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COP30: Guterres exige plano global para financiar países em desenvolvimento até 2035

por Redação
23/04/2025 - Atualizado em 12/12/2025
em Mundo, Destaque, News
Cop30 - Gazeta Mercantil

COP30: Guterres exige plano global para financiar países em desenvolvimento até 2035

Cúpula do Clima revela avanço histórico da China e destaca necessidade urgente de financiamento climático

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, promete marcar um ponto de inflexão na luta global contra o aquecimento do planeta. Em discurso recente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou um apelo incisivo: os líderes mundiais precisam apresentar, durante a COP30, um roteiro confiável para mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, destinados aos países em desenvolvimento. O objetivo é claro: garantir recursos que possibilitem a transição climática justa e sustentável nesses territórios mais vulneráveis.

Além da mobilização de longo prazo, Guterres reiterou a urgência de ações imediatas: os países desenvolvidos devem cumprir a promessa de dobrar o financiamento climático para, no mínimo, US$ 40 bilhões até 2025. A cobrança acontece em um momento estratégico, quando o mundo enfrenta os impactos das mudanças climáticas de forma cada vez mais intensa — com secas, enchentes, ondas de calor e crises energéticas se tornando rotineiras em várias partes do planeta.

Xi Jinping anuncia redução de gases de efeito estufa em todos os setores da economia

Durante a Cúpula Virtual sobre Ambição Climática, que antecede a COP30, o presidente da China, Xi Jinping, fez uma das declarações mais significativas do encontro: pela primeira vez, o líder chinês se comprometeu a reduzir as emissões de todos os gases de efeito estufa, e em todos os setores da economia. A sinalização é histórica, uma vez que até o momento a China não havia apresentado avanços tão explícitos na sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), instrumento que define as metas de corte de emissões de cada país.

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A presença de 17 chefes de Estado na cúpula, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforça o caráter multilateral da agenda climática. No entanto, apesar do tom propositivo do evento, Guterres deixou claro que ainda há um caminho longo a ser percorrido, principalmente no que diz respeito ao financiamento climático.

O desafio dos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035

A cifra de US$ 1,3 trilhão por ano proposta por Guterres não surgiu do acaso. Esse valor representa o mínimo necessário para que os países em desenvolvimento consigam implantar políticas efetivas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, sem comprometer seu crescimento econômico. A ideia é que o montante seja utilizado em áreas como energia renovável, reflorestamento, infraestrutura sustentável, gestão hídrica e tecnologias limpas.

A proposta de financiamento deve constar nos principais documentos da COP30, e há expectativa de que os países desenvolvidos apresentem planos concretos de como vão contribuir com a meta. Vale lembrar que esses mesmos países foram os maiores responsáveis históricos pela emissão de gases de efeito estufa, o que aumenta sua responsabilidade na mitigação dos impactos climáticos globais.

Financiamento climático: promessas antigas, cobranças atuais

O financiamento climático é uma pauta recorrente desde as primeiras edições da COP. Em 2009, durante a COP15 em Copenhague, os países desenvolvidos se comprometeram a mobilizar US$ 100 bilhões anuais até 2020. No entanto, esse valor nunca foi totalmente alcançado, gerando desconfiança e críticas por parte das nações mais pobres e vulneráveis.

Agora, Guterres propõe um salto ambicioso: sair dos US$ 100 bilhões para US$ 1,3 trilhão, com horizonte de mobilização até 2035. Ao mesmo tempo, cobra o cumprimento de outra promessa feita anteriormente: dobrar o financiamento climático para US$ 40 bilhões anuais até 2025. Esse valor seria usado especialmente na adaptação — medidas que buscam preparar os países para lidar com os impactos inevitáveis das mudanças climáticas.

A posição do Brasil na COP30

Com a COP30 marcada para ocorrer em Belém, no Pará, o Brasil ocupa um lugar de destaque no debate climático internacional. A escolha da Amazônia como sede do evento é simbólica e estratégica. O bioma é um dos maiores reguladores climáticos do planeta, e sua preservação é essencial para o cumprimento das metas globais de temperatura.

O presidente Lula tem buscado reconduzir o país à liderança ambiental, após anos de críticas por políticas consideradas antiambientais. Durante a Cúpula Virtual sobre Ambição Climática, Lula defendeu a implementação de um novo paradigma de desenvolvimento que una proteção ambiental e justiça social. A atuação brasileira será crucial para aproximar posições entre países desenvolvidos e em desenvolvimento na COP30.

China e Estados Unidos: os grandes emissores sob pressão

A declaração de Xi Jinping sobre a redução de gases de efeito estufa em todos os setores é um divisor de águas, mas os especialistas alertam que a implementação será o verdadeiro teste. A China é hoje o maior emissor de CO₂ do mundo, sendo responsável por cerca de 30% das emissões globais. A expectativa é que o país detalhe seus compromissos durante a COP30, incluindo prazos, indicadores de desempenho e mecanismos de fiscalização.

Do outro lado, os Estados Unidos, segundo maior emissor do planeta, também estão sob pressão para ampliar suas metas e, principalmente, sua contribuição financeira. O governo Biden prometeu reinvestir na agenda climática e ampliar o apoio a países em desenvolvimento, mas enfrenta resistências internas no Congresso, especialmente em ano eleitoral.

União Europeia defende taxação de carbono e apoio aos mais pobres

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu uma abordagem pragmática e fiscalmente estruturada para o financiamento climático. Entre as propostas da União Europeia está a criação de um mecanismo global de taxação de carbono, cujos recursos seriam direcionados ao financiamento da transição nos países mais pobres.

A UE também tem reforçado parcerias com países da América Latina, África e Sudeste Asiático, fornecendo apoio técnico e financeiro para projetos de energia renovável, reflorestamento e saneamento. A atuação europeia deve se intensificar nos meses que antecedem a COP30, com a realização de reuniões preparatórias e acordos bilaterais.

Um novo pacto climático global?

A proposta de Guterres de um “roteiro confiável” pode dar origem a um novo pacto climático global, que atualize os compromissos do Acordo de Paris e estabeleça metas mais ambiciosas para financiamento, mitigação e adaptação. Para que isso ocorra, no entanto, será necessário superar divergências políticas, econômicas e diplomáticas — além de garantir o engajamento real dos maiores emissores e do setor privado.

A sociedade civil e os movimentos ambientais também têm papel fundamental nesse processo, pressionando governos e corporações a agir com transparência e urgência. A COP30, nesse sentido, pode representar mais do que uma conferência: pode ser o momento decisivo para redefinir os rumos da governança climática global.

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