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Acordo Comercial EUA-Argentina: Milei e Trump Eliminam 1.800 Tarifas

por Antônio Lima - Repórter de Economia
06/02/2026 às 18h06 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h05
em Política, Destaque, Mundo, Notícias
Acordo Comercial Eua-Argentina: Milei E Trump Eliminam 1.800 Tarifas - Gazeta Mercantil

Eixo Washington-Buenos Aires: Argentina e EUA selam acordo comercial histórico para eliminar 1.800 tarifas

O cenário das relações exteriores nas Américas registrou nesta quinta-feira um marco que promete reconfigurar os fluxos de capitais e mercadorias no Hemisfério Sul. Em cerimônia realizada em Washington, representantes das gestões de Donald Trump e Javier Milei formalizaram um acordo comercial sem precedentes. O tratado prevê a eliminação mútua de mais de 1.800 tarifas bilaterais, sinalizando o fim de décadas de protecionismo argentino e a integração definitiva do país vizinho à órbita econômica norte-americana.

A assinatura do documento pelo chanceler argentino, Pablo Quirno, e pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, é vista por analistas como a maior vitória diplomática de Milei desde sua posse. O acordo comercial foca na desoneração de setores estratégicos, com os Estados Unidos concordando em remover 1.600 tarifas sobre produtos argentinos, enquanto Buenos Aires extinguirá 220 tributos sobre mercadorias produzidas nos EUA. O movimento consolida um novo paradigma de liberalismo econômico no Cone Sul.

A arquitetura técnica do acordo comercial e os trâmites legislativos

A eficácia plena do acordo comercial depende agora da ratificação pelo Congresso argentino. Embora o partido de Milei tenha obtido vitória expressiva nas recentes eleições legislativas, o debate nas câmaras deve ser intenso, dada a tradição industrialista de certas províncias. Jamieson Greer, ao celebrar o pacto, destacou que a parceria entre Trump e Milei serve como um modelo de cooperação para as Américas, estabelecendo padrões que podem influenciar futuros tratados regionais.

Milei celebrou o pacto como a ferramenta necessária para que o país recupere o protagonismo global. A abertura econômica via acordo comercial é vista como a via para atrair o investimento estrangeiro direto (IED) necessário para estabilizar a macroeconomia argentina e reduzir as pressões inflacionárias que ainda persistem no peso argentino.

Pecuária e agronegócio: a carne argentina no centro da pauta

Um dos pilares mais robustos do acordo comercial envolve o setor de proteína animal. A Argentina obteve uma concessão histórica: a cota de exportação de carne bovina para os Estados Unidos com acesso preferencial saltou de 20 mil para 100 mil toneladas anuais. Esta ampliação tem o potencial de injetar aproximadamente US$ 800 milhões extras na economia argentina, fortalecendo as reservas de divisas do Banco Central da República Argentina (BCRA).

Entretanto, este ponto do acordo comercial carrega um potencial de tensão política em solo norte-americano. Parlamentares republicanos ligados aos estados pecuaristas já manifestaram preocupação com a entrada massiva da carne argentina. O desafio de Trump será equilibrar sua aliança ideológica com Milei e a proteção de sua base eleitoral rural, o que promete tornar o processo de implementação do acordo comercial um exercício de diplomacia interna complexo.

Fluxo de importações e a modernização da indústria argentina

O acordo comercial estabelece que a Argentina abrirá suas fronteiras para uma vasta gama de produtos industriais e agrícolas americanos. Entre os itens desonerados estão máquinas pesadas, peças médicas e insumos químicos essenciais para a produtividade industrial. No setor automotivo, as tarifas sobre autopeças específicas cairão para apenas 2%, permitindo que as montadoras instaladas na Argentina reduzam custos de produção.

Além da troca de bens físicos, o acordo comercial traz uma inovação regulatória: a Argentina passará a aceitar alimentos certificados pela Food and Drug Administration (FDA), a agência de saúde dos EUA. Essa medida elimina barreiras técnicas e burocráticas, facilitando a entrada de produtos alimentícios americanos. Essa harmonização de padrões sanitários e técnicos é um componente vital do acordo comercial para reduzir custos de transação e acelerar o consumo interno de bens de alta qualidade.

Sustentação cambial e o papel do Tesouro dos EUA

A confiança para que Milei avançasse neste ambicioso acordo comercial foi pavimentada por um suporte financeiro robusto vindo de Washington. Em setembro passado, o Tesouro dos EUA anunciou um pacote de assistência de US$ 20 bilhões para a Argentina. Esse aporte foi fundamental para mitigar a crise cambial e sustentar o valor do peso, criando o ambiente de estabilidade necessário para que o governo pudesse propor uma abertura comercial tão profunda sem o risco de um colapso imediato da indústria local.

A reação dos mercados ao acordo comercial e ao apoio financeiro tem sido amplamente positiva. Com a vitória esmagadora do partido de Milei nas eleições legislativas, a percepção de risco-país diminuiu, atraindo investidores institucionais que veem na Argentina um novo laboratório de reformas liberais. O acordo comercial atua, portanto, como uma garantia de que a abertura econômica possui lastro político e apoio da maior potência do planeta.

O fim do isolamento econômico e o histórico protecionista

A Argentina figurava, até então, como uma das economias mais fechadas do mundo, com tarifas médias de importação na casa de 13%. O acordo comercial rompe com uma tradição que remonta ao período de substituição de importações. Milei aposta que, ao contrário dos anos 90, o atual acordo comercial foca na integração de cadeias de valor, e não apenas na abertura indiscriminada.

A reformulação da economia argentina via acordo comercial pressupõe que o aumento da concorrência elevará a produtividade das empresas locais. Aquelas que não conseguirem competir serão forçadas a se reinventar ou migrar para setores onde a Argentina possui vantagens comparativas naturais. Para o governo argentino, o custo político de curto prazo da abertura via acordo comercial é um investimento necessário para erradicar a ineficiência estrutural.

Propriedade intelectual e a fronteira do comércio digital

Além das mercadorias físicas, o acordo comercial avança sobre temas contemporâneos como direitos de propriedade intelectual e comércio digital. O tratado consolida compromissos que garantem maior proteção para empresas de tecnologia norte-americanas que operam na Argentina, facilitando o fluxo de dados e a instalação de centros de serviços digitais. Este capítulo do acordo comercial é estratégico para transformar a Argentina em um polo tecnológico na América Latina.

A proteção à propriedade intelectual prevista no acordo comercial é um requisito fundamental para que empresas de biotecnologia e software intensifiquem suas operações em solo argentino. Ao alinhar sua legislação com os padrões americanos através deste acordo comercial, Buenos Aires sinaliza que o país está pronto para hospedar investimentos de alto valor agregado, diversificando sua pauta exportadora para além das commodities tradicionais.

A reconfiguração das cadeias de suprimentos nas Américas

O acordo comercial entre Trump e Milei deve ser lido dentro do contexto global de nearshoring. Os Estados Unidos buscam parceiros confiáveis para reduzir a dependência de fornecedores asiáticos. Nesse sentido, o acordo comercial posiciona a Argentina como um fornecedor estratégico de alimentos, energia e minerais críticos. A eliminação de tarifas facilita a integração de processos produtivos, onde componentes americanos podem ser montados na Argentina e reexportados.

Para a indústria automobilística regional, este acordo comercial representa uma mudança de paradigma. A redução de tarifas para apenas 2% em autopeças americanas permite que as fábricas argentinas se tornem mais eficientes, integrando-se de forma mais fluida à cadeia de suprimentos global da General Motors e da Ford. O impacto desse acordo comercial na geração de empregos qualificados no setor industrial argentino pode ser o diferencial para a sustentação do apoio popular de Milei.

Desafios geopolíticos e a relação com o Mercosul

A assinatura deste acordo comercial coloca a Argentina em uma posição singular dentro do Mercosul. Tradicionalmente, os países do bloco devem negociar tratados comerciais de forma conjunta. Ao avançar em um acordo comercial bilateral desta magnitude com os EUA, Milei testa os limites institucionais do bloco regional e pressiona parceiros como o Brasil a acelerarem suas próprias agendas de abertura. A diplomacia brasileira monitora de perto os desdobramentos desse acordo comercial, avaliando os riscos de desvio de comércio.

A aposta de Milei no acordo comercial bilateral sinaliza que a Argentina não está disposta a esperar pelo consenso regional para buscar seu crescimento. Para o governo de Buenos Aires, a urgência econômica sobrepõe-se à liturgia do Mercosul, e o acordo comercial com Washington é visto como o primeiro de uma série de tratados que Milei pretende buscar com outras potências liberais visando cercar a Argentina de uma rede de livre-comércio.

Perspectivas para o crescimento sustentável via abertura econômica

O sucesso deste acordo comercial será medido pela capacidade da Argentina em aumentar suas exportações sem destruir seu tecido social. O governo aposta que a abertura comercial trará um choque de investimentos que compensará eventuais perdas em setores ineficientes. A abertura para máquinas e tecnologias americanas via acordo comercial deve permitir que o campo e a indústria argentina se modernizem, elevando o PIB potencial do país para os próximos anos.

Para o investidor, o acordo comercial é o sinal mais claro de que o país mudou sua orientação estratégica de forma permanente. A integração com os Estados Unidos via acordo comercial cria uma âncora de credibilidade que a Argentina não possuía há gerações. Se o Congresso ratificar o texto, o acordo comercial se tornará o pilar sobre o qual Milei construirá seu legado econômico, transformando a Argentina de um pária protecionista em uma economia aberta e dinâmica.

A consolidação de um novo padrão de cooperação hemisférica

O impacto deste acordo comercial vai além das fronteiras dos dois países envolvidos. Ele estabelece um novo padrão para parcerias entre governos liberais nas Américas. Ao focar na eliminação total de tarifas e na harmonização regulatória, o acordo comercial Trump-Milei oferece uma alternativa prática ao modelo de integração tradicional. A agilidade com que este acordo comercial foi negociado demonstra que, quando há alinhamento ideológico e pragmatismo econômico, as barreiras históricas podem ser derrubadas.

O desfecho deste processo dependerá da execução técnica e da manutenção da estabilidade política. Contudo, o acordo comercial assinado em Washington já nasce como um dos fatos econômicos mais relevantes da década para a América Latina. Ele desafia o status quo e convida o continente a repensar suas estratégias de inserção global. A Argentina, através deste acordo comercial, deu o primeiro passo para uma jornada que pode levá-la de volta ao grupo das nações mais ricas do mundo.

Tags: acordo comercialArgentinaDonald Trumpeconomia argentinaEstados Unidosexportação de carneJavier Mileilivre comércioMercosulMundoPolíticatarifas comerciais

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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