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Mercado de Capitais Bate Recorde de R$ 838,8 Bilhões em 2025: Análise Completa

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
22/01/2026
em Economia, Destaque, News
Mercado De Capitais Bate Recorde De R$ 838,8 Bilhões Em 2025: Análise Completa - Gazeta Mercantil

Mercado de capitais brasileiro ignora volatilidade e bate recorde histórico de R$ 838,8 bilhões em 2025

A resiliência e a profundidade do sistema financeiro nacional foram postas à prova ao longo do último ano e a resposta foi contundente: o mercado de capitais brasileiro não apenas resistiu às pressões macroeconômicas, como atingiu um novo patamar histórico de liquidez e financiamento. Dados consolidados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revelam que o volume total de ofertas encerrou 2025 com a cifra recorde de R$ 838,8 bilhões.

Este montante representa um crescimento sólido de 6,4% em comparação ao ano anterior, sinalizando que, mesmo diante de um cenário de juros elevados e incertezas fiscais, as empresas brasileiras encontraram no mercado de capitais a via preferencial para o seu funding. A leitura detalhada dos números expõe uma transformação estrutural na forma como o setor produtivo se financia, com uma migração massiva para a renda fixa e produtos estruturados, em detrimento da emissão de ações, consolidando uma tendência de sofisticação e busca por proteção por parte dos investidores.

A Hegemonia da Renda Fixa no Mercado de Capitais

A análise da composição desse volume recorde evidencia o protagonismo absoluto da renda fixa. Em 2025, este segmento foi responsável por R$ 737,7 bilhões em ofertas, um avanço de 3,4% na comparação anual. O dado confirma que o mercado de capitais se adaptou rapidamente à realidade da política monetária restritiva, oferecendo instrumentos que garantem rentabilidade atrelada aos juros ou à inflação, com prêmios de risco atrativos.

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Dentro deste universo, instrumentos como debêntures, notas comerciais e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) atingiram níveis inéditos de emissão. O investidor institucional e o varejo qualificado voltaram suas atenções para a segurança contratual desses papéis. Segundo o levantamento da Anbima, sete em cada dez ofertas públicas de renda fixa realizadas no mercado de capitais brasileiro no ano passado foram de títulos estruturados ou de securitização.

Essa preferência reflete uma busca incessante por previsibilidade. Em um ambiente onde o custo de capital permanece elevado, as empresas emissoras precisaram estruturar garantias robustas para acessar o bolso do investidor. O mercado de capitais, portanto, funcionou como um amortecedor para a economia real, permitindo que setores estratégicos como infraestrutura, agronegócio e imobiliário continuassem a captar recursos para girar suas operações e refinanciar passivos, mesmo com a porta dos bancos comerciais mais restrita ou cara.

A Explosão dos Fundos Imobiliários (FIIs)

O grande destaque setorial do ano no mercado de capitais foi, indubitavelmente, a indústria de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Contrariando as expectativas mais pessimistas que associavam juros altos à queda no setor imobiliário, os FIIs registraram um salto impressionante de 77,2% no volume de ofertas, alcançando a marca de R$ 79,2 bilhões.

Este crescimento exponencial demonstra a maturidade do mercado de capitais doméstico. O investidor brasileiro aprendeu a diferenciar a volatilidade da cota no mercado secundário da solidez dos ativos reais que compõem as carteiras desses fundos. A busca por renda passiva, isenta de imposto de renda para pessoas físicas na distribuição de dividendos, continua sendo um driver poderoso de atração de liquidez.

Além disso, a diversificação das teses de investimento dentro dos FIIs — abrangendo desde galpões logísticos e lajes corporativas até papéis de dívida imobiliária (os chamados “fundos de papel”) — permitiu que o setor capturasse diferentes perfis de risco dentro do mercado de capitais. O volume captado sugere que os gestores de recursos estão otimistas com a recuperação do ciclo imobiliário no médio prazo ou aproveitaram janelas de oportunidade para adquirir ativos descontados, preparando o terreno para ciclos futuros de valorização.

A Sofisticação via Securitização e FIDCs

Outro vetor de crescimento relevante para o mercado de capitais em 2025 foi o avanço dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Com uma alta de 9,5%, o volume de ofertas somou R$ 90,8 bilhões. Os FIDCs consolidaram-se como uma ferramenta vital para a desbancarização do crédito, permitindo que empresas de diversos portes antecipem recebíveis e melhorem seu fluxo de caixa sem depender exclusivamente das linhas tradicionais bancárias.

A expansão dos FIDCs e dos CRAs reflete a sofisticação da engenharia financeira nacional. O mercado de capitais brasileiro desenvolveu mecanismos eficientes para empacotar riscos de crédito e distribuí-los a investidores dispostos a carregar esses ativos em troca de taxas superiores ao CDI. Essa pulverização do risco de crédito é saudável para o sistema financeiro como um todo, reduzindo a concentração bancária e aumentando a eficiência na alocação de recursos na economia.

A Crise Persistente no Mercado de Ações

Se a renda fixa e os produtos estruturados vivem dias de glória, a renda variável enfrenta um “inverno” que parece não ter fim. Na contramão da euforia da dívida corporativa, o segmento de ações dentro do mercado de capitais continuou severamente pressionado em 2025. As ofertas envolvendo ações (follow-ons) recuaram expressivos 37,9%, totalizando apenas R$ 15,5 bilhões no ano.

O dado mais alarmante, contudo, é a paralisia nas Ofertas Públicas Iniciais (IPOs). O número de transações permaneceu estagnado em patamares mínimos, passando de nove para apenas dez operações, nenhuma delas sendo uma abertura de capital tradicional relevante. O último IPO registrado na bolsa brasileira ocorreu ainda em 2021, com a Wilson Sons. Simbolicamente, a própria Wilson Sons deixou a B3 no ano passado após ser adquirida pela MSC, reforçando o período prolongado de seca de novas empresas listadas.

Para efeito de comparação, em 2021, o volume de operações com ações no mercado de capitais havia atingido R$ 128 bilhões. A retração atual evidencia que o custo de oportunidade gerado pelos juros altos torna o equity (capital de risco) pouco atrativo tanto para o emissor — que não quer vender participação a preços depreciados (valuations baixos) — quanto para o investidor, que encontra retorno de dois dígitos na renda fixa com risco consideravelmente menor.

Para que o <b data-path-to-node=”24″ data-index-in-node=”11″>mercado de capitais retome sua função de financiar o crescimento via sócios, e não apenas via credores, será necessária uma combinação de fatores que ainda não se materializou completamente: queda sustentável da taxa Selic, maior previsibilidade na condução fiscal do país e uma melhora na percepção de risco-país por parte do investidor estrangeiro.

A Ascensão dos Instrumentos Híbridos

Um fenômeno interessante observado nos dados de 2025 é o crescimento robusto dos instrumentos híbridos. Este segmento somou R$ 85,6 bilhões em ofertas, um valor significativamente superior aos R$ 49,5 bilhões registrados em 2024. O avanço desses produtos no mercado de capitais reflete a busca por alternativas flexíveis que combinem características de dívida e capital.

Instrumentos como os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) e debêntures conversíveis ganharam espaço por oferecerem uma “meia-medida” entre a segurança da renda fixa e o potencial de ganho da renda variável. Em um ambiente de maior seletividade, os investidores sofisticados têm utilizado esses veículos para compor portfólios mais resilientes, capazes de navegar a volatilidade sem abrir mão de retornos consistentes. A ascensão dos híbridos prova a capacidade de inovação do mercado de capitais brasileiro em criar soluções customizadas para as necessidades de financiamento do agronegócio e da indústria.

Leitura de Mercado e Perspectivas Futuras

Os dados divulgados pela Anbima reforçam uma tendência clara e inegável: o mercado de capitais brasileiro segue extremamente ativo, líquido e funcional, porém com um perfil defensivo consolidado. O apetite por risco, no sentido de apostas em crescimento e teses de equity, permanece contido pelas amarras macroeconômicas.

A predominância da renda fixa corporativa, do crédito estruturado e dos ativos imobiliários mostra que o capital está disponível, mas é exigente. O investidor de 2025 não é o mesmo de 2020; ele exige garantias, covenants rigorosos e prêmios de liquidez. O mercado de capitais amadureceu na dor, tornando-se mais técnico e menos propenso a euforias especulativas.

Para 2026, a expectativa dos analistas é que a renda fixa continue sendo o carro-chefe, dado que a estrutura da curva de juros ainda aponta para taxas reais positivas por um longo período. No entanto, a retomada do mercado de ações é a peça que falta para completar o quebra-cabeça do desenvolvimento. Um mercado de capitais pleno depende de uma bolsa de valores vibrante, capaz de atrair empresas de tecnologia, varejo e serviços que hoje buscam capital privado ou adiam seus planos de expansão.

A resiliência demonstrada em 2025, com o recorde de R$ 838,8 bilhões, serve como um atestado de robustez institucional. O Brasil possui um mercado de capitais profundo, regulado e capaz de sustentar o financiamento da dívida pública e privada mesmo em tempos adversos. O desafio agora é transformar essa poupança acumulada em investimento produtivo de risco, algo que dependerá menos da Faria Lima e mais das sinalizações vindas de Brasília.

Enquanto o cenário macroeconômico ideal não se concretiza, o mercado de capitais segue sua trajetória de recordes nominais, impulsionado pela força dos juros compostos e pela necessidade inadiável das empresas de rolarem suas dívidas. A migração para produtos mais complexos, como FIDCs e CRAs, indica que o futuro do financiamento corporativo no Brasil passa, irremediavelmente, pela desintermediação bancária e pelo fortalecimento do mercado secundário de crédito.

Em suma, 2025 foi o ano em que a renda fixa reinou soberana, salvando a liquidez do sistema. Resta saber se 2026 será o ano em que o mercado de capitais voltará a abraçar o risco acionário ou se continuaremos a ver a dívida como o único caminho seguro para o capital no Brasil.

Tags: Anbima 2025cenário econômico Brasilcrise no mercado de açõesdebêntures 2025FIDCs e CRAsfundos imobiliários (FIIs)investimentos 2026mercado de capitaisofertas públicas 2025renda fixa recorde

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