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Juros futuros caem com ata do Copom e prisão de Bolsonaro no radar do mercado

por Redação
05/08/2025 às 14h13 - Atualizado em 14/05/2026 às 21h40
em Economia, Destaque, Notícias
Juros Futuros Caem Com Ata Do Copom E Prisão De Bolsonaro No Radar Do Mercado Gazeta Mercantil - Economia

Juros futuros renovam mínimas com ata do Copom e prisão de Bolsonaro no radar

Os juros futuros iniciaram esta terça-feira, 5 de agosto de 2025, em queda, renovando mínimas em diversos vencimentos, após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e com o mercado ainda digerindo os desdobramentos políticos da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A combinação entre o cenário político precificado e a leitura conservadora da autoridade monetária trouxe certo alívio aos investidores, que já vislumbram possíveis movimentos futuros da taxa Selic.

A queda nos juros futuros reflete uma percepção mais clara sobre os próximos passos da política monetária, bem como a avaliação de que o ambiente de risco segue sob controle, ao menos por ora. No radar também estão os leilões do Tesouro Nacional e a expectativa por eventuais declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja postura diante do novo contexto brasileiro ainda é uma incógnita.


O que diz a ata do Copom?

A ata da mais recente reunião do Copom reforçou uma postura conservadora do Banco Central brasileiro, apontando que não há espaço para cortes imediatos na Selic. Segundo o documento, o Comitê aguarda uma convergência sustentável da inflação à meta antes de iniciar qualquer ciclo de flexibilização monetária.

Apesar de não trazer grandes surpresas, a ata foi interpretada como um sinal de estabilidade, o que contribuiu para o alívio nos contratos de juros futuros. O mercado já havia ajustado suas expectativas, e agora parece mais confortável com a ideia de que os cortes de juros poderão acontecer de forma gradual, iniciando possivelmente no fim de 2025 ou começo de 2026.


Comportamento dos juros futuros

Às 10h44, os contratos de depósito interfinanceiro (DI) apresentavam movimento de queda. O DI para janeiro de 2027 recuava para 14,130%, frente a 14,156% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 caía para 13,340%, ante 13,351%, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2031 estava em 13,580%, contra 13,570% do dia anterior.

Essa movimentação indica uma reprecificação do mercado em relação às taxas de longo prazo, refletindo maior confiança na condução da política monetária e na contenção dos riscos políticos internos, ao menos por ora.


A influência da política na curva de juros

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), teve impacto moderado nos mercados, uma vez que a medida já estava amplamente precificada. O mercado financeiro vinha acompanhando os desdobramentos jurídicos do ex-presidente há semanas, e a confirmação de sua prisão preventiva não causou sobressaltos nos ativos.

O foco agora se volta para o cenário eleitoral de 2026 e os possíveis nomes que poderão disputar o cargo de presidente. A ausência de Bolsonaro no pleito abre espaço para uma candidatura moderada, o que tende a agradar o mercado e influenciar positivamente a curva de juros futuros, pela expectativa de continuidade de políticas fiscais responsáveis.


Leilões do Tesouro Nacional também movimentam mercado

Nesta terça-feira, o Tesouro Nacional realiza leilões importantes de títulos públicos, como as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), com rendimento atrelado à inflação, e as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos pós-fixados com rentabilidade ligada à taxa básica de juros.

Esses leilões funcionam como termômetro do apetite do investidor e ajudam a balizar o comportamento dos juros futuros. A expectativa é de que a demanda se mantenha estável, refletindo a confiança nos fundamentos econômicos e na gestão da dívida pública.


Cenário internacional: Trump e o Fed no radar

O mercado segue atento às movimentações do presidente norte-americano, Donald Trump, especialmente em relação à política monetária dos EUA e à sucessão no Federal Reserve (Fed). Caso Trump indique nomes mais “dovish” (defensores de juros mais baixos), isso pode influenciar diretamente os fluxos de capitais para países emergentes, como o Brasil, contribuindo para a queda dos juros futuros por aqui.

Além disso, qualquer comentário de Trump sobre o Brasil ou sobre os acontecimentos políticos recentes pode impactar os ativos locais, dependendo do tom adotado.

Fatores que moldam o comportamento dos juros futuros

O comportamento dos juros futuros está intrinsecamente ligado a uma série de fatores, entre eles:

  • Expectativas de inflação: A inflação precisa mostrar sinais consistentes de queda rumo à meta de 3% para que o Banco Central se sinta confortável em reduzir a Selic.

  • Ambiente político: Decisões judiciais, como a prisão de Bolsonaro, e possíveis reações internacionais influenciam o risco-país e a curva de juros.

  • Crescimento econômico: A atividade econômica ainda mostra sinais de desaceleração, o que pode pressionar o BC a adotar postura mais branda no futuro.

  • Política fiscal: A responsabilidade nos gastos públicos é outro pilar essencial para ancorar as expectativas dos investidores e manter os juros futuros sob controle.


Como os investidores devem se posicionar?

Com a ata do Copom reforçando cautela e o ambiente político sob controle, o investidor que acompanha os juros futuros deve manter o foco em títulos pós-fixados e atrelados à inflação no curto e médio prazos, enquanto aguarda novos sinais sobre o início de um ciclo de queda da Selic.

O mercado de renda fixa continua atrativo, especialmente para quem busca proteção contra a inflação e exposição a prêmios de risco consistentes. A dinâmica dos DIs também abre oportunidades para operações estruturadas, como alocações em fundos de crédito privado ou debêntures incentivadas.


O que esperar nos próximos dias?

Nos próximos dias, os investidores continuarão atentos à evolução da inflação, aos resultados dos leilões do Tesouro e a possíveis sinalizações do Banco Central sobre a trajetória da Selic. Além disso, qualquer desdobramento no cenário político — seja na esfera nacional ou internacional — pode influenciar diretamente os juros futuros.

Outro ponto importante será o comportamento do dólar, que serve como termômetro da confiança externa no Brasil. Caso a moeda americana se mantenha estável ou em queda, os DIs podem continuar em trajetória de baixa.


A terça-feira começou com juros futuros em queda, reflexo direto de uma ata do Copom conservadora, porém sem surpresas, e de um ambiente político que, apesar de tenso, parece estar precificado. A prisão de Bolsonaro, por mais simbólica que seja, não gerou reação adversa, e o mercado foca agora nos fundamentos econômicos e nas sinalizações do Banco Central.

A tendência de curto prazo é de estabilização, com viés de queda para os juros de médio e longo prazo, caso a inflação siga em desaceleração e o ambiente fiscal permaneça sob controle. O investidor atento poderá aproveitar esse cenário para ajustar posições e se preparar para um novo ciclo de política monetária a partir de 2026.

Tags: Ata do CopomCopom 2025curva de jurosDIs em quedaEconomiaJuros Futurosleilões do Tesouromercado financeiro Brasilprisão de BolsonaroSelic hojetítulos públicos

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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