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Alta no endividamento das famílias brasileiras em maio de 2025: 78,2% em débito e inadimplência recorde

por Redação
11/06/2025 às 15h55 - Atualizado em 22/09/2025 às 23h46
em Economia, Destaque, Notícias
Alta No Endividamento Das Famílias Brasileiras Em Maio De 2025: 78,2% Em Débito E Inadimplência Recorde - Gazeta Mercantil - Economia

Alta do endividamento das famílias brasileiras em maio de 2025: entenda os dados da PEIC

Panorama do endividamento das famílias brasileiras

Em maio de 2025, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 78,2%, o maior índice registrado desde julho de 2024. Esse aumento de 0,6 ponto percentual em relação a abril revela uma tendência preocupante de acúmulo de dívidas nos lares. Ainda que ligeiramente abaixo dos 78,8% de maio de 2024, o patamar atual acende o sinal de alerta sobre o equilíbrio financeiro das famílias.

Simultaneamente, a inadimplência cresceu para 29,5%, o nível mais alto em mais de seis meses. A elevação tanto no curto quanto no longo prazo demonstra fragilidade na capacidade de pagamento e uma pressão crescente sobre o orçamento doméstico.


Inadimplência e falta de condições para quitar dívidas

Entre os inadimplentes, 12,5% afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, um crescimento em relação ao ano anterior. Isso evidencia que o problema vai além do simples acúmulo de parcelas: há uma parcela significativa da população com dificuldades estruturais para cumprir seus compromissos.

Esse dado também sugere um ciclo de endividamento cada vez mais difícil de reverter sem medidas estruturais de apoio à reeducação financeira e renegociação.


Dívidas de longo prazo em queda

O levantamento indica que a proporção de famílias com dívidas de longo prazo (acima de 12 meses) está em declínio pelo quinto mês consecutivo, atualmente em 32,8%, o menor índice em 12 meses. Por outro lado, o volume de dívidas de curto e médio prazo cresce, o que pode indicar uma preferência (ou limitação) por linhas de crédito mais rápidas, porém com taxas mais elevadas.

Essa mudança pode ser reflexo da falta de acesso ao crédito de longo prazo, da tentativa de evitar compromissos extensos ou da instabilidade econômica que reduz a previsibilidade financeira.


Cartão de crédito segue líder entre modalidades de dívida

O cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento entre os brasileiros, sendo citado por 83,6% dos entrevistados com dívidas. No entanto, esse número representa uma leve queda em comparação ao mesmo período do ano anterior. A retração pode estar relacionada a mudanças no perfil de consumo ou ao aumento das taxas de juros rotativo, que tornam essa opção mais onerosa.

Outras formas de dívida vêm ganhando espaço, como o uso de carnês de lojas, que subiram para 17,2%, e o crédito pessoal, que chegou a 10,6%. O crescimento dessas modalidades sugere que os consumidores estão diversificando as fontes de crédito para atender às suas necessidades, muitas vezes recorrendo a alternativas menos rigorosas.


Famílias comprometidas com mais da metade da renda em dívidas

Um dado relevante foi a redução da parcela de famílias que comprometem mais de 50% da renda com dívidas, agora em 19,7%, o menor patamar desde meados de 2023. Essa leve melhora no indicador sugere um movimento de ajuste nos gastos ou renegociação de dívidas, apesar do aumento geral do endividamento.

A média de comprometimento da renda caiu para 29,8%, o que pode indicar um esforço consciente por parte das famílias para evitar o colapso financeiro, mesmo diante de um cenário adverso.


Autopercepção do grau de endividamento

A percepção subjetiva dos brasileiros sobre sua condição financeira é um termômetro importante. 15,5% dos entrevistados se classificam como “muito endividados”, enquanto 33,4% se dizem “pouco endividados”. Esse contraste mostra que, embora o índice global de endividamento esteja elevado, há diferenças significativas na maneira como as famílias administram e sentem suas dívidas.

Essa percepção pode impactar diretamente no comportamento financeiro, já que indivíduos que se consideram mais endividados tendem a evitar novas dívidas e buscar alternativas para reequilibrar as contas.


Faixas de renda mais afetadas

O avanço do endividamento foi mais expressivo entre famílias com renda entre 5 e 10 salários mínimos, que viram o indicador subir mais de 3 pontos percentuais em apenas um mês. Essas famílias, tradicionalmente de classe média, estão sendo particularmente afetadas por inflação, desemprego parcial e encarecimento do crédito.

A inadimplência, por sua vez, cresceu com maior intensidade entre os que recebem de 3 a 5 salários mínimos, indicando que o impacto da crise econômica está se aprofundando na base da classe média, faixa geralmente mais sensível a oscilações do custo de vida.


Diferenças entre homens e mulheres

Quando observadas as diferenças de gênero, o endividamento entre os homens subiu para 78,2%, superando o índice das mulheres, que caiu para 78,1%. A leve redução entre as mulheres pode estar associada a maior cautela ou mudança nos hábitos de consumo.

Contudo, na inadimplência, os homens apresentam 29,6%, um aumento mais expressivo do que o das mulheres, que registram 29,2%. A desigualdade de comportamento financeiro entre os gêneros evidencia a importância de políticas personalizadas de educação financeira.


Reincidência de inadimplência

Estudos apontam que a grande maioria dos inadimplentes que entraram novamente na lista de devedores em abril de 2025 já havia passado por essa situação no último ano. O tempo médio entre a quitação de uma dívida e a reincidência foi de 72,5 dias, evidenciando um ciclo vicioso difícil de ser interrompido sem mudanças estruturais no padrão de consumo.

Essa reincidência mostra que, mesmo após limpar o nome, muitas pessoas rapidamente voltam a se endividar, geralmente em busca de suprir necessidades básicas. O padrão sugere ausência de reservas financeiras e baixa resiliência a imprevistos.


Redução na recuperação de crédito

Outro dado preocupante foi a queda de 9,37% no número de consumidores que conseguiram limpar o nome entre maio de 2024 e abril de 2025. Essa dificuldade crescente em sair da inadimplência evidencia a limitação de acesso ao crédito, mesmo para quem deseja regularizar sua situação.

O contexto de juros altos e inflação pressionada limita a capacidade de renegociação e o retorno ao mercado formal de crédito, criando uma espécie de “armadilha da dívida.


Projeções para o restante de 2025

As estimativas indicam que, até o final de 2025, o endividamento das famílias brasileiras deve atingir 77,5%, e a inadimplência pode chegar a 29,8%. Essas projeções apontam para um cenário ainda mais desafiador, com impactos diretos no consumo, na economia e no bem-estar da população.

O panorama é influenciado pela persistência dos juros elevados, desaceleração da atividade econômica e novas concessões de crédito, muitas vezes mal utilizadas pelas famílias, que veem nas parcelas longas uma solução temporária para emergências imediatas.


Caminhos para lidar com o endividamento crescente

Diante desse cenário, especialistas em finanças pessoais recomendam:

  • Diagnosticar todas as dívidas e priorizar as de maior impacto (juros mais altos);

  • Evitar novas dívidas, principalmente em cartões rotativos e cheque especial;

  • Renegociar com credores em busca de melhores prazos e descontos;

  • Criar uma reserva de emergência, mesmo que pequena;

  • Investir em educação financeira para tomar decisões mais conscientes;

  • Utilizar ferramentas digitais de gestão financeira para controlar entradas e saídas.

A longo prazo, ações do governo e do setor bancário também são essenciais para ampliar o acesso ao crédito responsável e fomentar políticas de fomento à estabilidade financeira das famílias.

Tags: crise da dívida famíliasEconomiaeducação financeira Brasilendividamento brasileiroInadimplênciainadimplência em altaPEIC CNC maio 2025reincidência de dívidas

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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