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Home Tecnologia

TikTok sob ataque: 13 estados processam o aplicativo por prejuízos à saúde mental

por Redação
09/10/2024 às 21h22 - Atualizado em 16/09/2025 às 00h44
em Tecnologia, Destaque, Notícias, Saúde
Tiktok Processado Por Danos À Saúde Mental - Gazeta Mercantil

Na terça-feira, 8 de outubro de 2023, treze estados dos Estados Unidos, juntamente com o Distrito de Columbia, entraram com processos separados contra o TikTok, acusando a plataforma de criar um aplicativo intencionalmente viciante, que prejudica a saúde mental de crianças e adolescentes. Esta ação legal destaca a crescente preocupação com o impacto das redes sociais na juventude, ao mesmo tempo que questiona a transparência e os compromissos de segurança do aplicativo, que é de propriedade da empresa chinesa ByteDance.

Acusações e Alegações

Os procuradores-gerais, representando um grupo bipartidário, alegam que documentos internos do TikTok revelam uma estratégia deliberada para maximizar os lucros por meio do aumento do tempo de uso do aplicativo, sem considerar os danos que isso pode causar aos jovens usuários. Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, afirmou em entrevista: “O TikTok sabia dos danos às crianças, mas optou pelo vício e pelos lucros em detrimento da saúde mental e física de nossos jovens.” Esta declaração resume a essência das alegações feitas contra a empresa.

Vício e Saúde Mental

Os processos indicam que o TikTok projetou recursos que promovem o uso compulsivo do aplicativo, levando crianças a usá-lo até tarde da noite, em vez de dormirem. Os procuradores-gerais afirmam que o TikTok utiliza notificações incessantes, vídeos efêmeros e transmissões ao vivo para manter os usuários engajados, gerando mais receita com anúncios. Essa prática levanta preocupações sobre os efeitos do aplicativo na saúde mental dos jovens, que podem se sentir pressionados a estar constantemente conectados.

Além disso, o TikTok é acusado de enganar os usuários em relação aos seus chamados “limites de tempo de tela”. A plataforma afirmou que impõe um limite de 60 minutos de uso diário para jovens, mas os procuradores alegam que esse recurso é enganoso e não é efetivamente aplicado.

Filtros de Beleza e Transtornos Mentais

Outro ponto de crítica se refere aos filtros de beleza do TikTok, que alteram a aparência dos usuários. Os estados argumentam que esses filtros têm um impacto negativo significativo, especialmente sobre as mulheres jovens. Um estudo citado no processo de Nova York revela que 50% das meninas acreditam que não ficam bem sem edição, aumentando a pressão estética e contribuindo para problemas de autoestima e saúde mental.

Bonta observou que o TikTok está ciente dos efeitos prejudiciais de seus filtros, mas ainda opta por mantê-los disponíveis na plataforma. Esta decisão levanta questões éticas sobre a responsabilidade da empresa em relação ao bem-estar de seus usuários mais jovens.

Desafios Legais e Oposição do TikTok

Esses processos se somam a uma série de desafios legais que o TikTok enfrenta nos Estados Unidos, onde a plataforma conta com cerca de 170 milhões de usuários mensais. Além das ações judiciais dos estados, uma lei federal aprovada em abril exige que o aplicativo seja banido no país, a menos que seja vendido até janeiro de 2024. O TikTok já contestou essa lei, alegando que é inconstitucional.

A empresa respondeu às acusações, afirmando que discorda veementemente das alegações e que possui salvaguardas robustas para proteger usuários jovens. O porta-voz Alex Haurek afirmou: “Estamos orgulhosos do trabalho que temos feito para proteger os adolescentes e continuaremos a atualizar e melhorar nosso produto.” Essa defesa destaca a posição do TikTok frente a um ambiente regulatório e jurídico cada vez mais hostil.

Comparações com a Indústria de Mídia Social

O procurador-geral do Distrito de Columbia, Brian Schwalb, fez comparações entre a mídia social e a televisão, enfatizando que, ao contrário da TV, onde os pais podem controlar o consumo, a natureza do TikTok e de outras plataformas de mídia social torna essa supervisão muito mais difícil. “Os pais não estão obtendo informações diretas do TikTok, para começar. Não há transparência sobre como proteger seus filhos”, declarou Schwalb.

As preocupações levantadas pelos procuradores são refletidas em um movimento mais amplo para responsabilizar as plataformas de mídia social pelos danos que podem causar aos usuários jovens. Este cenário legal é semelhante às ações movidas contra a Meta, antiga Facebook, que também enfrenta críticas por práticas que afetam a saúde mental de adolescentes no Instagram e Facebook.

Regulamentação e Ação Governamental

Com o aumento das preocupações sobre a saúde mental e o bem-estar das crianças na era digital, há uma crescente pressão por regulamentações mais rigorosas sobre as plataformas de mídia social. Os procuradores-gerais afirmam que a conduta do TikTok viola as leis de proteção ao consumidor e as promessas feitas em acordos anteriores sobre a coleta de dados de crianças. O Departamento de Justiça dos EUA já entrou com um processo federal, argumentando que as políticas do TikTok em relação a crianças menores de 13 anos violam a Lei de Proteção à Privacidade Online de Crianças.

Além disso, o TikTok é acusado de ter um “efeito de caça-níquel” em seus usuários mais jovens, conforme revelado em processos anteriores, e de se referir internamente aos adolescentes americanos como um “público de ouro”. Essa linguagem e essas práticas alimentam preocupações sobre como as plataformas priorizam lucros em detrimento da saúde e segurança de seus usuários.

Futuro do TikTok

Enquanto os processos se desenrolam, o futuro do TikTok nos Estados Unidos permanece incerto. O aplicativo pode ser obrigado a se vender ou mudar suas práticas para se adequar às novas regulamentações. No entanto, procuradores como Schwalb afirmam que a responsabilidade pelo que acontece com os jovens usuários deve permanecer, independentemente de quem possua o aplicativo. “A menos que, e até que, os modelos de negócios mudem, será importante para mim, e para meus colegas em outros estados, responsabilizar o TikTok, seja quem for seu proprietário”, destacou Schwalb.

O processo movido contra o TikTok pelos treze estados e pelo Distrito de Columbia representa uma nova fronteira na luta pela segurança e bem-estar das crianças e adolescentes em um mundo cada vez mais digital. Com as alegações de vício intencional e danos à saúde mental, a pressão sobre a plataforma para adotar práticas mais seguras e transparentes só deve aumentar. À medida que a sociedade busca equilibrar o uso de tecnologias modernas com a proteção de seus jovens, o futuro do TikTok e de outras plataformas de mídia social pode depender de mudanças significativas em suas políticas e operações.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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