Cemig (CMIG4) amplia participação e assume controle total de hidrelétrica em Minas Gerais com investimento estratégico de R$ 36,3 milhões
A Companhia Energética de Minas Gerais, a Cemig (CMIG4), reafirma seu protagonismo no setor elétrico nacional ao anunciar a aquisição integral de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) localizada no leste do estado, consolidando 100% do controle da operação. O movimento, avaliado em R$ 36,33 milhões, reforça a estratégia de expansão da companhia e o compromisso com a geração de energia limpa e sustentável em Minas Gerais.
Reforço na estratégia de geração própria
Atualmente, a subsidiária Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) detinha 49% da participação na PCH. Com a nova transação, a empresa passa a deter controle total do ativo, que conta com potência instalada de 20 MW e garantia física de 11,9 MW médios. A íntegra da aquisição fortalece o portfólio de ativos de geração própria da Cemig (CMIG4), alinhando-se com as diretrizes do plano estratégico 2030, que prioriza eficiência operacional, segurança energética e sustentabilidade ambiental.
A operação segue o direito de preferência previsto em acordo de acionistas, tendo como marco a transferência de controle indireto da PCH Pipoca, efetivada em novembro do ano passado. Segundo fontes do mercado, o desfecho da transação representa mais um passo da estatal rumo à robustez empresarial e ao fortalecimento de sua presença regional.
Condições e regulação
A operação está condicionada ao cumprimento de requisitos regulatórios usuais em transações do setor elétrico, incluindo a anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Tais aprovações são fundamentais para garantir transparência, legalidade e competitividade no ambiente de geração e investimento do mercado elétrico.
O valor do negócio será reajustado por 100% do CDI a partir de 15 de maio de 2025 até a data do leilão da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Serena Energia. Esse ajuste evidencia a preocupação da Cemig (CMIG4) em manter um modelo financeiro estável, com rentabilidade compatível com as expectativas de seus acionistas e investidores institucionais.
Perspectivas para o setor elétrico mineiro
A movimentação estratégica da Cemig (CMIG4) ocorre em um momento de consolidação das energias renováveis no Brasil. Com a crescente demanda por projetos hidrelétricos de pequeno e médio porte, Minas Gerais desponta como um dos estados com maior potencial de geração limpa, abrigando diversas usinas em operação e outras em fase de licenciamento.
Segundo especialistas, a aquisição total da PCH reforça o posicionamento da estatal como uma das líderes no setor de energia elétrica. A diversificação do portfólio em fontes renováveis é um dos pilares fundamentais para garantir competitividade frente à abertura do mercado livre de energia, que tende a intensificar a disputa por consumidores corporativos nos próximos anos.
Impacto para investidores e mercado de capitais
No ambiente financeiro, a notícia repercute positivamente entre os investidores da Cemig (CMIG4). O ativo, considerado um dos mais sólidos do setor elétrico brasileiro, ganha relevância por sua capacidade de geração consistente e pela valorização observada ao longo dos últimos trimestres. A estratégia de crescimento orgânico, focada em ativos de baixo risco e alto retorno, mantém a companhia entre as preferidas de analistas e fundos que buscam estabilidade e dividendos recorrentes.
Com o avanço da operação, espera-se que a Cemig (CMIG4) fortaleça suas margens e reforce seu fluxo de caixa a partir da ampliação da geração própria. O investimento de R$ 36,33 milhões é considerado estratégico, uma vez que amplia a base de ativos de longo prazo e consolida a sinergia técnica e operacional da companhia em Minas Gerais.
Estratégia de longo prazo e sustentabilidade
O portfólio da Cemig, com mais de 130 empreendimentos de geração elétrica em operação e participação significativa em fontes renováveis, sustenta o compromisso ESG da holding. A aquisição da PCH em Minas Gerais representa mais um avanço em direção à neutralidade de carbono e à segurança energética nacional.
Além de reduzir dependências contratuais com parceiros privados, o controle total sobre a nova usina confere autonomia à empresa para definir metas de modernização e de performance ambiental. O projeto prevê, ainda, a adoção de tecnologias de monitoramento digital e sistemas inteligentes para otimizar a eficiência operacional da planta.
Valor estratégico para Minas Gerais
Historicamente vinculada ao desenvolvimento econômico de Minas Gerais, a Cemig (CMIG4) mantém papel de destaque na infraestrutura energética regional. A conclusão da operação com a PCH Pipoca tende a fortalecer a matriz hidráulica mineira, contribuindo para a segurança energética local e para a estabilidade no fornecimento de energia a consumidores industriais e residenciais.
A ampliação do controle sobre ativos hidrelétricos também reforça o posicionamento da empresa junto às políticas públicas de transição energética, incentivando o desenvolvimento de tecnologias limpas e o uso racional dos recursos hídricos.
Expectativas para 2026
Para 2026, o mercado projeta um ciclo positivo para a Cemig (CMIG4). Com resultados consistentes, maior geração própria e foco em eficiência técnica, a empresa deve ampliar sua capitalização e potencializar investimentos em novos projetos hidrelétricos e eólicos. Analistas também apontam que a consolidação de ativos locais cria ambiente favorável à valorização das ações, fortalecendo a confiança de acionistas minoritários e institucionais.
A expectativa é que a conclusão da operação agregue cerca de R$ 15 milhões em EBITDA anualizado, reforçando a capacidade de geração de caixa e o compromisso da Cemig com práticas de governança e transparência corporativa.
O movimento da Cemig (CMIG4) em assumir o controle total da PCH em Minas Gerais reflete mais do que uma simples aquisição — trata-se de uma ação estruturante que consolida sua relevância estratégica no cenário nacional de energia elétrica. Ao combinar solidez financeira, visão de longo prazo e compromisso ambiental, a companhia mineira reafirma seu papel como uma das líderes em geração sustentável no Brasil.









