Suzano 4T25 (SUZB3) supera expectativas e fluxo de caixa reforça potencial das ações
A Suzano 4T25 (SUZB3) apresentou resultados financeiros robustos, superando as estimativas do mercado, impulsionada por volumes expressivos em celulose e papel, eficiência operacional e geração consistente de caixa. O desempenho reforça a atratividade das ações (SUZB3) e evidencia a capacidade da empresa de enfrentar desafios globais, mesmo diante de um cenário de pressões sobre commodities e volatilidade cambial.
O Ebitda ajustado da Suzano 4T25 (SUZB3) atingiu R$ 5,6 bilhões no trimestre, crescimento de 7% a 8% em relação ao 3T25 e 10% a 13% acima das projeções de casas como XP Investimentos e Genial. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de celulose, que somaram 3,4 milhões de toneladas, alta de 7,6% frente ao trimestre anterior e acima das expectativas do mercado.
Volumes de produção e vendas impulsionam resultados
Os embarques de celulose foram o principal motor do resultado da Suzano 4T25 (SUZB3). A diversificação geográfica foi estratégica, com maior exposição à Europa e América do Norte, mercados que operam com prêmio em relação à China. Além disso, a recomposição de estoques na Ásia antes do ano-novo chinês contribuiu para o desempenho positivo.
A XP Investimentos destacou que a divisão de celulose teve melhorias significativas, impulsionadas por volumes maiores, preços controlados e eficiência operacional. A Genial salientou que a Suzano 4T25 (SUZB3) superou a maioria dos indicadores de mercado, demonstrando força operacional mesmo em um ambiente global desafiador para commodities.
No segmento de papel, a Suzano 4T25 (SUZB3) também superou as expectativas. Foram vendidas 474 mil toneladas, alta de 8,7% no trimestre e 10% na comparação anual. O desempenho positivo foi sustentado pelo mercado doméstico, abrangendo os segmentos Imprimir & Escrever, Tissue, Embalagens e o impacto sazonal do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A operação de Pine Bluff, nos Estados Unidos, manteve-se em breakeven, garantindo estabilidade operacional.
Preços de celulose e papel: desafios e tendências
Mesmo com leve valorização do real frente ao dólar, os preços médios de celulose da Suzano 4T25 (SUZB3) avançaram 2% em relação ao trimestre anterior, atingindo US$ 537 por tonelada. Esse movimento indica uma estabilização após trimestres de compressão, embora os preços sigam pressionados em comparação anual: queda de 15% em reais e 8% em dólar, refletindo maior capacidade integrada na China e demanda desigual global.
No papel, os preços realizados recuaram 4% no trimestre, afetados por mix desfavorável e ausência de reajustes efetivos. Apesar disso, o Ebitda da divisão apresentou crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual, mostrando que o aumento de volumes compensou parcialmente a pressão sobre preços.
Principais indicadores financeiros da Suzano 4T25 (SUZB3)
A receita líquida consolidada alcançou R$ 13,1 bilhões, crescimento de quase 8% frente ao 3T25, embora ainda em queda na comparação anual. O resultado refletiu ajustes de preços e variação cambial.
Do lado de custos, o cash COGS por tonelada caiu quase 3% em relação ao trimestre anterior, beneficiado por menor consumo de insumos, redução de despesas fixas e ganhos operacionais relacionados ao ramp-up do Projeto Cerrado, em Ribas do Rio Pardo (MS). A XP destacou o controle de custos, com cash ex-downtime 1% menor em relação ao ano anterior.
O fluxo de caixa livre (FCF) foi outro ponto positivo, totalizando R$ 2,3 bilhões, sustentado pelo Ebitda elevado, menor capex e liberação de capital de giro. O capex do trimestre ficou entre R$ 2,8 e R$ 2,9 bilhões, queda superior a 20%, refletindo a conclusão dos investimentos ligados ao pico do Projeto Cerrado. A alavancagem manteve-se estável em 3,2 vezes dívida líquida/Ebitda.
O lucro líquido consolidado foi de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo do 4T24. No entanto, o resultado foi influenciado por efeitos contábeis não recorrentes, como reavaliação de ativos biológicos. A Genial enfatizou que o resultado líquido refletiu ajustes contábeis, não estruturais, enquanto o fluxo de caixa continua sendo o principal indicador de performance para avaliação das ações (SUZB3).
Estratégias da Suzano para 2026
Para 2026, a Suzano anunciou que manterá a produção de celulose cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal, reforçando disciplina operacional e foco em rentabilidade. A XP avalia a medida como consistente com a abordagem orientada ao retorno da empresa, enquanto a Genial considera que a decisão evidencia prioridade em resultados sólidos, não apenas em volume.
Paralelamente, o Conselho de Administração aprovou programa de recompra de até 40 milhões de ações em 18 meses. Analistas destacam que a medida reforça a percepção de que SUZB3 continua subvalorizada, com múltiplo de 5,3 vezes EV/Ebitda projetado para 2026, abaixo da média histórica de 7 vezes.
A expectativa de preços médios de celulose para 2026 é de US$ 550 por tonelada, abaixo do patamar spot atual, mas suficiente para sustentar rendimento de fluxo de caixa livre estimado em 15%, mantendo (SUZB3) atrativa para investidores de longo prazo.
Perspectiva de mercado e recomendação de analistas
A XP mantém visão construtiva sobre a Suzano 4T25 (SUZB3), mesmo considerando um “momentum mais brando” na precificação da celulose. A assimetria positiva em valuation e fluxo de caixa robusto sustentam recomendação de compra. A Genial projeta potencial de alta de 24% frente ao fechamento recente, com preço-alvo de R$ 63,50 por ação.
O mercado reforça que a Suzano 4T25 (SUZB3) demonstra capacidade de operar de forma eficiente, mesmo com preços pressionados, controlando custos, mantendo volumes e gerando caixa consistente, fatores essenciais para a sustentabilidade financeira e retorno aos acionistas.
Impacto da disciplina operacional nos resultados
A manutenção da produção abaixo da capacidade nominal, combinada ao programa de recompra de ações, mostra um direcionamento estratégico focado em rentabilidade e valorização das ações (SUZB3). O foco em gestão de caixa, eficiência operacional e disciplina de capital reforça a confiança do mercado e melhora a percepção de risco para investidores.
Mesmo diante de desafios externos, como volatilidade cambial e preços internacionais da celulose, a Suzano 4T25 (SUZB3) demonstra equilíbrio entre crescimento de volumes e controle de custos, criando um modelo resiliente capaz de suportar períodos de pressão econômica e estrutural.
Relevância para investidores e o mercado financeiro
O desempenho da Suzano 4T25 (SUZB3) serve como referência para investidores em commodities e papéis de base florestal. A geração consistente de caixa, decisões estratégicas de recompra de ações e manutenção de produção disciplinada elevam o valuation da empresa e fortalecem a perspectiva de longo prazo.
A capacidade de sustentar volumes elevados, margens controladas e fluxo de caixa robusto sinaliza que a Suzano 4T25 (SUZB3) está posicionada de forma competitiva, preparada para enfrentar pressões globais e capturar oportunidades de valorização de longo prazo, consolidando SUZB3 como ação de destaque no setor de papel e celulose.









