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Home Economia

Empresas dos EUA contratam mais, porém horas trabalhadas diminuem | Mundo

por Redação
26/06/2023 às 04h58 - Atualizado em 15/09/2025 às 14h12
em Economia
Empresas Dos Eua Contratam Mais, Porém Horas Trabalhadas Diminuem | Mundo - Gazeta Mercantil - Economia


O boom das contratações esconde o que parece ser uma tendência econômica contraditória: os funcionários têm trabalhado menos horas nos EUA. Segundo o Departamento do Trabalho, a média de horas trabalhadas por empregados do setor privado por semana caiu para 34,3 em maio, o que marca uma queda desde o pico de 35 horas de janeiro de 2021 e está abaixo da média de 2019.

Isso pode ser um mau sinal. Como o crescimento econômico hoje está em desaceleração – e, de certa forma, negativo –, alguns empregadores podem estar reagindo com um corte de jornada de trabalho, talvez em preparação para uma recessão.

“Em ocasiões passadas, a redução das horas de trabalho era uma indicação segura de que haveria uma onda de demissões”, disse Aichi Amemiya, economista sênior da Nomura Securities.

Fatores fora do comum no pós-pandemia

Desta vez, esse sinal de recessão pode ser um alarme falso por causa de fatores fora do comum no período pós-pandemia. De fato, ao mesmo tempo em que cortam horas, os empregadores têm contratado mais trabalhadores – algo que não costumam fazer quando existe a perspectiva de contração econômica.

As folhas de pagamento subiram para 339 mil em maio e quase 1,6 milhão no acumulado desde o começo do ano. As demissões foram quase 13% menores em abril do que a média mensal de 2019, de acordo com o Departamento do Trabalho.

As despesas e o trauma de contratar deixaram os empregadores excepcionalmente ansiosos em evitar a perda de funcionários de que precisarão quando os negócios se recuperarem, na avaliação de Amemiya. “Isso é muito diferente do passado”, disse ele.

As empresas finalmente estão em condições de contratar funcionários para cargos que estavam vagos há muito tempo, e assim permitir que suas equipes sobrecarregadas voltem aos horários normais. Por fim, os trabalhadores começaram a optar por trabalhar menos, talvez por causa de mudanças nas prioridades de suas vidas profissionais.

Em maio, o trabalhador fabril médio fez 3,6 horas extras, em comparação com 4,1 horas no mesmo período do ano anterior.

Durante grande parte da pandemia, a American Fleet fabricava grandes quantidades de motores a diesel para empresas de transporte rodoviário de carga. O gerente de vendas, Mark Patterson, contou que a empresa de Springfield (Missouri) não conseguia contratar funcionários rápido o suficiente. “Podemos produzir 30 motores por mês com facilidade, e, no ano passado, às vezes fabricávamos 40 – os funcionários faziam horas extras para dar conta de tudo”, disse ele.

Mas no início deste ano, esse crescimento estrondoso chegou a um fim abrupto. As encomendas de motores da American Fleet caíram cerca de 40%, à medida que a explosão de compras de produtos causada pela pandemia se esvaiu e deixou os caminhoneiros parados. A empresa passou de publicar anúncios de vagas de emprego na internet de forma desenfreada para cortar horas de trabalho de funcionários.

Normalmente, uma redução nas horas de trabalho seria um sinal de demissões iminentes. Mas Patterson disse que a American Fleet não planeja desligamentos porque mecânicos são muito difíceis de achar.

Com menos encomendas para atender, os trabalhadores preparam blocos de motor e modernizam equipamentos. Patterson está otimista e acredita que as vendas voltarão a crescer, com base nas chegadas dos navios porta-contêineres, mas levará algum tempo para que isso se estenda por toda a cadeia produtiva.

“A escassez de mão de obra é tanta que faremos tudo o que pudermos para manter todos os funcionários, porque existe o medo de não conseguir tê-los de volta”, explicou Patterson. “Esta situação trabalhista é a mais difícil que já enfrentamos, e estamos no mercado há 35 anos.”

Para muitos empregadores – em especial nos setores de baixa remuneração que exigem interação presencial –, vagas em cargos críticos não foram preenchidas e o trabalho precisou ser distribuído entre um número menor de funcionários, o que elevou o número de horas que cada um trabalhava.

Desde então, grandes contingentes de trabalhadores se reintegraram à força de trabalho, o que permitiu que empresas que vinham operando com pouco pessoal preenchessem funções decisivas. “Estamos conseguindo que mais pessoas voltem ao trabalho, e isso permite que parte do trabalho seja dividida”, disse Omair Sharif, fundador da Inflation Insights.

Em hotéis, restaurantes e lojas, que dependem relativamente mais de funcionários de meio período, a semana de trabalho recuou cerca de 5% em relação aos picos da pandemia — comparativamente ao declínio de 2% registrado pela economia como um todo.

A rede de restaurantes El Pollo Loco disse que conseguiu contratar um número de pessoas suficiente para suas diferentes lojas, o que permitiu que os funcionários não tenham mais de ignorar intervalos ou fazer hora extra.

“Nossos restaurantes estão, basicamente, com o pessoal completo”, disse recentemente Laurance Roberts, CEO da empresa Costa Mesa, da Califórnia, aos analistas.

“Superamos o ponto em que a oferta era uma grande limitação – quando os restaurantes tinham de fechar em determinados dias ou por certo número de horas por falta de funcionários suficientes”, disse Stephen Juneau, economista do Bank of America Merrill Lynch. “Operamos agora de maneira ‘normal’, mas isso não quer dizer que o mercado não continue ainda muito aquecido.”

A cadeia de lojas de conveniência Casey’s disse que os funcionários estão permanecendo no trabalho por mais tempo. Isso resultou numa redução de 20% nas horas extras em seu mais recente trimestre, uma vez que as lojas não precisaram mais depender de que um número menor de funcionários trabalhasse mais.

Uma medida ligeiramente diferente oferece outro motivo possível para que o mercado de trabalho continue apertado com a queda das horas de trabalho: as pessoas estão trabalhando menos simplesmente porque querem.

Durante a pandemia, os trabalhadores americanos começaram a passar menos horas no emprego, segundo um estudo do economista Yongseok Shin e colegas, da Universidade de Washington, campus de St. Louis. A pesquisa se baseia nos dados do levantamento do Departamento de Censo dos EUA entre famílias e reflete o número de horas que os consultados e outros membros da família de fato trabalharam. Isso difere do levantamento mais conhecido realizado entre os empregadores, baseado em quantas horas as empresas pagavam aos funcionários por posto de trabalho.

Essa tendência continuou aumentando mesmo com o esmorecimento do impacto da covid-19. Excluindo-se os meses iniciais da pandemia, o trabalhador médio agora trabalha menos horas do que em qualquer momento desde 2014, durante a lenta recuperação da crise financeira global que se estendeu de 2007 a 2009.

Dados da pesquisa sugerem que isso reflete uma mudança das prioridades catalisada pela pandemia, que o trabalho remoto possivelmente contribuiu para promover, ao facilitar que as pessoas encerrassem o expediente cedo sem se preocupar com olhares de desconfiança da parte dos chefes, disse Shin.

O fato de a redefinição da vida laboral ter afetado a todos simultaneamente pode também ter sido um fator, acrescentou ele. Provavelmente, os trabalhadores se preocupavam antes da pandemia com a possibilidade de serem preteridos em promoções ou na obtenção de bonificações se trabalhassem menos que seus colegas.

“Mas, com um número suficiente de pessoas optando por trabalhar menos horas ao mesmo tempo, eles não têm de temer a possibilidade de perder posição na economia”, disse Shin. “É por isso que acho que essa é uma tendência estável.”

(Colaborou Sarah Chaney Cambon)


Tags: Economia

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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