Bolsas avançam com expectativa de corte de juros nos EUA e foco em evento da Apple
As bolsas avançam nesta terça-feira (9), impulsionadas pelas expectativas em torno de um possível corte nas taxas de juros nos Estados Unidos e pela atenção ao aguardado evento anual da Apple. Investidores globais monitoram de perto os indicadores de mercado de trabalho e inflação norte-americanos, enquanto o cenário político internacional e as movimentações corporativas também influenciam o humor dos pregões.
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Perspectiva dos investidores e corte de juros nos EUA
O mercado financeiro opera em compasso de espera para os dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, que revisará indicadores de meses anteriores. Caso os números confirmem uma criação de vagas mais fraca, cresce a percepção de que o Federal Reserve poderá adotar uma política monetária mais flexível, com redução de juros ainda neste ano. Essa expectativa fortalece o apetite por risco e sustenta a alta nas bolsas globais.
A projeção de juros mais baixos beneficia diretamente os ativos de renda variável, em especial os de tecnologia, ao reduzir o custo de capital e ampliar o potencial de valorização de empresas inovadoras. Nesse contexto, as bolsas avançam apoiadas tanto pela macroeconomia quanto por catalisadores corporativos.
Apple em foco: novo iPhone 17 e iPhone Air
O grande destaque do dia vem do setor de tecnologia. A Apple apresenta sua nova linha de produtos, incluindo o aguardado iPhone 17 e o iPhone Air, dispositivos que prometem redefinir tendências de mercado. Tradicionalmente, esses lançamentos funcionam como catalisadores para ações de tecnologia, influenciando tanto o índice Nasdaq quanto empresas do ecossistema de inovação.
A relevância da Apple ultrapassa o setor de tecnologia. Como companhia de maior valor de mercado do mundo, seus movimentos impactam diretamente a confiança dos investidores globais. Por isso, o evento é acompanhado como um dos principais fatores que explicam por que as bolsas avançam nesta sessão.
Cenário corporativo: GameStop e Oracle
Além da Apple, investidores também aguardam os resultados trimestrais da GameStop e da Oracle, que serão divulgados após o fechamento de mercado. Enquanto a primeira continua sendo observada pelo fenômeno das ações de varejo, a Oracle se destaca pelo desempenho no setor de tecnologia e serviços de nuvem, podendo influenciar a percepção geral sobre o segmento.
Índices futuros em Wall Street
O pregão norte-americano aponta para abertura positiva:
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Dow Jones Futuro: +0,06%
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S&P 500 Futuro: +0,13%
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Nasdaq Futuro: +0,20%
Esse desempenho reflete o otimismo cauteloso dos investidores, que seguem avaliando os dados econômicos e aguardando novidades corporativas.
Bolsas da Ásia: movimentos mistos
Na Ásia, os pregões encerraram sem direção única, após Wall Street ter fechado em alta no dia anterior. O destaque negativo ficou por conta da Indonésia, cujo índice de Jacarta recuou 1,66% após a demissão inesperada da ministra das Finanças.
Outros resultados da região:
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Shanghai SE (China): -0,51%
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Nikkei (Japão): -0,42%
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Hang Seng (Hong Kong): +1,05%
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Nifty 50 (Índia): +0,36%
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ASX 200 (Austrália): -0,52%
Os desempenhos refletem tanto fatores locais quanto a influência dos mercados globais, especialmente da política monetária dos EUA.
Europa: bolsas avançam em meio à crise política na França
Na Europa, o tom também é de alta moderada. Os investidores analisam a crise política francesa após a destituição do primeiro-ministro François Bayrou, mas, ainda assim, as bolsas avançam diante das expectativas econômicas internacionais.
Principais índices europeus:
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STOXX 600: +0,16%
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DAX (Alemanha): -0,09%
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FTSE 100 (Reino Unido): +0,20%
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CAC 40 (França): +0,35%
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FTSE MIB (Itália): +0,73%
A volatilidade política não foi suficiente para reverter a tendência positiva que prevalece nos mercados globais.
Ibovespa e dólar: balanço da véspera
No Brasil, o Ibovespa iniciou a semana com movimento de cautela, após dias de recordes históricos. O índice recuou 0,59%, encerrando aos 141.791,58 pontos. Já o dólar comercial subiu 0,9%, cotado a R$ 5,418.
Enquanto isso, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas globais, caiu 0,30%, sinalizando perda momentânea de fôlego da moeda americana. Em Wall Street, os principais índices fecharam no verde: S&P 500 (+0,22%), Nasdaq (+0,45%) e Dow Jones (+0,25%).
A sessão foi marcada pela atenção ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, ao mesmo tempo em que investidores brasileiros aguardam os dados de inflação dos EUA, que poderão impactar diretamente o rumo da política monetária global.
Agenda econômica do dia
Entre os principais destaques desta terça-feira (9):
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05h00 – Fipe: IPC da 1ª quadrissemana de setembro
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07h30 – Reino Unido: Ministra das Finanças Rachel Reeves fala na Câmara dos Comuns
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10h00 – CNI: Indicadores Industriais de julho
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10h00 – Anfavea: Produção e vendas de veículos de agosto
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11h00 – EUA: Revisão preliminar anual do payroll
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18h00 – Chile: Decisão de política monetária
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22h30 – China: CPI e PPI de agosto
Eventos políticos e corporativos
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Senado: Relatório final da reforma tributária com Eduardo Braga
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China: Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo
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STF: Continuidade do julgamento sobre a trama golpista
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Apple: Lançamento do iPhone 17, às 14h00
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Banco Central: Reunião de Galípolo com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro
O movimento dos mercados nesta terça-feira reflete um cenário em que as bolsas avançam diante das expectativas de flexibilização monetária nos EUA e do impacto dos lançamentos da Apple. Combinados, esses fatores ampliam o otimismo dos investidores e colocam a tecnologia no centro das atenções, enquanto os dados econômicos e políticos permanecem como pontos de cautela a serem monitorados.






