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Trump processa New York Times e pede R$ 80 bilhões por calúnia e difamação

por Redação
16/09/2025 às 10h45 - Atualizado em 18/09/2025 às 19h31
em Mundo, Destaque, Notícias
Trump Processa New York Times E Pede R$ 80 Bilhões Por Calúnia E Difamação - Gazeta Mercantil

Trump processa New York Times e pede R$ 80 bilhões por calúnia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu um processo milionário contra o New York Times, quatro jornalistas do jornal e a editora Penguin Random House, exigindo ao menos R$ 80 bilhões em indenização por calúnia e difamação. A ação foi registrada em um tribunal federal da Flórida, em mais um capítulo da relação conturbada entre o ex-presidente e a imprensa americana.

O caso, que mistura política, negócios e liberdade de imprensa, reacende o debate sobre os limites do jornalismo investigativo, o uso estratégico de processos judiciais e os impactos econômicos em companhias associadas a Trump.


O processo contra o New York Times

De acordo com os documentos apresentados, a defesa de Trump aponta que o New York Times teria publicado artigos e editoriais maliciosos, incluindo um texto divulgado pouco antes das eleições de 2024, classificando-o como “inapto para o cargo”.

Outro alvo é o livro “Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success” (“Perdedor sortudo: como Donald Trump desperdiçou a fortuna de seu pai e criou a ilusão de sucesso”), lançado pela Penguin Random House em 2024. A obra afirma que o magnata teria criado uma narrativa enganosa sobre seus negócios.

Para os advogados de Trump, tanto o livro quanto os artigos teriam sido publicados com “distorções repugnantes e fabricações”, com a intenção deliberada de prejudicar sua imagem pública e sua trajetória política.


O impacto econômico citado no processo

Trump alega que as publicações afetaram diretamente seus negócios, citando a desvalorização das ações da Trump Media and Technology Group (TMTG), empresa responsável por sua rede social Truth Social.

Segundo a defesa, o impacto econômico seria prova concreta de que as alegações publicadas pelo New York Times e pela Penguin Random House extrapolaram a crítica política e causaram danos financeiros reais.


Trump intensifica ofensiva contra a imprensa

Essa não é a primeira vez que Trump recorre ao Judiciário contra veículos de mídia. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano tem ampliado a ofensiva judicial em busca de reparações bilionárias.

  • Em 2025, processou o Wall Street Journal e o grupo de Rupert Murdoch, pedindo US$ 10 bilhões.

  • Em julho do mesmo ano, fez acordo com a Paramount, dona da CBS, em processo que envolvia edição considerada enganosa de uma entrevista ao programa 60 Minutes.

  • Agora, com a ação contra o New York Times, Trump reforça sua narrativa de que a mídia tradicional age de forma coordenada para atacá-lo.


As acusações ligadas a Jeffrey Epstein

Outro ponto de tensão envolve reportagens do NYT sobre a relação de Trump com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais e que morreu em 2019 em uma prisão de Nova York.

O ex-presidente sustenta que rompeu relações com Epstein em 2006, quando começaram os processos judiciais contra o financista. No entanto, investigações jornalísticas indicam que ambos permaneceram próximos mesmo após as acusações, o que Trump classifica como “mentiras publicadas para destruir sua reputação”.


Implicações políticas do processo

O processo contra o New York Times não deve ser visto apenas como uma disputa pessoal. Ele tem peso político relevante:

  1. Relação com a imprensa – Trump fortalece sua imagem de líder combativo contra veículos que ele acusa de serem “inimigos do povo”.

  2. Base eleitoral – Ao adotar o discurso de vítima de perseguição, reforça a narrativa junto aos apoiadores do movimento MAGA (Make America Great Again).

  3. Liberdade de imprensa – A ação reacende o debate sobre até que ponto o jornalismo investigativo pode ser limitado por processos milionários.


Possíveis desdobramentos jurídicos

O processo de Trump deve percorrer um longo caminho judicial. Especialistas em direito nos EUA apontam que:

  • Casos de difamação contra figuras públicas exigem prova clara de má-fé por parte dos veículos de imprensa.

  • A indenização pedida, de US$ 15 bilhões (R$ 79,8 bilhões), é considerada irrealista em termos jurídicos, mas tem forte peso político.

  • A defesa do NYT e da Penguin deve se amparar na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante liberdade de imprensa.


A disputa entre Trump e a mídia

A relação conflituosa entre Trump e a imprensa não é novidade. Durante seus mandatos, ele classificou veículos como CNN, Washington Post e New York Times como propagadores de fake news.

Agora, ao levar o embate aos tribunais, Trump busca:

  • Enfraquecer a credibilidade da mídia tradicional;

  • Fortalecer sua própria plataforma, a Truth Social;

  • Manter o protagonismo político em meio a investigações e processos que envolvem seu nome.

O fato de Trump processar o New York Times e pedir R$ 80 bilhões de indenização mostra que o ex-presidente intensificou sua estratégia de confronto contra a imprensa tradicional. Mais do que uma disputa judicial, o caso é um reflexo da polarização política nos Estados Unidos e da forma como Trump utiliza o Judiciário como ferramenta de pressão política e narrativa eleitoral.

Seja qual for o desfecho, o processo será acompanhado de perto em todo o mundo, já que envolve não apenas a imagem de um ex-presidente americano, mas também os limites da liberdade de imprensa e os rumos da democracia.

Tags: Donald Trump processoPenguin Random Houseprocesso de TrumpTrump calúniaTrump calúnia difamaçãoTrump indenizaçãoTrump mídiaTrump processa New York TimesTrump R$ 80 bilhõesTrump Truth Social

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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