Gestor da Oi (OIBR3) rebate credores sobre venda da V.tal e contesta acusação de preço irrisório
A venda da V.tal pela Oi (OIBR3) tornou-se o novo epicentro de tensão no processo de recuperação judicial da operadora de telecomunicações, em um momento considerado sensível para o redesenho financeiro da companhia. Após questionamentos formais apresentados por credores, o gestor responsável pela condução do processo veio a público para rebater as críticas e sustentar que não existe qualquer base técnica que justifique a acusação de alienação do ativo por valor irrisório.
A Oi, listada na B3 sob o ticker OIBR3, enfrenta uma fase decisiva de sua reestruturação, na qual a alienação de ativos estratégicos é tratada como elemento central para o cumprimento das obrigações assumidas com o Judiciário, com os credores e com o próprio mercado. Nesse contexto, a venda da V.tal pela Oi (OIBR3) assume papel determinante para a viabilidade do plano de recuperação.
Credores formalizam contestação na Justiça
Os credores da Oi (OIBR3), representados pela administradora UMB Bank, encaminharam uma petição à Justiça questionando os termos do processo de venda da participação da companhia na V.tal. O documento sustenta que o prazo estabelecido para a alienação seria excessivamente curto, o que, na avaliação dos credores, poderia comprometer a atratividade do ativo e limitar a concorrência entre potenciais compradores.
Segundo a manifestação, a combinação de prazo reduzido e exigências financeiras rigorosas poderia resultar em ofertas abaixo do valor econômico esperado, prejudicando a maximização de recursos no âmbito da recuperação judicial da Oi (OIBR3). Para os credores, esse cenário aumentaria o risco de uma venda da V.tal pela Oi em condições desfavoráveis.
Preço mínimo e pagamento integral à vista
Em resposta às críticas, o gestor da Oi (OIBR3), Rezende, afirmou que o edital do processo de alienação estabelece parâmetros objetivos e rígidos justamente para preservar o valor do ativo. De acordo com ele, o preço mínimo definido para a venda da V.tal pela Oi (OIBR3) é de R$ 12,3 bilhões, valor que deve ser integralmente pago à vista.
O gestor destacou ainda que o edital veda expressamente qualquer forma de pagamento diferido, parcelamento, compensação de ativos ou utilização de linhas de crédito. Apenas propostas com liquidação integral em moeda corrente nacional são aceitas, o que, segundo a administração, reforça a segurança jurídica e financeira da operação.
Na avaliação de Rezende, essas condições afastam por completo a tese de alienação por valor irrisório e demonstram o compromisso da Oi (OIBR3) com a preservação de valor em benefício do conjunto de credores.
Alegação de valor irrisório é rebatida pela gestão
O gestor classificou como “inteiramente equivocada” a acusação apresentada pelo UMB Bank, afirmando que ela não apresenta qualquer fundamentação técnica. Segundo ele, a venda da V.tal pela Oi (OIBR3) está ancorada em avaliações compatíveis com o mercado de infraestrutura de telecomunicações, levando em consideração a geração de caixa, a relevância estratégica do ativo e o cenário econômico.
A administração da Oi (OIBR3) sustenta que o valor mínimo estipulado no edital reflete análises financeiras detalhadas e condizentes com a realidade do setor, afastando qualquer hipótese de subavaliação deliberada do ativo.
A relevância estratégica da V.tal para a Oi (OIBR3)
A V.tal é considerada um dos ativos mais relevantes do portfólio da Oi (OIBR3). A empresa atua no segmento de infraestrutura de telecomunicações, com foco em redes de fibra óptica, área considerada estratégica diante do crescimento contínuo da demanda por conectividade de alta capacidade no Brasil.
Nesse cenário, a venda da V.tal pela Oi (OIBR3) não se limita a uma transação financeira. Trata-se de um movimento estrutural para reforçar o caixa, reduzir o endividamento e permitir que a companhia concentre esforços em suas operações essenciais, em linha com o plano aprovado no âmbito da recuperação judicial.
Impactos jurídicos e possíveis reflexos no cronograma
A contestação apresentada pelos credores adiciona um novo elemento de complexidade ao processo da Oi (OIBR3). Embora a gestão sustente que o cronograma atual é adequado e compatível com a dimensão do ativo, eventuais decisões judiciais podem provocar ajustes pontuais no calendário da operação.
Ainda assim, a administração reforça que a venda da V.tal pela Oi ocorre sob supervisão direta da Justiça, garantindo previsibilidade, transparência e segurança jurídica para todas as partes envolvidas.
Repercussão no mercado e atenção dos investidores
O embate entre a Oi (OIBR3) e seus credores é acompanhado de perto pelo mercado financeiro. Investidores monitoram os desdobramentos da venda da V.tal pela Oi (OIBR3) como um indicador relevante da capacidade da companhia de executar seu plano de reestruturação.
A definição de um preço mínimo elevado e a exigência de pagamento integral à vista são interpretadas por analistas como sinais de disciplina financeira. Por outro lado, a disputa judicial adiciona um componente de incerteza que pode influenciar a percepção de risco no curto prazo.
Transparência e governança no centro da estratégia
A gestão da Oi (OIBR3) enfatiza que todo o processo foi estruturado com base em princípios de governança e ampla divulgação das regras. Segundo Rezende, a venda da V.tal pela Oi segue padrões compatíveis com operações de grande porte e com o nível de escrutínio esperado em uma recuperação judicial de alta complexidade.
A estratégia busca reforçar a confiança do mercado e do Judiciário, reduzindo o risco de questionamentos futuros e fortalecendo a credibilidade do processo.
Alienação de ativos e o redesenho do futuro da Oi (OIBR3)
Mais do que uma operação isolada, a venda da V.tal pela Oi (OIBR3) representa um capítulo decisivo no redesenho do futuro da companhia. Ao rebater as críticas dos credores, a administração sinaliza disposição para avançar com disciplina financeira, foco na criação de valor e compromisso com a execução do plano de recuperação.
O desfecho dessa etapa será determinante para o ritmo da reestruturação da Oi (OIBR3) e para a construção de uma nova fase operacional e financeira da operadora no mercado brasileiro de telecomunicações.









