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Quaest: 52% rejeitam redução de penas de envolvidos no 8 de janeiro

Pesquisa Genial/Quaest mostra que maioria dos brasileiros é contra aliviar punições dos condenados pelos ataques aos Três Poderes; 54% veem objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro

por Júlia Campos - Repórter de Política
17/05/2026 às 21h37
em Política, Destaque, Notícias
Quaest: 52% Rejeitam Redução De Penas De Envolvidos No 8 De Janeiro - Gazeta Mercantil

A maioria dos brasileiros rejeita a redução das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17). O levantamento mostra que 52% dos entrevistados são contra a diminuição das punições, enquanto 39% se dizem a favor e 9% não souberam responder. A sondagem foi publicada dias após o Congresso Nacional derrubar veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e viabilizar a Lei da Dosimetria, que altera o cálculo das penas relacionadas aos crimes de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O resultado revela que a discussão sobre o 8 de janeiro segue como um dos temas de maior tensão política no país. A mudança na dosimetria das penas tem impacto direto sobre condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes e também passou a ser associada, por parte expressiva da população, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por envolvimento na trama golpista.

De acordo com a Quaest, 54% dos entrevistados afirmaram acreditar que a alteração no cálculo das penas tem como objetivo reduzir a punição de Bolsonaro. Outros 34% disseram entender que a lei busca diminuir a pena de todos os condenados, enquanto 12% não souberam responder.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Maioria rejeita redução das penas do 8 de janeiro

A pesquisa perguntou aos entrevistados se eram a favor ou contra a redução das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A resposta majoritária foi contrária à mudança: 52% rejeitam a redução, ante 39% que apoiam a medida.

O dado mostra que, mesmo após avanço da proposta no Congresso, a redução das penas enfrenta resistência na opinião pública. A diferença de 13 pontos percentuais entre contrários e favoráveis indica que o tema ainda tem alto custo político, especialmente por envolver ataques contra o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

A rejeição, porém, varia conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre eleitores identificados como bolsonaristas, a desaprovação à redução das penas é menor. Nesse grupo, segundo o levantamento, 31% se dizem contra a medida.

Entre entrevistados da esquerda não lulista, a rejeição chega a 72%. Já entre independentes, 56% desaprovam a redução. Esses recortes indicam que a percepção sobre a dosimetria das penas está fortemente relacionada à leitura política dos atos de 8 de janeiro e ao impacto da medida sobre Bolsonaro.

Lei da Dosimetria reacende disputa entre Congresso e Planalto

A divulgação da pesquisa ocorre após o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgar a Lei da Dosimetria. A nova legislação foi viabilizada depois que o Congresso derrubou veto do presidente Lula ao projeto que alterava o cálculo das penas.

A medida afeta crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Na prática, a mudança pode reduzir punições aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro, dependendo da interpretação judicial e do enquadramento de cada caso.

O tema se tornou um novo ponto de atrito entre governo, oposição e Judiciário. Para setores favoráveis à mudança, a lei corrige excessos nas penas e busca proporcionalidade nas condenações. Para críticos da medida, a alteração enfraquece a resposta institucional aos ataques contra a democracia e pode beneficiar diretamente figuras políticas condenadas.

A pesquisa Quaest mostra que essa segunda leitura tem peso relevante entre os brasileiros. A maioria dos entrevistados associa a mudança à tentativa de reduzir a pena do ex-presidente Bolsonaro, e não apenas à revisão geral das punições dos envolvidos nos atos.

Bolsonaro aparece no centro da percepção sobre a medida

O dado mais sensível da pesquisa é a percepção sobre o objetivo da Lei da Dosimetria. Para 54% dos entrevistados, a mudança no cálculo das penas tem como finalidade reduzir a punição de Jair Bolsonaro. Outros 34% afirmam que a lei busca beneficiar todos os condenados, enquanto 12% não souberam responder.

A associação direta entre a lei e Bolsonaro aumenta a temperatura política do debate. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses por envolvimento na trama golpista, e qualquer alteração legal que possa afetar o tamanho da pena tende a produzir reação entre aliados, adversários e instituições.

Esse ponto também explica por que a discussão ultrapassa o campo jurídico. Embora a dosimetria seja um tema técnico do Direito Penal, sua tramitação e promulgação passaram a ser interpretadas por grande parte da população como uma disputa política sobre o alcance das punições relacionadas ao 8 de janeiro.

A percepção captada pela Quaest indica que o Congresso pode enfrentar desgaste ao defender a medida como uma revisão ampla e institucional. Para a maioria dos entrevistados, o efeito político mais visível é a possibilidade de redução da pena de Bolsonaro.

Divisão política marca avaliação dos entrevistados

A pesquisa evidencia uma clivagem política clara. Eleitores bolsonaristas são mais favoráveis à redução das penas. Já grupos de esquerda e independentes demonstram maior resistência.

Entre bolsonaristas, a rejeição à redução das punições é de 31%, o menor índice entre os grupos citados. O dado mostra que a base mais próxima do ex-presidente tende a ver a medida de forma mais favorável, especialmente diante da possibilidade de impacto sobre Bolsonaro e demais condenados.

Na esquerda não lulista, 72% são contra a redução das penas. O índice mostra que, mesmo fora do núcleo diretamente identificado com Lula, há forte oposição à mudança quando o tema envolve os atos de 8 de janeiro.

Entre independentes, 56% rejeitam a medida. Esse grupo é politicamente relevante porque costuma ser observado por partidos e candidatos como termômetro da opinião pública fora das bases ideológicas mais organizadas.

A divisão sugere que o tema continuará presente na disputa política nacional. A forma como governo, oposição e Congresso vão tratar os efeitos da Lei da Dosimetria pode influenciar narrativas eleitorais, mobilização de bases e debates sobre democracia, anistia, punição e pacificação institucional.

Pesquisa foi feita após derrubada de veto de Lula

O levantamento foi realizado entre 8 e 11 de maio, período posterior à articulação do Congresso para derrubar o veto presidencial. A temporalidade é relevante porque a pesquisa capta a reação dos brasileiros em um momento de forte exposição pública da Lei da Dosimetria.

O veto de Lula havia barrado a proposta, mas deputados e senadores reverteram a decisão presidencial. Com a derrubada, coube ao presidente do Congresso promulgar a nova legislação.

A tramitação fortaleceu o papel do Congresso no tema e colocou o Planalto em posição de derrota política. A decisão também abriu espaço para novas disputas jurídicas sobre a aplicação da lei aos casos já julgados ou em andamento.

Especialistas em Direito Penal e Constitucional tendem a divergir sobre o alcance prático da mudança. A aplicação concreta dependerá de decisões judiciais, recursos, interpretação dos tribunais e situação processual de cada condenado.

Efeito jurídico ainda depende de interpretação dos tribunais

Embora a Lei da Dosimetria tenha sido promulgada, seus efeitos sobre penas específicas ainda dependem de análise judicial. A redução não ocorre de maneira automática para todos os condenados.

Cada caso precisa ser examinado conforme os crimes imputados, a pena aplicada, a fundamentação da sentença e a possibilidade de revisão. No caso de Bolsonaro e de outros condenados ligados ao 8 de janeiro, eventuais pedidos de adequação deverão passar pelo crivo do Judiciário.

Esse ponto é central para evitar leitura simplificada do tema. A lei altera parâmetros de cálculo, mas não substitui decisões judiciais nem elimina a necessidade de análise individual. Ainda assim, o impacto político da medida é imediato, porque reabre a discussão sobre o tamanho das punições e sobre a resposta institucional aos ataques de janeiro de 2023.

A percepção captada pela Quaest mostra que a população acompanha a mudança menos como um debate técnico e mais como uma decisão com efeitos políticos concretos. A associação com Bolsonaro reforça esse enquadramento.

Resultado amplia pressão sobre Congresso

O resultado da pesquisa coloca pressão sobre o Congresso, especialmente sobre parlamentares que defenderam a derrubada do veto presidencial. Com 52% dos brasileiros contrários à redução das penas, a medida pode gerar desgaste em setores do eleitorado que veem os ataques de 8 de janeiro como episódio grave contra as instituições.

Ao mesmo tempo, o apoio de 39% indica que há uma parcela expressiva da população favorável à revisão das punições. Esse contingente tende a ser mobilizado por partidos e lideranças que argumentam haver excesso nas penas aplicadas.

A disputa, portanto, não está encerrada. A Lei da Dosimetria deve continuar no centro do debate político e jurídico, especialmente se produzir efeitos concretos sobre condenações de maior repercussão.

Para o governo Lula, o levantamento pode servir como argumento político contra a redução das penas. Para a oposição, a pesquisa mostra que há base social relevante para sustentar a tese de revisão das punições. Para o Judiciário, o cenário indica que futuras decisões sobre o tema serão acompanhadas de perto pela opinião pública.

Debate sobre 8 de janeiro segue no centro da política nacional

A pesquisa Genial/Quaest confirma que os atos de 8 de janeiro continuam como tema estruturante da política brasileira. Mais de três anos depois dos ataques às sedes dos Três Poderes, a discussão sobre punição, proporcionalidade das penas e responsabilização de lideranças ainda divide o país.

A rejeição majoritária à redução das penas indica que parte relevante da população defende a manutenção de punições mais duras aos envolvidos. Ao mesmo tempo, o percentual favorável à revisão mostra que a agenda de redução das penas tem apoio suficiente para permanecer no debate público e no Congresso.

O ponto de maior impacto político é a percepção de que a mudança pode beneficiar Bolsonaro. Enquanto 54% dos entrevistados associam a Lei da Dosimetria à redução da pena do ex-presidente, a discussão tende a continuar vinculada à disputa entre governistas, oposição e instituições.

Com a lei promulgada e os efeitos ainda dependentes de interpretação judicial, o tema deve seguir produzindo desdobramentos no Congresso, no Supremo Tribunal Federal e no ambiente eleitoral. A pesquisa mostra que, para a opinião pública, a dosimetria das penas do 8 de janeiro deixou de ser apenas uma questão jurídica e se tornou um novo capítulo da disputa política nacional.

Tags: 8 de janeiroatos de 8 de janeiroCongresso NacionalDavi AlcolumbreGenial QuaestJair BolsonaroLei da DosimetriaLulapesquisa Quaest.Políticapolítica brasileiraQuaestSTF

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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