segunda-feira, 2 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Taxação de bets e fintechs avança no Senado e altera regras fiscais

por Gabriel Monteiro
02/12/2025 às 15h53
em Política
Taxação De Bets E Fintechs: Senado Aprova Projeto Que Amplia Tributos E Redefine Cenário Fiscal No País A Comissão De Assuntos Econômicos (Cae) Do Senado Aprovou, Por Larga Maioria, O Projeto Que Eleva A Taxação De Bets E Fintechs No Brasil, Além De Promover Ajustes Na Tributação De Juros Sobre Capital Próprio (Jcp) E De Empresas Do Setor Financeiro. O Texto, De Autoria Do Senador Renan Calheiros, Representa Uma Das Mudanças Mais Significativas No Ambiente Regulatório E Tributário Desde A Aprovação Da Nova Faixa De Isenção Do Imposto De Renda. Com A Votação De 21 Votos Favoráveis E Apenas Um Contrário, A Proposta Avança Diretamente Para A Câmara Dos Deputados, Sem Necessidade De Passar Pelo Plenário Da Casa. A Aprovação Ocorre Em Meio A Um Ambiente Político Marcado Por Tensões Entre O Senado E Áreas Do Ministério Da Fazenda, Que Pressionaram O Relator, Eduardo Braga, A Retirar Trechos Sensíveis Do Parecer. Mesmo Com Divergências Públicas, Especialmente Em Torno Do Prazo Para Empresas Aprovarem A Distribuição De Lucros E Dividendos Referentes A 2025, O Texto Foi Consolidado Pela Cae Em Uma Versão Que Eleva Impostos De Forma Gradual, Reforça Instrumentos De Fiscalização E Busca Compensar Perdas Decorrentes Da Ampliação Da Faixa Isenta Do Imposto De Renda. A Partir Dessa Decisão, A Taxação De Bets E Fintechs Se Torna Um Instrumento Estratégico Para Fortalecer A Arrecadação Federal E Mitigar Os Impactos Fiscais Das Desonerações Concedidas Recentemente. Em Um Cenário De Pressão Por Equilíbrio Das Contas Públicas, O Projeto Reposiciona Setores Considerados De Crescimento Acelerado E Até Então Tributados De Maneira Mais Branda. Mudanças De Última Hora E Impasse Com A Fazenda O Processo De Votação Foi Marcado Por Forte Tensão. Momentos Antes Da Deliberação Final, Eduardo Braga Anunciou Que Havia Sido Pressionado Pelo Ministério Da Fazenda A Retirar Do Texto A Extensão Do Prazo Para Aprovação Da Distribuição De Lucros E Dividendos Relativos Ao Ano-Base De 2025. A Alteração Permitiria Que Empresas Aprovassem A Distribuição Até Abril De 2026, Garantindo Isenção De Imposto De Renda Até 2028. A Retirada Do Trecho Expôs Desentendimentos Internos E Deixou Claro O Desconforto Do Relator. Segundo Ele, A Exclusão Foi Necessária Após “Sinalizações Estranhas” Vindas Da Equipe Econômica, Que Alegava Conflito Com Recente Legislação Sancionada. O Episódio Expôs A Fragilidade Das Negociações E Gerou Constrangimento No Colegiado, Em Um Dos Debates Mais Duros Vivenciados Pelo Relator Em Sua Trajetória No Senado. Mesmo Com O Impasse, A Cae Aprovou Integralmente O Projeto, Mantendo O Prazo Atual Previsto Na Lei: Lucros E Dividendos Referentes A 2025 Só Terão Isenção Se Aprovados Até 31 De Dezembro Daquele Mesmo Ano. Como Funciona O Aumento Da Taxação De Bets E Fintechs O Ponto Central Da Proposta É Elevar A Taxação De Bets E Fintechs, Setor Que Cresceu De Forma Explosiva Nos Últimos Anos. A Alíquota Que Incide Sobre As Receitas Das Empresas De Apostas — Definida Como A Diferença Entre O Total Arrecadado E O Valor Pago Em Prêmios, Somado Ao Imposto De Renda Retido Na Fonte — Sobe De 12% Para 18%. A Mudança Ocorre De Maneira Escalonada: 2026: Alíquota Sobe Para 15% 2028: Alíquota Chega A 18%, Nível Definitivo Originalmente, A Proposta Previa Aumento Para 24%, Mas Braga Recuou Diante De Temores De Que Um Salto Tão Abrupto Levasse Empresas Legalizadas À Insolvência Ou À Evasão Para O Mercado Irregular. O Aumento Gradual Da Taxação De Bets E Fintechs Visa Equilibrar Arrecadação E Competitividade, Buscando Evitar Que Empresas Regulares Sejam Sufocadas Por Uma Carga Excessiva Enquanto Casas De Apostas Ilegais Continuam Operando À Margem Do Sistema. Combate Às Apostas Ilegais Um Dos Pontos Mais Relevantes Aprovados Nesta Etapa É A Criação De Um Mecanismo Acelerado Para Derrubar Bets Irregulares Que Operam Sem Autorização Do Ministério Da Fazenda. O Mercado Informal De Apostas Cresce De Forma Paralela Ao Legalizado, Gerando Evasão Fiscal, Riscos Aos Usuários E Falta De Controle Estatal Sobre Operações Financeiras. O Projeto Determina Que Instituições Financeiras E De Pagamento Deverão Monitorar Atividades Suspeitas E Compartilhar Dados Entre Si E Com Autoridades Regulatórias. Empresas Que Não Colaborarem Poderão Sofrer Multas, Sanções E Até Suspensão Temporária Das Operações — Uma Medida Considerada Histórica Para O Setor. A Taxação De Bets E Fintechs, Portanto, Passa Também A Ser Acompanhada Por Maior Rigor Fiscalizatório, Em Um Esforço Coordenado Para Reforçar A Integridade Do Mercado. Aumento Da Csll Para Fintechs E Instituições Financeiras Além Das Bets, Fintechs E Outras Empresas Do Setor Financeiro Sentirão O Impacto Da Nova Alíquota Da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (Csll). O Objetivo É Aproximar A Tributação Das Fintechs Àquela Aplicada Às Instituições Financeiras Tradicionais, Corrigindo Uma Assimetria Crescente À Medida Que Serviços Bancários Migraram Para Plataformas Digitais. As Mudanças Serão Graduais: Fintechs: 2027: 12% 2028: 15% (Patamar Definitivo) Instituições De Crédito E Financiamento: 2027: 17,5% 2028: 20% (Igual Aos Bancos) Além Disso, Casas De Câmbio, Bolsas De Valores E Empresas De Meios De Pagamento Também Serão Incorporadas Aos Novos Percentuais. Com Essa Medida, A Taxação De Bets E Fintechs Reforça A Agenda De Convergência Regulatória, Reduzindo Distorções Entre Empresas Que Desempenham Funções Similares. Juros Sobre Capital Próprio (Jcp) Também São Afetados O Texto Também Aumenta A Alíquota De Imposto De Renda Na Fonte Sobre A Distribuição De Jcp, Instrumento Tradicionalmente Utilizado Para Remunerar Acionistas De Empresas De Capital Aberto. A Alíquota Passa De 15% Para 17,5%. O Intuito É Aproximar A Tributação Do Jcp Àquela Aplicada Sobre Dividendos Internacionais E Reduzir Brechas Que Permitem Otimização Fiscal Excessiva. Em Setores De Alta Lucratividade, O Impacto Pode Ser Expressivo, Sobretudo Para Grandes Companhias Que Utilizam O Jcp Como Estratégia Para Equilibrar Distribuição De Resultados E Carga Tributária. Estados E Municípios Serão Compensados Uma Das Consequências Da Ampliação Da Faixa De Isenção Do Imposto De Renda Foi A Perda Estimada De Receitas De Estados E Municípios, Que Recebem Parte Da Arrecadação Do Ir. Para Reduzir Esse Impacto, A Proposta Determina Que Parte Dos Recursos Arrecadados Pela Taxação De Bets E Fintechs Seja Destinada À Compensação Desses Entes Federativos Até 2028. A Partir De 2029, A Parcela Adicional De 6% Da Arrecadação Será Destinada Integralmente À Seguridade Social. Essa Solução Fiscal Cria Uma Ponte Entre A Expansão De Políticas De Justiça Social — Como A Ampliação Da Isenção Do Ir — E A Necessidade De Manter O Equilíbrio Orçamentário. A Disputa Política Por Trás Da Votação Apesar Da Aprovação Ampla, O Projeto Evidenciou Divergências Políticas Dentro Da Própria Base Do Governo. Senadores Reclamaram Da Condução Das Negociações, Afirmando Que O Ministério Da Fazenda Não Deixou Claro Quais Pontos Eram Considerados Sensíveis, O Que Teria Gerado Atrasos E Desgaste. Eduardo Braga Foi Especialmente Enfático Ao Relatar Dificuldades: Classificou As Negociações Como “Idas E Vindas”; Disse Que O Ambiente Político É Permeado Por “Interesses Difusos”; Afirmou Estar “Cansado” Da Falta De Clareza Da Equipe Econômica. Mesmo Com O Atrito, A Aprovação Do Texto Indicou Que A Necessidade De Reforçar A Arrecadação Superou Divergências Momentâneas. Impactos Econômicos De Curto E Médio Prazo Especialistas Apontam Que A Taxação De Bets E Fintechs Tende A Gerar Resultados Significativos Já A Partir De 2026. Segundo Cálculos De Braga, O Conjunto De Medidas Deve Acrescentar Cerca De R$ 1,6 Bilhão À Arrecadação No Próximo Ano. Os Efeitos Esperados Incluem: Fortalecimento Do Caixa Federal; Reequilíbrio Das Contas Diante Da Nova Faixa De Isenção; Redução De Assimetrias Tributárias Entre Empresas Financeiras; Incentivo À Legalização Do Mercado De Apostas; Maior Proteção Ao Consumidor; Estímulo À Transparência No Setor De Fintechs. Para Mercados Financeiros E De Apostas Esportivas — Ambos Em Rápida Expansão — O Impacto Regulatório Tende A Criar Um Novo Cenário Competitivo. Empresas Menores Podem Sentir Maior Pressão, Enquanto Grandes Grupos, Com Estrutura Mais Robusta, Devem Se Adaptar Com Maior Facilidade. Conclusão A Decisão Que Amplia A Taxação De Bets E Fintechs Representa Um Dos Movimentos Mais Contundentes Do Senado Na Agenda Econômica De 2025. O Texto Busca Corrigir Distorções, Ampliar A Arrecadação E Modernizar A Regulação De Setores Que Cresceram Mais Rapidamente Do Que A Legislação Era Capaz De Acompanhar. Com A Proposta Avançando Diretamente Para A Câmara Dos Deputados, Inicia-Se Uma Nova Etapa Da Discussão. A Expectativa É Que O Tema Gere Debate Intenso No Setor Empresarial, No Mercado Financeiro E Entre Governos Regionais, Todos Diretamente Impactados Pelas Mudanças. O Projeto Se Posiciona Como Um Divisor De Águas No Sistema Tributário Brasileiro E Marca Uma Tentativa De Alinhar Arrecadação, Proteção Ao Consumidor E Responsabilidade Fiscal. - Gazeta Mercantil

Taxação de bets e fintechs: Senado aprova projeto que amplia tributos e redefine cenário fiscal no país

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por larga maioria, o projeto que eleva a taxação de bets e fintechs no Brasil, além de promover ajustes na tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e de empresas do setor financeiro. O texto, de autoria do senador Renan Calheiros, representa uma das mudanças mais significativas no ambiente regulatório e tributário desde a aprovação da nova faixa de isenção do Imposto de Renda. Com a votação de 21 votos favoráveis e apenas um contrário, a proposta avança diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de passar pelo plenário da Casa.

A aprovação ocorre em meio a um ambiente político marcado por tensões entre o Senado e áreas do Ministério da Fazenda, que pressionaram o relator, Eduardo Braga, a retirar trechos sensíveis do parecer. Mesmo com divergências públicas, especialmente em torno do prazo para empresas aprovarem a distribuição de lucros e dividendos referentes a 2025, o texto foi consolidado pela CAE em uma versão que eleva impostos de forma gradual, reforça instrumentos de fiscalização e busca compensar perdas decorrentes da ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda.

A partir dessa decisão, a taxação de bets e fintechs se torna um instrumento estratégico para fortalecer a arrecadação federal e mitigar os impactos fiscais das desonerações concedidas recentemente. Em um cenário de pressão por equilíbrio das contas públicas, o projeto reposiciona setores considerados de crescimento acelerado e até então tributados de maneira mais branda.


Mudanças de última hora e impasse com a Fazenda

O processo de votação foi marcado por forte tensão. Momentos antes da deliberação final, Eduardo Braga anunciou que havia sido pressionado pelo Ministério da Fazenda a retirar do texto a extensão do prazo para aprovação da distribuição de lucros e dividendos relativos ao ano-base de 2025. A alteração permitiria que empresas aprovassem a distribuição até abril de 2026, garantindo isenção de Imposto de Renda até 2028.

A retirada do trecho expôs desentendimentos internos e deixou claro o desconforto do relator. Segundo ele, a exclusão foi necessária após “sinalizações estranhas” vindas da equipe econômica, que alegava conflito com recente legislação sancionada. O episódio expôs a fragilidade das negociações e gerou constrangimento no colegiado, em um dos debates mais duros vivenciados pelo relator em sua trajetória no Senado.

Mesmo com o impasse, a CAE aprovou integralmente o projeto, mantendo o prazo atual previsto na lei: lucros e dividendos referentes a 2025 só terão isenção se aprovados até 31 de dezembro daquele mesmo ano.


Como funciona o aumento da taxação de bets e fintechs

O ponto central da proposta é elevar a taxação de bets e fintechs, setor que cresceu de forma explosiva nos últimos anos. A alíquota que incide sobre as receitas das empresas de apostas — definida como a diferença entre o total arrecadado e o valor pago em prêmios, somado ao Imposto de Renda retido na fonte — sobe de 12% para 18%. A mudança ocorre de maneira escalonada:

  • 2026: alíquota sobe para 15%

  • 2028: alíquota chega a 18%, nível definitivo

Originalmente, a proposta previa aumento para 24%, mas Braga recuou diante de temores de que um salto tão abrupto levasse empresas legalizadas à insolvência ou à evasão para o mercado irregular.

O aumento gradual da taxação de bets e fintechs visa equilibrar arrecadação e competitividade, buscando evitar que empresas regulares sejam sufocadas por uma carga excessiva enquanto casas de apostas ilegais continuam operando à margem do sistema.


Combate às apostas ilegais

Um dos pontos mais relevantes aprovados nesta etapa é a criação de um mecanismo acelerado para derrubar bets irregulares que operam sem autorização do Ministério da Fazenda. O mercado informal de apostas cresce de forma paralela ao legalizado, gerando evasão fiscal, riscos aos usuários e falta de controle estatal sobre operações financeiras.

O projeto determina que instituições financeiras e de pagamento deverão monitorar atividades suspeitas e compartilhar dados entre si e com autoridades regulatórias. Empresas que não colaborarem poderão sofrer multas, sanções e até suspensão temporária das operações — uma medida considerada histórica para o setor.

A taxação de bets e fintechs, portanto, passa também a ser acompanhada por maior rigor fiscalizatório, em um esforço coordenado para reforçar a integridade do mercado.


Aumento da CSLL para fintechs e instituições financeiras

Além das bets, fintechs e outras empresas do setor financeiro sentirão o impacto da nova alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). O objetivo é aproximar a tributação das fintechs àquela aplicada às instituições financeiras tradicionais, corrigindo uma assimetria crescente à medida que serviços bancários migraram para plataformas digitais.

As mudanças serão graduais:

Fintechs:

  • 2027: 12%

  • 2028: 15% (patamar definitivo)

Instituições de crédito e financiamento:

  • 2027: 17,5%

  • 2028: 20% (igual aos bancos)

Além disso, casas de câmbio, bolsas de valores e empresas de meios de pagamento também serão incorporadas aos novos percentuais.

Com essa medida, a taxação de bets e fintechs reforça a agenda de convergência regulatória, reduzindo distorções entre empresas que desempenham funções similares.


Juros sobre Capital Próprio (JCP) também são afetados

O texto também aumenta a alíquota de Imposto de Renda na fonte sobre a distribuição de JCP, instrumento tradicionalmente utilizado para remunerar acionistas de empresas de capital aberto. A alíquota passa de 15% para 17,5%.

O intuito é aproximar a tributação do JCP àquela aplicada sobre dividendos internacionais e reduzir brechas que permitem otimização fiscal excessiva. Em setores de alta lucratividade, o impacto pode ser expressivo, sobretudo para grandes companhias que utilizam o JCP como estratégia para equilibrar distribuição de resultados e carga tributária.


Estados e municípios serão compensados

Uma das consequências da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda foi a perda estimada de receitas de estados e municípios, que recebem parte da arrecadação do IR. Para reduzir esse impacto, a proposta determina que parte dos recursos arrecadados pela taxação de bets e fintechs seja destinada à compensação desses entes federativos até 2028.

A partir de 2029, a parcela adicional de 6% da arrecadação será destinada integralmente à seguridade social.

Essa solução fiscal cria uma ponte entre a expansão de políticas de justiça social — como a ampliação da isenção do IR — e a necessidade de manter o equilíbrio orçamentário.


A disputa política por trás da votação

Apesar da aprovação ampla, o projeto evidenciou divergências políticas dentro da própria base do governo. Senadores reclamaram da condução das negociações, afirmando que o Ministério da Fazenda não deixou claro quais pontos eram considerados sensíveis, o que teria gerado atrasos e desgaste.

Eduardo Braga foi especialmente enfático ao relatar dificuldades:

  • classificou as negociações como “idas e vindas”;

  • disse que o ambiente político é permeado por “interesses difusos”;

  • afirmou estar “cansado” da falta de clareza da equipe econômica.

Mesmo com o atrito, a aprovação do texto indicou que a necessidade de reforçar a arrecadação superou divergências momentâneas.


Impactos econômicos de curto e médio prazo

Especialistas apontam que a taxação de bets e fintechs tende a gerar resultados significativos já a partir de 2026. Segundo cálculos de Braga, o conjunto de medidas deve acrescentar cerca de R$ 1,6 bilhão à arrecadação no próximo ano.

Os efeitos esperados incluem:

  • fortalecimento do caixa federal;

  • reequilíbrio das contas diante da nova faixa de isenção;

  • redução de assimetrias tributárias entre empresas financeiras;

  • incentivo à legalização do mercado de apostas;

  • maior proteção ao consumidor;

  • estímulo à transparência no setor de fintechs.

Para mercados financeiros e de apostas esportivas — ambos em rápida expansão — o impacto regulatório tende a criar um novo cenário competitivo. Empresas menores podem sentir maior pressão, enquanto grandes grupos, com estrutura mais robusta, devem se adaptar com maior facilidade.

A decisão que amplia a taxação de bets e fintechs representa um dos movimentos mais contundentes do Senado na agenda econômica de 2025. O texto busca corrigir distorções, ampliar a arrecadação e modernizar a regulação de setores que cresceram mais rapidamente do que a legislação era capaz de acompanhar.

Com a proposta avançando diretamente para a Câmara dos Deputados, inicia-se uma nova etapa da discussão. A expectativa é que o tema gere debate intenso no setor empresarial, no mercado financeiro e entre governos regionais, todos diretamente impactados pelas mudanças. O projeto se posiciona como um divisor de águas no sistema tributário brasileiro e marca uma tentativa de alinhar arrecadação, proteção ao consumidor e responsabilidade fiscal.

Leia também

  • Senado aprova tributo sobre bets com arrecadação de R$ 30 bi

LEIA MAIS

Alcolumbre Marca Votação Da Pec Da Segurança Para Terça (3) E Maioridade Penal Divide Senado - Gazeta Mercantil - Política
Política

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para terça (3) e maioridade penal divide Senado

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública para terça (3). Proposta enfrenta impasse sobre redução da maioridade penal no Senado.

Leia MaisDetails
Willer Tomaz E Flavio Bolsonaro - Gazeta Mercantil
Política

Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra expõe debate sobre terrenos de marinha

Disputa entre Richarlison e Willer Tomaz em Angra dos Reis expõe regras sobre terrenos de marinha e propostas de Flávio Bolsonaro no Senado.

Leia MaisDetails
Rafael Fonteles, Cogitado Para O Ministério Da Fazenda - Gazeta Mercantil
Política

Rafael Fonteles: governador do Piauí é cotado para ser ministro da Fazenda de Lula

Conheça Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí com 70,90% dos votos e cotado para ministro da Fazenda de Lula. Veja trajetória, gestão e propostas.

Leia MaisDetails
Flavio Bolsonaro Em Live Nos Eua - Gazeta Mercantil
Política

Flávio Bolsonaro fala em disputar nova eleição antes de 2030, mas não explica como seria possível

Flávio Bolsonaro afirma que pode disputar nova eleição presidencial antes de 2030, mas não explica como isso ocorreria. Entenda o que prevê a Constituição.

Leia MaisDetails
Ibaneis E Vorcaro - Gazeta Mercantil
Política

Gabriel Magno pede prisão de Ibaneis e aponta ligação com Vorcaro no caso BRB

Gabriel Magno pede prisão preventiva de Ibaneis Rocha e apuração sobre sua relação com Vorcaro no caso BRB e Banco Master. Ex-governador nega interferência.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

23:16:03
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Admin Ajax 2025 12 11T094346.625 (1)
Economia

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

Leia MaisDetails
Telemarketing - Gazeta Mercantil
Economia

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Leia MaisDetails
Bitcoin (Btc) E Criptomoedas (Imagem: Canva Pro)
Criptomoedas

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Salta Quase 8% E Lidera Ibovespa Com Expectativa De Novos Contratos-Gazeta Mercantil
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Leia MaisDetails
Ouro Hoje - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil