Tarifas Trump causam queda de aprovação e abalam a economia dos EUA
As tarifas Trump, anunciadas em abril e reforçadas em julho, desencadearam um movimento de queda expressiva na aprovação do presidente dos EUA, gerando incertezas na política econômica americana. As medidas, que atingem 24 países e a União Europeia, receberam respostas negativas tanto externa quanto internamente. Analistas da XP identificam um choque de confiança após a retomada das alíquotas, ainda que não tenha havido, até o momento, reflexos claros em inflação ou atividade econômica.
Contexto das tarifas Trump
Sequência de anúncios
Desde o dia 7 de julho, Trump vem enviando cartas a diversos parceiros comerciais informando novas alíquotas de importação. Ao todo, 24 países e o bloco europeu foram comunicados. As novas tarifas Trump superaram as expectativas de mercado e surpreenderam tanto aliados quanto adversários econômicos.
Choque de confiança no mercado
A XP, por meio de sua analista global Maria Irene Jordão, apontou que a intensidade das novas tarifas causou um choque de confiança entre investidores e consumidores. A reação negativa pode ser medida no índice de aprovação presidencial.
Queda na aprovação de Trump
Recuo acentuado nos índices
Depois da reativação das tarifas, a aprovação do presidente caiu com rapidez. Atualmente, o índice está em cerca de 45,6%, comparado aos 52% registrados no início do seu mandato. A queda é considerada preocupante, especialmente por Trump precisar de respaldo público para sustentar sua agenda econômica.
Relevância do índice de confiança
A aprovação do presidente reflete diretamente a receptividade do eleitorado e do mercado aos seus direcionamentos. Um recuo expressivo nesse índice pode dificultar a implementação de políticas mais duras, especialmente em contextos de guerra comercial.
Efeitos das tarifas Trump sobre a economia
Sem efeitos imediatos na inflação
Até o momento, apesar da adoção das tarifas Trump, o mercado americano não observou impactos relevantes em inflação ou crescimento. Variações em preços e produção permanecem relativamente contidas, sugerindo uma resiliência temporária da economia.
Tomada de decisão como fator crítico
Embora os dados macroeconômicos não apontem descontrole, há significativo aumento na incerteza. A percepção de risco associada à política de tarifas interfere no comportamento de empresas e consumidores, ainda que os dados tenham permanecido estáveis até agora.
Tipos e alvos das tarifas
Tarifas por produto
As tarifas Trump variam conforme o setor. Há taxas de importação direcionadas a produtos específicos, como aço, automóveis e, recentemente, cobre. Essas medidas são consideradas mais estruturais e com efeito direto em cadeia produtivas.
Tarifas retaliatórias
Além das tarifas setoriais, Trump adota medidas retaliatórias, variando conforme o país parceiro. Em alguns casos, visa pressionar politicamente, como ocorreu com na América Latina — destacando exemplos recentes que envolvem Brasil e Colômbia.
Pressão sobre a América Latina
Pressão crescente desde fevereiro
Desde fevereiro, as tarifas Trump têm sido usadas como ferramenta de negociação com países da América Latina. A estratégia visa garantir acordos mais favoráveis aos EUA, mas provoca receios sobre retaliações e impacto econômico nos países envolvidos.
Casos recentes de tensão
A Colômbia foi uma das primeiras afetadas, seguida pelo Brasil. A adoção de tarifas específicas tem gerado receios em governos locais, que consideram a trama econômica delicada, com potencial de desestabilizar mercados e atrair consequências indesejadas.
Análise política e econômica das tarifas
Impacto interno nos EUA
A queda da aprovação presidencial, associada às tarifas, preocupa o ambiente político nos EUA. Trump enfrenta o dilema de equilibrar sua política protecionista com a necessidade de manter apoio doméstico para que sua agenda avance.
Riscos para a economia global
A adoção de tarifas Trump representa uma escalada na guerra comercial. A imposição para múltiplos países exportadores pode gerar reação em cadeia e impacto sobre cadeias globais de valor. Setores intensivos em comércio, como metais e automóveis, são os mais expostos.
Estratégias adotadas por analistas
Monitoramento de indicadores econômicos
Analistas da XP ressaltam a importância de observar indicadores-chave: índices de confiança, inflação, atividade industrial e balanços trimestrais. O recuo na confiança é o sinal inicial de uma possível retração futura.
Ajustes diplomáticos e negociais
Ainda que as tarifas Trump provoquem ruído, especialistas indicam que negociações internacionais podem atenuar tensões. A diplomacia econômica, alianças estratégicas e ajustes tarifários são caminhos possíveis para aliviar impactos.
Perspectivas e próximos passos
Narrativa de Trump em foco
Trump defende que as tarifas aumentam a arrecadação e protegem a indústria americana. Entretanto, a baixa de aprovação mostra que há resistências significativas, principalmente quando medidas afetam aliados comerciais estratégicos.
Acompanhamento contínuo
O monitoramento dos efeitos econômicos é fundamental. O reconhecimento tardio de pressões inflacionárias ou desaceleração industrial pode levar a revisões de política. A economia resistiu até agora, mas as medidas tributárias ainda são recentes.
As tarifas Trump, ao incidir sobre 24 economias e a UE, redefinem o equilíbrio global do comércio. A queda nas taxas de aprovação interna revela a reação negativa à nova onda tarifária. Embora não tenha se reflexo imediato nos preços e na produção, o impacto sobre a confiança pode ter efeitos em cascata se prolongado.
A adoção de tarifas por produto e medidas retaliatórias exige resposta coordenada entre setor privado e governos. A economia global entra, mais uma vez, em estado de alerta em razão da política comercial americana.






