Polícia Civil impede ataque na Avenida Paulista com bombas e coquetéis molotov
Uma operação de inteligência da Polícia Civil de São Paulo impediu, na noite desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a execução de um plano criminoso que previa o uso de bombas e coquetéis molotov na Avenida Paulista, um dos principais e mais movimentados eixos urbanos do país. A ação resultou na identificação e detenção de doze suspeitos apontados como integrantes diretos da articulação do ataque, que vinha sendo planejado por meio de ambientes digitais fechados.
O caso reforça o papel estratégico do monitoramento preventivo e da atuação integrada entre áreas de inteligência e investigação criminal diante do crescimento de redes organizadas que utilizam plataformas online para planejar ações violentas em espaços públicos de grande circulação.
Investigação antecipou risco e evitou execução do plano
Segundo informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o plano de ataque na Avenida Paulista foi neutralizado antes de qualquer deslocamento físico dos envolvidos para o local. A apuração teve início a partir do trabalho do Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil, responsável por monitorar atividades suspeitas em ambientes virtuais associados à organização de crimes.
As autoridades identificaram que o grupo criminoso vinha se articulando havia semanas, com troca de mensagens, vídeos e instruções operacionais. O planejamento incluía a fabricação e o uso de artefatos incendiários improvisados, como bombas caseiras e coquetéis molotov, com o objetivo de provocar tumulto e colocar em risco a integridade de pessoas que transitam diariamente pela região.
Detidos tinham idades entre 15 e 30 anos
Os doze suspeitos detidos durante a operação têm idades que variam entre 15 e 30 anos. De acordo com a Polícia Civil, todos foram identificados como participantes ativos da estrutura de comando e disseminação de informações do grupo. Seis deles exerciam papel de liderança, sendo responsáveis por orientar outros integrantes, repassar instruções e estimular a adesão ao plano de ataque na Avenida Paulista.
Um dos alvos foi encontrado em posse de simulacros de armas de fogo, o que, segundo os investigadores, reforça o grau de organização e a escalada potencial de violência do grupo monitorado. Os detidos foram encaminhados para procedimentos legais e seguem à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Atuação integrada da Polícia Civil e da DCCiber
A investigação contou com apoio direto da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), que auxiliou na identificação de perfis, rastreamento de comunicações e mapeamento das conexões entre os integrantes da rede criminosa. A atuação integrada permitiu localizar suspeitos não apenas na capital paulista, mas também na Região Metropolitana de São Paulo e em municípios do interior do estado.
O uso de ferramentas tecnológicas e técnicas de infiltração digital foi determinante para antecipar o risco e evitar que o ataque na Avenida Paulista fosse colocado em prática. A Polícia Civil destacou que o monitoramento ocorreu dentro dos limites legais e com foco exclusivo na prevenção de crimes contra a coletividade.
Grupo integra rede nacional com milhares de participantes
As investigações apontaram que o grupo responsável pelo planejamento do ataque na Avenida Paulista não atuava de forma isolada. Ele integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes distribuídos por diferentes estados brasileiros. Nessas comunidades virtuais, são discutidas ações violentas, estratégias de mobilização e formas de confrontação em espaços públicos.
Apesar do alcance nacional, as autoridades identificaram maior concentração de articulação nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na capital paulista, a comunidade virtual ligada diretamente ao ataque reunia cerca de 600 integrantes, funcionando como núcleo central de organização e difusão das orientações operacionais.
Comunidades digitais como instrumento de mobilização criminosa
De acordo com a Polícia Civil, as comunidades digitais monitoradas funcionavam como espaços estruturados de coordenação, nos quais os participantes compartilhavam conteúdos audiovisuais, instruções técnicas e mensagens de incentivo à prática de atos violentos. Esse ambiente virtual foi decisivo para o planejamento do ataque na Avenida Paulista, permitindo que indivíduos de diferentes localidades participassem da articulação.
A investigação revelou que o grupo não apresentava pauta política, social ou reivindicatória definida. Segundo as autoridades, a proposta era provocar tumulto e sensação de insegurança, utilizando o conceito de “manifestação” como justificativa genérica para a ação criminosa.
Declarações oficiais destacam caráter preventivo da operação
Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou o caráter preventivo da operação. Segundo ele, o trabalho de inteligência foi essencial para neutralizar a ameaça antes que qualquer dano fosse causado à população.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, também destacou que a atuação das equipes evitou riscos concretos à segurança pública. Ele afirmou que a infiltração em grupos digitais e a identificação antecipada dos principais articuladores foram decisivas para impedir mais um episódio de violência planejada em ambiente urbano.
Avenida Paulista como alvo estratégico
A escolha da Avenida Paulista como alvo do plano criminoso elevou o grau de alerta das autoridades. O local concentra sedes de instituições financeiras, hospitais, centros culturais, empresas, além de receber diariamente milhares de pedestres, trabalhadores e turistas. Eventos públicos e manifestações também são frequentes na região, o que amplia o potencial de impacto de qualquer ação violenta.
A Polícia Civil avaliou que a execução do ataque na Avenida Paulista poderia gerar consequências graves, tanto em termos de segurança pública quanto de impacto econômico e institucional para a cidade de São Paulo.
Frequência de ações preventivas e monitoramento contínuo
Casos como o impedimento do ataque na Avenida Paulista reforçam a importância do monitoramento contínuo de ambientes digitais utilizados para a organização de crimes. A Secretaria de Segurança Pública informou que operações preventivas desse tipo têm se tornado mais frequentes, diante do uso crescente de plataformas online por grupos criminosos.
O objetivo, segundo o governo estadual, é identificar ameaças em estágio inicial, interromper cadeias de comando e evitar que planos violentos avancem para a fase de execução.
Relevância institucional das ações de segurança pública
A atuação preventiva da Polícia Civil se insere em um contexto mais amplo de fortalecimento das políticas de segurança pública voltadas à proteção de espaços urbanos estratégicos. A Avenida Paulista, por sua relevância econômica, social e simbólica, é tratada como área sensível dentro dos protocolos de segurança do estado.
O impedimento do ataque na Avenida Paulista evidencia a necessidade de investimentos contínuos em inteligência, capacitação de equipes e integração entre diferentes áreas da administração pública.
Investigação segue em andamento
As autoridades informaram que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros integrantes da rede nacional e aprofundar o mapeamento das conexões entre os grupos monitorados. O material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos e registros de comunicação, será analisado para subsidiar novas fases da apuração.
A Polícia Civil também avalia a possibilidade de desdobramentos em outros estados, uma vez que a rede criminosa identificada atua de forma descentralizada e utiliza canais digitais para expandir sua influência.
Segurança urbana e desafios contemporâneos
O caso do ataque na Avenida Paulista frustrado pela Polícia Civil expõe desafios contemporâneos da segurança urbana, especialmente no enfrentamento de crimes organizados em ambientes digitais. A prevenção, segundo especialistas da área, depende cada vez mais da capacidade de antecipação e análise de dados.
A atuação das forças de segurança, ao impedir a concretização do plano, evitou danos humanos, materiais e institucionais, preservando a normalidade em uma das regiões mais emblemáticas do país.









