segunda-feira, 2 de novembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Criptomoedas

Bitcoin hoje cai com tensão entre EUA e Irã e aversão global ao risco

Criptomoedas recuam em meio à piora do ambiente geopolítico, enquanto avanço de marco regulatório nos Estados Unidos limita parte do pessimismo no setor

por Camila Braga
18/05/2026 às 15h01
em Criptomoedas
Bitcoin Hoje Cai Com Tensão Entre Eua E Irã E Aversão Global Ao Risco - Gazeta Mercantil

O bitcoin hoje opera em queda em meio ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã e à maior aversão global ao risco nos mercados financeiros. A escalada retórica do presidente americano Donald Trump contra Teerã, combinada à possibilidade de novas discussões militares em Washington, reduziu o apetite por ativos voláteis e pressionou criptomoedas, ações e moedas de países emergentes nesta segunda-feira (18).

A piora do humor global ocorre após Trump afirmar que “o relógio está correndo” para o Irã agir rapidamente. O presidente dos Estados Unidos deve se reunir com sua equipe de segurança nacional para discutir opções diante do impasse no Oriente Médio. O cenário elevou a busca por proteção nos mercados e reduziu a disposição de investidores para ativos de maior risco, como o bitcoin.

Leia também: Ano de 2023 registra recorde de calor global, afetando o clima no Brasil.

Ao mesmo tempo, o setor cripto acompanha avanços regulatórios importantes nos Estados Unidos. O Comitê Bancário do Senado americano aprovou o avanço do Clarity Act, projeto que busca definir regras para ativos digitais e estabelecer maior clareza sobre a atuação dos reguladores no mercado cripto. A medida segue para nova etapa de análise no Senado.

O movimento cria um contraste no mercado: no curto prazo, o bitcoin hoje sente o impacto da tensão geopolítica e da aversão ao risco; no médio prazo, a agenda regulatória americana segue sendo vista por parte dos investidores como fator estrutural de amadurecimento para a indústria de ativos digitais.

Tensão no Oriente Médio pressiona ativos de risco

A queda do bitcoin hoje está diretamente ligada à deterioração do ambiente externo. Quando há aumento de tensão geopolítica, investidores tendem a reduzir exposição a ativos considerados mais arriscados e buscar instrumentos de proteção, como dólar, títulos do Tesouro americano e ouro.

O Oriente Médio voltou ao centro das preocupações globais após novas ameaças de Trump ao Irã. A fala aumentou o temor de escalada militar e reacendeu dúvidas sobre o impacto de um eventual conflito sobre petróleo, inflação global, cadeias de suprimento e política monetária nos Estados Unidos.

Criptomoedas costumam reagir de forma intensa a esse tipo de movimento. Embora o bitcoin seja apresentado por parte do mercado como reserva alternativa de valor, na prática o ativo ainda se comporta frequentemente como um instrumento de risco, especialmente em momentos de estresse financeiro global.

Quando investidores reduzem posições em tecnologia, ações de crescimento e ativos especulativos, o bitcoin tende a sofrer. Esse padrão se repetiu nesta segunda-feira, com a moeda digital acompanhando a queda do apetite por risco no mercado internacional.

Aversão global reduz demanda por criptomoedas

O recuo do bitcoin hoje também reflete uma leitura mais defensiva dos investidores. Em períodos de instabilidade, gestores costumam reduzir exposição a ativos com maior volatilidade e buscar liquidez.

O bitcoin é negociado globalmente, 24 horas por dia, e responde rapidamente a mudanças de percepção sobre risco. Por isso, movimentos de tensão internacional costumam aparecer primeiro no mercado cripto antes de se espalhar completamente por outros segmentos.

A pressão sobre o ativo não significa necessariamente mudança estrutural na tese de longo prazo das criptomoedas. O movimento desta segunda-feira está mais ligado ao ajuste de curto prazo diante do risco geopolítico e da cautela com mercados globais.

Ainda assim, a queda mostra que o bitcoin continua vulnerável a choques externos. Em momentos de incerteza militar, pressão sobre commodities e dúvidas sobre juros, a moeda digital tende a oscilar de forma mais forte do que ativos tradicionais.

Para investidores, o ponto central é que o mercado cripto permanece sensível a três vetores simultâneos: liquidez global, política monetária americana e percepção de risco geopolítico.

Petróleo e inflação entram no radar

A tensão entre Estados Unidos e Irã também afeta o mercado de petróleo, variável importante para a inflação global. Qualquer ameaça à produção ou ao transporte de petróleo no Oriente Médio tende a pressionar os preços da commodity e aumentar preocupações com custo de energia.

Esse fator é relevante para o bitcoin hoje porque inflação mais alta pode alterar expectativas sobre juros nos Estados Unidos. Se o petróleo sobe de forma persistente, o Federal Reserve pode ter menos espaço para reduzir juros ou pode manter postura mais cautelosa por mais tempo.

Juros elevados nos Estados Unidos costumam pesar sobre ativos de risco. Quando os títulos americanos oferecem retornos mais altos com menor risco, parte dos investidores reduz exposição a criptomoedas, ações e mercados emergentes.

Além disso, um cenário de dólar forte também tende a pressionar o bitcoin no curto prazo. Como a maior parte das negociações globais ocorre em dólar, a valorização da moeda americana pode reduzir o apetite por ativos alternativos.

Por isso, a reação do bitcoin à crise geopolítica não depende apenas do conflito em si, mas também de seus efeitos sobre petróleo, inflação, juros e liquidez internacional.

Regulação cripto avança no Senado dos EUA

Apesar da pressão de curto prazo, o mercado cripto recebeu uma sinalização regulatória relevante nos Estados Unidos. O Comitê Bancário do Senado aprovou o avanço do Clarity Act, projeto que busca estabelecer um marco regulatório para ativos digitais.

O texto tem como objetivo definir com maior precisão a supervisão de criptomoedas e ativos digitais no país. Um dos pontos centrais é delimitar competências entre reguladores americanos, especialmente em relação à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, e à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, a CFTC.

A falta de clareza regulatória tem sido uma das principais críticas da indústria cripto nos Estados Unidos. Empresas do setor argumentam que regras ambíguas dificultam investimentos, inovação, abertura de capital, oferta de produtos e relacionamento com instituições financeiras tradicionais.

Com o avanço do Clarity Act, o mercado passa a enxergar a possibilidade de um ambiente mais previsível. Ainda assim, o projeto precisa passar por novas etapas no Senado e pode enfrentar debates intensos antes de eventual aprovação final.

Para o bitcoin hoje, o impacto regulatório é mais estrutural do que imediato. A notícia ajuda a sustentar a percepção de institucionalização do mercado cripto, mas não elimina os efeitos de curto prazo provocados pela tensão geopolítica.

Agenda pró-cripto de Trump ganha força

O avanço do Clarity Act reforça a agenda pró-cripto do governo Donald Trump. Desde a campanha presidencial de 2024, Trump passou a defender medidas voltadas ao desenvolvimento da indústria de ativos digitais nos Estados Unidos.

Uma das ações mais relevantes até agora foi a aprovação da Genius Act, lei voltada à regulação de stablecoins. As stablecoins são ativos digitais desenhados para manter paridade com moedas fiduciárias, como o dólar, e são usadas em pagamentos, remessas, negociações cripto e operações de liquidez.

A legislação sobre stablecoins foi considerada um marco porque estabeleceu regras federais para um segmento que movimenta volumes elevados no mercado digital. Para defensores da medida, a regulação pode ampliar a confiança institucional e facilitar a adoção de ativos digitais em sistemas financeiros tradicionais.

A aprovação do Clarity Act em comissão adiciona uma nova camada a essa agenda. O objetivo é criar uma estrutura mais ampla para ativos digitais, indo além das stablecoins e alcançando tokens, plataformas, intermediários e mercados secundários.

A combinação entre Genius Act e Clarity Act sinaliza que os Estados Unidos buscam ocupar posição central na regulação global de criptoativos. Esse movimento pode influenciar outros países, inclusive na América Latina, a revisar suas próprias estruturas regulatórias.

Marco americano pode influenciar outros países

Especialistas do setor avaliam que a regulação americana tende a servir como referência para outros mercados. Como os Estados Unidos concentram grande parte da liquidez global, da indústria financeira e das empresas de tecnologia, suas regras costumam influenciar padrões internacionais.

Rocelo Lopes, Chief of Digital Currency Initiative da Rezolve AI, afirmou que os Estados Unidos podem servir como exemplo para países latino-americanos na criação de normas para o setor cripto. A fala ocorreu durante painel sobre Estado, cripto, soberania, regulação e o futuro do dinheiro no Brasil, no São Paulo Innovation Week.

A possível influência americana é relevante para o Brasil, que já possui regras específicas para prestadores de serviços de ativos virtuais e discute novas etapas de regulamentação. O avanço de normas nos Estados Unidos pode acelerar debates locais sobre custódia, stablecoins, tributação, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção ao investidor.

Para empresas do setor, maior clareza regulatória pode reduzir incertezas e abrir espaço para produtos institucionais. Para investidores, a regulação pode trazer mais transparência, embora também imponha custos e exigências de conformidade às plataformas.

No caso do bitcoin hoje, a regulação americana funciona como contraponto ao ambiente externo negativo. O mercado reage à aversão ao risco no curto prazo, mas mantém atenção em mudanças que podem ampliar a participação institucional no médio prazo.

Bitcoin segue sensível aos juros dos EUA

Além da geopolítica e da regulação, o bitcoin continua sensível à política monetária americana. A trajetória dos juros nos Estados Unidos influencia diretamente a liquidez global e o apetite por ativos de risco.

Quando o Federal Reserve mantém juros elevados, o custo de oportunidade de carregar ativos sem rendimento, como bitcoin, aumenta. Investidores passam a comparar a volatilidade das criptomoedas com o retorno de títulos públicos americanos, considerados de baixo risco.

Por outro lado, expectativas de cortes de juros costumam favorecer ativos digitais, porque aumentam a busca por retorno e elevam a liquidez nos mercados. Esse foi um dos fatores que sustentou ciclos anteriores de valorização das criptomoedas.

A tensão no Oriente Médio complica essa leitura. Caso o conflito pressione petróleo e inflação, o Fed pode adotar postura mais cautelosa. Esse cenário tende a pesar sobre o bitcoin e sobre outros ativos de risco.

Assim, o desempenho do bitcoin hoje depende não apenas da notícia geopolítica imediata, mas da forma como essa notícia altera expectativas sobre inflação, juros, dólar e fluxo global de capital.

Setor cripto monitora risco e regulação

O mercado cripto encerra a sessão sob influência de forças opostas. De um lado, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumenta a aversão global ao risco e pressiona o bitcoin. De outro, o avanço do Clarity Act reforça a percepção de que os Estados Unidos caminham para uma estrutura regulatória mais clara para ativos digitais.

Essa combinação tende a manter a volatilidade elevada. Investidores acompanham os próximos sinais de Washington sobre o Irã, a reação do mercado de petróleo, o comportamento do dólar e novas etapas do projeto de lei cripto no Senado americano.

Para o curto prazo, o vetor dominante segue sendo a geopolítica. Qualquer sinal de escalada militar pode ampliar perdas em ativos de risco. Uma redução da tensão, por outro lado, pode favorecer recuperação parcial das criptomoedas.

Para o médio prazo, a regulação americana continuará no centro das atenções. A aprovação de regras claras para ativos digitais pode aumentar a entrada de instituições financeiras, reduzir incertezas jurídicas e consolidar o papel dos Estados Unidos como referência global no setor.

O bitcoin hoje cai porque o mercado prioriza proteção diante do risco geopolítico. Mas o pano de fundo regulatório mostra que a indústria cripto continua avançando em direção a maior institucionalização, mesmo em meio à volatilidade provocada por crises internacionais.

Leia também

  • Queda do Bitcoin se intensifica com impacto de inteligência artificial e turbulência global
  • BYDFi futuros avança com alavancagem de 200x e amplia ofensiva global no mercado de derivativos cripto

LEIA MAIS

Bitcoin (Btc) E Criptomoedas (Imagem: Canva Pro)
Criptomoedas

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões atribuído à Coreia do Norte. Corretora promete cobrir perdas dos clientes.

Leia MaisDetails
Ouro Hoje - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Ouro sobe 1,81% e fecha a US$ 3.969,60 com queda do petróleo. Mercado acompanha negociações entre Irã e EUA e próximos passos do Federal Reserve.

Leia MaisDetails
Imposto De 12% Sobre Exportação De Petróleo É Estendido Por 60 Dias
Mercados

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA; Brent se aproxima de US$ 100

Petróleo despenca mais de 8% com negociações entre Irã e EUA. Brent cai a US$ 104,09 e mercado acompanha possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Leia MaisDetails
Donald Trump - Gazeta Mercantil
Mundo

Eleições nos EUA 2026 serão nesta terça (3); entenda o que está em jogo para Trump

Eleições nos EUA 2026 acontecem nesta terça (3). Entenda as midterms, as 470 cadeiras em disputa e os impactos para Donald Trump.

Leia MaisDetails
Mercados - Gazeta Mercantil
Mercados

Ações da B3: MRSA3B sobe 16,49% e GEPA4 cai 12,57% no último pregão de outubro

Veja as ações que mais subiram e caíram na B3 no último pregão de outubro de 2026: MRSA3B avançou 16,49%, enquanto GEPA4 recuou 12,57%.

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

20:49:05
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Admin Ajax 2025 12 11T094346.625 (1)
Economia

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

Leia MaisDetails
Telemarketing - Gazeta Mercantil
Economia

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Leia MaisDetails
Bitcoin (Btc) E Criptomoedas (Imagem: Canva Pro)
Criptomoedas

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Leia MaisDetails
Embraer (Embj3) Salta Quase 8% E Lidera Ibovespa Com Expectativa De Novos Contratos-Gazeta Mercantil
Empresas

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Leia MaisDetails
Ouro Hoje - Gzt - Gazeta Mercantil
Mercados

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Nota fiscal do Simples Nacional mudou: veja 4 passos para emitir NFS-e no novo sistema

SAC terá atendimento humano obrigatório a partir de hoje; veja as novas regras

Binance registra saída de US$ 4,72 bilhões após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões

Embraer (EMBJ3) fecha acordo para até seis aviões KC-390 à Grécia; contrato inicial soma € 590 milhões

Ouro sobe quase 2% com queda do petróleo e fecha a US$ 3.969,60

Hackers atacam supermercados na Europa e elevam temperatura de freezers a 50°C

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Últimas notícias da Gazeta Mercantil