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Oncoclínicas (ONCO3) mais que triplica prejuízo no 1T26, para R$ 438,7 milhões

Rede de oncologia teve Ebitda ajustado negativo, queda de receita, alta alavancagem e impacto do desabastecimento de medicamentos nas clínicas

por João Souza - Repórter de Negócios
15/05/2026 às 10h32
em Empresas, Notícias
Oncoclínicas

A Oncoclínicas (ONCO3) registrou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, mais do que triplicando a perda de R$ 131,9 milhões apurada no mesmo período de 2025, informou a companhia em relatório de resultados divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (14). O desempenho foi pressionado por queda de receita, Ebitda ajustado negativo, provisões contábeis, desalavancagem operacional e pelos efeitos do desabastecimento de medicamentos nas clínicas a partir de março.

O resultado amplia a pressão sobre a Oncoclínicas (ONCO3), que atravessa um dos períodos mais delicados desde sua abertura de capital. A companhia, especializada em tratamentos oncológicos, vem enfrentando piora nos indicadores financeiros, elevado consumo de caixa, aumento da alavancagem e necessidade de renegociação com credores.

No trimestre, o Ebitda ajustado, indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou negativo em R$ 49,2 milhões. A margem Ebitda ajustada foi negativa em 4,2%, refletindo a deterioração da operação em um período marcado por menor volume de procedimentos e problemas na cadeia de fornecimento de medicamentos.

A receita líquida da Oncoclínicas (ONCO3) somou R$ 1,16 bilhão entre janeiro e março, queda de 22,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, a dinâmica foi influenciada pelo volume de provisões de PCLD, a provisão para créditos de liquidação duvidosa, contabilizadas no período.

Prejuízo da Oncoclínicas aumenta com queda de receita e provisões

O prejuízo da Oncoclínicas (ONCO3) no primeiro trimestre mostra a intensidade da deterioração financeira enfrentada pela companhia. A perda de R$ 438,7 milhões representa uma piora relevante em relação ao prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado um ano antes.

A queda da receita líquida foi um dos principais fatores de pressão. Ao recuar 22,3%, para R$ 1,16 bilhão, a companhia perdeu escala operacional em um negócio que depende de volume, previsibilidade de atendimento e eficiência na relação com fontes pagadoras.

A empresa atribuiu parte da queda ao aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa. Esse tipo de provisão é utilizado quando há risco de inadimplência ou dificuldade de recebimento de valores. No setor de saúde, a relação com operadoras, seguradoras e demais fontes pagadoras tem impacto direto sobre capital de giro e geração de caixa.

O Ebitda ajustado negativo também reforça a fragilidade do trimestre. O indicador ficou em R$ 49,2 milhões negativos, com margem negativa de 4,2%. Na prática, isso mostra que a operação ajustada não conseguiu gerar resultado operacional positivo antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização.

Para investidores, o dado é especialmente sensível porque o Ebitda costuma ser usado como referência para avaliar capacidade de pagamento de dívida. Quando o indicador fica negativo ou pressionado, a percepção de risco aumenta, especialmente em companhias com alto endividamento.

Desabastecimento de medicamentos afetou operação nas clínicas

A Oncoclínicas (ONCO3) informou que o Ebitda ajustado foi diretamente impactado pela desalavancagem operacional do período. Segundo a companhia, o problema foi causado pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas, cenário que começou a ser enfrentado no início de março.

Em uma rede de tratamento oncológico, a disponibilidade de medicamentos é componente essencial da operação. A falta de insumos pode afetar a realização de procedimentos, reduzir a capacidade de atendimento e comprometer a geração de receita.

O número de procedimentos no trimestre foi de aproximadamente 133,4 mil, abaixo dos períodos anteriores. A companhia atribuiu a redução à política comercial de diminuição da exposição a fontes pagadoras mais intensivas em capital de giro e à crise de abastecimento de medicamentos.

Essa combinação evidencia um ajuste operacional complexo. De um lado, a empresa buscou reduzir exposição a contratos ou fontes de pagamento que exigem mais capital de giro. De outro, enfrentou restrições no fornecimento de medicamentos, o que limitou a capacidade de converter demanda em receita.

O impacto financeiro tende a ser mais severo quando ocorre em uma estrutura de custos elevada. Com menor volume de procedimentos, despesas fixas e custos operacionais passam a pesar proporcionalmente mais sobre o resultado, reduzindo margens e pressionando caixa.

Dívida líquida e aquisições a pagar chegam a R$ 3,26 bilhões

Ao fim do primeiro trimestre, a dívida líquida financeira da Oncoclínicas (ONCO3), somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 3,26 bilhões. O patamar reforça a preocupação do mercado com a estrutura de capital da companhia.

A alavancagem financeira total, medida pela dívida financeira líquida mais aquisições a pagar sobre o Ebitda ajustado, ficou em 5,2 vezes ao fim do período. Em empresas com geração operacional pressionada, esse indicador ganha relevância porque aponta o grau de comprometimento do balanço em relação à capacidade de geração de resultado.

O nível de alavancagem da Oncoclínicas (ONCO3) passou a ser um dos principais pontos de atenção para acionistas, credores e analistas. A companhia precisa recuperar a operação, recompor abastecimento, melhorar geração de caixa e manter diálogo com credores para evitar maior deterioração financeira.

Em abril, a empresa obteve waiver dos debenturistas para descumprimento de covenant financeiro. O waiver funciona como uma dispensa temporária ou exceção concedida por credores diante do não cumprimento de determinada obrigação contratual.

A companhia também conseguiu na Justiça uma liminar que suspendeu por 60 dias os efeitos de vencimento antecipado de dívidas e a exigibilidade de obrigações financeiras. A medida deu fôlego temporário à empresa, mas não elimina a necessidade de reorganização financeira.

Expansão pós-IPO aumentou complexidade da operação

A crise atual da Oncoclínicas (ONCO3) ocorre após um ciclo de expansão iniciado com maior intensidade depois do IPO, realizado em 2021. A companhia nasceu com foco em tratamentos oncológicos, incluindo diagnóstico, radioterapia e quimioterapia.

Após a abertura de capital, a empresa ampliou sua estratégia para áreas de maior complexidade dentro do tratamento oncológico e passou a investir em aquisições de hospitais. O movimento buscava aumentar escala, diversificar receitas e consolidar uma plataforma integrada de cuidado ao paciente.

A expansão, no entanto, aumentou a complexidade da operação. A companhia chegou a adquirir três hospitais gerais e trabalhava na construção de outros três. A gestão hospitalar exige competências diferentes da operação de clínicas oncológicas, com desafios ligados a custos, ocupação, corpo clínico, suprimentos, regulação, convênios e capital de giro.

O movimento não entregou os resultados esperados no ritmo necessário para compensar o aumento da dívida e do consumo de caixa. Como consequência, a Oncoclínicas (ONCO3) passou a enfrentar piora nos resultados, alta alavancagem e necessidade recorrente de capitalização.

Para o mercado, o caso reforça os riscos de estratégias agressivas de expansão em setores de alta complexidade operacional. No segmento de saúde, crescimento por aquisições pode gerar ganhos de escala, mas também aumenta a exigência de integração, disciplina financeira e controle de custos.

Relação com Banco Master ampliou atenção sobre estrutura financeira

A situação financeira da Oncoclínicas (ONCO3) ganhou ainda mais visibilidade após a companhia ser associada ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Parte do caixa da empresa chegou a estar aplicada em CDBs do banco, que também injetou capital na companhia.

A relação chamou atenção de investidores em meio ao aumento do escrutínio sobre a estrutura financeira da empresa e sobre a necessidade de liquidez para atravessar o período de maior pressão operacional.

A exposição a instrumentos financeiros e a dependência de capital externo passaram a ser observadas em conjunto com a evolução do endividamento, o resultado operacional e a capacidade de renegociar obrigações.

Em companhias alavancadas, a gestão do caixa é decisiva. Qualquer dificuldade de acesso a recursos, descasamento de prazos ou pressão de credores pode afetar a operação. No caso da Oncoclínicas (ONCO3), esse ponto se tornou ainda mais sensível diante da crise de abastecimento de medicamentos.

A empresa precisa demonstrar ao mercado que conseguirá reorganizar a estrutura financeira sem comprometer a continuidade do atendimento, a relação com fornecedores e a confiança das fontes pagadoras.

MAK Capital e Lumina Capital apresentaram proposta de apoio financeiro

Em meio à crise, o conselho de administração da Oncoclínicas (ONCO3) avaliou proposta apresentada pela MAK Capital e pela Lumina Capital para dar fôlego financeiro à companhia. O valor previsto ficaria entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, a depender das garantias disponíveis.

A injeção de recursos tinha como objetivo viabilizar a aquisição de medicamentos junto à OncoProd e preservar a geração de receitas das companhias envolvidas, além de manter a continuidade da cadeia de fornecimento essencial.

A necessidade de capital para compra de medicamentos mostra a gravidade do problema operacional. Em uma empresa de saúde especializada, restrições no fornecimento podem afetar diretamente o volume de procedimentos e, consequentemente, a receita.

Para atender às condições impostas por MAK e Lumina, o conselho aceitou a renúncia imediata de Bruno Ferrari como membro e vice-presidente do conselho. Também foram nomeados Mateus Affonso Bandeira, indicado pela MAK, e o CEO Carlos Gil Ferreira para ocupar as vagas abertas no conselho até a assembleia de acionistas de 30 de abril de 2026.

As mudanças de governança indicam que o apoio financeiro veio acompanhado de exigências sobre a estrutura decisória da companhia. Esse tipo de movimento é comum em situações de crise, quando investidores ou financiadores buscam maior influência sobre a condução da reestruturação.

Resultado aumenta pressão sobre ações da Oncoclínicas

O balanço do primeiro trimestre tende a manter pressão sobre as ações da Oncoclínicas (ONCO3). O mercado deve observar principalmente a evolução da dívida, o retorno do abastecimento de medicamentos, a capacidade de recuperação do volume de procedimentos e a renegociação com credores.

A queda da receita, o Ebitda negativo e o prejuízo ampliado indicam um trimestre de forte deterioração. Para acionistas, o ponto central será avaliar se a companhia conseguirá estabilizar a operação nos próximos meses.

O setor de saúde costuma ser visto como defensivo, por estar ligado a demanda recorrente e serviços essenciais. No entanto, empresas altamente alavancadas podem sofrer de forma intensa quando há problemas operacionais, aumento de provisões, pressão de fornecedores e piora no capital de giro.

No caso da Oncoclínicas (ONCO3), a especialização em oncologia é um ativo estratégico, mas a expansão para hospitais e a estrutura financeira mais pesada ampliaram os riscos. A companhia precisa recompor confiança junto a pacientes, fontes pagadoras, fornecedores, credores e investidores.

A reação do mercado dependerá da clareza do plano de recuperação. Medidas de corte de custos, venda de ativos, reforço de capital, renegociação de dívida e foco no negócio principal podem ser acompanhadas com atenção nos próximos trimestres.

Crise da Oncoclínicas expõe riscos de alavancagem no setor de saúde

O resultado da Oncoclínicas (ONCO3) no primeiro trimestre de 2026 expõe os riscos de combinar expansão acelerada, alto endividamento e pressão operacional em um setor que exige previsibilidade, capital intensivo e rigor na cadeia de suprimentos.

A companhia encerrou o trimestre com prejuízo de R$ 438,7 milhões, receita menor, Ebitda negativo e alavancagem de 5,2 vezes. O quadro mostra que a recuperação dependerá não apenas da normalização do abastecimento de medicamentos, mas também de uma reorganização financeira mais ampla.

A obtenção de waiver e a liminar judicial deram prazo para a empresa evitar vencimentos antecipados e preservar liquidez no curto prazo. Ainda assim, a pressão sobre o balanço permanece.

A Oncoclínicas (ONCO3) terá de provar ao mercado que consegue recuperar geração de caixa, reduzir riscos operacionais, controlar provisões e reequilibrar sua estrutura de capital. Até que isso ocorra, o desempenho financeiro da companhia seguirá no centro das atenções de investidores, credores e agentes do setor de saúde.

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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. 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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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