Reag Investimentos: dono tem ligação com clubes de futebol e é alvo de investigação da PF
A Reag Investimentos, do empresário João Carlos Mansur, voltou ao centro das atenções após ser citada pela Polícia Federal (PF) na Operação Carbono Oculto, que investiga a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) em negócios da economia formal. A companhia, conhecida por suas movimentações no mercado financeiro, também acumula forte ligação com o mundo do futebol, em especial com o Palmeiras e com a negociação da SAF do Juventus.
Mansur, fundador da gestora, é conselheiro do clube alviverde e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), além de já ter atuado na construção do Allianz Parque quando trabalhou em parceria com a WTorre. Figura próxima à atual presidente Leila Pereira, ele é apontado como possível candidato à sucessão do comando do Palmeiras.
Reag Investimentos e a ligação com o Palmeiras
A trajetória de João Carlos Mansur está profundamente conectada ao Palmeiras. Como conselheiro e integrante do COF, ele exerce influência em decisões estratégicas que envolvem as finanças e a administração do clube.
Sua participação na construção do Allianz Parque, em parceria com a WTorre, consolidou sua imagem de empresário capaz de articular grandes projetos dentro do futebol. Essa atuação abriu portas para sua aproximação com a cúpula palmeirense, especialmente com Leila Pereira, e fortaleceu sua posição política no clube.
A atuação de Mansur dentro da instituição coloca a Reag Investimentos como uma marca presente indiretamente nas articulações esportivas e administrativas do Verdão.
SAF do Juventus: investimento bilionário
Outro capítulo relevante da atuação de Mansur no futebol ocorreu quando a Reag Investimentos, em parceria com a Contea Capital, participou da aquisição da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Juventus, tradicional clube da Mooca, em São Paulo.
O acordo prevê aportes de cerca de R$ 500 milhões para modernizar a estrutura do Moleque Travesso e torná-lo competitivo no cenário nacional. Essa operação exemplifica como a Reag vem expandindo sua presença para além do mercado financeiro, buscando consolidar-se também como investidora relevante no esporte.
Operação Carbono Oculto: investigação da Polícia Federal
A Reag foi incluída entre as 350 empresas citadas pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. A investigação apura irregularidades ligadas à atuação do PCC no setor de combustíveis, envolvendo supostas fraudes em etapas de produção e distribuição.
Segundo a PF, o objetivo da operação é mapear como organizações criminosas vêm tentando se infiltrar em negócios da economia formal para movimentar recursos e expandir suas redes de influência. Nesse contexto, a presença da Reag Investimentos na lista de investigadas chamou atenção pela relevância da companhia no mercado financeiro e por suas conexões no universo esportivo.
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Reag (REAG3), em conjunto com a Ciabrasf (Cia. Brasileira de Serviços Financeiros S.A.), afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades.
A influência política e econômica de João Carlos Mansur
O empresário João Carlos Mansur reúne uma trajetória marcada pela combinação entre mercado financeiro e futebol. Sua ligação com o Palmeiras, especialmente em cargos de conselho, e sua atuação na SAF do Juventus o colocam como figura de peso nos bastidores esportivos.
Sua presença no Conselho Deliberativo do Verdão e no COF lhe dá poder de voto em decisões estratégicas que influenciam desde contratações até a saúde financeira da instituição. Esse protagonismo, aliado à proximidade com Leila Pereira, alimenta a percepção de que pode vir a disputar a presidência do clube no futuro.
O papel da Reag Investimentos no mercado financeiro
Fundada por Mansur, a Reag Investimentos atua em diferentes frentes do mercado de capitais, oferecendo soluções em gestão de recursos, investimentos estruturados e consultoria. A companhia já foi destaque por sua agressividade em operações financeiras e por buscar oportunidades em setores variados, incluindo energia, infraestrutura e esportes.
A presença no mercado é reforçada pela negociação de ativos no segmento de crédito e pela busca por alternativas inovadoras de financiamento. Apesar da atual investigação, a Reag tenta manter sua imagem de empresa sólida e comprometida com boas práticas.
Reag e a imagem pública diante da investigação
A inclusão da Reag Investimentos na Operação Carbono Oculto representa um desafio para a imagem da empresa. Mesmo colaborando com as autoridades, o simples fato de estar associada a um processo dessa magnitude afeta a percepção de investidores, clientes e parceiros.
Analistas de mercado afirmam que a relação da Reag com o futebol, somada ao peso do nome de Mansur dentro do Palmeiras, amplia o impacto das notícias. Afinal, a visibilidade esportiva cria uma exposição ainda maior para qualquer polêmica.
Perspectivas para o futuro
O desfecho da investigação determinará se a Reag conseguirá preservar sua reputação e manter seus projetos em andamento. No caso da SAF do Juventus, há expectativa de continuidade dos investimentos, uma vez que os aportes já foram programados em conjunto com a Contea Capital.
No Palmeiras, a atuação política de Mansur deve seguir sendo observada de perto, especialmente no contexto de uma futura eleição presidencial. Sua presença no COF e sua proximidade com Leila Pereira podem ser determinantes para definir o rumo da gestão do clube nos próximos anos.
A trajetória de João Carlos Mansur e da Reag Investimentos ilustra como o mercado financeiro e o futebol podem se cruzar em operações de grande impacto. Agora, com a investigação da Polícia Federal em andamento, o futuro da gestora e de seu fundador depende da capacidade de enfrentar a pressão institucional e preservar sua influência nos dois universos em que atua.






