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Home Política

Mudança na escolha de presidente de junta comercial: Senado aprova PL que dá mais autonomia aos estados

Senado aprova projeto que altera regras de nomeação de juntas comerciais

por Redação
09/10/2025 às 14h18
em Política, Destaque, Notícias
Marco Legal Dos Seguros - Gazeta Mercantil

Mudança na escolha de presidente de junta comercial pode dar mais autonomia aos estados

A mudança na escolha de presidente de junta comercial avança no Senado, com a aprovação do Projeto de Lei 315/2023 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Essa proposta retira a obrigatoriedade de que o presidente e o vice-presidente das juntas comerciais sejam escolhidos entre os vogais do plenário e permite que permaneçam no cargo enquanto durar o ato de nomeação do governador.

O texto segue agora, em regime de urgência, para deliberação do Plenário do Senado. A expectativa é que a medida fortaleça a gestão das juntas comerciais e aumente a eficiência no atendimento aos empreendedores, garantindo maior estabilidade e continuidade administrativa.


O papel das juntas comerciais no Brasil

O Brasil possui 27 juntas comerciais, sendo uma em cada estado e outra no Distrito Federal. Esses órgãos têm a responsabilidade de registrar atos de empresas, além de prestar suporte e orientação aos empreendedores, assegurando a autenticidade e a publicidade dos registros empresariais.

As juntas comerciais são subordinadas administrativamente aos governos estaduais e tecnicamente ao Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei), vinculado ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). Elas desempenham papel estratégico na segurança jurídica dos negócios, garantindo que os atos societários e empresariais estejam devidamente formalizados e registrados.

A mudança na escolha de presidente de junta comercial busca modernizar essa estrutura, trazendo mais autonomia administrativa aos estados e fortalecendo a gestão voltada ao empreendedorismo.


Como era a escolha antes do projeto de lei

Atualmente, segundo a Lei do Registro Público de Empresas Mercantis, o presidente e o vice-presidente das juntas comerciais devem ser escolhidos entre os vogais do plenário — integrantes indicados pelos governos estaduais, com mandato de quatro anos e possibilidade de recondução por mais um mandato.

Os vogais e suplentes participam de julgamentos, relatam processos administrativos internos e são fundamentais para o funcionamento regular das juntas comerciais. No entanto, a exigência de que os cargos de liderança sejam preenchidos apenas entre os vogais do plenário limitava a liberdade do governador em nomear profissionais qualificados e manter continuidade administrativa nos órgãos.

Com a aprovação do PL 315/2023 na CCJ, a mudança na escolha de presidente de junta comercial permitirá que os governadores tenham maior flexibilidade para nomear e manter no cargo profissionais com bom desempenho, independentemente de serem vogais do plenário.


Objetivos e justificativas do projeto

O projeto de lei, de autoria do deputado Merlong Solano (PT-PI), transforma os cargos de presidente e vice-presidente das juntas comerciais em funções de livre nomeação, sem limitação de mandato. Segundo o deputado, a medida permite aos governadores manter profissionais que apresentem competência, garantindo eficiência e qualidade nos serviços prestados.

O projeto recebeu parecer favorável do senador Angelo Coronel (PSD-BA) e foi lido na CCJ pelo senador Weverton (PDT-MA). O relator destacou que a proposta moderniza a legislação, fortalece a autonomia administrativa dos estados e possibilita que metas de gestão sejam cumpridas com maior eficácia.

Com a mudança na escolha de presidente de junta comercial, espera-se que haja melhoria no atendimento ao empreendedor, redução da burocracia e maior alinhamento entre as políticas estaduais e federais voltadas ao incentivo de novos negócios.


Impactos da mudança na escolha de presidente de junta comercial

A aprovação do PL 315/2023 representa um marco importante na gestão das juntas comerciais, com impactos positivos em diversas áreas:

  1. Autonomia administrativa: Os estados poderão escolher profissionais de confiança e manter continuidade em projetos estratégicos.

  2. Eficiência operacional: A permanência de gestores competentes aumenta a agilidade nos processos de registro e facilita o atendimento a empresas.

  3. Incentivo ao empreendedorismo: Com juntas comerciais mais eficientes, empreendedores terão maior segurança e rapidez nos processos de abertura e regularização de negócios.

  4. Redução de burocracia: A flexibilização nas nomeações elimina entraves administrativos relacionados à limitação de cargos apenas aos vogais do plenário.

A mudança ainda fortalece a imagem das juntas comerciais como órgãos essenciais à segurança jurídica e à competitividade empresarial no país.


Estrutura e funcionamento das juntas comerciais

O plenário das juntas comerciais é composto por vogais e suplentes, nomeados pelos governos estaduais ou pelo Distrito Federal, com mandato de quatro anos e possibilidade de recondução. Eles desempenham funções administrativas e técnicas importantes, como analisar processos, aprovar registros e garantir que todas as normas legais sejam cumpridas.

Com a mudança na escolha de presidente de junta comercial, os governadores poderão nomear líderes que tenham experiência comprovada e visão estratégica, sem estarem limitados às escolhas entre os vogais. Isso tende a acelerar processos e melhorar a qualidade dos serviços prestados.


Desafios e perspectivas

Apesar dos benefícios esperados, a mudança na escolha de presidente de junta comercial também pode enfrentar desafios, como a necessidade de garantir transparência e evitar nomeações políticas que não atendam ao interesse público.

Especialistas defendem que critérios objetivos, como experiência profissional e desempenho comprovado, devem nortear as nomeações, assegurando que a autonomia concedida aos governadores seja utilizada de forma eficaz e responsável.


Mais autonomia para melhores resultados

A aprovação do projeto PL 315/2023 pela CCJ do Senado marca um avanço na gestão das juntas comerciais no Brasil. Ao permitir a mudança na escolha de presidente de junta comercial, a legislação oferece mais autonomia aos estados, fortalece a gestão pública voltada ao empreendedorismo e melhora a eficiência no atendimento a empresários.

Essa modernização representa um passo importante para reduzir burocracia, assegurar continuidade administrativa e garantir que profissionais competentes liderem os órgãos responsáveis pelo registro e formalização de empresas em todo o país.

Tags: autonomia administrativaeficiência juntas comerciaisEmpreendedorismogestão públicagoverno estadualjuntas comerciais Brasilmudança na escolha de presidente de junta comercialPL 315/2023Políticaregistro empresarialsegurança jurídica empresarial

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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