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Ouro fecha em queda e se afasta de máxima histórica com Fed no radar

por Gabriel Monteiro
16/09/2024 às 16h06
em Economia
Ouro - Gazeta Mercantil

O ouro, um dos ativos mais tradicionais no mercado de investimentos, registrou queda nesta segunda-feira, 16 de setembro de 2024, distanciando-se de sua máxima histórica. O metal precioso, amplamente utilizado como um hedge contra a volatilidade econômica, sofreu oscilações ao longo da sessão, fechando com uma leve baixa de 0,07%, cotado a US$ 2.608,90 por onça-troy na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Durante o dia, o ouro chegou a atingir a máxima de US$ 2.617,40, mas perdeu força no decorrer das horas de negociação.

O impacto do Federal Reserve na cotação do ouro

O principal fator que influenciou o movimento do ouro no dia foi a expectativa em torno das decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Investidores aguardam com atenção a reunião do Fed prevista para esta semana, onde serão discutidas possíveis mudanças nas taxas de juros. O mercado especula sobre a possibilidade de um corte mais agressivo nas taxas, o que teria o potencial de fortalecer a posição do ouro como um ativo de segurança.

Leia também: IFIX sobe 0,21% e se aproxima da máxima de 52 semanas com destaque para HSAF11 e SPXS11.

O ouro é historicamente sensível às decisões de política monetária dos Estados Unidos, especialmente quando relacionadas a alterações nas taxas de juros. A redução dos juros, como a que pode ser promovida pelo Fed, tende a pressionar o dólar para baixo, tornando o ouro mais atraente para investidores que buscam preservar valor em meio à desvalorização da moeda americana.

Oscilações e previsões para o ouro

Apesar da leve queda registrada nesta segunda-feira, o ANZ Research, uma instituição financeira de destaque, apontou que o mercado de ouro segue em relativa estabilidade. O principal suporte para o metal precioso, segundo o ANZ, vem de dois fatores estruturais: o enfraquecimento do dólar e a perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos. Esses elementos, quando combinados, criam um cenário favorável para a valorização do ouro no médio e longo prazo.

Segundo o documento divulgado pelo ANZ Research, há uma forte expectativa de que a demanda por investimentos estratégicos, como o ouro, aumente nos próximos meses. Isso se deve principalmente à busca dos investidores por proteção em tempos de incerteza econômica. Com esse retorno da demanda, o preço do ouro tem potencial de atingir a marca de US$ 2.900,00 por onça-troy até o final de 2025.

TD Securities e a busca por ativos de segurança

Por outro lado, o TD Securities destacou que o aumento recente no preço do ouro, embora não tão expressivo, pode ser considerado anômalo em relação a outros movimentos de mercado. A instituição defende que essa elevação está sendo impulsionada pela procura de ativos de segurança, um movimento clássico em tempos de incerteza. Muitos investidores estão migrando para o ouro como forma de se proteger das flutuações do mercado de ações e de outros ativos mais voláteis, enquanto aguardam os desdobramentos da decisão do Fed.

Esse comportamento é comum em momentos de expectativa elevada, quando os investidores preferem ativos tangíveis e considerados “refúgios seguros”, como o ouro. O metal, nesse contexto, assume um papel crucial para a preservação de valor, especialmente diante de potenciais quedas no mercado de ações ou na economia global.

Fatores macroeconômicos influenciando o ouro

Além das expectativas relacionadas ao Fed, o preço do ouro está sendo influenciado por uma série de fatores macroeconômicos. O principal deles é a trajetória do dólar americano, que vem apresentando sinais de enfraquecimento nos últimos meses. O dólar mais fraco torna o ouro mais barato para investidores estrangeiros, o que aumenta a demanda pelo metal precioso e pressiona seus preços para cima.

Outro ponto relevante é a taxa de rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA. Quando esses rendimentos caem, o ouro tende a se valorizar, já que os investidores buscam alternativas de investimento com maior retorno ou menos exposição a riscos inflacionários. Rendimentos mais baixos, como os que vêm sendo observados no mercado de títulos, reforçam a atratividade do ouro, especialmente em um cenário de incerteza econômica.

O calendário econômico e as decisões do Fed

O ouro continua a ser impactado por eventos no calendário econômico, com destaque para a reunião do Federal Reserve nesta quarta-feira. As decisões tomadas pelo banco central americano têm implicações diretas no mercado de metais preciosos, e qualquer movimento de redução nas taxas de juros pode abrir caminho para uma valorização adicional do ouro.

Além disso, o cenário global de crescimento econômico fraco, associado às preocupações com a inflação e a instabilidade geopolítica, está criando um ambiente de alta demanda por ativos de segurança. O ouro, sendo um dos principais deles, segue beneficiado por essas condições de mercado, mesmo com oscilações pontuais como as vistas na sessão desta segunda-feira.

Oportunidades no mercado de ouro

Com a tendência de aumento na demanda por ouro e a perspectiva de que o metal precioso possa atingir novas máximas históricas nos próximos anos, muitos investidores estão atentos às oportunidades no mercado. A previsão de que o ouro possa alcançar US$ 2.900,00 por onça-troy até o final de 2025 é uma indicação de que o metal pode continuar a ser uma escolha sólida para quem busca diversificar seu portfólio e proteger seu capital em tempos incertos.

Embora o mercado de ouro tenha seus altos e baixos, a trajetória de longo prazo sugere que o metal continuará a desempenhar um papel vital na economia global, especialmente em momentos de volatilidade econômica e geopolítica.

O ouro fechou em leve queda nesta segunda-feira, afastando-se de sua máxima histórica, mas continua a ser uma opção robusta para investidores que buscam segurança. O cenário macroeconômico, com destaque para a expectativa em torno das decisões do Federal Reserve, o enfraquecimento do dólar e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, aponta para um ambiente de alta demanda pelo metal precioso.

Com previsões otimistas que indicam uma possível alta no preço do ouro até 2025, os investidores permanecem atentos às oportunidades oferecidas por esse ativo estratégico. A queda registrada nesta sessão pode ser apenas uma oscilação momentânea, enquanto o mercado aguarda decisões mais concretas sobre a política monetária dos Estados Unidos.

 

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