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Home Economia

Teto do Minha Casa, Minha Vida sobe e impulsiona construtoras populares

por Redação
12/11/2025 às 19h26 - Atualizado em 16/01/2026 às 10h58
em Economia, Destaque, Notícias
Teto Do Minha Casa, Minha Vida Sobe E Impulsiona Construtoras Populares - Gazeta Mercantil

Minha Casa, Minha Vida tem novo teto e anima o setor da construção civil

A recente decisão do Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) de aumentar o teto de preço dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e elevar o orçamento do fundo para R$ 160,2 bilhões em 2026 trouxe otimismo ao mercado imobiliário. O movimento, além de ampliar o acesso das famílias de baixa renda à casa própria, também promete impulsionar o desempenho financeiro de construtoras voltadas ao segmento popular, como Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e Direcional (DIRR3).

Com o reajuste dos valores máximos, famílias com renda de até R$ 4,7 mil nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida poderão financiar imóveis de até R$ 275 mil, dependendo do porte do município. Ao todo, 263 cidades passam a se enquadrar nos novos limites, refletindo uma expansão significativa da política habitacional.

O programa Minha Casa, Minha Vida segue sendo um dos principais motores de inclusão social e desenvolvimento urbano do país. Além de atender à crescente demanda por moradias acessíveis, o programa movimenta uma ampla cadeia produtiva — de construtoras a fornecedores de insumos —, contribuindo para a geração de empregos e renda em todo o território nacional.


O novo teto do Minha Casa, Minha Vida

O aumento do teto de financiamento do Minha Casa, Minha Vida foi definido pelo Conselho Curador do FGTS em um momento estratégico, marcado por discussões sobre estímulos econômicos e políticas de habitação popular. A atualização representa o primeiro reajuste desde o relançamento do programa, em 2023, e vem acompanhada de uma ampliação orçamentária que reforça o papel do FGTS como instrumento de fomento ao desenvolvimento social.

Os valores máximos dos imóveis foram reajustados em cerca de 6%, enquanto os subsídios oferecidos pelo governo tiveram aumento médio de 20%. O impacto é particularmente relevante para famílias das faixas 1 e 2, que agora terão condições mais favoráveis para entrada e financiamento.

O orçamento habitacional do FGTS, que passa de R$ 149 bilhões para R$ 157 bilhões, foi complementado com mais R$ 8,2 bilhões direcionados à habitação popular, totalizando R$ 160,2 bilhões previstos para 2026.


Efeito positivo nas construtoras populares

A nova configuração do Minha Casa, Minha Vida gera reflexos imediatos nas companhias listadas na B3 que atuam no segmento de baixa renda. Analistas do mercado financeiro projetam melhora nas margens operacionais e nas vendas para empresas especializadas nesse público.

Tenda (TEND3)

Entre as construtoras, a Tenda é apontada como a principal beneficiada pelas novas regras. Cerca de 85% das suas vendas nos últimos 12 meses se concentram nas faixas de renda que foram ampliadas. O aumento dos subsídios, que podem variar entre R$ 2 mil e R$ 9 mil, representa uma melhoria direta na capacidade de compra das famílias e tende a impulsionar as vendas da companhia.

Plano & Plano (PLPL3)

A Plano & Plano, que tem 70% das operações voltadas ao público das faixas 1 e 2, também deve ser favorecida. A construtora, com atuação concentrada em regiões metropolitanas, poderá ampliar a base de clientes elegíveis ao programa, estimulando novos lançamentos e melhorando o fluxo de caixa.

Direcional (DIRR3)

Já a Direcional Engenharia deve colher resultados expressivos especialmente na região Norte, onde o aumento dos subsídios pode chegar a R$ 19 mil por unidade. Com cerca de 15% de suas operações concentradas em Manaus, a companhia tende a se beneficiar do impulso na demanda e da ampliação do poder de compra das famílias locais.

De acordo com estimativas do Bradesco BBI, o reajuste deve reduzir em até 22% o valor médio da entrada para compradores dessas faixas, facilitando o acesso à casa própria.


Projeções do mercado financeiro

As análises de bancos e corretoras reforçam o tom otimista. O Itaú BBA destaca que o pacote de medidas eleva o potencial de vendas das construtoras populares e mantém margens atrativas, sobretudo para Tenda e Direcional.

A XP Investimentos e o Bradesco BBI afirmam que a combinação de subsídios ampliados e limites reajustados deve impulsionar as contratações de crédito habitacional. O efeito positivo tende a se refletir nas margens das empresas e na geração de caixa, com repercussões favoráveis sobre o PIB da construção civil.

O Goldman Sachs, embora adote uma visão mais cautelosa, reconhece que o movimento reforça o compromisso do governo com o fortalecimento do programa e deve sustentar o desempenho do setor no médio prazo.


FGTS mais robusto e o papel da habitação social

A elevação do orçamento do FGTS para R$ 160,2 bilhões em 2026 reforça a importância do fundo como fonte essencial de financiamento habitacional. O incremento de recursos tem efeito multiplicador na economia, permitindo maior concessão de crédito, aquecimento do setor da construção e geração de empregos formais.

A decisão também fortalece a visão de longo prazo do programa Minha Casa, Minha Vida, alinhando-o a políticas de desenvolvimento sustentável e redução do déficit habitacional — estimado em mais de 6 milhões de moradias no país.


Expansão regional e impacto econômico

o reajuste do teto e o aumento dos subsídios devem ter efeito mais intenso nas regiões Norte e Nordeste, onde o custo de entrada para compra de imóveis é proporcionalmente mais alto em relação à renda média das famílias.

Além de impulsionar as vendas diretas das construtoras, o aumento do limite de financiamento estimula o consumo de materiais de construção, mão de obra e serviços especializados, com reflexos positivos sobre o PIB setorial e a arrecadação de impostos.

Economistas estimam que cada R$ 1 bilhão investido em habitação popular gera até 80 mil empregos diretos e indiretos, além de movimentar cadeias produtivas como cimento, aço e energia.


O futuro do programa e as próximas revisões

Os analistas acreditam que o governo deve revisar as faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida até o início de 2026, ampliando o alcance do programa para famílias de renda média. Essa expansão poderia beneficiar empresas que atuam em faixas superiores, como a MRV Engenharia (MRVE3), que já tem forte participação no segmento de habitação econômica.

Além disso, espera-se que novas medidas de incentivo, como redução temporária de juros do crédito imobiliário e ajustes nos subsídios regionais, sejam implementadas nos próximos meses para garantir maior dinamismo ao setor.


Minha Casa, Minha Vida: um motor para o crescimento

Desde sua criação, o Minha Casa, Minha Vida já entregou mais de 6 milhões de moradias em todo o país, beneficiando principalmente famílias de baixa renda. O programa representa um dos pilares das políticas públicas de habitação social, estimulando o crescimento econômico e reduzindo desigualdades regionais.

A atualização dos tetos e o reforço orçamentário do FGTS demonstram a continuidade da política de incentivo ao crédito imobiliário popular, essencial para a retomada sustentável da economia brasileira.

A elevação do teto do Minha Casa, Minha Vida e o aumento do orçamento do FGTS consolidam uma nova fase para o setor da construção civil no Brasil. O impacto positivo sobre construtoras como Tenda, Plano & Plano e Direcional sinaliza um ciclo de expansão do mercado imobiliário voltado à baixa renda, ao mesmo tempo em que amplia o acesso da população à moradia digna.

Para o governo, trata-se de um passo estratégico na política habitacional, capaz de equilibrar estímulos econômicos, inclusão social e geração de empregos. Para as empresas, representa uma oportunidade concreta de crescimento em um cenário de maior previsibilidade e apoio institucional.

O Minha Casa, Minha Vida reafirma, assim, seu papel central no desenvolvimento nacional, consolidando-se como um dos programas mais relevantes da história recente do país.

Tags: construção civilcrédito imobiliárioDirecionalEconomiaFGTSHabitação Popularimóveis popularesMinha CasaMinha VidaPlano & Planoprograma habitacionaltenda

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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