terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Mundo

UE e Japão firmam aliança estratégica contra práticas comerciais desleais e coerção econômica

Parceria entre União Europeia e Japão mira inovação, sustentabilidade e proteção contra coerção econômica em um cenário geopolítico em transformação

por Redação
23/07/2025 às 13h51 - Atualizado em 21/11/2025 às 16h52
em Mundo, Destaque, Notícias
Ue E Japão Firmam Aliança Estratégica Para Enfrentar Práticas Comerciais Desleais E Fortalecer Cadeias Globais Gazeta Mercantil

UE e Japão firmam aliança estratégica para enfrentar práticas comerciais desleais e fortalecer cadeias globais

Em um cenário global marcado por disputas comerciais, tensões geopolíticas e busca por maior autonomia estratégica, a União Europeia (UE) anunciou, nesta quarta-feira (23), uma aliança estratégica com o Japão para enfrentar práticas comerciais desleais e fortalecer as cadeias de suprimentos em setores sensíveis. A iniciativa foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a 30ª Cúpula Japão-UE, realizada em Tóquio, e recebeu apoio direto do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba.

A parceria, batizada de Aliança para a Competitividade, tem como pilares a proteção da segurança econômica, o reforço da competitividade global e o desenvolvimento de tecnologias limpas e digitais. Segundo Von der Leyen, esse acordo reforça os valores compartilhados entre os dois blocos: justiça, abertura de mercado, respeito às regras internacionais e resiliência econômica frente a ameaças externas.

A decisão de unir forças vem num momento em que países como China e Rússia intensificam suas estratégias de coerção econômica, com práticas como subsídios ocultos, dumping, restrições de exportação e manipulação de cadeias produtivas. A UE e o Japão, que juntos representam aproximadamente 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, agora se posicionam como protagonistas na construção de uma nova ordem econômica baseada em regras transparentes.


Práticas comerciais desleais: alvo da nova estratégia entre Japão e UE

A crescente preocupação com práticas comerciais desleais tem sido um dos focos centrais das ações recentes da União Europeia. Tais práticas incluem desde a manipulação de preços e subsídios governamentais até a imposição de barreiras não tarifárias para dificultar o acesso a mercados estratégicos. Tendo a China como o principal alvo implícito, a nova aliança com o Japão visa combater essas ações por meio da diversificação de parceiros comerciais, fortalecimento da legislação antissubsídios e reforço da presença em fóruns multilaterais como a OMC.

A presidente da Comissão Europeia destacou que a resposta às ameaças econômicas deve ser coordenada e robusta. E é exatamente nesse ponto que o Japão se torna um aliado essencial: o país asiático já sofre há anos com distorções comerciais, principalmente no setor tecnológico, e tem buscado maneiras de se proteger sem fechar suas fronteiras econômicas.


Cadeias de suprimento: foco em terras raras e segurança econômica

Um dos pontos mais estratégicos do novo acordo está relacionado ao fortalecimento das cadeias de suprimentos, em especial no que diz respeito às terras raras – elementos essenciais para a fabricação de semicondutores, baterias, turbinas e tecnologias de energia limpa. A escassez desses materiais e a dependência excessiva da China na produção e exportação desses insumos têm colocado governos e empresas em estado de alerta.

A Aliança para a Competitividade entre UE e Japão pretende acelerar investimentos conjuntos em mineração, reciclagem e desenvolvimento de tecnologias alternativas para minimizar a vulnerabilidade em setores-chave. Com essa iniciativa, os dois blocos esperam criar uma rede de fornecimento mais estável e resiliente, essencial para garantir autonomia estratégica e segurança econômica no médio e longo prazo.


Tecnologia limpa e digital: eixo de inovação e competitividade

Outro pilar do acordo está na aceleração de projetos em tecnologia limpa e digital, com foco no combate às mudanças climáticas e na transformação digital das economias. A inovação conjunta entre UE e Japão será promovida por meio de centros de pesquisa compartilhados, investimentos cruzados e harmonização de padrões regulatórios para facilitar a cooperação entre empresas dos dois lados.

A intenção é posicionar Japão e União Europeia como líderes globais em transição energética e digitalização de infraestrutura, enfrentando a concorrência de países que utilizam práticas comerciais desleais para avançar seus interesses no mercado global sem respeitar regras ambientais e trabalhistas.


Parceria baseada em valores: justiça, abertura e multilateralismo

Durante a cúpula, Von der Leyen ressaltou que a aliança entre UE e Japão é guiada por valores comuns. Ambos defendem justiça, abertura e respeito às normas internacionais. Esses princípios, segundo ela, são cada vez mais desafiados por regimes autoritários e por nações que promovem coerção econômica como ferramenta de pressão política.

Ao adotar uma postura conjunta, os dois blocos pretendem não apenas se proteger de ameaças, mas também moldar os resultados globais, definindo novos padrões para o comércio internacional com foco em transparência, equidade e sustentabilidade. Com isso, pretendem recuperar o protagonismo perdido em um mundo cada vez mais multipolar e competitivo.


Acordos bilaterais fortalecem frente comum contra abusos comerciais

A Aliança para a Competitividade não está isolada. Ela se soma a uma série de acordos comerciais bilaterais que Japão e UE têm assinado com outras potências econômicas. Durante a cúpula, Von der Leyen elogiou o acordo recente entre Japão e Estados Unidos, classificando-o como um exemplo de cooperação bem-sucedida.

Esses movimentos articulados demonstram o esforço de construir uma rede global de parcerias confiáveis, reduzindo a dependência de regimes instáveis e fortalecendo a capacidade de reação a abusos econômicos. A estratégia é clara: criar um sistema internacional baseado em confiança mútua e não em chantagens comerciais.


Geopolítica, economia e o futuro do comércio internacional

A iniciativa entre União Europeia e Japão é mais um reflexo da interseção crescente entre geopolítica e economia. em um ambiente global cada vez mais volátil, parcerias estratégicas como essa são fundamentais para proteger interesses nacionais e ao mesmo tempo promover prosperidade compartilhada.

A luta contra práticas comerciais desleais não é apenas uma questão de competitividade: é uma batalha por um comércio justo, sustentável e regido por normas claras. O acordo reforça que países democráticos, ao unirem forças, podem resistir a pressões externas e criar uma nova dinâmica para o comércio internacional.

Tags: acordo Japão UEaliança para a competitividadecadeias de suprimento globaiscoerção econômicapráticas comerciais desleaissegurança econômicatecnologia limpaterras rarasUE e JapãoUrsula von der Leyen

LEIA MAIS

Cade Analisa Acordo Bilionário Entre Serra Verde E Usa Rare Earth No Setor De Terras Raras - Gazeta Mercantil
Empresas

Cade analisa acordo bilionário entre Serra Verde e USA Rare Earth no setor de terras raras

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta segunda-feira, 11 de maio, um procedimento administrativo para analisar o acordo envolvendo a Serra Verde Pesquisa e...

Leia Maisdetalhes
Silveira Diz Que Pl Dos Minerais Críticos Afirma Soberania Do Brasil - Gazeta Mercantil
Política

Silveira diz que PL dos minerais críticos afirma soberania do Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, que o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados para criar...

Leia Maisdetalhes
Encontro Em Washington Ocorre Sem Declaração Inicial À Imprensa E Deve Tratar De Comércio, Segurança, Minerais Críticos E Temas Geopolíticos - Gazeta Mercantil
Política

Lula chega à Casa Branca para reunião reservada com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quarta-feira, 7 de maio de 2026, à Casa Branca, em Washington, para reunião com o presidente dos Estados Unidos,...

Leia Maisdetalhes
Vale (Vale3) - Gazeta Mercantil
Empresas

Vale (VALE3): resultado do 1T26 mostra força operacional, mas custos pressionam ação

A Vale (VALE3) apresentou um resultado operacional considerado positivo no primeiro trimestre de 2026, sustentado por vendas mais fortes, desempenho favorável em metais básicos e resiliência em sua...

Leia Maisdetalhes
Ativos Financeiros - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Ativos brasileiros atraem investidores dos EUA e BofA vê Brasil como “novo ouro” em emergentes

Os ativos brasileiros seguem no centro das atenções de investidores dos Estados Unidos, segundo avaliação do Bank of America (BofA) após uma rodada de conversas com clientes em...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com