terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

XP (XPBR31) tem lucro de R$ 1,3 bilhão no 1º trimestre, mas captação líquida cai

Resultado ajustado cresceu 7% em um ano, enquanto rentabilidade perdeu força e entrada líquida de recursos recuou 39% na comparação anual

por João Souza
18/05/2026 às 22h16
em Empresas
Xp - Gzt - Gazeta Mercantil

A XP (XPBR31) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (18). Apesar do avanço anual do lucro, a companhia apresentou queda na rentabilidade e forte retração na captação líquida, dois indicadores acompanhados de perto por investidores para medir a eficiência e o ritmo de crescimento da plataforma.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado da XP (XPBR31) caiu 1%. O resultado também ficou abaixo da média das projeções de analistas compiladas pela LSEG, que esperavam lucro de R$ 1,4 bilhão para o período.

Leia também: Lucro da Samsung dispara com chips de IA, mas escassez deve piorar em 2027.

A receita líquida somou R$ 4,7 bilhões entre janeiro e março, alta de 8% frente ao primeiro trimestre de 2025, mas queda de 6% em relação ao trimestre imediatamente anterior. As despesas administrativas gerais totalizaram R$ 1,6 bilhão, avanço de 14% na comparação anual e recuo de 6% na base trimestral.

Lucro cresce em um ano, mas fica abaixo das estimativas

O lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão mostra que a XP (XPBR31) manteve expansão em relação ao início de 2025, mas o desempenho veio aquém do esperado pelo mercado. A diferença em relação ao consenso de R$ 1,4 bilhão deve concentrar a atenção de investidores na abertura do pregão seguinte ao balanço.

A queda de 1% na comparação trimestral também indica perda de tração na virada do ano. Para uma companhia financeira de grande escala, como a XP, o mercado costuma observar não apenas o lucro absoluto, mas a composição do resultado, a recorrência das receitas, o comportamento das despesas e a evolução da base de clientes.

O avanço anual da receita líquida mostra que a plataforma ainda cresce em relação ao ano anterior. No entanto, a queda trimestral de 6% sugere um início de ano mais fraco em algumas frentes de negócio. Esse movimento pode estar ligado ao ambiente de mercado, à menor atividade em produtos de maior risco, à competição por recursos e ao comportamento dos investidores em um cenário de juros ainda elevados.

O resultado reforça uma leitura mista: a companhia segue lucrativa e com escala relevante, mas enfrenta desafios para sustentar crescimento acelerado em captação, receita e retorno sobre capital.

Captação líquida recua 39% no trimestre

O principal ponto de atenção do balanço foi a queda da captação líquida. A XP (XPBR31) registrou entrada líquida de R$ 14 bilhões no primeiro trimestre de 2026, recuo de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a queda foi ainda mais forte, de 55%. A captação líquida é uma métrica central para plataformas de investimento porque indica o volume de novos recursos que entra na base da companhia, já descontadas as saídas.

Quando a captação perde ritmo, o mercado tende a revisar expectativas sobre crescimento futuro de receitas. Isso ocorre porque a XP monetiza sua base por meio de distribuição de produtos financeiros, assessoria, corretagem, crédito, previdência, seguros e outras soluções para investidores.

A entrada líquida de R$ 14 bilhões ainda é positiva, mas o ritmo menor mostra um ambiente mais desafiador para atrair novos recursos. A concorrência entre bancos, corretoras, plataformas digitais e gestoras aumentou, especialmente no segmento de investidores de alta renda e varejo qualificado.

Ativos de clientes alcançam R$ 1,5 trilhão

Apesar da queda na captação, os ativos de clientes da XP (XPBR31) somaram R$ 1,5 trilhão ao fim do primeiro trimestre. O valor representa crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 3% frente ao quarto trimestre do ano passado.

O indicador mostra que a base total da companhia continuou crescendo, sustentada por captação líquida positiva, valorização de ativos e relacionamento com clientes. A XP permanece entre as principais plataformas de investimentos do país, com presença relevante em distribuição de produtos financeiros, assessoria e soluções patrimoniais.

A base de R$ 1,5 trilhão é um ativo estratégico. Quanto maior o volume de recursos de clientes, maior tende a ser o potencial de geração de receitas recorrentes, desde que a companhia consiga manter engajamento, diversificação de produtos e eficiência na monetização.

O desafio é que a expansão dos ativos passou a ocorrer em ritmo menos intenso. Para investidores, a questão central será avaliar se a queda de captação no primeiro trimestre foi pontual ou se indica um novo patamar de crescimento mais moderado.

Rentabilidade perde força

A rentabilidade da XP (XPBR31) recuou no primeiro trimestre. O retorno anualizado sobre o patrimônio tangível, conhecido como ROTE, ficou em 26,2%, abaixo dos 30,2% registrados um ano antes e dos 27,7% observados no quarto trimestre de 2025.

O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado, o ROAE, também caiu. O indicador ficou em 21,7%, ante 24,1% no primeiro trimestre de 2025 e 22,8% no trimestre imediatamente anterior.

Segundo a XP, as duas métricas apresentaram redução no trimestre em razão da manutenção de um alto nível de capitalização. Em instituições financeiras, uma base de capital mais robusta pode reduzir o retorno percentual no curto prazo, ainda que fortaleça a estrutura financeira da companhia.

Para o mercado, porém, a queda do ROTE e do ROAE é relevante. Esses indicadores medem a capacidade da empresa de gerar lucro sobre o capital disponível. Quando recuam, investidores passam a questionar se a companhia conseguirá manter retorno elevado enquanto preserva capital e enfrenta competição maior.

Despesas avançam 14% em um ano

As despesas administrativas gerais da XP (XPBR31) somaram R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 6%.

O avanço anual das despesas pode refletir investimentos em tecnologia, estrutura comercial, expansão de produtos, atendimento, pessoal e suporte operacional. Em plataformas financeiras, escala é essencial, mas o crescimento de custos precisa ser acompanhado por expansão de receitas e melhora de eficiência.

A queda trimestral das despesas indica algum ajuste na margem, mas não elimina a pressão observada na comparação anual. Para os próximos balanços, investidores devem acompanhar se a XP conseguirá controlar custos sem comprometer crescimento comercial e inovação.

A relação entre despesas, receita líquida e captação será decisiva para medir a qualidade do resultado. Se a receita crescer menos e as despesas continuarem avançando em ritmo elevado, a margem operacional pode ficar pressionada.

Juros altos influenciam comportamento dos investidores

O resultado da XP (XPBR31) ocorre em um ambiente ainda marcado por juros elevados, competição intensa e maior seletividade dos investidores. Com a Selic em patamar restritivo, produtos de renda fixa continuam atraentes e concentram parte relevante da demanda.

Esse cenário tem efeitos mistos para plataformas de investimento. Por um lado, produtos conservadores podem sustentar receitas e atrair clientes em busca de previsibilidade. Por outro, juros altos reduzem o apetite por renda variável, fundos imobiliários e produtos de maior risco, que costumam gerar maior atividade e diversificação de receitas.

Bancos tradicionais também intensificaram a disputa por recursos, oferecendo CDBs, LCIs, LCAs, fundos e carteiras próprias para reter clientes. Essa competição pressiona plataformas independentes a aprimorar atendimento, assessoria e portfólio de produtos.

A XP segue com marca forte e base ampla de clientes, mas o balanço mostra que crescer em captação ficou mais difícil. O mercado deve avaliar se a companhia conseguirá acelerar novamente a entrada de recursos em um cenário de maior concorrência.

Resultado coloca ações XPBR31 no radar

O balanço coloca os BDRs da XP (XPBR31) no radar dos investidores. O lucro bilionário e o crescimento anual da receita são pontos positivos, mas a queda de captação líquida e a redução da rentabilidade podem pesar na leitura do mercado.

Investidores costumam avaliar empresas financeiras a partir de três frentes: crescimento, eficiência e retorno sobre capital. No primeiro trimestre, a XP apresentou crescimento anual de lucro e ativos de clientes, mas mostrou desaceleração na entrada líquida de recursos e piora nos indicadores de retorno.

A reação das ações dependerá da interpretação sobre a sustentabilidade do resultado. Se o mercado entender que a queda de captação foi temporária, o impacto pode ser limitado. Se a leitura for de perda estrutural de ritmo, a pressão sobre os papéis pode aumentar.

Também será observado se a companhia consegue preservar margens, ampliar receitas recorrentes e manter disciplina de custos nos próximos trimestres.

Plataforma mantém escala, mas enfrenta novo ciclo competitivo

A XP (XPBR31) encerrou o primeiro trimestre com R$ 1,5 trilhão em ativos de clientes, um lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão e receita líquida de R$ 4,7 bilhões. Esses números confirmam a escala da companhia no mercado financeiro brasileiro.

Ao mesmo tempo, o balanço mostra que a plataforma opera em um ciclo mais competitivo. A captação líquida menor indica disputa mais acirrada por recursos e maior sensibilidade dos clientes às alternativas oferecidas por bancos, corretoras e gestoras.

A manutenção de alto nível de capitalização pode reforçar a solidez financeira da companhia, mas também reduz métricas de rentabilidade no curto prazo. Esse equilíbrio entre segurança, crescimento e retorno será acompanhado de perto por acionistas.

Para a XP, o desafio será transformar sua base ampla de clientes em crescimento sustentável de receitas e lucro, sem perder eficiência operacional. A companhia precisará mostrar capacidade de retomar captação, diversificar fontes de receita e preservar retorno sobre capital.

Captação e rentabilidade serão foco dos próximos trimestres

O balanço do primeiro trimestre deixa claro que os próximos resultados da XP (XPBR31) serão avaliados principalmente pela evolução da captação líquida e da rentabilidade. O lucro segue robusto, mas os indicadores que antecipam crescimento futuro perderam força.

A base de ativos de R$ 1,5 trilhão oferece potencial de monetização relevante, mas a companhia precisará acelerar a entrada de novos recursos para sustentar expansão mais forte. A competição no setor financeiro tende a continuar elevada, especialmente em um ambiente de juros altos e investidores mais seletivos.

A queda do ROTE e do ROAE também exigirá atenção. Se a rentabilidade continuar recuando, o mercado pode revisar a percepção sobre eficiência da companhia. Por outro lado, uma retomada da captação, combinada a controle de despesas e expansão de receitas recorrentes, pode melhorar a leitura dos próximos trimestres.

A XP (XPBR31) entregou lucro bilionário no início de 2026, mas o balanço mostrou sinais de pressão em métricas estratégicas. O resultado mantém a empresa entre os principais nomes do mercado financeiro brasileiro, mas reforça que o crescimento futuro dependerá de captação mais forte, rentabilidade estável e maior eficiência operacional.

LEIA MAIS

Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Companhia do ramo de alimentos e panificação supera 500 mil hectares e expande programa no Brasil; meta é obter todos ingredientes-chave desse modelo até 2050

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

A Vivara (VIVA3) aprovou uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 300 milhões, em uma operação voltada principalmente à reorganização de passivos e ao reforço da...

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

A LVMH, conglomerado francês que reúne marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Tiffany & Co. e Sephora, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com resultados abaixo das expectativas...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

21:19:25
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
â‚¿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP