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Home Política

Deputados do PL São Condenados por Corrupção e Desvios de Emendas

por Júlia Campos - Repórter de Política
17/03/2026 às 20h44
em Política, Destaque, Notícias
Supremo Tribunal Federal - Stf - Gazeta Mercantil

Deputados do PL São Condenados por Corrupção e Desvios de Emendas Parlamentares

Em decisão histórica, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (17) que deputados do PL são condenados por corrupção passiva e desvios de emendas parlamentares. Entre os réus estão dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL), além de outros quatro envolvidos no esquema de propina em troca de recursos públicos. A sentença reafirma a importância da fiscalização rigorosa sobre parlamentares e a responsabilidade na destinação de verbas públicas.

O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, destacou que os acusados compunham o “núcleo central” de uma organização criminosa voltada à cobrança de vantagens indevidas em recursos destinados a municípios. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou provas robustas, incluindo documentos, planilhas e diálogos interceptados, que confirmam a prática de corrupção passiva e a materialidade dos crimes.

Quem são os condenados e as penas aplicadas

Entre os políticos condenados pelo STF:

  • Josimar Maranhãozinho (PL-MA) – deputado licenciado, condenado a 6 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto, além de 300 dias-multa;

  • Pastor Gil (PL-MA) – deputado federal, sentenciado a 5 anos e 6 meses de prisão semiaberta e 100 dias-multa;

  • João Bosco Costa (PL-SE) – atualmente suplente, recebeu pena de 5 anos em regime semiaberto e 100 dias-multa.

Outros quatro envolvidos no esquema de propina também foram condenados:

  • João Batista Magalhães – 5 anos de prisão semiaberta e 30 dias-multa;

  • Antônio José Silva Rocha – 5 anos de prisão semiaberta e 30 dias-multa;

  • Adones Martins – 5 anos de prisão semiaberta e 30 dias-multa;

  • Abraão Nunes Martins Neto – 5 anos de prisão semiaberta e 30 dias-multa.

A decisão da Primeira Turma do STF estabelece que todos os condenados ficarão inelegíveis por oito anos após o cumprimento da pena e terão de ressarcir R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.

Núcleo central do esquema de corrupção

Segundo a PGR, o núcleo central formado pelos deputados do PL coordenava a destinação de emendas parlamentares e cobrava propina de prefeitos:

  • Josimar Maranhãozinho supervisionava o repasse das emendas, controlava planilhas de pagamentos e determinava as cobranças de propina;

  • Pastor Gil executava as solicitações de propina, seguindo instruções de Josimar e agendando reuniões estratégicas com prefeitos;

  • João Bosco Costa patrocinava a transferência de altos valores em troca de vantagens, incluindo repasses a familiares.

O núcleo de execução contava ainda com assessores e ex-prefeitos responsáveis por operacionalizar a cobrança e garantir o recebimento das vantagens ilícitas.

Propina em troca de emendas parlamentares

A denúncia da PGR revelou que os parlamentares cobraram 25% do valor das emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA), correspondendo a R$ 1,667 milhão de um total de R$ 6,671 milhões. O esquema incluía intimidação e cobrança direta ao então prefeito, evidenciando organização estruturada e divisão clara de tarefas dentro do grupo criminoso.

O relator Cristiano Zanin reforçou que a conduta dos políticos violou o princípio da moralidade administrativa previsto no artigo 37 da Constituição Federal, destacando que atos de corrupção passiva por parlamentares constituem crime grave, independentemente do exercício do mandato.

Precedentes jurídicos e transparência no uso de emendas

O caso representa a primeira análise de desvios de emendas parlamentares após o STF aumentar o rigor na exigência de rastreabilidade e transparência nos repasses. O julgamento evidencia que parlamentares devem cumprir estritamente a legalidade e a ética na destinação de recursos públicos, sob pena de responsabilização criminal.

O Código Penal brasileiro prevê penas de 2 a 12 anos de prisão para corrupção passiva, além de multa. No caso dos deputados do PL são condenados, o regime semiaberto foi definido considerando o papel de liderança de alguns envolvidos e a participação de funcionários públicos no esquema.

Procedimentos legais e possibilidade de recursos

A condenação ou absolvição no STF depende da maioria simples da Turma, com pelo menos três ministros favoráveis à decisão. Caso mantida a condenação, a pena será debatida e fixada pelos demais ministros, garantindo amplo direito de defesa. Recursos ainda podem ser apresentados na própria Corte.

O ministro Zanin rejeitou todas as alegações das defesas sobre suposta incompetência do STF, cerceamento do direito de defesa ou adulteração de provas, reiterando que os elementos apresentados pela PGR comprovam de maneira incontestável a prática de corrupção passiva.

Impacto político e controle das emendas

O julgamento destaca a importância da fiscalização sobre a destinação de emendas parlamentares, instrumentos estratégicos do orçamento público. A condenação reforça a necessidade de mecanismos mais rigorosos de auditoria e prestação de contas, garantindo que os recursos sejam aplicados conforme a lei e em benefício da população.

A decisão também envia um recado claro para parlamentares, assessores e gestores municipais: desvios de recursos públicos não serão tolerados, e a justiça brasileira está preparada para responsabilizar todos os envolvidos. A condenação dos deputados do PL são condenados reforça a credibilidade do sistema de controle e fortalece a confiança da sociedade nas instituições.

Novos rumos da fiscalização parlamentar

Especialistas destacam que o caso abre precedentes importantes para a responsabilização de políticos e evidencia a atuação preventiva do STF em prol da ética no serviço público. Além de punir, a decisão estabelece padrões para auditorias e fiscalização de futuras destinações de emendas, promovendo maior transparência e integridade na política nacional.

O episódio se torna um marco na luta contra a corrupção parlamentar, reforçando que recursos públicos devem ser utilizados com responsabilidade e moralidade, princípios essenciais para a democracia e o desenvolvimento do país.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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