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ABSOLAR alerta para risco aos investimentos renováveis após veto

por Redação
26/11/2025 às 08h15 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h56
em Negócios, Destaque, Notícias
Absolar Alerta Para Risco Aos Investimentos Renováveis Após Veto - Gazeta Mercantil

ABSOLAR alerta para impacto do veto no setor elétrico e aumento do risco aos investimentos renováveis no Brasil

A decisão do Governo Federal de sancionar a Lei nº 15.269/2025, mantendo o veto ao dispositivo que previa compensação às usinas solares e eólicas afetadas por cortes de geração, desencadeou uma onda de preocupação entre investidores, entidades do setor energético e especialistas em infraestrutura. A ABSOLAR, principal representante da cadeia de energia solar fotovoltaica no País, passou a advertir que a medida pode desencadear efeitos estruturais profundos, com potencial para comprometer a credibilidade do mercado brasileiro de energias limpas, afastar capital, gerar fechamento de empresas e retardar a transição energética nacional.

A retirada do artigo inicialmente previsto na Medida Provisória nº 1304/2025 eliminou o mecanismo compensatório que buscava mitigar prejuízos decorrentes do curtailment — o corte planejado e obrigatório da geração renovável para equilíbrio do sistema elétrico. Ao não oferecer uma solução regulatória clara para esse problema, o governo provocou um sentimento de desconfiança entre empreendedores do setor, muitos deles responsáveis por investimentos bilionários em projetos iniciados sob regras que agora perderam previsibilidade.


ABSOLAR vê risco sistêmico para investimentos e aponta impacto na estabilidade do setor

A ABSOLAR avalia que o veto compromete diretamente a segurança jurídica e a estabilidade regulatória que sustentaram o crescimento da energia solar nas últimas décadas. A entidade reforça que os desenvolvedores de grandes usinas fotovoltaicas operaram sob marcos legais que não previam custos associados aos cortes de geração, tampouco o repasse dessas perdas aos próprios geradores. O arranjo vigente antes do veto considerava a proteção aos investidores como parte essencial para manter o fluxo de novos projetos em território nacional.

Com a mudança abrupta nas regras, investidores nacionais e estrangeiros passaram a enxergar o Brasil como um ambiente mais arriscado. Segundo a entidade, a confiança que sustentou o ciclo de expansão das energias renováveis desde 2013 está ameaçada. Ao assumir os prejuízos do curtailment — procedimento que ocorre para preservar a segurança do sistema elétrico como um todo — os empreendedores deixam de operar em um ambiente competitivo e passam a acumular perdas sobre as quais não têm controle operacional.

A ABSOLAR alerta que esse tipo de incerteza regulatória costuma desencadear retração no apetite de investidores institucionais, fundos internacionais, bancos de desenvolvimento e demais agentes financeiros responsáveis por viabilizar projetos de grande porte. Esse movimento contraria a tendência global de estímulo às energias limpas, reduzindo a atratividade do país justamente em um momento em que o mercado internacional busca alternativas mais sustentáveis e resilientes.


Transição energética pode ser atrasada pela insegurança regulatória criada pelo veto

O avanço de fontes renováveis, como solar e eólica, pressupõe previsibilidade regulatória, estabilidade jurídica e instrumentos que protejam investimentos de longo prazo. Para a ABSOLAR, o veto à compensação dos cortes de geração cria um obstáculo significativo à continuidade da expansão das energias limpas no País. A entidade destaca que a ausência de mecanismos de recomposição financeira compromete diretamente a viabilidade de novas usinas e ameaça projetos já em operação.

O setor vinha em ritmo acelerado, ajudando o Brasil a consolidar um dos maiores mercados de energia solar do mundo. A retirada do artigo que buscava mitigar prejuízos gerados pelos cortes impostos pelos operadores do sistema rompe essa expectativa de crescimento contínuo. Na prática, empreendedores podem reduzir o ritmo de expansão ou mesmo desistir de novas iniciativas, o que tende a retardar o cumprimento das metas ambientais brasileiras e o avanço da transição energética prevista para a próxima década.


ABSOLAR identifica fragilização de contratos, penalidades e perda de previsibilidade

Ao longo dos últimos anos, diversos contratos firmados entre geradores renováveis e distribuidores ou consumidores livres estabeleceram parâmetros rígidos de entrega de energia. Com os cortes de geração, muitos empreendedores têm enfrentado penalidades contratuais por não conseguirem fornecer a energia prevista, mesmo que o impedimento decorra de determinação do operador do sistema.

A ABSOLAR aponta que, além de serem obrigados a lidar com esses riscos operacionais, os agentes do setor agora absorvem também o custo financeiro das reduções impostas, aumento que não existia quando os contratos foram assinados. Ou seja, o próprio marco regulatório começou a penalizar os players que impulsionaram a diversificação da matriz energética brasileira.

Esse cenário, segundo a entidade, mina a segurança jurídica e compromete decisões estratégicas de longo prazo, fundamentais para um setor que opera com investimentos robustos e payback estendido. O resultado prático é o aumento da percepção de instabilidade regulatória, que dificulta o planejamento de novos empreendimentos e afeta diretamente o ambiente de negócios.


Setor financeiro também reage com preocupação à mudança de regras

A fragilização do ambiente regulatório provocada pelo veto repercutiu entre bancos públicos e privados responsáveis por financiar parte significativa das usinas atualmente em operação no País. Instituições que antes consideravam o setor como porto seguro para alocação de capital passaram a reavaliar suas projeções de risco.

A ABSOLAR ressalta que o impacto financeiro do veto pode dificultar renegociações de dívidas e empréstimos, colocando em risco especialmente empresas menores, com menor capacidade de absorção de perdas. A entidade também registra aumento de devoluções de outorgas e cancelamento de novos projetos, tendência que indica um possível revés no ritmo de expansão das energias renováveis no Brasil.

O setor financeiro depende de estabilidade jurídica para alongar prazos, estruturar operações e validar garantias. Com a elevação do risco percebido, as instituições podem aumentar exigências ou recuar em linhas de crédito, abrindo um cenário de retração no investimento verde justamente em um período de grande competitividade internacional por tecnologias limpas.


ABSOLAR e entidades do setor buscam alternativas para recompor equilíbrio econômico-financeiro

Diante dos impactos já observados e dos riscos futuros, a ABSOLAR iniciou articulações com associados e diferentes atores do setor energético para buscar alternativas que restabeleçam a confiança dos investidores e recomponham o equilíbrio econômico-financeiro das usinas afetadas.

A entidade avalia que a discussão será fundamental para evitar que o veto produza um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva de energia renovável, incluindo fabricantes de equipamentos, prestadores de serviços, empresas de engenharia e instaladores, segmento responsável por milhares de empregos diretos e indiretos em todas as regiões do País.

Ao longo da última década, as energias solar e eólica se consolidaram como vetores fundamentais para modernizar a matriz energética brasileira, ampliar a autonomia energética e reduzir emissões. Para a ABSOLAR, a manutenção desse ciclo exige estabilidade regulatória e políticas públicas que reconheçam a importância estratégica das fontes renováveis para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.


ABSOLAR reforça importância do setor para economia, empregos e metas ambientais nacionais

A expansão das energias renováveis tem gerado empregos, impulsionado economias locais, atraído investimentos internacionais e fortalecido a indústria nacional de equipamentos e serviços. A ABSOLAR destaca que qualquer medida que fragilize esse mercado tende a produzir efeitos diretos sobre geração de renda, arrecadação tributária e competitividade industrial.

As usinas solares de grande porte representam um dos segmentos mais dinâmicos da infraestrutura moderna brasileira, com capacidade de gerar emprego qualificado em diferentes fases — da construção à operação. A instabilidade regulatória provocada pelo veto pode levar ao fechamento de empresas, ao cancelamento de iniciativas estratégicas e à desaceleração de novos ciclos de contratação no setor.

A entidade reforça que, em um momento global de transição energética acelerada, países com ambiente regulatório estável tendem a atrair mais capital e desenvolver cadeias produtivas de maior valor agregado. Sem previsibilidade, o Brasil corre o risco de ficar atrás de outras economias emergentes que disputam os mesmos investimentos.


Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) representa toda a cadeia de valor da energia solar, reunindo empresas nacionais e internacionais, de diferentes portes, que atuam no desenvolvimento, fabricação, instalação, operação e financiamento de soluções solares e de tecnologias limpas complementares, como armazenamento de energia e hidrogênio verde. A entidade é reconhecida por promover articulação institucional e defender políticas públicas que acelerem a transição energética sustentável no Brasil.

Tags: Absolarcurtailmentenergia solarenergias renováveisinvestimentos renováveisnegóciossetor elétricotransição energéticausinas solaresveto governo federal

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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