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Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong após decisão do INPI e mercado avalia impacto bilionário

por João Souza
08/04/2026 às 19h08
em Negócios
Mondelez Perde Marcas Ploc E Ping Pong Após Decisão Do Inpi E Mercado Avalia Impacto Bilionário-Gazeta Mercantil-Gazeta Mercantil

Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong e abre disputa bilionária por ativos históricos no Brasil

A decisão que levou ao título desta reportagem — Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong — marca um dos episódios mais emblemáticos recentes envolvendo propriedade intelectual no Brasil e reacende discussões profundas sobre uso de marcas, estratégia corporativa e valor econômico de ativos intangíveis.

Em um cenário cada vez mais competitivo, onde branding e memória afetiva se transformam em vantagem estratégica, o caso ganha relevância não apenas jurídica, mas também econômica. A perda dos direitos sobre duas marcas históricas de chicletes pode representar uma mudança significativa no posicionamento de mercado da companhia e abrir espaço para novos players explorarem um legado consolidado ao longo de décadas.

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Leia também: Mercado de canetas emagrecedoras deve chegar a US$ 150 bilhões até 2030.


Decisão do INPI redefine o controle sobre marcas tradicionais

O episódio em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong foi formalizado após decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que acolheu pedidos de caducidade apresentados pela ASC Brands & Entertainment.

A caducidade de marca, prevista na legislação brasileira, ocorre quando o titular deixa de utilizar o registro por um período contínuo de cinco anos ou mais, sem justificativa plausível. No caso em questão, a análise técnica apontou que as marcas associadas aos chicletes não estavam sendo exploradas comercialmente dentro do prazo exigido.

Leia também: Dividendos taxados em 2026: entenda o impacto da nova lei e como proteger seus investimentos.

Dos 15 pedidos apresentados pela ASC, a Mondelez apresentou defesa em apenas duas situações — ambas rejeitadas pelo órgão regulador. A decisão reforça um princípio central do sistema de propriedade industrial: o registro de marca não garante exclusividade indefinida sem uso efetivo.


O peso histórico de Ploc e Ping Pong no mercado brasileiro

A narrativa em torno do fato de que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong não pode ser compreendida sem revisitar a relevância histórica desses produtos.

O chiclete Ping Pong, lançado em 1945, foi o primeiro do tipo comercializado em larga escala no Brasil. Sua popularidade cresceu rapidamente, impulsionada por estratégias de marketing inovadoras para a época, como a inclusão de figurinhas colecionáveis — um fenômeno cultural que atravessou gerações.

Já o Ploc, introduzido em 1968, consolidou-se como um dos produtos mais icônicos entre as décadas de 1970 e 1990. Com forte apelo entre o público jovem, também utilizava brindes e itens colecionáveis como diferencial competitivo, criando uma conexão emocional duradoura com consumidores.

Essa herança explica por que o caso em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong ultrapassa o âmbito jurídico e alcança dimensões culturais e mercadológicas.


Estratégia da ASC Brands e possibilidade de relançamento

A empresa responsável pelo pedido de caducidade não apenas buscou o cancelamento dos registros, como também já sinalizou interesse em explorar comercialmente os ativos. A ASC Brands afirmou que está em conversas com parceiros para um possível relançamento dos produtos.

Nesse contexto, o episódio em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong pode representar uma oportunidade estratégica relevante. Marcas com forte reconhecimento tendem a reduzir custos de aquisição de clientes e acelerar o ciclo de adoção no mercado.

Especialistas em branding avaliam que o relançamento de produtos nostálgicos, quando bem executado, pode gerar alto retorno sobre investimento, especialmente em um cenário de consumo guiado por experiências e memória afetiva.


Defesa da Mondelez e debate sobre abuso de direito

Em sua defesa, a multinacional argumentou que o pedido da ASC configuraria abuso de direito, sustentando que a nova interessada estaria tentando se beneficiar de investimentos históricos realizados pela companhia.

Apesar disso, a própria Mondelez reconheceu que os produtos deixaram de ser comercializados em 2015 — um ponto determinante para a decisão do INPI. A admissão reforçou a tese de caducidade, consolidando o entendimento de que houve descontinuidade no uso das marcas.

O episódio em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong evidencia uma questão crítica no ambiente corporativo: a necessidade de gestão ativa de portfólio de marcas, mesmo quando produtos estão fora de circulação.


Impactos econômicos e implicações para o mercado

A decisão que resultou no fato de que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong pode gerar efeitos relevantes em diferentes frentes:

1. Valorização de ativos intangíveis

Marcas consolidadas representam ativos estratégicos com potencial de geração de receita significativa. A perda desses direitos pode impactar valuation e percepção de mercado.

2. Reconfiguração competitiva

A possibilidade de relançamento por novos players pode alterar a dinâmica do segmento de confeitaria, especialmente no nicho de produtos nostálgicos.

3. Precedente regulatório

O caso reforça a atuação do INPI e pode estimular outras disputas envolvendo marcas inativas.

4. Estratégia corporativa

Empresas tendem a rever políticas internas de proteção e uso de marcas para evitar situações semelhantes.


Propriedade intelectual: um ativo estratégico negligenciado?

O episódio em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong levanta questionamentos sobre a gestão de propriedade intelectual em grandes corporações.

Em muitos casos, marcas deixam de ser utilizadas por mudanças estratégicas, portfólio ou foco em novos produtos. No entanto, a legislação brasileira exige uso contínuo para manutenção dos direitos.

A ausência de exploração comercial pode abrir brechas para terceiros reivindicarem ativos que, embora inativos, possuem alto valor simbólico e econômico.


O fator nostalgia como motor de consumo

Um dos aspectos mais relevantes do caso em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong é o potencial de monetização da nostalgia.

Nos últimos anos, o mercado tem observado uma tendência crescente de relançamento de produtos clássicos, especialmente em segmentos como alimentos, bebidas e entretenimento.

Consumidores buscam experiências que resgatem memórias afetivas, o que pode impulsionar vendas e fortalecer posicionamento de marca.

Nesse sentido, a eventual reintrodução de Ploc e Ping Pong pode representar uma estratégia altamente rentável, desde que acompanhada de inovação e adaptação aos padrões atuais de consumo.


Riscos e desafios para o eventual relançamento

Apesar das oportunidades, o cenário não está isento de desafios. O caso em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong também abre espaço para questionamentos sobre viabilidade comercial.

Entre os principais pontos de atenção:

  • Mudanças no perfil do consumidor
  • Regulamentações mais rígidas para alimentos
  • Concorrência com marcas já consolidadas
  • Necessidade de reposicionamento de produto

O sucesso dependerá da capacidade de equilibrar tradição e inovação.


Repercussão no ambiente corporativo e jurídico

A repercussão do episódio em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong já começa a se refletir em escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de grandes empresas.

Especialistas apontam que o caso deve servir como alerta para companhias que mantêm marcas registradas sem uso efetivo.

Além disso, a decisão reforça a importância de auditorias periódicas em portfólios de propriedade intelectual, evitando perdas que podem impactar diretamente o valor de mercado.


O que está em jogo além das marcas

Mais do que um simples registro, o caso em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong envolve elementos estratégicos que vão desde reputação até potencial de geração de receita futura.

A disputa evidencia que, no ambiente atual, ativos intangíveis podem ser tão ou mais valiosos que estruturas físicas ou operações industriais.

Empresas que negligenciam esses ativos correm o risco de perder vantagem competitiva em um mercado cada vez mais orientado por marca e experiência.


Disputa por marcas históricas deve se intensificar no Brasil

O desfecho do caso em que a Mondelez perde marcas Ploc e Ping Pong pode inaugurar uma nova fase no mercado brasileiro, marcada por disputas mais frequentes envolvendo marcas inativas.

Com o avanço da economia digital e a valorização de ativos intangíveis, é esperado que empresas passem a monitorar com mais atenção oportunidades relacionadas a registros abandonados.

Ao mesmo tempo, o rigor regulatório tende a aumentar, exigindo maior disciplina das companhias na gestão de seus portfólios.

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