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Schulz aprova recompra de ações de até R$ 147 milhões

Programa terá prazo de 18 meses e permite a aquisição de até 17,5 milhões de papéis; companhia afirma que operação será financiada por reservas de lucros

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
18/05/2026 às 10h38
em Empresas, Destaque, Notícias
Schulz Aprova Recompra De Ações De Até R$ 147 Milhões - Gazeta Mercantil

A Schulz (SHUL3; SHUL4), fabricante catarinense de compressores de ar e autopeças, aprovou um programa de recompra de até 17,5 milhões de ações próprias, com valor potencial de aproximadamente R$ 147 milhões, considerando as cotações de fechamento do pregão de sexta-feira (16). A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração em reunião realizada na quinta-feira (15) e terá prazo de execução de 18 meses.

O plano será financiado por reservas de lucros de R$ 147,9 milhões, apuradas com base nas demonstrações financeiras encerradas em 31 de março de 2026. Segundo a companhia, os recursos disponíveis são suficientes para a eventual execução integral do programa, sem comprometer obrigações financeiras, dividendos mínimos obrigatórios ou compromissos com credores.

A recompra autoriza a aquisição de até 2,5 milhões de ações ordinárias Schulz (SHUL3) e até 15 milhões de ações preferenciais Schulz (SHUL4). As operações serão realizadas exclusivamente em Bolsa, a preços de mercado, por meio da corretora Nova Futura Investimentos.

Programa busca aumentar valor ao acionista

A Schulz (SHUL3; SHUL4) informou que o objetivo da recompra é maximizar a geração de valor para os acionistas por meio de uma administração mais eficiente da estrutura de capital. A companhia também afirmou que o programa oferece uma alternativa adicional de liquidez para os papéis.

Programas de recompra costumam ser utilizados por empresas que avaliam haver oportunidade de adquirir ações próprias em condições consideradas atrativas. Na prática, a operação pode reduzir a quantidade de papéis em circulação, formar posição em tesouraria ou permitir cancelamento futuro das ações adquiridas.

Para investidores, a recompra pode ser interpretada como sinal de confiança da administração na geração de caixa da companhia e na capacidade de alocar capital sem comprometer a operação. O efeito final, porém, depende do volume efetivamente comprado, do preço pago e da destinação dada aos papéis.

A autorização não obriga a Schulz (SHUL3; SHUL4) a comprar todo o montante aprovado. A diretoria poderá definir o ritmo das aquisições ao longo dos 18 meses, conforme condições de mercado, liquidez das ações, disponibilidade financeira e avaliação estratégica da companhia.

Limite inclui ações ordinárias e preferenciais

O programa aprovado pelo Conselho de Administração prevê a recompra de até 2,5 milhões de ações ordinárias Schulz (SHUL3). Esse volume representa cerca de 1,64% do total de papéis dessa espécie e aproximadamente 4,42% das ações ordinárias atualmente em circulação.

No caso das ações preferenciais Schulz (SHUL4), o limite é de até 15 milhões de papéis. O montante corresponde a aproximadamente 7,33% do total dessa categoria e a até 8,72% das preferenciais em circulação.

A companhia possui atualmente 229,3 milhões de ações em circulação, sendo 56,6 milhões ordinárias e 171,9 milhões preferenciais. Em tesouraria, a Schulz (SHUL3; SHUL4) mantém 820,6 mil papéis.

A diferença entre os limites definidos para cada classe de ação acompanha a estrutura de capital da empresa e a quantidade de papéis em circulação. As ações preferenciais concentram o maior volume autorizado no programa.

Desembolso potencial chega perto de R$ 147 milhões

O valor potencial do programa se aproxima de R$ 147 milhões com base nos preços de fechamento de sexta-feira (16). As ações ordinárias Schulz (SHUL3) encerraram o pregão a R$ 27,94. Nesse preço, a compra de 2,5 milhões de papéis exigiria desembolso de até R$ 69,85 milhões.

As ações preferenciais Schulz (SHUL4) fecharam a R$ 4,95. Considerando o limite de 15 milhões de papéis, o custo potencial seria de R$ 74,25 milhões. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 144,1 milhões, podendo se aproximar do valor total do programa conforme a oscilação dos papéis em Bolsa.

O desembolso efetivo dependerá das cotações no momento de cada operação. Como as compras serão feitas a preços de mercado, o custo final pode ser maior ou menor que a estimativa baseada no fechamento anterior.

A companhia informou que o programa será lastreado por reservas de lucros de R$ 147,9 milhões. Esse valor serve como base financeira para a recompra, mas não significa que a empresa necessariamente utilizará todo o limite autorizado.

Recompras serão feitas em Bolsa

A Schulz (SHUL3; SHUL4) informou que as aquisições ocorrerão exclusivamente em ambiente de Bolsa. A corretora intermediária será a Nova Futura Investimentos.

A diretoria terá autonomia para definir o momento e o volume de cada operação, desde que respeitados os limites aprovados pelo Conselho de Administração e as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O programa seguirá a Resolução CVM nº 77/2022, que regula negociações de companhias abertas com ações de própria emissão.

Os papéis recomprados poderão ser mantidos em tesouraria, cancelados ou alienados posteriormente. A destinação será definida pela administração da companhia, de acordo com as condições de mercado e a estratégia de capital.

Enquanto permanecerem em tesouraria, as ações não terão direitos patrimoniais nem direitos de voto. Esses papéis também serão desconsiderados no cálculo dos quóruns de instalação e deliberação previstos na Lei das Sociedades por Ações.

Companhia condiciona recompra à saúde financeira

O documento enviado à CVM estabelece salvaguardas para a execução do plano. A diretoria da Schulz (SHUL3; SHUL4) só poderá realizar as recompras após verificar que as operações são compatíveis com a situação financeira da companhia.

A empresa informou que o programa não poderá comprometer o pagamento dos dividendos mínimos obrigatórios nem o cumprimento de obrigações com credores. Essa condição é relevante porque a recompra utiliza recursos próprios da empresa e deve preservar a capacidade financeira do negócio.

Para acionistas, o ponto central será a relação entre retorno de capital e manutenção da estratégia operacional. Recompras podem ser positivas quando a empresa possui caixa suficiente, geração operacional consistente e ações avaliadas como atrativas pela administração.

Por outro lado, investidores costumam acompanhar se a alocação de recursos em recompra não reduz investimentos, expansão produtiva, inovação, redução de dívida ou distribuição de dividendos. No caso da Schulz (SHUL3; SHUL4), a companhia afirmou que a operação será sustentada por reservas de lucros já constituídas.

Impacto para ações dependerá da execução

O efeito do programa sobre as ações Schulz (SHUL3; SHUL4) dependerá da execução ao longo dos 18 meses. A autorização pode aumentar a atenção de investidores sobre os papéis, mas o impacto estrutural só será conhecido conforme a companhia efetivamente realizar as compras.

Se as ações forem mantidas em tesouraria, a Schulz (SHUL3; SHUL4) poderá utilizá-las futuramente em operações corporativas, programas internos ou eventual alienação. Se optar pelo cancelamento, o número de ações em circulação poderá diminuir.

A redução da base acionária tende a elevar a participação proporcional dos acionistas remanescentes no capital da empresa. Dependendo do lucro futuro e da política de distribuição, o cancelamento de papéis também pode influenciar indicadores por ação.

Esse efeito, contudo, não é automático. Ele depende do preço médio de recompra, do volume adquirido, da destinação das ações e do desempenho financeiro da companhia nos próximos trimestres.

Schulz atua em compressores e autopeças

Com sede em Joinville, Santa Catarina, a Schulz (SHUL3; SHUL4) atua nos segmentos de compressores de ar e autopeças. A companhia tem presença em cadeias industriais ligadas a manutenção, construção, serviços, reposição automotiva e aplicações produtivas.

A diversificação entre compressores e autopeças reduz a dependência de um único mercado, mas mantém a empresa exposta ao ciclo econômico. Demanda industrial, crédito, renda, investimentos em produção e consumo de bens duráveis influenciam o desempenho do setor.

Empresas industriais listadas em Bolsa costumam ser avaliadas pelo mercado com base em margens, geração de caixa, capacidade de exportação, endividamento, carteira de pedidos e disciplina na alocação de capital. Nesse contexto, programas de recompra podem reforçar a percepção de controle financeiro quando acompanhados de resultados consistentes.

A decisão da Schulz (SHUL3; SHUL4) ocorre em um momento em que investidores monitoram com atenção companhias capazes de combinar crescimento, rentabilidade e retorno ao acionista.

Recompra reforça política de capital

A aprovação do programa recoloca a Schulz (SHUL3; SHUL4) no radar de investidores interessados em companhias com medidas de retorno de capital. A recompra é uma alternativa à distribuição direta de dividendos, embora tenha dinâmica diferente.

Enquanto dividendos representam transferência imediata de caixa aos acionistas, recompras podem gerar valor por meio da redução de ações em circulação ou da aquisição de papéis em momentos considerados favoráveis. A escolha entre uma estratégia e outra depende da política financeira da empresa e da avaliação da administração sobre o melhor uso do capital.

No caso da Schulz (SHUL3; SHUL4), a companhia afirmou que pretende administrar de forma mais eficiente sua estrutura de capital. Essa sinalização indica preocupação com a relação entre caixa, reservas, liquidez, retorno ao acionista e preço dos papéis no mercado.

Para o investidor, o acompanhamento do programa exigirá atenção a comunicados futuros, volume de ações em tesouraria, eventuais cancelamentos e impacto sobre indicadores financeiros.

Mercado acompanha ritmo das aquisições

O programa terá prazo de 18 meses, o que dá flexibilidade à Schulz (SHUL3; SHUL4) para executar as recompras de forma gradual. A companhia poderá aproveitar janelas de mercado, ajustar o ritmo das operações ou não utilizar integralmente o limite autorizado.

O fato relevante foi assinado por Ovandi Rosenstock, diretor-presidente e responsável pelas relações com investidores da companhia. O documento formaliza os parâmetros do programa e informa ao mercado os limites de aquisição por classe de ação.

A partir de agora, o foco dos investidores será o ritmo das recompras, a evolução das cotações e a destinação dos papéis adquiridos. Também será observada a capacidade da companhia de manter dividendos, investimentos e obrigações financeiras durante a execução do plano.

A recompra de até R$ 147 milhões reforça a estratégia da Schulz (SHUL3; SHUL4) de otimizar sua estrutura de capital e ampliar a geração de valor aos acionistas. O resultado efetivo para o mercado dependerá da execução do programa e das condições das ações ao longo dos próximos trimestres.

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O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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