiados.</p>
<p>O fluxo tático costuma se concentrar em ações de grande liquidez, como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e B3 (B3SA3).</p>
<p>Uma reavaliação estrutural tende a alcançar empresas menores e setores domésticos. Small caps, construtoras, varejistas e companhias de serviços dependem de maior convicção sobre o ciclo econômico e os juros.</p>
<p>O alargamento da alta para além das maiores ações será um sinal de que o mercado deixou de operar apenas o Brasil como uma posição macro e passou a selecionar empresas individualmente.</p>
<h2>Três cenários definem o capital estrangeiro até outubro</h2>
<p>No cenário mais favorável, a inflação continua desacelerando, o Copom mantém cortes graduais, a curva longa recua e os balanços superam as projeções. O câmbio permanece estável, e os candidatos apresentam programas fiscais considerados executáveis.</p>
<p>Nesse ambiente, o fluxo estrangeiro pode se ampliar e migrar de commodities e bancos para ações domésticas mais sensíveis aos juros.</p>
<p>Em um cenário intermediário, o IPCA melhora, mas as expectativas permanecem elevadas. O Banco Central reduz a Selic lentamente, enquanto o risco fiscal mantém os juros longos pressionados.</p>
<p>A Bolsa pode continuar avançando, mas de forma concentrada e volátil. Estrangeiros priorizariam empresas líquidas, exportadoras e <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331265">negócios</a> com balanços robustos.</p>
<p>No cenário adverso, o petróleo pressiona a inflação, o real se desvaloriza e a disputa eleitoral amplia dúvidas fiscais. A curva de juros volta a subir, interrompendo a reavaliação das ações.</p>
<p>Nesse caso, a saída de recursos poderia ser agravada pelo efeito cambial, <a href="https://gazetamercantil.com/bolsa-familia-agosto-2026-calendario-oficial" title="Bolsa Família Agosto 2026: calendário com antecipação confirmada e consulta liberada hoje" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="335876">com perdas simultâneas na Bolsa</a> e na moeda.</p>
<h2>Lucros, juro longo e eleição decidirão nova fase do Ibovespa</h2>
<p>O Brasil já voltou ao radar global. O ingresso de R$ 53,8 bilhões no primeiro trimestre e a participação estrangeira próxima de 60% do volume mostram que o mercado internacional não está ausente da B3.</p>
<p>A questão agora é saber se essa presença será convertida em uma nova etapa de alocação estrutural.</p>
<p>O IPCA de junho e o primeiro corte da Selic melhoraram a narrativa, mas não encerraram o debate sobre inflação. Os balanços mostrarão se o desconto das ações é compatível com lucros resistentes ou se apenas antecipa uma desaceleração mais forte.</p>
<p>A eleição poderá ampliar ou reduzir o prêmio de risco, principalmente por seus efeitos sobre a política fiscal e a curva de juros.</p>
<p>O próximo rali do Ibovespa, portanto, não dependerá de um único gatilho. Ele exigirá uma combinação mais difícil: desinflação de boa qualidade, juros longos em queda, revisões positivas de lucro, estabilidade cambial e confiança de que a dívida pública poderá ser administrada depois das urnas.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Petróleo dispara e impulsiona Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3); BRAV3 cai</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/petroleo-dispara-petrobras-petr4-prio-prio3-brav3-cai</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BRAV3]]></category>
		<category><![CDATA[Brava Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Brent]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR3]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[PetroReconcavo]]></category>
		<category><![CDATA[Prio]]></category>
		<category><![CDATA[Prio3]]></category>
		<category><![CDATA[RECV3]]></category>
		<category><![CDATA[WTI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1522083</guid>

					<description><![CDATA[<p>A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o preço internacional do petróleo e impulsionou as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da PRIO (PRIO3) na B3 nesta sexta-feira (17). O barril do Brent chegou a superar US$ 86 durante a manhã e permaneceu na faixa de US$ 85, enquanto o WTI era negociado próximo [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o preço internacional do petróleo e impulsionou as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da PRIO (PRIO3) na B3 nesta sexta-feira (17). O barril do Brent chegou a superar US$ 86 durante a manhã e permaneceu na faixa de US$ 85, enquanto o WTI era negociado próximo de US$ 80, reforçando as perspectivas de receita e geração de caixa das produtoras brasileiras.</p>
<p>Por volta do meio-dia, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam mais de 2%, negociadas acima de R$ 40, e figuravam entre os papéis de maior volume financeiro do <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331242">mercado</a> brasileiro. As ordinárias Petrobras (PETR3) também avançavam mais de 2%.</p>
<p>A PRIO (PRIO3) acompanhava o movimento positivo, beneficiada pela exposição direta ao preço do petróleo. A PetroReconcavo (RECV3) registrava valorização mais moderada, enquanto a Brava Energia (BRAV3) contrariava o setor e operava em queda.</p>
<p>O avanço das petroleiras ajudava a sustentar o <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank"  rel="noopener" title="Ibovespa" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331241">Ibovespa</a>, que chegou a subir 0,36% e alcançar 174.444,54 pontos na máxima intradiária. O desempenho da Petrobras (PETR3; PETR4), uma das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331238">empresas</a> com maior peso na composição do índice, compensava parte das perdas registradas por ações de outros segmentos.</p>
<h2>Brent volta à faixa de US$ 85 com risco geopolítico</h2>
<p>A alta das ações brasileiras começou no mercado internacional de commodities. O contrato do petróleo Brent com vencimento em setembro voltou à faixa de US$ 85 por barril depois de superar US$ 86 nas primeiras horas de negociação.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o WTI para agosto oscilava ao redor de US$ 80. O movimento representava uma valorização expressiva em relação ao pregão anterior e refletia a inclusão de um prêmio de risco geopolítico nos contratos.</p>
<p>Investidores reagiram à intensificação das hostilidades envolvendo Estados Unidos e Irã e à redução das expectativas de uma solução diplomática no curto prazo. O temor não se limita à produção iraniana, mas envolve toda a infraestrutura energética do Golfo.</p>
<p>A região abriga grandes produtores, terminais de exportação, oleodutos e rotas marítimas fundamentais para o abastecimento mundial. Qualquer ameaça à circulação de navios ou à operação de instalações petrolíferas pode reduzir a oferta disponível e elevar rapidamente os preços.</p>
<p>O mercado costuma antecipar esse tipo de risco antes mesmo da ocorrência de uma interrupção efetiva. Por isso, declarações, ataques e movimentos militares são incorporados imediatamente aos contratos futuros.</p>
<p>A duração da alta dependerá da evolução do conflito. Uma retomada das negociações pode retirar parte do prêmio de risco, enquanto novos ataques contra instalações energéticas ou rotas de transporte poderiam levar o barril a patamares ainda mais elevados.</p>
<h2>Petrobras amplia margem com barril mais caro</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4) está entre as principais beneficiárias da valorização do petróleo por causa de sua elevada produção e de sua posição como exportadora.</p>
<p>Quando o Brent sobe, o valor de venda do óleo produzido pela estatal também aumenta. Como parte relevante dos custos não se altera na mesma proporção no curto prazo, a diferença pode ser convertida em maior margem operacional.</p>
<p>O Plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331243">Negócios</a> 2026-2030 da Petrobras considera um Brent de US$ 59 por barril como nível necessário para manter a dívida líquida estável em 2026. Com a commodity na faixa de US$ 85, a cotação internacional se encontra aproximadamente US$ 26 acima desse parâmetro.</p>
<p>A companhia também <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333922">trabalha</a> com um preço médio de equilíbrio de cerca de US$ 25 por barril para sua carteira prospectiva de projetos de exploração e produção.</p>
<p>O custo total estimado do petróleo produzido pela Petrobras, incluindo extração, participações governamentais, depreciação e outros componentes, é de aproximadamente US$ 30,40 por barril equivalente entre 2026 e 2030.</p>
<p>Esses números mostram por que a elevação do Brent exerce impacto relevante sobre o caixa. Quanto maior a distância entre o preço de venda e o custo total de produção, maior tende a ser a rentabilidade dos ativos.</p>
<p>A Petrobras planeja investir US$ 69,2 bilhões em exploração e produção até 2030. Desse total, 62% serão direcionados ao pré-sal, onde estão alguns dos campos mais produtivos e competitivos do portfólio.</p>
<p>A estatal projeta atingir pico de produção de petróleo de 2,7 milhões de barris por dia em 2028. A produção total de óleo e gás poderá chegar a 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.</p>
<h2>Refino limita reação automática ao Brent</h2>
<p>A Petrobras (PETR3; PETR4), porém, não responde ao preço internacional da mesma maneira que uma produtora independente.</p>
<p>A estatal atua de forma integrada, com negócios em exploração, produção, refino, transporte, comercialização, gás e energia. O petróleo mais caro beneficia a produção, mas também aumenta o custo da matéria-prima processada pelas refinarias.</p>
<p>O resultado consolidado depende, portanto, da combinação entre receitas do segmento de exploração e produção e margens obtidas na venda de combustíveis.</p>
<p>A <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331239">política</a> de preços exerce papel importante nessa relação. Caso gasolina e diesel vendidos no Brasil não acompanhem os valores internacionais e o câmbio, a companhia pode absorver parte da diferença no refino.</p>
<p>Mesmo assim, a exposição líquida da Petrobras continua positiva em períodos de alta do barril. A empresa produz mais petróleo do que precisa processar internamente e exporta volumes relevantes.</p>
<p>O efeito também alcança os dividendos, embora não exista uma relação automática entre petróleo mais caro e pagamento extraordinário aos acionistas.</p>
<p>A distribuição dependerá do fluxo de caixa livre, dos investimentos, da evolução da dívida, das necessidades de capital de giro e das decisões do conselho de administração.</p>
<p>A política vigente prevê dividendos ordinários de 45% do fluxo de caixa livre quando a dívida bruta estiver dentro do limite estabelecido e as demais condições financeiras forem atendidas.</p>
<h2>PRIO captura alta de forma mais direta</h2>
<p>A PRIO (PRIO3) apresenta uma exposição mais direta ao preço do petróleo por concentrar sua atividade na exploração e produção.</p>
<p>A companhia não possui uma estrutura ampla de refino que possa absorver parte do benefício obtido com a valorização do óleo. Dessa forma, o aumento do Brent tende a chegar mais rapidamente às receitas.</p>
<p>O modelo da PRIO (PRIO3) é baseado na aquisição e revitalização de campos maduros. A estratégia consiste em comprar ativos que deixaram de ser prioritários para grandes grupos, aumentar a eficiência operacional e prolongar a vida econômica dos reservatórios.</p>
<p>A empresa busca reduzir custos por meio da integração de campos, compartilhamento de infraestrutura e execução de novos projetos de perfuração.</p>
<p>Em uma operação com custos controlados, cada <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank"  rel="noopener" title="Dólar" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="331240">dólar</a> adicional no preço do barril pode produzir um efeito relevante sobre a geração de caixa, principalmente quando a maior parte da produção não está protegida por contratos de hedge.</p>
<p>A PRIO também possui receitas predominantemente dolarizadas. A combinação entre petróleo valorizado e dólar mais forte aumenta a receita em reais, embora parte das despesas e da dívida também esteja vinculada à moeda norte-americana.</p>
<p>O mercado aguarda agora os resultados do segundo trimestre, programados para 4 de agosto. Os investidores observarão a produção, o volume vendido, o custo de extração e o avanço de projetos como Wahoo.</p>
<p>A companhia informou em junho que colocou em produção o quarto poço de Wahoo, ativo considerado central para seu crescimento. A consolidação da produção deverá influenciar os resultados dos próximos trimestres.</p>
<h2>PetroReconcavo avança com maior peso do gás</h2>
<p>A PetroReconcavo (RECV3) também operava em alta, mas com uma reação mais moderada.</p>
<p>A companhia possui ativos terrestres e uma produção composta por petróleo e gás natural. Essa combinação reduz a relação imediata entre a cotação das ações e o Brent.</p>
<p>Os preços do gás natural podem seguir contratos específicos, fórmulas de reajuste e condições comerciais que não acompanham integralmente as oscilações diárias do petróleo.</p>
<p>A empresa também depende de fatores como produtividade dos campos, manutenção das instalações, processamento, transporte e perfuração de novos poços.</p>
<p>O petróleo mais caro beneficia a parcela da produção vendida como óleo, mas o impacto consolidado é menos direto do que na PRIO (PRIO3).</p>
<p>Para os investidores, a evolução de PetroReconcavo (RECV3) continuará ligada ao controle de custos e à capacidade de sustentar ou ampliar os volumes produzidos em seus polos terrestres.</p>
<h2>Brava Energia cai com OPA no radar</h2>
<p>A Brava Energia (BRAV3) destoava das demais petroleiras e figurava entre as maiores quedas do Ibovespa, mesmo com o Brent em forte valorização.</p>
<p>A divergência mostra que fatores corporativos podem superar o efeito da commodity sobre uma ação específica.</p>
<p>No caso da Brava Energia (BRAV3), o mercado continua avaliando a oferta pública de aquisição conduzida pela Ecopetrol, que pretende assumir o controle da companhia brasileira.</p>
<p>A empresa colombiana firmou um acordo para adquirir 120.813.490 ações da Brava, equivalentes a aproximadamente 26% do capital. Para atingir 51%, a Ecopetrol pretende comprar uma participação adicional por meio de uma OPA voluntária.</p>
<p>A oferta destinada aos demais acionistas prevê o pagamento de R$ 23 por ação. O valor representava um prêmio de aproximadamente 27,8% sobre a média ponderada dos 90 pregões anteriores ao anúncio da transação.</p>
<p>A operação foi suspensa temporariamente pela área técnica da Comissão de Valores Mobiliários, que solicitou ajustes na documentação. Posteriormente, o Colegiado da autarquia acolheu recurso da Ecopetrol e retirou a suspensão.</p>
<p>A of<a href="https://gazetamercantil.com/privatizacao-telebras-leilao-do-seculo" title="O leilão do século: como a privatização da Telebrás colocou o celular no bolso do brasileiro e redesenhou o país" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="333509">e</a>rtante ainda deverá publicar um aditamento ao edital com as exigências remanescentes e indicar uma nova data para o leilão na B3.</p>
<p>A OPA será limitada ao número de ações necessário para completar o controle. Caso os minoritários ofereçam uma quantidade superior, haverá rateio, o que significa que nem todos conseguirão vender integralmente suas posições.</p>
<p>Essa incerteza mantém a cotação de Brava Energia (BRAV3) ligada não apenas ao petróleo, mas também ao preço da oferta, ao calendário regulatório e à probabilidade de conclusão da transação.</p>
<h2>Dólar reforça receitas, mas também encarece dívidas</h2>
<p>O câmbio acrescentou outro componente ao movimento das petroleiras. O dólar avançava cerca de 0,6%, negociado na faixa de R$ 5,13.</p>
<p>As companhias do setor vendem parte relevante da produção <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 05 de agosto, aguarda decisão do Copom com mercado apostando em Selic a 14%" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="337087">com preços referenciados em dólares</a>. Quando a moeda norte-americana sobe, essas receitas aumentam ao serem convertidas para reais.</p>
<p>O benefício cambial não é integral. Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) também possuem financiamentos, equipamentos, serviços ou contratos vinculados à moeda estrangeira.</p>
<p>A intensidade do efeito depende da estrutura de cada balanço. Uma empresa com receitas dolarizadas e dívida proporcionalmente menor tende a capturar melhor a alta do câmbio.</p>
<p>As companhias também podem utilizar derivativos para reduzir a volatilidade do petróleo e do dólar. O hedge oferece proteção em momentos de queda, mas limita parte do ganho quando os preços sobem rapidamente.</p>
<p>Por isso, o impacto financeiro da valorização do Brent dependerá do volume efetivamente vendido, do preço realizado e do nível de proteção contratado por cada produtora.</p>
<h2>Petróleo sustenta Ibovespa em sessão volátil</h2>
<p>O peso das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fez com que a alta do petróleo produzisse efeitos sobre todo o mercado brasileiro.</p>
<p>A estatal ocupa uma das maiores posições na carteira teórica do Ibovespa. Movimentos superiores a 2% em seus papéis podem alterar significativamente o desempenho do índice.</p>
<p>Na máxima da manhã, o Ibovespa avançou aos 174.444,54 pontos. O índice permanecia no campo positivo próximo do meio-dia, apesar do comportamento negativo de empresas de educação, varejo e mineração.</p>
<p>Além da valorização das petroleiras, o desempenho refletia a entrada de capital em ativos considerados beneficiários da alta das commodities.</p>
<p>O movimento, entretanto, não representa uma melhora uniforme do mercado. O risco geopolítico que beneficia as produtoras de petróleo também aumenta a aversão a risco, pressiona moedas emergentes e pode elevar as expectativas de inflação.</p>
<p>Um petróleo persistentemente mais caro encarece combustíveis, fretes e cadeias produtivas. Isso pode reduzir a margem de empresas consumidoras de energia e dificultar o processo de redução dos juros.</p>
<p>A alta do Brent, portanto, produz ganhadores e perdedores dentro do próprio Ibovespa. Enquanto Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) capturam o aumento da commodity, companhias aéreas, transportadoras e setores intensivos em combustíveis podem enfrentar custos maiores.</p>
<h2>Oriente Médio mantém petroleiras no centro do Ibovespa</h2>
<p>A trajetória das ações nos próximos pregões dependerá principalmente da duração do prêmio de risco incorporado ao petróleo.</p>
<p>Caso as tensões diminuam, o Brent poderá devolver parte da valorização, reduzindo o impulso recente sobre Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3).</p>
<p>Uma escalada que ameace rotas comerciais ou instalações de produção teria o efeito contrário. O mercado poderia elevar ainda mais os contratos para refletir uma oferta global mais restrita.</p>
<p>Os investidores também acompanharão os estoques norte-americanos, a política de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados e os sinais de demanda da China.</p>
<p>Para a Petrobras (PETR3; PETR4), o barril acima de US$ 80 fortalece a geração de caixa, mas mantém no radar a política de preços, os investimentos e os dividendos.</p>
<p>Na PRIO (PRIO3), o foco permanece sobre a produção e a execução dos projetos de crescimento. Na Brava Energia (BRAV3), a troca de controle continua exercendo influência maior do que o próprio petróleo no comportamento diário das ações.</p>
<p>A sessão desta sexta-feira mostrou novamente a capacidade da commodity de reorganizar o Ibovespa. Com o Brent na faixa de US$ 85, Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) assumiram o protagonismo da Bolsa, enquanto as incertezas da OPA mantiveram a Brava Energia (BRAV3) na direção oposta.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ibovespa perde mais de 2 mil pontos em 16/07/2026 após tarifaço dos EUA</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/ibovespa-fechamento-16-07-2026</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camila Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 23:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fechamento do Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa hoje]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[tarifa de 25%]]></category>
		<category><![CDATA[tarifaço dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1519466</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ibovespa encerrou esta quinta-feira, 16 de julho de 2026, com queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, em um pregão marcado pela confirmação de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O anúncio elevou a percepção de risco, pressionou ações de grande peso na carteira e levou o dólar comercial a [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ibovespa encerrou esta quinta-feira, 16 de julho de 2026, com queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, em um pregão marcado pela confirmação de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O anúncio elevou a percepção de risco, pressionou ações de grande peso na carteira e levou o <a class="wpil_keyword_link" title="Dólar" href="https://gazetamercantil.com/mercados/dolar" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328592">dólar</a> comercial a avançar 0,40%, para R$ 5,09. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) estiveram entre as principais influências negativas sobre o índice.</p>
<p>A bolsa brasileira permaneceu em terreno negativo durante praticamente toda a sessão. O <a class="wpil_keyword_link" title="Ibovespa" href="https://gazetamercantil.com/mercados/ibovespa" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328591">Ibovespa</a> atingiu 176.011,31 pontos na máxima, ainda no início dos negócios, e caiu até 173.536,56 pontos no pior momento do dia. O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 19,3 bilhões.</p>
<p>Mais do que o impacto imediato da tarifa sobre companhias exportadoras, o <a class="wpil_keyword_link" title="Mercados" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328590">mercado</a> passou a precificar o risco de uma disputa comercial prolongada entre Brasília e Washington. A ampliação da lista de produtos preservados da cobrança reduziu parte do dano esperado, mas não impediu a retirada de posições em ativos brasileiros.</p>
<h2>Tarifa de 25% muda o rumo do pregão</h2>
<p>O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, oficializou na noite de quarta-feira a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras. A cobrança entrará em vigor às 0h01 do dia 22 de julho, no horário da Costa Leste americana, para mercadorias destinadas ao consumo ou retiradas de armazéns alfandegários a partir desse momento.</p>
<p>A medida foi adotada ao fim de uma investigação aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento criariam restrições ao comércio dos Estados Unidos.</p>
<p>A investigação incluiu duas audiências públicas, mais de 360 manifestações por escrito e o depoimento de 77 participantes em sessões realizadas nos dias 6 e 7 de julho. O USTR afirmou que manteve negociações com o governo brasileiro, mas considerou que as conversas não resolveram as questões levantadas durante o processo.</p>
<p>Para os investidores, o ponto central deixou de ser apenas quais mercadorias pagarão a sobretaxa. A preocupação passou a abranger o risco de medidas de reciprocidade, novos obstáculos ao comércio bilateral e efeitos indiretos sobre o câmbio, a inflação e as expectativas de crescimento.</p>
<h2>Exceções limitam impacto, mas não eliminam incertezas</h2>
<p>A decisão americana preservou uma parcela relevante da pauta exportadora brasileira. Determinadas classificações relacionadas à aviação civil, petróleo, carne bovina, café, celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja ficaram fora da cobrança adicional. Esses segmentos representaram aproximadamente um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos no primeiro semestre.</p>
<p>O USTR também ampliou a relação de exceções após analisar as manifestações apresentadas durante a consulta pública. Foram incorporados itens como hidróxido de alumínio, mel orgânico, café instantâneo sem adição de sabor, determinados pescados, produtos farmacêuticos, couros, peles, resíduos de ferro e aço, alguns produtos de madeira e roupas usadas.</p>
<p>A preservação de commodities importantes ajudou a evitar uma reação ainda mais intensa. A exclusão de minério de ferro e petróleo, por exemplo, reduz a exposição comercial direta de <a title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="328595">Vale e Petrobras</a> à nova tarifa. Ainda assim, as duas companhias recuaram porque o mercado tratou o anúncio como um fator de deterioração geral do prêmio de risco brasileiro.</p>
<p>As exceções também não são necessariamente aplicáveis a todos os produtos de cada setor. A cobertura depende dos códigos tarifários detalhados nos anexos da decisão americana, exigindo análise individual das mercadorias embarcadas por cada empresa.</p>
<h2>Vale e Petrobras aumentam pressão sobre o Ibovespa</h2>
<p>A queda de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) teve efeito relevante sobre o fechamento porque as duas companhias ocupam posições de grande peso na composição do Ibovespa. O movimento negativo das commodities e o aumento da cautela com o Brasil intensificaram a pressão durante a tarde.</p>
<p>Mesmo quando uma empresa não está diretamente exposta à cobrança, uma disputa comercial pode afetar seu valor de mercado por outros canais. A valorização do dólar altera custos e projeções financeiras, enquanto a elevação do risco-país aumenta a taxa de desconto utilizada pelos investidores para calcular o preço das ações.</p>
<p>O ambiente geopolítico adicionou outra camada de volatilidade. A tensão envolvendo Estados Unidos e Irã manteve no radar a possibilidade de interrupções em rotas estratégicas de petróleo e gás, sobretudo no entorno do Estreito de Ormuz. O risco sustentou oscilações expressivas nas commodities, mas não foi suficiente para impedir a queda das ações ligadas ao setor de petróleo na bolsa brasileira.</p>
<p>A combinação de Vale e Petrobras em baixa impôs uma barreira relevante a qualquer tentativa de recuperação do índice. Em sessões de aversão ao risco, o desempenho dessas companhias costuma ser determinante <a title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-monitor-id="330664">para o rumo do mercado</a>, dada sua elevada participação na carteira teórica da B3.</p>
<h2>Dólar avança com busca por proteção</h2>
<p>A tensão comercial também atingiu o mercado de câmbio. O dólar comercial subiu 0,40%, para R$ 5,09, aproximando-se novamente da marca de R$ 5,10. O movimento refletiu a procura por proteção depois da confirmação da medida americana.</p>
<p>O avanço da moeda funciona como um dos principais termômetros do aumento da percepção de risco. Investidores estrangeiros tendem a reduzir a exposição a ativos locais diante da possibilidade de deterioração das relações comerciais, enquanto <a class="wpil_keyword_link" title="Empresas" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328593">empresas</a> e fundos aumentam posições defensivas no mercado futuro.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar também poderia produzir consequências para a <a class="wpil_keyword_link" title="Política" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank" rel="noopener" data-wpil-keyword-link="linked" data-wpil-monitor-id="328594">política</a> monetária. O repasse cambial para preços de combustíveis, alimentos e produtos importados tende a dificultar a convergência da inflação, embora a extensão desse efeito dependa da duração da crise e da intensidade do movimento da moeda.</p>
<p>No pregão desta quinta-feira, entretanto, a alta foi moderada diante da dimensão política do anúncio. A lista de exceções e a continuidade dos canais de negociação impediram uma desorganização mais ampla do mercado cambial.</p>
<h2>Varejo praticamente estagnado reforça cautela</h2>
<p>O cenário doméstico também trouxe sinais de desaceleração. O volume de vendas do comércio varejista variou apenas 0,1% em maio ante abril, depois de uma queda de 1,6% no mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A média móvel trimestral recuou 0,2%.</p>
<p>Na comparação com maio de 2025, o varejo cresceu 0,4%. O setor acumula expansão de 1,7% nos cinco primeiros meses de 2026 e de 1,4% em 12 meses. No varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e o atacado especializado de alimentos, bebidas e fumo, houve queda de 0,2% na margem e retração de 0,6% na comparação anual.</p>
<p>O resultado mostrou um consumo ainda sem força consistente. Cinco das oito atividades pesquisadas avançaram na comparação mensal, mas setores de peso apresentaram perdas. As vendas de hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 1,5%, enquanto equipamentos de informática, comunicação e material para escritório recuaram 1,7%.</p>
<p>Em sentido contrário, livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 15,2%. Tecidos, vestuário e calçados cresceram 3,1%, e móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 2,7%.</p>
<p>Os números do varejo não foram o principal motivo da queda do Ibovespa, mas reforçaram a leitura de uma atividade econômica menos dinâmica. Em um dia já dominado pelo risco externo, o indicador reduziu o espaço para uma reação das empresas mais dependentes do mercado interno.</p>
<h2>Governo brasileiro anuncia reação</h2>
<p>A resposta oficial do governo brasileiro foi divulgada às 17h58, depois do encerramento do pregão regular. Em nota, o governo afirmou que manteve mais de 30 reuniões com autoridades americanas desde julho de 2025 e rejeitou as justificativas apresentadas pelo USTR.</p>
<p>Brasília declarou que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica e retomará a discussão no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. O governo também informou que pretende se reunir com os setores afetados e reforçar instrumentos de apoio às empresas brasileiras.</p>
<p>A manifestação ocorreu depois que o Ibovespa já havia fechado. Por isso, a reação completa dos investidores ao posicionamento brasileiro deverá aparecer no pregão seguinte.</p>
<p>O mercado buscará identificar se o acionamento da Lei de Reciprocidade será utilizado inicialmente como instrumento de negociação ou se poderá resultar em tarifas e restrições contra produtos americanos. Uma resposta imediata e ampla aumentaria o risco de escalada. Uma estratégia gradual, acompanhada de novas negociações, poderia reduzir parte da pressão sobre os ativos.</p>
<h2>O que esperar do próximo pregão</h2>
<p>O comportamento do Ibovespa na sexta-feira dependerá da repercussão da resposta brasileira e de eventuais manifestações do governo americano. Os investidores também deverão acompanhar possíveis esclarecimentos sobre a lista de produtos atingidos, que será decisiva para estimar os efeitos sobre receitas, margens e investimentos de companhias exportadoras.</p>
<p>Apesar da queda superior a 2 mil pontos, o fechamento não caracterizou uma ruptura desordenada. O mercado reconheceu que as exceções preservaram setores importantes, mas exigiu um prêmio maior para permanecer exposto ao Brasil.</p>
<p>A diferença entre uma correção pontual e um ciclo mais prolongado de perdas dependerá, agora, da evolução diplomática. Sem novas medidas, a bolsa poderá voltar a concentrar atenção nos juros, na inflação e nos resultados corporativos. Caso a disputa avance para retaliações sucessivas, o câmbio e as ações mais sensíveis ao risco doméstico poderão enfrentar uma nova rodada de volatilidade.</p>
<h3>Ibovespa em 16/07/2026</h3>
<p><strong>Fechamento:</strong> 173.825,27 pontos<br />
<strong>Variação:</strong> queda de 1,24%<br />
<strong>Máxima:</strong> 176.011,31 pontos<br />
<strong>Mínima:</strong> 173.536,56 pontos<br />
<strong>Volume financeiro:</strong> R$ 19,3 bilhões<br />
<strong>Dólar comercial:</strong> R$ 5,09, alta de 0,40%</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale (VALE3) supera Petrobras (PETR4) em dividendos de 12 meses</title>
		<link>https://gazetamercantil.com/vale-vale3-petrobras-petr4-dividendos-12-meses</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 17:48:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[B3]]></category>
		<category><![CDATA[dividend yield]]></category>
		<category><![CDATA[dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[JCP]]></category>
		<category><![CDATA[juros sobre capital próprio]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
		<category><![CDATA[PETR4]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
		<category><![CDATA[VALE3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gazetamercantil.com/?p=1517066</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Vale (VALE3) superou a Petrobras (PETR4) na distribuição de proventos por ação nos 12 meses encerrados em 16 de julho de 2026, segundo levantamento do Status Invest. No período analisado, a mineradora acumulou R$ 5,4772 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio, ante R$ 2,64 por ação da estatal. A vantagem também [&#8230;]</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Vale (VALE3) superou a Petrobras (PETR4) na distribuição de proventos por ação nos 12 meses encerrados em 16 de julho de 2026, segundo levantamento do Status Invest. No período analisado, a mineradora acumulou R$ 5,4772 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio, ante R$ 2,64 por ação da estatal. A vantagem também apareceu no dividend yield calculado pela plataforma, de 7,40% para a <a href="https://gazetamercantil.com/ibovespa-hoje" title="Ibovespa hoje, 16 de julho: Bolsa cai com tarifaço dos EUA e pressão de Vale e bancos" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="328586">Vale e de 6,49% para a Petrobras</a>.</p>
<p>O resultado coloca a Vale à frente de uma das <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/empresas" target="_blank"  rel="noopener" title="Empresas" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="326383">empresas</a> mais associadas ao pagamento de dividendos na Bolsa brasileira. A diferença, entretanto, não significa necessariamente que a mineradora tenha maior capacidade estrutural de remunerar seus acionistas ou que ofereça, isoladamente, uma alternativa de investimento superior.</p>
<p>A comparação depende do preço das ações utilizado no cálculo do dividend yield, das datas consideradas para cada provento e da forma como os juros sobre capital próprio são contabilizados. Também pode haver diferença entre o valor bruto anunciado pela companhia, o montante líquido recebido pelo investidor e os dividendos já declarados, mas ainda não depositados.</p>
<p>Em outras palavras, o levantamento oferece uma fotografia do período. Não representa uma garantia sobre os dividendos da Vale e Petrobras nos próximos trimestres.</p>
<h2>Vale abre vantagem no recorte de 12 meses</h2>
<p>A maior parcela dos dividendos da Vale considerada no período foi formada por três pagamentos. A mineradora depositou aproximadamente R$ 1,895 por ação em juros sobre capital próprio em setembro de 2025, seguida por R$ 1,244102486 por ação em dividendos no dia 7 de janeiro de 2026.</p>
<p>Em 4 de março, a companhia realizou uma nova distribuição, composta por R$ 0,768133538 por ação em dividendos e R$ 1,569535033 por ação em juros sobre capital próprio. Somados, os pagamentos aproximam-se dos R$ 5,4772 por ação indicados no levantamento.</p>
<p>O acionista precisa considerar que dividendos e juros sobre capital próprio têm tratamentos diferentes. O JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte, de acordo com a legislação aplicável. Por isso, o valor bruto divulgado pela empresa não corresponde necessariamente ao dinheiro líquido creditado na conta do investidor.</p>
<p>A distribuição aprovada pela Vale no fim de novembro de 2025 totalizou R$ 3,581771057 por ação. A remuneração foi baseada no balanço de 30 de setembro daquele ano e representou uma antecipação da destinação do resultado do exercício de 2025.</p>
<p>A data de corte foi 11 de dezembro de 2025. Somente os investidores que mantinham ações da Vale (VALE3) ao fim daquele pregão tiveram direito aos pagamentos efetuados em janeiro e março de 2026. A partir de 12 de dezembro, os papéis passaram a ser negociados sem direito àqueles proventos.</p>
<h2>Calendário da Petrobras altera a fotografia</h2>
<p>A Petrobras realizou várias distribuições ao longo do mesmo intervalo. O calendário mais fragmentado ajuda a explicar por que diferentes plataformas podem apresentar valores distintos para os dividendos da Petrobras nos últimos 12 meses.</p>
<p>Em agosto e setembro de 2025, a estatal pagou duas parcelas referentes ao balanço do primeiro trimestre daquele ano. O valor bruto aprovado foi de R$ 0,90916619 por ação ordinária ou preferencial, dividido igualmente entre os dois meses.</p>
<p>A primeira parcela, de R$ 0,45458310 por ação, foi integralmente classificada como juros sobre capital próprio. A segunda, de R$ 0,45458309, combinou R$ 0,30844749 em dividendos e R$ 0,14613560 em JCP.</p>
<p>Nos meses de novembro e dezembro de 2025, a Petrobras fez outra distribuição, no total de R$ 0,67192409 por ação. O primeiro pagamento foi de R$ 0,33596205 por papel, enquanto o segundo somou R$ 0,33596204, dividido entre dividendos e juros sobre capital próprio.</p>
<p>Já em fevereiro e março de 2026, a companhia depositou R$ 0,94320755 por ação, correspondente à remuneração aprovada com base no balanço de 30 de setembro de 2025. A primeira parcela foi de R$ 0,47160378 e a segunda, de R$ 0,47160377 por ação.</p>
<p>Houve ainda uma remuneração complementar referente ao quarto trimestre de 2025. A Assembleia Geral Ordinária aprovou R$ 0,62622908 por ação, corrigidos pela Selic. Considerando a atualização acumulada somente até a data de corte, o valor havia alcançado R$ 0,65252818 por ação, dividido entre pagamentos realizados em maio e junho de 2026.</p>
<p>Esse histórico mostra por que o significado de “pagou nos últimos 12 meses” precisa ser definido. Um cálculo baseado na data do depósito pode incluir proventos cuja data de corte ocorreu antes do início do período. Um levantamento baseado na data “com” pode excluir esses pagamentos, mesmo que o dinheiro tenha entrado na conta do acionista durante os 12 meses analisados.</p>
<p>O resultado também muda quando a plataforma utiliza valores líquidos de JCP, descontando a retenção tributária, em vez dos montantes brutos anunciados pelas companhias.</p>
<h2>Políticas de remuneração seguem fórmulas diferentes</h2>
<p>Os dividendos da Vale e Petrobras são determinados por políticas próprias e refletem modelos de negócio distintos.</p>
<p>Na Vale, a <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/politica" target="_blank"  rel="noopener" title="Política" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="326381">política</a> estabelece duas parcelas regulares por ano, calculadas a partir dos resultados do primeiro e do segundo semestres. A remuneração mínima corresponde a 30% da diferença entre o Ebitda ajustado e o investimento corrente, conforme os critérios definidos pela mineradora.</p>
<p>A fórmula vincula os dividendos à capacidade operacional de geração de resultado e às necessidades de manutenção dos ativos. Se os preços do minério de ferro sobem, os volumes avançam e os custos permanecem controlados, a geração de caixa tende a favorecer pagamentos maiores.</p>
<p>O movimento contrário também é possível. Uma queda prolongada das commodities, problemas operacionais, aumento de custos, provisões ou investimentos mais elevados podem reduzir o dinheiro disponível para os acionistas.</p>
<p>Na Petrobras, a política prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando a dívida bruta permanece dentro do limite estabelecido pelo plano de <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/negocios" target="_blank"  rel="noopener" title="Negócios" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="326384">negócios</a> e as demais condições financeiras são cumpridas.</p>
<p>A estatal avalia ainda a sustentabilidade financeira, os investimentos previstos, o caixa disponível e a necessidade de preservar recursos para suas operações. A fórmula cria uma ligação direta entre geração de caixa, endividamento e remuneração aos acionistas.</p>
<p>Por ser controlada pela União, a Petrobras também permanece exposta a discussões sobre governança, política de preços, investimentos, transição energética e prioridades estratégicas do governo. Essas variáveis podem afetar a percepção de previsibilidade dos dividendos, mesmo quando a companhia apresenta resultados operacionais robustos.</p>
<h2>Minério de ferro sustenta caixa da Vale, mas amplia volatilidade</h2>
<p>A vantagem registrada pela Vale no levantamento ocorreu em um período de recuperação operacional e melhora dos preços realizados de seus principais produtos.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2026, o Ebitda proforma da mineradora chegou a US$ 3,9 bilhões, com crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre recorrente alcançou US$ 813 milhões, enquanto os investimentos somaram US$ 1,1 bilhão.</p>
<p>Em 2025, a Vale produziu 336 milhões de toneladas de minério de ferro e registrou Ebitda proforma de US$ 15,9 bilhões. O fluxo de caixa livre recorrente avançou 26%, para US$ 4,8 bilhões, criando espaço para a remuneração distribuída no início de 2026.</p>
<p>A dívida líquida expandida encerrou o ano em US$ 15,6 bilhões, dentro da faixa de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões indicada pela companhia. Essa medida inclui provisões relacionadas a Brumadinho e Mariana e, portanto, oferece uma visão mais ampla das obrigações financeiras da mineradora.</p>
<p>Para os investidores, a principal variável continua sendo o minério de ferro. A demanda chinesa, a produção de aço, os estímulos ao setor imobiliário da China, os estoques nos portos e a oferta das grandes mineradoras influenciam diretamente os preços internacionais.</p>
<p>A Vale também tenta ampliar a participação de cobre e níquel em seu portfólio, mas o minério de ferro permanece como o principal gerador de caixa. Essa concentração permite dividendos elevados em ciclos favoráveis, ao mesmo tempo que expõe os resultados a mudanças rápidas no <a class="wpil_keyword_link" href="https://gazetamercantil.com/mercados" target="_blank"  rel="noopener" title="Mercados" data-wpil-keyword-link="linked"  data-wpil-monitor-id="326382">mercado</a> global de commodities.</p>
<h2>Petrobras combina produção recorde com plano de investimento maior</h2>
<p>A Petrobras iniciou 2026 com números operacionais fortes. No primeiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões e aprovou R$ 9 bilhões em nova remuneração aos acionistas.</p>
<p>O Ebitda ajustado, excluindo eventos não recorrentes, chegou a R$ 61,7 bilhões. A produção própria total atingiu 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia, enquanto a produção própria no pré-sal alcançou 2,66 milhões de barris de óleo equivalente por dia.</p>
<p>A dívida bruta terminou o trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões utilizado como referência no Plano de Negócios 2026-2030. A manutenção da dívida dentro desse patamar é relevante <a href="https://gazetamercantil.com/siglas-corporativas-aprender" title="Siglas Corporativas para Aprender e Aplicar no Mercado (2026)" target="_blank" rel="noopener"  data-wpil-monitor-id="331223">para a aplicação</a> da política de dividendos da Petrobras.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a estatal pretende executar um dos maiores programas de investimentos do setor. O plano prevê US$ 109 bilhões em aportes entre 2026 e 2030, dos quais US$ 69,2 bilhões estão direcionados à exploração e produção de petróleo e gás.</p>
<p>A Petrobras espera alcançar pico de produção de petróleo de 2,7 milhões de barris por dia em 2028 e produção total de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.</p>
<p>O programa pode elevar a produção e sustentar a geração de caixa no longo prazo, mas também amplia a disputa por recursos entre investimentos e dividendos. Quanto maior o capital necessário para novos projetos, menor tende a ser a flexibilidade para pagamentos extraordinários, especialmente em cenários de queda do petróleo.</p>
<h2>Dividend yield não mede sozinho a qualidade do investimento</h2>
<p>O dividend yield compara os proventos distribuídos por ação com a cotação do papel. Por essa razão, um yield elevado nem sempre resulta exclusivamente de dividendos maiores. Ele também pode aumentar quando o preço da ação cai.</p>
<p>Essa característica exige cautela ao comparar os dividendos da Vale e Petrobras. A Vale registrou yield de 7,40% no levantamento apresentado, contra 6,49% da Petrobras, mas as duas ações respondem a fatores de risco diferentes.</p>
<p>A Vale depende principalmente do minério de ferro, da atividade econômica chinesa, dos custos de produção e de questões relacionadas a licenciamento, barragens e reparações. A Petrobras é influenciada pelo preço do petróleo, pelo câmbio, pela política de combustíveis, pelo programa de investimentos e pelas decisões de seu acionista controlador.</p>
<p>O investidor também deve observar o endividamento, o fluxo de caixa livre, o volume de investimentos, a eficiência operacional, a governança e o preço pago pela ação. Dividendos elevados em um período não asseguram a repetição do mesmo retorno nos anos seguintes.</p>
<p>Outro ponto é a data de corte. A compra da ação depois de ela passar a ser negociada “ex-dividendos” não dá direito ao pagamento já anunciado. Na abertura do pregão ex-direitos, a cotação tende a sofrer um ajuste correspondente ao valor do provento, embora outros fatores de mercado possam alterar o comportamento do papel.</p>
<h2>Pagamentos de 2026 podem reduzir distância entre PETR4 e VALE3</h2>
<p>A Petrobras já aprovou uma nova remuneração de R$ 0,70097272 por ação com base no balanço de 31 de março de 2026. O montante será pago em duas parcelas de R$ 0,35048636, previstas para 20 de agosto e 21 de setembro.</p>
<p>Como esses depósitos ocorrerão depois de 16 de julho, eles não representam dinheiro já recebido pelo acionista dentro do recorte utilizado no levantamento. Ainda assim, devem elevar o total acumulado dos dividendos da Petrobras à medida que o calendário avançar.</p>
<p>A Vale deverá definir suas próximas distribuições com base na geração de caixa, no desempenho do minério de ferro e nos resultados do primeiro semestre. A companhia tradicionalmente concentra uma parcela de sua remuneração em setembro e outra em março.</p>
<p>A liderança da Vale nos últimos 12 meses, portanto, retrata um período específico no qual a combinação de caixa operacional, política de remuneração e calendário favoreceu a mineradora.</p>
<p>Para o acionista, o dado mais relevante não é apenas qual empresa pagou mais no passado. A sustentabilidade dos próximos dividendos dependerá da capacidade de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) financiarem seus investimentos, manterem o endividamento sob controle e converterem produção em fluxo de caixa disponível.</p>
<p>Este post apareceu primeiro em Gazetamercantil.com - <a rel="nofollow" href="https://gazetamercantil.com">GAZETA MERCANTIL - A Gazeta Mercantil traz as últimas notícias sobre política, economia, segurança, entretenimento, negócios, entretenimento, esportes, moda</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
