Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor que ganhou projeção com episódio do Banco Master
O empresário Rafael Góis, sócio e CEO do Grupo Fictor, tornou-se figura central no noticiário econômico após a tentativa frustrada de aquisição do Banco Master e o consequente impacto na liquidez do grupo. O episódio trouxe visibilidade nacional para Góis e para a holding, que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros, infraestrutura, energia e comercialização de commodities.
Nos últimos anos, a Fictor passou por transformação estratégica, ampliou sua presença internacional e agora busca recuperação judicial para equilibrar suas operações financeiras diante de um passivo de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Trajetória profissional de Rafael Góis
À frente da Fictor desde a sua fundação, Rafael Góis construiu uma carreira de mais de 25 anos no mundo dos negócios, ocupando posições em setores variados, como indústria, tecnologia, imóveis e finanças.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações, Góis iniciou sua trajetória no mercado financeiro aos 16 anos. Desde 2007, concentra suas experiências exclusivamente na Fictor, liderando a diversificação e expansão do grupo.
A Fictor começou com foco em tecnologia, mas evoluiu para se tornar uma holding de investimentos e participações, reunindo negócios em diversas frentes econômicas. A sede principal está em São Paulo, com operações espalhadas por diferentes regiões do país.
Expansão internacional do Grupo Fictor
Nos últimos anos, Rafael Góis conduziu a expansão internacional da holding. Em 2024, a Fictor inaugurou um escritório em Lisboa, direcionado a projetos de infraestrutura e energia.
No início de 2025, a holding formalizou sua primeira operação nos Estados Unidos, com sede em Miami, ampliando a atuação do grupo no mercado americano e consolidando a estratégia de internacionalização sob a liderança de Góis.
Envolvimento com o Banco Master
O Grupo Fictor ganhou projeção nacional no fim de 2025 devido ao episódio envolvendo o Banco Master, que resultou na liquidação extrajudicial da instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.
Um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor anunciou proposta para aquisição do banco, mas um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação da instituição, suspendendo a operação e gerando impacto direto sobre a imagem do grupo.
Segundo comunicado da Fictor, especulações de mercado provocaram significativa redução da capacidade de manter liquidez no curto prazo. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a nota oficial da companhia.
A proposta de aquisição estava condicionada à aprovação dos órgãos reguladores, e o grupo permaneceu à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Pedido de recuperação judicial
Pouco mais de dois meses após a tentativa frustrada de compra do Banco Master, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), abrangendo a Fictor Holding e a Fictor Invest.
O objetivo da medida é equilibrar operações e assegurar o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões, sem aplicar deságio. A empresa solicitou prazo de 180 dias para suspensão de cobranças e bloqueios.
A recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas atividades normalmente, garantindo que empresas economicamente viáveis do grupo não sejam prejudicadas por restrições típicas do processo recuperacional.
Impacto e repercussão no mercado
A repercussão do episódio Banco Master colocou Rafael Góis e a Fictor sob os holofotes do mercado financeiro e da imprensa. Analistas destacam que a visibilidade gerada pelo episódio evidencia a importância de governança corporativa, gestão de risco e comunicação estratégica em processos de fusão e aquisição.
Especialistas também apontam que a recuperação judicial é instrumento fundamental para a continuidade das operações, evitando impactos em fornecedores, clientes e colaboradores, além de preservar a reputação de um grupo com presença nacional e internacional.
Perfil do CEO e estilo de gestão
Rafael Góis é conhecido por conduzir a Fictor com foco em diversificação e expansão estratégica. Seu perfil indica habilidade em liderar grupos complexos e gerenciar operações em múltiplos setores econômicos.
Além do Brasil, Góis fortaleceu presença em Portugal e nos Estados Unidos, demonstrando capacidade de adaptação a mercados internacionais e visão global de negócios. A liderança do CEO também é associada à tomada de decisões estratégicas em momentos de crise, como demonstrado no episódio do Banco Master.
Desafios e próximos passos do Grupo Fictor
A Fictor enfrenta o desafio de recuperar liquidez e manter operações em setores variados, desde alimentos até serviços financeiros. A recuperação judicial busca assegurar a continuidade operacional, com foco em quitar dívidas sem prejudicar subsidiárias ou comprometer contratos vigentes.
Especialistas indicam que o processo também serve como oportunidade de reorganização estrutural, revisão de governança e fortalecimento de relações com investidores, clientes e órgãos reguladores.
O episódio reforça a importância de planejamento estratégico, gestão de riscos e transparência corporativa em conglomerados diversificados como a Fictor, principalmente quando envolvidos em operações de grande repercussão econômica.
Implicações para o mercado financeiro e empresarial
O caso Rafael Góis e Grupo Fictor evidencia como decisões corporativas e eventos regulatórios impactam a percepção do mercado sobre liquidez, governança e solidez de holdings. A tentativa de aquisição do Banco Master e a recuperação judicial demonstram a interconexão entre setores financeiro, regulatório e corporativo no Brasil.
Para o público e investidores, acompanhar a evolução da Fictor é fundamental para entender efeitos de crises pontuais, estratégias de expansão e gestão de risco em empresas com atuação diversificada e internacional.






