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Desenquadramento do MEI: O Que Muda para o Empreendedor em 2025?

por Redação
07/10/2025
em Business, Destaque, News
Desenquadramento Do Mei - Gazeta Mercantil

Desenquadramento do MEI: O Que Muda para o Empreendedor em 2025?

Em 2025, os microempreendedores individuais (MEI) que ultrapassaram o limite de faturamento anual de R$ 81 mil precisam realizar uma importante atualização em seu cadastro: o desenquadramento do regime de tributação. A recomendação é que essa alteração seja feita até 31 de janeiro para que o empreendedor possa continuar aproveitando os benefícios do Simples Nacional, mas agora com a nova nomenclatura de microempresa (ME).

Esse processo é essencial para garantir que o pequeno negócio consiga se adaptar ao novo limite de faturamento e continuar funcionando de maneira regular. Neste artigo, vamos explicar como esse desenquadramento afeta o MEI e as vantagens que ele terá ao se tornar uma microempresa, além dos passos necessários para realizar essa mudança.

O Que é o Desenquadramento do MEI?

O desenquadramento do MEI ocorre quando um microempreendedor ultrapassa o limite de faturamento anual estipulado para o regime. Para o ano de 2025, esse limite é de R$ 81 mil. Caso o empreendedor ultrapasse esse valor, ele deve realizar o desenquadramento do MEI, que consiste em uma alteração no cadastro da empresa, fazendo-a transitar para a categoria de microempresa (ME).

A partir do desenquadramento, o empreendedor poderá faturar até R$ 360 mil por ano, o que aumenta significativamente as possibilidades de crescimento do seu negócio. A recomendação do Sebrae é que o processo seja realizado até 31 de janeiro para garantir que a empresa esteja em conformidade com as novas regras fiscais e continue no Simples Nacional, com a devida atualização tributária.

Microempresa (ME): O Que Muda?

De acordo com a Lei Complementar nº 123/2006, uma microempresa (ME) é um tipo de organização empresarial que, assim como o MEI, possui uma série de vantagens fiscais e operacionais. No entanto, para ser enquadrada como ME, a empresa deve ter uma receita bruta anual de até R$ 360 mil e no máximo nove funcionários (para comércio e serviços) ou 19 empregados (para indústria).

Além disso, as microempresas estão inseridas no Simples Nacional, um regime de tributação simplificado que permite um recolhimento unificado de tributos e contribuições. A alíquota de imposto para as microempresas varia entre 4% e 33%, dependendo da receita bruta e do setor de atuação. Isso significa que, ao se desenquadrar do MEI e se tornar uma microempresa, o empreendedor tem a possibilidade de continuar usufruindo de benefícios fiscais, mas com maior capacidade de faturamento.

Custos de Abertura e Manutenção de uma Microempresa

A abertura de uma microempresa envolve custos que variam conforme o estado em que a empresa está sendo registrada. Além disso, o empreendedor precisará arcar com custos operacionais, como aluguel, água, energia elétrica, telefone, honorários contábeis e impostos. Caso haja a contratação de funcionários, os custos aumentam, incluindo salários, encargos trabalhistas e benefícios.

A vantagem de ser uma microempresa é que a burocracia e a carga tributária são menores em comparação a empresas de maior porte, além de uma maior possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e benefícios no setor público.

Benefícios de Formalizar uma Microempresa

Ao se tornar uma microempresa formalizada, o empreendedor conquista diversos direitos e benefícios. Entre os principais estão:

  • Benefícios previdenciários: O empreendedor passa a ter direito à aposentadoria, auxílio-doença e maternidade, além de outros benefícios previdenciários.
  • Descontos e condições vantajosas: Microempresas podem adquirir materiais e serviços com descontos significativos, além de terem acesso a condições especiais de crédito em bancos.
  • Acesso a licitações públicas: Com a formalização, o empreendedor pode fazer negócios com o poder público e participar de licitações, o que pode representar um grande diferencial para o crescimento do negócio.
  • Linhas de crédito e empréstimos: Uma microempresa formalizada tem a possibilidade de solicitar a abertura de contas bancárias em nome da empresa e acessar linhas de crédito com juros mais baixos, facilitando a expansão do negócio.

Passo a Passo para Abrir uma Microempresa

O processo para transformar um MEI em uma microempresa ou para abrir uma nova microempresa envolve alguns passos essenciais. Veja o que precisa ser feito:

  1. Verificar Disponibilidade do Nome: O primeiro passo é verificar na Junta Comercial se o nome desejado para a empresa já está sendo utilizado por outra organização.
  2. Documentação Necessária: O empreendedor deverá reunir os documentos necessários, como o certificado digital, o instrumento de abertura da empresa, e o pagamento das taxas devidas.
  3. Registro na Junta Comercial: Após reunir os documentos, o empresário deverá registrar a empresa na Junta Comercial do estado, obtendo o Número de Identificação do Registro de Empresa (NIRE).
  4. Cadastro no CNPJ: Com o NIRE em mãos, o empresário poderá criar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto à Receita Federal, preenchendo a solicitação online e indicando a atividade econômica da empresa de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
  5. Cadastro na Previdência Social: Para garantir a contribuição previdenciária dos sócios e/ou empregados, é necessário registrar a empresa na Previdência Social.
  6. Outros Cadastros e Licenças: Dependendo da atividade da empresa, é necessário realizar outros cadastros, como no setor de indústria ou comércio. Nesse caso, o contador é fundamental para garantir que todos os processos estejam em conformidade com as exigências fiscais e legais.

A Importância do Contador no Processo

Durante o processo de desenquadramento e formalização da microempresa, o auxílio de um contador é fundamental. Esse profissional irá orientar o empreendedor em todas as etapas do processo, garantindo que os registros sejam feitos corretamente e que a empresa esteja em conformidade com as leis fiscais e tributárias. Além disso, o contador pode ajudar a identificar a melhor forma de tributar a empresa, de acordo com o seu faturamento e tipo de atividade.

O desenquadramento do MEI e o seu enquadramento como microempresa (ME) trazem uma série de vantagens para o empreendedor, como o aumento do limite de faturamento, a continuidade dos benefícios do Simples Nacional e a possibilidade de obter novos recursos financeiros e acesso a novos mercados. Para garantir que todo o processo seja realizado corretamente, é importante que o empreendedor busque orientação especializada e cumpra os prazos estipulados, especialmente o prazo final de 31 de janeiro para o desenquadramento.

Se você é um MEI que está prestes a ultrapassar o limite de faturamento ou já ultrapassou, não deixe de regularizar a situação para garantir o crescimento do seu negócio.

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