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Aposentadoria por invalidez por doenças na coluna: requisitos, perícia do INSS e adicional de 25%

por Redação
04/09/2025 às 02h22
em Saúde, Destaque, Economia, Notícias
Aposentadoria Por Invalidez Por Doenças Na Coluna: Requisitos, Perícia Do Inss E Adicional De 25% - Gazeta Mercantil

Aposentadoria por invalidez por doenças na coluna: quem tem direito, requisitos e como solicitar no INSS

A aposentadoria por invalidez por doenças na coluna é um dos benefícios mais buscados pelos segurados do INSS que enfrentam limitações físicas graves. A coluna é a base da mobilidade humana, e quando comprometida por doenças degenerativas, inflamatórias ou acidentes, pode impossibilitar o trabalhador de exercer suas funções.

Com o aumento das demandas previdenciárias, entender como funciona esse tipo de benefício, quais doenças da coluna podem dar direito à aposentadoria, os requisitos exigidos pelo INSS e o adicional de 25% é essencial para quem precisa desse amparo.

A seguir, você vai encontrar todas as informações para compreender o processo e aumentar suas chances de conquistar o benefício.


O que é a aposentadoria por invalidez por doenças na coluna?

Atualmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, é destinada ao segurado que apresenta incapacidade total e definitiva para o trabalho. Diferentemente de benefícios temporários, como o auxílio-doença, aqui não há expectativa de reabilitação em outra função.

O trabalhador precisa comprovar que não pode exercer qualquer atividade laboral e que não há possibilidade de reinserção no mercado em outra função compatível com suas condições físicas.


Requisitos para concessão do benefício

Para ter direito à aposentadoria por invalidez por doenças na coluna, o segurado precisa atender a alguns critérios estabelecidos pelo INSS:

  • Estar totalmente incapacitado para o trabalho;

  • Não ser passível de reabilitação em outra função;

  • Apresentar documentação médica atualizada que comprove a incapacidade;

  • Submeter-se à perícia médica do INSS;

  • Cumprir carência mínima de 12 contribuições mensais (exceto em casos de acidente ou doença grave);

  • Cancelar o auxílio-acidente ou auxílio-doença, se estiver em recebimento.


Carência de 12 meses no INSS

A carência é o número mínimo de contribuições exigidas para solicitar a aposentadoria. Normalmente, são 12 meses de contribuição, mas em casos de doenças graves ou acidentes, essa exigência pode ser dispensada.

Isso significa que trabalhadores que sofrem uma lesão grave na coluna decorrente de acidente ou que desenvolvem doenças incapacitantes graves podem ter acesso ao benefício sem precisar cumprir o prazo.


Qualidade de segurado e período de graça

A qualidade de segurado garante o direito de solicitar benefícios. Quem contribui regularmente está automaticamente protegido. Porém, mesmo sem contribuir por um tempo, é possível manter essa qualidade pelo chamado período de graça:

  • 12 meses após a última contribuição (período básico);

  • +12 meses se o trabalhador estiver desempregado involuntariamente;

  • +12 meses adicionais para quem já tem mais de 120 contribuições.

Assim, o segurado pode manter a qualidade por até 36 meses sem contribuição.


Comprovação da incapacidade total e permanente

A incapacidade deve ser comprovada por meio de perícia médica do INSS, que avaliará exames, laudos, atestados e relatórios médicos.

A decisão não depende apenas do diagnóstico da doença, mas da análise sobre a impossibilidade do trabalhador de exercer qualquer atividade remunerada. Por isso, mesmo doenças comuns podem garantir a aposentadoria se causarem limitações graves e permanentes.


Doenças da coluna que podem dar direito à aposentadoria

As patologias na coluna são diversas, mas algumas se destacam como causas frequentes de aposentadoria por invalidez:

Hérnia de disco

Deslocamento do disco vertebral que comprime nervos e causa dores incapacitantes, principalmente na lombar.

Protusão discal

Degeneração que projeta o disco intervertebral para fora da posição normal, causando dor crônica.

Cervicalgia

Dor intensa na região cervical que limita os movimentos da cabeça e compromete atividades cotidianas.

Espondiloartrose lombar

Desgaste das articulações da coluna lombar que pode provocar dor intensa e dificuldade de locomoção.

Espondiloartrose anquilosante

Inflamação crônica que causa rigidez e perda progressiva de mobilidade da coluna.

Escoliose

Curvatura anormal da coluna que pode evoluir para quadros incapacitantes.

Doenças ou lesões decorrentes do trabalho

Problemas originados por acidentes de trabalho ou esforço repetitivo também podem garantir o direito, sem necessidade de cumprir a carência de 12 meses.


Como o INSS avalia a incapacidade

A perícia médica do INSS é determinante. Os peritos avaliam:

  • Relatos detalhados do segurado;

  • Histórico da doença e evolução clínica;

  • Estado físico e mental no momento da avaliação;

  • Exames complementares, laudos e atestados médicos.


Adicional de 25% na aposentadoria

Segurados que precisam de ajuda permanente de terceiros podem receber um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria.

Esse adicional é garantido pelo artigo 45 da Lei 8.213/1991 e é destinado a situações como:

  • Cegueira total;

  • Perda de membros superiores ou inferiores;

  • Doenças mentais graves;

  • Acamados de forma permanente;

  • Incapacidade para realizar atividades básicas da vida diária.


Exemplos de situações que dão direito ao benefício

Situação Direito ao benefício Carência exigida
Doença grave incapacitante Sim Dispensa da carência
Acidente de trabalho Sim Dispensa da carência
Hérnia de disco incapacitante Sim 12 meses (se não decorrente de acidente)
Cervicalgia severa com limitação permanente Sim 12 meses
Espondiloartrose anquilosante Sim Dispensa da carência

Perguntas frequentes (FAQ)

É obrigatório cumprir carência de 12 meses?
Não, em casos de acidente de trabalho ou doenças graves, a carência é dispensada.

O que é avaliado na perícia médica?
O perito analisa laudos, exames, histórico clínico e o estado geral do segurado para comprovar a incapacidade.

Existe adicional de 25% no benefício?
Sim, desde que o segurado comprove a necessidade de assistência permanente de terceiros.

As doenças da coluna sempre garantem aposentadoria?
Não. O fator determinante é a comprovação de incapacidade total e permanente para o trabalho.


A aposentadoria por invalidez por doenças na coluna é um direito importante para trabalhadores que enfrentam limitações sérias e irreversíveis. A comprovação médica adequada, aliada ao conhecimento sobre os requisitos legais, aumenta as chances de obter o benefício e garantir dignidade financeira.

Em caso de dúvidas ou negativas do INSS, é recomendável procurar apoio de um advogado especializado em Direito Previdenciário para assegurar todos os direitos.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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