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Home Política

Lula confirma taxação das big techs e endurece regras

Presidente afirma que não aceitará uso das plataformas digitais para disseminar ódio e desinformação no Brasil

por Redação
17/07/2025 às 16h51 - Atualizado em 30/09/2025 às 00h05
em Política, Destaque, Notícias
Presidente Afirma Que Não Aceitará Uso Das Plataformas Digitais Para Disseminar Ódio E Desinformação No Brasil - Gazeta Mercantil

Lula confirma taxação das big techs e endurece tom contra ataques nas redes

Durante sua participação no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou que seu governo irá implementar a taxação das big techs, com foco principal nas plataformas digitais americanas que operam no Brasil. Em um discurso marcado por forte apelo à soberania nacional e à proteção de grupos vulneráveis, Lula criticou a atuação das redes sociais na propagação de mentiras, violência e preconceito.

A proposta de taxação das big techs não é nova, mas ganha agora contornos mais amplos, pois está diretamente ligada a um projeto de regulação da internet, da liberdade de expressão e da responsabilidade digital no país. Lula deixou claro que não permitirá que as plataformas estrangeiras continuem atuando sem contrapartidas fiscais e regulatórias, especialmente quando seus algoritmos são usados para disseminar conteúdos que violam os direitos humanos.


Taxação das big techs: o que Lula pretende

Medida fiscal e política contra abusos digitais

O governo brasileiro está preparando um pacote de medidas que inclui a taxação das big techs — como são chamadas as grandes empresas tecnológicas americanas que atuam globalmente, incluindo Google, Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp), X (antigo Twitter), Amazon e TikTok. O foco não é apenas arrecadatório, mas também regulatório e social.

Segundo o presidente, essas empresas se beneficiam do imenso mercado digital brasileiro, obtêm lucros bilionários, mas não contribuem proporcionalmente para o país. Mais grave ainda, de acordo com Lula, é a passividade com que permitem que suas plataformas sejam usadas para ataques contra mulheres, negros, indígenas, população LGBTQIA+ e crianças.


Liberdade de expressão versus discurso de ódio

Lula defende regulação ética das redes sociais

Ao criticar o uso indevido da liberdade de expressão, Lula ressalta que o princípio democrático não pode servir de escudo para a disseminação da violência. No Brasil, onde as redes sociais têm forte influência na formação da opinião pública, a ausência de responsabilização das plataformas digitais representa um risco à integridade social.

A taxação das big techs seria, portanto, apenas uma parte do projeto maior de regulação da atuação dessas empresas. O governo pretende avançar com medidas que obriguem as plataformas a removerem conteúdos ilegais e adotarem mecanismos mais eficazes de moderação.


Marco Civil da Internet: nova fase de regulação digital

STF aprova nova redação com foco na responsabilidade das plataformas

O debate sobre a taxação das big techs está alinhado com decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho, foi aprovada uma nova redação para o Marco Civil da Internet, reforçando a obrigação das plataformas digitais em remover conteúdos ilegais postados por usuários.

Essa atualização legislativa é considerada um avanço na regulamentação da internet brasileira, que por anos funcionou em um vácuo normativo quando se tratava da responsabilização de empresas digitais por conteúdos nocivos. Agora, com a taxação em vista, o Brasil caminha para se alinhar com países europeus que já adotaram legislações semelhantes.


O Brasil no contexto global da regulação digital

Tendência internacional de responsabilização das big techs

A taxação das big techs não é uma exclusividade brasileira. Em países como França, Reino Unido, Itália e Alemanha, tributos específicos já são aplicados a empresas que exploram a publicidade e os dados dos usuários sem presença física significativa nesses países.

O Brasil, com mais de 150 milhões de usuários ativos de internet e um dos maiores mercados de redes sociais do mundo, tornou-se um território estratégico para essas plataformas. No entanto, a ausência de regras claras e o desequilíbrio na relação de poder entre o Estado e as big techs têm sido alvos de crítica crescente entre juristas, ativistas e especialistas em tecnologia.


As big techs e os impactos sociais no Brasil

Plataformas digitais como vetores de desinformação

A taxação das big techs também deve considerar o impacto social causado pelo uso indiscriminado de suas plataformas. Nos últimos anos, o Brasil vivenciou campanhas de desinformação que impactaram eleições, promoveram discursos negacionistas durante a pandemia e agravaram tensões sociais com ataques diretos a minorias.

Esse ambiente de hostilidade, muitas vezes incentivado por algoritmos que priorizam o engajamento a qualquer custo, tem gerado um debate urgente sobre o papel dessas empresas na construção (ou destruição) do tecido social. Para o governo, tributar as big techs é um primeiro passo para exigir maior responsabilidade e investimento em mecanismos de proteção digital.


O papel da UNE e o simbolismo do discurso

Estudantes como agentes da transformação digital

A escolha do Congresso da UNE como espaço para o anúncio da taxação das big techs não foi casual. A entidade representa historicamente a vanguarda do pensamento progressista entre a juventude brasileira e tem papel decisivo em mobilizações sobre temas estruturais do país.

Lula utilizou o evento para dialogar diretamente com os estudantes e mobilizar apoio para a regulação das plataformas. Ao afirmar que “o dono do Brasil é o povo brasileiro”, ele reforça o princípio da soberania popular sobre a influência de interesses corporativos e internacionais.


O que muda com a taxação das big techs

Medidas práticas previstas no novo projeto

O pacote em desenvolvimento pelo governo prevê que a taxação das big techs incluirá:

  • Imposto sobre receita obtida por serviços digitais no Brasil;

  • Exigência de representação fiscal legal no território nacional;

  • Transparência sobre uso de dados e algoritmos;

  • Responsabilidade compartilhada por conteúdos ilegais;

  • Penalidades para descumprimento de ordens judiciais.

Além disso, parte da arrecadação com a nova taxação poderá ser destinada a políticas públicas de educação digital, combate à desinformação e proteção de grupos vulneráveis na internet.


Expectativas do mercado e da sociedade civil

Resistência esperada e mobilização social

A proposta de taxação das big techs certamente enfrentará oposição de representantes do setor privado, de instituições ligadas ao comércio internacional e possivelmente até de setores do governo norte-americano. No entanto, a sociedade brasileira tem se mostrado cada vez mais sensível à necessidade de proteger seu ecossistema digital.

Organizações não governamentais, movimentos sociais e coletivos acadêmicos devem apoiar a medida, sobretudo diante dos episódios recentes de violência digital e discursos de ódio nas redes.


O Brasil assume protagonismo na regulação digital

A decisão de implementar a taxação das big techs posiciona o Brasil como uma das principais nações em desenvolvimento a reagir de forma firme aos abusos das gigantes digitais. Para Lula, não se trata apenas de arrecadação, mas de soberania, proteção da democracia e do bem-estar da população brasileira — especialmente de seus grupos mais vulneráveis.

A proposta abre um novo ciclo de debates sobre liberdade, responsabilidade e justiça no ambiente digital. E, ao que tudo indica, o Brasil está pronto para liderar essa transformação.

Tags: big techsbig techs no Brasildiscurso de ódio nas redesliberdade de expressão digitalLulaLula e redes sociaisPolíticaregulação digital no Brasilresponsabilidade das plataformasSTF Marco Civiltributação de empresas digitais

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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