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Caso Master força Anbima a revisar uso do FGC e fortalece papel da CVM em 2026

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
05/02/2026 às 16h48
em Economia, Destaque, Notícias
Caso Master Força Anbima A Revisar Uso Do Fgc E Fortalece Papel Da Cvm Em 2026 - Gazeta Mercantil

Caso Master leva Anbima a revisar uso do FGC e prioridades para 2026 no mercado de capitais

O escândalo envolvendo o Banco Master, aliado a episódios recentes como a Operação Carbono Oculto e problemas na Reag Trust DTVM e Will Bank, tem impulsionado uma reavaliação das prioridades da indústria financeira brasileira para 2026. Mais do que produtos individuais, como fundos multimercados e de ações, as preocupações agora se concentram na governança, fiscalização e proteção do investidor, com atenção especial ao papel da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Banco Central na prevenção de fraudes que possam abalar o sistema financeiro nacional.

Desde o início do ano, a discussão sobre o arcabouço regulatório ganhou força, sobretudo após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizar intenção de transferir a supervisão de fundos, atualmente sob responsabilidade da CVM, para o Banco Central. Essa proposta, conhecida como modelo “twin peaks”, é utilizada em alguns mercados internacionais, mas ainda não é consenso entre especialistas. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) acompanha de perto as discussões, destacando que eventuais mudanças não devem ser motivadas apenas por crises pontuais, mas baseadas em evidências e análises técnicas.

Reforço da regulação após fraudes bilionárias

Carlos André, presidente da Anbima e vice-presidente executivo de Wealth Management do Santander, afirma que a indústria apoia qualquer iniciativa que fortaleça a regulação, desde que baseada em fundamentos sólidos. “Dificilmente um arcabouço regulatório vai estar 100% preparado para detectar fraudes premeditadas”, ressalta. Para ele, o maior desafio está no fortalecimento das instituições responsáveis pela supervisão. Atualmente, a CVM conta com apenas 379 inspetores para fiscalizar R$ 42 trilhões em ativos, enquanto a complexidade e o volume do mercado de capitais brasileiro seguem em expansão.

A Anbima atua como autorreguladora, complementando a fiscalização da CVM e do Banco Central, especialmente em áreas de distribuição de produtos financeiros. A associação observa que, ao longo de 2025, a indústria sofreu impactos significativos devido a resgates bilionários de fundos multimercados e de ações, enquanto ativos de renda fixa mantiveram maior captação. A prioridade em 2026, portanto, não é apenas o desempenho dos produtos, mas a solidez das regras que protegem investidores e garantem integridade do mercado.

Revisão de regras de distribuição e uso do FGC

Entre as medidas adotadas, a Anbima revisou seu código de distribuição de produtos, deixando explícito que a comercialização de ativos vinculados a depósitos de instituições financeiras não pode utilizar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como argumento principal de venda. Esse ponto ganhou destaque com os CDBs do Banco Master, cuja divulgação, baseada no FGC, contribuiu para enganos sobre o risco real do investimento.

O código de processos da Anbima, que define ritos para investigações e ações sancionatórias, também está sendo revisado para aprimorar a velocidade e eficiência da autarquia na conclusão de apurações. “Alguns casos que vieram à imprensa, como Master e Reag, foram alvo de processos da Anbima com base na nossa capacidade de supervisão, e resultaram em punições”, afirma Carlos André, reforçando a atuação da entidade em manter padrões de governança e fiscalização rigorosos.

Adequação do modelo de suitability

Outro foco central é o aprimoramento do processo de suitability, que determina a adequação de investimentos ao perfil do investidor. O caso do Master evidenciou limitações do modelo atual, que avaliava principalmente o risco do ativo isoladamente, sem considerar a composição do portfólio do cliente. O banco, apesar de ter rating de crédito elevado e cobertura do FGC, mostrou vulnerabilidades na prática de distribuição, provocando perdas significativas para investidores.

Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima e chefe do Santander AAA, destaca que a entidade trabalha para ampliar o conceito de suitability, conectando classificação de risco à diversificação e à composição geral da carteira do cliente. “O objetivo é que o suitability vá muito além de uma ferramenta para medir o apetite a risco”, afirma. Essa abordagem visa reduzir exposição concentrada em produtos de renda fixa, especialmente em cenários onde há risco de inadimplência ou liquidação de instituições.

Impactos do caso Master no mercado de fundos

Em 2025, a preocupação da Anbima era principalmente com fundos multimercados e de ações, que enfrentaram resgates bilionários e retração no número de fundos e gestoras. A captação líquida total da indústria somou R$ 88,4 bilhões, um valor relevante, mas inferior ao crescimento registrado em 2024, refletindo desaceleração e volatilidade nos segmentos mais arriscados. A renda fixa permaneceu como protagonista da captação positiva, mitigando impactos maiores.

Com a estabilização e recuperação gradual do mercado, a expectativa para 2026 é de retomada expressiva, impulsionada por fatores como a queda de juros, aumento do apetite por risco e fluxo estrangeiro na B3. Somente em janeiro de 2026, a entrada de capital estrangeiro superou a registrada em todo o ano de 2025, sinalizando confiança renovada e expectativa de novas ofertas públicas iniciais (IPOs), incluindo empresas de tecnologia e fintechs.

Papel da CVM e do Banco Central no fortalecimento do mercado

O fortalecimento da CVM e do Banco Central é visto como essencial para evitar que fraudes futuras impactem o investidor final. A atuação das autarquias precisa estar alinhada a recursos adequados e capacidade de fiscalização ampliada. Além disso, o debate sobre o modelo regulatório twin peaks – separando supervisão prudencial e de conduta – visa organizar melhor a regulação, embora ainda dependa de análise cuidadosa antes de implementação.

A Anbima reforça que o foco deve estar na efetividade das instituições, mais do que na estrutura normativa em si. “Mais importante do que o formato do arcabouço regulatório é que as instituições estejam fortalecidas para exercer sua função”, afirma Carlos André, destacando que a capacitação e os recursos humanos são pré-requisitos indispensáveis para qualquer modelo regulatório bem-sucedido.

Expectativas para o mercado de capitais em 2026

A perspectiva para 2026 é otimista, com recuperação de fundos multimercados e de ações, fortalecimento das regras de distribuição e suitability, e ampliação da confiança do investidor. César Mindof, diretor da Anbima e CEO do ABC Brasil, observa que o mercado de equities tende a registrar crescimento, impulsionado por menor custo de capital, maior participação estrangeira e desenvolvimento do mercado secundário. Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, destaca que a migração da renda fixa para produtos híbridos também deverá contribuir para diversificação e aumento do apetite ao risco.

Apesar do cenário positivo, os reguladores permanecem atentos às lições do caso Master, reforçando que qualquer crescimento sustentável depende de governança sólida, fiscalização efetiva e proteção consistente ao investidor. A colaboração entre Anbima, CVM e Banco Central se mostra essencial para garantir que eventos isolados não comprometam a integridade do mercado como um todo.

Desdobramentos regulatórios e lições aprendidas

O episódio do Banco Master revelou fragilidades no sistema de supervisão e distribuição de produtos financeiros. A Anbima, em parceria com a CVM, trabalha para consolidar medidas de prevenção e controle, incluindo revisão de processos, aprimoramento de regras de suitability e limites claros para o uso do FGC. Especialistas afirmam que tais iniciativas são fundamentais para restaurar confiança do investidor e reduzir riscos sistêmicos.

Além disso, os desdobramentos do caso podem acelerar a modernização da regulação de fundos e fortalecer mecanismos de autorregulação, estabelecendo padrões mais claros e robustos para atuação das instituições financeiras. A expectativa é que as lições aprendidas resultem em mudanças estruturais, maior transparência e proteção do mercado brasileiro contra crises similares.

O mercado acompanha de perto a implementação dessas medidas, avaliando impactos para investidores, gestores de fundos e instituições financeiras, com atenção especial ao papel da CVM no fortalecimento do arcabouço regulatório e na fiscalização de práticas que possam gerar prejuízos significativos.

Tags: AnbimaBanco MasterCVMEconomiaFGCfiscalização financeirafundos de açõesfundos multimercadosmercado de capitaissuitability

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. 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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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