Osmar Terra migra para o PL e pode disputar o Senado em 2026
O deputado federal e ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra, anunciou sua saída do MDB para se filiar ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. A movimentação política já vinha sendo especulada nos bastidores e agora se concretiza com a anuência do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, garantindo que Terra mantenha seu mandato.
A filiação ao PL abre novos caminhos políticos para Osmar Terra, especialmente no cenário eleitoral de 2026. Com o apoio de Jair Bolsonaro e aliados, ele surge como um forte nome para disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul. No entanto, a sucessão do governador Eduardo Leite também aparece como uma possibilidade, caso haja um alinhamento estratégico com outros grupos bolsonaristas no estado.
Osmar Terra e sua trajetória política
Osmar Terra tem uma longa carreira na política brasileira. Médico por formação, iniciou sua trajetória pública como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul. Em 2001, foi eleito deputado federal pelo MDB, partido ao qual permaneceu filiado por mais de duas décadas.
Durante o governo de Michel Temer, ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento Social. Já na gestão de Jair Bolsonaro, foi nomeado ministro da Cidadania, onde atuou em programas sociais e nas políticas voltadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Alinhamento com Bolsonaro e impacto da filiação ao PL
Desde que deixou o ministério, Terra manteve proximidade com Bolsonaro e a base bolsonarista. Sua adesão ao PL reforça o grupo político do ex-presidente, que tem trabalhado na consolidação de nomes estratégicos para as eleições de 2026.
O Rio Grande do Sul é um estado-chave para o PL e, com a migração de Osmar Terra, o partido fortalece suas bases. A decisão também representa um movimento de reposicionamento político do deputado, que busca maior espaço e competitividade dentro da legenda conservadora.
Senado ou Governo do RS? Os possíveis cenários para 2026
A principal aposta de Osmar Terra e seus aliados é a candidatura ao Senado. No entanto, a possibilidade de disputar o governo do Rio Grande do Sul não está descartada. Caso o grupo bolsonarista decida lançar um nome competitivo para suceder Eduardo Leite, Terra pode ser uma alternativa viável, desde que haja consenso entre os principais articuladores do PL no estado.
Em qualquer dos cenários, a estratégia do PL para 2026 envolve fortalecer seu palanque no Sul do Brasil, garantindo representação expressiva tanto no Congresso Nacional quanto no governo estadual.
Impacto da mudança partidária no cenário político
A saída de Osmar Terra do MDB e sua filiação ao PL reforçam uma tendência de realinhamento político no Brasil. O fortalecimento do bolsonarismo dentro do PL tem sido uma prioridade da legenda, especialmente diante da polarização política e das articulações para a próxima eleição.
Além disso, o MDB perde um de seus quadros mais antigos e influentes no Rio Grande do Sul, o que pode impactar a estratégia do partido para 2026. Por outro lado, o PL se beneficia ao agregar um nome experiente e bem articulado no cenário político nacional.
Repercussão da filiação no meio político
A migração de Osmar Terra para o PL gerou reações no meio político. Líderes do MDB lamentaram a saída, mas reconheceram a escolha como parte do jogo democrático. Já bolsonaristas celebraram a adesão, destacando a importância do deputado para a construção de um projeto político alinhado à direita conservadora no Brasil.
A entrada de Osmar Terra no PL reforça o crescimento do partido e sua preparação para as eleições de 2026. Seja disputando o Senado ou o governo estadual, sua filiação representa um movimento estratégico dentro da política gaúcha e nacional. Agora, resta aguardar os próximos desdobramentos e como essa mudança impactará a configuração das alianças partidárias no estado.






