Natura (NATU3) conclui venda da Avon na Rússia por R$ 166 milhões e reforça foco na América Latina
A Natura (NATU3) anunciou na quarta-feira (18) a conclusão da venda das operações da Avon na Rússia, consolidando um capítulo importante da estratégia de simplificação corporativa do grupo. A transação foi realizada por meio da subsidiária indireta Avon Netherlands Holdings II B.V., com valor total de 26,9 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$ 166,3 milhões.
O comunicado da companhia destacou que os recursos da venda foram recebidos já no dia 17 de fevereiro de 2026, antecipando a entrada de caixa antes mesmo da divulgação oficial ao mercado. Esse movimento reforça a liquidez da empresa e reduz ruídos sobre prazos de liquidação, transmitindo confiança aos investidores.
Venda da Avon na Rússia: fim de um ciclo estratégico
A decisão de vender a Avon Rússia está alinhada à estratégia da Natura de simplificação e foco em mercados prioritários. Segundo a companhia, a operação marca o fechamento de um ciclo de desinvestimentos que visam concentrar esforços no crescimento do negócio na América Latina, região onde a marca possui maior penetração, escala e reconhecimento.
Ao se desfazer das operações russas, a Natura busca reduzir a complexidade operacional e estrutural que envolve manter negócios em geografias distantes do eixo principal de atuação. Com a saída da Rússia, a empresa pode direcionar recursos financeiros e humanos para mercados estratégicos, reforçando o desempenho e a competitividade da marca na região latino-americana.
A estratégia também evidencia a maturidade da companhia em conduzir desinvestimentos de forma organizada, garantindo liquidez imediata e minimizando impactos negativos sobre o caixa ou sobre a percepção do mercado.
Reposicionamento corporativo e foco na América Latina
O movimento da Natura faz parte de um reposicionamento maior, iniciado com a aquisição da Avon e seguido por etapas de racionalização de ativos internacionais. Antes da Rússia, a empresa concluiu a venda da Avon International para a Regent, preservando a operação da marca na América Latina, onde o grupo possui presença consolidada.
Segundo a própria companhia, o foco estratégico agora é consolidar sua posição em mercados onde já existe escala, canais de distribuição sólidos e maior aceitação da marca. Isso inclui Brasil, México e demais países da América Latina, que representam o núcleo do crescimento sustentável da Natura.
Com a carteira mais enxuta, a empresa busca eficiência operacional, maior retorno sobre o capital investido e alinhamento com os objetivos de longo prazo. A simplificação permite que a companhia concentre esforços em inovação, marketing, digitalização das vendas e expansão de produtos em segmentos estratégicos, como cosméticos, cuidados pessoais e perfumaria.
Impactos financeiros da venda da Avon Rússia
A entrada de R$ 166,3 milhões no caixa da Natura não apenas reforça a liquidez, como também contribui para a redução de endividamento e permite novos investimentos no eixo prioritário da América Latina. Para analistas do mercado, a operação demonstra disciplina financeira e capacidade da empresa em monetizar ativos não estratégicos de maneira eficiente.
A transação também envia sinais positivos para investidores institucionais e de varejo, ao mostrar que a Natura consegue extrair valor de mercados secundários sem comprometer a operação principal. A liquidação rápida da operação, recebendo os recursos antes da divulgação oficial, reforça ainda mais a governança e o controle sobre os processos de venda.
Estratégia de simplificação e desinvestimentos
O processo de desinvestimentos da Natura é parte de uma estratégia de longo prazo que busca transformar a empresa em uma organização mais ágil, com foco em rentabilidade e crescimento sustentável. A venda da Avon na Rússia representa a última etapa desse plano, complementando operações anteriores em outras regiões do mundo.
De acordo com a companhia, o objetivo é reduzir complexidade, liberar capital e concentrar esforços em áreas de maior retorno e sinergia com o core business. Esse tipo de estratégia é comum entre empresas globais que buscam racionalizar portfólio, concentrando recursos em mercados onde possuem vantagem competitiva e presença consolidada.
Para o investidor, a mensagem é clara: a Natura está posicionando-se de forma estratégica, privilegiando mercados com maior potencial de crescimento e margens mais atraentes.
O que muda para a operação na América Latina
Com a venda da Avon Rússia, a Natura mantém a operação da marca Avon exclusivamente na América Latina, fortalecendo seu portfólio regional. Isso significa que a companhia poderá investir mais em marketing, tecnologia, desenvolvimento de produtos e digitalização das vendas em países estratégicos.
Além disso, a operação permite maior foco em segmentos de crescimento, como e-commerce, marketplaces e vendas diretas, que têm apresentado forte expansão na região. A simplificação do portfólio internacional também possibilita que a empresa implemente estratégias locais de maneira mais eficiente, adaptando-se rapidamente às preferências do consumidor latino-americano.
Analistas destacam que o movimento reforça a competitividade da Natura no mercado regional, permitindo que a companhia aumente participação de mercado, melhore margens e fortaleça a marca frente a concorrentes globais e locais.
Governança corporativa e disciplina estratégica
A conclusão da venda da Avon Rússia evidencia a governança robusta da Natura, com processos claros de avaliação de ativos e execução de desinvestimentos. A empresa mostrou disciplina ao conduzir a transação de forma a antecipar o recebimento de recursos, reduzindo riscos e otimizando a alocação de capital.
Para o mercado, essa abordagem reforça a confiança na gestão e na capacidade da companhia de executar decisões estratégicas com eficiência, sem comprometer operações principais ou a experiência do consumidor.
Além disso, a Natura segue consolidando sua posição como líder em sustentabilidade e responsabilidade corporativa, princípios que permeiam decisões estratégicas, como a simplificação do portfólio e o foco em mercados prioritários.
Perspectivas para o futuro da Natura na América Latina
Com a operação da Rússia encerrada, a Natura concentra esforços na expansão da Avon e de suas próprias marcas na América Latina. O foco está em:
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Crescimento de market share em categorias estratégicas, como cosméticos e perfumaria;
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Expansão digital, incluindo e-commerce, marketplaces e canais diretos;
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Inovação em produtos, atendendo às demandas de consumidores por sustentabilidade e personalização;
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Eficiência operacional, otimizando custos e alocando capital de forma estratégica.
Essa estratégia permite que a Natura continue fortalecendo a marca Avon na região, aumentando a rentabilidade e garantindo crescimento consistente no médio e longo prazo.
A venda da Avon na Rússia não representa apenas um movimento financeiro; trata-se de uma decisão estratégica que alinha a empresa a mercados prioritários, reduz complexidade e permite foco absoluto no crescimento sustentável.





