Prejuízo Vale 4º trimestre (VALE3) chega a US$ 3,8 bilhões apesar de aumento em minério de ferro (IRO3) e cobre (CU)
A mineradora Vale (VALE3) registrou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, um resultado significativamente maior em relação ao prejuízo de US$ 694 milhões do mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo foi impactado principalmente por baixas contábeis nos ativos de níquel da Vale Base Metals (VALE3) no Canadá e ajustes fiscais de subsidiárias, apesar de indicadores operacionais sólidos e crescimento na produção de minério de ferro (IRO3), cobre (CU) e níquel.
Segundo o relatório financeiro divulgado nesta quinta-feira (12), o trimestre sofreu impairments de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel, resultantes de uma revisão das premissas de preço de longo prazo para o metal. Além disso, a Vale contabilizou uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de suas subsidiárias, itens que explicam grande parte do prejuízo registrado.
Lucro líquido proforma mantém resultado positivo
Mesmo diante do impacto contábil, o lucro líquido proforma da Vale (VALE3) somou US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, uma alta de 68% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento proforma foi sustentado pelo aumento do Ebitda ajustado (VALE3) e pelo efeito positivo da avaliação a mercado de swaps cambiais, utilizados para mitigar riscos de variação de moedas internacionais.
Entretanto, esse desempenho positivo foi parcialmente compensado por provisões adicionais relacionadas à Samarco (VALE3/SAMR3) e pela ausência de ganhos extraordinários que haviam beneficiado a mineradora no quarto trimestre de 2024.
Ebitda ajustado e desempenho operacional (VALE3)
O Ebitda ajustado da Vale no período entre outubro e dezembro atingiu US$ 4,6 bilhões, superior aos US$ 3,8 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024. A companhia destacou que o resultado foi impulsionado pelo aumento de vendas, melhores preços de minério de ferro (IRO3) e cobre (CU), receitas de subprodutos e ganhos de eficiência operacional.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou:
“Em 2025, entregamos o maior nível de produção de minério de ferro e cobre desde 2018, além de crescimento de dois dígitos na produção de níquel. Esse desempenho operacional foi suportado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo sucesso nos projetos Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma (VALE3).”
Produção e receita da Vale no 4º trimestre
No quarto trimestre de 2025, a produção total da Vale (VALE3) chegou a 90,4 milhões de toneladas, um avanço de 6% frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela mina Brucutu (VALE3) e pelo contínuo ramp-up dos projetos Capanema (VALE3) e VGR1.
A receita líquida de vendas (VALE3) somou US$ 11,06 bilhões entre outubro e dezembro, um aumento de 9% em relação ao quarto trimestre de 2024. Apesar do prejuízo líquido, a companhia conseguiu melhorar a geração de caixa operacional, evidenciando a robustez de suas operações mesmo em um cenário de volatilidade nos preços internacionais de minério de ferro (IRO3) e cobre (CU).
Desempenho anual e comparativo com concorrentes
Em 2025, a Vale (VALE3) registrou lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, queda de 62% em relação a 2024. Entretanto, o lucro líquido proforma cresceu 28% no período, alcançando US$ 7,8 bilhões.
A produção anual de minério de ferro (IRO3) atingiu 336,1 milhões de toneladas, aumento de 2,6% em relação a 2024. Com isso, a Vale superou pela primeira vez desde 2018 a produção da concorrente Rio Tinto (RIO.L) em Pilbara, principal polo produtivo da gigante australiana.
Dívida líquida e gestão financeira (VALE3)
Ao final do quarto trimestre, a dívida líquida da Vale (VALE3) totalizou US$ 11,2 bilhões, aumento de 7% em relação aos US$ 10,5 bilhões de dezembro de 2024. Já a dívida líquida expandida, que inclui provisões relacionadas a Brumadinho (VALE3), Samarco (VALE3/SAMR3) e ajustes de swaps cambiais, somou US$ 15,6 bilhões, uma redução de 5% ante os US$ 16,5 bilhões do mesmo período do ano anterior.
A diminuição da dívida expandida reflete a maior geração de caixa livre das operações, reforçando a capacidade da Vale de manter solidez financeira mesmo diante de desafios contábeis.
Impacto das baixas contábeis e perspectivas futuras
O prejuízo Vale 4º trimestre (VALE3) evidencia como ajustes contábeis e fiscais podem afetar empresas de grande porte, mesmo com resultados operacionais positivos. Analistas de mercado destacam que, apesar do resultado negativo contábil, a companhia mantém desempenho sólido e perspectivas promissoras, especialmente na produção de minério de ferro (IRO3), cobre (CU) e níquel.
Projetos estratégicos como Capanema (VALE3), Vargem Grande (VALE3), VBME e Onça Puma (VALE3) garantem maior confiabilidade operacional, potencializando ganhos futuros. O monitoramento constante de riscos financeiros e de mercado reforça a resiliência da mineradora frente à volatilidade das commodities.
Comparativo internacional no setor de mineração
Apesar do prejuízo Vale 4º trimestre (VALE3), a companhia mantém vantagem competitiva em relação a diversas mineradoras globais. O crescimento da produção de minério de ferro (IRO3) e o aumento do cobre (CU) consolidam a Vale como líder operacional e estratégico no mercado de commodities.
Especialistas afirmam que, com a retomada da demanda global e aumento dos preços de minério de ferro e cobre, a Vale está bem posicionada para reconquistar margens robustas em 2026. Empresas com forte presença operacional e controle de custos, como a Vale, tendem a capturar oportunidades de mercado com mais eficiência.
Riscos e desafios para 2026
Mesmo com desempenho operacional sólido, a Vale (VALE3) enfrenta desafios relacionados à volatilidade dos preços de minério de ferro (IRO3) e cobre (CU), custos de produção e riscos cambiais. A gestão de passivos ambientais, incluindo Brumadinho (VALE3) e Samarco (VALE3/SAMR3), continua sendo um ponto crítico para a companhia.
A capacidade de manter o equilíbrio financeiro, aliada à expansão de projetos estratégicos, será crucial para sustentar resultados consistentes e reforçar a confiança de investidores nacionais e internacionais.
Direção estratégica e visão da empresa (VALE3)
A diretoria da Vale reforça que, mesmo com o prejuízo Vale 4º trimestre, os resultados refletem execução consistente de projetos estratégicos e eficiência operacional. A manutenção do lucro líquido proforma e a liderança global em produção de minério de ferro (IRO3) demonstram resiliência da companhia diante de desafios contábeis e fiscais.
Para 2026, a Vale projeta crescimento contínuo na produção de níquel, minério de ferro (IRO3) e cobre (CU), com foco na expansão de projetos e maior confiabilidade operacional, consolidando-se como referência em mineração global.









