O início de 2026 vem sendo marcado por um ambiente geopolítico tenso e por expectativas distintas no mercado de capitais. Com os Estados Unidos sob escrutínio após novos episódios de conflito internacional e disputas econômicas, os investidores buscam ações para ficar de olho que possam oferecer solidez e rentabilidade em meio à instabilidade global.
Os especialistas das principais casas de análise destacaram quatro empresas brasileiras que despontam como oportunidades estratégicas neste cenário: IRB Brasil (IRBR3), Cogna (COGN3), TIM Brasil (TIMS3) e Direcional (DIRR3).
A seguir, uma análise detalhada, fundamentada em projeções, relatórios e percepções do mercado, sobre o desempenho e as perspectivas dessas ações para ficar de olho em 2026.
IRB Brasil (IRBR3): retomada gradual e confiança renovada
Entre as ações para ficar de olho no setor financeiro, o IRB Brasil (IRBR3) ocupa posição de destaque. Em meio a um cenário desafiador para seguradoras, a empresa vem surpreendendo o mercado com sinais de recuperação concreta.
O Citi, em relatório recente, reforçou sua recomendação de compra para o papel, elevando o preço-alvo de R$ 58 para R$ 60. O movimento reflete expectativas de melhora nos resultados operacionais e de uma possível retomada do pagamento de dividendos já no primeiro trimestre de 2026, com payout inicial projetado em 30%.
A gestão da companhia tem demonstrado disciplina financeira e foco na eficiência. A combinação de reavaliação de ativos e revisão de práticas internas fortalece a percepção de que o pior ciclo já passou. Apesar disso, outras casas, como BB Seguridade e Caixa Seguridade, ainda mantêm uma postura neutra, reforçando que o retorno à plena confiança dependerá da consistência dos números trimestrais.
Para o investidor com perfil moderado, o IRB se apresenta como uma ação para ficar de olho, especialmente para quem busca valorização sustentada no médio prazo.
Cogna (COGN3): aposta educacional em ano eleitoral
O setor de educação ganha destaque entre as ações para ficar de olho, liderado pela Cogna (COGN3). O BTG Pactual revisou recentemente sua recomendação para “compra”, ajustando o preço-alvo da ação de R$ 4 para R$ 5.
Os analistas projetam uma geração de caixa consistente ao longo de 2026, impulsionada pelo reposicionamento da companhia e pelo avanço em soluções digitais de ensino. A concentração de investimentos no setor educacional, típica de anos eleitorais, tende a beneficiar a Cogna, que ainda carrega um potencial de valorização expressivo.
A consolidação de parcerias tecnológicas e o foco em eficiência operacional tornam a Cogna uma ação para ficar de olho em um segmento historicamente resiliente e em transformação acelerada.
TIM Brasil (TIMS3): cautela em meio à competição acirrada
No setor de telecomunicações, a atenção volta-se à TIM Brasil (TIMS3). A companhia enfrenta uma competição mais intensa no mercado móvel, o que levou o Citi a revisar sua recomendação de “compra” para “neutra”, reduzindo o preço-alvo de R$ 27 para R$ 25.
A redução reflete a desaceleração esperada na receita de serviços móveis, impulsionada por um cenário de moderação no consumo. Mesmo assim, a TIM mantém fundamentos sólidos e uma estratégia de expansão em infraestrutura de fibra óptica que pode sustentar o crescimento a longo prazo.
Para investidores defensivos, o momento exige prudência, mas a TIM segue entre as ações para ficar de olho, especialmente em carteiras que busquem estabilidade e exposição controlada ao setor de telecomunicações.
Direcional (DIRR3): construtora em ponto de inflexão
Entre as construtoras, o destaque vai para a Direcional (DIRR3), incluída pela Empiricus em sua carteira recomendada de janeiro — a única do setor na lista. A empresa vem enfrentando volatilidade nas cotações, mas analistas avaliam que se trata de uma correção pontual, com potencial de reversão.
O setor de construção civil atravessa um ciclo aquecido, sustentado pela retomada do crédito imobiliário e pelo aumento na demanda por habitação. A Direcional, com atuação sólida no segmento de médio padrão, mantém margens competitivas e perspectivas de dividendos favoráveis em 2026.
Nesse panorama, a Direcional figura como uma ação para ficar de olho para quem busca ganhos de capital ancorados em fundamentos concretos e políticas de distribuição atrativas.
Panorama macro: tensões e oportunidade estratégica
As ações para ficar de olho em 2026 refletem não apenas o desempenho isolado das companhias, mas o contexto macroeconômico que orienta as decisões de portfólio dos investidores. A combinação de tensões geopolíticas, movimentos do Federal Reserve e volatilidade nas commodities torna o ano desafiador, porém fértil para quem adota uma estratégia pautada por fundamentos.
O investidor atento deve observar papéis com fundamentos sólidos e potencial de valorização sustentada, especialmente em setores que combinam estabilidade e inovação.
A leitura conjunta dos relatórios de mercado mostra que IRB Brasil (IRBR3), Cogna (COGN3), TIM Brasil (TIMS3) e Direcional (DIRR3) despontam como as ações para ficar de olho em janeiro de 2026.
Estas companhias representam, em diferentes segmentos, apostas consistentes para compor uma carteira equilibrada, mesclando risco moderado e potencial de rentabilidade.
Em um cenário de transição global e ajustes econômicos, o investidor encontra nesses papéis possibilidades reais de valorização, apoiadas em análises criteriosas e projeções robustas.






