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Desvios no INSS: Governistas Querem Convocação de Bolsonaro na CPMI

por Redação
21/08/2025 às 13h00 - Atualizado em 13/01/2026 às 14h56
em Política, Destaque, Notícias
Desvios No Inss: Governistas Querem Convocação De Bolsonaro Na Cpmi - Gazeta Mercantil

Governistas Querem Convocação de Bolsonaro para Explicar Desvios no INSS

O tema desvios no INSS ganhou ainda mais destaque político em 2025 após deputados do PT protocolarem um pedido para convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro a prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes bilionárias contra beneficiários da Previdência Social. A iniciativa levanta questionamentos sobre o grau de conhecimento que o então chefe do Executivo possuía em relação às irregularidades e as medidas adotadas em sua gestão para tentar coibi-las.

A convocação se soma a uma série de debates em torno da responsabilidade de governos anteriores sobre a fragilidade nos mecanismos de fiscalização e de proteção dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social. Para especialistas, a pauta é fundamental não apenas do ponto de vista político, mas também econômico, já que as fraudes representam prejuízos bilionários aos cofres públicos e impactam diretamente aposentados e pensionistas em todo o país.


O Pedido de Convocação de Bolsonaro

Os deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) apresentaram formalmente o requerimento para convocar Jair Bolsonaro na CPMI da fraude no INSS. O documento destaca que desde a transição governamental em 2018 havia indícios de descontos irregulares em benefícios previdenciários, levantando suspeitas de que Bolsonaro tinha ciência da prática.

Segundo os parlamentares, a convocação é necessária para esclarecer quais providências foram efetivamente tomadas para estancar as fraudes. O argumento central é que, embora medidas tenham sido anunciadas, os desvios continuaram ocorrendo em larga escala durante o mandato.


Fraudes Bilionárias no INSS

As fraudes no INSS não são novidade no Brasil. Há décadas, esquemas de irregularidades atingem a Previdência Social, envolvendo desde falsificação de documentos até descontos indevidos em benefícios. No entanto, nos últimos anos, esses problemas ganharam novas dimensões, impactando diretamente o caixa da União.

Estimativas apontam que o rombo ultrapassa a casa dos bilhões de reais, prejudicando tanto o equilíbrio das contas públicas quanto a vida de milhões de beneficiários. O caso atual investigado pela CPMI se refere, sobretudo, a descontos irregulares relacionados a associações e serviços que nunca foram autorizados pelos aposentados, além de benefícios pagos de forma fraudulenta.


O Papel da CPMI da Fraude

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instalada em 2025 tem como principal objetivo investigar o funcionamento do esquema que drenou recursos da Previdência e avaliar a responsabilidade de agentes públicos e privados.

No caso da convocação de Bolsonaro, os governistas sustentam que o ex-presidente deve explicar:

  • Se tinha conhecimento formal dos desvios durante o período de transição de governo em 2018.

  • Quais medidas foram tomadas em seu governo para combater a fraude.

  • Se a Medida Provisória 871/2019, sancionada com objetivo de reforçar a fiscalização, foi de fato suficiente.


Medida Provisória 871/2019: Avanço ou Medida Insuficiente?

Em fevereiro de 2019, Bolsonaro editou a MP 871, convertida depois na Lei nº 13.846, que promoveu mudanças no processo de concessão e revisão de benefícios do INSS. O texto endureceu regras, exigiu maior comprovação documental e autorizou revisões extraordinárias de benefícios suspeitos.

Para o governo da época, a medida representava um marco no combate a fraudes, podendo gerar economia de bilhões de reais. No entanto, críticos afirmam que a legislação não foi suficiente para impedir a continuidade de irregularidades, já que os mecanismos de fiscalização ainda apresentavam falhas.


O Que Diz a Oposição

Enquanto governistas pressionam pela convocação, a oposição vê na iniciativa uma tentativa de politizar a investigação. Deputados ligados a Bolsonaro afirmam que o ex-presidente já deu respostas durante o exercício do mandato e que a responsabilidade por aperfeiçoar os mecanismos de controle também cabe aos governos seguintes.

Ainda assim, a convocação deve avançar na CPMI, ampliando a pressão sobre Bolsonaro em meio a outros processos que o envolvem.


Impacto Econômico dos Desvios no INSS

Os desvios no INSS têm efeito direto nas contas públicas e na vida dos beneficiários. Estima-se que, apenas em 2024, o impacto tenha ultrapassado R$ 20 bilhões em recursos drenados por esquemas fraudulentos.

Esse valor poderia ser revertido em políticas públicas de melhoria do atendimento, redução das filas para perícia médica e ampliação da cobertura previdenciária. Além disso, as fraudes corroem a confiança da população no sistema, incentivando a percepção de impunidade e descontrole.


Como os Beneficiários São Afetados

Os desvios não atingem apenas os cofres da União. Milhões de aposentados e pensionistas relataram descontos indevidos em seus benefícios, muitas vezes em valores pequenos que, acumulados, representam verdadeiros golpes.

Esse problema compromete a renda de pessoas que dependem exclusivamente da aposentadoria para sobreviver, ampliando a vulnerabilidade social de idosos em todo o Brasil.


A Importância da Convocação de Bolsonaro

A possível ida de Bolsonaro à CPMI é considerada estratégica pelos governistas, pois pode esclarecer até que ponto o ex-presidente tinha conhecimento dos esquemas e se houve omissão ou falhas na resposta do governo.

Para analistas, a convocação também tem impacto político relevante, já que reacende o debate sobre a gestão de Bolsonaro e sua responsabilidade administrativa em setores sensíveis, como a Previdência.


Mobilização no Congresso

O pedido de convocação fortalece a narrativa dos governistas de que é preciso avançar no combate a fraudes estruturais que atravessam gestões. A expectativa é de que a CPMI amplie seu raio de investigação, ouvindo não apenas ex-membros do Executivo, mas também representantes de empresas e entidades suspeitas de envolvimento nos descontos irregulares.

O debate sobre os desvios no INSS vai muito além de disputas partidárias. Trata-se de uma questão que envolve bilhões de reais em recursos públicos e impacta diretamente a vida de milhões de aposentados e pensionistas. A convocação de Jair Bolsonaro pela CPMI pode ajudar a esclarecer pontos cruciais sobre a efetividade das medidas adotadas e os motivos pelos quais as fraudes continuaram em larga escala.

A expectativa é de que a investigação resulte em propostas concretas para reforçar os mecanismos de fiscalização e devolver segurança ao sistema previdenciário brasileiro.

Tags: aposentados prejudicados INSSconvocação de BolsonaroCPMI INSSdesvios no INSSfraudes no INSSINSS 2025medidas contra fraude INSSMP 871/2019Previdência Social 2025rombo bilionário no INSS

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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