As melhores small caps para setembro segundo o BTG Pactual: veja a carteira recomendada
As small caps para setembro ganharam destaque após o BTG Pactual anunciar mudanças estratégicas em sua carteira recomendada. A seleção do banco para este mês reforça o otimismo em relação a determinados setores da economia, ao mesmo tempo em que promove ajustes para capturar oportunidades de valorização no curto e médio prazo.
Com a saída de Auren (AURE3) e Minerva (BEEF3) e a entrada de Fleury (FLRY3) e Copasa (CSMG3), a carteira busca equilibrar papéis defensivos, empresas com potencial de crescimento e ativos ligados a temas estruturais, como privatizações e dividendos atrativos.
O que são small caps?
Antes de detalhar a nova carteira do BTG, é importante entender o que são as small caps.
No mercado financeiro, esse termo se refere a ações de empresas de menor capitalização de mercado em comparação às chamadas blue chips. Apesar de apresentarem maior volatilidade, elas são conhecidas pelo potencial de valorização acelerada em ciclos de crescimento ou em momentos específicos de mudança setorial.
Para investidores que buscam diversificação e retorno acima da média, as small caps podem ser alternativas interessantes — desde que a análise seja feita com atenção a riscos e fundamentos.
As mudanças na carteira de small caps para setembro
O BTG Pactual realizou duas trocas na sua carteira de recomendações:
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Saíram:
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Auren (AURE3)
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Minerva (BEEF3)
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Entraram:
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Fleury (FLRY3)
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Copasa (CSMG3)
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Por que Fleury (FLRY3) entrou?
Os analistas enxergam um ponto de entrada atrativo em FLRY3 após a performance abaixo do Ibovespa e da Rede D’Or (RDOR3). A avaliação é que o papel está negociado com desconto significativo, já que o múltiplo preço/lucro projetado para 12 meses sugere espaço para valorização.
Além disso:
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O terceiro trimestre deve trazer sazonalidade favorável com mais dias úteis.
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O dividend yield próximo de 8% garante atratividade adicional para investidores focados em renda.
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Existe também a possibilidade de movimentações estratégicas no setor, incluindo fusões ou aquisições.
Por que Copasa (CSMG3) entrou?
A Copasa (CSMG3) é outro destaque entre as small caps para setembro. O BTG ressalta que os catalisadores ligados à privatização podem destravar valor significativo nos próximos meses.
Em cenários de desestatização, empresas de saneamento costumam atrair forte interesse do mercado, dado o potencial de eficiência operacional, aumento de investimentos e melhora da governança corporativa.
As small caps que permanecem na carteira
Além das novas entradas, seguem na seleção do BTG Pactual:
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Orizon (ORVR3)
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Marcopolo (POMO4)
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IRB(Re) (IRBR3)
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São Martinho (SMTO3)
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Inter (INBR32)
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Vivara (VIVA3)
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Multiplan (MULT3)
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Tenda (TEND3)
Esse conjunto de papéis garante exposição a setores diversos, como varejo, transporte, construção, agronegócio, joias, shopping centers e financeiro, oferecendo maior diversificação ao investidor.
Desempenho da carteira em agosto
Em agosto, a carteira de small caps do BTG superou amplamente os índices de referência:
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+14,2% de valorização no mês;
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Contra +6,3% do Ibovespa;
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E +5,9% do SMLL, o índice brasileiro de small caps.
Os melhores desempenhos individuais foram:
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Inter (INBR32): +25,9%
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Minerva (BEEF3): +22,1%
Por que investir em small caps?
Entre os principais motivos para considerar small caps em setembro estão:
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Potencial de valorização acelerada: empresas menores podem crescer mais rápido em ciclos de recuperação.
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Diversificação setorial: as recomendações incluem saúde, saneamento, varejo, agronegócio, financeiro e logística.
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Catalisadores específicos: privatizações, fusões e sazonalidade positiva podem impulsionar determinados papéis.
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Dividendos atrativos: empresas como Fleury oferecem dividend yield competitivo.
No entanto, é importante destacar que as small caps apresentam maior risco e volatilidade, exigindo visão de longo prazo e perfil de investidor compatível.
As small caps para setembro recomendadas pelo BTG Pactual reforçam uma estratégia que combina potencial de valorização com papéis resilientes. A entrada de Fleury (FLRY3) e Copasa (CSMG3) dá o tom da carteira, refletindo oportunidades em saúde, saneamento e privatizações.
Com resultados expressivos em agosto e perspectivas positivas para os próximos meses, a carteira se posiciona como uma alternativa atraente para quem busca retornos acima da média no mercado acionário.






