Marco Buzzi é acusado de assédio sexual por jovem de 18 anos em Balneário Camboriú
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, tornou-se alvo de uma investigação policial após ser acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos durante suas férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O caso, ocorrido em janeiro de 2026, ganhou repercussão nacional e mobilizou órgãos do Judiciário, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do magistrado. As denúncias apontam que o ministro teria tentado agarrar a jovem em três ocasiões distintas enquanto ela tomava banho de mar, configurando um episódio grave que impacta diretamente a imagem pública de Marco Buzzi.
A vítima, filha de amigos do ministro, relatou que, em determinado momento do dia 9 de janeiro, enquanto estava na água, percebeu a aproximação de Marco Buzzi de forma suspeita e foi surpreendida pelo comportamento do magistrado. Em desespero, conseguiu se desvencilhar e correr para a areia, comunicando imediatamente o ocorrido aos pais. O casal, estupefato, optou por retornar a São Paulo e registrar boletim de ocorrência sobre o incidente, acionando posteriormente o CNJ e o STF.
O advogado da família, Daniel Leon Bialski, enfatizou a gravidade da situação: “Neste momento, o mais importante é preservar a vítima e sua família diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o desfecho pelos órgãos competentes.” A declaração reforça a necessidade de medidas de proteção para a jovem e de um processo judicial transparente, considerando a relevância da autoridade envolvida.
Investigação e foro privilegiado
Devido ao cargo de Marco Buzzi no STJ, o caso envolve foro privilegiado, o que significa que apenas instâncias superiores podem conduzir a investigação. Por essa razão, a denúncia foi encaminhada ao STF, onde os denunciantes se reuniram com um juiz auxiliar de Fachin antes de formalizar o processo no CNJ. A Corregedoria Nacional de Justiça assumiu a apuração, garantindo que o caso seja conduzido em sigilo, preservando a intimidade da vítima e evitando revitimização.
O CNJ declarou que todas as medidas legais necessárias estão sendo tomadas, incluindo coleta de depoimentos e análise detalhada dos fatos relatados. Segundo o órgão, “tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização.”
Marco Buzzi: histórico e carreira
Marco Buzzi ocupa uma cadeira no STJ desde 2011, quando foi indicado pela então presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Com 68 anos, o magistrado tem uma trajetória consolidada no Judiciário brasileiro, atuando em importantes decisões de caráter nacional. No entanto, a acusação de assédio sexual representa um grave abalo à sua imagem pública e à confiança no sistema judicial.
O caso reforça debates sobre ética, responsabilidade e a necessidade de mecanismos eficazes de controle dentro do Judiciário. Especialistas afirmam que, mesmo com foro privilegiado, a investigação deve ser conduzida com imparcialidade e transparência, garantindo que a vítima tenha todo o suporte necessário, inclusive psicológico, e que o devido processo legal seja respeitado.
Relato detalhado do episódio
Segundo relatos obtidos pela imprensa, a jovem estava acompanhada de seus pais e de amigos que mantêm relação de amizade com Marco Buzzi. Durante o banho de mar, o ministro teria se aproximado de forma inadequada, tentando agarrá-la em três momentos distintos. A vítima, em pânico, conseguiu se afastar e comunicar imediatamente os pais, que acionaram a polícia e os órgãos competentes.
O episódio ocorreu em Balneário Camboriú, um destino turístico conhecido, mas que neste caso tornou-se palco de um grave incidente envolvendo uma autoridade do Judiciário. A denúncia formalizada evidencia a necessidade de apuração rigorosa e demonstra que figuras públicas não estão acima da lei.
Repercussão e impacto no Judiciário
A acusação contra Marco Buzzi repercutiu amplamente na imprensa nacional, gerando debates sobre a conduta de magistrados e a proteção de vítimas de assédio. O caso também evidencia a importância de órgãos como o CNJ no monitoramento ético e disciplinar de ministros e juízes, reforçando a credibilidade do sistema judicial.
Especialistas afirmam que o episódio pode ter impactos duradouros na carreira de Marco Buzzi, além de influenciar a percepção pública sobre a integridade do STJ. A situação reforça a necessidade de processos claros e imparciais, garantindo que denúncias de assédio sejam tratadas com seriedade, independentemente do status social ou do cargo ocupado pelo acusado.
Nota oficial de Marco Buzzi
Em nota, Marco Buzzi negou veementemente as acusações. Segundo o ministro, “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. Ele ressaltou ainda que repudia qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio, reforçando sua defesa diante do público e das autoridades. A nota evidencia a postura de Marco Buzzi de contestar formalmente as acusações enquanto o processo segue em sigilo no CNJ.
Contexto jurídico e social
O caso envolvendo Marco Buzzi se insere em um contexto mais amplo de debates sobre assédio sexual no Brasil, especialmente envolvendo figuras de destaque e autoridades públicas. Ele destaca a importância de mecanismos de denúncia acessíveis e eficientes, além da necessidade de proteção efetiva para vítimas.
A exposição do caso em veículos de comunicação e a condução sigilosa da investigação refletem o equilíbrio necessário entre o direito à informação e a proteção da vítima, evitando revitimização e garantindo que o processo siga conforme a legislação brasileira.
Próximos passos da investigação
O CNJ seguirá com a coleta de depoimentos, análise de evidências e diligências necessárias para esclarecer o caso envolvendo Marco Buzzi. Espera-se que novas oitivas sejam realizadas, incluindo a possibilidade de testemunhas e elementos que possam corroborar ou contestar as alegações da vítima. A investigação será acompanhada de perto, considerando a relevância do magistrado e o impacto potencial na confiança pública no Judiciário.
A evolução do caso será monitorada não apenas pelos órgãos competentes, mas também pela imprensa, que mantém atenção especial às implicações de processos envolvendo autoridades de alto escalão. O desfecho terá repercussão significativa sobre a carreira de Marco Buzzi e sobre o debate público a respeito de ética e responsabilidade no Judiciário brasileiro.









