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Vale a pena investir em Cogna (COGN3)? BTG mantém recomendação após 4T25

por João Souza
13/03/2026 às 20h28
em Negócios
Queda Da Cogn3: Entenda Por Que As Ações Da Cogna Recuam Mesmo Com Alta Do Ibovespa-Gazeta Mercantil

Cogna (COGN3) (Foto: divulgação)

Vale a pena investir em Cogna (COGN3)? Análise do 4T25 pelo BTG Pactual

Mesmo após apresentar resultados mistos no quarto trimestre de 2025, a Cogna (COGN3) mantém atratividade para investidores segundo avaliação do BTG Pactual. Em relatório divulgado nesta semana, os analistas destacaram que os números vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado, sem surpresas positivas ou negativas relevantes.

O desempenho operacional, ainda que pressionado em algumas divisões, demonstra sinais de estabilidade e potencial de crescimento, especialmente quando se consideram fatores pontuais que afetaram o Ebitda ajustado do período.

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Resultados do 4T25: receita e Ebitda

Nos últimos três meses de 2025, a Cogna (COGN3) registrou receita líquida de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 2% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 769 milhões, queda de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

O BTG Pactual ressalta que o desempenho teria sido mais robusto se fossem desconsiderados efeitos pontuais, como reversões de provisões do 4T24 e o adiamento de vendas do PNLD para o primeiro trimestre de 2026. Ajustando esses impactos, o Ebitda da Cogna (COGN3) teria apresentado crescimento de 6% frente ao mesmo período do ano anterior.

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“Os resultados do quarto trimestre refletem uma operação sólida, considerando os efeitos não recorrentes. O desempenho ajustado reforça a resiliência da companhia”, destacam os analistas do BTG.

Kroton: crescimento de alunos e desafios de margem

A divisão de ensino superior, Kroton, segue expandindo sua base de alunos, impulsionando a receita líquida da unidade para R$ 1,2 bilhão, avanço de 3% na comparação anual. A base total de estudantes pagantes aumentou 4%, marcando o 18º trimestre consecutivo de crescimento nas matrículas.

O desempenho foi impulsionado por crescimento de 7% no ensino presencial, 3% no ensino a distância (EAD) e 10% na operação de medicina. Além disso, o ticket médio consolidado subiu 7%, refletindo um mix mais favorável de cursos, com destaque para áreas de saúde e programas híbridos.

Apesar do crescimento em receita, a rentabilidade da Kroton continua pressionada. O Ebitda somou R$ 301 milhões, queda de 8% em relação ao 4T24, com retração de 3,1 pontos percentuais na margem. Os analistas apontam custos acadêmicos mais elevados, investimentos em escolas de medicina e maior utilização de professores por hora como principais fatores da pressão sobre a rentabilidade.

Desempenho das demais divisões

Entre as outras unidades da Cogna (COGN3), a Vasta apresentou crescimento expressivo, com receita líquida de R$ 773 milhões, alta de 11% na comparação anual. Por outro lado, a divisão Saber teve desempenho mais fraco, com receita líquida recuando 11%, para R$ 337 milhões, e Ebitda ajustado caindo 35%.

Segundo o BTG, esses resultados refletem diferenças estruturais entre as divisões, sendo a Vasta impulsionada por expansão de programas e melhoria na eficiência operacional, enquanto a Saber enfrenta desafios de rentabilidade em função de custos e menor escala em determinadas linhas de negócio.

Recomendações do BTG Pactual

Apesar do trimestre sem grandes surpresas, o BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações COGN3, com preço-alvo de R$ 5,00 para os próximos 12 meses. Para os analistas, o principal indicador a acompanhar será o desempenho do próximo ciclo de captação de alunos, que deverá impactar diretamente a evolução das receitas ao longo de 2026.

“Os resultados do 4T25 não decepcionaram nem entusiasmaram de forma significativa. A atenção agora se volta ao ciclo de captação de alunos, que será determinante para sustentar a tese de investimento em Cogna (COGN3)”, reforçam os especialistas do BTG.

Perspectivas para 2026

Com a expansão contínua da base de estudantes e ajustes estratégicos nas divisões, a Cogna (COGN3) se posiciona como uma das principais opções para investidores interessados no setor de educação. A companhia segue monitorando custos e rentabilidade, ao mesmo tempo em que investe em programas de medicina, educação híbrida e digitalização, elementos que podem fortalecer sua competitividade no médio prazo.

O cenário competitivo do ensino superior no Brasil exige atenção à qualidade acadêmica, inovação tecnológica e eficiência operacional. A Cogna (COGN3) demonstra capacidade de adaptação, mas continuará enfrentando desafios de margens, principalmente em divisões com maior custo por aluno ou necessidade de investimentos estratégicos.

Fatores de risco e monitoramento

Investidores devem observar indicadores-chave, como captação de novos alunos, ticket médio, margens ajustadas e desempenho das unidades estratégicas. Além disso, a dinâmica econômica, políticas públicas para educação e regulamentações do setor podem impactar os resultados financeiros da Cogna (COGN3).

O BTG enfatiza que, embora a empresa apresente estabilidade operacional e crescimento em algumas divisões, a execução de sua estratégia será determinante para sustentar o valor das ações no longo prazo.

Por que a Cogna ainda atrai investidores

A combinação de crescimento de receita, expansão de base de alunos e perspectiva de melhoria do Ebitda ajustado mantém a Cogna (COGN3) atrativa para investidores. A diversificação de suas unidades, incluindo Kroton, Vasta e Saber, oferece exposição a diferentes segmentos do setor educacional, mitigando riscos concentrados.

Analistas destacam que a companhia possui fundamentos sólidos e mantém investimentos estratégicos que podem gerar retorno consistente, especialmente à medida que os ciclos de captação de alunos avançam e o ambiente econômico se estabiliza.

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