quarta-feira, 29 de julho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Empresas

Lucro da Vamos (VAMO3) cai 19,7% no 1T26 com pressão dos juros altos

Companhia teve avanço de receita e Ebitda no trimestre, mas despesa financeira maior reduziu o lucro líquido.

por João Souza
07/05/2026 às 11h12 - Atualizado em 17/07/2026 às 02h53
em Empresas,Destaque,Notícias
Vamos (Vamo3) - Gazeta Mercantil

A Vamos (VAMO3) registrou queda de 19,7% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026, pressionada pelo aumento das despesas financeiras em meio ao cenário de juros altos no Brasil. O desempenho foi atribuído pelo CEO da companhia, Gustavo Couto, ao custo maior da dívida em uma estrutura de capital ainda alavancada, embora a empresa tenha apresentado crescimento de receita, avanço do Ebitda e melhora operacional em sua principal frente de atuação, a locação de caminhões, máquinas e equipamentos.

Segundo Couto, a Vamos (VAMO3) trabalha com alavancagem próxima de três vezes. Nesse contexto, a manutenção dos juros em patamar elevado aumenta o custo financeiro e reduz o lucro líquido, mesmo quando os indicadores operacionais seguem em expansão. A avaliação foi dada pelo executivo em entrevista à Broadcast.

O resultado evidencia a combinação de dois movimentos distintos no balanço da Vamos (VAMO3). De um lado, a companhia segue ampliando a receita e ganhando produtividade na frota. De outro, a linha financeira continua consumindo parte relevante do resultado, em um ambiente de crédito caro para empresas intensivas em capital.

Juros altos pesam sobre o lucro da Vamos (VAMO3)

O lucro líquido menor da Vamos (VAMO3) no primeiro trimestre reflete principalmente o peso da despesa financeira. O resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$ 541,4 milhões entre janeiro e março, uma piora de 9,8% em relação ao resultado também negativo de R$ 493,2 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

A despesa financeira é um ponto sensível para empresas de locação de ativos pesados porque o modelo de negócios exige investimento elevado na compra de caminhões, máquinas, ônibus e equipamentos. Esses ativos são incorporados à frota, alugados em contratos de médio e longo prazo e, posteriormente, podem ser vendidos no mercado de seminovos.

Esse ciclo depende de capital. Quando a taxa de juros sobe ou permanece elevada por mais tempo, o custo de financiamento aumenta e reduz o ganho líquido, mesmo que a operação continue crescendo. No caso da Vamos (VAMO3), esse efeito ficou evidente na comparação anual do primeiro trimestre.

Couto afirmou que a queda do lucro líquido decorre diretamente desse ambiente. Segundo o executivo, a alavancagem próxima de três vezes torna a companhia mais exposta ao custo da dívida. Com juros mais altos, a despesa financeira cresce e pressiona o resultado final.

Receita e Ebitda avançam apesar da pressão financeira

Apesar da queda do lucro líquido, a Vamos (VAMO3) reportou crescimento em indicadores considerados centrais para avaliar a capacidade operacional da companhia. O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, avançou 7,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 951,3 milhões.

A receita líquida também cresceu. A companhia informou avanço de 21,6% no trimestre, para R$ 1,62 bilhão. O desempenho indica expansão da base de receitas, especialmente em locação, segmento que sustenta o modelo de negócios da empresa.

A receita líquida de locação cresceu 10% no primeiro trimestre. Ao mesmo tempo, o imobilizado bruto avançou apenas 5%, segundo o release de resultados. Para a Vamos (VAMO3), essa diferença sinaliza ganho de produtividade da frota, uma vez que a empresa conseguiu gerar mais receita sem elevar os ativos imobilizados na mesma proporção.

Esse ponto é relevante para investidores porque mostra eficiência no uso do capital. Em uma empresa intensiva em ativos, crescer receita com menor necessidade proporcional de investimento pode melhorar retorno sobre capital e reduzir pressão futura sobre endividamento.

Alavancagem recua na comparação anual

A alavancagem da Vamos (VAMO3), medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 3,15 vezes ao fim de março. Um ano antes, o indicador estava em 3,29 vezes. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a alavancagem ficou estável.

A queda anual do indicador sugere algum avanço no controle da estrutura de capital, ainda que o patamar permaneça relevante. Para o mercado, a trajetória da alavancagem é um dos principais pontos de acompanhamento no caso da Vamos (VAMO3), justamente porque o custo financeiro tem impacto direto sobre o lucro.

O desafio da companhia é equilibrar crescimento da frota, disciplina de capital e rentabilidade em um ambiente de crédito restritivo. A empresa precisa manter capacidade de investimento para sustentar contratos de locação, mas também preservar margem e reduzir a pressão da dívida.

Couto afirmou que, mesmo com juros muito altos, a companhia está conseguindo se tornar mais eficiente. A avaliação do executivo se apoia no avanço da receita de locação acima do crescimento do imobilizado bruto e na sequência de melhora do lucro líquido em bases trimestrais.

Lucro cresce na comparação sequencial

Embora o lucro da Vamos (VAMO3) tenha caído em relação ao primeiro trimestre de 2025, o CEO destacou que este foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento na comparação com os períodos imediatamente anteriores.

Segundo Couto, entre o terceiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido avançou 74%. A leitura da administração é que a companhia vem recuperando rentabilidade de forma gradual, mesmo sob pressão dos juros.

Essa comparação sequencial é importante porque pode indicar uma inflexão operacional. Para investidores, a queda anual ainda pesa na avaliação do resultado, mas a melhora em relação aos trimestres anteriores ajuda a medir se a companhia está conseguindo atravessar o período de juros altos com ganhos internos de eficiência.

O mercado tende a acompanhar se essa trajetória será sustentada nos próximos balanços. A continuidade da melhora dependerá de fatores como custo da dívida, crescimento dos contratos de locação, renovação da frota, venda de ativos seminovos e disciplina na alocação de capital.

Modelo de locação exige capital e disciplina financeira

A Vamos (VAMO3) atua no mercado de locação de ativos pesados, com foco em caminhões, máquinas, ônibus e equipamentos. A companhia oferece soluções para empresas que precisam expandir ou renovar frotas sem necessariamente comprar os ativos.

Esse modelo tem apelo em setores como logística, agronegócio, energia, construção, mineração e serviços. Para os clientes, a locação pode reduzir a necessidade de investimento próprio, transferir parte da gestão da frota a um fornecedor especializado e dar previsibilidade aos custos operacionais.

Para a Vamos (VAMO3), no entanto, o modelo exige escala e controle financeiro. A empresa precisa adquirir ativos, manter a frota em operação, administrar contratos, cuidar da manutenção e planejar a venda dos veículos e equipamentos ao fim do ciclo.

Por isso, o ambiente de juros é decisivo. Quando o custo do dinheiro sobe, empresas com grande volume de ativos financiados tendem a sofrer mais no resultado financeiro. A melhora operacional pode aparecer em receita e Ebitda, mas o lucro líquido só se recupera de forma mais robusta quando a despesa financeira perde força ou quando os ganhos de eficiência superam a pressão da dívida.

Resultado reforça atenção do mercado à estrutura de capital

O balanço do primeiro trimestre reforça que a Vamos (VAMO3) segue em uma fase de ajuste entre crescimento e rentabilidade. A companhia apresentou expansão de receita e Ebitda, mas ainda enfrenta pressão relevante na última linha do demonstrativo de resultados.

Para acionistas, o ponto central é a capacidade da empresa de transformar crescimento operacional em lucro líquido de forma consistente. O avanço do Ebitda mostra que a operação continua gerando caixa antes das despesas financeiras. A queda do lucro, por outro lado, indica que o custo da dívida segue como o principal limitador do resultado.

A redução da alavancagem na comparação anual é um sinal positivo, mas não elimina a cautela. Em empresas como a Vamos (VAMO3), a percepção de risco do investidor depende da combinação entre crescimento da frota, retorno dos contratos, custo médio da dívida e ritmo de desalavancagem.

O desempenho também será observado à luz da política monetária. Enquanto os juros permanecerem elevados, a despesa financeira tende a continuar no centro da análise. Uma eventual redução da taxa básica poderia aliviar parte da pressão sobre empresas alavancadas, mas esse efeito dependerá do perfil da dívida, dos prazos de vencimento e das condições de refinanciamento.

Eficiência da frota ganha peso na tese da Vamos (VAMO3)

A melhora da produtividade da frota aparece como o principal argumento da administração para sustentar a leitura de que a Vamos (VAMO3) atravessa o ciclo de juros altos com ganho de eficiência. O crescimento da receita líquida de locação acima do avanço do imobilizado bruto indica melhor utilização dos ativos.

Esse indicador é especialmente relevante porque mostra se a companhia está extraindo mais receita dos ativos já incorporados à operação. Em um cenário de capital caro, elevar produtividade pode ser tão importante quanto expandir a frota.

A empresa também busca preservar a rentabilidade em um mercado no qual clientes corporativos avaliam custos com mais rigor. Setores como logística, agro, construção e mineração dependem de frota eficiente, mas também enfrentam suas próprias restrições de capital e crédito.

Nesse ambiente, a Vamos (VAMO3) precisa manter competitividade comercial sem comprometer retorno. Contratos mal precificados, expansão acelerada da frota ou aumento excessivo da dívida poderiam ampliar a pressão financeira. Por outro lado, contratos de longo prazo, disciplina no investimento e melhor giro de ativos podem sustentar a recuperação gradual dos resultados.

Balanço coloca juros no centro da avaliação dos investidores

O resultado do primeiro trimestre deixa a Vamos (VAMO3) em uma posição de atenção no mercado. A empresa mostra avanço operacional, mas ainda depende de uma combinação de eficiência interna e alívio financeiro para recuperar o lucro líquido em bases anuais.

A fala do CEO Gustavo Couto reforça que a administração vê a queda do lucro como efeito direto da despesa financeira, e não como deterioração estrutural da operação. Ainda assim, o investidor tende a cobrar sinais mais claros de conversão de receita e Ebitda em lucro.

Nos próximos trimestres, a leitura sobre a Vamos (VAMO3) deve continuar concentrada em quatro pontos: evolução da alavancagem, custo da dívida, crescimento da receita de locação e produtividade da frota. A companhia entrou em 2026 com indicadores operacionais em expansão, mas com a linha financeira ainda pesada o suficiente para limitar o resultado final.

Tags: alavancagemB3balanço Vamosdívida líquidaEbitdaEmpresasjuros altoslocação de caminhõeslucro da Vamosmáquinas e equipamentosMercado Financeiroreceita líquidaVamos 1T26Vamos VAMO3

LEIA MAIS

Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

A Aegea Saneamento aprovou um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações ordinárias, em uma operação que...

Leia MaisDetails
Mercados - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Fed, petróleo e tarifaço: 5 acontecimentos que podem virar Bolsa e dólar nesta semana

A decisão de juros do Federal Reserve, a aceleração da temporada de balanços do segundo trimestre, a retomada dos ataques americanos contra o Irã, as novas tarifas impostas...

Leia MaisDetails
3Tentos (Tten3) - Gazeta Mercantil
Empresas

3tentos (TTEN3) perde R$ 1,2 bi em valor de mercado e Citi corta preço-alvo antes do 2T26

A 3tentos (TTEN3) perdeu aproximadamente R$ 1,22 bilhão em valor de mercado em apenas um pregão, após suas ações recuarem 16,01% na terça-feira, 28 de julho, e encerrarem...

Leia MaisDetails
Santander Brasil (Sanb11) Cai 21% No Ano E Desconto Para Matriz Reacende Debate Sobre Opa Units Do Banco Têm O Pior Desempenho Entre Os Grandes Bancos Listados Na B3 Em 2026; Diferença Recorde De Valuation Para O Grupo Santander Recoloca No Radar A Hipótese De Fechamento De Capital, Mas Operação Ainda Não Foi Anunciada As Units Do Santander Brasil (Sanb11) Voltaram Ao Centro Das Discussões Do Mercado Financeiro Após Acumularem Queda De Cerca De 21% Em 2026, Desempenho Inferior Ao Dos Principais Bancos Listados Na B3. No Mesmo Período, As Ações Do Grupo Santander Na Espanha Avançam Aproximadamente 24%, Ampliando A Diferença De Valuation Entre A Matriz E A Subsidiária Brasileira Para Um Nível Considerado Recorde Desde A Listagem Do Banco No Brasil, Em 2009. A Distância Entre Os Múltiplos Reacendeu Uma Tese Recorrente Entre Analistas: A Possibilidade De O Controlador Espanhol Lançar Uma Oferta Pública De Aquisição (Opa) Para Comprar A Fatia Restante Do Santander Brasil Em Circulação No Mercado. A Hipótese Ganhou Força Porque Apenas Cerca De 10% Das Ações Permanecem Em Free Float, O Que Reduziria O Custo Financeiro De Uma Eventual Operação Para A Matriz. Apesar Disso, Não Há Anúncio Formal De Opa. O Tema Segue No Campo Da Especulação De Mercado, Alimentado Pelo Desconto Das Units, Pela Baixa Liquidez Relativa E Pelo Histórico Do Próprio Santander Em Operações De Simplificação Societária. Em Fevereiro, O Então Presidente Do Santander Brasil, Mario Leão, Afirmou Que O Fechamento De Capital Não Estava No Foco Da Gestão. Por Que Sanb11 Ficou Para Trás Na Bolsa O Mau Desempenho De Santander Brasil (Sanb11) Não Reflete Apenas A Diferença Entre O Mercado Brasileiro E O Europeu. O Banco Também Enfrenta Pressão Operacional Em Um Ambiente De Crédito Mais Difícil, Competição Crescente Com Fintechs E Rentabilidade Abaixo Da Meta De Médio Prazo. No Primeiro Trimestre De 2026, O Santander Brasil Registrou Lucro Líquido Gerencial De R$ 3,788 Bilhões, Queda De 7,3% Ante O Quarto Trimestre De 2025 E Baixa De 1,9% Em Relação Ao Mesmo Período Do Ano Anterior. O Retorno Sobre O Patrimônio Médio, Medido Pelo Roae, Ficou Em 16%, Abaixo Do Objetivo De Médio Prazo De 20% Citado Pela Administração E Acompanhado De Perto Por Analistas. A Qualidade Da Carteira Também Pesa Sobre A Leitura Dos Investidores. O Índice De Inadimplência Acima De 90 Dias Subiu De 2,8% Em Março De 2025 Para 3,3% Em Março De 2026, Segundo A Apresentação De Resultados Do Banco. No Segmento De Pessoa Física, A Inadimplência Acima De 90 Dias Chegou A 4,9% No Fim Do Primeiro Trimestre. Desconto Para A Matriz Alimenta Tese De Opa A Principal Razão Para A Tese De Fechamento De Capital É A Combinação Entre Valuation Descontado E Baixa Fatia Em Circulação. Segundo Análise Da Genial Investimentos, O Free Float De Aproximadamente 10% Representaria Um Custo Relativamente Baixo Para O Grupo Santander Diante De Sua Geração De Capital E De Seu Histórico De Reorganização De Subsidiárias. O Próprio Histórico Brasileiro Reforça A Leitura. Em 2014, O Santander Espanha Realizou Uma Oferta Pública Voluntária De Permuta De Ações E Units Do Santander Brasil Por Bdrs Representativos De Ações Da Matriz. A Operação Elevou A Participação Do Grupo No Capital Da Subsidiária Brasileira Para 88,3%, Mas Não Retirou Integralmente O Banco Da Bolsa Brasileira. Desde Então, O Controlador Avançou Em Outros Movimentos De Simplificação. A Bloomberg Línea Informou Que A Matriz Também Fechou O Capital De Negócios Como A Operação De Financiamento Ao Consumidor Nos Estados Unidos, Em 2021, E A Unidade Mexicana, Em 2023, Além Da Getnet No Brasil. O Que Pesa Contra Uma Operação Agora Embora O Desconto De Sanb11 Torne A Discussão Mais Relevante, O Momento Do Grupo Santander Pode Reduzir A Probabilidade De Uma Opa No Curto Prazo. A Matriz Está Envolvida Em Uma Agenda Internacional Intensa, Com Aquisições Relevantes No Reino Unido E Nos Estados Unidos. Em 2025, O Santander Anunciou A Compra De 100% Do Tsb Banking Group, Do Banco Sabadell, Por 2,65 Bilhões De Libras. A Operação Fortalece A Posição Do Grupo No Reino Unido E Deve Tornar O Santander Uk O Terceiro Maior Banco Do País Em Saldos De Contas Correntes Pessoais. Em Fevereiro De 2026, O Grupo Também Anunciou A Aquisição Do Webster Financial, Nos Estados Unidos, Por Us$ 12,2 Bilhões. Segundo O Comunicado Oficial, A Transação Deve Criar Um Banco Entre Os Dez Maiores Do Varejo E Banco Comercial Americano Por Ativos, Além De Ampliar A Base De Depósitos No Nordeste Dos Eua. Essas Operações Exigem Integração, Capital E Atenção Da Administração. Por Isso, Parte Dos Analistas Avalia Que Uma Eventual Opa No Brasil Pode Fazer Sentido Estratégico, Mas Não Necessariamente Agora. Santander Brasil Tenta Recuperar Rentabilidade A Nova Fase Do Santander Brasil Envolve Uma Combinação De Controle De Custos, Seletividade No Crédito E Busca Por Clientes De Maior Renda. A Apresentação Do Primeiro Trimestre Mostrou Receita Total De R$ 21,248 Bilhões, Avanço De 0,9% Em Relação Ao Primeiro Trimestre De 2025, Enquanto As Despesas Gerais Ficaram Praticamente Estáveis Na Comparação Anual. O Banco Também Vem Tentando Melhorar A Eficiência Operacional. No Primeiro Trimestre, O Índice De Eficiência Ficou Em 37,7%, Melhora De 1,1 Ponto Percentual Ante O Trimestre Anterior, Embora Ainda 0,5 Ponto Acima Do Registrado Um Ano Antes. A Estratégia Passa Por Reduzir Exposição A Carteiras De Maior Risco, Priorizar Originação Mais Rentável E Ampliar A Participação De Segmentos Como Alta Renda, Pequenas E Médias Empresas E Atacado. Em Relatório, A Genial Apontou Que A Administração Segue Buscando Um Roe Sustentável De 20%, Mas Que Esse Patamar Pode Ficar Mais Factível Apenas Em 2027. Troca No Comando Aumenta Atenção Sobre O Banco A Mudança Na Liderança Também Entrou No Radar. Em Março, O Santander Brasil Anunciou A Saída De Mario Leão Da Presidência, Com Transição Prevista Até Julho De 2026. Para O Cargo, O Conselho Escolheu Gilson Finkelsztain, Então Presidente Da B3, Ainda Sujeito Às Aprovações Regulatórias Necessárias. A Chegada De Finkelsztain Ocorre Em Um Momento Sensível. O Banco Precisa Recuperar Confiança Do Mercado, Provar Que A Deterioração Da Inadimplência Está Sob Controle E Mostrar Que A Reestruturação Operacional Pode Gerar Rentabilidade Mais Próxima Da Meta. Para Investidores, A Troca De Comando Pode Ser Positiva Se Acelerar A Disciplina De Capital E A Simplificação Do Banco. Mas Também Adiciona Um Período De Transição Em Uma Fase Em Que Sanb11 Já Sofre Com Pressão De Resultados E Comparação Desfavorável Com Pares Locais. Fintechs Pressionam Bancos Tradicionais Outro Ponto Estrutural É A Competição Com Fintechs. O Avanço De Bancos Digitais, Especialmente Em Cartões, Conta Corrente E Crédito De Varejo, Reduziu Vantagens Históricas De Bancos Tradicionais E Pressionou Margens No Segmento Massificado. O Santander Brasil Tem Exposição Relevante Ao Financiamento Ao Consumo, O Que Torna Seus Resultados Mais Sensíveis Ao Ciclo De Juros, À Inflação E À Inadimplência. Em Períodos De Selic Elevada, O Custo De Funding E O Risco De Crédito Tendem A Pesar Mais Sobre Instituições Com Carteiras Voltadas Ao Consumo. Esse Cenário Ajuda A Explicar Por Que A Matriz Espanhola Valorizou Fortemente Enquanto A Operação Brasileira Perdeu Valor. O Grupo Global Se Beneficiou De Resultados Recordes E Expansão Internacional, Enquanto O Brasil Ainda Tenta Recompor Retorno Em Um Mercado Bancário Mais Competitivo. O Que Observar Em Sanb11 Daqui Para Frente A Tese De Investimento Em Santander Brasil (Sanb11) Passa Por Quatro Pontos Principais: Evolução Da Inadimplência, Recuperação Do Roe, Disciplina De Custos E Sinais Da Matriz Sobre Alocação De Capital. Se Os Indicadores De Crédito Estabilizarem E A Rentabilidade Caminhar Para A Meta De 20%, O Desconto Pode Diminuir Sem Necessidade De Opa. Por Outro Lado, Se Sanb11 Continuar Negociando Com Múltiplos Pressionados, A Discussão Sobre Fechamento De Capital Tende A Permanecer No Radar. Por Enquanto, A Conclusão Mais Prudente É Que Uma Opa É Uma Possibilidade Financeira E Estratégica, Mas Não Um Fato. O Desconto Recorde Para A Matriz Torna O Tema Inevitável, Mas A Agenda Global Do Santander E A Ausência De Manifestação Formal Impedem Tratar A Operação Como Iminente. Para O Investidor, O Ponto Central Não É Apenas Se O Santander Brasil Pode Sair Da Bolsa. É Se O Banco Conseguirá Recuperar Rentabilidade Em Um Ambiente No Qual Fintechs, Juros Altos E Inadimplência Ainda Limitam O Potencial De Valorização De Sanb11. - Gazeta Mercantil
Empresas

Santander Brasil (SANB11) lucra R$ 3,01 bi no 2T26, queda de 17,6%, abaixo do esperado

O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano...

Leia MaisDetails
Johnson & Johnson Propõe Acordo De Us$ 5,5 Bi Para Encerrar 76 Mil Ações Sobre Talco
Empresas

Johnson & Johnson propõe acordo de US$ 5,5 bi para encerrar 76 mil ações sobre talco

A Johnson & Johnson (JNJ) anunciou na segunda-feira, 27 de julho, em New Brunswick, no Estado americano de Nova Jersey, um acordo estimado em US$ 5,5 bilhões com...

Leia MaisDetails

Veja Também

Moraes Dá 48 Horas Para Bolsonaro Explicar Vídeo De Ia E Admite Retorno Ao Regime Fechado - Gazeta Mercantil
Política

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Leia MaisDetails
Pix Virou Símbolo De Ameaça Ao Domínio Financeiro Dos Eua, Diz The Economist - Gazeta Mercantil
Economia

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Leia MaisDetails
Governo Amplia Desenrola 2.0 Até 31 De Agosto E Mira 10 Milhões De Beneficiados - Gazeta Mercantil
Economia

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Leia MaisDetails
Aegea Aprova Aporte De Até R$ 2,1 Bilhões; Itaúsa (Itsa4) Pode Elevar Participação - Gazeta Mercantil
Empresas

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

Leia MaisDetails
Eleições 2026 - Gazeta Mercantil
Política

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo de IA e admite retorno ao regime fechado

Pix deixa dinheiro vivo para trás e alcança 42% do e-commerce no Brasil

Governo amplia Desenrola 2.0 até 31 de agosto e mira 10 milhões de beneficiados

Aegea aprova aporte de até R$ 2,1 bilhões; Itaúsa (ITSA4) pode elevar participação

TSE fecha acordo com 7 plataformas e cria rede de resposta rápida contra desinformação em 2026

Petrobras (PETR4) bate recorde no 2T26 e eleva expectativa de novos dividendos

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP