Produção de petróleo no Brasil bate recorde histórico em julho e ultrapassa 5 milhões de boe/d
A produção de petróleo no Brasil alcançou em julho de 2025 um marco histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, a barreira dos 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume chegou a 5,160 milhões de boe/d, consolidando o país como um dos grandes players globais do setor de energia.
Esse avanço reflete o aumento consistente na exploração do pré-sal e a eficiência das operações lideradas principalmente pela Petrobras e seus consórcios. Além disso, o crescimento vem em um momento estratégico, no qual o Brasil busca ampliar sua relevância energética no cenário internacional e atrair novos investimentos para o setor de óleo e gás.
Produção de petróleo no Brasil: desempenho de julho de 2025
Os dados do Boletim Mensal da ANP mostram que, apenas em petróleo, foram extraídos 3,959 milhões de barris por dia (bbl/d), registrando crescimento de 5,4% em relação a junho e expressivos 22,5% em comparação ao mesmo mês de 2024.
Na produção de gás natural, o desempenho também foi recorde: 190,89 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 5,1% em relação ao mês anterior e de 26,1% frente a julho de 2024.
Esses resultados revelam que a produção de petróleo no Brasil não apenas segue em expansão, como se encontra em uma curva de crescimento sustentável, impulsionada por investimentos contínuos no pré-sal e pela entrada em operação de novas unidades de produção.
O protagonismo do pré-sal
O pré-sal reafirmou seu papel central ao responder por 79,1% da produção de petróleo no Brasil em julho. A região alcançou 4,077 milhões de boe/d, crescimento de 5,6% em relação a junho e de 24,2% na comparação com julho de 2024.
Separadamente, a produção do pré-sal foi de 3,148 milhões de bbl/d de petróleo — ultrapassando pela primeira vez a marca de 3 milhões de barris por dia — e 147,66 milhões de m³/d de gás natural. Esse desempenho foi possível graças à atuação de 169 poços, reforçando a importância da região para o futuro energético nacional.
Principais campos e instalações
Entre os destaques, o campo de Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, liderou como o maior produtor do país, com 799,37 mil bbl/d de petróleo e 40,53 milhões de m³/d de gás natural.
Já em termos de instalações, o FPSO Guanabara, na jazida compartilhada de Mero, registrou o maior desempenho individual, alcançando 184,383 mil bbl/d de petróleo e 12,09 milhões de m³/d de gás natural.
Esses resultados comprovam que a combinação entre tecnologia de ponta e expansão de novas plataformas tem sido determinante para sustentar a produção de petróleo no Brasil em patamares cada vez mais elevados.
Participação da Petrobras
Os campos operados pela Petrobras, de forma isolada ou em consórcio, foram responsáveis por 89,78% da produção nacional em julho. A estatal, que continua sendo o maior motor do setor, mantém planos de expansão com novas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs) e reforça seu papel estratégico para a economia brasileira.
No total, a produção registrada no mês teve origem em 6.601 poços — 568 marítimos e 6.033 terrestres —, confirmando a robustez e a diversificação da exploração nacional.
Aproveitamento e queima de gás natural
Outro ponto relevante no boletim da ANP foi o aproveitamento do gás natural. Em julho, 97,1% do volume produzido foi aproveitado, com 63,81 milhões de m³ disponibilizados ao mercado. A queima de gás somou 5,48 milhões de m³/d, uma queda de 9% em relação a junho, mas ainda 62,1% maior que em julho de 2024.
Essa variação foi influenciada pelo comissionamento da nova FPSO no Campo de Mero, que se encontra em fase final de ajustes. Apesar da elevação anual, a tendência é de queda na queima à medida que novas unidades entrem em operação plena.
A força dos campos marítimos
Os campos marítimos foram responsáveis por 97,7% da produção de petróleo no Brasil e 86,1% da produção de gás natural em julho. Esse número evidencia a importância do offshore brasileiro, especialmente do pré-sal, para manter a trajetória de crescimento e consolidar o país entre os maiores produtores globais de energia.
A exploração marítima tem sido favorecida por tecnologia de ponta, consórcios internacionais e investimentos contínuos, fatores que sustentam a competitividade e a resiliência da produção nacional.
Variações e manutenção da produção
A ANP lembra que variações na produção são comuns e podem ocorrer por diferentes motivos:
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Manutenção programada de unidades de produção;
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Entrada em operação de novos poços;
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Paradas temporárias para limpeza e ajustes técnicos;
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Comissionamento de novas FPSOs.
Esses procedimentos são considerados estratégicos para garantir não apenas estabilidade operacional, mas também o aumento sustentável da produção de petróleo no Brasil ao longo do tempo.
Impacto econômico da produção recorde
O recorde histórico de julho traz efeitos diretos para a economia nacional. O aumento da produção de petróleo no Brasil fortalece a balança comercial, amplia a arrecadação de royalties e impostos e reforça a posição do país como exportador relevante de energia.
Além disso, o setor de óleo e gás impulsiona investimentos em infraestrutura, gera empregos de alta qualificação e estimula o desenvolvimento de tecnologia nacional, criando um ciclo virtuoso de crescimento.
O desempenho de julho de 2025 consolida a produção de petróleo no Brasil como uma das mais competitivas e relevantes do mundo. Ao ultrapassar a marca histórica de 5 milhões de boe/d, o país demonstra que os investimentos no pré-sal e nas novas unidades de produção têm dado resultados concretos.
Com protagonismo da Petrobras, eficiência no aproveitamento do gás e expansão da infraestrutura offshore, o Brasil se consolida como potência energética. O desafio agora é manter esse crescimento de forma sustentável, equilibrando a exploração de recursos fósseis com os compromissos de transição energética e redução de impactos ambientais.






