Empresário ligado a resort com irmãos de Toffoli patrocina evento com ministros do STF
O empresário Alberto Leite, investidor do Tayayá Resort, voltou a ser destaque no cenário jurídico e empresarial após se envolver no patrocínio do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em 2024, que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. A participação de Leite, fundador da FS Security, gerou repercussão pública devido ao histórico societário do empreendimento e aos vínculos familiares com o caso Banco Master.
Histórico societário do Tayayá Resort
O Tayayá Resort, localizado em Rio Claro (PR), teve como sócios, por quase três anos, dois irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, em sociedade com um fundo de investimento atrelado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em fevereiro de 2025, todos os sócios mencionados deixaram o empreendimento: os irmãos de Toffoli venderam suas participações para o advogado Paulo Humberto, enquanto Zettel cedeu sua fatia ao empresário Alberto Leite.
Após cinco meses, Leite revendeu a participação minoritária, equivalente a cerca de 15% do negócio, novamente para Paulo Humberto. Segundo registros e confirmações do E-Investidor, todas as transações ocorreram dentro de padrões de mercado, com participação minoritária e sem envolvimento na gestão do resort.
Patrocínio de evento jurídico e relações institucionais
O Grupo FS Security, liderado por Alberto Leite, patrocinou institucionalmente o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias em 2024, promovido pela empresa organizadora Grupo Voto. O evento contou com participação de ministros do STF e teve como co-patrocinador o Banco Master, pertencente a Daniel Vorcaro.
Leite reforça que o patrocínio foi uma ação institucional regular, com cota minoritária e ampla exposição da marca, sem vínculo direto com autoridades ou participantes individuais. “Não há e nunca houve vínculos societários, relações comerciais, contratos ou processos envolvendo o empresário ou suas empresas com ministros de cortes superiores ou seus familiares”, afirmou em nota oficial.
Além do patrocínio, Leite recebeu o ministro Dias Toffoli em um camarote para assistir à final da Champions League em Londres, um episódio que também foi alvo de atenção midiática, mas classificado pelo empresário como um relacionamento institucional normal, sem caráter comercial ou societário.
Implicações do caso Banco Master
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no final de 2025 devido a “grave crise de liquidez” e “violações às normas do Sistema Financeiro Nacional”. Como grande emissor de títulos bancários, a instituição deixou um passivo próximo de R$ 50 bilhões a ser pago pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).
Dias Toffoli é relator das investigações sobre supostas irregularidades no Master, o que gerou questionamentos sobre imparcialidade e conflito de interesses após a divulgação do histórico societário de seus irmãos e do cunhado Zettel. Apesar disso, Leite reforçou que sua participação foi minoritária e regular, sem interferência nas operações do Master ou vínculos diretos com os investigados.
Esclarecimentos de Alberto Leite sobre suas atividades
Em comunicado, Leite destacou que as ações do Grupo FS sempre foram pautadas pela transparência e lisura, respeitando a legislação vigente e normas do mercado. Segundo ele, as participações societárias e patrocínios foram realizados em condições usuais, com tributos devidamente recolhidos, e não há processos em tramitação no STF ou STJ envolvendo sua pessoa ou empresas.
O empresário enfatizou ainda que a atuação institucional legítima não deve ser interpretada como insinuação de irregularidade. O Grupo FS contribui para a infraestrutura crítica digital do país, emprega profissionais e realiza investimentos regulares, com foco em tecnologia e segurança digital, sem qualquer relação de favorecimento ou conflito jurídico com ministros do STF ou seus familiares.
Repercussão jurídica e mediática
O caso Tayayá Resort e o envolvimento de Alberto Leite em eventos com ministros do STF levantam debates sobre percepção pública e conflito de interesses. Analistas jurídicos destacam que a exposição institucional e relações empresariais legítimas podem ser mal interpretadas em cenários de investigação de alto impacto, sobretudo quando vinculadas a instituições financeiras sob supervisão do Banco Central.
O episódio evidencia o cuidado necessário na comunicação entre empresários, patrocinadores e autoridades públicas, reforçando a importância de transparência e registro formal de todas as operações, como realizado por Leite e sua empresa.
Investimentos minoritários e prática de mercado
A atuação de Leite no Tayayá Resort foi limitada à posição de cotista minoritário. Em situações de investimento similares, cotistas minoritários não participam da gestão diária ou das decisões estratégicas do empreendimento, mas obtêm participação proporcional nos resultados financeiros. Esse modelo é comum no mercado imobiliário e de hospitalidade, garantindo retorno financeiro ao investidor sem envolvimento operacional.
Além disso, o patrocínio institucional de eventos jurídicos permite às empresas fortalecerem suas marcas e atuarem de forma transparente no ambiente corporativo e institucional, desde que cumpram regulamentações e mantenham contratos formalmente registrados.
Transparência empresarial como instrumento de credibilidade
Alberto Leite e o Grupo FS reforçam que a transparência é pilar central de sua estratégia. O patrocínio do Fórum Jurídico Brasil de Ideias, a participação minoritária no Tayayá Resort e os investimentos em tecnologia seguem normas legais, contribuindo para a reputação corporativa e para a credibilidade institucional junto a investidores, autoridades e mercado.
A prática de comunicação clara e registro formal das operações evita interpretações equivocadas e protege empresas e investidores de questionamentos legais e reputacionais, principalmente em setores de alta exposição pública e sensível à regulação, como o financeiro e jurídico.
Eventos de networking institucional e limites legais
A presença de Leite em eventos com ministros do STF, incluindo ocasiões como a final da Champions League, reforça o papel de networking institucional, prática comum no meio corporativo e jurídico. Segundo especialistas, enquanto não houver contratos, participação societária direta ou influência em decisões oficiais, tais interações são legais e legítimas, servindo apenas como construção de relacionamento profissional e institucional.
O episódio evidencia a complexidade das relações entre empresários e autoridades públicas, destacando a necessidade de regras claras, transparência e registro formal em todas as interações, de forma a evitar questionamentos legais ou de conflito de interesse.
Grupo FS e infraestrutura digital crítica: papel estratégico
Além do patrocínio de eventos jurídicos, o Grupo FS tem atuação relevante na infraestrutura digital crítica do país, desenvolvendo soluções em segurança tecnológica e contribuindo para investimentos estratégicos. A atuação regular e transparente reforça a credibilidade do grupo e a legitimidade de sua presença em fóruns de alto nível, incluindo interações com autoridades do STF.
O modelo de atuação do grupo demonstra que empresas de tecnologia e segurança digital podem atuar em espaços institucionais, patrocinar eventos e investir em empreendimentos variados sem comprometer legalidade ou ética, desde que sigam normas e regulamentações.









