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Investigação da PF: Operação Hydra Desmantela Rede de Lavagem de Dinheiro Ligada ao PCC e Fintechs

por Redação
25/02/2025 às 13h09 - Atualizado em 23/10/2025 às 01h19
em Economia, Brasil, Destaque, Notícias
Lavagem De Dinheiro - Gazeta Mercantil

Operação Hydra: Investigação de Lavagem de Dinheiro Envolve Fintechs e Facção Criminosa PCC

Em um desdobramento significativo da luta contra a lavagem de dinheiro no Brasil, a Polícia Federal, em colaboração com o Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Hydra. A operação visa desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das facções criminosas mais poderosas do país. A ação foca em duas fintechs, 2GO Bank e Invbank, acusadas de serem usadas como meios para encobrir transações financeiras ilícitas, ligadas à compra de imóveis de luxo e à movimentação de dinheiro sujo de fontes criminosas.

A investigação, que resultou em uma série de prisões e apreensões, coloca a lavagem de dinheiro como um dos principais eixos de atuação dessas fintechs. Segundo as autoridades, o caso está intimamente ligado à facção PCC, uma organização criminosa que, ao longo dos anos, tem se infiltrado em diversos setores financeiros, usando tecnologias e empresas como fachada para esconder a origem ilícita de seus recursos.

Prisões e Bloqueios: Consequências da Operação Hydra

A Operação Hydra teve como resultado a prisão preventiva do policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, que estava diretamente envolvido com a 2GO Bank, uma das fintechs investigadas. Além disso, a operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão em diversos locais de São Paulo, incluindo as cidades de Santo André e São Bernardo do Campo. Como parte das ações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27,9 milhões em oito contas bancárias associadas às empresas e a suspensão temporária das atividades da 2GO Bank e Invbank, as fintechs investigadas.

O foco principal da Operação Hydra é desbaratar o uso dessas plataformas financeiras para mascarar a origem de recursos oriundos de atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas e outros crimes atribuídos ao PCC. A lavagem de dinheiro, uma prática criminosa que busca dar aparência de legalidade a fundos ilícitos, tem sido um dos maiores desafios para as autoridades brasileiras no combate ao crime organizado.

O Papel das Fintechs: 2GO Bank e Invbank na Lavagem de Dinheiro

De acordo com as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), as fintechs 2GO Bank e Invbank estavam diretamente envolvidas em operações de disfarce de recursos ilícitos. O 2GO Bank, fundado por Cyllas Salerno Elia Júnior, tinha como foco o mercado de casas de apostas e corretoras de criptomoedas. Porém, segundo os relatórios de inteligência financeira, a fintech também servia como um banco para investidores do mercado esportivo, facilitando a movimentação de dinheiro sujo proveniente de fontes criminosas.

Por sua vez, a Invbank parecia ter sido criada com um objetivo específico: fazer contratos com construtoras e atuar como um intermediário para a “esquentação” de dinheiro sujo. A empresa de Cara Preta, Anselmo Becheli Santa Fausta, foi identificada como sócia oculta da Invbank. Juntas, as duas entidades financeiras estavam envolvidas em investimentos milionários em imóveis de luxo, um dos principais alvos da lavagem de dinheiro no Brasil.

A Delação Premiada e o Início das Investigações

O estopim para as investigações foi uma delação premiada feita por Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que, antes de ser assassinado em novembro de 2023 no Aeroporto de Guarulhos, revelou detalhes cruciais sobre o funcionamento das fintechs ligadas ao PCC. Gritzbach forneceu informações sobre o papel das 2GO Bank e Invbank na movimentação de grandes quantidades de dinheiro, originário de atividades criminosas, entre elas, a lavagem de dinheiro.

Em sua delação, Gritzbach apontou diretamente para Anselmo Becheli Santa Fausta e Rafael Maeda, conhecidos como “Cara Preta” e “Japa”, respectivamente. Ambos eram figuras chave no esquema financeiro que operava nas sombras do PCC. Cara Preta, assassinado em 2021, e Japa, morto em 2023, estavam diretamente ligados à movimentação de recursos ilícitos por meio dessas fintechs.

A Relevância da Operação Hydra no Combate à Lavagem de Dinheiro

A Operação Hydra é um dos maiores esforços das autoridades brasileiras no combate à lavagem de dinheiro associada a facções criminosas como o PCC. O uso de fintechs e outros meios tecnológicos para mascarar a origem ilícita dos recursos é uma estratégia cada vez mais comum entre organizações criminosas, e a operação representa um avanço importante no combate a essas práticas.

A lavagem de dinheiro é um crime de proporções gigantescas, que envolve a utilização de empresas, bancos e outras instituições financeiras para transformar recursos ilegais em ativos aparentemente legítimos. No caso da Operação Hydra, o envolvimento de fintechs como a 2GO Bank e a Invbank demonstra como a inovação no setor financeiro também pode ser usada de maneira fraudulenta, facilitando a entrada de recursos provenientes de atividades ilícitas no circuito econômico formal.

A Conexão com a Operação Tacitus

A Operação Hydra ocorre em um momento em que as investigações sobre o PCC estão cada vez mais avançadas. Poucos dias antes, o Gaeco havia denunciado 12 pessoas, incluindo policiais civis e empresários, por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. A denúncia é parte do desdobramento da Operação Tacitus, que investiga o conluio entre delegados, investigadores e membros do PCC.

No caso da Operação Tacitus, as investigações indicam que houve manipulação de investigações e apropriação de bens provenientes de crimes. Além disso, os promotores estão pedindo o confisco de R$ 40 milhões como ressarcimento à sociedade, uma medida que visa combater as repercussões da lavagem de dinheiro e devolver os recursos à população.

Implicações para o Sistema Financeiro e as Autoridades

A Operação Hydra tem grandes implicações para o sistema financeiro brasileiro e para a atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização do mercado financeiro. O uso de fintechs para lavagem de dinheiro demonstra como o setor financeiro pode ser vulnerável a práticas criminosas. Ao mesmo tempo, a operação evidencia a crescente importância da cooperação entre as instituições financeiras, a Polícia Federal e o Ministério Público na identificação e combate a essas práticas ilícitas.

Além disso, a operação sublinha a necessidade de maior vigilância sobre as fintechs e outras empresas do setor financeiro que operam no Brasil. As autoridades precisam estar atentas às atividades dessas empresas, para evitar que elas sejam usadas como fachada para a lavagem de dinheiro e outros crimes organizados.

O Desafio Contínuo da Lavagem de Dinheiro no Brasil

A Operação Hydra é apenas um exemplo do constante combate à lavagem de dinheiro no Brasil. Embora tenha sido um grande passo no desmantelamento de uma rede criminosa, a operação também ilustra os desafios enfrentados pelas autoridades brasileiras ao lidarem com a infiltração do PCC em diversos setores da economia.

O combate à lavagem de dinheiro requer vigilância constante, além da adoção de medidas preventivas e educativas, que envolvam tanto as empresas quanto os consumidores. É fundamental que as fintechs e outros operadores financeiros sejam rigorosamente regulamentados, para evitar que se tornem canais de práticas criminosas.

Tags: 2GO BankBrasilcrimes financeiroscrimes organizadosEconomiafintechsInvbankLAVAGEM DE DINHEIROoperação Hydraoperações de lavagem de dinheiroPCCPolícia Federal

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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