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XP (XPBR31) tem lucro de R$ 1,3 bilhão no 1º trimestre, mas captação líquida cai

Resultado ajustado cresceu 7% em um ano, enquanto rentabilidade perdeu força e entrada líquida de recursos recuou 39% na comparação anual

por João Souza - Repórter de Negócios
18/05/2026 às 22h16
em Empresas, Destaque, Notícias
Xp - Gzt - Gazeta Mercantil

A XP (XPBR31) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (18). Apesar do avanço anual do lucro, a companhia apresentou queda na rentabilidade e forte retração na captação líquida, dois indicadores acompanhados de perto por investidores para medir a eficiência e o ritmo de crescimento da plataforma.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado da XP (XPBR31) caiu 1%. O resultado também ficou abaixo da média das projeções de analistas compiladas pela LSEG, que esperavam lucro de R$ 1,4 bilhão para o período.

A receita líquida somou R$ 4,7 bilhões entre janeiro e março, alta de 8% frente ao primeiro trimestre de 2025, mas queda de 6% em relação ao trimestre imediatamente anterior. As despesas administrativas gerais totalizaram R$ 1,6 bilhão, avanço de 14% na comparação anual e recuo de 6% na base trimestral.

Lucro cresce em um ano, mas fica abaixo das estimativas

O lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão mostra que a XP (XPBR31) manteve expansão em relação ao início de 2025, mas o desempenho veio aquém do esperado pelo mercado. A diferença em relação ao consenso de R$ 1,4 bilhão deve concentrar a atenção de investidores na abertura do pregão seguinte ao balanço.

A queda de 1% na comparação trimestral também indica perda de tração na virada do ano. Para uma companhia financeira de grande escala, como a XP, o mercado costuma observar não apenas o lucro absoluto, mas a composição do resultado, a recorrência das receitas, o comportamento das despesas e a evolução da base de clientes.

O avanço anual da receita líquida mostra que a plataforma ainda cresce em relação ao ano anterior. No entanto, a queda trimestral de 6% sugere um início de ano mais fraco em algumas frentes de negócio. Esse movimento pode estar ligado ao ambiente de mercado, à menor atividade em produtos de maior risco, à competição por recursos e ao comportamento dos investidores em um cenário de juros ainda elevados.

O resultado reforça uma leitura mista: a companhia segue lucrativa e com escala relevante, mas enfrenta desafios para sustentar crescimento acelerado em captação, receita e retorno sobre capital.

Captação líquida recua 39% no trimestre

O principal ponto de atenção do balanço foi a queda da captação líquida. A XP (XPBR31) registrou entrada líquida de R$ 14 bilhões no primeiro trimestre de 2026, recuo de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a queda foi ainda mais forte, de 55%. A captação líquida é uma métrica central para plataformas de investimento porque indica o volume de novos recursos que entra na base da companhia, já descontadas as saídas.

Quando a captação perde ritmo, o mercado tende a revisar expectativas sobre crescimento futuro de receitas. Isso ocorre porque a XP monetiza sua base por meio de distribuição de produtos financeiros, assessoria, corretagem, crédito, previdência, seguros e outras soluções para investidores.

A entrada líquida de R$ 14 bilhões ainda é positiva, mas o ritmo menor mostra um ambiente mais desafiador para atrair novos recursos. A concorrência entre bancos, corretoras, plataformas digitais e gestoras aumentou, especialmente no segmento de investidores de alta renda e varejo qualificado.

Ativos de clientes alcançam R$ 1,5 trilhão

Apesar da queda na captação, os ativos de clientes da XP (XPBR31) somaram R$ 1,5 trilhão ao fim do primeiro trimestre. O valor representa crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 3% frente ao quarto trimestre do ano passado.

O indicador mostra que a base total da companhia continuou crescendo, sustentada por captação líquida positiva, valorização de ativos e relacionamento com clientes. A XP permanece entre as principais plataformas de investimentos do país, com presença relevante em distribuição de produtos financeiros, assessoria e soluções patrimoniais.

A base de R$ 1,5 trilhão é um ativo estratégico. Quanto maior o volume de recursos de clientes, maior tende a ser o potencial de geração de receitas recorrentes, desde que a companhia consiga manter engajamento, diversificação de produtos e eficiência na monetização.

O desafio é que a expansão dos ativos passou a ocorrer em ritmo menos intenso. Para investidores, a questão central será avaliar se a queda de captação no primeiro trimestre foi pontual ou se indica um novo patamar de crescimento mais moderado.

Rentabilidade perde força

A rentabilidade da XP (XPBR31) recuou no primeiro trimestre. O retorno anualizado sobre o patrimônio tangível, conhecido como ROTE, ficou em 26,2%, abaixo dos 30,2% registrados um ano antes e dos 27,7% observados no quarto trimestre de 2025.

O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado, o ROAE, também caiu. O indicador ficou em 21,7%, ante 24,1% no primeiro trimestre de 2025 e 22,8% no trimestre imediatamente anterior.

Segundo a XP, as duas métricas apresentaram redução no trimestre em razão da manutenção de um alto nível de capitalização. Em instituições financeiras, uma base de capital mais robusta pode reduzir o retorno percentual no curto prazo, ainda que fortaleça a estrutura financeira da companhia.

Para o mercado, porém, a queda do ROTE e do ROAE é relevante. Esses indicadores medem a capacidade da empresa de gerar lucro sobre o capital disponível. Quando recuam, investidores passam a questionar se a companhia conseguirá manter retorno elevado enquanto preserva capital e enfrenta competição maior.

Despesas avançam 14% em um ano

As despesas administrativas gerais da XP (XPBR31) somaram R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 6%.

O avanço anual das despesas pode refletir investimentos em tecnologia, estrutura comercial, expansão de produtos, atendimento, pessoal e suporte operacional. Em plataformas financeiras, escala é essencial, mas o crescimento de custos precisa ser acompanhado por expansão de receitas e melhora de eficiência.

A queda trimestral das despesas indica algum ajuste na margem, mas não elimina a pressão observada na comparação anual. Para os próximos balanços, investidores devem acompanhar se a XP conseguirá controlar custos sem comprometer crescimento comercial e inovação.

A relação entre despesas, receita líquida e captação será decisiva para medir a qualidade do resultado. Se a receita crescer menos e as despesas continuarem avançando em ritmo elevado, a margem operacional pode ficar pressionada.

Juros altos influenciam comportamento dos investidores

O resultado da XP (XPBR31) ocorre em um ambiente ainda marcado por juros elevados, competição intensa e maior seletividade dos investidores. Com a Selic em patamar restritivo, produtos de renda fixa continuam atraentes e concentram parte relevante da demanda.

Esse cenário tem efeitos mistos para plataformas de investimento. Por um lado, produtos conservadores podem sustentar receitas e atrair clientes em busca de previsibilidade. Por outro, juros altos reduzem o apetite por renda variável, fundos imobiliários e produtos de maior risco, que costumam gerar maior atividade e diversificação de receitas.

Bancos tradicionais também intensificaram a disputa por recursos, oferecendo CDBs, LCIs, LCAs, fundos e carteiras próprias para reter clientes. Essa competição pressiona plataformas independentes a aprimorar atendimento, assessoria e portfólio de produtos.

A XP segue com marca forte e base ampla de clientes, mas o balanço mostra que crescer em captação ficou mais difícil. O mercado deve avaliar se a companhia conseguirá acelerar novamente a entrada de recursos em um cenário de maior concorrência.

Resultado coloca ações XPBR31 no radar

O balanço coloca os BDRs da XP (XPBR31) no radar dos investidores. O lucro bilionário e o crescimento anual da receita são pontos positivos, mas a queda de captação líquida e a redução da rentabilidade podem pesar na leitura do mercado.

Investidores costumam avaliar empresas financeiras a partir de três frentes: crescimento, eficiência e retorno sobre capital. No primeiro trimestre, a XP apresentou crescimento anual de lucro e ativos de clientes, mas mostrou desaceleração na entrada líquida de recursos e piora nos indicadores de retorno.

A reação das ações dependerá da interpretação sobre a sustentabilidade do resultado. Se o mercado entender que a queda de captação foi temporária, o impacto pode ser limitado. Se a leitura for de perda estrutural de ritmo, a pressão sobre os papéis pode aumentar.

Também será observado se a companhia consegue preservar margens, ampliar receitas recorrentes e manter disciplina de custos nos próximos trimestres.

Plataforma mantém escala, mas enfrenta novo ciclo competitivo

A XP (XPBR31) encerrou o primeiro trimestre com R$ 1,5 trilhão em ativos de clientes, um lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão e receita líquida de R$ 4,7 bilhões. Esses números confirmam a escala da companhia no mercado financeiro brasileiro.

Ao mesmo tempo, o balanço mostra que a plataforma opera em um ciclo mais competitivo. A captação líquida menor indica disputa mais acirrada por recursos e maior sensibilidade dos clientes às alternativas oferecidas por bancos, corretoras e gestoras.

A manutenção de alto nível de capitalização pode reforçar a solidez financeira da companhia, mas também reduz métricas de rentabilidade no curto prazo. Esse equilíbrio entre segurança, crescimento e retorno será acompanhado de perto por acionistas.

Para a XP, o desafio será transformar sua base ampla de clientes em crescimento sustentável de receitas e lucro, sem perder eficiência operacional. A companhia precisará mostrar capacidade de retomar captação, diversificar fontes de receita e preservar retorno sobre capital.

Captação e rentabilidade serão foco dos próximos trimestres

O balanço do primeiro trimestre deixa claro que os próximos resultados da XP (XPBR31) serão avaliados principalmente pela evolução da captação líquida e da rentabilidade. O lucro segue robusto, mas os indicadores que antecipam crescimento futuro perderam força.

A base de ativos de R$ 1,5 trilhão oferece potencial de monetização relevante, mas a companhia precisará acelerar a entrada de novos recursos para sustentar expansão mais forte. A competição no setor financeiro tende a continuar elevada, especialmente em um ambiente de juros altos e investidores mais seletivos.

A queda do ROTE e do ROAE também exigirá atenção. Se a rentabilidade continuar recuando, o mercado pode revisar a percepção sobre eficiência da companhia. Por outro lado, uma retomada da captação, combinada a controle de despesas e expansão de receitas recorrentes, pode melhorar a leitura dos próximos trimestres.

A XP (XPBR31) entregou lucro bilionário no início de 2026, mas o balanço mostrou sinais de pressão em métricas estratégicas. O resultado mantém a empresa entre os principais nomes do mercado financeiro brasileiro, mas reforça que o crescimento futuro dependerá de captação mais forte, rentabilidade estável e maior eficiência operacional.

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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. 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Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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