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Ações da Petrobras e Vale em Nova York derretem no…

por Gabriel Monteiro
07/04/2025 às 10h11 - Atualizado em 16/07/2026 às 13h45
em Ibovespa,Destaque,Economia,Notícias
Ibovespa Hoje - Gazeta Mercantil

Ibovespa Hoje: Queda Generalizada Após Sangria nos Mercados Globais Impacta Petrobras e Vale

Panorama internacional provoca forte recuo no índice brasileiro; ADRs de empresas nacionais desabam em Nova York com temor de recessão e tarifas dos EUA

São Paulo, 7 de abril de 2025 – O início da semana foi marcado por um verdadeiro colapso nos mercados financeiros globais, com reflexos imediatos no desempenho do Ibovespa hoje, o principal índice da Bolsa brasileira. O movimento de queda foi influenciado por fatores externos, como o agravamento das tensões comerciais internacionais, a entrada em vigor de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e a preocupação crescente com uma possível recessão global.

As repercussões desse cenário já se fazem sentir fortemente no desempenho das ações brasileiras listadas em bolsas estrangeiras. Os ADRs da Petrobras e da Vale – que funcionam como recibos de ações de empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York – registraram quedas significativas nas primeiras horas do pregão norte-americano, refletindo a piora nas expectativas para o petróleo e o minério de ferro.


ADRs de Petrobras e Vale derretem em Nova York

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os ADRs da Petrobras (PBR) caíam 3,96%, sendo negociados a US$ 12,61, enquanto os da versão preferencial (PBRa) recuavam 3,62%, a US$ 11,44. A Vale também não escapou da tendência e viu seus papéis desvalorizarem 2,64%, cotados a US$ 8,84.

A queda nas ações da Petrobras reflete diretamente o desempenho negativo do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo WTI, referência nos EUA, caía 2,53% na pré-abertura da bolsa de Nova York, sendo cotado a US$ 60,42. Já o Brent, referência global e utilizado pela Petrobras, recuava 2,13%, para US$ 64,18.

A desvalorização do petróleo está diretamente ligada ao temor de uma recessão global, agravada após o presidente norte-americano Donald Trump implementar no sábado (5) novas tarifas recíprocas contra produtos importados, intensificando a guerra comercial.

Já no caso da Vale, a queda dos ADRs tem relação direta com o recuo de mais de 3% do preço do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China. Como maior compradora da commodity no mundo, qualquer desaceleração no mercado chinês tem efeito imediato sobre as mineradoras brasileiras.


ETF de ações brasileiras também entra em queda

O impacto da derrocada das empresas brasileiras em Nova York também se reflete no desempenho do iShares MSCI Brazil ETF, um fundo que replica os principais ativos brasileiros listados em Wall Street. Às 8h50, o fundo despencava 3,31%, com suas cotas sendo negociadas a US$ 23,69.

Esse desempenho ruim dos ADRs antecipa uma forte pressão sobre o Ibovespa hoje, que tende a abrir o pregão da B3 em queda, já que as ações da Petrobras (PETR3, PETR4) e da Vale (VALE3) têm peso expressivo no índice.


Sangria nos mercados asiáticos e europeus agrava tensão

O cenário de desvalorização não é isolado do Brasil. As bolsas asiáticas já encerraram o pregão com perdas históricas. A Bolsa de Tóquio recuou 7,83%, enquanto o Índice Hang Seng de Hong Kong derreteu 13,22%. Em Xangai, as perdas foram de 7,34%.

Na Europa, os principais índices ainda operam em baixa. O Stoxx 600, que reúne as maiores empresas do continente, cai quase 5%. O DAX de Frankfurt recua 4,61% e o CAC 40 de Paris desvaloriza 4,85%.

Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices também indicam forte queda: o Dow Jones recua 2,05%, o S&P 500 perde 2,4% e o Nasdaq, mais exposto a empresas de tecnologia, recua 2,73%.


Recessão global: o fantasma volta a assombrar os investidores

O pano de fundo para a sangria generalizada nos mercados é o agravamento das tensões comerciais globais e o risco iminente de uma nova recessão mundial. A adoção de tarifas recíprocas por parte dos Estados Unidos, promovidas por Donald Trump, lança incertezas sobre o comércio internacional e as cadeias produtivas.

Investidores temem que a escalada das tarifas leve a uma desaceleração do crescimento global, pressionando setores sensíveis como energia, mineração e tecnologia. Esse receio provoca movimentos de aversão ao risco, levando à venda massiva de ativos em bolsas de valores e valorizando o dólar frente às moedas emergentes.


Impacto direto sobre o Ibovespa hoje

Com esse cenário, o Ibovespa hoje deve sentir diretamente o impacto da aversão global ao risco. Os papéis mais líquidos do índice – como VALE3, PETR3 e PETR4 – já têm previsão de forte queda, o que tende a arrastar o índice para baixo ao longo do pregão.

Além disso, a expectativa é que investidores estrangeiros aumentem a retirada de capital da B3, ampliando a volatilidade do mercado interno. Com a queda dos preços das commodities e o fortalecimento do dólar, o ambiente se torna mais desafiador para os ativos brasileiros.


O que esperar do mercado nos próximos dias?

Especialistas ouvidos por agências internacionais apontam que o movimento de queda pode se intensificar caso os Estados Unidos não revejam suas medidas tarifárias ou caso a China reaja com novos bloqueios a importações.

O petróleo, por exemplo, pode continuar em queda, pressionando empresas como Petrobras. Já o minério de ferro pode seguir em baixa, afetando as exportações brasileiras e impactando diretamente o desempenho da Vale.

Além disso, os olhos do mercado estarão voltados para os próximos passos do Banco Central dos EUA (Federal Reserve) e da autoridade monetária chinesa, na expectativa de estímulos que possam mitigar os efeitos da crise.


Ibovespa hoje sob forte pressão

O Ibovespa hoje inicia a semana sob forte pressão, em meio a um ambiente global de pânico nos mercados. A queda das ações da Petrobras e da Vale nos EUA é um termômetro claro do que se pode esperar no pregão brasileiro, com perdas relevantes que podem testar suportes técnicos importantes do índice.

Com a possibilidade de agravamento das tensões comerciais, desaceleração da China e instabilidade cambial, o investidor deve manter cautela redobrada e observar com atenção o desenrolar dos próximos dias. O momento é de aversão ao risco, fuga de capitais e forte volatilidade.

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